Depois de falar o que é a endometriose e como deve ser feito o diagnóstico da doença, no terceiro vídeo da série sobre endometriose o doutor Hélio Sato aborda o impacto da doença na qualidade de vida de uma mulher tanto na área pessoal, abordando a dispareunia, quanto na familiar, no trabalho e nos estudos. Já falamos aqui no A Endometriose e Eu que segundo estudo americano a dor durante e após as relações sexuais afeta cerca de 50% das portadoras. Depois da atividade sexual vem a vida familiar com 36% e em seguida com 35 e 32%, respectivamente, estão o desempenho escolar e a falta no trabalho. Aperte o play! Beijo carinhoso! Caroline Salazar
Páginas
- Caroline Salazar
- Endo Marcha
- História das Leitoras
- Dr. David Redwine
- Com a Palavra, o Especialista
- Matthew Rosser
- Artigos Internacionais
- Superando a Endo Infertilidade
- Eventos
- Índice
- Saúde & Bem-estar
- Endo Dicas
- Na Mídia
- Endo Social
- Programa EndoMulheres
- Leitoras na Conscientização
- A Vida de uma Endo Mamãe
- A Vida De Um Endo Marido
- Loja Virtual
Mostrando postagens com marcador endometriose x trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador endometriose x trabalho. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de novembro de 2016
"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!
Depois de falar o que é a endometriose e como deve ser feito o diagnóstico da doença, no terceiro vídeo da série sobre endometriose o doutor Hélio Sato aborda o impacto da doença na qualidade de vida de uma mulher tanto na área pessoal, abordando a dispareunia, quanto na familiar, no trabalho e nos estudos. Já falamos aqui no A Endometriose e Eu que segundo estudo americano a dor durante e após as relações sexuais afeta cerca de 50% das portadoras. Depois da atividade sexual vem a vida familiar com 36% e em seguida com 35 e 32%, respectivamente, estão o desempenho escolar e a falta no trabalho. Aperte o play! Beijo carinhoso! Caroline Salazar
Postado por
A Endometriose e Eu
às
23:04
Um comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
caroline salazar,
doutor hélio sato,
endometriose,
endometriose x dor no sexo,
endometriose x estudos,
endometriose x impacto da vida familiar,
endometriose x qualidade de vida,
endometriose x trabalho
terça-feira, 28 de maio de 2013
"A VIDA DE UM ENDO MARIDO" O PRIMEIRO CONTATO DO CASAL COM A ENDOMETRIOSE - PARTE 3
No último texto da trilogia intitulada “O primeiro contato com a endometriose”, Alexandre fala sobre os aspectos sociais
da doença. Após falar sobre o primeiro contato e alguns momentos delicados do endocasal, dentre eles
o sexo, mas que podem ser transformados em momentos descontraídos, e sobre as limitações de uma mulher com endometriose, entre elas, a atividade doméstica,
nosso endo marido português vai abordar a questão social da doença. O que falar
quando alguém te olha e fala: “Nossa, não vai se queixar de dor hoje?” ou “até
que cara tá boa para quem tava morrendo de dor ontem!” ou "ela precisa é de colo" e pior ainda: "essas dores são psicológicas, coisas da sua cabeça." Tipo coisas ignorantes
de mentes mesquinhas e ignorantes. Olha, quando eu estava louca de tanta
aderência (sim, a endo e suas consequências, como as aderências, nos deixam
loucas e já falamos aqui no blog), quem falava isso pra mim, eu tinha ate dó.
Porque do mesmo jeito que entrava no meu ouvido voltava. Agora, que estou bem,
eu fico quieta e peço para Deus perdoar este ser sem cérebro. Porque me dá
muito, mas muito dó de quem acha que a endometriose é apenas um fricote
feminino. Mas como Deus é maravilhoso, eu tou sentindo cheiro de vitória no ar.
Porque enquanto eu não comprovar pra todo mundo do que essa doença é capaz, o
quanto ela é cruel com as mulheres, eu não sossego. Eu dou um boi para não
entrar numa briga, mas quando entro dou uma boiada para não sair dela. Como diz
nosso lema do blog: “O caminho é longo, doloroso, mas a vitória é certa para
quem é do bem e faz o bem!”. E
sabe uma coisa que eu admiro? Quem é feliz, e muito feliz mesmo com dores. Não
era o meu caso, mas existem pessoas assim e eu falo: “caraca, tiro o chapéu pra
ela”. É vivendo e aprendendo. Se um dia eu voltar a ter dores (rezo todos os
dias para não!, claro), eu vou pelo menos pensar em ser diferente. O importante
é mesmo ser feliz, já que cada vida é única. Aproveitar a dádiva da vida, cada minuto e cada segundo! Beijo carinho! Caroline Salazar
“Para terminar essa triologia, vamos então
falar sobre o aspecto social da doença. E começando pelo mais óbvio, as pessoas
sabem que certa mulher tem endo, que um dos principais sintomas é a dor, mas
frequentemente falam: “Puxa, mas até que você está com boa cara, nem parece
doente.” Ô gente, não basta ter endometriose, sofrer com dor durante anos,
todos os dias, ainda tem que ficar de cara fechada para os outros acreditarem
que está sofrendo? Pôxa, deixa a gente ter uns momentos de felicidade e
normalidade, ser positivo e reagir como possível. Socialmente a endo tem outro
aspecto muito cruel. As pessoas nem se tocam sobre o quanto estão magoando a
portadora quando falam: “Para quando será o bebê? Tá demorando hein? Olha que o
tempo passa...” Se no fundo você não soubesse que a pessoa está falando isso
com boa intenção ou desconhecendo a sua doença, a resposta mais suave
seguramente seria mandar para o raio que a parta. Isso para não descer
completamente do salto e rodar a baiana. Depois que você lida com a doença por
uns tempos, acaba percebendo que para a portadora passa um turbilhão de emoções
na cabeça dela nos momentos de cobrança. Muitos deles contraditórios. Para os
caras, eu recomendo que se uma coisa dessas acontecer segurem na mão de sua
companheira e mantenham a compostura. Brigar não vai resolver nada, aliás, vai
agravar. Pode ter um pequeno alívio na hora, mas acredite em mim, a mulher vai
ficar péssima depois.
Esperemos que depois que a sociedade
aprenda mais sobre a endometriose, ganhe conhecimento, surja a compreensão. E
muita gente vai entender que essa doença é uma doença. Não é culpa de ninguém,
não é castigo divino, e apesar do sofrimento, ainda é possível viver e ser feliz
apesar de tudo que a endo causa. A infertilidade é uma questão muito difícil de
ultrapassar para a maioria dos casais. Sobretudo se o cara casou com a futura
mãe dos seus filhos ao invés da mulher que ele levou ao altar. Se a esperança
de filho foi muito grande, exagerada até, pode ser muito complicado superar
isso. A aceitação da nova realidade é o caminho mais fácil. Seja por a mulher
ter endometriose, com todas as complicações tantas vezes já relatadas, ou
também por ser infértil e não realizarem o sonho de ter filhos. Eu não ia
abordar essa parte já, mas está fazendo o maior sentido (e será tema de outro
artigo). A vida pra lá da endo, a felicidade é possível sim. Infertilidade
sexual não é infertilidade no coração. Peito sofrido muitas vezes é terreno
fértil para o nascimento de amor profundo, de generosidade para com o próximo.
Uma coisa não substitui a outra, mas como minha sábia avó fala, o que não tem
remédio remediado está.
Não vou ficar passando lição de moral para
ninguém. Gostaria que entendessem essa parte como a exposição de um ponto de
vista, não a desvalorização do sofrimento alheio. Recordo que eu e minha esposa
somos um dos casais que não pode ter filho nunca por conta da endometriose. Ela
fez histerectomia total com retirada dos ovários, Foi necessário muito trabalho
junto dela para arrumar esse assunto, falando como casal, muitas vezes com
lágrimas regando as nossas conversas. Aos poucos as coisas foram se ajustando.
Vou fazer uma confidência pra vocês, estou escrevendo e vendo minha esposa
saracoteando pela casa, cuidando das coisinhas dela, sendo feliz (mesmo com
algumas dores!). Essa visão faz tudo valer o esforço, a luta que travamos, o
sofrimento juntos. A sociedade não tem o direito de exigir nada de vocês, a
família também não. Quem não sabe o que é sentir a dor da endo fala sem
conhecimento, pura ignorância. Muitas vezes precisamos lembrar as palavras de
Jesus na cruz, “Pai, perdoa, pois eles não sabem o que fazem”. Nunca peçam
desculpa pelo vosso amor. Ninguém tem o direito de exigir isso apenas porque
gostariam que a vossa vida tivesse tudo o que a sociedade espera como padrão da
normalidade. Com amor, união e companheirismo há momentos felizes apesar dos
contratempos da doença. Abraço e até o próximo. Alexandre."
Postado por
A Endometriose e Eu
às
02:01
15 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
a vida de um endo marido,
endometriose e a vida de um casal,
endometriose x dores,
endometriose x marido,
endometriose x trabalho,
felicidade x endometriose
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"A VIDA DE UM ENDO MARIDO" O PRIMEIRO CONTATO DO CASAL COM A ENDOMETRIOSE - PARTE 2
Na segunda parte da trilogia intitulada
“Primeiro contato com a endometriose”, Alexandre fala das limitações de uma endomulher
nas atividades corriqueiras que toda mulher deve exercer muito bem, a
profissional e a doméstica. Pois é, quem não tem endometriose adora falar mal
da dor alheia. Mas, ora bolas, eu queria ver essa pessoa aí que vive falando
como ela seria se a dor da endo a incapacitasse de realizar tarefas simples e
que muitas gostam. Eu digo isso, pois como já falei aqui tem uma coisa que eu
sempre adorei fazer, mas que a dor me impedia: como lavar os banheiros, a
cozinha. Também sei dar uma boa faxina em casa, mas confesso que adoro mexer
com água. Talvez por eu ser de um signo do elemento água, será? O fato é que eu
tive de parar de executar essas tarefas. E hoje se a executo faço com muito
cuidado e bem devagar. Vai fazer um ano no dia 1° de junho que estou livre das
dores da endo (parece um sonho, meu grande milagre!), mas isso também gera um
trauma. Eu sempre quis que ele abordasse a questão “doméstica”, porque muitos
pensam que “se nasceu mulher então tem de fazer tudo em casa.” Muitas mulheres
morrendo de dores são obrigadas a exercerem as tarefas de casa só porque estão
em casa por conta das dores. Graças a Deus nunca apareceu na minha vida um
homem com uma mente pequena dessa. E que Deus continue me abençoando! Amém! E a
questão profissional também é de suma importância. Eu que o diga, já que tive
de parar a minha por dois anos para me tratar, para fazer a fisioterapia
uroginecológica para melhorar a dispareunia. Mas como Deus é sempre maravilhoso
com seus filhos do bem, aos poucos vou retomando aquilo que eu era antes de
tudo começar e virar minha vida de cabeça pra baixo. Mas hoje quem dita a
coluna é nosso endo marido Alexandre. Um texto para ler, refletir, pensar... e
para que muitas pessoas que convivem com as portadoras, e não só os endo maridos, passem a ter uma nova atitude perante as dores desta doença. Beijo carinhoso! Caroline Salazar
“Tal como prometido, vamos continuar.
Agora falando sobre a vertente profissional/doméstica. Como vocês sabem portadora de endometriose tem muitas limitações nas atividades
que pode realizar. Se a mulher for bem prendada, ela saberá como fazer as
coisas em casa. Cozinha, tanque, engomar roupa, supermercado, etc. Mas a mulher que tem endo morre de dor quando surgem as crises
da doença, e fica difícil fazer
as tarefas domésticas. Para os homens vou dar o seguinte exemplo: quase todo o
mundo já teve dor de dente. Imaginem que
estão tendo que cuidar da casa com dor de dente, mas não tem dentista. Se for
um dente, no limite você pode até arrancar o dente em casa, arriscar uma
infecção, mas se tratando da
endometriose, isso não é possível. Você irá viver com essa dor por anos, com
pouco alívio pela medicação, e tendo que cumprir com suas obrigações. Na esfera
profissional, acontece a mesma coisa. Você tem dor, tem hora que fica sem
funcionar, mas enquanto que em casa você pode deixar pra depois, no trabalho
isso tem consequências maiores. Ficar faltando ao trabalho é complicado,
mesmo com justificação do médico. Você arrisca o seu emprego porque está doente,
não tem culpa, parece que não tem nada que alguém possa fazer para lhe ajudar,
e aos poucos, seu emprego e seu
salário estão indo pro brejo. Pior,
você vai ao hospital e quando fala que precisa de analgésico forte porque está
morrendo de dor, lhe xingam de toxicodependente. Isso não é exagero, aconteceu
com a minha esposa. Tem mulher
que tem dor na relação sexual e o marido acha que ela está de frescura.
Aguentar tudo isso não é mole.
Vamos voltar à questão da mulher
prendada. Ela foi educada para cuidar da casa e da família. Quando consegue,
ela parece um furacão, vira a casa do avesso. Deixa tudo brilhando, cheiroso,
bem bonito. Em seguida cai na cama com dor, poderá ficar vários dias sem
conseguir fazer mais nada, se enchendo de drogas para aliviar os sintomas da
doença. Claro que já adivinhou, não vai ter sexo. A mulher profissional, que
não larga o serviço para os colegas, gosta de ser vista como alguém em quem
podem confiar, e tem orgulho em seu trabalho, dá o máximo na empresa. Ela vai
chegar em casa e muitas vezes ainda vai ter que fazer a janta, o almoço do dia
seguinte, cuidar dos filhos... desse
jeito não vai demorar pra ela cair na cama morrendo de dor de novo. E mesmo
antes disso, no final do dia ela vai estar quebrada, morta de cansaço. Se a
medicação já rouba a libido dela, imagina cansada também. Ninguém é de ferro,
né? Você é bem esperto, e já logo pensa: não vai ter sexo de novo. Essa vida é bem complicada
para gerir, nas tarefas e emocionalmente. É por isso que eu insisto tanto na comunicação entre o casal.
Mas sempre tem um jeito de melhorar, e eu vou dar umas dicas para isso.
Divisão de tarefas: Sejam organizados.
Sentem os dois com caneta e papel. Façam uma lista das tarefas que são
realizadas em casa. Para os caras que não estão acostumados a dividir as
tarefas domésticas, isso vai mostrar a capacidade enorme de trabalho que as mulheres têm.
Assinale as tarefas que ela não consegue realizar. Essas geralmente incluem
movimentar coisas pesadas e fazer trabalhos muito curvada. Essas tarefas podem
ser realizadas pelo homem. Eu garanto que não é tanta coisa assim, se todos os dias fizerem um pouco.
Então, o truque é fazer uma
escala de tarefas. Quando eu
bolei isso aqui para casa, imaginei que poderia dedicar duas horas de trabalho em casa por dia. Ela
de um canto, eu no outro. Cada um fazendo as suas coisas, e depois desse tempo
poderíamos jantar e ter tempo para nós. E funciona gente, se tiverem a
disciplina para cumprir a escala. Quando chegar o fim de semana, poderão sair os dois pra
namorar, visitar família, ou simplesmente descansar. Dá para imaginar que um
funcionamento regular das tarefas domésticas reduzirá a ansiedade da mulher, e
a divisão das tarefas permitirá que a mulher esteja menos cansada. Adivinhou,
maior disponibilidade para o sexo. Tenham em atenção que muitas vezes a mulher
não vai conseguir cumprir as tarefas. Mas o cara não pode se matar compensando
o que ela não fez. Faz as suas e no final de semana compensa o que não deu para
fazer no tempo normal. Nunca se deve cair no erro de esgotar as forças,
pensando que aguenta tudo. Até Deus precisou de descanso.
Se você quiser ir trabalhar todos os
dias estando ao seu melhor nível, respeite o seu descanso. Se não o fizer, vai
ser nossa esposa arriscando o emprego dela e nós também o nosso. Usar duas ou três horas pra cozinhar no domingo de
tarde, por exemplo, também pode ajudar. Você faz a comida para a semana inteira e já
economiza tempo, energia e terá sempre refeições econômicas e saudáveis para
levar para o serviço. Se alimentem direito. Comer bem não significa comer caro
nem comer muito. Consulte uma tabela nutricional para ver como deve equilibrar
a sua dieta. Geralmente, uma dieta equilibrada até que fica barata. Nos projetos profissionais, se apoiem
mutuamente. Não é fácil a mulher se manter ativa e confiante profissionalmente,
por isso sempre que ela tiver um novo desafio, apoie –a. E
a mulher apoie também os projetos do homem. Quando eu falo apoiar, não é
concordar com tudo. É ajudar um ao outro a ver onde estão os pontos
fortes e as fragilidades de cada projeto. Sejam bons parceiros. Ter projetos
ajuda a pensar em outras coisas, não ficar focado apenas na endo. Não permitam
que as vossas vidas sejam
absorvidas pela doença. Sei que
nos momentos de dor isso é impossível e a tendência
vai ser essa, mas vocês precisam contrariar.Ter planos para o futuro é ter
esperança. Mas não faça planos apenas para longo prazo. Crie metas a curto,
médio e longo prazo. Assim você vai ver as coisas acontecendo, podendo
comemorar pequenas vitórias, celebrando que está vivo e mexendo, batalhando
para ultrapassar as dificuldades. Façam tudo se amando, ajudando alguém se possível.
Não estamos sozinhos nesse mundo, e todas as pessoas precisam de um abraço de
vez em quando. Hoje estou deixando aqui o meu para vocês. Alexandre.”
Postado por
A Endometriose e Eu
às
01:43
4 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
a vida de um endomarido,
endometriose e a vida de um casal,
endometriose x marido,
endometriose x trabalho,
endometriose x vida doméstica
Assinar:
Postagens (Atom)