Hoje faz quatro meses que sou uma nova
pessoa. Uma nova pessoa com uma nova vida. Não posso dizer que estou 100% sem
dor, pois um esforço a mais que eu faço (no meu caso que tenho muito problema
muscular), lá vem a danadinha da tal pontada. Agora, sinto apenas no lado direito, onde minha trompa esquerda estava aderida no meu reto. Porém, hoje até ela vem em diferente e basta umas 20 gotinhas de dipirona e pronto. Eu falo que hoje estou com uma nova vida, porque eu não acordo mais cansada e as dores no corpo só vêm depois de um dia
todo no batente, pois trabalho o dia todo sentada em frente ao computador (ossos do ofício e não é uma reclamação, mas sim minha sempre realidade que eu amo!). E no fim de semana, a maldita vem quando faço coisas do cotidiano de qualquer mulher, como lavar um
banheiro ou uma cozinha (o que eu adoro fazer!). É só fazer isso que fico uns três dias com dores. Quando acelero um pouco a mais no passo, voltando pra casa a pé pela avenida Paulista (o que eu também
adoro fazer e é ótimo para espairecer!), dentre muitas outras coisas, seja lazer ou não, podemos sentir dores. Por isso, eu já falei aqui e repito: a endo é muito mais que uma doença, é uma nova condição de vida. Falo condição, pois muitos casos temos de deixar de fazer coisas ou fazer e saber que depois você vai arcar com todo aquele esforço que estamos fazendo. Mas sei também que não são todas que se encaixam neste perfil, mas ainda vamos falar muito sobre isso. Para melhorar meu
problema muscular, em agosto, retornei à fisioterapia na Unifesp, mas isso
será tema de outro post.
Neste dia especial pra mim, dos meus quatro meses sem as terríveis dores, divido com vocês
um pouquinho dos conhecimentos de um dos médicos que me livrou das dores. Com
vocês mais uma edição da coluna “Com a Palavra, o especialista”. Hoje, o ginecologista Hélio Sato responde às
perguntas da carioca Ana Letícia Lima e da paulista Maria Helena Nogueira, de
São Paulo. Uma delas é o zoladex e eu já tomei esse veneno, e os efeitos
colaterais só diminuíram quando eu tomei pequena dose diária de hormônio para
combater as terríveis dores de cabeça, enjoos, tonturas, dentre muitas outras. Só
quero esclarecer uma coisa: a ideia desta coluna é ter um apoio de um especialista
para esclarecer dúvidas das leitoras, mas essas dúvidas têm de ser de um âmbito
geral, feita por uma leitora, nada que refere diretamente apenas aquela mulher.
Não é a intenção e nem a ética médica do dr. Hélio e nem a do blog, que este espaço
interfira no tratamento de qualquer mulher, ou que vai falar se tal médico está
certo ou não. Quando isso acontecer, as perguntas serão redirecionadas, mas continuarão
com o mesmo significado, só que de um modo de que o interesse na resposta passe
a ser de interesse comum a mais mulheres. Sei que posso contar com a colaboração
de todas, afinal, este blog é muito democrático e visa o reconhecimento da
endometriose como uma doença social no Brasil. Para participar desta seção, é só deixar as dúvidas aqui, neste post, que
elas serão esclarecidas ainda neste mês pelo dr. Hélio. Beijos com
carinho!!
- Quando engravidamos, as aderências do intestino se soltam
naturalmente? Ana Letícia Lima – Duque de Caxias – RJ
Doutor Hélio Sato: Depende da quantidade e da intensidade
das aderências, mas, de modo geral, as aderências se desfazem com a gravidez.
- Qual a conduta para o uso do zoladex?
Quais os riscos e os efeitos colaterais que essa medicação traz às mulheres que
fazem uso prolongado dele? Tem um prazo máximo para usá-lo? Maria Helena Nogueira - São Paulo - SP
Doutor Hélio Sato: O zoladex é uma marca de medicação do grupo de análogo de GnRH e é utilizado para o tratamento de endometriose, pois inibe a produção temporária de estrogênios - que estimula os focos da doença. A indicação do Zoladex é variada, mas, habitualmente, recorre-se à medicação em casos de endometriose profunda ou estádios mais avançados da doença ou naquelas pacientes cujo tratamento com a progesterona não foi eficaz. Os riscos são muitos raros, mas, os efeitos colaterais são comuns e são semelhantes àqueles que as mulheres experimentam na menopausa, ondas de calor, secura vaginal, queda da libido, etc... Mas, a utilização de pequena quantidade de hormônios associado ao zoladex pode diminuir acentuadamente os sintomas. Quanto ao prazo, não existe um limite máximo de uso, mas, recomenda-se nos casos de endometriose a utilização por 3 a 6 meses.
Doutor Hélio Sato: O zoladex é uma marca de medicação do grupo de análogo de GnRH e é utilizado para o tratamento de endometriose, pois inibe a produção temporária de estrogênios - que estimula os focos da doença. A indicação do Zoladex é variada, mas, habitualmente, recorre-se à medicação em casos de endometriose profunda ou estádios mais avançados da doença ou naquelas pacientes cujo tratamento com a progesterona não foi eficaz. Os riscos são muitos raros, mas, os efeitos colaterais são comuns e são semelhantes àqueles que as mulheres experimentam na menopausa, ondas de calor, secura vaginal, queda da libido, etc... Mas, a utilização de pequena quantidade de hormônios associado ao zoladex pode diminuir acentuadamente os sintomas. Quanto ao prazo, não existe um limite máximo de uso, mas, recomenda-se nos casos de endometriose a utilização por 3 a 6 meses.
Sobre o dr. Hélio Sato:
Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.
Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).
.jpg)