domingo, 25 de setembro de 2016

GRAVIDEZ EM TEMPOS DE ZIKA VÍRUS! TUDO QUE ROLOU NO LANÇAMENTO DA CAMPANHA "VAMOS CONVERSAR"!

Eu e a atriz Samara Felippo, madrinha da
campanha "Vamos Conversar" que aborda a gravidez em tempos de Zika".
Fotos Caroline Salazar


Por Caroline Salazar

No último dia 19 de setembro participei do lançamento oficial da campanha “Vamos Conversar”, que aborda a gravidez em tempos de Zika vírus, no espaço Praça São Lourenço, na Vila Olímpia, em São Paulo. A apresentação da campanha ficou por conta da doutora Hitomi Miura Nakagawa, da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), e contou com a presença da atriz Samara Filippo, madrinha da empreitada. "Vesti a camiseta desta campanha por ser mãe, e também por poder compartilhar deste momento que está sendo de grande aprendizado", disse a mãe de Alícia, 7 anos, e Lara, 3, que deseja ter mais filhos. "Não estou planejando, mas tenho vontade de ter mais um. Na época das minhas duas gestações ainda não se falava em Zika, mas se eu engravidar teria a preocupação de me prevenir, mas eu não ficaria neurótica", revelou Samara.

Entre os especialistas que conversaram com os jornalistas estavam presentes: a doutora Melissa Falcão, membro do comitê de Arbovirose da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os doutores Mário Cavagna Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Edson Borges Junior, coordenador do departamento de infertilidade masculina da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU),e Newton Busso, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

 O bate-papo descontraído com os doutores Newton Busso, Melissa Falcão, Edson Borges Junior e Mário Cavagna Neto

Foi uma manhã repleta de informações relevantes sobre o vírus, a microcefalia e também a gravidez, em especial, a tardia. Muito se questionava se vale realmente a pena postergar ainda mais a gestação por conta do risco de contágio. Até maio de 2016 foram registradas 7.584 gestantes com suspeita de Zika. Destes 2844 foram confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Vou escrever em tópicos as principais informações do evento. Mais informações sobre o assunto podem ser sanadas no site da campanha www.gravidezemtemposdezika.com.br que reúne dicas e informações para que o casal possa planejar a gravidez com segurança. O site também vai esclarecer os mitos e as verdades sobre o vírus e é uma parceria das entidades médicas já citadas acima com a Merck.

- Adiar a gravidez nem sempre é o melhor caminho, já que o Zika veio para ficar;
- A incidência em São Paulo ainda é pequena;
- É preciso esclarecer a população, rever algumas normas e orientar as mulheres;
- A comunidade científica comprovou a relação entre o Zika e a microcefalia em maio passado;
- O problema do Zika é que atinge o embrião em sua formação, ou seja, na embriogênese;
- 80% das mulheres que adquirem o Zika não têm sintoma;
- Se uma gestante pegar a virose, isso não significa que o bebê terá microcefalia. A maioria dos fetos nasce sem a doença, apenas 1 a 13% nascem com a doença. A relação é proporcional a Síndrome de Down para a mulher que engravida acima de 40 anos;
- No verão a tendência aumentar a incidência da doença a cada ano, bem como acontece com a Dengue;
 - Quem já foi infectado pelo Zika fica imunizado, diferente da Dengue;
- A Chikungunya não está relacionada a má formação fetal;
- Para as mulheres infectadas pelo Zika e que querem engravidar o melhor caminho é controlar a doença primeiro para depois engravidar para não ingerir medicamentos relacionados à doença durante a gestação;
- A Sífilis e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis também têm alta incidência e também podem afetar o bebê;
- A idade média atual da primeira gravidez é 30 anos;
Erica Smith e Flavia Felix, ambas
da comunicação da Merck.
- A qualidade do óvulo piora ao longo da vida. Por isso é raro uma gravidez numa mulher acima de 44 anos com seus próprios óvulos. Na maioria das vezes, utiliza-se a ovodoação;
- Maior número de abortos quando a mulher engravida após 40 anos. Nesta fase cai pela metade as chances de a gravidez evoluir, tendo cerca de 40 a 50% de chances de abortamento. Num casal jovem, com 25 anos, a chance de aborto é de 10% e até 30 e poucos anos é de 20%;
- A mulher que opta pela gestação tardia tem maior chance de ter doenças como diabetes, hipertensão e tireoide, dentre outras.
- Homens que têm filhos após os 50 anos aumenta a chance de doença congênita, como a Síndrome de Down, por exemplo. Já a mulher aos 40 anos tem uma chance a cada 100 de ter o bebê com Down;
- A mulher tem o direito de escolher quando quer ser mãe.

Prevenção do Zika Vírus:

- Usar repelente e seguir as recomendações dadas pelo fabricante na embalagem;
- O mosquito pica mais durante o dia, em especial, pela manhã. Ficar atenta;
- Usar roupas de manga compridas, calças, e de preferência de cores claras;
- Ficar em ambiente refrigerado, onde dificilmente o mosquito sobrevive;
- Manter telas na janelas e portas;
- Usar preservativo, pois há a possibilidade de transmissão do vírus pelo sexo, seja pela secreção vaginal ou pelo sêmen;
- Se o homem pegou o Zika e sua mulher quer ou está tentando engravidar o ideal é manter relações sexuais com preservativo por pelo menos seis meses;
- Se o homem pegou Zika e sua mulher está grávida é preciso manter relações sexuais com preservativo, pois a microcefalia se dá na embriogênese;
- A mulher que amamenta e que foi contaminada pelo vírus deve manter o aleitamento materno, pois há mais benefícios no leite materno que malefícios causados pela doença;

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"GESTAÇÃO DO CORAÇÃO": AS PRIMEIRAS CONTRAÇÕES DO MEU PARTO DO CORAÇÃO!

imagem cedida por Free Digital Photos

Enfim chegou o grande dia das primeiras contrações da nossa querida Ane. Pouco mais de um ano após entrar para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), Ane e Paulo finalmente estão perto de desfrutar os prazeres e os desafios da maternidade/ paternidade. Acompanho a história deste casal maravilhoso desde quando Ane viajou da Bahia a São Paulo onde fez seu tratamento para tratar sua endometriose em 2012. Na época Paulo ainda morava na Bahia, mas ele decidiu largar tudo e recomeçar do zero na capital paulista ao lado da esposa, pois é o local onde Ane teria seu tratamento. Depois a cirurgia de Ane, a descoberta de sua infertilidade causada pela doença. Logo depois Paulo também descobriu que ele também era infértil, por conta da quimioterapia que fez quando era criança para tratar um câncer. Deus sabe o que faz. Hoje eles estão perto de terem sua família. Estou muito feliz por compartilhar e participar desta história com final feliz. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por Ane Bulcão
Edição: Caroline Salazar

As primeiras contrações do meu parto do coração.  

Depois de falar sobre as contrações de treinamento do meu tão desejado parto, enfim chegou as férias tão sonhadas. Afinal de contas, este momento foi separado para que pudéssemos ter nosso momento oficial de aproximação com nosso filho o que configura de fato as contrações reais do meu parto. Estávamos no mês de julho e com autorização judicial passamos 10 dias com nosso filho, sendo cinco dias lá no interior, na cidade onde está o abrigo, e cinco dias em São Paulo em nossa casa. Esses dias foram cruciais para que pudéssemos criar vínculos afetivos mais profundos e também para se ter uma resposta definitiva tanto de nossa parte quanto da parte dele sobre o avanço do  processo.

Chegamos lá e traçamos toda uma programação especial para curtirmos ao máximo cada momento junto com ele. Participamos de um treinamento de jogos evangelísticos onde vieram surdos de vários estados do Brasil, e assim nosso filho pôde ter contato com vários surdos a fim de que se aproprie de elementos de sua cultura e primeira língua que é a Libras, já que ele ainda está sendo alfabetizado na língua de sinais. Este contato com a comunidade surda ele já vinha mantendo por meio do apadrinhamento social que aquela minha amiga missionária, já vinha fazendo ao ensinar-lhe a Libras e colocá-lo em contato com surdos da comunidade de fé. Essa amiga é a mesma que fez a ponte entre nós para que o adotássemos.

Viemos para São Paulo e mais diversão, amor e carinho sem medidas. Ele é uma criança cheia de vida e energia, não para um instante, muito prestativo e carinhoso, porém também muito genioso (risos). Mas o que esperar de uma criança que viveu anos sem os devidos cuidados, sem amor e sem proteção? É natural que neste momento ele procure se preservar de uma possível decepção adotando uma postura mais reservada, até se sentir totalmente seguro para se entregar ao amor de um pai e de uma mãe sedentos por lhe dar o carinho e proteção de que precisa. Quando chegamos tratamos logo de fazer uma atividade trivial do dia a dia que é fazer mercado, só para ele sentir o gostinho de participar da rotina de sua nova família. Como foi maravilhoso ver seus olhinhos brilhando cada vez que escolhia um produto na prateleira, comprar guloseimas e tudo mais. Também passeamos no shopping, fomos à igreja, ao zoológico, enfim, tentamos dar uma palhinha do que seria sua rotina daqui pra frente e vejo que ele aprovou tudo, por que o último dia dele aqui em São Paulo foi muito difícil para nós três.

Quando ele viu a gente arrumando sua mala começou a ficar triste e disse que não queria ir embora, pois sua casa estava aqui, seu quarto e sua cama estavam tudo aqui. Ele não queria voltar para o abrigo. À noite quando estávamos indo para a rodoviária não conseguimos conter as lágrimas e nós três choramos muito. Ele dizia: “Não me mande embora eu sou seu filho, a família tem que ficar junta...”. Confesso pra vocês que não consigo expressar em palavras  tamanha dor que senti ao ter que levá-lo de volta e vendo seus olhinhos que outrora estava vivazes agora choravam pedindo pra ficar. Porém esse sofrimento já tinha seus dias contados, porque em breve ele voltaria para ficar definitivamente comigo e com Paulo e precisávamos cumprir as recomendações judiciais a fim de que o processo de adoção transcorresse rapidamente e sem embaraços.

Esses dias que passamos juntos foram de suma importância para que nosso amor se consolidasse e tivéssemos a certeza de que apesar de não ter nascido de mim, certamente ele nasceu para mim, para inundar nossas vidas de amor. Meu próximo texto contarei como aconteceu o rompimento da bolsa, e por fim, como foi o meu tão sonhado parto da nossa gestação do coração. Beijo carinhoso! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

SETEMBRO AMARELO: MÊS DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E SUA RELAÇÃO COM A ENDOMETRIOSE!

Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

Além do nosso Março Amarelo – que conscientiza sobre a endometriose - existe também o Setembro Amarelo, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o suicídio. O mês foi escolhido, pois o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Resolvi escrever sobre este assunto delicado, além de também ajudar a espalhar a importância do Setembro Amarelo, pois, infelizmente, este já foi e ainda poderá ser o trágico fim de muitas endomulheres. Já postamos no A Endometriose e Eu em maio de 2013 o alerta da mãe da nossa endoirmã Kristi An Rose sobre o suicídio da filha "Até onde a dor da endometriose pode levar uma mulher?" . Contamos também a triste notícia do suicídio da atriz Leila Lopes, que o cometeu logo após sofrer horrores com dores abdominais e o diagnóstico? Endometriose!

Em fevereiro de 2014 eu recebi a triste notícia de uma adolescente de 15 anos, do interior do Rio de Janeiro, que tirou sua própria vida pelo fato de que ela não era compreendida pelos familiares, por seus amigos, por faltar à escola e por não ter um médico em sua cidade que a compreendesse e a entendesse. Por tudo isso, que era o mínimo que ela teria de ter, perdemos esta menina que tinha uma vida inteira pela frente. Este caso eu fiquei sabendo pelas redes sociais, mas e os outros que não fiquei sabendo? Quantas endomulheres já perderam suas vidas, e quantas ainda irão perder por conta da ignorância da sociedade?

Realmente precisamos falar mais sobre o suicídio e sua prevenção. Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2014, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. Cerca de 804 mil pessoas tiram suas vidas todos os anos. O Brasil vem em oitavo lugar e apenas 28 países possuem plano de prevenção ao suicídio. Assim como a endometriose, o suicídio também é caso de saúde pública e precisa ser levado a sério pela sociedade, pelo governo e pelos médicos.

Geralmente os suicidas dão alguns sinais de que vão cometer o ato e ou apresentam algum sintoma de alguma doença (psiquiátrica ou não) ou algum distúrbio. Dentre os sinais estão as seguintes frases, segundo o Ministério da Saúde:

- "Essa é a última vez que você me vê";
- "Eu preferia estar morto (a)";
- "Eu não aguento mais";
- "Eu não posso fazer nada";
- "Eu sou um empecilho e um peso para todos";
- "Os outros serão mais felizes sem mim";
- "Sou um estorvo e não presto para nada".

Quantas endomulheres já proferiram as frases acima? A depressão também é um passo para o suicídio. Quantas endomulheres não vivem com esta doença chamada depressão? Precisamos ficar atentos a quem está a nossa volta. Quem está ao lado desta pessoa, é que precisa estender a mão e ajuda-la a sair dessa. Muitas endomulheres entram em depressão pelo fato de não serem compreendidas pela sociedade, seja familiares, amigos e médicos, e porque quando passamos a entender sobre a doença e passamos a saber que a doença é grave, muitas não querem entender e aceitar. Eu mesma passei por essa dificuldade de aceitação e compreensão que é portar uma doença grave e desconhecida. Muitos casos precisam de uma ajuda especializada, mas em outros tantos o carinho e a compreensão bastam. É preciso haver mais amor e compaixão e menos julgamento. Que possamos fazer a diferença na vida dessas pessoas que tanto necessitam de nossa ajuda. Mais amor, por favor. Beijo carinhoso!


terça-feira, 13 de setembro de 2016

A HISTÓRIA DE FABY CAYRES, SUA ENDOMETRIOSE GRAU IV, SUAS QUATRO FERTILIZAÇÕES ATÉ A GRAVIDEZ GEMELAR!!

Faby com Mariana e Gabriel em seus braços - Foto: Arquivo pessoal

Neste mês o A Endometriose e Eu conta a história de fé e superação da nossa querida Fabiana Cayres, de São Paulo. Faby, como é carinhosamente conhecida, descobriu ser portadora de endometriose após se casar quando começou as tentativas para engravidar. Porém, ela sempre teve o principal sintoma da doença: as fortes cólicas que a levaram muitas vezes ao pronto-socorro. Mais um alerta às mulheres que sofrem com cólicas incapacitantes. Depois de muita luta, muitos choros, 4 fertilizações in vitro e três abortos (um, inclusive, foi no Dia das Mês), ela realizou seu sonho da maternidade e hoje se dedica exclusivamente aos geminhos Mariana e Gabriel. Mais um testemunho que vai levar esperança e fé às endomulheres que estão enfrentando a infertilidade.  Compartilhe os artigos do A Endometriose e Eu e espalhe a correta conscientização da endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar



“Me chamo Fabiana Cayres, tenho 35 anos e sou portadora de endometriose profunda grau IV.  A Carol me convidou para contar um pouco da minha história e aqui estou eu. Menstruei pela primeira vez com 13 anos e, desde a primeira menstruação, sentia cólicas.  Nos primeiros meses eram bem fracas, mas conforme o tempo ia passando a intensidade aumentava gradativamente.

Quando eu tinha 16 anos minha mãe me levou ao ginecologista para verificarmos o porquê de tantas dores.  Não cheguei nem a fazer exames, a médica passou apenas analgésicos. Desde então, uma vez ao ano, eu ia às consultas de rotina e passei a fazer os exames pedidos pelos médicos.  Ultrassons, papanicolau, exames de sangue para dosagens de hormônios e etc. Todos os exames eram sempre normais, porém as minhas dores continuavam cada vez mais fortes.

Aos 25 anos as dores se intensificaram tanto que os analgésicos não faziam mais efeito, e eu tinha que ir ao pronto-socorro todos os meses para tomar medicação na veia, só assim conseguia seguir com as minhas atividades do dia a dia, como trabalho e estudos. Nessa fase, cheguei a questionar à minha médica se eu não poderia ter endometriose, já que eu sentia tantas dores. Ela deu risada e me disse que endometriose era a doença da “moda” e que eu não tinha não, pois todos os meus exames estavam normais.

Segui minha vida e as dores sempre aumentando. Nessa fase eu já tinha outras “queixas”.  Sempre que estava menstruada eu sentia uma vontade absurda de urinar junto com um ardor incontrolável. Precisava sempre sair correndo para ir ao banheiro e muitas vezes não conseguia segurar a vontade. E sentia também “facadas” no intestino. Geralmente essas pontadas vinham junto com as cólicas.  A essa altura já estava sentindo bastante dor durante as relações sexuais.

Em 2012, quando eu tinha 30 anos, uma semana antes do meu casamento, cheguei a desmaiar no meu trabalho de tanta dor.  Foi uma dor tão forte que eu não suportei. Me levaram para o hospital e ligaram para o meu marido, na época meu noivo, para ele ir me encontrar. Chegando lá, ele me encontrou convalescente tomando a medicação na veia e foi conversar com o médico que me atendeu no pronto atendimento. Meu marido não suportava mais ver o meu sofrimento. Todos os meses era a mesma situação. Eu sentia muitas dores, tomava muitos remédios e quase sempre tinha que ir ao pronto-socorro, e me ver ali na emergência foi a gota d´agua.

Ele pressionou o médico e o mesmo disse a ele para pesquisar sobre endometriose, pois pelo meu relato poderia ser esse o meu diagnóstico. Ali mesmo no hospital ele pesquisou pelo celular e viu que tudo se encaixava com os meus sintomas. Fui para a casa, nos casamos na semana seguinte e partimos para a lua de mel. A nossa ideia já era iniciar os “treinos” para aumentar a família na lua de mel.  Na verdade começamos as tentativas, mas a gravidez não aconteceu. Voltamos de viagem e de novo eu passei mal no meu ciclo menstrual. Dessa vez, o meu marido teve que me levar de madrugada para o pronto-socorro.  Eu não conseguia ficar ereta de tanta dor. Chegamos ao hospital e me encaminharam para fazer uma tomografia, pois suspeitaram de apendicite. Fiquei em observação durante toda a madrugada e quando saiu o resultado a médica me chamou e me deu o diagnóstico:  apenas um “cistinho” no ovário.

Voltamos para casa e confesso que me senti muito mal com a forma que a médica me deu o diagnóstico, pois parecia que a minha dor era incompatível com o tal “cistinho” ou que eu estava inventando a dor.   Me senti mal perante meu marido e comigo mesmo. Uma semana depois, eu estava trabalhando e lá comecei a relembrar desse dia no hospital e me lembrei que me deram o protocolo para retirar a tal tomografia que fiz no pronto-socorro. Decidi ir lá buscar. Cheguei ao hospital, peguei o envelope e abri ali mesmo.  Quando eu li o que estava escrito minhas pernas ficaram bambas: ENDOMETRIOSE PROFUNDA COM ACOMETIMENTO DE BEXIGA, INTESTINO, OVARIOS...

Como assim?? Não era apenas um “cistinho” conforme a médica havia me dito? Senti uma revolta muito grande naquele dia. Fiquei sem rumo. Liguei para o meu marido e não sabia o que fazer. Decidimos ir até a emergência de outro hospital e pedir para o médico me orientar. Como eu estava tentando engravidar aproveitei para pedir um exame de Beta HCG, pois tinha a esperança de estar grávida, mas não estava e nem imaginava a batalha que ainda travaria para ser mãe.

O médico viu o meu exame e confirmou que eu era portadora de endometriose no grau mais avançado da doença. Disse também que, provavelmente, eu precisaria de cirurgia e de tratamentos para engravidar. Ele não me pediu nenhum exame, pediu apenas para eu procurar algum médico especialista. Marquei a consulta com o médico e tivemos uma longa conversa onde ele me explicou todos os detalhes da endometriose. Em apenas um exame de toque ele conseguiu ver que eu realmente tinha a doença e me pediu outros exames para mapearmos. Solicitou a ressonância magnética, o ultrassom com preparo intestinal e vários exames de sangue. Os exames ficaram prontos e lá tivemos a confirmação de que eu tinha endometriose atrás do útero, no intestino, na bexiga, nos dois ureteres - que estava quase comprometendo meus rins -, no apêndice e endometriomas nos dois ovários. O meu caso era realmente assustador e já sai da sala do médico com a cirurgia marcada.   
Mariana e Gabriel aos 9 meses de idade - Foto: Arquivo pessoal

Além do especialista em endometriose, um urologista e um proctologista participaram da minha cirurgia. Como o médico sabia que eu queria ser mãe, ele pediu para eu tentar uma Fertilização in vitro antes da cirurgia, pois dessa forma congelaríamos os embriões, já que eu corria o risco de perder os dois ovários na cirurgia, porque estavam muito comprometidos. Fiquei muito assustada e anestesiada com tudo isso. Tudo era novidade e isso me assustava demais. Eu morria de medo de injeções e de repente me via no meio de um tratamento que necessitava de muitas “agulhadas”.   Mas isso era de menos perto do meu medo de não ser mãe. Era dezembro de 2012 quando comecei a estimulação ovariana e neste momento o meu medo era de ter muitos óvulos, pois eu não queria ter que descartar nenhum “filho”. Nessa fase o meu conhecimento era muito cru e imaturo.

O meu medo não aconteceu e o que eu não imaginava aconteceu. Eu tive apenas um único óvulo e esse era de péssima qualidade e nem fertilizou. Ou seja, tive que encarar a cirurgia, sabendo que eu corria o risco de perder os dois ovários e sem ter nenhum embrião congelado. Chegou o dia 06 de janeiro de 2013 e às 6h lá estava eu me internando no hospital para minha cirurgia. Me internei um dia antes para fazer a dieta para limpar o intestino. Era uma dieta apenas líquida. Eu estava muito ansiosa. Meu marido me acompanhou em todos os momentos. No dia seguinte, às 6h da manhã minha cirurgia começou e durou quatro horas. Passei muito mal na sala do pós- operatório após acordar. Sentia um frio absurdo e vomitava sem parar.

Faby com Gabriel e Mariana aos 6 meses Foto: Arquivo pessoal
Assim que melhorei um pouco me levaram para o quarto e ao sair do elevador, ainda na cama, meu marido veio emocionado ao meu encontro. Ele beijou minha testa e segurou as minhas mãos. Fomos para o quarto e a enfermeira tentou me dar um suco, que não ficou no meu estômago por muito tempo. Tive muito medo de perguntar para o meu marido sobre como tinha sido a cirurgia. Tinha muito medo de ouvir que eu tinha perdido os ovários. Percebendo o meu medo, ele logo foi me dizendo: sua cirurgia foi um sucesso!  O doutor manteve todos os seus órgãos! Eu gritei! Gritei de felicidade e não sei de onde tirei forças! Como fiquei feliz. Fiquei internada por sete dias. Esses sete dias no hospital foram bem difíceis. Minha cirurgia foi por videolaparoscopia e por corte de cesárea também.

Nos primeiros dias eu sentia muitas dores devido ao ar que entra na barriga durante a cirurgia. Esse ar vira gases e nos dá cólicas intestinais absurdas. Fui para casa usando a sonda urinária e retirei sete dias após a alta, ou seja, 15 dias após a cirurgia. Fiquei afastada 30 dias do meu trabalho e quando voltei ainda estava abatida e 10 quilos mais magra. No retorno com o meu médico ele me disse que na minha segunda menstruação após a cirurgia eu já poderia iniciar a próxima tentativa de Fertilização in vitro. Mas tinha um porém: eu estava recém-casada, já havíamos pago a primeira FIV e a cirurgia, não tínhamos condições financeiras de pagar, naquele momento, mais uma tentativa de fertilização. Fiquei arrasada. Sou muito ansiosa, ser mãe era um grande sonho e não poder naquele momento fazer a FIV foi um golpe para mim. Fiquei muito triste. Pesquisei alternativas e vi que algumas meninas conseguiram ganhar na justiça uma liminar que obrigava os planos de saúde a arcarem com os gastos dos tratamentos para engravidar.

Não pensei duas vezes e em junho de 2013 entrei com o processo. Nesse meio tempo, decidi tentar engravidar naturalmente, pois tinha lido que após a cirurgia as chances aumentam. Consegui ter uma gravidez química!  Um teste de farmácia com uma segunda linha bem clarinha, um atraso menstrual de dois dias, mas a menstruação logo chegou levando as minhas esperanças. Foram apenas três meses de tentativas e logo tive a minha liminar positiva nas mãos. No dia seguinte já estava na clínica para começar, mas levei um grande balde de água fria na cabeça.

Faby com os geminhos no forninho -Foto: Arquivo pessoal
Com as tentativas de engravidar naturalmente nasceram novos endometriomas nos meus dois ovários. Fiquei arrasada porque esses endometriomas prejudicam a evolução da estimulação ovariana. Essa seria a minha segunda tentativa e eu já sabia como era.  Iniciei a segunda tentativa em novembro de 2013. Estava sim muito ansiosa, mas confiante. Tudo correu bem e, dessa vez, tive bons óvulos e dois bons embriões que vieram para minha barriga três dias depois da fecundação. Após a transferência eu quase enlouqueci de ansiedade. Esperar o beta era um teste de paciência desesperador. E na véspera do Natal de 2013, lá estava eu com meu teste de farmácia positivo! Gente que emoção!

No dia seguinte, no almoço de Natal, contamos para toda a família, que não estavam sabendo que faríamos o tratamento e todos se emocionaram. No dia 26, logo no primeiro horário, estava eu no laboratório para fazer o Beta HCG. Esperei lá mesmo e confesso que foi frustrante ver o resultado de apenas 40. Eu esperava mais e senti um frio na espinha. Será que estava tudo bem com meu bebê? Liguei para o meu médico que prontamente me deu os parabéns e disse para eu aproveitar a gravidez e voltar no consultório em dez dias para fazermos o primeiro ultrassom.

Esses dez dias demoraram uma eternidade para passar e quando chegou o grande dia meu coração parou ao ouvir do médico que não havia batimentos cardíacos no embrião. E, além disso, um dos embriões se implantou na minha trompa o que me levaria a fazer um acompanhamento muito de perto por meio de ultrassons semanais, pois se essa trompa rompesse eu correria risco. Sai do consultório arrasada. Tive uma gravidez heterotópica, que significa quando um embrião implanta no útero e o outro na trompa. Gravidez raríssima e a da trompa, não evolutiva.  No meu caso, nenhum embrião evoluiu e o médico pediu para parar com as medicações e aguardar o aborto natural.

Contei para o médico sobre a gravidez química e esse foi considerado o meu segundo aborto. Por isso ele me pediu alguns exames de sangue para investigar trombofilia. No dia seguinte, fui para o laboratório para colher esses exames e lá comecei a sentir uma cólica muito forte e, no banheiro do laboratório, abortei. Me revoltei e senti a maior dor psicológica do mundo. Briguei com Deus. Não entendia porque eu tinha que passar por aquilo. Por que Deus me deu e ia me tirar? Esqueci-me de comentar que desde que eu descobri a endometriose, por orientação do meu médico, iniciei terapia e me ajudou muito. Dois ciclos depois eu estava pronta para mais uma tentativa. Era março de 2014. Tudo correu bem e transferi dois embriões de ótima qualidade cinco dias após a fecundação, eram blastocistos (nota da editora: embrião com cinco ou seis dias de vida). 

E como fui diagnosticada também com trombofilia, já iniciei a medicação. Sete dias após a transferência fiz o teste de farmácia e lá estava meu positivo! Fiz surpresa pro marido e o levei para jantar. No meio do jantar o garçom entregou para ele uma caixinha com o teste positivo! Que emoção! Eu estava grávida novamente! Chegando em casa notei uma borra de sangue e já me desesperei. Fui dormir e no dia seguinte parecia ter parado. Fui trabalhar e quando cheguei ao trabalho a quantidade de sangue aumentou demais. Falei com o médico que me mandou para casa e me pediu repouso absoluto. Eu já sabia que as coisas não estavam bem. Fiz o Beta HCG que confirmou a gravidez, mas logo confirmamos que a gravidez não evoluiria. Mais um aborto. Dessa vez demorou 40 dias para ocorrer o aborto natural e abortei em pleno Dia das Mães em maio de 2014. Estávamos em 2015. Sofri muito nesse dia.  Não tenho mais a minha mãe e abortei naquele dia que era para ser especial.

Faby com Mariana e Igor com Gabriel no aniverário de
um ano dos geminhos - Foto: Arquivo pessoal
Mais dois ciclos, em julho de 2014, e lá estava eu para a minha quarta tentativa de fertilização in vitro. Nessa tentativa eu sentia uma paz imensa. Não sei explicar. Já estava tão calejada... Tudo correu bem e transferir dois embriões de ótima qualidade no quinto dia após a fecundação. Seis dias após a transferência fiz o teste de farmácia e lá estava um super positivo. Fiz o beta HCG no D9 (nove dias após a transferência) que deu 179 – um número alto - e ali eu já sabia que eram gêmeos. Com cinco semanas vimos os dois sacos gestacionais, com sete semanas ouvimos os dois coraçõezinhos, com 12 semanas descobrimos os sexos e com quase 38 semanas, no dia 22 de março de 2015, Gabriel e Mariana chegaram!

Essa sou eu! Faby, portadora de endometriose profunda. mamãe dos gêmeos Gabriel e Mariana, de um ano e cinco meses e a mulher mais feliz desse mundo! E essa é a minha história em busca da realização do meu grande sonho: a maternidade. Não me arrependo de nada e faria dez fertilizações se fosse preciso. Hoje vivo a maternidade em sua plenitude. Saí do meu trabalho para me dedicar integralmente aos meus bebês. Tinha uma carreira sólida na área de Tecnologia da Informação, e me transformei em blogueira de maternidade, conto todo o meu dia a dia no blog www.mamaedegemeos.com e no Instagram @faby_mamaedegemeos

Se você é portadora de endometriose e sonha em engravidar, lute até onde suas forças permitirem. Se puder vá além. E tenha muita fé, pois ela nos leva à realização dos nossos sonhos. Eu sou  a prova viva de que é possível vencer o impossível. Beijo carinhoso! Faby”


domingo, 11 de setembro de 2016

PUBLIEDITORIAL: VOCÊ SABIA QUE A ENDOMETRIOSE IMPACTA 36% DA VIDA FAMILIAR DE UMA MULHER?

Recadinho da Laura pra vocês!!!

Por Caroline Salazar

A endometriose é uma doença muito séria e que impacta vários âmbitos da vida de uma mulher. Segundo estudos, depois da atividade sexual, a vida familiar vem em segundo lugar influenciando em cerca de 36% das vida das endomulheres. Infelizmente quem sofre da dor severa é pouco compreendida pela sociedade, em especial, por familiares e amigos. Por isso ter um especialista que te entende e te compreende é muito importante, bem como o iniciar o mais rápido possível o tratamento adequado da doença.

A doença mexe muito com o psicológico da mulher, em especial, de quem sofre com as dores. Muitas entram em depressão, e, infelizmente, muitas acabam se suicidando por falta de compreensão de quem está por perto. Por isso o acolhimento e a compreensão das pessoas mais próximas de nós, como os familiares e os amigos, são essenciais para restabelecer nossa saúde mental. Fazer terapia também é uma alternativa para quem se sente sozinha e para quem precisa de apoio psicológico.  

Porém, apenas o correto tratamento da endometriose pode mudar a qualidade de vida daquela mulher que sofre com as dores fortes da doença. Para aquelas que não querem ou que não podem realizar o tratamento mais invasivo da videolaparoscopia, há no mercado novas drogas que minimizam os sintomas da doença. Dentre elas está o Alurax, da Momenta Farmacêutica, o dienogeste que você já conhece, mas com 30 comprimidos e com o melhor custo benefício – o concorrente custa 82% mais caro. Segundo especialistas o dienogeste 2mg reduz a dor logo no primeiro mês, com diminuição progressiva nas próximas 24 semanas de uso. 

O Alurax é fabricado pela Momenta Farmacêutica. Uma das missões da Momenta é justamente "promover o acesso à saúde e à qualidade de vida com tratamentos a preço justo”. Com cerca de três anos de atuação, a Momenta tem qualidade garantida e já é reconhecida pela comunidade médica, pelos farmacêuticos e pelos farmacistas. Converse com seu especialista em endometriose a respeito do Alurax. Vale lembrar que todo medicamento deve ser prescrito pelo seu especialista. Não tome nenhum remédio sem o consentimento de seu médico.

Se você tiver dificuldade de encontrar o Alurax em sua cidade, vou deixar o telefone do SAC para você saber quando ele estará disponível na farmácia mais próxima de sua casa: 0800 703 1550 ou se preferir envie email para central@momentafarma.com.br

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!




Em "Com a Palavra, o Especialista" vamos apresentar alguns vídeos que o doutor Hélio Sato fez sobre a endometriose. É uma série de cinco vídeos explicativos. No primeiro capítulo ele fala de uma forma bem didática o que é a endometriose. Compartilhe os textos do A Endometriose e Eu e espalhe a correta conscientização sobre a doença que atinge mais de 10 milhões de meninas e mulheres brasileiras, mais de 200 milhões no mundo todo. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

INFERTILIDADE SECUNDÁRIA: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

imagem cedida por Free Digital Photos


Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

Infertilidade secundária, você sabe o que é isso?

Hoje vou abordar um assunto que quase ninguém fala: a infertilidade secundária. Você sabe o que é infertilidade primária e infertilidade secundária? A maioria das pessoas acha que a infertilidade atinge apenas o casal que ainda não tem filhos.  Você sabia que um casal que já tem filhos pode se tornar infértil no decorrer dos anos?

Quando um casal ainda não tem filhos e se descobre infértil ele tem a chamada infertilidade primária. Já quando ou o homem ou a mulher já têm filhos, juntos ou não, e estão com dificuldade de conceber o segundinho ou o terceirinho... eles sofrem da infertilidade secundária. Por isso quando se fala em infertilidade o assunto é muito mais grave do que se pensa e é preciso ter um olhar mais amplo sobre o assunto.

Segundo o Censo 2010 estima-se que no Brasil há 11 milhões de milhões de pessoas com problema reprodutivo, ou seja, um a cada seis casais é infértil. Porém, como pouco se fala em infertilidade secundária é muito provável que nesta estatística esteja apenas àqueles que nunca tiveram filhos. É bem provável que o número de casais inférteis é muito maior se colocarmos esses tentantes secundários na estatística. E isso significa que qualquer um de nós, em qualquer momento de nossas vidas, poderemos vivenciar a infertilidade, seja ela primária ou secundária.

A endometriose é a maior causadora da infertilidade feminina. Cerca de 40 a 50% das endomulheres são consideradas inférteis. Entende-se por infertilidade quando o casal é incapaz de gestar um filho num período de 12 meses, dependendo da idade da mulher, mantendo relações sexuais regulares e sem o uso de contraceptivos. A infertilidade atinge homens e mulheres em porcentagem iguais - 40% para cada sexo -, e 20% é a chamada de infertilidade sem causa aparente. Nos Estados Unidos cerca de 12% das mulheres têm a infertilidade secundária. No Brasil não há uma estatística.

Quem sofre de infertilidade secundária tem sua dor velada e sofre em silêncio. Pelo fato de já terem tido um ou mais filhos, é difícil ver mulheres que sofrem da infertilidade secundária se queixando dela, como é comum no caso da infertilidade primária. Outra questão é a culpa que essas mulheres (ou homens) sentem quando se descobrem inférteis. Por exemplo: quem sempre sonhou em ter dois, três ou quatro filhos, ou quem vem de uma família com muitos irmãos, quando se descobre infértil secundário começam a ter a culpa de que ter apenas uma criança não é suficiente.

As causas da infertilidade secundária, geralmente, são as mesmas das primárias: tubas uterinas obstruídas, baixa reserva ovariana ou algum outro problema de ovulação, cicatrizes no útero, endometriose e baixa produção de esperma para os homens, dentre outras. Independente do tipo de infertilidade temos de lembrar que esta é uma doença reconhecida pelo Ministério da Saúde e com Classificação Internacional de Doenças (CID) e que é um direito de todo cidadão ter tratamento para realizar o sonho da maternidade e paternidade. Mas este tema será assunto para outro texto. Beijo carinhoso!