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domingo, 9 de setembro de 2012

COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA DOUTOR HÉLIO SATO!!

Após o feriadão de 7 de setembro, onde celebramos a Independência do Brasil, o A Endometriose e Eu esclarece as dúvidas das leitoras Rosimery Santos e da Ana Carolina, ambas do Rio de Janeiro. Hoje, a coluna "Com a palavra, o especialista" vai abordar a questão da menstruação após a videolaparoscopia e também a questão das mulheres que retiram todos os seus órgãos reprodutores. Quanto tempo a pós a cirurgia iremos menstruar? Mesmo sem o útero e os ovários a doença poderá voltar? Com a palavra, o especialista doutor. Hélio Sato. Quem quiser participar desta seção é só deixar suas dúvidas aqui, neste post, que elas serão esclarecidas ainda neste mês pelo dr. Hélio. 

- Fiz minha quinta cirurgia de endometriose e já não tenho mais ovários, útero e trompas. Quero saber se no meu caso de ter retirado tudo, se corro o risco de ainda ter crise de dores ou ainda aparecer focos de endometriose em mim? Eu sinto ainda algumas dores no meu lado direito, no local do meu ovário direito, que foi retirado nessa minha última cirurgia, a quinta, três meses atrás. Essa cirurgia foi uma laparotomia exploradora. Essa dor está me deixando preocupada. Isso tem algo a ver com as dores que continuo sentindo? – Rosimery Santos, do Rio de Janeiro – RJ

Dr. Hélio Sato: A possibilidade de retorno da endometriose é muito remota após a retirada do útero e dos ovários. Em relação à dor, deve ser investigado, pode ser por causa muscular ou aderências ou doença intestinal, cabe ser avaliado, pois, a pelve contém muitas estruturas que podem ser causa de dor que não a endometriose.

- Fiz minha videolaparoscopia há quase um mês e ainda não menstruei. Isso é normal? Quanto tempo após a cirurgia, ficarei menstruada? – Ana Carolina do Rio de Janeiro - RJ

Dr. Hélio Sato: O retorno da menstruação varia de pessoa a pessoa e da cirurgia a cirurgia. Mas, se não foi aplicado análogo de GnRH, zoladex, lupron, etc..., deve retornar em curto prazo!

Continuem votando no A Endometriose e Eu no prêmio Top Blog Brasil 2012. É só entrar na página do blog, clicar no selo do prêmio, que está à direita da página piscando, e seguir os passos. Neste ano, cada pessoa pode votar com um e-mail, com seu facebook e seu twitter. São três chances de votos. Lembrando que, para votar com o face e com o twitter, é preciso clicar no 'Ir para o aplicativo' e pronto, seu voto foi computado com sucesso. Já por e-mail, é necessário validar o voto clicando no link do e-mail que você vai receber em sua caixa de entrada. Vamos tornar a endometriose conhecida de nossa população e reconhecida de nossos governantes. É uma vergonha o Brasil ser comandado por uma mulher, que não conhece e nem reconhece a doença mais cruel e tipicamente feminina que atinge cerca de 10 a 15 milhões de mulheres no país. É o A Endometriose e Eu, o pioneiro no mundo em retratar a vida de uma portadora de endometriose, na luta pelo reconhecimento da endometriose como uma doença social e de saúde pública. Com a ajuda de todos conseguiremos mostrar que existimos e que somos muitas. Afinal, juntas somos ainda mais fortes. Beijos com carinho!


Sobre o dr. Hélio Sato:



Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TRÊS MESES SEM DORES E O MEU TESTEMUNHO SOBRE O MIRENA!!

Três meses após minha tão abençoada cirurgia, eu já posso dizer: "Graças a Deus, aos meus brilhantes especialistas, o dr. Hélio Sato, meu gineco especializado em endo, e o dr. Roberto Hiroshi Ieiri, meu coloproctologista tb especializado em endo (e quem me ajudou a descobrir a endo e o médico da minha família há 18 anos), e ao DIU de Mirena, eu estou livre das dores há 92 dias." Sim, eu conto os dias dessa minha nova vida. É como se um grande milagre tivesse acontecido em minha vida. E só quem tem endo sabe como é difícil viver com endometriose sem ter dores. Isso é de fato, um grande milagre. Como convivi com a dor crônica por mais de 10 anos (foram 18 anos até obter meu diagnóstico de endo), eu jamais imaginei que seria possível viver sem essas malditas dores. Até porque, eu já era tida como doida, como louca pra tanta gente, que uma a mais ou a menos, já não fazia tanta diferença. Aliás, eu nunca liguei para que os outros pensavam de mim. Apesar de todo meu sofrimento, todas as minhas dores, lágrimas e a depressão profunda que tomou conta de mim durante boa parte desta minha dolorosa jornada, uma coisa eu nunca perdi: a minha fé. Eu fui criada pela minha amada vozinha materna para ser uma mulher guerreira e para ter muita fé. Porém, eu jamais imaginei que todos esses ensinamentos seriam tão valiosos em minha vida. Só acho uma pena minha grande mestre não estar presente fisicamente comigo, mas sei que espiritualmente, ela sempre esteve e sempre estará ao meu lado.


Quando o dr. Hélio propôs que eu colocasse o DIU (dispositivo intrauterino) de plástico, o Mirena, confesso que fiquei com muitos pontos de interrogação em minha cabeça. Fui para casa pensativa e me perguntando: "Será que eu tento? E se meu organismo não se adaptar? E se daqui a uns meses eu começar a namorar e decidirmos ter filhos? Será que dói, porque todo mundo fala que dói quando coloca, que dói quando está para descer? Esses foram somente alguns, para não explicitar todas as minhas dúvidas aqui" Por sugestão da nossa querida Letícia Mesquita, antes mesmo de colocar o DIU de Mirena, eu já havia falado sobre ele aqui, em abril. Na época, para escrever sobre o Mirena, eu li muitos e muitos artigos, dentre eles, muitos internacionais e a maioria deles, para não falar quase todos, sempre apontava o lado bom desse medicamento. Infelizmente, ainda não existe o remédio certo que combate as dores da endo. Até porque, se existisse, teria de ser milhões deles e tb tinha e ser aquele que poderia atingir o maior número de mulheres possível. Nós sabemos que a endo é terrível e que em cada corpo, a danada reage de um jeito. Portanto, se ainda não existe a fórmula para tratar uma mulher com endo, como dá para descobrir a fórmula de um medicamento para endo? 


Hoje eu falo sobre o Mirena, porque eu estou vivendo minha melhor fase em 34 anos de vida. O dr. Hélio ofereceu-me esse tratamento, pois eu não tenho a intenção de engravidar por ora. Como em cada corpo a endo age e reage de um jeito, infelizmente, o Mirena pode ser bom para algumas mulheres, mas não para todas. Comigo foi tudo perfeito, desde a colocação, na minha cirurgia, até agora. A única coisa chata é que meu convênio se negou a pagar meu DIU, no Nipo-Brasileiro. Isso porque meu plano dava direito, mas como vivemos num país sem regras e fora da lei, sabemos que apenas quem tem dinheiro é que tem direitos no Brasil. É claro que eu vou processar meu convênio, já que o hospital se propôs a colocá-lo, mas com as remanescentes negativas do SulAmérica (acreditem, esse é o menos pior de todos eles!), fui tentar uma liminar na Defensoria Pública do Estado contra o convênio (e quase bati no delegado, pois ele falou que eu tenho cara de rica e que não precisava daquilo, mas isso vou falar em outro post). Mesmo aos prantos, morreeeeeendo de dor, mesmo nosso inimigo invisível dizendo que eu não iria conseguir, a minha fé continuou inatingível. Resultado: em poucos dias consegui com meu pai os R$ 727 (setecentos e vinte e sete reais) para comprar o DIU. Sei que muitos médicos cobram um valor beeeem mais alto, mas o médico honesto mesmo não compra o DIU para você, ele pede para você trazer o seu e ainda pode até indicar o local seguro para você comprar o seu. Se o Mirena dura cinco anos em nosso organismo, eu estou pagando R$ 12,11 (doze reais e onze centavos) por mês e R$ 145, 32 (cento e quarenta e cinco reais e trinta e dois centavos) por ano.

Em minha opinião, o tratamento mais barato e eficiente para endo, pois quase não existe mais anticoncepcional com esse preço. E outra maravilha do Mirena é o fato de não precisar tomar, todos os dias, o anticoncepcional. Aliás, foi isso que escutei de uma enfermeira, assim que cheguei ao hospital, quando ela me viu chegando com aquela caixa enorme desse DIU. Se eu soubesse que o tal do Mirena faria tanta diferença e que devolveria minha qualidade de vida, eu juro que o teria colocado em minha primeira cirurgia. Em julho, eu tive a primeira menstruação sem dor da minha vida. Em agosto, a menstruação já não veio mais. Uma benção! Eu perdi tanta coisa por conta da endometriose, que eu não quero perder mais nada para esta doença... que só Deus e a minha fé mesmo para me manterem firme e em pé.. e, claro, aos meus anjos "terrestres" que nosso Pai colocou aqui à minha disposição. Eu sou tão grata a todos eles, em especial aos médicos maravilhosos que Dus colocu em meu caminho, em especial ao ambulatório da Unifesp, onde aprendi boa parte do que sei sobre endo. Eu não estou incentivando ninguém a seguir tal tratamento ou aquele outro, mas só quero que todas conversem abertamente com seu médico sobre as possibilidades existentes no mercado, para ninguém cair em armadilhas, porque a endometriose destrói toda a vida de uma mulher, desde o fato de ela não ser mais mulher por um bom tempo para seu namorado e ou marido, até mesmo a vida familiar, social e a profissional. E eu sou uma dessas que após a perda total, tento juntar os cacos de tudo o que sobrou e reconstruí-la. E eu sei que serei capaz de redigi-la ainda melhor do que aquele capítulo que parei.

Hoje já acho que todo meu sofrimento valeu muito a pena, que todas as lágrimas que chorei, que todos os berros de dor os quais gritei e tudo que se foi, foi por um bom motivo, até mesmo aquela pessoa especial que perdemos. Se tudo que narro aqui ajuda uma pessoa, tudo que passei não foi em vão. Qual mulher com endo não perdeu alguém especial? Eu perdi a pessoa mais incrível que já conheci e convivi até hoje... foi quem me ajudou a descobrir a doença, quem me ajudou a lutar contra ela, quem ficava desesperado a cada grito de dor e que se sentia imóvel sem ter o que fazer ao me ver nesse estado, quem fez a fisioterapia uroginecológica em mim, no meu momento mais debilitante, e, que, infelizmente, nunca saberá como é viver e conviver ao lado da verdadeira Caroline Salazar, livre das dores da endo, alegre e feliz. No fundo, eu sempre tive muita alegria em viver, mas não é fácil viver e conviver com uma mulher com endometriose. Portanto, tenha fé minhas queridas amigas, companheiros e amigos, pois tenho certeza que muitas de vocês irão receber a mesma graça que eu: a de viver sem dores e reconstruir suas vidas. Porque nunca é tarde para recomeçar de novo! Agora, o único problema é me fazerem parar em casa...

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

MEU RETORNO PÓS-OPERATÓRIO!!

Com a tempestade que caiu em São Paulo, na segunda-feira, dia 11, tive de remarcar meu retorno pós-operatório para retirar os pontos, para o dia seguinte. Lá vai eu e meu amigo Marcelo rumo ao ambulatório da mulher no Nipo-Brasileiro, no Parque Novo Mundo. Peguei a biópsia e foi comprovado as malditas aderências e o mioma. Desta vez, deu alguma alergia em um ponto, a cicatrização não foi tão perfeita, quanto na primeira cirurgia, mas já estou cuidando disso. Marquei meu retorno com dr. Hélio para 27 de julho, para realizar alguns exames de rotina, mas ele já me disse que, a partir de agora, irei la a cada três meses. Eu estava na fila do banheiro, quando ele desceu. Quando voltou, ele me viu e me chamou para subir, porque era coisa rápida e, pela ordem, eu iria esperar mais um pouco. Como ele me tirou da fila do banheiro, ele ainda estava com uma paciente, quando eu entrei em seu consultório, eu tive de ir direto para o banheiro... quando a minha bexiga está cheia, não consigo segurar por muito tempo e fui correndo fazer xixi.

Como já entrei no consultório meio esbaforida e, para todas vocês, o sumiço das minhas dores não é novidade, eu me esqueci de contar a ele esta minha grande façanha: a de viver dias sem dores. Conversa vai e conversa vem, o dr. Hélio fala: "Daqui a pouco as dores irão diminuir." E eu: "Que dores, você não sabia? Ah, você não lê o meu blog. Eu não sinto mais aquelas terríveis dores." Não preciso dizer que ele vibrou e ele me deu sua mão, como fazem os irmãos gêmeos alienígenas do desenho "Supergêmeos", e ativamos nossos poderes, de tanta felicidade!" Não me transformei em nada e nem ele! Também, coitado, em dois anos, ele nunca ouviu essa frase da minha boca. Eu falei: "Fiquei 10 dias plenos e sem nenhuma dor, mas com o escape está me dando uma colicazinha chata, aquela dor meio ardidinha no abdômen, sabe." Ele respondeu que é normal e eu disse que achei esta cirurgia perfeita, pois nem a dor do Mirena, que teoricamente, eu deveria sentir, por ser um objeto estranho em meu útero, não estou sentindo. Porém, essa tal dor que me refiro é beeeeem mais fraca e extremamente suportável para quem morria de dores para respirar e andar.

Daqui a um mês, dia 15 de julho, completo 34 anos de vida. Hoje começo meu período chamado "Inferno Astra", que são os 30 dias que antecede nossa data de nascimento, segundo a astrologia. Espero que o meu seja bem um "Paraíso Astral". Peço a todas vocês que continuem rezando muito por mim, para que eu receba todas as bênçãos do mundo. Infelizmente, ainda passo por momentos muito difíceis. Muito tempo sem trabalhar, com muitas contas e, consequentemente, muitas dívidas! Mas eu creio em nosso Pai e sei que Ele sempre tem um anjo aqui na Terra para me salvar! É impressionante como Deus é perfeito nisso. Eu sofro, como agora, mas sei que Ele irá me ajudar, como sempre! Quem tem Deus no coração e em seus pensamentos tem tudo. Ah, hoje minha irmã vai comemorar seu aniversário e eu vou. Vai ser num bar tranquilo e que começa cedo e acaba mais cedo. Agora, além de recomeçar minha vida profissional, eu preciso recomeçar minha vida social. Espero que aguentar e, pela primeira vez, sair sem dor. Aliás, quero brindar muito esta minha nova condição "sem dores fortes". Beijos com carinho!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MINHA RECUPERAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA!!!



É com muita alegria que escrevo este post! Há cinco dias, eu não sei o que é sentir dor. Gente, isso é incrível e inacreditável!! É como se eu voltasse no tempo e, há muito tempo, mais de 10 anos atrás. Sei que para muitos, para quem não sabe o que é sentir as terríveis dores das aderências pélvicas, jamais vai entender o que estou dizendo e, muito menos, a minha felicidade. Mesmo após minha primeira cirurgia, realizada em 26 de julho de 2010, eu continuei sentindo dores. Agora, após a minha segunda videolaparoscopia, realizada no último dia 1° de junho, passei a ter dias sem dores. Com isso, dias mais leves, dias mais felizes. Quando os amigos me ligam, àqueles que são mais próximos de mim, e que sabem como eu estava, eu fico até com certo receio de falar, mas eu estou me achando mesmo e falando aos quatro ventos. "Eu não sinto mais dores. Não dá para acreditar". Afinal, minhas últimas semanas foram de dores intensas, pois eu sentia dores para pisar e, até mesmo, para respirar. Ontem, terça-feira, dia 4, assisti, pela primeira vez, o DVD da minha última cirurgia. No sábado, ainda no hospital, o dr. Hélio Sato insistiu muito para eu assistir a gravação tanto dessa minha cirurgia quanto a de uma cirurgia de endo, onde não existem aderências, mas apenas os focos da doença. Eu até pensei em questioná-lo o porquê, mas depois pensei: "Sei que as cirurgias com muitas aderências, como as minhas duas, são muito mais delicadas, onde os cirurgiões têm de ser precisos para não perfurarem algum órgão, do que àquelas onde apenas existem focos". E eu digo: "Fui completamente dilacerada por dentro. O dr. Hélio e o dr. Roberto Hiroshi Ieiri são muito, mas muito competentes. Duas, ou melhor, quatro mãos  'santas' que vieram me salvar". Meus órgãos abdominais e pélvicos estavam num emaranhado só. Eu não soube distinguir os órgãos. Só consegui diferenciar o mioma. Por isso, eu acho um milagre eu estar sem nenhuma dor. Tudo bem, no dia seguinte da operação, sei que tomei tramadol, antes de operar, tomei doses e doses de antibióticos e anti-inflamatórios para ajudar durante e após a cirurgia. Mas, ontem, quando vi o vídeo tive muito dó de mim mesma. Eu não conseguia diferenciar qual órgão era cada um deles que estavam dentro de mim. Parecia que eles estavam num nó só, uma loucura! 

Minha recuperação pós-operatória está maravilhosa. Tenho evitado acessar o computador justamente para não correr o risco de a dor voltar. Conviver com esse medo é uma tortura, mas eu estou confiante e com muita fé de que terei uma trégua das dores. Sempre pedi muito a Deus, para que me desse esta alegria. Afinal, quero ajudar o maior número de mulheres possíveis, no Brasil e no exterior, mas, para isso, eu preciso melhorar. E não é que Ele (nosso Pai) atendeu aos meus pedidos! Não sinto nem os incômodos dos pontos. Eu já sabia da extrema competência dos meus anjos de azuis (cor da roupa que os médicos usam no centro cirúrgico), por isso, eu sempre os indico, mas, desta vez, o dr. Hélio me surpreendeu com sua mão leve e certeira. Porém, acima de suas capacidades, eu os indico também porque são honestam e são médicos que cumprem o juramento de Hipócrates, feito na colação de grau, como explicita a frase: "Prometo que ao exercer a arte de curar, me mostrarei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência..." Em outras palavras, eu os indico, assim como a Unifesp, por serem honestos, carinhosos, amorosos, por nos entendem, nos escutarem, sentem a nossa dor, a nossa alegria. Eu também não sinto as fortes dores nas pernas. Sabe aquela sensação de peso nas pernas, como se um trator tivesse passado em cima delas ou como se estivéssemos carregando um peso de 100 quilos com elas? Eu não sinto mais! Uma loucura, mas uma sensação de muita felicidade. Vez ou outra, eu ainda sinto meus músculos latejando, mas isso acontece esporadicamente. Mas, eu já sabia que a cirurgia não resolveria este meu problema muscular, que foi a minha grande consequência da endo, em especial, a dispareunia. A cirurgia foi tão perfeita que, desta vez, nem o meu umbigo está roxo. Na primeira, em poucos dias, ele já estava preto. Meu umbigo pode até ficar roxo ou preto, mas a sensação de "livre da dor" ou "pain free", como dizem minhas endosisters americanas e inglesas. O que vivo hoje é a melhor sensação e a mais completa alegria que tive nos últimos anos. Agora, eu quero reviver e viver tudo que deixei para trás. 

Outra mudança incrível que já percebi em meu corpo foi em relação às fezes. Elas estão incrivelmente sem odor, isso mesmo, sem nenhum odor e sem o mau cheiro de antes. Só quem tem endo é que sabe muito bem do que estou falando. Para mim, não era só as fortes dores que me incomodavam, mas o forte odor das fezes também. Era horrível ir ao banheiro evacuar. Em qualquer lugar que iria, tinha em mãos um fósforo ou um desodorante, claro. Sem contar que, num simples xixi, virava logo outra coisa. Algumas vezes também eu já estava perdendo cocô. Nem soltar gases eu podia mais. Quanto à forma, ainda não sei se está igual a de um cocô normal, mas isso deve ser questão de tempo. Porém, ele já não sai só como diarreia ou tão disforme como antes. Ainda não falei com o dr. Roberto Hiroshi sobre isso, pois quero esperar a biópsia primeiro para depois ligar e falar com ele. Bom, mas essa mudança merece um outro post. Afinal, o primeiro que escrevi sobre as fezes foi de grande sucesso e, por isso, quero dar continuidade a esse assunto. Meu retorno com o dr. Hélio é na próxima segunda, dia 11, ao meio-dia, dia que irei pegar a biópsia e retirar os pontos. Ou melhor, dia em que o dr. Hélio irá me ver e falar mais sobre a cirurgia, já que os pontos são àqueles que dissolvem sozinhos em nosso organismo. Mas ele vai ver se está tudo bem com minha cicatrização.  Foi tudo tão perfeito, que eu não sinto nem os incômodos do DIU de Mirena. Todo mundo me dizia que eu sentiria uma dorzinha, tipo cólica, pois é um corpo estranho em nosso útero. Porém, a minha insistência para colocá-lo nesta cirurgia, era algo que a minha intuição já me assegurava. Eu insisti tanto para colocar o Mirena com o dr. Hélio, porque já sentia que a colocação seri tão perfeita, que eu não sentiria nenhuma dor. Não posso escrever muito, mas prometo responder a todos os comentários carinhosos aos poucos. Só queria mesmo compartilhar a minha felicidade e dar notícias. Sei que todas ficarão felizes com esta minha novidade. Ah, e eu esqueci de falar. Na visita do dr. Hélio, no dia posterior a minha cirurgia, ele falou por algumas vezes, mais de duas: "Sua próxima cirurgia tem de ser um parto, Carol". Mas, como, se não tenho namorado. Pedi para ele exportar logo um sueco ou um holandês, claro, ahahaha. Beijos com carinho e um ótimo feriado!!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

MINHA CIRURGIA FOI MARCADA PARA O DIA 1° DE JUNHO!!

É com grande alegria que escrevo este post. De novo! A mesma frase! Sim, pois é este sentimento que nos toma quando marcamos nossa cirurgia para a retirada dos focos de endometriose e das aderências pélvicas. Será a minha segunda, em menos de dois anos! Como sempre digo por aqui, sou uma pessoa privilegiada por ter condições de ter um bom convênio médico. Após passar no ambulatório de endometriose da Unifesp, para ouvir do dr. Eduardo Schor o que eu deveria fazer, passar com o dr. Nucelio Lemos, do ambulatório de neuropelveologia, também da Unifesp, marquei minha cirurgia com o dr. Hélio Sato, outro mestre da Unifesp, para o dia 1° de junho, às 16h, no Hospital Nipo-Brasileiro. Agradeço muito a Deus por existir um grande especialista em endo, que atende ao meu convênio e, à minha família, por me dar a oportunidade de ter um bom convênio. Com isso, eu não dependo do SUS (Sistema Único de Saúde) para realizar exames e cirurgias. Felizmente temos no Brasil, um dos melhores lugares do mundo (se não for o melhor), para tratar a mulher com endometriose, o ambulatório de algia pélvica e endometriose da Unifesp. Mas, infelizmente, por ser um local público, que depende da burocracia SUS, esta eficiência se torna ineficaz quando se trata de marcar exames e cirurgias. E é por desejar um país melhor a todos e, em especial, à todas as mulheres, que o A Endometriose e Eu existe.

O blog nasceu para chamar atenção de nossos governantes sobre uma doença terrível que atinge de 10 a 15 milhões de brasileiras, para que o governo reconheça esta doença e, consequentemente, às mulheres que são acometidas por ela e, que, não tiveram a mesma oportunidade do que eu: ter uma saúde paga. Porque no Brasil, só quem paga é que pode ter alguma coisa, seja um bem material ou até mesmo saúde e educação. A meu ver, saúde e educação são o mínimo que devemos exigir de nossos políticos. Ou melhor, era o mínimo que o governo brasileiro deveria nos oferecer. É um dever de todos. Afinal, somos nós, cidadãos que pagamos impostos altíssimos todos os meses. Voltando à minha cirurgia, aproveitando que estarei sob efeito da anestesia geral, o dr. Hélio sugeriu que eu colocasse o Diu Mirena. Como estou sem trabalhar, fui bem clara, se o meu convênio cobrir, eu coloco, sim. Até porque sei que todos os tratamentos oferecidos a nós, ainda é um teste. No artigo que escrevi sobre o Mirena (bem antes de saber que eu poderia colocá-lo), só tive opiniões positivas das leitoras. Agora, se o convênio não cobrir, infelizmente, não terei condições financeiras de colocar. Mesmo sendo abençoada por ter nascido numa família privilegiada, que me dá aquilo que deveria ser oferecido pelo governo, saúde e educação, eu não sou rica. Se tivesse trabalhando, ok, eu teria condições de pagar, mas como a endo avançou, tive de parar e só voltarei após minha reabilitação pós-cirúrgica. Vamos torcer para o convênio cobrir, já que foi sugerido para contracepção mesmo. Sabe o que eu fiquei passada: foi ouvir do dr. Hélio e do dr. Schor que, mesmo comprovando a eficácia do Mirena no combate à endo, os convênios negam. Eu odeio a burrice humana. Será que os convênios preferem pagar cirurgias anuais, que, muitas vezes precisam de uma equipe médica multidisciplinar, anestesitas, dentre outros, do que pagar um DIU que dura até cinco anos? Eu não concordo com a ignorância de nosso sistema! Se eu não colocar o Mirena é bem provável que precisarei de uma outra cirurgia, em menos de dois anos de novo! Até quando a ignorância e a burrice vão imperar no Brasil? Beijos com carinho!!

domingo, 3 de abril de 2011

É NECESSÁRIO AMPLIAR O CONHECIMENTO DOS MÉDICOS SOBRE A ENDOMETRIOSE!!

Como jornalista, eu amo uma notícia! Como a função do blog é a de informar o maior número de pessoas possíveis sobre o que é a endometriose e, o quanto ela pode ser perigosa, se não for controlada, ou melhor, bem tratada. Por isso, para unir as duas coisas, passei a agregar no A Endometrios e Eu, mais informações as portadoras de endo, com notícias relacionadas ao assunto, de diversas partes do mundo.

Hoje, achei uma bastante interessante. Aí, para complementar, vou fuçando e pesquisando até achar algo para completar. Interessante, eu digo, porque é algo que eu e, muitas portadoras já sabemos: falta médico especializado e, a meu ver, falta também interesse de muitos ginecologistas em conhecer a doença. Eu fui vítima de um, que, por sinal, tem consultório em uma região nobre de São Paulo. Já a minha querida leitora e amiga Hosana Santana, foi vítima de muitos, cerca de uns dez profissionais que, se vestem de branco e se fazem de médico.

Nessa minha 'andança' pela net, achei a notícia que comprova que, esse meu pensamento, não está tão errado assim: Conhecimento sobre endometriose precisa ser expandido. De acordo com as matérias, no último encontro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a nova diretoria defendeu a necessidade de ampliar os estudos e pesquisa sobre a endometriose. Na verdade, sabemos e, já postei aqui, o link do programa Medicina & Saúde, onde diz que a maior parte dos estudos e pesquisas feitas atualmente no mundo é sobre a endo.

Mas é preciso mais, sempre mais. Aliás, o conhecimento é a base para tudo na vida, principalmente, quando se trata da medicina e de uma doença enigmática. Aí, pesquisando mais sobre essa notícia, achei o blog Medicina Reprodutiva. Lá, junto com essa notícia, achei algo muito interessante, um curso para médicos ginecologistas sobre Endometriose e Infertilidade, orgnizado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, o GERA, fundada pelo Prof. Dr. Joji Ueno.

Parabenizo aqui, essa iniciativa, que é de extrema importância para nós, portadoras de endo. Mais feliz ainda eu fiquei, quando vi que, no corpo docente, estão os médicos Dr. Eduardo Schor e Dr. Hélio Sato. Hoje, eu me trato com o Dr. Hélio, mas tudo o que sei sobre a endo aprendi com o Dr. Schor, quando eu estava na UNIFESP. Nunca vou me esquecer da atenção que o Dr. Schor me dava, todas as vezes que chegava lá desesperada. Além de grandes especialistas, eles são dois seres humanos incríveis, com um lado humano, que nunca conheci antes em um ginecologista. Para mim, o lado humano de um médico, conta mais do que o próprio conhecimento. Aliás, o primeiro e, até então, único médico que conheci e preenchia todos esses requisitos foi o Dr. Roberto Hiroshi Ieiri, que cuida da minha família há mais de 20 anos.

Por isso, reproduzo aqui, na íntergra, mas com o link e crédito, a matéria e mais informações sobre o curso Endometriose e Infertilidade. Espero que gostem! Já estou preparando o meu segundo artigo do Muriaé na Web, que deve entrar ao ar até o meio da semana. Beijos com carinho!!

Conhecimento sobre endometriose precisa ser expandido

Durante o último encontro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, nova a diretoria da entidade defendeu a necessidade da ampliação de estudos e pesquisas sobre a endometriose. Segundo o presidente da entidade, “a endometriose é uma doença que atrapalha o estilo de vida de diversas mulheres no mundo todo. É um desafio encontrar o melhor método para tratá-la. São necessários muitos estudos visando atualizar o conhecimento dos ginecologistas sobre os tratamentos existentes e as novas possibilidades terapêuticas”.

Novas possibilidades terapêuticas
Um dos estudos apresentados sobre a endometriose, durante o evento americano, revelou que a terapia hormonal parece reduzir o tamanho dos nódulos da endometriose retovaginal. Em um estudo prospectivo, pesquisadores italianos descobriram que diversas terapias hormonais administradas por um ano foram eficazes em diminuir o volume, em aproximadamente 24%, dos nódulos de endometriose infiltrados no reto, em 41, das 46 pacientes incluídas no estudo. Os nódulos das pacientes foram avaliados por exames de imagem no início do estudo. Os resultados foram comparados com medições realizadas seis meses e 12 meses, após o início da terapia hormonal. No início do estudo, o volume médio do nódulo de endometriose foi 4,3 cm3. Após seis meses de tratamento, o volume do nódulo nos grupos de pacientes recebendo acetato de noretisterona triptorelina, tibolona, acetato de noretisterona e letrozol foi reduzido. Para as pacientes que tomavam anticoncepcionais orais ou desogestrel não houve redução no tamanho dos nódulos, após seis meses. Como conclusão, após 12 meses de tratamento, o volume de nódulos foi significativamente reduzido, uma média de 24%, em todos os grupos de tratamento. Não houve diferença significativa na redução do volume de nódulos em função do tipo de tratamento hormonal administrado. “Este foi o primeiro estudo a demonstrar que a administração de terapias hormonais, por um ano, reduz significativamente o volume de nódulos da endometriose retovaginal. Organizamos o Curso Endometriose e Infertilidade especialmente para os ginecologistas que buscam mais informações e dados para aprimorar o atendimento prestado às suas pacientes que sofrem com endometriose”, explica o Prof. Dr. Joji Ueno, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo.

Informações sobre o Curso Endometriose e Infertilidade:

GERA-Instituto de Medicina Reprodutiva São Paulo
Telefone: 11-3289-5209
E-mail: instituto@medicinareprodutiva.org
Mais informações: http://medicinareprodutiva.wordpress.com

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MAIS DUAS SEGUIDORAS NO BLOG! JÁ ESTAMOS COM 43!! OBRIGADA!!

É com muita alegria que escrevo este post. Comemoro mais duas seguidoras no A Endometriose e Eu! Faço questão de comemorar cada seguidor (a), pois as pessoas têm muito preconceito em seguir o blog. Já ouvi de homens: “Ah, não vou seguir o seu blog porque as pessoas podem achar que eu também estou doente.”. Ridículo esta frase de uma pessoa que jamais poderá ter endometriose. Aliás, amigos meus mesmo, que me conhece ao vivo são muitos poucos. Vou fazer um post especial e, relacioná-los um por um! A Hosana Santana também é paciente do Dr. Hélio Sato. Nós temos o mesmo médico e, todos os elogios que faço a ele, ela fez nos e-mails que me enviou. Realmente, o Dr. Hélio entende muito bem, nós, portadoras de endometriose. Como disse Hosana, ele é um anjo que Deus colocou em nossas vidas. Entende muito bem a mulher, é jovem (nada contra os mais velhos), fala a nossa língua e é superdespachado, não tem vergonha de falar sobre certos assuntos. É um excelente profissional e, o melhor, junto com o Dr. Eduardo Schor e mais profissionais da UNIFESP (depois vou colocar tudo aqui e, inclusive, todos os nomes) estão a um passo de descobrirem a cura para a endo. Foi a equipe deles que descobriu que, a mulher que tem o marcador genético P27, tem duas vezes mais chances de ser portadora de endometriose do que as que não têm. O trabalho foi premiado em congressos. Sinto-me sortuda por ter conhecido tanto o Dr. Hélio, quanto o Dr. Schor. Esse é o primeiro passo em busca da cura para a endometriose. Até já fiz um post especial com um vídeo do Dr. Schor, que é também um maravilhoso profissional e, que me recebeu muito bem na UNIFESP. A outra seguidora é a Cris Porto. Cris, se vc for portadora de endometriose e, se quiser sua história aqui, envia e-mail para carolinesalazar7@gmail.com. Obrigada a Hosana e a Cris!! Juntas, lutaremos para que, em breve, os brasileiros passam a conhecer e a entender um pouco mais sobre esta maldita doença que, hoje, está presente em 15% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, mais de seis milhões de pessoas. O meu objetivo é que futuras gerações de mulheres portadoras não sofram o preconceito e a dor que nós sofremos. A Hosana, inclusive, já enviou a sua história que, em breve, estará aqui. Coitada! Ela fez muitas peregrinações em busca de um bom profissional. O pior é que, por conta desses maus profissionais, que temos muitos no Brasil, ela não confiava em nenhum médico. Ainda bem que Deus colocou em seu caminho o Dr. Hélio. Beijos com carinho!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EM RECUPERAÇÃO!!

Terça-feira, dia 03, retornei ao consultório do Dr. Hélio Sato. Como o Marcão estava trabalhando, o meu grande amigo, Marcelo Schainer, daqueles amigos que deve ter sido meu irmão em alguma outra existência e, que, graças a Deus, o reconhecei na faculdade. Como dizia o poeta e compositor Vinícius de Moraes:" A gente não faz amigos, reconhece-os", levou-me até o Nipo-Brasileiro. Como era encaixe esperamos por quase 2 horas. Quando Dr. Hélio me viu, logo perguntou: “Está tudo bem com vc?”. “Nossa, está sim. Estou até me sentindo mais leve”. “Você estava, e pelo visto, sentia muita dor. Você tinha muitas aderências, principalmente do lado direito”, continuou Dr. Hélio. Ainda bem que ele, como médico e especialista na doença, acreditava em minhas dores. Por muito e muito tempo, para muitas pessoas, as minhas dores horroroooooosas eram inventadas, coisa de psicológico. Aí eu me perguntava: “Não gente, eu não estou louca a este ponto, porque dói muito. Ou estou?!”. Mas, graças a Endometriose, todas as minhas dores foram comprovadas, e de fato, eram reais. No consultóroio, pensei que o Dr. até fosse tirar algum ponto. Ele só tirou os curativos, e falou que os pontos seriam absorvidos pelo meu organismo. Achei fantástica a evolução da medicina. Que maravilha!!! Até então, as minhas operações eram tão antigas, que não teve esta modernidade toda. Como eu já havia dito a ele, que no momento não quero engravidar,o Dr. disse que o meu ovário precisa descansar mais um pouco. Tadinho ele sofreu tanto!! Com isso, receitou o anticoncepcional Level, a ser tomado de uma forma diferente, para eu ainda não menstruar. Na verdade, só vou menstruar após 63 dias. E aí vamos ver no que vai dar!Para nós, portadoras de Endometriose, menstruar é um sofrimento, e praticamente um veneno. Faz mais de um ano e meio que não menstruo. Daqui a três meses retornarei com o Dr. Hélio. Ufa, ele ter receitado o anticoncepcional, foi um superalivio!! Na semana anterior, ainda no hospital, ele havia dito que eu retomaria o tratamento com o Zoladex 10.8. Se a menopausa da idade, já traz desconfortos terríveis, imagina a induzida por Zoladex, um remédio que trata vários tipos de cânceres, mas apenas controla a Endometriose. Estou torcendo para dar tudo certo com o anticoncepcional. Mas, se não der, antes mil vezes o Zoladex, do que as terríííveis dores. Estava tudo perfeito, até rolar um pequeno estresse na minha vida, com isso,a dor voltou. Desde o meio da tarde desta quarta feira, não estou me sentindo bem. O meu lado esquerdo está com uma dor latente, aquela bem chatinha que não dá descanso, sabe. Vamos torcer para não ser nada!! Há 10 dias sinto todos os meus órgãos abdominais mexendo. Acho que deve tá rolando uma grande festa lá dentro, agora que estão todos separados, em seus devidos lugares, e funcionando perfeitamente. Por hoje é só, vou dormir para ver se a dor passa. Beijos com carinho!!

OBS: Vi um recadinho da Lilian, que operou no dia 20. Lilian querida, falei de vc em outro post, mais abaixo. A nossa história foi bem parecida. Se vc quiser contar a sua história aqui, o blog está aberto. Hoje, por e-mail, convidei a Sirlene, que já fez quatro videolaparoscopias, para contar sua história. Já que a função do blog é ajudar muitas mulheres, que estão doentes, mas ainda não sabem, qualquer narração que envolva a Endometriose é muito bem-vinda! Obrigada pelo carinho!