sexta-feira, 10 de março de 2017

ENDOMARCHA 2017: FALTAM 15 DIAS - CONCENTRAÇÃO E TRAJETO DA MARCHA - NOVO LOCAL DE CONCENTRAÇÃO DE BRASÍLIA!

O flyer digital da EndoMarcha Time Brasil 2017 com as cidades e os pontos de concentração

Atenção, atenção!!! Faltam 15 dias para a EndoMarcha 2017. A concentração  da cidade de Brasília, no Distrito Federal, mudou. Agora será no Parque Bosque do Sudoeste e a caminhada será na pista de cooper do parque. Segue abaixo a concentração e o trajeto de todas as 13 cidades: inscritas na 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose. 

- São Paulo - saída do Trianon-MASP e caminhada pela avenida Paulista sentido Consolação, retorna e volta sentido Paraíso, até a Praça Osvaldo Cruz.

- Rio de Janeiro: Estação Central - Saída Campo de Santana - caminhada até a Igreja Nossa Senhora da Candelária

- Belo Horizonte: Em frente ao Palácio da Liberdade - caminhada pela avenida João Pinheiro até a Praça Afonso Arinos

- Curitiba - Boca Maldita - caminhada até a Praça Santos Andrade

- Londrina: Calcadão de Londrina - caminhada até a avenida Juscelino Kubitschek

- Maringá: A.T.I. do Parque do Ingá - caminhada pela avenida XV de Novembro até a Prefeitura Municipal

- Porto Alegre: Hospital Fêmina - caminhada até o Parcão
A capa do facebook da EndoMarcha 2017 Time Brasil

- Campo Grande: Praça Ary Coelho - caminhada até a Praça da República (Praça do Rádio Clube)

- Brasília - Parque Bosque do Sudoeste - caminhada na pista de cooper do parque

- Florianópolis: Parque de Coqueiros - caminhada em torno do parque

- Salvador: Farol da Barra - caminha até o Cristo

- Fortaleza: Praça do Ferreira - caminhada irá percorrer a rua Floriano Peixoto sentido Museu do Ceará, segue pela praça dos Leões retornando ao ponto de concentração

Em todas as cidades, o horário de início de concentração será às 9h e o início da caminhada às 10h. Vamos trocar a capa do facebook com a foto acima. Divulgue e convide os amigos a participarem da marcha no próximo dia 25 de março em prol de mais de 6 milhões de brasileiras. Vamos acabar com nosso silêncio e lutar pelos nossos direitos. Faça sua inscrição gratuita aqui. Atenção: se você já se inscreveu em algum ano anterior, não precisa se cadastrar novamente. Basta se inscrever apenas uma vez! Beijo carinhoso! Caroline Salazar

terça-feira, 7 de março de 2017

A DIFICULDADE DE ACHAR ESPECIALISTA EM ENDOMETRIOSE E DICAS DE COMO ESCOLHER O SEU!




imagem cedida por Free Digital Photos

Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

A DIFICULDADE DE ACHAR ESPECIALISTA EM ENDOMETRIOSE E DICAS DE COMO ESCOLHER O SEU!

Apesar de ser a doença ginecológica mais estudada dos últimos 15 anos, com mais de 20 mil artigos científicos publicados na PubMed - US National Library of Medicine National - Institutes of Health, considerada a maior biblioteca médica do mundo, a endometriose ainda é uma doença desconhecida não só da sociedade, mas de muitos médicos, especialmente, de ginecologistas. Grande parte da falta de conhecimento já se inicia a partir do mecanismo de como surge à doença. Teorias sem comprovação científicas são aceitas e tidas como verdade absoluta, o que leva a um mau entendimento da doença e, consequentemente, a tratamentos falhos e altas taxas de reincidência.

Segundo o cientista americano doutor David Redwine, nosso parceiro e grande revolucionário no conhecimento e tratamento efetivo da doença, com a excisão total da doença é possível a cura de 50 a 100% dos casos. Visão completamente diferente de muitos que acreditam na teoria de Sampson ou da menstruação retrógrada – teoria que afirma que a taxa de recorrência é de 100% já que a doença pode voltar a cada mês com a menstruação. Para Redwine o conceito de que a doença sempre volta está errado (leia a entrevista que fiz com ele em suapassagem pelo Brasil em 2014). 

No Brasil há poucos cirurgiões que fazem a excisão completa da doença. Já falamos num texto do doutor Redwine como é a manifestação da doença (leia o texto "A evolução da cor dos focos relacionada à idade" e "A aparência visual da endometriose e seu impacto sobre os conceitos da doença"). Infelizmente ainda há muitos mitos e equívocos sobre a doença. Entender a origem da doença é o primeiro passo para ter um tratamento eficaz e permanente. Os especialistas que creem na teoria da menstruação retrógrada não acreditam que a mulher pode ter dores (cólicas) fora do período. Com isso, em muitos casos, esses especialistas já descartam a doença nas mulheres que sofrem com dores durante grande parte do mês ou em todos os dias.Por isso um ponto importante é o médico acreditar no que sua paciente está falando.

Mas, claro, primeiro ele tem de saber de onde ela vem. A cólica menstrual não é levada a sério, é tida como frescura por muitos médicos, até mesmo por ginecologistas. Aliado a isso ainda há a questão de alguns sintomas serem confundidos com outras enfermidades. Tudo isso retarda ainda mais o diagnóstico, que tem média mundial de sete a 12 anos. São muitos anos de sofrimento até obter um diagnóstico. Até isso acontecer a mulher já foi a um, dois, três, quatro, sete, oito, dez médicos. Uma verdadeira peregrinação atrás de alguém que esteja disposto a ouvir a paciente e ajudar a descobrir de onde vem às dores que ela sente.

Reconhecer os sintomas, saber distinguir a cólica normal da de endometriose também é de extrema importância para o médico suspeitar que a mulher tem a doença. Na anamnese detalhada, aliada ao conhecimento do médico, ele já pode suspeitar se essa paciente pode ter endometriose ou não. Cada endomulher é única, portanto, cada tratamento é individualizado, pensando no bem-estar e na recuperação da qualidade de vida para aquelas que sofrem com as dores severas.

Uma dica que dou para quem vai à primeira consulta com o especialista é: converse com as pacientes dele na sala de espera do consultório. Esse é um grande termômetro para saber se o médico é um bom cirurgião ou não. Com elas você vai poder ver se as pacientes recuperaram a qualidade de vida, se seus órgãos reprodutores foram preservados na cirurgia, se a paciente teve ou não reincidência e etc. Nunca vá a um cirurgião só porque ele tem fama. Vá pela qualidade do trabalho dele em resgatar a qualidade de vida, vá naquele que retira toda a doença. Procure aquele que te escute e, que, principalmente, que te acolhe e que fala que vai te ajudar e resolver seu problema, e não naquele que vai te arrumar mais problemas. Beijo carinhoso! 

domingo, 5 de março de 2017

ENDOMARCHA 2017: FALTAM 20 DIAS PARA O "NOSSO" GRANDE DIA!! VENHA MARCHAR CONOSCO NO DIA 25/03!!

Uma das nossas faixas de reivindicação e a logomarca oficial da EndoMarcha 2017


A saúde é um direito de todos e dever do Estado! Já escrevi os motivos pelos quais temos de lutar por políticas públicas. Mas a minha pergunta para você, que ainda não se mexeu, que ainda não se cadastrou na EndoMarcha 2017 é: "Você está satisfeita com o tratamento que o governo disponibiliza e a forma que você é tratada pelos médicos? Nãããão!! Então, porque você não levanta da cadeira e tente fazer alguma coisa para você mesma?! Quantas endomulheres que neste momento estão presas em suas camas, querem voltar a ser produtivas para a sociedade novamente? Quantas endomulheres não conseguem cuidar de seus filhos por conta das dores incapacitantes? De acordo com o Censo de 2010, 53,2% das famílias brasileiras são sustentadas por mulheres. Já pensou quantas delas têm endometriose e não conseguem comprar comida para os filhos?

É por elas, por nós e pela futura geração de portadoras que, desde 2014, anualmente durante o Mês de Conscientização da Endometriose, nós temos um dia para chamar de "nosso" onde podemos não só pedir nossas reivindicações, mas também conscientizar a população sobre os sintomas da endometriose. É disseminando os sintomas que as mulheres poderão ser diagnosticadas mais cedo, evitando assim anos de sofrimento e mutilações desnecessárias. Em 2017 nosso grande dia será 25 de março, o último sábado  do mês. 

Neste dia cerca de 60 países estarão unidos em prol da endometriose. No mundo todo, mulheres portadoras da doença, seus familiares, seus amigos, médicos e pessoas interessadas na causa sairão às ruas. É dia 25 de março de 2017 será nosso dia! Na verdade manhã, pois no Brasil fazemos a EndoMarcha pela manhã. É uma manhã deliciosa, na qual encontramos amigos virtuais, conhecemos umas as outras, conversamos, trocamos figurinhas, além, claro, da troca daquele abraço gostoso e carinhoso. Treze cidades, de 11 diferentes estados, estarão presentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR).

Se a sua cidade não estiver presente vá até uma mais próxima. Faça esse "sacrifício" por você mesma e participe da 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose.  Ainda não se inscreveu? O que está esperando! Clique aqui e faça já sua inscrição, é rápido e gratuito. Mas, atenção: se você já se  cadastrou nos anos anteriores, não precisa fazer de novo! Convide seus amigos, seus familiares, conhecidos, vizinhos. Todos juntos em benefício da saúde da mulher. A união faz a força e juntas somos mais fortes!  Se você tem uma empresa e quer patrocinar a marcha em alguma cidade, entre em contato comigo endomarch.brazil@gmail.com. Beijo carinhoso! A capitã, Caroline Salazar 

quinta-feira, 2 de março de 2017

O QUE EU FALO ÀS PESSOAS SOBRE A ENDOMETRIOSE?


Chegou o tão esperado mês de março! Março já era especial por conta da endometriose, mas quis Deus que minha filha também nascesse neste mês para torná-lo ainda mais especial. No Mês Internacional de Conscientização da Endometriose vamos te ajudar a educar o próximo sobre a endometriose. Uma das questões mais frequentes é: "O que você diz às pessoas sobre sua endometriose?" E quando você está em crise de dor, o que você fala? É muito comum escutar frases indesejáveis como "Nossa não parece que você está doente?", "Nossa, mas sua cara está ótima, não parece que você está com dor?", "Você está com dor de novo?", e por aí vai.. Eu ficaria até amanhã listando frases ignorantes as quais ouvimos diariamente. Porém saiba que não é obrigação sua ter de falar às pessoas sobre sua doença ou sobre sua saúde. Até porque quando falamos, especialmente, quando tem aquela colega com todos os sintomas da doença, e queremos ajudá-la a, as pessoas acham que estamos "dando" ou "desejando" que elas também tenham a doença. Oras, quem é a louca que vai desejar ao próximo uma das piores doenças do mundo? 

Achei um texto bem interessante em inglês que fala exatamente sobre esse assunto. Inclusive, com algumas dicas de como você deve reagir e o que dizer em determinadas situações. Porque vamos combinar não é fácil falar sobre endometriose para quem não quer entender sobre a doença. Muitas vezes a ignorância é tanta, que mesmo falando não adianta. Continuam achando que você está inventando dor. O que eu achei mais interessante neste texto é saber (eu já sabia!) que não somos obrigadas a dar satisfação às pessoas. Se Deus fez cada indivíduo um ser único e deu a vida individual para cada um, é para cada pessoa cuidar de sua vida. E não da dos outros. Mas, a partir de agora, após esta leitura, você vai saber exatamente o que dizer e o que não dizer aos outros sobre sua saúde e sua endometriose. Mais uma tradução exclusiva A Endometriose e Eu. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

por Ellen Johnson| Artigo inspirado em um texto de 1998 em Witsendo.
Tradução: Miriam Ávila
Edição: Caroline Salazar

O que você fala às pessoas sobre a sua saúde, e como dizer-lhes, é sempre complicado. Isso se aplica quando é uma questão sobre cirurgia ou simplesmente uma pergunta sobre como você está se sentindo.

Quando você tem uma doença crônica, você pode achar difícil responder a uma típica pergunta:

"Como você está?" pergunta, com a costumeira resposta: "Muito bem, obrigado" resposta.

É especialmente estranho quando é óbvio que você não está se sentindo bem.

O que exatamente eu digo?

Lembre-se que você não tem que dizer nada às pessoas!

Você pode sempre ser vaga e descomprometida se preferir. Em algumas situações, isso pode ser preferível, sobretudo se você sabe que a pessoa está apenas a ser educada.

Então, antes de responder, questione-se:

  • Quem está fazendo a pergunta? Será que eles realmente querem saber como eu estou? Ou estão apenas metendo conversa?
  • Eu realmente quero que essa pessoa saiba? Como isso afetará nossa relação se eu revelar como estou realmente me sentindo?
  • Como eu realmente me sinto emocional e fisicamente agora? Eu sou forte o suficiente para falar sobre esse assunto, ou eu só quero seguir em frente?
  • Eu realmente quero ou preciso educar essa pessoa sobre minha saúde ou minha doença?

Às vezes, a questão nos pega desprevenidos. Quando estamos cansados ​​ou com dor, nem sempre pensamos direito. Nessas situações, podemos inadvertidamente expôr informações pessoais que de outra forma não teríamos compartilhado. A resposta padrão de "bom" nem sempre funciona porque alguns tipos de questões requerem toda a história. Eles podem ousadamente perguntar: "Sério? Você não parece bem. O que se passa?"

Como posso dizer?

Estar preparada com algumas respostas padrão pode evitar muita frustração. Por exemplo, uma boa resposta para "Como você está" é "Poderia ser pior!"

Às vezes, faz as pessoas sorrir ou rir. Não revela nada sobre seu bem-estar físico, e não a empatará numa conversa de 10 minutos que poderia fazer perder seu tempo e sua energia. Uma de minhas respostas favoritos é, "Estou me aguentando." Este tipo de resposta geralmente satisfaz as pessoas, principalmente as mais curiosas.


Como posso educar as pessoas sobre minha saúde?

Se você se sentir forte o suficiente e quiser educar a pessoa sobre sua saúde ou endometriose em geral - e sente que eles serão receptivos - você pode querer entrar em mais detalhes.

Panfletos, folhetos e materiais impressos disponíveis de grupos de apoio sobre endometriose são ferramentas educacionais extremamente úteis. Mantenha alguns em sua bolsa ou mesa para quando você quiser conscientizar as pessoas.

Se você preferir não revelar detalhes (ou porque você não acha que a pessoa irá apoiar ou você achar que é muito pessoal para compartilhar), pratique a hipótese de ser vaga e descomprometida sem ser rude. Por exemplo, se você acabou de fazer uma cirurgia e prefere não falar sobre isso, poderá dizer algo como:

  • "É uma longa história; Eu não quero aborrecê-lo! "
  • "Não era nada ameaçador para a minha vida; Estou bem agora"
  • "Não era contagioso, então não se preocupe!" (Dizendo com um sorriso)
  • "Estou me sentindo melhor agora e não quero reviver essa linda experiência hospitalar!"
  
Se a pessoa insistir, talvez seja necessário responder com algo um pouco mais assertivo, como "É pessoal e prefiro não entrar em detalhes". Em seguida, mude o assunto e pergunte algo sobre a outra pessoa. Qualquer tópico servirá. As pessoas geralmente ficam felizes em falar sobre si mesmas.

Às vezes revelamos mais sobre nós mesmos do que gostaríamos.

Podemos pensar que é rude não responder às perguntas de alguém, mesmo quando não queremos. Mas não é rude querermos nos proteger.

Temos o direito de decidir quando e se revelaremos informações sobre nossa saúde a outras pessoas. Da mesma forma, os outros não têm o direito de saber detalhes íntimos de nossas vidas. Eles não precisam saber mais do que estamos dispostos a revelar.

Quando se trata do que dizemos aos outros sobre endometriose, estamos no controle. Podemos optar por nos tornar-nos uma "evangelista da endometriose" ou podemos decidir manter nossos problemas de saúde em segredo. Ou podemos nos contentar em contar apenas a alguns amigos próximos.

Seja qual for o rumo que tomarmos, é a nossa escolha!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": VOCÊ QUER REDUZIR ALGUNS DOS SINTOMAS DA ENDOMETRIOSE MUDANDO SEU ESTILO DE VIDA?

Fonte: Pixabay

O que você faria se alguém te desafiasse a mudar seu estilo de vida tendo como ponto de partida a prática de exercícios físicos específica para aqueles dias de mais dores? É exatamente isso que o educador físico Renato Trevisan, em parceria com o A Endometriose e Eu, oferece para você. Ele lança a plataforma online "Exercício e Endometriose" e te desafia a se exercitar naqueles que a dor tenta te dominar. Há dois anos ajudando a melhorar a qualidade de vida das endomulheres em Maringá, no Paraná, ele resolveu disponibilizar na internet o que está funcionando em sua clínica. O programa tem dois tipos de exercícios, os regenerativos (leia o texto do Renato sobre esse tipo de exercício ) desenvolvido especialmente para a endomulher fazer na crise de dor e os de força, para os dias que ela tiver melhor ou sem dores. Além de amenizar algumas dores como cólicas, dor na lombar, nas pernas, os exercícios físicos também melhora o sono, combatendo a insônia e ajudando na melhoria da qualidade do seu sono.

No programa online, além dos exercícios físicos feitos de acordo com o ciclo hormonal da mulher, há também dicas nutricionais com receitas saudáveis que vai te ajudar a melhorar a qualidade de vida e sua autoestima. E, para você, querida leitora, o Renato te dá um superpresente. Você poderá ter acesso a tudo isso, além do suporte dele, quando necessário, por um preço super especial: 43% de desconto do dia 1º a 8 de março, é só clicar neste link. E o melhor de tudo isso: é que você paga uma única vez. Isso mesmo, você adquire o programa "Exercício e Endometriose" e pode fazer durante um, dois, três, seis, 12 ou 15 meses. A intenção é que isso seja um ponta-pé inicial para você começar uma transformação em sua vida. Se você quer e acredita que vale a pena mudar de vida, colocar hábitos saudáveis no seu dia a dia e lutar por mais qualidade de vida, clica no link e conheça o programa "Exercício e Endometriose" e suas preciosas informações. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por Renato Trevisan, educador físico 
Edição: Caroline Salazar 

Olá meninas e meninos chegou o dia da grande surpresa!

Como prometido hoje, 1° de março, o primeiro dia do Mês Internacional de Conscientização da Endometriose, eu, Renato Trevisan em parceria com o A Endometriose e Eu temos um superpresente para você. 

Mas antes de trazer essa surpresa, deixa eu me apresentar e dizer a vocês, o que afinal de contas um gordinho Educador Físico tem a ver com a endometriose.

Bom sou Renato Trevisan, cofundador da Clínica A3 Atividade Física para a Saúde, e venho pouco mais de dois anos desenvolvendo atividades relacionadas ao exercício físico para promoção da saúde e qualidade de vida. 

Um belo dia (e considero belo por vários aspectos) apareceu na clínica uma mulher que sofria muito com as dores da endometriose pedindo ajuda para conseguir realizar exercícios físicos, pois ela sempre recebia orientação para essa prática, mas quando ia fazê-la acabava piorando os sintomas da patologia.

Como nossa metodologia é toda focada na qualidade de vida e saúde, e tem como base a fisiologia, não foi muito difícil encontrar um caminho para proporcionar a essa cliente uma melhora significativa já em pouco tempo.

Com os resultados obtidos, mais endomulheres apareceram, e assim consolidamos nosso programa de exercícios e endometriose.

Durante meus estudos para conhecer mais sobre a doença, eu me sensibilizei muito com o sofrimento das portadoras, com as dificuldades do dia a dia, e queria de alguma maneira tentar ajudar mais portadoras a resgatar sua autoestima melhorando sua qualidade de vida.

E a coisa não parou por ai. Meu envolvimento com a doença cresceu, e eu me candidatei para ser o coordenador da Endomarcha Time Brasil na cidade de Maringá (PR), o que me aproximou do blog A Endometriose e Eu.

Com isso um amigo empreendedor de negócios digitais teve a ideia de oferecer o programa que desenvolvi com minhas pacientes em uma plataforma online, possibilitando assim atingir um número maior de endomulheres. Afinal, agora eu também estou na luta com vocês não só para conscientizar a sociedade sobre a enfermidade, como ajudar a melhorar a qualidade de vida de muitas mulheres portadoras da doença.

Assim surgiu a plataforma online “Exercício e Endometriose”, uma série de exercícios regenerativos + exercícios de força + dicas nutricionais com receitas saudáveis que você adquire apenas uma vez e fica com ele até quando quiser. Na estreia da parceria com o blog A Endometriose e Eu você adquire o programa com condições especiais do dia 1º ao dia 08 de março. 

Eu sei da realidade de muitas portadoras, tanto pelas minhas pacientes como pela Caroline, e por isso, fiz questão de reduzir a quase 50% de desconto. Ah, e você paga apenas uma vez, não é mensalidade não. Uma vez adquirido o programa é seu e você poderá acessá-lo até quando quiser.

Nos dias de dores você fará os exercícios regenerativos, mas nos dias que você estiver melhor você poderá fazer os de força. Nesses os pesos foram adaptados para objetos que você tem em casa. Simples e prático. Meu objetivo é te incentivar a começar a se exercitar, começar a mudar seu estilo de vida para um mais saudável, para que num futuro próximo você possa sair de casa para praticar sua atividade física.

Quem vai comigo? Quem aceita o desafio? Ah, e para quem adquirir quero saber seus resultados. Então espero que gostem da surpresa, possam aprender um pouco sobre a importância do exercício físico na vida da endomulher e conquistem qualidade de vida e saúde em seu dia a dia. Estou aqui para ajudar todas vocês. Forte abraço!

Sobre Renato Trevisan:
Educador físico, é pós-graduado em atividade motora adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É diretor do Centro de Saúde A3 Atividade Física para a Saúde em Maringá, no paraná, e é coordenador da EndoMarcha Maringá. Acesse a fanpage do A3.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ENDOMARCHA 2017: FALTAM 30 DIAS - A SAÚDE É UM DIREITO CONSTITUCIONAL DE TODOS E DEVER DO ESTADO!!

  Uma das nossas faixas de reivindicação e a logomarca oficial da EndoMarcha 2017
Já falei sobre a importância de lutar por políticas públicas para as endomulheres e também porque precisamos ir às ruas no próximo dia 25 de março. A EndoMarcha tem o papel de unir todos aqueles que lutam em prol da conscientização da endometriose. A caminhada, que será realizada em cerca de 60 países, e em 13 cidades brasileiras, de 11 diferentes estados, tem o objetivo de conscientizar a população a respeito dos sintomas da doença e exigir o reconhecimento da endometriose como doença social. Leia a entrevista com a deputada estadual Lenir Rodrigues, autora da lei estadual 1.111/16, sobre a importância do reconhecimento da endometriose como doença social. Você sabia que está na Constituição Federal de 1988 artigo 196 que "A saúde é direito de todos e dever do Estado"? Esses são os mesmos dizeres de uma das faixas que usamos na EndoMarcha São Paulo. 

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução dos riscos de doenças e de outros agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Tal preceito é complementado pela lei 8.080/90 no artigo 2°:

“A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”.

Se garantir o direito à saúde a todos os cidadãos é um dever do Estado, e isso está assegurado fornecer medicamentos e tratamentos, porque cada vez mais o acesso ao tratamento à endometriose é precário? Cada semana que passa fico sabendo que o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em São Paulo caiu muito. Daí eu pergunto: de que adianta ter um ambulatório aberto cheios de restrições? A frase que eu escutei em 2011, depois de dois anos na fisioterapia num ambulatório-escola: “Não podemos fazer mais nada por você”, é ouvida por muitas endomulheres até hoje por lá. A Nicole ouviu esta mesma frase no mês passado.

Eu sei que o sistema é um lixo, que não funciona, mas se o profissional da saúde já sabe disso (porque todos nós brasileiros estamos carecas de saber isso) e mesmo assim ele ainda opta por atender no SUS, ele precisa ser mais cordial, atender com mais paciência, e saber que ele está ali para resolver o problema de saúde de um ser humano e não dar mais problemas a essa pessoa. Isso mesmo: ser humano e não um animal. Que, aliás, até os animais merecem respeito. Muitas vezes quem está de branco se esquece que tem uma pessoa de carne e osso que está sofrendo. No caso das endomulheres, muitas sofrem com as dores severas, que são negligenciadas pelos profissionais de saúde. 

Você tem duas alternativas: continuar sendo a vítima de uma saúde lixo ou levantar, arregaçar as mangas e ir à luta. Bom, eu escolhi a segunda opção, e você? Venha marchar conosco na EndoMarcha 2017. Chega de silêncio, chega de ser invisível. 13 cidades, de 11 diferentes estados, estarão presentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR). Clique aqui e faça já seu cadastro, é rápido e gratuito. Convide seus amigos, seus familiares conhecidos, vizinhos. Todos juntos em benefício da saúde da mulher. A união faz a força e juntas somos mais fortes!  

Se você tem uma empresa e quer patrocinar a marcha em alguma cidade, entre em contato comigo endomarch.brazil@gmail.com. Beijo carinhoso! A capitã, Caroline Salazar 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!






Depois de explicar o que é a endometriose, como deve ser feito o diagnóstico da doença, como a doença afeta a qualidade de vida de uma mulher e a questão infertilidade provocada pela endometriose e outras doenças, no quinto e último vídeo sobre endometriose o doutor Hélio Sato  fala sobre os tratamentos. O tratamento pode ser clínico e ou cirúrgico, porém nem toda endomulher tem de fazer a cirurgia. A cirurgia é o único tratamento que pode exterminar com a endometriose, porém para aquelas que não querem operar ou que a cirurgia não é indicada o tratamento clínico pode muito bem minimizar os sintomas da doença. Cada tratamento é único, individualizado. O que serve para mim não necessariamente servirá para você. Por isso o especialista ele tem de saber não só como tratar a doença, mas ouvir a paciente, saber qual a sua necessidade. Geralmente a cirurgia é indicada para os casos severos de dores e infertilidade. Mas cada caso é único. O importante é a endomulher estar em boas mãos, em mãos de quem realmente sabe tratar a portadora e a doença. Beijo carinhoso! Caroline Salazar