quinta-feira, 25 de abril de 2013

3 ANOS DE BLOG!! "COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", O DOUTOR HÉLIO SATO!!



Em mais uma “Com a Palavra, o Especialista" do mês de aniversário do A Endometriose e Eu, a seção aborda mais uma vez os análogos de GnRH. Recebi esta pergunta pelo facebook e no mesmo momento já perguntei à EndoLeitora se poderia colocá-la aqui. Imagino que esta possa ser uma dúvida de muitas EndoMulheres que estão neste mesmo tratamento. Ainda mais por se tratar de uma das dores que mais falamos aqui, a dispareunia. A leitora Bianca Ciola, do ABC Paulista, conta que está em tratamento com o Zoladex e que a dor pélvica melhorou, mas que está sentindo “dores durante a relação sexual”. É normal, não é? O que fazer? A outra pergunta é uma das maiores dúvidas de quem está pensando em engravidar ou para quem já está grávida. Para as futuras EndoMamães, ôôôôô dúvida cruel.. Qual o melhor parto: normal ou cesárea?  Peço às EndoMamães que já passaram por esta experiência deixar sua opinião aqui. Apesar de já ter sofrido com muita dor, eu sempre soube que no dia que tiver filho, meu parto com certeza será cesárea. Minha mãe teve eu e minghas duas irmãs de parto normal, mas eu não tenho essa coragem dela não... e olha que estamos em outros tempos.  

Lembramos que esta seção é informativa e foi idealizada com o objetivo de esclarecer dúvidas comuns entre as EndoLeitoras e que ela não substitui sua consulta médica. Por isso, não é permitido abordar casos específicos que interfira no tratamento. Quem tiver dúvidas, deixe-as aqui com nome e sobrenome (pode ser siglas), a cidade e o estado. Ah, e para quem não conseguiu assistir minha participação no programa "Profissão Saúde", na última terça-feira, dia 23, assim que a produção liberar o programa irei colocá-lo no blog. Beijos com carinho!!

1 - Tomei a injeção de Zoladex 10.8 e melhorou muito a minha cólica. Porém, após a injeção comecei a sentir dores durante a relação sexual. Eu não tinha essas dores antes. É normal? Bianca Ciola, São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.

Doutor Hélio Sato: O Zoladex (como outros análogos de GnRH) diminui consideravelmente a produção dos hormônios femininos, que leva à queda da libido e da lubrificação da vagina. Assim, frequentemente, surgem dores no ato da penetração (no início da atividade sexual). Porém, se as dores forem sentidas mais ao fundo da vagina, pode ser que seja algum implante de endometriose que esteja resistindo à ação terapêutica da medicação. Sugiro, assim, rever com o médico que a acompanha uma reavaliação.

2 - Qual o melhor tipo de parto para quem tem endometriose e por quê? E se ainda não há cura para a doença, por que é sugerido que a mulher engravide? Hosana Santana - São Paulo - SP

Doutor Hélio Sato: Não há preferências em relação à via de parto devido a endometriose. A decisão sobre o parto pauta-se em parâmetros do pré-natal. Porém, dado a hipervalorização da gravidez, habitualmente, opta-se pela cesárea pelo maior conforto, e talvez, pela segurança. A cura pode ser alcançada se for retirado o útero e os ovários (nota da editora: como já escrevemos aqui). Porém, esta alternativa deve ser proposta principalmente nas mulheres mais maduras e que não desejam mais gestar. Porém, a associação de tratamento cirúrgico + clínico ou somente o tratamento clínico, dependendo de caso a caso, quando supervisionado por especialista e com aceitação do tratamento pela paciente, via de regra, controla muito bem a endometriose, sem que haja necessidade de histerectomia. Na gravidez, devido aos 9 meses sem menstruação + o período de amamentação inibe eficazmente a endometriose. Porém, esta deve ser opção para àqueles casais que desejam ter filhos, não deve ser considerada para as mulheres que não desejam ter filhos no momento, independentemente do grau da endometriose. E dependendo do caso, as opções terapêuticas são eficazes no tratamento da endometriose.

Sobre o doutor Hélio Sato:


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

terça-feira, 23 de abril de 2013

EU E O BLOG AO VIVO NO PROGRAMA PROFISSÃO SAÚDE, DAS 19H ÀS 20H!!!

É hoje terça-feira, dia 23, das 19h às 20h, eu e o blog estaremos ao vivo no "Programa Profissão Saúde" apresentado por Fernando Mattos. Eu e o doutor Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de algia pélvica e endometriose da Unifesp, iremos falar sobre As dores da endometriose. Para assistir ao programa ao vivo acesse: http://www.tvgeracaoz.com.br/  Para participar e só acessar esse link no horário do programa. Beijo carinhoso!








segunda-feira, 22 de abril de 2013

EU E O BLOG AMANHÃ AO VIVO NA WEB NO PROGRAMA PROFISSÃO SAÚDE SOBRE ENDOMETRIOSE!!

Amanhã, terça-feira, dia 23, das 19h às 20h, eu e o blog estaremos ao vivo no programa "Programa Profissão Saúde" apresentado por Fernando Mattos. Eu e o doutor Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de algia pélvica e endometriose da Unifesp, iremos falar sobre As dores da endometriose. Para assistir ao programa ao vivo acesse: http://www.tvgeracaoz.com.br/  Para participar e só acessar esse link no horário do programa.

Sabe quando você trabalha, trabalha e Deus te dá uma mãozinha? Pois é, Deus está sempre ao lado de seus filhos do bem e para o bem! Um belo dia de março, alguns dias antes do I Brasil na Conscientização da Endometriose, fui ao banco (o que acontece uma vez ao ano e olhe lá!) Então, com certeza foi Deus quem me mandou lá, naquele dia e naquela hora! E quando a minha gerente ia falar: "Eu preciso te apresentar uma pessoa", eis que a pessoa apareceu lá: o apresentador Fernando Mattos, e a Flávia deu um grito: "Nossa estava falando de vc!". "Coisa de Deus", pensei. "Obrigada, Senhor", agradeci bem baixinho.

Ali troquei cartão com o Fernando, falei um pouco sobre o blog, sobre o evento, mas como ele viajaria com a família na Páscoca, não pode ir. Ele disse que já estava a fim de abordar o tema e  falou da possibilidade de uma entrevista em maio. Na última sexta-feira, meu telefone tocou e era o Fernando perguntando se poderíamos marcar para a próxima terça-feira, dia 23 de abril, o programa sobre endometriose. Como o programa fala diretamente com profissionais da saúde, Fernando quis um giencologista especializado em endometriose e, como eu já sabia que o doutor Hélio Sato não poderia, já fui atrás do doutor Eduardo Schor. E como o Fernando adorou quando eu falei sobre o ambulatório da Unifesp, o doutor Schor seria minha primeira opção. Beijos com carinho!!!





Mais informações em:


quarta-feira, 17 de abril de 2013

3 ANOS DE BLOG! EU E O BLOG NO UNIVERSO JATOBÁ, O SITE DA JORNALISTA ROSANA JATOBÁ!!

Ontem foi ao ar minha entrevista no Universo Jatobá, o site da jornalista Rosana Jatobá. Escrevo para agradecer a ela e também à Fernanda, quem me entrevistou. Não é a primeira vez que Rosana abre espaço em seu site para a nossa causa. Ela noticiou o primeiro evento que fizemos no país para que haja maior conscientização da endometriose, o I Brasil na Conscientização da Endometriose, realizado em 30 de março, no vão livre do MASP, em São Paulo.

Conheci a Rosana, uma brilhante profissional e uma das jornalistas que me inspira muito, quando cobri o casamento dela com exclusividade para a revista Caras, em 2008. Desde então, nossa sintonia foi incrível. Ficamos bem próximas, e, no ano passado, a gente se encontrou no desfile de um cliente da assessoria que trabalho na São Paulo Fashion Week. Assim que me viu, ela veio falar comigo e ficou impressionada com a minha magreza. Isso porque não estou no meu manequim de antes ainda. Ela perguntou delicadamente se eu tinha feito uma lipo. Dei uma risadinha (porque é isso que ando escutando sempre), e contei um rapidamente um pouco da minha história. Ela achou incrível meu trabalho social, mas principalmente, minha história de superação. Sim, agora, a endometriose é algo que consigo conviver bem, graças a perfeição da minha segunda videolaparoscopia e do meu tratamento atual.

A partir daí, ela me convidou para esta matéria que amei. É um grande orgulho para mim, que sou jornalista, ser convidada por profissionais como ela, extremamente competente e do bem. Além de lindíssima, claro. Não tenho palavras para expressar o que senti com este convite. Com certeza, este gesto dela vai salvar muitas vidas femininas. Conte sempre comigo para o que precisar. Deixo aqui o link do site Universo Jatobá e o link da matéria sobre endometriose. Adorei o título,  Endometriose e Ela. Beijos com carinho!!

http://universojatoba.com.br/endometriose-e-ela/

quinta-feira, 11 de abril de 2013

3 ANOS DE BLOG: "A VIDA DE UM ENDO MARIDO" SÓ O AMOR SALVA!!!

Hoje na seção “A Vida de um Endo Marido” vamos abordar um dos assunto mais importantes entre um casal: o amor. Como já falei milhões de vezes no blog, pra mim, só o amor salva. Salva da depressão, da tristeza e de muitas coisas... eu sou a prova viva disso! A cumplicidade entre qualquer casal é essencial para haver a harmonia na vida a dois, seja na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. Aliás, eu acho que realmente testamos o amor quando há doença e tristeza, viu. Este texto do endo marido Alexandre Vaz foi escrito sete dias após a cirurgia de sua esposa Susana, em agosto de 2012, mas ele será sempre atual. Até porque a endometriose pode ocasionar as cirurgias recorrentes. Este foi o primeiro texto que ele me enviou, e foi a partir dele que fiz o convite para escrever no blog e ajudar os maridos das endomulheres. Além do amor, o que me chamou atenção foi o companheirismo, a cumplicidade, a dedicação à companheira, dentre outros... Escolhi este texto para celebrar o amor nos 3 anos do A Endometriose e Eu. Escolhi este texto porque quero muitos endo maridos acreditando no amor. A data de nascimento do blog é dia 12, amanhã, mas iremos festejar o mês todo  Aqui, ele sente-se frágil e sem saída por ter de ir trabalhar a acompanhar o retorno pós-cirúrgico de sua esposa Susana.

O ser humano é frágil e sempre tem de optar por uma ou outra coisa, mesmo a contragosto. Não tem jeito, sempre é preciso escolher. A dedicação de um marido à sua esposa também é outro destaque do texto. Assim é um casamento, mesmo que seja para quem junte os trapos. Assumir um ao outro como “marido” ou “esposa”, é dedicar-se um ao outro por inteiro, independente da situação que tanto um ou o outro se encontre. Aproveito para pedir sugestões aos endo maridos sobre os artigos ao Alexandre. Peço que enviem sugestões de tema para alexandre.vaz.endo@gmail.com com cópia para carolinesalazar7@gmail.com e coloque no título Endo Marido, pois assim irei arquivá-lo sem abrir. E só para termos controle nas respectivas pastas. Ele também aceita sugestões para escrever o artigo sobre a falta de libido, dentre outros, ligados ao sexo, e como solucionar esta  conseqüência que acomete muitas de nós. Beijos com carinho! Caroline Salazar

"Sete dias após a operação de minha Susana, ela teve o retorno pós-cirurgia. Ao contrário daquilo que esperava, tive de ir trabalhar. E eu tive de contar com a irmã dela para acompanhá-la ao hospital enquanto eu fui trabalhar. Não é um momento crítico como foi o da cirurgia, mas era importante na mesma proporção. Porque quero que ela saiba sempre que estou ao seu lado, que a apoio, que somos um casal. Que para mim acabou a definição de “meu destino”, tendo sido substituída por “nosso destino”. Para onde formos, vamos os dois. Ainda que bastantes vezes isso significa que mesmo com ela doente eu tenho de ir trabalhar. Vê-la com dores, por vezes sem saber o que fazer ou pensar da situação em que se encontra, com a ausência de respostas, a espera pelo fim do dia em que eu chego. E, por vezes, o dia tem 16 horas em vez de 8, em que eu tenho de deixar a vida compartimentada, separada pelos portões de uma empresa. Aquela fronteira precisa de ser intransponível e impermeável. Mal o torniquete roda à minha passagem, aconteça o que acontecer, eu preciso isolar a outra parte da minha vida. Deixar pensamentos, angústias e dúvidas para trás. Porque na hora do patrão, eu tenho de conseguir dar sempre o meu melhor. E acho que até nem disfarço mal, mas cá dentro sei que poderia ser melhor. Nem que fosse 1% melhor, mas podia.

Porque nenhum de nós, que seja saudável emocional e psicologicamente, deixa de ser afetado pelo sofrimento de quem amamos. Porque nos dói no peito ver um olhar sofrido e, por vezes, desesperado antes de fecharmos a porta de casa enquanto saímos. Porque ali fica alguém que redimensionou a nossa vida, as nossas prioridades viraram o mundo ao contrário, e está a precisar de colo. E, por vezes, esquecemo-nos de coisas importantes que prometemos. E, por vezes, levamos broncas dos superiores porque não fizemos tudo o que estava combinado. E, por vezes, temos de brincar e rir com os colegas para manter a capacidade de funcionar mais um dia. Entretanto, quem precisa urgentemente de colo ficou em casa, sem capacidade de funcionar. E dói. Dói muito. Dói não estar sempre que seria preciso. No retorno médico de minha amada esposa foi um dia em que doeu, justamente por não estar onde e enquanto era preciso para quem é mais importante para mim. Porque minha equipe do trabalho estava desprovida. E lá fui eu. A minha cunhada, que sabe Deus tem problemas e cansaço de sobra, tomou o meu lugar e levou minha Susana à consulta em seu retorno pós-operatório. E eu fui trabalhar, imaginando que levaria 8 horas até ter a minha liberdade. Tal não aconteceu. Após regressar para casa, durante a tentativa de fazer o jantar, tive de interrompê-lo e retornar ao trabalho e ajudar na resolução de uma avaria. E sete dias após a cirurgia da minha Susana, tornei a não ter tempo para estar com ela, nem sequer no final do dia.

A minha Susana é de uma compreensão extraordinária. Também tem momentos em que se queixa, o que é perfeitamente normal. E eu sinto-me muitas vezes dividido entre o que fazer. Porque se por um lado está a minha família, que é para quem eu trabalho e essa é a minha prioridade número 1, se não trabalhar e não for capaz de colocar em casa o necessário para manter as nossas coisas, tudo desmorona. E lá tenho de lhe negar colo mais uma vez. Mas o meu amor por ela nunca abandona o meu coração. Onde quer que esteja, é por nós que eu lhe nego o colo que por vezes ela tanto precisa, e que me custa tanto dizer-lhe que não. E nunca se compensa. É impossível compensar um momento de carência, porque quando não o fazemos na hora, puff... já foi. Tenta-se que não seja sempre assim. Mas enquanto consigamos chegar a casa, ou telefonar a meio do dia para saber como estão as coisas, às vezes para dar um encorajamento, marcamos uma pequena presença que apesar de tudo é importante. Aqueles 2 ou 3 minutos, vilmente roubados ao patrão durante a sua hora, são para dar a quem mais precisa, e aguente-se o patrão e o chefe e o resto daquela corja que me rouba o tempo que eu preciso para dar a quem amo. Aguentem-se antes que eu vire bicho. Porque durante o dia, tenho a necessidade de fazer um exercício mental e relembrar-me de quem mais importa para mim, e porque é que eu trabalho.

Por isso, neste dia amar a minha Susana foi pedir-lhe desculpa enquanto lhe explicava que tinha de regressar à empresa, negando-lhe quase por completo o meu dia. O 7º dia após a cirurgia, em que eu devia tê-la acompanhado e afinal nem sequer restou o final. Fiz o trajeto até casa para simular um jantar e pedir desculpa à minha esposa por ter de regressar ao trabalho. Mas levei comigo o amor que temos, e que me lembra o porquê de eu lhe negar colo quando ela precisa para manter o meu posto e a confiança dos meus superiores. Apesar disso, não deixa de doer. Mas a esperança faz-me acreditar que um destes dias, vou vê-la a sorrir continuadamente como até hoje só tive alguns exemplos espaçados no tempo. Neste dia amá-la foi assim. Abraço!"



quarta-feira, 10 de abril de 2013

3 ANOS DE BLOG: "COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", O DOUTOR HÉLIO SATO!!!!

Abril é um mês muito especial para nós, afinal, "nosso filhote completa" 3 anos de vida. O dia do aniversário é dia 12, mas iremos festejar o mês todo. Porque eu sou uma mãe orgulhosa e muito coruja e acho que cada um que acessa o blog merece ler o melhor conteúdo que só o A Endometriose e Eu tem. Nunca imaginei que este blog serviria de inspiração para mulheres no mundo todo (e não só no Brasil) a criar seus blogs sobre esta enigmática doença. Eu reitero a importância de difundir informações corretas sobre a doença. E fico muito, mas muito feliz, até porque cada um é cada, tem seu jeito de pensar, de escrever e não dá para fazer nada igual. Aliás, esta é uma das frases que mais escuto quando dou uma entrevista: "Como surgiu a ideia do blog, porque como ele não existe." Ele é meu grande orgulho e hoje ele é também minha história de superação, já que a endometriose é algo muito bem resolvido em minha cabeça e, principalmente, na minha vida. Agradeço muito a Deus por ter me enviado meus anjos de branco, o doutor Hélio Sato, hoje parceiro do blog e que se dispõe a tirar dúvidas das leitoras sem se interferir nos tratamentos, com ética e respeito aos colegas, e o doutor Roberto Hiroshi Ieiri, meu amado proctologista e gastroenterologista, e quem contribuiu para a perfeição da minha segunda videolaparoscopia, em junho de2012. Hoje agradeço a Deus até mesmo pelos meus 21 anos de sofrimento com as dores fortes. Afinal, sem ela nada disso teria existido, nem o blog e a minha luta e a luta dele (o blog) para que nossa presidente, Dilma Rousseff, reconheça a doença como social no Brasil. Esta é a grande missão do A Endometriose e Eu. E tenho certeza que minha fé me salvou! O mais importante é ter fé e acreditar que tudo nesta vida tem um propósito de nosso Criador.

Por isso, a primeira seção “Com a Palavra, o Especialista” do mêsversário do blog é especial, porque são duas perguntas de duas leitoras além de muito queridas, são assíduas no blog e as quais ajudamos também em nosso grupo de apoio no facebook. A primeira é da manauara Tanísia Vital, que operou no começo do ano, e que teve de retirar todos seus órgãos reprodutores aos 35 anos, já que a doença estava bem avançada, e que agora precisa fazer a reposição hormonal. Já falamos aqui que apenas a retirada do útero, a histerectomia, não leva à cura da doença, mas também já explicamos como se dá a possível cura para quem não deseja mais ter filhos. A segunda pergunta vem da pernambucana Helitiany Nobre, que fez sua cirurgia no último mês, e que está muito em dúvida em relação ao tratamento. E eu tenho ceretza que estas dúvidas não são só delas, mas de muitas leitoras também. Se você tem alguma dúvida e quer saná-las, ou deixe sua pergunta aqui com nome, cidade e estado, ou envie para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título “Com a Palavra o Especialista”. E por falar em email, peço a todas muita paciência, pois ando com uma demanda grande de emails, e como trabalho cerca de 10 horas por dia, quase todos os dias, eu preciso dividir meu tempo livre entre pesquisa de textos, escrever textos, responder aos emails e ainda cuidar da minha vida, resolver meus problemas e sair um pouco com os amigos. Todos os emails serão respondidos, como faço desde 2010, respondo um a um com muito carinho e amor. Só peço para não replicarem os emails, como muitas estão fazendo, pois assim os 79 que tenho hoje irão virar quase 200. Beijos com carinho!!

- Tenho 35 anos e fiz a histerectomia total por conta da endometriose, há possibilidade de ela voltar fazendo a reposição hormonal? Receitaram-me o Natifa em pílulas. Qual seria a melhor reposição pra quem tem (ou tinha) endometriose? Tanísia Vital, Manaus, Amazonas

Doutor Hélio Sato: A endometriose raramente retorna após a histerectomia com retirada dos ovários e de todos os focos. Porém, dado os sintomas da falta do hormônio sexual (estrogênio) faz necessário o uso de terapia hormonal, e via de regra, nas pacientes que não tem mais útero basta o estrogênio, no seu caso o natifa. Mas, se estiver com alguma dor sugiro associar alguma progesterona, pois, este hormônio inibe a endometriose.  

- Fiz a cirurgia uma laparotomia em março e minha endometriose é grau III. Tinha focos em vários órgãos como bexiga, útero, ovário e trompas do lado direito. Já a minha trompa e ovários do lado esquerdos foram retirados. Receitaram-me o tratamento com análogo de GnRH, mas no meu estado só tem Lupron. Qual a diferença entre ele e o Zoladex? Eu quero muito engravidar, em sua opinião é preciso este tratamento antes da tentativa de engravidar? Existe um tempo ideal para tentar engravidar após esta cirurgia? Helitiany Nobre – Olinda, Pernambuco 

Doutor Hélio Sato: Não existe diferença entre as medicações, somente Zoladex é aplicado no subcutâneo e o Lupron é aplicado intramuscular, porém, a ação é idêntica. O uso do Lupron evita que a endometriose recidive em médio prazo, porém, inibe a ovulação no período do efeito da medicação, assim, dependendo da sua idade e do espermograma (exame do homem), talvez, seja melhor tentar engravidar e depois usar a medicação, se a gravidez não vier. Ou em alguns casos partir para uma fertilização, ou seja, os caminhos são vários e por isso recomendo conversar sobre todas as possibilidades com seu médico(a). Sim, habitualmente, aguarda-se 6 meses após o tratamento, mas, este tempo pode ser maior ou menor dependendo de caso a caso.  

Sobre o doutor Hélio Sato:





Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

segunda-feira, 8 de abril de 2013

AS FOTOS DO I BRASIL NA CONSCIENTIZAÇÃO DA ENDOMETRIOSE EM SÃO PAULO!!!

Após matar a curiosidade com as primeiras fotos do I Brasil na Conscientização da Endometriose, realizado no dia 30 de março, no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand),  em São Paulo, postamos as fotos oficiais do evento, tiradas pela minha amiga e designer voluntária do A Endometriose e Eu, Monica Martins. Espalhar informações corretas sobre a doença à população da maior cidade brasileira e da América Latina era um sonho antigo, que eu já alimentava há cerca de um ano e meio. Uma semana após o evento estou muito realizada e feliz. O Brasil na Conscientização da Endometriose marcou não só o início de um longo trabalho de conscientização da endometriose no país, mas também o ponta-pé de uma grande parceria: A Endometriose e Eu + Endometriose Brasil.

A meu ver, somente com a união e divulgando informações corretas sobre a doença iremos atingir nosso objetivo: salvar vidas femininas, em especial, a futura geração de endomulheres. Eu fiquei assustada com a quantidade de mulheres abordadas na rua que têm endometriose ou conheciam alguma que tem. Numa das fotos está um trio de mulheres americanas. Uma delas, de 80 anos, descobriu há pouco que tem endometriose. Daí, a teoria que a doença cessa na menopausa não serve para todas as mulheres. Afinal, cada mulher é única, e talvez, por isso também a endo seja ainda mais enigmática. Distribuímos cerca de 4 mil folhetos explicativos e uns 200 balões amarelos. E já acertamos que este será nosso evento anual de conscientização e o vão livre do MASP nosso ponto de partida. Eu até pensei em fazer em dois locais, como o MASP e a praça da Sé, no Centro, mas conversando com a Adriana Heintz e com a Marilia Jorge, elas orientaram a escolher um único local. E colorir de amarelo um pouco da avenida Paulista fazia parte do meu sonho. Eu amo a Paulista, acho uma das avenidas mais fantásticas do mundo. Tem um energia incrível e encontramos pessoas de todos os cantos desse mundão. Sinto-me tão bem nela. Sou uma goiana com alma paulistana.

Neste dia lançamos algumas ações para angariar fundos para a nossa fundação, a Associação de Mulheres com Endometriose (o nome aqui já consta como registro datado). Uma das ações é coma fita de conscientização. Um dia sai com meu amigo Renato Souza e levei uma fitinha na bolsa para saber a opinião dele se estava ficando bom ou não. Ele achou linda e logo colocou-a em mina roupa. Estávamos num barzinho e antes mesmo de eu falar alguma coisa, ele disse: "Você luta por uma causa, é preciso usá-las sempre." Nossa, não preciso dizer que amei a sugestão dele e já veio uma ideia em minha cabeça: fazer a "Corrente do Bem" com a fitinha. Iremos usar a fita amarela todos os dias. Com certeza, ao menos uma pessoa durante aquele dia irá perguntar "que fita é essa?" Assim iremos espalhar diariamente em vários cantos do Brasil mais a palavra endometriose. 

Afinal, é preciso mais conhecimento de toda nossa sociedade em relação à doença. E eu acho que esta ação é um meio de soltar aos 7 cantos o que é endometriose e seus sintomas. Assim como a panfletagem irá continuar no decorrer do ano em outros lugares. É preciso conscientizar todos os dias e não apenas em março. Seja do bem você também e junte-se a nós nesta corrente. Ah, e já acertamos a data do II Brasil na Conscientização da Endometriose para o dia 08 de março de 2014, o que tal? Unimos o útil ao agradável: o dia da Mulher que vai cair num sábado. Agradeço a todas pela ajuda, em especial, às minhas amigas Marcia Silva e Cecilia Miwa, que abraçaram a causa mesmo sem ter a doença. Em breve muitas novidades no A Endometriose e Eu. Ah, e a minha primeira sessão de RPG foi um grande milagre! Não sinto mais uma dor forte no ombro esquerdo e nem na lombar!! E para quem tem dores nas pernas, uma receita caseira do tempo da vovó que aliviou as minhas! E já estamos preparando mais camisetas. Quem quiser, favor entrar em contato no email carolinesalazar7@gmail.com, coloque o título Camisetas/ fitas de conscientização. Beijos com carinho!!

Eu, Paula Fermanda e Marilia Jorge

Paula Fernanda, Eu e Cecília Miwa, preparando os balões

Paula Fernanda, Marilia Jorge, Eu e Marcia Silva

Balão amarelo e folheto explicativo: mais consciência da endometriose


Um dos momentos mais esperados: a chegada de Patrícia Gastaldi, Lívia Lorenzini e Adriana Heintz vieram de Vitória, Espírito Santo, especialmente para o evento
Fernanda Matos
Marcia entrega balões às crianças e folhetos aos pais

Marcia Silva e Cecilia Miwa

Marcinha e Cecília em ação



Fernanda Matos, Marcia Silva, Cecília Miwa, Eu, Patrícia Gastaldi, Adriana Heintz, Lívia Lorenzini e Kadja, que trabalha com o doutor Roberto Hiroshi

Wagner, o endo marido de Fernanda, Gisele Dhal, Adriana Heintz, Patrícia Gastaldi, Graziela Reis, Simone, Eu, Edval, Thales e Lívia Lorenzini.A baixo: João, Cecília Miwa, Marcinha, Marilia Jorge e Rosilene Alves

As meninas do Endometriose Brasil abordam três americanas. Uma delas, de 80 anos, descobriu há pouco tempo que tem a doença

Wager, João, Fernanda Matos, Gisele Dhal, Adriana Heintz, Patricia Gastaldi, Eu, Livia Lorenzini, Rosilene Alvez. Agachadas: Cecilia Miwa, Marcia Silva e Marilia Jorge
Doutor Hélio Sato entre Paula Fernanda, Marilia Jorge, Patricia Gastaldi, Adriana Heintz, Eu, Lívia Lorenzini e Fernanda Matos

A panfletagem: informar sobre a doença aos passantes da avenida Paulista
João fotografa os pais






Colocando a fita de conscientização na nossa endoirmã Rosilene Alves

Momento de descontração

Gisele Dhal em ação...
.... e com Patricia Gastaldi e Lívia Lorenzini