Há cerca de 10 dias, a jornalista Claudia Collucci fez uma matéria na Folha e S. Paulo sobre a unha-de-gato, um fitoterápico descoberto por pesquisadores da UNIFESP e da UFMA, que melhora as dores e as lesões das portadoras de endo. Conforme já falei aqui, enviei um e-mail a ela, parabenizando-a pelo artigo e falei do blog. Eu sempre leio as reportagens de Claudia, que considero uma das melhores jornalistas da área de saúde do país. Hoje, pela manhã, ao abrir o meu e-mail, tinha um dela, dizendo que fez um post no blog dela, "Quero ser Mãe", falando sobre o A Endometriose e Eu. Gente, confesso que fiquei muito emocionada. Chorei, de verdade. Eu ainda continuo passando por dificuldades, ainda não tenho o meu trabalho, ainda não tenho nenhum salário para receber no fim mês. Portanto, ainda continuo na mesma.
Na verdade, digo que o blog salvou a minha vida. Eu estava sem rumo e sem prumo, sem nenhuma vontade de viver, só pensava em morrer, como a maioria das portadoras, quando uma inspiração Divina me deu a ideia de fazê-lo. Escrever é tudo que sempre quis fazer na minha vida. Ainda relutei por dois, três meses. Mas, durante esse tempo, o meu namorado me perguntava todos os dias: “E o blog, você não vai fazer?” Até que, por insistência dele, resolvi fazer logo. Durante muito tempo, ele foi o meu único companheiro das minhas dores diárias. Sempre escrevi com muito carinho e amor. A minha vida ainda não está fácil. O que me deixou sem chão, não foi descobrir que sou portadora de uma doença enigmática, que ainda não tem cura. Foi perder o meu trabalho e nunca ter conseguido outro, por conta do meu tratamento de fisio na UNIESP. Foi ver que, em sete anos de carreira, fui para a estaca zero. E, tudo isso, por preconceito dos empregadores de nosso país. Desde os meus 10 anos de idade que quero ser jornalista. Só Deus sabe como estou e como passo os meus dias. Mas, aprendi que, tudo tem o tempo que Ele quer e não o nosso. Apesar de tantas cosias ruins que a endo me trouxe, coisas boas também vieram. Aprender a ter paciência e a esperar o tempo de tudo foram algumas delas. Eu era uma pessoa impaciente e queria tudo para agora. Não sou mais assim. Como diz o ditado: ‘Há males que vem para o bem’.
Por isso, ler hoje pela manhã, a matéria de uma brilhante jornalista, que escreve para um dos melhores jornais do país, elogiando a minha iniciativa, e, ainda por cima, sentindo as minhas dores, me fez chorar muito, mas desta vez, de emoção. Espero que vocês gostem. Beijos com carinho!!
A endometriose e suas dores
Fiquei feliz de ver o tema endometriose sendo abordado recentemente na novela “Insensato Coração”. Todas nós aqui sabemos o quanto essa doença é devastadora para as mulheres. Em geral, o problema está associado com a dificuldade de gravidez, mas os danos podem ir muito além do campo da fertilidade. E o pior: são ainda mais obscuros e difíceis de serem relatados.
Por isso, foi com imensa satisfação que conheci dias atrás, ainda durante as minhas férias, o trabalho muito bacana feito pela minha colega jornalista Caroline Salazar, portadora de endometriose e autora do blog “A endometriose e eu” http://aendometrioseeeu.blogspot.com/, que, aliás, foi citado na novela na Globo.
No espaço, Caroline conta de forma surpreendentemente sincera o quanto a doença tem afetado a sua vida _do campo profissional ao sexual_ e dá voz a outras mulheres com histórias parecidas. Um dos problemas que ela ressalta é talvez o mais difícil de ser abordado. Trata-se da dispareunia, que significa dor durante a relação sexual. Já ouvi relatos de que se trata de um sofrimento muito grande, mas, confesso, que não imaginava o tamanho dele até ler o relato da corajosa Caroline.
Para aliviar essa dor, existe a fisioterapia uroginecológica. Nela, as fisios tentam dissolver os nódulos de tensão de todo o assoalho pélvico (vagina), massageando o períneo com os dedos. Caroline faz esse tratamento na UNIFESP, porque nenhum plano de saúde tem cobertura para isso. Infelizmente.
E falando em UNIFESP, na semana passada fiz uma reportagem sobre uma pesquisa de lá com um fitoterápico à base de uma planta conhecida como "unha-de-gato", que tem melhorado a dor e as lesões causadas pela endometriose. Espero que gostem da notícia. O link é: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888330-fitoterapico-melhora-os-sintomas-da-endometriose.shtml
Blog Claudia Collucci - Quero ser Mãe: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br
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quarta-feira, 23 de março de 2011
O A ENDOMETRIOSE E EU É NOTÍCIA NO BLOG DA JORNALISTA DE SAÚDE CLAUDIA COLLUCCI!!
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A Endometriose e Eu
às
23:58
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terça-feira, 15 de março de 2011
UNIFESP E UFMA DESCOBREM REMÉDIO QUE REDUZ A DOR DA ENDOMETRIOSE!!
Mais uma grande novidade, para nós, portadoras de endo!! Como diz o ditado: a esperança é a última que morre! Eu concordo plenamente! Ontem pela manhã, segunda-feira, dia 14, quando abri o caderno de Saúde, do jornal Folha de São Paulo, me deparei com uma notícia maravilhosa: fitoterápico à base de unha-de-gato controla sintomas da endometriose. A matéria da brilhante jornalista Cláudia Collucci, revela que estudo realizado pelas universidades federais de São Paulo (UNIFESP) e do Maranhão (UFMA), em ratas, descobriu que remédio à base de unha-de-gato reduz a dor e as lesões, em até 60%, das portadoras de endo. Isso não é uma maravilha!! É a melhor notícia para receber em plena segunda-feira, não é mesmo! Só de melhorar nossas dores, já é um avanço muito grande da medicina. Atualmente, eu ando com muitas dores. Dores abdominais e nas pernas. É horrível pra levantar da cama!
Agora, eu fiquei ainda mais emocionada por saber que parte desse estudo pertence aos pesquisadores da UNIFESP. Ver as palavras do Dr. Schor no jornal me animou tanto. Gosto muito dele. Ele é um ser humano incrível e entende muito bem uma endo mulher. São de médicos assim, humanos, que nós precisamos. Ele também é sempre atencioso e carinhoso. Além de passar total confiança, ele nos dá muita, mais muita esperança mesmo. Ele sempre me dizia... "Caroline vamos ter FÉ que você vai melhorar", ou "... vamos ter FÉ que o Zoladex vai controlar a sua endometriose e você não vai precisar operar". Animada com essa descoberta, fui logo enviando e-mail à jornalista, parabenizando-a pela incrível matéria e perguntei se poderia utilizá-la em meu blog.
Atenciosa, ela respondeu agradecendo e disse que, sim, posso usá-la. Ela está em férias, mas assim que voltar vai escrever sobre o A Endometriose e Eu em seu blog. Cláudia é editora do Quero ser Mãe, um blog superbacana que fala sobre fertilidade. Com certeza, ele poderá ser útil para muitas de minhas leitoras. Particularmnete, eu adoro as matérias da Cláudia. Espero que vocês gostem como eu! Ah, Claudia aborda também outro estudo realizado pela UNIFESP, liderado por Dr. Schor, que fala sobre as mutações genéticas do P27, que já falei aqui. Beijo com carinho!!
Fitoterápico melhora os sintomas da endometriose
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Um fitoterápico à base de uma planta conhecida como "unha-de-gato" tem melhorado os sintomas da endometriose, doença que causa infertilidade feminina e dor nos períodos menstruais.
Intrigados com o grande número de pacientes que tomam o remédio por conta própria e relatam melhora, pesquisadores começaram a testá-lo cientificamente.
Os resultados do primeiro estudo controlado, feito pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Maranhão (Ufma), em ratas, mostraram que a unha-de-gato conseguiu reduzir em 60% as lesões causadas pela endometriose.
Na doença, o tecido que reveste o útero (endométrio) sai fora dele e atinge outros órgãos da pelve, como intestinos e bexiga. Estima-se que 6 milhões de brasileiras sofram da doença.
Agora, na fase clínica do estudo, o fitoterápico será dado a mulheres e comparado com placebo ou medicamentos hormonais usados no tratamento tradicional da doença. A hipótese é que a planta possua propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (que melhoram o sistema imunológico).
Antes mesmo dos resultados do estudo clínico, a unha-de-gato tem sido prescrita a pacientes da Unifesp que já usaram, sem sucesso, drogas hormonais ou para aquelas que não podem usar esse tipo de medicamento.
"Os relatos de melhora dos sintomas, principalmente da dor, surpreendem. Eu dei para a minha mulher tomar. Ela tem endometriose e a medicação hormonal não estava funcionando", diz Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de endometriose e dor pélvica da Unifesp e um dos autores do estudo.
Segundo ele, a unha-de-gato parece diminuir o processo inflamatório causado pela endometriose na região pélvica. Os pesquisadores ainda não sabem se a planta pode ser usada para ajudar mulheres com dificuldade para engravidar.
"Não não se sabe, por exemplo, se ela altera a espessura de endométrio ou dos mecanismos de ovulação", explica Schor.
Também ainda deverá ser definida a dose ideal do fitoterápico para cada paciente. No comércio, existem cápsulas de 150 mg, feitas a partir da casca da planta.
O ginecologista Carlos Alberto Petta, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz que, do ponto de vista conceitual, a unha-de-gato pode melhorar a dor de qualquer processo inflamatório.
"O problema é que, em se tratando de dor, o efeito placebo é muito grande. O ato de escutar essa mulher também melhora a dor."
Para ele, só será possível dizer que a unha-de-gato funciona depois de testá-la em mais estudos.
TERAPIA GÊNICA
Uma outra linha de pesquisa desenvolvida na Unifesp aponta que há mutações genéticas envolvidas na endometriose. Uma delas, chamada de P27, foi descoberta pela equipe de Schor.
A presença dessa mutação aumenta duas vezes as chances de a mulher ter a doença. "O P27 faz com que as células fiquem mais "nervosas" e proliferem mais do que o normal", diz Schor.
A partir dessas descobertas, o grupo trabalha no desenvolvimento de instrumentos de terapia gênica para tratar a endometriose.
"O uso de adenovírus [vírus modificados] carregando genes que restabelecem a normalidade genética já foi testado em cultura de células de endometriose e os resultados foram promissores", conta Schor.
Agora, eu fiquei ainda mais emocionada por saber que parte desse estudo pertence aos pesquisadores da UNIFESP. Ver as palavras do Dr. Schor no jornal me animou tanto. Gosto muito dele. Ele é um ser humano incrível e entende muito bem uma endo mulher. São de médicos assim, humanos, que nós precisamos. Ele também é sempre atencioso e carinhoso. Além de passar total confiança, ele nos dá muita, mais muita esperança mesmo. Ele sempre me dizia... "Caroline vamos ter FÉ que você vai melhorar", ou "... vamos ter FÉ que o Zoladex vai controlar a sua endometriose e você não vai precisar operar". Animada com essa descoberta, fui logo enviando e-mail à jornalista, parabenizando-a pela incrível matéria e perguntei se poderia utilizá-la em meu blog.
Atenciosa, ela respondeu agradecendo e disse que, sim, posso usá-la. Ela está em férias, mas assim que voltar vai escrever sobre o A Endometriose e Eu em seu blog. Cláudia é editora do Quero ser Mãe, um blog superbacana que fala sobre fertilidade. Com certeza, ele poderá ser útil para muitas de minhas leitoras. Particularmnete, eu adoro as matérias da Cláudia. Espero que vocês gostem como eu! Ah, Claudia aborda também outro estudo realizado pela UNIFESP, liderado por Dr. Schor, que fala sobre as mutações genéticas do P27, que já falei aqui. Beijo com carinho!!
Fitoterápico melhora os sintomas da endometriose
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Um fitoterápico à base de uma planta conhecida como "unha-de-gato" tem melhorado os sintomas da endometriose, doença que causa infertilidade feminina e dor nos períodos menstruais.
Intrigados com o grande número de pacientes que tomam o remédio por conta própria e relatam melhora, pesquisadores começaram a testá-lo cientificamente.
Os resultados do primeiro estudo controlado, feito pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Maranhão (Ufma), em ratas, mostraram que a unha-de-gato conseguiu reduzir em 60% as lesões causadas pela endometriose.
Na doença, o tecido que reveste o útero (endométrio) sai fora dele e atinge outros órgãos da pelve, como intestinos e bexiga. Estima-se que 6 milhões de brasileiras sofram da doença.
Agora, na fase clínica do estudo, o fitoterápico será dado a mulheres e comparado com placebo ou medicamentos hormonais usados no tratamento tradicional da doença. A hipótese é que a planta possua propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (que melhoram o sistema imunológico).
Antes mesmo dos resultados do estudo clínico, a unha-de-gato tem sido prescrita a pacientes da Unifesp que já usaram, sem sucesso, drogas hormonais ou para aquelas que não podem usar esse tipo de medicamento.
"Os relatos de melhora dos sintomas, principalmente da dor, surpreendem. Eu dei para a minha mulher tomar. Ela tem endometriose e a medicação hormonal não estava funcionando", diz Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de endometriose e dor pélvica da Unifesp e um dos autores do estudo.
Segundo ele, a unha-de-gato parece diminuir o processo inflamatório causado pela endometriose na região pélvica. Os pesquisadores ainda não sabem se a planta pode ser usada para ajudar mulheres com dificuldade para engravidar.
"Não não se sabe, por exemplo, se ela altera a espessura de endométrio ou dos mecanismos de ovulação", explica Schor.
Também ainda deverá ser definida a dose ideal do fitoterápico para cada paciente. No comércio, existem cápsulas de 150 mg, feitas a partir da casca da planta.
O ginecologista Carlos Alberto Petta, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz que, do ponto de vista conceitual, a unha-de-gato pode melhorar a dor de qualquer processo inflamatório.
"O problema é que, em se tratando de dor, o efeito placebo é muito grande. O ato de escutar essa mulher também melhora a dor."
Para ele, só será possível dizer que a unha-de-gato funciona depois de testá-la em mais estudos.
TERAPIA GÊNICA
Uma outra linha de pesquisa desenvolvida na Unifesp aponta que há mutações genéticas envolvidas na endometriose. Uma delas, chamada de P27, foi descoberta pela equipe de Schor.
A presença dessa mutação aumenta duas vezes as chances de a mulher ter a doença. "O P27 faz com que as células fiquem mais "nervosas" e proliferem mais do que o normal", diz Schor.
A partir dessas descobertas, o grupo trabalha no desenvolvimento de instrumentos de terapia gênica para tratar a endometriose.
"O uso de adenovírus [vírus modificados] carregando genes que restabelecem a normalidade genética já foi testado em cultura de células de endometriose e os resultados foram promissores", conta Schor.
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