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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!


Depois de explicar o que é a endometriose, como deve ser feito o diagnóstico da doença e como a doença afeta a qualidade de vida de uma mulher, no quarto vídeo o doutor Hélio Sato aborda a infertilidade. A endometriose é a responsável por cerca de 40 a 50% da infertilidade feminina. É um número muito alto quando se trata de apenas uma doença. A endometriose também pode estar associada a outras doenças que interfere no potencial reprodutivo da mulher, tais como: miomas uterinos, pólipos endometriais e baixa reserva ovariana. A doença também aumenta a chance de uma gravidez ectópica. Como sempre falamos aqui: a endometriose não é sinônimo de infertilidade.  Aperte o play e saiba mais sobre porque a endometriose provoca a infertilidade na mulher. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Hélio Sato responde dúvidas de duas leitoras. Uma está com suspeita de narcolepsia (nota da editora: distúrbio do sono que causa sonolência excessiva durante o dia) e quer saber se o remédio para tratar o problema poderá interferir em seu tratamento, e a outra quer saber se é normal soltar gases pela vagina. E com você, já aconteceu isso também? O doutor Hélio explica a possível causa. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

- O blog tem dicas excelentes! Acompanho sempre. Queria uma ajuda, pois pesquisei muito na internet e não encontrei respostas. Estou com suspeita de narcolepsia e se confirmar vou ter de fazer o tratamento com o medicamento Stavigille. Gostaria de saber se este medicamento tem algum impacto na endometriose?  Anônima – Rio de Janeiro

Doutor Hélio Sato: O modafinila pode interferir na ação das medicações hormonais, dentre eles, o anticoncepcional hormonal, principalmente, aqueles que são ingeridas e menos nas injetáveis, nos adesivos e nas de absorção vaginal. Portanto, sugiro trocar as medicações hormonais orais por outras vias de administração.

- É normal ter/ soltar gases pela vagina? Não estou falando na relação sexual, digo liberar gases normalmente, no dia a dia, por este órgão? Anônima – São Paulo

Doutor Hélio Sato: Não é normal, sugiro investigar  o que é, mas o mais provável é que isso ocorre por alguma flacidez das paredes da vagina que pode ser corrigido.

Sobre o doutor Hélio Sato: 


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato). 

domingo, 27 de novembro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!


Depois de falar o que é a endometriose como deve ser feito o diagnóstico da doença, no terceiro vídeo da série sobre endometriose o doutor Hélio Sato aborda o impacto da doença na qualidade de vida de uma mulher tanto na área pessoal, abordando a dispareunia, quanto na familiar, no trabalho e nos estudos. Já falamos aqui no A Endometriose e Eu que segundo estudo americano a dor durante e após as relações sexuais afeta cerca de 50% das portadoras. Depois da atividade sexual vem a vida familiar com 36% e em seguida com 35 e 32%, respectivamente, estão o desempenho escolar e a falta no trabalho. Aperte o play! Beijo carinhoso! Caroline Salazar

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!




Em "Com a Palavra, o Especialista" vamos apresentar alguns vídeos que o doutor Hélio Sato fez sobre a endometriose. É uma série de cinco vídeos explicativos. No primeiro capítulo ele fala de uma forma bem didática o que é a endometriose. Compartilhe os textos do A Endometriose e Eu e espalhe a correta conscientização sobre a doença que atinge mais de 10 milhões de meninas e mulheres brasileiras, mais de 200 milhões no mundo todo. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Em mais uma "Com a Palavra, o Especialista", o doutor Hélio Sato fala sobre a cirurgia de returada de endometrioma durante a gestação e também porque algumas mulheres sentem cólicas durante a amamentação. Graças a Deus eu não tive nenhuma dor na minha gestação e muito menos na amamentação. Eu ainda amamento minha filha de 1 ano e três meses e sou muito grata por ainda viver esse momento especial entre mãe e filho. Todos aqueles problemas que muitas mulheres relatam no início da amamentação eu não tive. Minha princesa teve a pega correta logo de primeira e meus seios nunca racharam, nunca sangraram. Agradeço muito a Deus por me presentear com esta dádiva. Mas para quem não consegue amamentar, você não é menos mãe por isso. O mais importante é o amor e a forma como você trata seu filho. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


 Perdi o ovário esquerdo, fiz FIV e estou esperando gêmeas, estou de cinco meses. Tenho sentido muitas dores e descobri que se trata de um enorme endometrioma no ovário direito. Vou precisar operar grávida, pois as dores estão cada dia pior e insuportáveis. O doutor já teve algum caso parecido? É possível operar e continuar a gravidez normalmente? Anônima

Doutor Hélio Sato:  Via de regra, durante a gravidez os implantes de endometriose ficam inativos pela alta quantidade de progesterona que é produzida inicialmente pelo ovário e posteriormente pela placenta. Assim, sugiro reavaliar se de fato o cisto é um endometrioma e também se a dor é causada pelo cisto. E, tenta-se todas as alternativas anteriormente à intervenção cirúrgica durante a gravidez. Porém, se eventualmente o cisto estiver em crescimento ou outras possibilidades da dor forem descartadas, pode-se partir para a cirurgia que neste fase, normalmente, é feita com corte. Pois, em decorrência do grande volume do útero limita a laparoscopia.

– Quando amamentei minha filha eu quase não tinha leite e morria de dor por conta da endometriose, eu sentia muita, muita cólica. O que tem a ver a amamentação com a cólica? Luciane Cunha - Paquistão

Doutor Hélio Sato:  O estímulo dos mamilos durante a amamentação libera a ocitocina, hormônio produzido pelo hipotálamo (estrutura do cérebro) que tem como função contrair células musculares que estão em tornam dos ductos que transportam o leite do fundo da mama para o mamilo. Porém, esta ação, também, ocorre no músculo uterino e deste modo, ocorrem contrações vigorosas que levam às cólicas durante a amamentação. E, este fenômeno auxilia no controle do sangramento após o parto.

Sobre o doutor Hélio Sato: 

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato). 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

3 ANOS DE BLOG: "COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", O DOUTOR HÉLIO SATO!!!!

Abril é um mês muito especial para nós, afinal, "nosso filhote completa" 3 anos de vida. O dia do aniversário é dia 12, mas iremos festejar o mês todo. Porque eu sou uma mãe orgulhosa e muito coruja e acho que cada um que acessa o blog merece ler o melhor conteúdo que só o A Endometriose e Eu tem. Nunca imaginei que este blog serviria de inspiração para mulheres no mundo todo (e não só no Brasil) a criar seus blogs sobre esta enigmática doença. Eu reitero a importância de difundir informações corretas sobre a doença. E fico muito, mas muito feliz, até porque cada um é cada, tem seu jeito de pensar, de escrever e não dá para fazer nada igual. Aliás, esta é uma das frases que mais escuto quando dou uma entrevista: "Como surgiu a ideia do blog, porque como ele não existe." Ele é meu grande orgulho e hoje ele é também minha história de superação, já que a endometriose é algo muito bem resolvido em minha cabeça e, principalmente, na minha vida. Agradeço muito a Deus por ter me enviado meus anjos de branco, o doutor Hélio Sato, hoje parceiro do blog e que se dispõe a tirar dúvidas das leitoras sem se interferir nos tratamentos, com ética e respeito aos colegas, e o doutor Roberto Hiroshi Ieiri, meu amado proctologista e gastroenterologista, e quem contribuiu para a perfeição da minha segunda videolaparoscopia, em junho de2012. Hoje agradeço a Deus até mesmo pelos meus 21 anos de sofrimento com as dores fortes. Afinal, sem ela nada disso teria existido, nem o blog e a minha luta e a luta dele (o blog) para que nossa presidente, Dilma Rousseff, reconheça a doença como social no Brasil. Esta é a grande missão do A Endometriose e Eu. E tenho certeza que minha fé me salvou! O mais importante é ter fé e acreditar que tudo nesta vida tem um propósito de nosso Criador.

Por isso, a primeira seção “Com a Palavra, o Especialista” do mêsversário do blog é especial, porque são duas perguntas de duas leitoras além de muito queridas, são assíduas no blog e as quais ajudamos também em nosso grupo de apoio no facebook. A primeira é da manauara Tanísia Vital, que operou no começo do ano, e que teve de retirar todos seus órgãos reprodutores aos 35 anos, já que a doença estava bem avançada, e que agora precisa fazer a reposição hormonal. Já falamos aqui que apenas a retirada do útero, a histerectomia, não leva à cura da doença, mas também já explicamos como se dá a possível cura para quem não deseja mais ter filhos. A segunda pergunta vem da pernambucana Helitiany Nobre, que fez sua cirurgia no último mês, e que está muito em dúvida em relação ao tratamento. E eu tenho ceretza que estas dúvidas não são só delas, mas de muitas leitoras também. Se você tem alguma dúvida e quer saná-las, ou deixe sua pergunta aqui com nome, cidade e estado, ou envie para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título “Com a Palavra o Especialista”. E por falar em email, peço a todas muita paciência, pois ando com uma demanda grande de emails, e como trabalho cerca de 10 horas por dia, quase todos os dias, eu preciso dividir meu tempo livre entre pesquisa de textos, escrever textos, responder aos emails e ainda cuidar da minha vida, resolver meus problemas e sair um pouco com os amigos. Todos os emails serão respondidos, como faço desde 2010, respondo um a um com muito carinho e amor. Só peço para não replicarem os emails, como muitas estão fazendo, pois assim os 79 que tenho hoje irão virar quase 200. Beijos com carinho!!

- Tenho 35 anos e fiz a histerectomia total por conta da endometriose, há possibilidade de ela voltar fazendo a reposição hormonal? Receitaram-me o Natifa em pílulas. Qual seria a melhor reposição pra quem tem (ou tinha) endometriose? Tanísia Vital, Manaus, Amazonas

Doutor Hélio Sato: A endometriose raramente retorna após a histerectomia com retirada dos ovários e de todos os focos. Porém, dado os sintomas da falta do hormônio sexual (estrogênio) faz necessário o uso de terapia hormonal, e via de regra, nas pacientes que não tem mais útero basta o estrogênio, no seu caso o natifa. Mas, se estiver com alguma dor sugiro associar alguma progesterona, pois, este hormônio inibe a endometriose.  

- Fiz a cirurgia uma laparotomia em março e minha endometriose é grau III. Tinha focos em vários órgãos como bexiga, útero, ovário e trompas do lado direito. Já a minha trompa e ovários do lado esquerdos foram retirados. Receitaram-me o tratamento com análogo de GnRH, mas no meu estado só tem Lupron. Qual a diferença entre ele e o Zoladex? Eu quero muito engravidar, em sua opinião é preciso este tratamento antes da tentativa de engravidar? Existe um tempo ideal para tentar engravidar após esta cirurgia? Helitiany Nobre – Olinda, Pernambuco 

Doutor Hélio Sato: Não existe diferença entre as medicações, somente Zoladex é aplicado no subcutâneo e o Lupron é aplicado intramuscular, porém, a ação é idêntica. O uso do Lupron evita que a endometriose recidive em médio prazo, porém, inibe a ovulação no período do efeito da medicação, assim, dependendo da sua idade e do espermograma (exame do homem), talvez, seja melhor tentar engravidar e depois usar a medicação, se a gravidez não vier. Ou em alguns casos partir para uma fertilização, ou seja, os caminhos são vários e por isso recomendo conversar sobre todas as possibilidades com seu médico(a). Sim, habitualmente, aguarda-se 6 meses após o tratamento, mas, este tempo pode ser maior ou menor dependendo de caso a caso.  

Sobre o doutor Hélio Sato:





Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA DOUTOR HÉLIO SATO!!

Hoje faz quatro meses que sou uma nova pessoa. Uma nova pessoa com uma nova vida. Não posso dizer que estou 100% sem dor, pois um esforço a mais que eu faço (no meu caso que tenho muito problema muscular), lá vem a danadinha da tal pontada. Agora, sinto apenas no lado direito, onde minha trompa esquerda estava aderida no meu reto. Porém, hoje até ela vem em diferente e basta umas 20 gotinhas de dipirona e pronto. Eu falo que hoje estou com uma nova vida, porque eu não acordo mais cansada e as dores no corpo só vêm depois de um dia todo no batente, pois trabalho o dia todo sentada em frente ao computador (ossos do ofício e não é uma reclamação, mas sim minha sempre realidade que eu amo!). E no fim de semana, a maldita vem quando faço coisas do cotidiano de qualquer mulher, como lavar um banheiro ou uma cozinha (o que eu adoro fazer!). É só fazer isso que fico uns três dias com dores. Quando acelero um pouco a mais no passo, voltando pra casa a pé pela avenida Paulista (o que eu também adoro fazer e é ótimo para espairecer!), dentre muitas outras coisas, seja lazer ou não, podemos sentir dores. Por isso, eu já falei aqui e repito: a endo é muito mais que uma doença, é uma nova condição de vida. Falo condição, pois muitos casos temos de deixar de fazer coisas ou fazer e saber que depois você vai arcar com todo aquele esforço que estamos fazendo. Mas sei também que não são todas que se encaixam neste perfil, mas ainda vamos falar muito sobre isso. Para melhorar meu problema muscular, em agosto, retornei à fisioterapia na Unifesp, mas isso será tema de outro post.

Neste dia especial pra mim, dos meus quatro meses sem as terríveis dores, divido com vocês um pouquinho dos conhecimentos de um dos médicos que me livrou das dores. Com vocês mais uma edição da coluna “Com a Palavra, o especialista”.  Hoje, o ginecologista Hélio Sato responde às perguntas da carioca Ana Letícia Lima e da paulista Maria Helena Nogueira, de São Paulo. Uma delas é o zoladex e eu já tomei esse veneno, e os efeitos colaterais só diminuíram quando eu tomei pequena dose diária de hormônio para combater as terríveis dores de cabeça, enjoos, tonturas, dentre muitas outras. Só quero esclarecer uma coisa: a ideia desta coluna é ter um apoio de um especialista para esclarecer dúvidas das leitoras, mas essas dúvidas têm de ser de um âmbito geral, feita por uma leitora, nada que refere diretamente apenas aquela mulher. Não é a intenção e nem a ética médica do dr. Hélio e nem a do blog, que este espaço interfira no tratamento de qualquer mulher, ou que vai falar se tal médico está certo ou não. Quando isso acontecer, as perguntas serão redirecionadas, mas continuarão com o mesmo significado, só que de um modo de que o interesse na resposta passe a ser de interesse comum a mais mulheres. Sei que posso contar com a colaboração de todas, afinal, este blog é muito democrático e visa o reconhecimento da endometriose como uma doença social no Brasil. Para participar desta seção, é só deixar as dúvidas aqui, neste post, que elas serão esclarecidas ainda neste mês pelo dr. Hélio. Beijos com carinho!!

- Quando engravidamos, as aderências do intestino se soltam naturalmente? Ana Letícia Lima – Duque de Caxias – RJ 
Doutor Hélio Sato: Depende da quantidade e da intensidade das aderências, mas, de modo geral, as aderências se desfazem com a gravidez.

- Qual a conduta para o uso do zoladex? Quais os riscos e os efeitos colaterais que essa medicação traz às mulheres que fazem uso prolongado dele? Tem um prazo máximo para usá-lo?  Maria Helena Nogueira - São Paulo - SP
Doutor Hélio Sato:  O zoladex é uma marca de medicação do grupo de análogo de GnRH e é utilizado para o tratamento de endometriose, pois inibe a produção temporária de estrogênios - que estimula os focos da doença. A indicação do Zoladex é variada, mas, habitualmente, recorre-se à medicação em casos de endometriose profunda ou estádios mais avançados da doença ou naquelas pacientes cujo tratamento com a progesterona não foi eficaz. Os riscos são muitos raros, mas, os efeitos colaterais são comuns e são semelhantes àqueles que as mulheres experimentam na menopausa, ondas de calor, secura vaginal, queda da libido, etc... Mas, a utilização de pequena quantidade de hormônios associado ao zoladex pode diminuir acentuadamente os sintomas. Quanto ao prazo, não existe um limite máximo de uso, mas, recomenda-se nos casos de endometriose a utilização por 3 a 6 meses.


Sobre o dr. Hélio Sato:


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

domingo, 9 de setembro de 2012

COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA DOUTOR HÉLIO SATO!!

Após o feriadão de 7 de setembro, onde celebramos a Independência do Brasil, o A Endometriose e Eu esclarece as dúvidas das leitoras Rosimery Santos e da Ana Carolina, ambas do Rio de Janeiro. Hoje, a coluna "Com a palavra, o especialista" vai abordar a questão da menstruação após a videolaparoscopia e também a questão das mulheres que retiram todos os seus órgãos reprodutores. Quanto tempo a pós a cirurgia iremos menstruar? Mesmo sem o útero e os ovários a doença poderá voltar? Com a palavra, o especialista doutor. Hélio Sato. Quem quiser participar desta seção é só deixar suas dúvidas aqui, neste post, que elas serão esclarecidas ainda neste mês pelo dr. Hélio. 

- Fiz minha quinta cirurgia de endometriose e já não tenho mais ovários, útero e trompas. Quero saber se no meu caso de ter retirado tudo, se corro o risco de ainda ter crise de dores ou ainda aparecer focos de endometriose em mim? Eu sinto ainda algumas dores no meu lado direito, no local do meu ovário direito, que foi retirado nessa minha última cirurgia, a quinta, três meses atrás. Essa cirurgia foi uma laparotomia exploradora. Essa dor está me deixando preocupada. Isso tem algo a ver com as dores que continuo sentindo? – Rosimery Santos, do Rio de Janeiro – RJ

Dr. Hélio Sato: A possibilidade de retorno da endometriose é muito remota após a retirada do útero e dos ovários. Em relação à dor, deve ser investigado, pode ser por causa muscular ou aderências ou doença intestinal, cabe ser avaliado, pois, a pelve contém muitas estruturas que podem ser causa de dor que não a endometriose.

- Fiz minha videolaparoscopia há quase um mês e ainda não menstruei. Isso é normal? Quanto tempo após a cirurgia, ficarei menstruada? – Ana Carolina do Rio de Janeiro - RJ

Dr. Hélio Sato: O retorno da menstruação varia de pessoa a pessoa e da cirurgia a cirurgia. Mas, se não foi aplicado análogo de GnRH, zoladex, lupron, etc..., deve retornar em curto prazo!

Continuem votando no A Endometriose e Eu no prêmio Top Blog Brasil 2012. É só entrar na página do blog, clicar no selo do prêmio, que está à direita da página piscando, e seguir os passos. Neste ano, cada pessoa pode votar com um e-mail, com seu facebook e seu twitter. São três chances de votos. Lembrando que, para votar com o face e com o twitter, é preciso clicar no 'Ir para o aplicativo' e pronto, seu voto foi computado com sucesso. Já por e-mail, é necessário validar o voto clicando no link do e-mail que você vai receber em sua caixa de entrada. Vamos tornar a endometriose conhecida de nossa população e reconhecida de nossos governantes. É uma vergonha o Brasil ser comandado por uma mulher, que não conhece e nem reconhece a doença mais cruel e tipicamente feminina que atinge cerca de 10 a 15 milhões de mulheres no país. É o A Endometriose e Eu, o pioneiro no mundo em retratar a vida de uma portadora de endometriose, na luta pelo reconhecimento da endometriose como uma doença social e de saúde pública. Com a ajuda de todos conseguiremos mostrar que existimos e que somos muitas. Afinal, juntas somos ainda mais fortes. Beijos com carinho!


Sobre o dr. Hélio Sato:



Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).


domingo, 19 de agosto de 2012

ESTREIA DO DR. HÉLIO SATO, COM A PALAVRA O ESPECIALISTA!!


É com imenso prazer que anuncio hoje a estreia da coluna do dr. Hélio Sato no A Endometriose e Eu: “Com a palavra, o especialista dr. Hélio Sato”. Todos os meses, ele irá tirar dúvidas de nossas leitoras. Para o blog ser o mais completo do mundo sobre endo, só faltava o apoio de um grande especialista em endometriose. Por isso foi uma felicidade muito grande quando o dr. Hélio aceitou meu convite. Infelizmente, é muito raro ter um bom especialista, ser tratada por um médico que entende de verdade a portadora, a nossa dor, que sofre conosco e que não quer apenas ganhar dinheiro com a nossa doença. Bom, eu sou suspeita para falar sobre ele! Serão quatro perguntas dividas em duas partes.  Hoje, a coluna vai abordar o Allurene e os anticoncepcionais de estrogênio. Já que está um burburinho todo com esse novo medicamento, vamos saber o que o especialista acha sobre ele. Há uma semana, quando cobri o lançamento desse medicamento, leitoras do mundo todo estão se perguntando: “Ele funciona mesmo? É verdade que ele tira as nossas dores?”. A outra questão é sobre o anticoncepcional de estrógeno. No próximo domingo, ele responderá às outras duas perguntas, a da Rosimery Santos e da Ana Carolina, ambas do Rio de Janeiro. Agora, com a palavra o especialista, o dr. Hélio Sato.Continuem votando no A Endometriose e Eu no prêmio Top Blog Brasil. É o blog mais lido do mundo e, agora, o mais completo, rumo ao reconhecimento da endometriose como uma doença social e de saúde pública no Brasil. Beijos com carinho!!

- Dr. Hélio, qual sua opinião sobre o Allurene? Fiz minha sexta cirurgia em 23 de junho e meu médico sugeriu esse tratamento. Quais os benefícios, efeitos colaterais desse medicamento? Patrícia Gastaldi  Gouvêa, de Vitória, ES      

Estive no evento da Bayer®, e de fato, foi muito bem organizado com convidados internacionais para lançamento oficial do Allurene®. O princípio ativo do Allurene é o dienogest que pertence ao grupo dos progestógenos, ou seja, é similar à progesterona. E hoje existem diversas opções de progestógenos no mercado mundial e brasileiro, como por exemplo, componentes com Levonorgestrel, Gestodeno, Medroxiprogesterona, Ciproterona, Drospirenona, etc..... E o que o dienogest tem de diferente? Ainda é cedo para afirmar qualquer consideração. Mas, cabe citar alguns fatos: 
 1. Há pelo menos 30 anos, os progestógenos têm sido utilizados para o tratamento da endometriose e com eficácia de melhora da dor da endometriose em torno de 85% nos estudos apresentados. Assim, para ter relevância médica-científica há necessidade de comparar essa medicação com outros progestógenos. E, infelizmente, não há evidências que o dienogest é melhor que outros progestógenos. 
2. Existe uma pílula chamada de Qlaira® que contém o dienogest e cujo objetivo é a anticoncepção. Ela já está no mercado brasileiro há pelo menos dois anos. A diferença é a presença de estrogênio na pílula (Valerato de estradiol) em alguns comprimidos, portanto, o dienogest tem ação anticoncepcional, bem como, existem algumas alternativas anticoncepcionais hormonais compostos somente por progestógenos na sua composição, como o Cerazatte®, o Depoprovera®, o Contracept®, etc... com ótima eficácia. Portanto, supõe-se que o Allurene® tem efeito anticoncepcional, mas, a empresa sugere o uso de métodos anticoncepcionais associado a ele, desde que não seja hormonais. Ou seja, não se deve usar pílula, injeção, adesivos, anéis vaginais hormonais associados ao Allurene. Com isso sobram os preservativos, o DIU de cobre, dentre outros. 
3. A grande diferença do Allurene® está no texto da bula que o descreve como medicação para endometriose e nas outras alternativas de progestógenos não há este texto. E, para divulgar qualquer objetivo da ação da medicação há necessidade de comprovar sua eficácia, os efeitos colaterais, etc..., ou seja, uma burocracia enorme. E, o Allurene® é o primeiro progestógeno que cumpriu estas demandas. 
4. Finalmente, entendo que a medicação não deve ser autoadministrada e cada paciente deve ser avaliada individualmente. O uso do Allurene® não será a solução para todas as mulheres com endometriose. E, para àquelas que estão bem com o progestógeno utilizado, em minha opinião não há necessidade de trocar seu anticoncepcional para o Allurene®.
5. O mais importante, ainda, é um bom acompanhamento médico e diagnosticar a endometriose o mais precocemente possível. E, neste sentido, ainda, temos um longo caminho para percorrer, mas, muitos avanços têm sido alcançados. E, garanto que há muito empenho médico-científico no mundo inteiro e no Brasil, por alguns grupos que se dedicam para buscar novos métodos para o diagnóstico precoce, tratamento da dor, infertilidade e todos os aspectos negativos da endometriose.

- O uso de anticoncepcionais que contém estrógeno em sua fórmula faz aumentar a endometriose? Hosana Santana, de São Paulo, capital

Não! Pois, o principal componente dos anticoncepcionais é o progestógeno, a quantidade de estrogênio é baixa e, de fato, esse hormônio é somente um “tempero” para diminuir as chances de escapes sanguíneos. Esses escapes são uma queixa muito frequente nas usuárias de pílulas composto por apenas progestógeno e o estrogênio traz uma regularidade ao ciclo.

Sobre o dr. Hélio Sato:


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e  endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.


Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).