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quinta-feira, 31 de maio de 2012

CONTAGEM REGRESSIVA PARA MINHA INTERNAÇÃO!

Ufa, é com grande alívio que escrevo este post. Já estou me preparando para a internação, a meia-noite desta sexta-feira, dia 1°. Faltam menos de duas horas. Meus últimos dias têm sido muito difíceis. Tudo em meu corpo dói. Dói para andar, para respirar, dói para tudo. Mas, graças a Deus, eu sou muito forte. Prova disso foi o frila que eu fiz nesta semana. Trabalhei até às 18h de hoje. Foi muito bom, pois assim fiquei rodeada de pessoas boas e com pensamentos positivos. Há 18 anos, eu luto contras essas dores fortes e, hoje, não seria diferente. As meninas da assessoria ficaram passadas com a minha tranquilidade no dia de minha internação e na véspera de minha cirurgia. Eu falava: "Pior do que estou não vou ficar. Eu tenho fé de que irei melhorar." Outro motivo de minha serenidade é saber que estarei em duas mãos maravilhosas e muito competentes. Ter esta consciência e certeza é o mais importante para eu me manter bem calma. Afinal, o dr. Hélio Sato, em minha opinião é um dos melhores especialistas de endo do mundo, não por ser o melhor no sentido literal da palavra, mas por ser um médico humano e nos entender. Bom e o dr. Roberto Hiroshi, nossa é um médico único, que nunca vi igual, e, acima de tudo, um ser humano maravilhoso. É o médico mais humano que já conheci na vida, me conhece há mais de 20 anos e tenho o maior orgulho em dizer que é por todo este tempo, o médico de minha família. Também foi ele quem me ajudou a descobrir a minha endometriose e foi quem me indicou o dr. Hélio Sato, quando soube que eu estava em tratamento na Unifesp. Graças a ele, apesar do meu sofrimento nos últimos 18 anos, eu não fiz peregrinação em milhões de médico, como a maioria das portadoras de endo. Fui a um que já conhecia e já era especialista.

Hoje pela manhã fui buscar meu Mirena. Estou confiante de que esse DIU irá me trazer uma melhor qualidade de vida. Pelo menos no que diz respeito às dores. Comprar o Mirena só foi possível graças ao meu pai, pois sem ele, eu não teria condições. Afinal, por conta de minhas fortes dores, eu não trabalhei mais de 50 dias este ano. Já estamos em maio, já se passaram cinco meses, ou seja, 150 dias. Perdi três vezes mais, exatamente o que diz o estudo EndoCost. Segundo o estudo da WERF, a perda do trabalho, por conta das dores é três vezes mais do que aquele que gastamos com a doença (em dinheiro). Tudo bem, agora é só me encher de pensamentos positivos, me recuperar bem, pois irei trabalhar na São Paulo Fashion Week, como sempre. Já estou aprontando minha malinha. Daqui a pouco minha irmã vai me levar e minha mãe ficará comigo no Hospital Nipo-Brasileiro, que é longe da minha casa. Ainda não tive tempo de responder todos os comentários do blog e do face, mas já agradeço o carinho, o amor e todas as orações, do Brasil e do exterior. Sinto-me muito abençoada e muito amada, como nunca fui em toda minha vida. Com isso terei ainda mais força e garra para enfrentar tudo. Portanto, não preciso dizer que minha cirurgia será um sucesso. Ainda não sei o que vai acontecer, por isso não sei por quanto tempo ficarei internada, mas penso em levar o note pra lá. Vamos ver. Desde ontem a noite eu estou na sopinha batida, aquela de bebê deliciosa. Darei notícias! Obrigada por tudo! Beijos com carinho e muito amor!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MINHA CIRURGIA FOI MARCADA PARA O DIA 1° DE JUNHO!!

É com grande alegria que escrevo este post. De novo! A mesma frase! Sim, pois é este sentimento que nos toma quando marcamos nossa cirurgia para a retirada dos focos de endometriose e das aderências pélvicas. Será a minha segunda, em menos de dois anos! Como sempre digo por aqui, sou uma pessoa privilegiada por ter condições de ter um bom convênio médico. Após passar no ambulatório de endometriose da Unifesp, para ouvir do dr. Eduardo Schor o que eu deveria fazer, passar com o dr. Nucelio Lemos, do ambulatório de neuropelveologia, também da Unifesp, marquei minha cirurgia com o dr. Hélio Sato, outro mestre da Unifesp, para o dia 1° de junho, às 16h, no Hospital Nipo-Brasileiro. Agradeço muito a Deus por existir um grande especialista em endo, que atende ao meu convênio e, à minha família, por me dar a oportunidade de ter um bom convênio. Com isso, eu não dependo do SUS (Sistema Único de Saúde) para realizar exames e cirurgias. Felizmente temos no Brasil, um dos melhores lugares do mundo (se não for o melhor), para tratar a mulher com endometriose, o ambulatório de algia pélvica e endometriose da Unifesp. Mas, infelizmente, por ser um local público, que depende da burocracia SUS, esta eficiência se torna ineficaz quando se trata de marcar exames e cirurgias. E é por desejar um país melhor a todos e, em especial, à todas as mulheres, que o A Endometriose e Eu existe.

O blog nasceu para chamar atenção de nossos governantes sobre uma doença terrível que atinge de 10 a 15 milhões de brasileiras, para que o governo reconheça esta doença e, consequentemente, às mulheres que são acometidas por ela e, que, não tiveram a mesma oportunidade do que eu: ter uma saúde paga. Porque no Brasil, só quem paga é que pode ter alguma coisa, seja um bem material ou até mesmo saúde e educação. A meu ver, saúde e educação são o mínimo que devemos exigir de nossos políticos. Ou melhor, era o mínimo que o governo brasileiro deveria nos oferecer. É um dever de todos. Afinal, somos nós, cidadãos que pagamos impostos altíssimos todos os meses. Voltando à minha cirurgia, aproveitando que estarei sob efeito da anestesia geral, o dr. Hélio sugeriu que eu colocasse o Diu Mirena. Como estou sem trabalhar, fui bem clara, se o meu convênio cobrir, eu coloco, sim. Até porque sei que todos os tratamentos oferecidos a nós, ainda é um teste. No artigo que escrevi sobre o Mirena (bem antes de saber que eu poderia colocá-lo), só tive opiniões positivas das leitoras. Agora, se o convênio não cobrir, infelizmente, não terei condições financeiras de colocar. Mesmo sendo abençoada por ter nascido numa família privilegiada, que me dá aquilo que deveria ser oferecido pelo governo, saúde e educação, eu não sou rica. Se tivesse trabalhando, ok, eu teria condições de pagar, mas como a endo avançou, tive de parar e só voltarei após minha reabilitação pós-cirúrgica. Vamos torcer para o convênio cobrir, já que foi sugerido para contracepção mesmo. Sabe o que eu fiquei passada: foi ouvir do dr. Hélio e do dr. Schor que, mesmo comprovando a eficácia do Mirena no combate à endo, os convênios negam. Eu odeio a burrice humana. Será que os convênios preferem pagar cirurgias anuais, que, muitas vezes precisam de uma equipe médica multidisciplinar, anestesitas, dentre outros, do que pagar um DIU que dura até cinco anos? Eu não concordo com a ignorância de nosso sistema! Se eu não colocar o Mirena é bem provável que precisarei de uma outra cirurgia, em menos de dois anos de novo! Até quando a ignorância e a burrice vão imperar no Brasil? Beijos com carinho!!

domingo, 15 de abril de 2012

DIU MIRENA: UM TRATAMENTO EFICAZ CONTRA A ENDOMETRIOSE? DÊ SUA OPINIÃO!



Após alguns pedidos, em especial ao de minha querida, Letícia Mesquita, falarei um pouco sobre o Diu Mirena, um dos tratamentos recomendado à mulheres que sofrem com a endometriose. Só não se esqueçam de que existe dois tipos de Diu: o Mirena e o comum. Como não usei este tipo de tratamento, levantei uma grande pesquisa sobre esse contraceptivo intrauterino.  Para se adaptar ao útero da mulher, esse hormônio à base de levonorgestrel – um progestogênico idêntico ao que tem sido utilizado em outros métodos contraceptivos hormonais, como pílulas – e, com nome comercial de Mirena, é de plástico e tem o formato de um T. Surgiu nos anos 1970, mas foi no início dos anos 1990, que ele começou a ser usado para combater a gravidez no mundo todo. É também uma das formas usadas para tratar a endometriose, pois não contém estrogênio, o tal hormônio que nós, portadoras de endometriose, não podemos tomar. Uma das principais funções do Diu é bloquear a ovulação e, consequentemente, a menstruação. É por isso que ele vem sendo usado para combater à endo. Ao colocá-lo no útero, o hormônio é liberado e torna o muco mais espesso, dificultando a passagem do espermatozoide e inibindo sua motilidade e suas funções. O Mirena também inibe o crescimento do endométrio (camada interna que reveste o útero), outro motivo pelo qual, ele pode ser eficaz para tratar a endo. Esse tipo de Diu também promete controlar o fluxo menstrual, tornando-o mais curto e sem dores.


Porém, sabemos que cada organismo reage de uma forma quando se trata de medicamentos e doenças. E, com o Mirena, não seria diferente. Infelizmente, não é em toda mulher que seus beneficios são comprovados. Antes de prescrevê-lo, o médico deverá fazer uma longa investigação sobre a vida da paciente. Outro ponto importante ao optar pelo Diu Mirena, é lembrar que esse hormônio pode durar até cinco anos no corpo da mulher. Estudos apontam que o Mirena pode agir até sete anos em nosso corpo. Portanto, é contraindicado às mulheres que pretendem engravidar num período máximo de cinco anos. Mas, alguns artigos informam que, se a mulher colocá-lo e, se arrepender, assim que ele for retirado, a fertilidade feminina volta. Nos últimos anos, esse método tem sido muito usado para em mulheres portadoras de endometriose. Porém, sua eficácia, ainda não é 100 % comprovada. Nos três a seis primeiros meses de uso, muitas mulheres podem apresentar spotting, e esse sangramento pode ser intenso e prolongado. Outras podem apresentar fortes dores pélvicas ou cólicas. Com o passar dos meses, esse efeito colateral pode diminuir. Com o passar dos meses, a maioria das mulheres tem períodos menos dolorosos do que antes e, muitas, não menstruarão. Outras continuarão com seus períodos menstruais normalmente. Após a interrupção do tratamento, muitas mulheres voltam a ovular e a menstruar, num prazo que varia de quatro a seis semanas. Por conta do depósito de acetato de medroxiprogesterona, isso só será possível, após a droga for completamente removida do nosso corpo. Esse processo dependerá da dose utilizada e como cada organismo metaboliza a droga.

Possíveis efeitos colaterais que o Mirena pode causar:
• diminuição da libido;
• dor de cabeça;
• dor abdominal inferior;
• dor lombar;
• aumento da sensilibilidade nas mamas;
• náuseas;
• suores;
• retenção de líquido;
• ganho de peso, dentre outros.


Durante o tratamento, cistos ovarianos benignos podem aparecer. Estes cistos costumam desaparecer sozinhos, até três meses após a interrupação dessa terapia. Esses cistos podem também causar dores abdominais. Mesmo usado para combater a dor pélvica causada pela endo, o Mirena pode provocar também infecções pélvicas. Isso não é algo muito comum, mas pode acontecer, principalmente, nas três primeiras semanas após iniciar o tratamento. Estas infecções são geralmente relacionadas às DST’s (doença sexualmente transmissível). Qualquer sinal de infecção pélvica, seu médico deverá ser avisado imediatamente. Cerca de 1,5% das mulheres que usam o Diu Mirena, no mundo todo, irão desenvolver alguma infecção pélvica, durante os cinco anos de uso da bobina. Febre, dores abdominais e nas relações sexuais ou até mesmo sangramentos anormais podem indicar uma infecção pélvica. Fique atenta a esses sintomas. Eu recebo inúmeros e-mails com relatos de que o Mirena não foi tão eficaz quanto elas imaginavam. Neste caso, a bobina deverá ser removida. Recomenda-se retornar ao ginecologista, seis semanas após a colocação do Diu Mirena e, depois, ao menos um vez ao ano. Esse método não pode ser usado por mulheres inférteis e, muito menos, àquelas que tiveram alguma DST.
Quando usado para tratar a endo, muitas mulheres podem ficar em média três anos sem dor. Esse benefício pode ser notado entre os primeiros 12 a 18 meses, após a colocação do implante. Apesar de não ser tão comprovada essa benfeitoria, o tratamento com Diu Mirena tem a mesma eficácia que o antagonista de GnRH, mais conhecido como Zoladex. Pesquisadores italianos, ingleses e até mesmo brasileros já comprovaram que a eficácia do Diu Mirena é a mesma do Zoladex, porém com redução nos efeitos colaterais, causados pelo segundo. O Diu Mirena também é mais barato e pode ser usado por um período muito mais longo do que Zoladex. Segundo alguns estudos que li, o Zoladex só pode ser usado por um período máximo de nove meses. Eu conheço portadoras de endometriose que tomam Zoladex há anos. Não sei se elas sabem sobre isso. Outra vantagem do Diu Mirena, é que alguns convênios médicos já disponibilizam esse método como forma terapêutica, já incluso no plano. Sobre o Zoladex, eu sei bem como esse veneno é terrível ao nosso corpo. Eu tomei uma única dose do 10,8 e digo que os efeitos colarerais são horríveis. Dois anos após essa dose, e eu nunca mais consegui ser a mesma Caroline de antes. Primeiro ouvi de especialistas que meu organismo voltaria ao normal em seis meses. Após não ver esse resultado, questionei novamente, e escutei nova resposta: “Tudo depende de cada pessoa. Algumas voltam ao normal, mas outras não.” “Hoje suo o tempo todo. Mal ando e já estou em bicas d’água. Eu, que sempre fui friorenta e, nunca calorenta, me senti impotente perante esta medicação. Ou seja, eu me ferrei, né!”. Espero gostem deste artigo. Se você usa ou já usou o Mirena conte sua história aqui. Beijos com carinho!!