terça-feira, 28 de março de 2017

A HISTÓRIA DA LEITORA ROBERTA PICONEZ E SUA ENDOMETRIOSE PROFUNDA!!

A mineira Roberta Piconez, de 35 anos, que mora em Brasília
Foto: arquivo pessoal


O A Endometriose e Eu conta a história da leitora mineira Roberta Piconez, de 35 anos, e sua endometriose profunda. O relato de Roberta é mais um que comprova que a endometriose não escolhe idade para "atingir" a mulher. Infelizmente a mulher está sujeita a ter a doença desde a primeira menstruação, ou seja, em qualquer idade e não apenas na "idade reprodutiva". Geralmente é na idade reprodutiva que as mulheres são diagnosticadas, mas não que a doença tenha começado nessa época. Como as meninas estão menstruando mais cedo, é muito comum ver meninas de 8, 9 anos já sofrendo com os sintomas severos da endometriose. E é o caso da Roberta, que sofre desde seus 12 anos. Depois de quase duas décadas sofrendo com a doença, e diagnóstico errado na adolescência (olha a mesma história se repetindo), Roberta encontrou alguém que valorizasse seus sintomas e a encaminhou a um especialista. Eu realmente aplaudo médicos que sabem da importância do tratamento com um especialista e encaminham suas pacientes ao colega. E depois de tanto sofrimento Roberta teve sorte de cair nas mãos de um excelente especialista e cirurgião. Hoje, sete meses após sua cirrugia, Roberta menstrua normalmente e sem nenhuma dor. Este é mais um texto que vai ajudar a tirar mais um mito da doença: de que a doença acomete a mulher em idade reprodutiva. Compartilhe nossos textos e espalhe a correta conscientização da endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

“Meu nome é Roberta Piconez, tenho 35 anos, sou mineira de Muzambinho, sou empresária de moda e há 12 anos moro em Brasília. Sou casada há 10 anos e não temos filhos.

Minha luta começou logo na minha primeira menstruação, aos 12 anos. Desde que menstruei sempre tive cólica.

Como, infelizmente, sofrer com fortes cólicas é uma cultura normal no Brasil falavam assim: ”Isso é normal, toma um remedinho que passa” ou “Quando casar passa” ou “Quando você engravidar tudo isso vai passar”.. E o tempo passou, mas as dores não passaram.

Quando tinha por volta de 15, 16 anos minha mãe me levou pela primeira vez a ginecologista, pois, minhas cólicas estavam cada dia mais insuportável. Já nesta época até desmaios aconteciam.

Descobriram um cisto pequeno no meu ovário e comecei a tomar pílula.

Os anos foram passando, continuei com a pílula e sempre me cuidei. Ia ao médico regularmente, fazia todos os exames que davam tudo normal, apesar das cólicas e idas ao hospital mensalmente.

Eu conheço todos os remédios imagináveis para dor e cólica.

Em 2014 resolvi parar com a pílula para dar um tempo mesmo ...ficar quase 15 anos tomando remédio não é fácil.  Parei ! Então, minha vida virou uma loucura... fluxo terrível, dores intermináveis, gases, médicos, exames e nada!

Em 2016, quando fui fazer meus exames periódicos, minha médica doutora Marta de Betânia, solicitou  uma transvaginal com preparo , onde apareceu a endometriose. Já havia ouvido falar sobre a doença, porém era leiga. Minha médica me encaminhou para um especialista, o doutor Alysson Zanatta.

No dia da consulta, logo de cara já me simpatizei com ele. Minha consulta demorou umas duas horas ele fez questão de me explicar tudinho. Já estava com endometriose profunda. Sai de lá com dois sentimentos: aliviada por descobrir o que tinha, e ao mesmo tempo, assustada com tanta informação e falta de conhecimento.

Depois de muitas conversas, pesquisas, decidi operar. Dia 27 de julho de 2016, o doutor Alysson Zanatta com sua equipe me operou no Hospital Santa Luzia em Brasília. Foi uma cirurgia monstra, com duração de oito horas e foi retirado 30 cm do meu intestino.

Fiquei cinco dias internada, meu pós-cirúrgico foi bem tranquilo, dentro do esperado.
Tive que ficar 20 dias de sonda, porque como mexeu muito, o doutor Alysson achou melhor. Fiz fisioterapia pélvica por alguns meses e menstruei normalmente logo depois da cirurgia, e o melhor de tudo: sem nenhuma dor.

Já completei sete meses pós-cirurgia, desde então, tenho minha menstruação normal, pois não tomo nenhuma medicação, nenhum hormônio e não sinto mais nenhuma dor (nem na relação sexual e muito menos cólica menstrual). Tenho certeza que estou curada!

Gostaria de falar para todas as leitoras, que não me arrependo nem um minuto da cirurgia, ela só me fez bem. Fiquei com muito medo, chorei, sofri. Mas graças a Deus estava com um médico maravilhoso, meus pais e meu esposo juntos de mim. Ter a confiança no cirurgião me deixou segura. Por isso é muito importante que você encontre um bom especialista, que seja um excelente cirurgião e que saiba fazer a remoção máxima da doença. Só assim podemos exterminar a endometriose de nossas vidas. E isso é possível.

Durante muito tempo tive minhas dores negligenciadas. Se eu puder dar um conselho às mulheres que sofrem no período menstrual é: busque ajuda! Não é normal sentir dor. O período menstrual tem de ser como qualquer outro: sem dor.

Próxima fase da minha vida: Ser mãe! Espero voltar em breve para contar esta novidade para vocês. Torçam por mim! Beijo carinhoso, Roberta”.Descrição: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif


sexta-feira, 24 de março de 2017

ENDOMARCHA 2017: TIME BRASIL DE LUTO EM TRIBUTO À SUELEN LEDESMA E A TANTAS OUTRAS QUE JÁ FALECERAM!

O flyer virtual (também de luto) com o horário e as 13 cidades
brasileiras e seus respectivos pontos de concentração


Nossa já está chegando nosso grande dia em 2017: neste sábado, dia 25 de março, junte-se a nós e venha marchar conosco pela conscientização da endometriose. Todas as 13 cidades da EndoMarcha Time Brasil neste ano estarão de luto pelo falecimento de nossa endoirmã, Suelen Jaqueline Ledesma, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 04 de março. Suelen, aos 32 anos, tinha endometriose profunda, sofria de cólicas severas desde seus 15 anos, mas a situação se agravou em 2013, quando passou a frequentar as urgências médicas para tomar medicação na veia para aliviar suas fortes dores. Ela foi mais uma vítima da endometriose, morreu decorrente de infecção após cirurgia. Ainda iremos apurar os fatos. Mas, ela tinha na cirurgia a esperança de melhorar sua qualidade de vida e também a chance de engravidar. 

Pois é uma "simples" cirurgia de endometriose não devolveu esta jovem à sua família. E mesmo assim a endometriose é tida para muitas pessoas, inclusive, para muitos médicos como uma doença benigna e, por isso, não mata. Ora, minha gente. Vamos parar de ser hipócrita. Quer dizer que para uma doença ser considerada grave é preciso ser maligna? O que é maligno para você? Uma doença que dá ao paciente uma sentença de morte? Pois bem, infelizmente, a endometriose é uma doença que pode tirar a vida de muitas mulheres. É uma doença que mata muitas meninas e mulheres indiretamente. É uma doença que leva muitas portadoras a morte indireta todos os dias. São as intercorrências de uma doença persistente, crônica e já considerada uma das 10 doenças mais dolorosas do mundo. Em agosto de 2016 perdemos nossa querida Priscila. Assim como a Suelen e a Priscila, infelizmente, muitas outras portadoras de endometriose já faleceram, seja numa mesa de cirurgia, ou foram a óbito após a cirurgia, ou até mesmo por conta de suicídio, já que a doença leva a uma alta taxa de depressão. Já escrevi no blog sobre o "Setembro Amarelo", que por coincidência é representado pela cor amarela, assim como nosso "Março Amarelo". Leia também o texto: "A endometriose pode matar?"
 A camiseta em homenagem à Suelen Ledesma,
que será usada por sua família
na EndoMarcha Campo Grande

A cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, irá marchar de camiseta preta e as outras 12 cidades com suas respectivas blusas, amarelas ou as oficiais da EndoMarcha 2017, e com uma fita preta amarrada no braço esquerdo. Levaremos também bandeiras pretas e cartazes com nome de Suelen. A família de Suelen confeccionou algumas camisetas em sua homenagem (imagem ao lado) e irá usá-las em Campo Grande. Faremos um minuto de silêncio antes da caminhada para lembrar nossas endoirmãs que já nos deixaram. Mesmo estando de luto a marcha continuará sendo uma manhã de troca de informação, com muito carinho e amor, e com uma troca de energia maravilhosa como nos anos anteriores. Cidades oficiais que receberão a 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose: São PauloRio de JaneiroBelo Horizonte  (MG), Campo Grande (MS), Brasília (DF), PortoAlegre (RS), CuritibaLondrina e Maringá   (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR). Você sabia que   "a saúde é um direito de todos e dever do Estado?"

Bom se você ainda não tinha motivo para se unir a nós, penso que reflita sobre o que acabei de escrever. Principalmente você, portadora, que tem uma filha ou você cuja mãe ou irmã tenha endometriose. Mulheres com parentes de primeiro grau com endometriose têm sete vezes mais chandes de desenvolver a doença. Precisamos lutar para que amanhã não perdemos mais Suelens e Priscilas. Precisamos lutar não só por nós, mas por esta geração de endomulheres que está chegando e pelas tantas outras que virão. Eu estou muito animada, empolgada e agradecida a Deus por Ele ter me enviado 11 coordenadoras e 1 coordenador que vestiram a camisa e que estão organizando brilhantemente a marcha em suas respectivas cidades. As melhores pessoas de cada cidade que Ele poderia ter me enviado. É uma grande emoção ver a realização de um sonho. Gratidão a todos! Obrigada por estarem conosco! Espero que em 2018 mais cidades se juntem à nossa corrente do bem da EndoMarcha Time Brasil. Beijo carinhoso! A capitã, Caroline Salazar

quarta-feira, 22 de março de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O IMPACTO DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE O CICLO MENSTRUAL!

imagem cedida por Free Digital Photos


O educador físico Renato Trevisan falou em seu primeiro artigo sobre a importância do exercício físico ser feito sob-medida para as mulheres devido seu ciclo menstrual. Confesso que até ler este texto eu não fazia ideia da importância de montar um treino com base no ciclo menstrual da mulher. Porém, há também o inverso: mulheres que malham pesado e que nem se dão conta de que isso pode prejudicar sua saúde reprodutiva. Não é difícil ouvir das "marombas" que elas não menstruam mais. Pois é, a ausência da menstruação a longo prazo desequilibra nosso organismo e faz um mal danado podendo levar à infertilidade e também à osteoporose. No texto de hoje a ginecologista e especialista em endometriose Graciela Morgado explica o impacto da atividade física no nosso ciclo menstrual. Uma coisa é certa: tudo na vida tem de ser feito com equilíbrio. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar


O impacto do exercício físico sobre o ciclo menstrual

A atividade física é uma aliada importante na prevenção de doenças e na saúde feminina. Porém, quando realizada em excesso, essa prática pode causar alterações no ciclo menstrual de uma mulher.

Feito de forma moderada, regularmente e com acompanhamento médico, o exercício físico pode contribuir para o alívio de alguns sintomas da endometriose, como as cólicas menstruais, e de alguns sintomas da TPM.

Por outro lado, exercício físico em excesso ou mesmo um treino mais pesado do que o corpo está acostumado pode causar um desequilíbrio no sistema endócrino, prejudicando a liberação de hormônios que estimulam a ovulação. A ausência de ovulação afeta a produção do estrógeno e da progesterona, provocando assim o desequilíbrio do ciclo menstrual ou até a amenorreia - ausência de menstruação.

Em longo prazo, a amenorreia pode gerar consequências relevantes para a saúde feminina como a infertilidade e a osteoporose, já que a falta de hormônios tem impacto na estrutura óssea da mulher.


Em casos de desequilíbrio menstrual e amenorreia é indicado que a paciente diminua a frequência da atividade física para que o ciclo se regularize sozinho. Se isso não acontecer, o médico poderá recomendar um tratamento de reposição hormonal para a regularização do mesmo.



Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:




Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

domingo, 19 de março de 2017

ENDOMARCHA 2017: FALTAM CINCO DIAS - DIA 25 ESTÁ CHEGANDO!! VENHA MARCHAR CONOSCO!

 Uma das nossas faixas de reivindicação e a logomarca oficial da EndoMarcha 2017

O que mais te assusta na endometriose? Quando falamos na estatística da doença os dados são chocantes. Segundo a estatística considerando mulheres apenas em "idade reprodutiva", que abrange idade de 15 a 45 anos, de acordo com último Censo, estima-se que 6 milhões de brasileiras sofrem com a doençal. Porém, e se eu te falar que este número pode ser ainda maior? Pois é sabemos que a endometriose atinge meninas independente da idade, desde a sua primeira menstruação, que pode ser aos 8, 9, 10, 12 anos, e não necessariamente, após 15 anos. Isso torna a estatística ainda mais assustadora. Já contamos a história da adolescente Claria Flaviane, do interior de São Paulo, que confirma que a endometriose não escolhe a mulher por idade.  

Estima-se que 2/3 das adolescentes que sofrem com dor pélvica crônica e dismenorreia  (dor durante a menstruação) têm endometriose. Destas 1/3 tem a doença de moderada a severa. A média mundial de diagnóstico é de 7 a 12 anos. Mas a realidade é que muitas demoram mais de 15, 20 anos para obter o diagnóstico. Nós precisamos dar um basta nisso. Mudar esta triste realidade está em nossas mãos. Dia 25 de março, no próximo sábado, junte-se a nós na 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose. Vamos juntas espalhar os sintomas e conscientizar a população sobre a endometriose? 

Neste dia cerca de 60 países estarão unidos em prol da endometriose. No mundo todo, mulheres portadoras da doença, seus familiares, seus amigos, médicos e pessoas interessadas na causa sairão às ruas. É dia 25 de março de 2017 será nosso dia! Na verdade manhã, pois no Brasil fazemos a EndoMarcha pela manhã. É uma manhã deliciosa, na qual encontramos amigos virtuais, conhecemos umas as outras, conversamos, trocamos figurinhas, além, claro, da troca daquele abraço gostoso e carinhoso. Treze cidades, de 11 diferentes estados, estarão presentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR). Você sabia que "a saúde é um direito de todos e dever do Estado?"

Se a sua cidade não estiver inscrita vá até uma mais próxima. Faça esse "sacrifício" por você mesma e participe da 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose.  Ainda não se inscreveu? O que está esperando! Clique aqui e faça já sua inscrição, é rápido e gratuito. Mas, atenção: se você já se  cadastrou nos anos anteriores, não precisa fazer de novo! Convide seus amigos, seus familiares, conhecidos, vizinhos. Todos juntos em benefício da saúde da mulher. A união faz a força e juntas somos mais fortes! Beijo carinhoso! A capitã, Caroline Salazar 

quinta-feira, 16 de março de 2017

PUBLIEDITORIAL: VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL TRATAR A ENDOMETRIOSE COM MEDICAMENTO PERSONALIZADO?


Por Caroline Salazar

Por muitos anos, a busca pelo medicamento manipulado se deu devido ao baixo custo. Porém, com os avanços da medicina e, principalmente, as descobertas acerca do sequenciamento genético e o conceito de tratamentos mais personalizados, a tendência é que cada vez mais, médicos optem e pacientes procurem por tratamentos que levem em consideração suas características individuais.

Desta forma, recebendo doses específicas, possíveis associações e vias de administrações mais adequadas, médicos e pacientes começam a trilhar um novo futuro para a medicina moderna.

Os medicamentos manipulados são personalizados de acordo com as particularidades de cada paciente, ou seja, eles são produzidos sob medida para você. Podem ser feitos na forma de cápsulas, sachês, pastilhas, gomas, géis e cremes transdérmicos.

Nos últimos 25 anos a indústria farmacêutica retirou milhares de medicamentos do mercado, muitos deles por razões econômicas. Estes medicamentos eram eficazes e importantes para vários pacientes e a farmácia de manipulação tornou-se este novo canal.

Quando falamos de endometriose, a farmácia de manipulação dispõe de tratamentos específicos, em especial, pela via vaginal, que além de agir diretamente no foco da dor, ainda tem a vantagem de desencadear menos efeitos adversos em relação aos tratamentos convencionais. O veículo que possibilita tudo isto chama-se Pentravan®, que é um creme transdérmico da Fagron, que possibilita a passagem de fármacos da pele para a corrente sanguínea, com diversos estudos científicos, o qual abordarei num próximo artigo.

Para comprar um medicamento na farmácia de manipulação é preciso ter receita médica, na qual estará indicado o princípio ativo necessário e a dose recomendada para cada paciente. Desta forma, o farmacêutico irá preparar a formulação na concentração e tempo exato de tratamento, evitando o desperdício e a automedicação. Cada medicamento é único e só deve ser utilizado individualmente por cada paciente. A medicina personalizada permite que o elo entre o médico e o farmacêutico proporcione maior efetividade nos tratamentos e maior qualidade de vida para o paciente. Converse com seu especialista a respeito.

Para garantir a excelência da medicina personalizada, a Fagron atua há 26 anos no mercado. Presente em mais de 30 países, e com produtos comercializados em cerca de 60, a multinacional holandesa tem como missão a inovação e a otimização do tratamento farmacêutico personalizado. Certificada pela ANVISA e inspecionada pelo órgão norte-americano FDA, atende as rigorosas regras nacionais e americanas no que se refere às boas práticas farmacêuticas. São mais de 300 farmacêuticos no mundo todo buscando incansavelmente novos ingredientes que farão a diferença na vida de milhares de pessoas.

Afinal, cada ser humano é único e é assim que deve ser tratado.
Mais informações acesse: https://br.fagron.com/pt-br

*Os produtos Fagron são isentos de insumos tóxicos ou controversos como, petrolatos, propilenoglicol, parabenos, corantes, 1,4-dioxano entre outros.

quarta-feira, 15 de março de 2017

ENDOMARCHA 2017: FALTAM 10 DIAS PARA A 4ª EDIÇÃO DA MARCHA PELA CONSCIENTIZAÇÃO DA ENDOMETRIOSE!!

 Uma das nossas faixas de reivindicação e a logomarca oficial da EndoMarcha 2017

Mesmo vivendo em pleno século 21, nós, portadoras de endometriose, ainda sofremos muito preconceito da sociedade. Sofrer de dores incapacitantes, daquelas onde não sabemos onde começa ou termina, já é um martírio, imagine como é conviver com pessoas duvidando de você e te julgando o tempo todo, te chamando de hipocondríaca e de viciada em analgésicos? Infelizmente a endometriose ainda não é levada a sério pelos nossos governantes, por muitos profissionais de saúde que dirá dos leigos. Essa incompreensão, muitas vezes, leva a portadora à depressão. E todo mundo sabe que a depressão pode levar ao suicídio. Infelizmente há muitas endomulheres dando fim em suas vidas por conta da falta de apoio, muitas se sentem sozinhas mesmo residindo com outras pessoas. Esse tema ainda vai render outros posts no blog, mas já escrevi sobre isso no texto Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio e sua relação com a endometriose). 

As pessoas só irão parar de ser ignorantes sobre a endometriose quando passarmos a conscientizar mais e mais pessoas sobre a doença. Espalhar essa conscientização é um dos objetivos da EndoMarcha 2017 - 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose, que será realizada no próximo dia 25 de março. Durante todo o trajeto distribuímos flyers com os sintomas da doença, pois é a partir deles que as mulheres desconfiam que possam ter  ou não a  enfermidade. Além de espalhar os sintomas da endometriose, é nosso dia de luta em 2017, dia que reivindicamos nossos direitos. A endometriose é uma doença crônica e precisa ser levada a sério como tal, e suas portadoras têm de ter os mesmos direitos de qualquer outro portador de doença crônica. Já falei sobre a importância de lutar por políticas públicas para as endomulheres e também porque precisamos ir às ruas no próximo dia 25 de março

E você, o que está esperando?! Quer continuar invisível para a sociedade? Chegou o momento de a gente se unir, de mostrar nosso rosto, soltar nossa voz que está engasgada em nossas gargantes e também é dia de se encontrar com aquela amiga que a endometriose te aproximou virtualmente. É uma manhã muito agradável. Junte-se e a nós e venha marchar conosco na EndoMarcha 2017. Chega de silêncio, chega de ser invisível. 13 cidades, de 11 diferentes estados, estarão presentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR). Clique aqui e faça já seu cadastro, é rápido e gratuito. Convide seus amigos, seus familiares conhecidos, vizinhos. Todos juntos em benefício da saúde da mulher. A união faz a força e juntas somos mais fortes!  

Se você tem uma empresa e quer patrocinar a EndoMarcha em alguma cidade, entre em contato comigo endomarch.brazil@gmail.com. Beijo carinhoso! A capitã, Caroline Salazar 

segunda-feira, 13 de março de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR ALYSSON ZANATTA!

A partir deste mês teremos a participação do doutor Alysson Zanatta também na coluna “Com a Palavra, o Especialista” respondendo as dúvidas das leitoras. Em sua estreia, o doutor Alysson responde a dúvida da leitora Gilmara Barbosa, do Espírito Santo, que quer saber de uma maneira simples como surge a endometriose? Qual a visão do doutor Alysson sobre a causa da doença? Todos os dias recebemos pelo menos uma mensagem sobre essa questão, pois há ainda muitas dúvidas sobre o assunto, principalmente, às endomulheres que acabaram de ser diagnosticadas. Já a segunda questão é uma dúvida que recebo quase semanalmente: videolaparoscopia x cirurgia robótica. Qual a diferença entre elas? A leitora Moema Migliori, que mora nos Estados Unidos, vai operar pela robótica e quer saber o que difere uma cirurgia da outra. Esta técnica é bastante difundida nos Estados Unidos e vem sendo adotada por alguns médicos no Brasil. E você, qual sua dúvida sobre endometriose e ou saúde da mulher? Lembrando que esta coluna não substitui a consulta médica e nenhum médico aqui indica tratamento ou o que seu médico deverá fazer pelo blog. Se você tem alguma dúvida, que seja algo que vai ajudar também outras mulheres, envie para o email carolinesalazar7@gmail.com com o título “Com a Palavra, o Especialista”. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

- Dr Alysson acompanho suas postagens no blog e sua visão sobre a doença é bem diferente da maioria dos médicos. Explica pra gente a seu ver como a doença surge e o que te fez ir seguir esta linha de pensamento? Gilmara Barbosa – Vila Velha, Espírito Santo
Doutor Alysson Zanatta: Olá Gilmara, obrigado pela pergunta. Tive a felicidade de ter grandes mestres, entre eles  doutor Ricardo Pereira e doutor David Redwine, que acreditam que a doença tem uma origem embrionária e que ela não seja causada pela menstruação. Isso faz toda a diferença na maneira que tratamos as pacientes, pois nós, médicos, buscamos o melhor de acordo com o que acreditamos.
Dessa forma, busquei, juntamente com meus colegas, me dedicar ao tratamento cirúrgico de remoção máxima da doença. E pude observar, ao longo desses 10 a 15 anos, o quanto ele pode ser efetivo para aquelas mulheres com endometriose que precisam da cirurgia. E mais que isso, o quanto é gratificante e recompensador observar a melhora na qualidade de vida das mulheres, e as altas taxas de gestação para aquelas mulheres que não conseguiam engravidar. Quando tratamos  uma doença e vemos resultados positivos, seguimos nesse caminho.
Dizer que endometriose vem da menstruação é propagar um fato sem comprovação científica. É culpar a mulher pela sua doença. É justificar antecipadamente as falhas de tratamento, sejam medicamentosas ou cirúrgicas. É impedir avanços reais. É a maior tragédia da endometriose.

– Qual a diferença entre a videolaparoscopia e a cirurgia robótica? A minha será robótica e gostaria de saber as diferenças e qual sua opinião sobre este tipo de cirurgia. Moema Migliore – Estados Unidos
Doutor Alysson ZanattaA cirurgia por videolaparoscopia prevê que a cirurgia seja realizada por punções de 5-10mm por onde são introduzidos instrumentos cirúrgicos e ótica para transmissão de imagem a um monitor. A cirurgia robótica vale-se dos mesmos princípios, com a diferença que os instrumentos cirúrgicos estão acoplados a braços robóticos, que reproduzirão os movimentos do cirurgião que estará sentado operando em um console.
A cirurgia robótica é bastante disseminada nos Estados Unidos, e vem ganhando espaço no Brasil. Seus custos são mais elevados, há necessidade de mais punções abdominais. Por outro lado, há mais conforto para o cirurgião, o que pode fazer a diferença em procedimentos mais longos.
Acredito que, em se fazendo a remoção máxima da endometriose, ambas são benéficas. Cabe a cada médico, de acordo com sua melhor experiência em cirurgia laparoscópica ou robótica, escolher a melhor opção.


Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e Professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta).