É com emoção que dou às boas-vindas ao mais novo parceiro do blog, a Reativittà - Conceito em Saúde. Pensando sempre na qualidade e vida de uma endomulher, para as leitoras
do A Endometriose e Eu de São Paulo e região, a Reativittá vai dar 20% de desconto na fisioterapia
uroginecológica. É isso mesmo!! Não é promoção por tempo limitado, é uma parceria (por generosidade e bom coração mesmo) e a realização de um grande sonho meu, graças a minha querida Juliana Sinelli (sim, a nossa colunista da Superando a Endo Infertilidade). Deus põe as pessoas certas no momento certo em nossas vidas. Ela é uma das minhas fisioterapeutas e numa das minhas sessões de RPG, eu comentei com ela deste meu grande sonho: de oferecer um tratamento de fisioterapia uroginecológica mais acessível às endomulheres. E aí ela me apresentou aos sócios. Agradeço imensamente ao Sergio
Sureira e a Cristiane Sinelli pela oportunidade de realizar esse meu desejo e por terem escolhido a dedo a profissional, da Universidade Federal de São Paulo (USP). Tem pelo menos 3 anos que sonho com essa parceria.
Como sabem minha pior consequência da endometriose foi a dispareunia, a dor durante o sexo. Infelizmente, essa dor, é uma dor tão forte, mas tão forte durante e após o sexo (e esse após pode durar dias, pode dar febre e deixar a mulher na cama) que destrói não só as mulheres, mas também seus relacionamentos. Graças a Deus a dispareunia tem cura e depois de quase 3 anos de fisio eu recebi esta bênção. O meu tratamento demorou muito porque a minha foi a de profundidade e também porque eu fazia uma vez na semana, o que é muito pouco, já que o preço era alto, eu não tinha condições. Eu agradeço a Deus todos os dias pela coragem que Ele me deu para falar sobre isso no blog (artigo 1, artigo 2, artigo 3, dentre muitos outros artigos), coragem que foi elogiada até mesmo por uma colega de profissão super reconhecida na área da saúde. Graças a essa coragem e aos meus relatos, muitos companheiros de portadoras de endometriose começaram a entender mais sobre essas dores e passaram a compreender suas companheiras. Acho que essa minha abordagem sincera e despretensiosa sobre a dispareunia, inclusive, como a descrevi já aqui inúmeras vezes, ajudou até mesmo a abrir a visão e mulheres engajadas na doença de outros países mais conservadores a falar sobre isso.
E não se esqueçam de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para mostrar que existimos, que somos muitas (176 milhões de mulheres no mundo todo) reivindicar nossos direitos, cuidados, tratamento especializado acessível em todo país, inclusive, no SUS, conscientizar a sociedade, pois só assim passaremos a ser tratadas com o respeito que merecemos. É nossa grande chance de ter a doença reconhecida como social pelo governo federal. Beijo carinhoso!!!
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
NOVA PARCERIA: FISIOTERAPIA UROGINECOLÓGICA COM 20% DESCONTO PARA ÀS LEITORAS DO BLOG DE SÃO PAULO!!!
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A Endometriose e Eu
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03:09
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
NO AR O QUARTO ARTIGO DO MURIAÉ NA WEB!!!
Já está no ar, o meu quarto artigo no Muriaé na Web. Eu falo sobre como é feita a massagem uroginecológica, ou seja, a massagem perineal, o único tratamento que melhora a dispareunia. O artigo é uma continuação do terceiro chamado Dispareunia, você sabe o que é isso?. Afinal, a dispareunia é um dos motivos que me fez criar o blog. Ludmila Gusman, editora do site, criou um blog para hospedar os meus artigos. A mudança é para que tenhamos mais interatividade. Quero que vocês sigam o blog Falando de Endometriose. Afinal, lá também será o nosso cantinho especial. Eu continuo trabalhando e com chances de ficar mesmo. Estou muito feliz. Por ora, parei a fisio, mas pretendo voltar em agosto. Agradeço a todos pelos comentários, e-mail e, aos poucos, estou respondendo um por um. Espero que curtam! Beijos com carinho!!
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A Endometriose e Eu
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14:00
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
RETORNO À FISIOTERAPIA NA UNIFESP!!
Na quarta-feira, dia 11, voltei à fisioterapia na UNIFESP. Meu Deus, já estou lá há um ano e três meses. E, o pior, ainda continuo com tensão muscular no meu assoalho pélvico. Como ainda não chegou a nova turma (nossa, já vou pegar a quarta!) são as coordenadoras que fazem este papel. Agora, além da Ana Paula Bispo e da Chris (não lembro o sobrenome) tive mais uma companhia, a da Cris, acupunturista e professora da ABA que faz mestrado em dispareunia na UNIFESP. Na verdade, eu já conhecia a Cris. Foi ela quem me chamou para fazer acupuntura gratuita na ABA, duas vezes ao mês. Agora, Cris também faz a massagem perineal e os alongamentos. Cheguei com dor. Aí, Cris me colocou naquela bola de pilates para eu relaxar. Mesmo assim não adiantou muita coisa. Além da dor pulsante que sinto no lado esquerdo da barriga, ando com uma terrível em toda a lombar. A mesma dor que sentia em 1998, quando tive que sair de um trabalho, porque eu trabalhava sentada, e eu mal podia sentar. Deve ser a ‘bichina’ de novo. Tive muito estresse em dezembro e, tenho certeza que a endometriose voltou. Ao fim da sessão, Chris disse que o meu caso é sim, um pouco sério. Faz muito tempo que estou lá, já era para eu ter melhorado. Ela vai dar o prazo de um mês, se a minha dispareunia não melhorar, ela terá uma reunião com os médicos para saber o que há de errado. Neste tempo, ela vai me encaminhar para a psicóloga da UNIFESP. É, realmente, não é brinquedo não ser portadora de endometriose. Infelizmente, só quem tem para saber e sentir como é. Como a endometriose, a dispareunia também é desconhecida da maioria das mulheres. Porém, ela é muito mais frequente do que a endo. Graças à dispareunia, eu conheci pessoas maravilhosas: as fisioterapeutas da UNIFESP. Agradeço todos os dias a Deus por elas existirem e por Ele ter dado este dom a elas. São mãos abençoadas que fazem a diferença. Obrigada a todas que já me trataram: Ana Paula, Chris, Thais, Ana Carolina, Laise e Aline. Obrigada por existirem!! Beijos com carinho!!
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A Endometriose e Eu
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02:26
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A DISPAREUNIA 3!!
Nossa, faz tanto tempo que quero escrever este post. Duas semanas após a minha cirurgia, realizada no dia 26 de julho, fui liberada pelo Dr. Hélio Sato para voltar à fisioterapia. Agora, quem me atende é a Aline, que, aliás, já está seguindo o blog. As sessões não têm mistério. Já acostumei. É a tal da massagem perineal. Aline é delicada e atenciosa. Parabenizo, mais uma vez, a equipe de fisioterapia da UNIFESP de endometriose. É maravilhosa!! No fim de outubro, faz um ano que estou lá. Até brinquei com as meninas: “Acho que mereço um bolo para comemorar o meu primeiro aniversário aqui”. Já passei por várias profissionais. Elas são sempre muito atenciosas e gentis. Confesso que, no começo, quando soube que trocaria as fisioterapeutas fiquei um pouco preocupada e, pensei que ficaria também com um pouco de vergonha, sei lá, algo do tipo. Mas, elas nos fazem tão bem, não importa quem trata. O importante é que todas aquelas mãos abençoadas que fazem delicadamente a massagem perineal agem com o coração e, principalmente, com amor. A minha primeira sessão após a cirurgia foi ótima. Nossa, foi impressionante ver como a cirurgia foi benéfica para a melhora da minha dispareunia. Eu não acreditei, até parecia um sonho. O lado esquerdo, que era completamente dolorido, teve uma ótima evolução. Fiquei tão feliz!! Mas, infelizmente, depois de algumas semanas sinto que a melhora estagnou. Não está evoluindo mais. E, quase todos os dias, eu tenho dor. Não é aqueeeelaaaa dor que eu sentia antes, agora eu tiro de letra, mas é aquela dor latente chata, que faz questão de nos lembrar: “olha eu estou aqui viu”rsrss. Tenho FÉ que em breve estarei melhor. Por conta de alguns problemas da vida, até o lado direito agora deu para piorar. O meu namorado ainda não voltou a fazer a massagem. Aliás, vou ver se ele começa neste fim de semana. Quem sabe aí melhora um pouco mais. Já tentei ter relação sexual, mas, como a minha dispareunia está agora no intróito (entrada da vagina) ainda dói. Dói muuiiito na entrada e também um pouco no fundo. Ah, e a minha libido ainda não melhorou. Ainda não tenho vontade de transar. É muito esquisito, mas ainda bem que tenho um grande homem ao meu lado. Que realmente me ama e entende. Obrigada amor, sempre!! Ainda continuo na fisio semanalmente. É um compromisso muito sério. E, infelizmente, só quem tem endometriose sabe o que é ter esta terrível doença. Não é fácil. Aproveito o post para agradecer o meu amigo Lu, que ao abrir a sua assessoria de imprensa, já sabendo do meu caso e do meu tratamento, deu-me a oportunidade de trabalhar novamente. Fiquei quase um ano sem trabalhar. Foi uma barra! Muito difícil. A endometriose mostrou que tenho múltiplas capacidades e, por conta dela, mudei de área. Não sou mais repórter. Ser repórter era o que seu sempre quis, mas Deus não quis. Na verdade, o meu sonho era ser repórter de TV, mas infelizmente, por não ter QI´s (o tal quem indica), eu não consegui. Agora estou em assessoria de imprensa, outra área do jornalismo, onde terei beeeem menos estresse. Até porque, ele é bem educado e respeita muito o próximo. É superinteligente e estou aprendendo muito. E adorando!!! Confesso que jamais passou pela minha cabeça ser assessora de imprensa. Mas estou amando esta nova vida, sem editor estressado, xingando vc, pedindo mil notas e tendo chiliques. Ah, e o melhor é não ter que varar a madrugada na redação fechando matérias. Não tenho hora para entrar. Tenho que fazer o trabalho e, olha, estou me saindo muito bem. Descobri que competência eu tenho e, de sobra! Preciso dormir para acordar cedo. Agora eu trabalho!! Ah, quero agradecer à Aline, a fisioterapeuta que me trata, por já fazer parte do blog. Ajude-me a divulgá-lo. Beijos com carinho!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
COM A PALAVRA, A ESPECIALISTA!
A fisioterapeuta Ana Paula dos Santos Bispo, graduada pela Faculdade Adventista da Bahia, em 2007, foi convidada a explicar um pouco mais sobre a dispareunia. Aqui, ela fala os tipos de dispareunia e também as técnicas que utiliza para tratá-las. Há dois anos, Ana deixou sua cidade natal, Feira de Santana, e se mudou temporariamente para São Paulo, com o objetivo de fazer uma pós-graduação na área de uroginecologia. Na UNIFESP - EPM, ela se especialzou em Fisioterapia na Incontinência Urinária Feminina e Reabilitação do Assoalho Pélvico. Ana, que também é instrutora do método de Pilates, explica também o tratamento que eu faço na UNIFESP. Qualquer dúvida é só deixar um comentário, que peço à Ana para responder.
A dispareunia é definida como uma dor genital recorrente ou persistente associada com o intercurso sexual. A dor pode também ser induzida por estímulos em certas desordens não coitais, durante o ato sexual, como na endometriose. A dispareunia pode ser subdividida em dois grupos: a dispareunia superficial, de entrada ou de intróito, e a dispareunia profunda ou de profundidade. Ambas têm diferentes etiologias. A dispareunia de profundidade é muito presente em mulheres com endometriose profunda. Ela ocorre quando os implantes ectópicos podem infiltrar o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal, alcançando mais de 5 milímetros de profundidade. A dor também pode ocorrer após a relação sexual, denominada dispareunia tardia. Ambas merecem atenção, pois, podem estar relacionadas com a gravidade da doença. Em razão das fortes dores que sentem estas pacientes acabam por sofrer de abstinência sexual. A endometriose pode causar a Dor Pélvica Crônica (DPC) que é uma dor nos segmentos inferiores do abdômen, que ocorre de forma contínua ou intermitente, com duração de pelo menos seis meses. Por conta disso, a dor é forte o suficiente para interferir nas atividades habituais da mulher, e frequentemente, ela intensifica-se no período menstrual ou durante a relação sexual. A DPC pode levar a alterações músculoesqueléticas, devido à postura protetora por tempo prolongado adotada por estas pacientes. Estas posturas são adotadas como forma de alívio para a dor, porém elas causam sobrecarga nas estruturas musculares, ligamentares e articulares da pelve e do quadril, e, como consequência, geram disfunções músculoesqueléticas que acabam por exacerbar o quadro doloroso.
Esta tentativa de ajuste do corpo para aliviar a dor, que leva às alterações no alinhamento da pelve, do quadril e dos membros inferiores, ocasiona danos fisiológicos e, consequentemente, altera a função dos músculos do assoalho pélvico, podendo também causar dor durante a atividade sexual. Dependendo da queixa da paciente, a fisioterapia empregará os recursos, objetivando a normalização da mobilidade da pelve e do tônus dos músculos pélvicos, em especial do assoalho pélvico. Basicamente, os recursos comumente utilizados no tratamento da dispareunia são a cinesioterapia, eletroterapia, biofeedback e massagem perineal. No caso da Carol, utilizamos dois procedimentos: a cinesioterapia e a massagem perineal dos músculos do assoalho pélvico. O primeiro método nada mais é do que a realização de alongamentos da musculatura dos membros superiores e membros inferiores, na tentativa de restaurar a postura correta. Já o segundo processo, que a Carol faz desde outubro, tem como objetivo melhorar o estado de tensão em que se encontra a musculatura da vagina. E tirando a tensão desta musculatura, a paciente volta a ter uma vida sexual ativa e sem dores.
A dispareunia é definida como uma dor genital recorrente ou persistente associada com o intercurso sexual. A dor pode também ser induzida por estímulos em certas desordens não coitais, durante o ato sexual, como na endometriose. A dispareunia pode ser subdividida em dois grupos: a dispareunia superficial, de entrada ou de intróito, e a dispareunia profunda ou de profundidade. Ambas têm diferentes etiologias. A dispareunia de profundidade é muito presente em mulheres com endometriose profunda. Ela ocorre quando os implantes ectópicos podem infiltrar o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal, alcançando mais de 5 milímetros de profundidade. A dor também pode ocorrer após a relação sexual, denominada dispareunia tardia. Ambas merecem atenção, pois, podem estar relacionadas com a gravidade da doença. Em razão das fortes dores que sentem estas pacientes acabam por sofrer de abstinência sexual. A endometriose pode causar a Dor Pélvica Crônica (DPC) que é uma dor nos segmentos inferiores do abdômen, que ocorre de forma contínua ou intermitente, com duração de pelo menos seis meses. Por conta disso, a dor é forte o suficiente para interferir nas atividades habituais da mulher, e frequentemente, ela intensifica-se no período menstrual ou durante a relação sexual. A DPC pode levar a alterações músculoesqueléticas, devido à postura protetora por tempo prolongado adotada por estas pacientes. Estas posturas são adotadas como forma de alívio para a dor, porém elas causam sobrecarga nas estruturas musculares, ligamentares e articulares da pelve e do quadril, e, como consequência, geram disfunções músculoesqueléticas que acabam por exacerbar o quadro doloroso.
Esta tentativa de ajuste do corpo para aliviar a dor, que leva às alterações no alinhamento da pelve, do quadril e dos membros inferiores, ocasiona danos fisiológicos e, consequentemente, altera a função dos músculos do assoalho pélvico, podendo também causar dor durante a atividade sexual. Dependendo da queixa da paciente, a fisioterapia empregará os recursos, objetivando a normalização da mobilidade da pelve e do tônus dos músculos pélvicos, em especial do assoalho pélvico. Basicamente, os recursos comumente utilizados no tratamento da dispareunia são a cinesioterapia, eletroterapia, biofeedback e massagem perineal. No caso da Carol, utilizamos dois procedimentos: a cinesioterapia e a massagem perineal dos músculos do assoalho pélvico. O primeiro método nada mais é do que a realização de alongamentos da musculatura dos membros superiores e membros inferiores, na tentativa de restaurar a postura correta. Já o segundo processo, que a Carol faz desde outubro, tem como objetivo melhorar o estado de tensão em que se encontra a musculatura da vagina. E tirando a tensão desta musculatura, a paciente volta a ter uma vida sexual ativa e sem dores.
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