quinta-feira, 28 de abril de 2016

4 MILHÕES DE ACESSOS DO A ENDOMETRIOSE E EU! OBRIGADA PELA AUDIÊNCIA!



Hoje é um dia muito especial para toda equipe do A Endometriose e Eu! Alcançamos a marca recorde de 4 milhões de acessos! Meu Deus, sabe quando imaginei que chegaríamos tão longe? Nunca!! hahaha Em seis meses conseguimos um milhão de acessos! Sinceramente nunca imaginei que um sincero desabafo chegaria até aqui. Que milhões de mulheres se identificariam com minhas dores, com a incompreensão da sociedade, com o diagnóstico extremamente tardio. Em primeiro lugar agradeço todos os leitores (sim no masculino, pois temos leitores homens também), todos que acessam o blog, pois sem vocês o blog não chegaria aos 4 milhões de acessos. E batemos esta marca no mês de aniversário do blog! Cerca de 75% dos leitores do blog são mulheres e 25% homens. Juro que fico emocionada quando a portadora fala "foi meu marido que me mostrou seu blog". Em segundo lugar meu agradecimento especial aos colaboradores-voluntários do blog. Todos que escrevem aqui são voluntários e acreditaram no trabalho que comecei a fazer seis anos atrás. Ter essa confiança não tem preço. Nós fazemos uma corrente do bem, uma corrente a favor da vida feminina, uma corrente que salva vidas no mundo todo levando informações preciosas.  

Cada texto é pensado e repensado para levar informação de qualidade às endomulheres, aos endomaridos e à toda família das portadoras de endometriose. A mensagem de fé, de esperança e de perseverança que o blog passa faz o sucesso de cada artigo postado aqui. O A Endometriose e Eu é um grande amigo das portadoras de endoemtriose. Aqui elas encontram consolo, o blog acalenta corações aflitos e desesperançosos. Por isso, cada comentário, cada compartilhamento é uma grande emoção para todos nós. Nunca imaginei que este trabalho despretensioso, acalentaria tantos corações, que renovaria a esperança e a fé de muitas mulheres. Agradeço a Deus por esta oportunidade, por Ele ter me dado a sabedoria das palavras e por ter encontrado no meio do caminho pessoas maravilhosas que hoje são colaboradores fundamentais no blog. Agradeço também todos os dias tudo que passei, todo sofrimento, pois sem meus obstáculos eu não teria idealizado o blog. Hoje, a homenagem é para todos que fazem do blog, o mais lido do mundo sobre endometriose

Nossa missão: educar e conscientizar a família da portadora e toda a sociedade acerca da endometriose. Dar suporte, acolher, aconselhar e acalentar as pessoas que nos procuram, seja portadora, como também seus familiares. E nossa principal missão além de passar a informação correra sobre a doença é tornar a endometriose uma doença reconhecida como social e de saúde pública pelos nossos governantes. Ter leis para que as portadoras passam a ter seus direitos como todo cidadão tem por direito. Vamos continuar com fé, caminhando juntos, com bondade, com generosidade e muita honestidade. Porque tudo que é honesto dá certo, vai pra frente. Agradeço a Deus e a todos pelo blog ser hoje referência mundial em endometriose! Beijo carinhoso!! Caroline Salazar e equipe!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

6 ANOS DE BLOG! "ENDODICAS": CINCO DICAS DE COMO ALIVIAR CÓLICAS E DORES ABDOMINAIS!


Por Caroline Salazar

Voltei firme e forte a escrever artigos. Ebaaa! Quero escrever pelo menos um por mês. Com a coluna “EndoDicas” vou dar preciosas dicas de como conviver e viver melhor mesmo tendo endometriose, principalmente, para quem sente as dores da doença. Já falamos a respeito de como aliviar asdores nas pernas, aquela sensação de cansaço que temos, hoje quero falar sobre como aliviar as dores abdominais. Vou dar algumas dicas do que eu fazia para aliviar (ou ao menos tentar!) as minhas dores abdominais, seja cólicas ou intestinais. Para não ficar muito grande hoje vou dar cinco dicas e aos poucos vou falando mais sobre este assunto.

- Relaxamento: infelizmente nós, endomulheres, temos muita insônia, não é mesmo? Eu sofria horrores e ainda hoje durmo bem pouco. Quando bater aquela cólica chata, aquela dor ardidinha ou latente tente relaxar. Se der para deitar bem, se não der tente ao menos colocar as pernas para cima, de preferência com as panturilhas sobre uma almofada e ou um travesseiro, e faça um exercício de respiração que é batata para relaxamento: expire e inspire longamente e bem devagar. Faça uma série de 10 repetições, descanse uns minutos e volte novamente. Comece com uma série e vá aumentando aos poucos conforme sua evolução. Eu aprendi esse exercício de respiração quando fiz minha fisioterapia uroginecológica na Unifesp e sempre foi batata em aliviar as dores, especialmente, as musculares e, de quebra, ainda acalmava a cólica também.  

- Bolsa de água quente: nossa grande aliada quando estamos com cólicas, principalmente, quando já tomamos analgésicos. O calor da água relaxa a musculatura amenizando as contrações uterinas. Não tome medicamento sem a prescrição de seu especialista.

- Chás: Quando tinha cólicas (sim, eu vivo sem elas há quase 4 anos J) sempre tomava chá de camomila ou de hortelã, pois essas  ervas ajudam a relaxar e a acalmar dores abdominais, dentre elas, as cólicas e as dores de estômago. A camomila, por ser calmante, também ajuda a melhorar as dores de cólicas intestinais. Para quem gosta de canela, como eu, ela também é uma boa pedida, pois a canela age como analgésico ajudando a controlar as dores da cólica.

- Evite alimentos gordurosos e bebidas gasosas: Investir numa alimentação saudável com mais frutas, legumes e verduras também é uma boa pedida. Alimentos enlatados, gordurosos e com muita gordura trans, como frituras e hambúrgueres, além de aumentar nossa gordura abdominal, aumentam a produção de hormônio aumentando a contração do útero. Evitar bebidas gasosas também é uma valiosa dica para quem sofre com as temidas cólicas.

- Pratique exercício físico: eu sei muito bem que quem sofre com cólicas, dependendo do grau da dor, mal consegue se mexer. Mas falo por experiência própria, uma simples caminhada leve melhora e muito as dores da cólica. O Pilates também é um grande aliviado, pois além de relaxar a musculatura há também o trabalho de respiração durante os exercícios. Eu amo Pilates. Acho uma atividade que contribui e muito para o fortalecimento muscular, a manter a postura correta e a relaxar.

Quem tiver outras dicas podem deixar nos comentários. Lembrando que nosso especialista tem de ficar a par de tudo que acontece com a gente. Não faça nada, não tome nada sem o consentimento de seu médico. Importante lembrar que as cinco dicas que escrevi funcionou comigo, mas cada organismo poderá reagir de uma forma. Beijo carinhoso!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

6 ANOS DE BLOG! DAVID REDWINE: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ADENOMIOSE!

Já falamos sobre a adenomiose algumas vezes na coluna "Com a Palavra, o Especialista" e abordamos o que é, os sintomas, o diagnóstico e como é o tratamento aqui na do doutor David Redwine. Porém este é um tema que ainda gera muitas dúvidas nas portadoras de endometriose. Por isso no texto de hoje vamos muito além das questões básicas.  Além dos sintomas, as causas e o tratamento, vamos abordar a diferença entre adenomiose e endometriose, o que causa a adenomiose, se as adolescentes também podem ter a doença e a adenomiose compromete a infertilidade estão entre as perguntas do texto. O médico e cientista americano irá sanar todas as suas dúvidas sobre adenomiose. Ele também fala sobre os análogos e se algum medicamento erradica a adenomiose. Mais um texto exclusivo do A Endometriose e Eu que vai te ajudar a esclarecer ainda mais sobre adenomiose e endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Entrevista em inglês: Libby Hopton 
Tradução: doutor Alysson Zanatta
Edição: Caroline Salazar


A adenomiose é normalmente considerada uma doença cujo início dos sintomas ocorre mais tardiamente do que a endometriose, e que acomete tipicamente mulheres acima dos 30 anos de idade, especialmente aquelas que já engravidaram.

Libby Hopton: O que é adenomiose?

David  Redwine: Adenomiose refere-se ao tecido glandular presente no músculo uterino, onde ele não deveria existir. O tecido glandular assemelha-se ao tecido glandular que reveste o endométrio (a cavidade uterina). Nós não sabemos o que essas glândulas secretam, mas presumivelmente as secreções são irritativas da mesma maneira que as secreções glandulares da endometriose o são. A adenomiose pode ser difusa, como cupins em uma parede, ou pode ser encontrada na forma de um nódulo delimitado chamado adenomioma. Esse é demonstrado na fotomicrografia anexa. Em latim, o plural de adenomioma é adenomiomata.
Figura 1. Adenomiose difusa na parede posterior do útero.


LH: Quais são os sintomas da adenomiose?

DR: Como a adenomiose é uma doença que envolve a parede muscular do útero, os principais sintomas da adenomiose são cólicas uterinas, especialmente durante o ciclo menstrual. Algumas mulheres com adenomiose podem ter cólicas ao longo de todo o mês, apesar de ainda agravadas durante a menstruação. Quando o útero dói, a dor pode irradiar-se para a região lombar baixa, para a parte baixa da barriga, e abaixo na região frontal das pernas. Durante o exame ginecológico, o útero pode estar doloroso ao toque, especialmente quando os sintomas da adenomiose são severos. Se a palpação do útero reproduzir de alguma maneira a dor que a mulher sente, isso então apontará um dedo em direção ao útero como o causador de pelo menos parte da dor, e a adenomiose será a principal candidata. Como o útero é tocado durante a relação sexual, algumas mulheres com adenomiose podem ter relações sexuais dolorosas. Um útero doloroso também modifica-se com o enchimento ou esvaziamento da bexiga ou do reto, e portanto, a micção e a evacuação dolorosas também poderão ser sintomas da adenomiose. Assim, a adenomiose tem vários sintomas em comum com a endometriose, e isso pode causar confusão no diagnóstico. Uma das características que difere a adenomiose da endometriose é que a adenomiose pode eventualmente causar fluxos menstruais intensos ou irregulares. Já a endometriose raramente causará desarranjos no ciclo menstrual.

LH: Por que você acha que o início dos sintomas da adenomiose se dá mais tardiamente do que a endometriose, e isso é o que sempre ocorre?

DR: Como a cólica uterina é o sintoma clássico da adenomiose, e como muitas mulheres com endometriose podem ter cólicas durante o fluxo menstrual mesmo no início da adolescência, há uma sobreposição deste sintoma da adenomiose com a endometriose que pode tornar difícil saber quando exatamente a adenomiose começou a se desenvolver. Por outro lado, está claro que a endometriose pode ser diagnosticada pela laparoscopia no início da adolescência (ou mesmo nos fetos, de acordo com os trabalhos de Signorile), enquanto o diagnóstico da adenomiose por ressonância magnética (a maneira mais precoce de se diagnosticar a doença sem a realização de histerectomia) seria incomum antes dos 20 anos de idade e mais comum após essa idade. Portanto há alguma evidência que a adenomiose manifesta-se mais tardiamente que a endometriose, mas isso não seria simplesmente porque a adenomiose mais precoce (e portanto menor) não poderia ser vista aos exames porque ela é muito pequena? Apesar da adenomiose costumar ser diagnosticada mais tardiamente do que a endometriose ao longo da vida, isso não significa necessariamente que ela tenha se iniciado após a endometriose. Como a adenomiose geralmente necessita da realização de histerectomia para seu diagnóstico, significa que o diagnóstico será comumente retardado por dois motivos:

1. até que a mulher tenha todos os filhos desejados;

2. após todas as medidas médicas ou cirúrgicas conservadoras terem se esgotado. E como os sintomas da adenomiose são de alguma forma parecidos com os da endometriose, não seriam alguns dos sintomas da adenomiose sub-diagnosticados pela sobreposição dos sintomas da endometriose, a qual chama mais a atenção porque é mais fácil de se diagnosticar?

LH: A adenomiose deveria ser considerada como possível causa de dor em pacientes jovens que tenham dor uterina, incluindo as adolescentes?

DR: Sim, apesar de haver pouco a se fazer, porque as adolescentes geralmente ainda não engravidaram e também não tentaram outras formas de tratamento conservador.

LH: Você acha que a associação entre adenomiose com gravidez pregressa e idade mais tardia de início dos sintomas é correta, ou função de um viés de seleção (isto é, mulheres que são mais velhas e que completaram suas famílias são mais propensas a optarem pela histerectomia e receberem portanto o diagnóstico confirmado por biópsia)?

DR: Eu acredito no viés de seleção. Uma coisa que aprendi durante a faculdade de Medicina e na especialização era que a adenomiose seria mais comum em mulheres que já tiveram filhos, mas como o diagnóstico necessita de histerectomia, isso concentraria o diagnóstico em faixas etárias mais avançadas.

LH: O que causa a adenomiose em sua opinião? A adenomiose tem origem embrionária ou poderia também ser plausivelmente uma condição adquirida, como naqueles casos de sintomas que surgem após uma gestação?

DR: Eu acho que a adenomiose tem origem embrionária, assim como a endometriose também parece ser embrionária. De fato, a teoria da Mülleriose, o melhor modelo para explicar a origem da adenomiose, é na verdade um conceito antigo que pode incluir a adenomiose como uma prima da endometriose (leia o texto Mulleriose: A melhor teoriapara a origem da endometriose).

LH: Você acha que o tipo de tecido do local da doença (músculo uterino) pode ter algo a ver com o surgimento mais tardio das dores em comparação à endometriose?

DR: Essa é uma boa pergunta. A endometriose começa no peritônio, que é muito fino e tem uma grande inervação. A adenomiose começa no músculo uterino próximo ao endométrio, o revestimento uterino. O músculo uterino é mais grosso, mas também tem fibras nervosas. Portanto, poderia supor-se que uma doença glandular secretora de substâncias irritativas sobre o peritônio como a endometriose poderia causar dores mais precocemente do que pequenas glândulas que se formam na parede muscular do útero. Mas aí nós retornamos às primeiras questões acima – não se iniciaria a adenomiose no mesmo momento que a endometriose, causando sintomas similares, mas que seria mais difícil de se diagnosticar e causar a impressão de ter se iniciado mais tardiamente?

LH: A adenomiose também comprometeria a fertilidade?

DR: A adenomiose foi relacionada à infertilidade em macacos, portanto ela também pode comprometer a fertilidade em humanos. Algumas mulheres com adenomiose e infertilidade podem gestar após a remoção de parte de sua adenomiose.

LH: Hormônios ou a histerectomia são normalmente oferecidos como formas de tratamento da adenomiose. Obviamente, nem todas as mulheres com sintomas incapacitantes estarão preparadas para a remoção cirúrgica do útero, e os tratamentos hormonais não são bem tolerados por muitas, além de não ser uma opção para aquelas que estiverem tentando engravidar. Há alguma outra opção cirúrgica possível para o tratamento da adenomiose sintomática?

DR: Há vários procedimentos conservadores que podem ser realizados em um esforço para se manter o útero e para reduzir a dor da adenomiose. Um adenomioma isolado pode ser removido cirurgicamente, da mesma forma que um mioma. A principal diferença na remoção de um adenomioma comparado ao mioma é que este destaca-se do útero facilmente, como uma pérola retirada de uma gelatina. O adenomioma não é tão bem delimitado e pode invadir o músculo adjacente, e portanto fica mais difícil removê-lo porque as fibras musculares tendem a se misturar com aquelas do tecido adjacente. Um problema na remoção do adenomioma é que frequentemente pode haver mais adenomiose difusa presente em outros locais do útero, e a doença remanescente poderá continuar a causar sintomas. Para superar esse problema, Osada desenvolveu um procedimento para a remoção de mais tecido muscular do útero. Isso é feito por laparotomia, e mais informações sobre o procedimento, incluindo vídeos cirúrgicos e depoimentos de pacientes, podem ser vistos em www.infertile.com. Um outro procedimento que pode beneficiar as pacientes de alguma forma é a neurectomia pré-sacral (NPS) na qual são cortados os nervos que carregam as sensações de cólicas uterinas. Esse é um procedimento simples que pode ser feito por laparoscopia. Apesar de sua eficácia ter sido demonstrada em um estudo clínico randomizado, ele funciona menos em mulheres que têm a adenomiose como causa de sua dor uterina. O motivo pelo qual se sabe isso é que se a NPS não tiver sucesso em aliviar as dores uterinas, e se a paciente passar depois por uma histerectomia, haverá uma alta prevalência de adenomiose ao estudo microscópico do útero. Um dos motivos pelo qual a NPS pode falhar é que o útero acometido pela adenomiose pode estar também secretando substâncias químicas inflamatórias. Essas substâncias podem irritar as cavidades pélvica e abdominal, resultando em sintomas semelhantes à síndrome do intestino irritável (SII), assim como serem levadas a todo o corpo e causarem sintomas como fadiga, febre de baixo grau, e dores musculares e nas articulações.

LH: Quão relacionadas estão a adenomiose e a endometriose? Qual a frequência que elas ocorrem simultaneamente nesses estudos? Existe uma relação direta entre adenomiose e endometriose invasiva?

DR: Ambas adenomiose e endometriose são relacionadas a diferenciação e migração aberrantes dos ductos de Müller. Os ductos de Müller são o substrato fetal dos órgãos genitais internos femininos. Um problema na diferenciação e migração dos ductos de Müller durante a formação embrionária poderia ser a causa de ambas as doenças. É difícil saber qual a frequência de associação das doenças porque a maioria das mulheres que eu operei não desejavam a histerectomia, portanto eu não tinha nenhuma maneira de saber a real incidência da adenomiose em mulheres com endometriose. Em mulheres que não responderam à cirurgia conservadora (nota do tradutor: sem a remoção do útero) e nas quais eventualmente se realiza uma histerectomia, a adenomiose possivelmente está presente em mais de 50% dos casos. Pode haver uma relação entre endometriose e adenomiose avançadas, porque eu encontrei uma associação de ambas muito frequentemente. De fato, a endometriose profunda invasiva costumava ser chamada de adenomioma porque a endometriose invasiva assemelha-se à adenomiose quando avaliada ao microscópio.

LH: A adenomiose e a endometriose são essencialmente a mesma condição apenas com localizações diferentes, ou elas também são histológica e morfologicamente diferentes?

DR: Essa pergunta é certamente Zen. Eu acho que elas são tão fortemente relacionadas que poderiam ser consideradas idênticas, exceto quanto à localização. Isso é especialmente evidente quando se considera a endometriose invasiva e a adenomiose. A endometriose invasiva e a adenomiose severa são praticamente idênticas sob o microscópio, e ambas podem ser muito semelhantes quando observadas a olho nu.

LH: Quando uma mulher passa por uma histerectomia devido à suspeita de adenomiose e a sua biópsia pós-operatória é negativa para a doença, qual seria a explicação possível?

DR: Mesmo um útero “normal” pode causar dores por motivos que não compreendemos completamente, situações nas quais todas as biópsias seriam negativas para adenomiose, mesmo que a paciente apresente os sintomas clássicos. Além disso, se no esforço para se diagnosticar a adenomiose for obtida uma biópsia da parte interna do útero, é possível que a biópsia deixe de diagnosticar a doença escondida em algum outro lugar da parede muscular do útero. Se houver um crescimento óbvio do útero ou uma descoloração hemorrágica de sua superfície, a biópsia poderá demonstrar adenomiose. Mas em muitos casos de adenomiose, a superfície do útero aparenta normalidade, e a biópsia pode ser muito rasa a ponto de não diagnosticar a doença corretamente. Quando o útero é removido, o patologista tem uma grande quantidade de tecido para trabalhar. O procedimento normal para o patologista é obter várias amostras de toda a espessura da parede muscular do útero, assim como amostras de nódulos, irregularidades ou áreas de descoloração que sejam óbvias. Essas áreas são avaliadas com o microscópio na busca de adenomiose. Se o resultado for negativo, o cirurgião pode solicitar ao patologista que avalie mais tecido uterino para estudos microscópicos adicionais. Esses passos reduzem enormemente a possibilidade de que a adenomiose não seja detectada.

LH: As camadas musculares da parede uterina são igualmente suscetíveis ao desenvolvimento da adenomiose, ou a doença tende a se localizar em uma porção específica do músculo? Caso positivo, porque isso aconteceria?

DR: A parede posterior do útero é geralmente mais afetada, portanto a distribuição da adenomiose não é aleatória. O acometimento da parede posterior do útero seria explicado por problemas na diferenciação e migração dos ductos de Müller em sentido distal na pelve posterior, deixando células de endometriose mais comumente no fundo de saco (nota do tradutor: região atrás do útero, entre o útero e o intestino) e a adenomiose mais comumente na porta ao lado, na face posterior do colo uterino. Cuthbert Lockyer ilustrou isso em uma publicação há quase um século atrás.

Figura 2. Adenomioma (adenomiose e endometriose invasiva) do espaço reto-vaginal. Visão
microscópica de corte sagital. 


Este é um desenho de espécime cirúrgico – o útero foi removido juntamente com um segmento do reto (intestino) preso a si. O espécime foi cortado ao meio e representa o que é chamado um corte sagital. Neste desenho, podemos ver o útero como um órgão branco à esquerda e o reto como uma estrutura oca à direita. Entre o útero e o reto encontra-se uma área de endometriose profunda invasiva que resultou na obliteração completa do fundo de saco. O reto está acometido por um nódulo, demonstrado como se fosse um tumor branco arredondado. Notem que fibras de tecido estendem-se desde a lesão de endometriose até a face posterior do colo uterino e parede uterina posterior. Isso representa adenomiose na parede uterina posterior. Notem também que Lockyer estava usando para a lesão o termo du jour – adenomioma – para o qual muitos cirurgiões hoje identificariam como endometriose profunda invasiva.

LH: Qual a diferença entre adenomiose focal (adenomioma) e adenomiose difusa? Qual variação é a mais comum? Essas duas variantes são tratadas da mesma forma?

DR: A adenomiose focal ou adenomioma é menos comum que a adenomiose difusa. Essas duas variações são ilustradas acima. Os adenomiomas focais podem ser removidos cirurgicamente, como discutido previamente. A adenomiose difusa pode ser removida pelo procedimento de Osada ou por histerectomia. Não há nenhum remédio que possa erradicar a adenomiose, apesar da supressão da produção de estrogênios ser capaz de reduzir os sintomas enquanto a paciente estiver usando medicação.

LH: Por que a adenomiose não é normalmente diagnosticada pela ultrassonografia ou ressonância?

DR: Para que alguma doença apareça nos exames, é necessário que ela tenha ou um volume suficiente ou uma diferença suficiente de densidade em relação ao tecido adjacente. Quanto menor for essa doença, menos provável que seja detectada ao exame de imagem. Os exames têm dificuldade em detectar lesões menores que 0,5 cm. A densidade de uma doença comparada ao tecido adjacente também é importante. Por exemplo, uma pequena pérola suspensa em gelatina de limão será vista mais facilmente do que gelatina de framboesa suspensa em gelatina de limão.

LH: Os ginecologistas deveriam evitar propor histerectomia para mulheres mais jovens com dor uterina?

DR: Se todos os tratamentos médicos e cirúrgicos conservadores tiverem sido tentados, ou explicados e rejeitados, então na minha opinião não há motivo para evitar a opção de histerectomia para uma mulher de qualquer idade, cuja vida tornou-se miserável devido a supostos sintomas uterinos, sejam esses devidos à adenomiose ou a qualquer outro fator. A paciente mais jovem na qual realizei uma histerectomia tinha 21 anos de idade. Nos Estados Unidos leis federais proíbem a discriminação baseada em idade.

LH: Em sua opinião e experiência, há coisas do tipo como “muito jovem para realizar uma histerectomia”?

DR: Dizer que alguém é “muito jovem” para realizar uma histerectomia é ser paternalista, além de limitar as opções terapêuticas disponíveis para a paciente, e reduzir a paciente à uma criança. Os médicos não precisam assumir o papel de pais quando tratarem suas pacientes. A principal função do útero é gestar. Mulheres que tiveram histerectomia, mas que ainda tenham pelo menos um ovário podem doar óvulos para que sejam fertilizados por seu parceiro masculino e a gravidez resultante seja levada em um útero de doadora. A disponibilidade de técnicas de reprodução assistida abrandou os efeitos da histerectomia, e reduziram, portanto, a preocupação de que uma paciente seja “muito jovem”.

LH: Existe algum papel para uso de análogos de GnRH, como o Lupron, no tratamento da adenomiose sintomática?

DR: O Lupron demonstrou redução dos sintomas da adenomiose e um pouco do tamanho do útero se ele estiver aumentado pela adenomiose. Quando a medicação é interrompida, o útero pode recuperar o seu tamanho inicial e os sintomas retornarem rapidamente. O análogo pode ser um desperdício de tempo sintomática e muito caro.

LH: Em relação à histerectomia como um tratamento definitivo para a adenomiose, ela teria algum efeito adverso no prazer sexual e na habilidade de ter relações sexuais?

DR: Os estudos mostraram que após a histerectomia as mulheres têm relações sexuais mais frequentemente, com maior prazer, orgasmos mais frequentes, e orgasmos mais prazerosos. Isso ocorre porque a histerectomia é realizada primariamente com o objetivo de tratamento de sintomas uterinos, como dor e sangramento. Esses sintomas geralmente vinham atrapalhando a paciente por meses ou anos, interferindo com sua vida diária e vida sexual. Quando a causa do problema é removida, as pacientes melhoram em todos os aspectos. As mulheres podem passar a ter orgasmos múltiplos após a histerectomia. Se, antes da cirurgia, a mulher tinha sensações prazerosas de contrações uterinas junto com os orgasmos, então essa sensação irá embora. Porém, muitas mulheres relatam contrações uterinas dolorosas com o orgasmo, e então a presença do útero atrapalha essas pacientes. Há muitos outros músculos pélvicos e abdominais além do útero envolvidos no orgasmo, assim como a descarga simpática, e portanto, o orgasmo feminino não tem que necessariamente ser centrado no útero.

LH: Há alguma razão para se realizar uma histerectomia subtotal nessas pacientes (não retirar o colo uterino)?

DR: Os estudos têm demonstrado que, qualquer que seja o motivo pelo qual tenha sido realizada uma histerectomia subtotal, ela não tem nenhuma vantagem sobre a histerectomia total (quando todo o útero é retirado, incluindo o colo) em relação ao suporte pélvico ou função sexual feminina. O colo remanescente pode causar problemas e precisar ser removido no futuro. Eu tive que remover muitos colos uterinos remanescentes ao longo dos anos devido à dor, endometriose persistente, tecido cicatricial, e obstruções intestinais relacionadas a aderências entre o intestino e o colo.

LH: Quais são as possíveis complicações a curto e longo prazo da histerectomia?

DR: Histerectomia refere-se à remoção do útero. Os ovários não são removidos quando é realizada apenas a histerectomia. Quando a paciente adequada é selecionada para cirurgia de acordo com seus sintomas e recebe o tratamento cirúrgico adequado, não há efeitos adversos a curto ou a longo prazo da histerectomia, a menos que haja alguma complicação cirúrgica. As complicações cirúrgicas são possíveis em qualquer cirurgia e se encaixam em três categorias: sangramento, infecção, e lesão a outros órgãos. O sangramento faz parte de qualquer cirurgia e os cirurgiões sabem como controlar o sangramento durante a cirurgia. O sangramento pós-operatório felizmente é raro e pode parar espontaneamente por si só, ou necessitar de reoperação para trata-lo. Muitos sangramentos pós-operatórios ocorrem no primeiro ou segundo dia após a cirurgia, apesar que eu tive uma paciente que teve um sangramento significativo duas semanas após uma histerectomia. A infecção também é rara. As bactérias gostam de locais quentes, escuros e úmidos, e crescem bem no meio do sangue. Eu sempre deixaria um dreno na cavidade após uma histerectomia para que qualquer fluido sanguinolento seja drenado e diminua os riscos de infecção. A minha taxa de infecção entre pacientes com histerectomia foi menor que 0,5%. Estudos com homens mais velhos portadores de outras doenças demonstraram que o uso de antibióticos pré-operatórios pode reduzir a taxa de infecção para 5%, então o governo federal decidiu que eles dariam mais dinheiro aos hospitais se todos os pacientes de qualquer sexo ou idade recebessem antibióticos antes da cirurgia. Isso fez com os que os hospitais passassem a exigir que todos os pacientes recebessem antibiótico antes da cirurgia, independente da indicação do cirurgião. Uma quarta categoria de possíveis complicações pode ser classificada como a dor que ocorre após o término da cicatrização. Tal dor pode ser devida à cicatriz, ou à presença de uma causa extrauterina, como doenças que afetam o intestino, bexiga, ou tecido musculoesquelético.

LH: Qual a melhor estratégia cirúrgica para a realização de histerectomia por adenomiose com e sem endometriose associada?

DR: A melhor estratégia para a realização de histerectomia em qualquer paciente com sintomas uterinos é fazê-la de maneira a minimizar a dor pós-operatória, o tempo de internação e da recuperação subsequente, além de obter o melhor resultado cosmético da parede abdominal. Isso significa que a histerectomia laparoscópica é preferível à histerectomia realizada por laparotomia. A histerectomia robótica não oferece vantagens em relação à histerectomia não robótica, apesar de ser mais demorada, necessitar de mais incisões e que são maiores e mais óbvias, e aumentar os custos do procedimento. Se não houver endometriose e a paciente tiver apenas sintomas uterinos, então a remoção do útero será suficiente. A remoção do útero não faz com a que a endometriose desapareça, pois a endometriose raramente envolve o útero. Portanto, histerectomia não é tratamento para endometriose. A histerectomia deve ser realizada quando os sintomas uterinos estiverem interferindo na vida da paciente. Se houver endometriose, esta deve sempre ser removida quando a histerectomia for realizada. Caso contrário, a paciente ficará com uma doença sabidamente causadora de dor pélvica, e poderá necessitar de cirurgia no futuro. Geralmente a remoção dos ovários não é necessária quando for realizada uma histerectomia em mulher com endometriose, e portanto, pode-se evitar a terapia de reposição hormonal para muitas (até que haja redução da função de seus ovários mais tarde na vida).

Nota do tradutor: O Dr. David Redwine responde, de maneira clara e de fácil compreensão, as principais dúvidas relacionadas às causas e ao tratamento da adenomiose, mais uma vez “provocado” pela pesquisadora Libby Hopton. Ele nos esclarece que a adenomiose pode ser causa de dor uterina e sangramento irregular, além de dores durante a relação sexual e dor em baixo ventre. Esses sintomas se assemelham àqueles da endometriose, o que pode dificultar o diagnóstico. O médico destaca ainda que o tratamento mais efetivo para adenomiose pode ser a histerectomia, exceto nos casos onde há necessidade e desejo de preservação uterina.

Interessantemente, o Dr. Redwine desmistifica o conceito que uma mulher possa ser “muito jovem” para optar por uma histerectomia. O procedimento deve ser sempre uma opção de tratamento independente da idade da mulher, desde que esta seja esclarecida (e oferecida) sobre todas as opções de tratamento.

Em relação à histerectomia para tratamento da adenomiose, cito a possibilidade de que grande parte das histerectomias pode ser realizada por via vaginal, como opção à via laparoscópica. Nesse tipo de cirurgia, não há nenhuma punção na parede abdominal (o melhor resultado cosmético entre todas as opções), e o tempo cirúrgico e de recuperação são iguais ou superiores à histerectomia por videolaparoscopia. Os custos hospitalares também são nitidamente inferiores. Contraindicação formal à histerectomia vaginal é a presença de endometriose. Porém, contraindicações comumente usadas como: (a) cesárea prévia, (b) útero volumoso, ou (c) ausência de parto vaginal prévio não se mostram verdadeiras, e podem ser superadas de acordo com a experiência da equipe cirúrgica. Fale com seu médico sobre a histerectomia vaginal, caso necessite desta cirurgia.

terça-feira, 19 de abril de 2016

PUBLIEDITORIAL: CHEGOU O ALURAX, O MEDICAMENTO MAIS BARATO QUE COMBATE ÀS DORES DA ENDOMETRIOSE!

Recadinho da Laura!

Por Caroline Salazar

Apesar de a endometriose quase sempre ser relacionada com a infertilidade, a dor é o principal sintoma da doença que acomete uma a cada 10 mulheres. No mundo todo há cerca de 200 milhões de mulheres com endometriose, mais de seis milhões estão no Brasil. Destas cerca de 65% sentem dores, em especial, a dor pélvica crônica (DPC) seja no período menstrual ou fora dele. Por conta das dores severas 38% das endomulheres sofrem perda da produtividade no trabalho. Por isso a doença causa um impacto social muito grande, já que há uma perda significativa da qualidade de vida nas portadoras da doença seja no âmbito profissional, como no pessoal.

Para aliviar os sintomas da endometriose existe no mercado o dienogeste 2mg. Há um mês a Momenta Farmacêutica lançou em todo território brasileiro o Alurax, com a mesma quantidade do dienogeste que você já conhece, mas com a vantagem de ser bem mais barato, Allurene custa cerca de 80% mais caro do que Alurax. E ainda há a conveniência de o Alurax conter 30 comprimidos. Ou seja, sua cartela dura 30 dias, você não precisa abrir outra no mesmo mês. É o medicamento de marca que cabe no nosso orçamento.

Uma das missões da Momenta é justamente "promover o acesso à saúde e à qualidade de vida com tratamentos a preço justo”. Com cerca de três anos de atuação, a Momenta tem qualidade garantida e já é reconhecida pela comunidade médica, pelos farmacêuticos e pelos farmacistas. Converse com seu especialista em endometriose a respeito do Alurax. Vale lembrar que todo medicamento deve ser prescrito por seu especialista. 

Se você tiver dificuldade de encontrar o Alurax em sua cidade, vou deixar o telefone do SAC para você saber quando ele estará disponível na farmácia mais próxima de sua casa:0800 703 1550 ou se preferir envie email para central@momentafarma.com.br. 


segunda-feira, 11 de abril de 2016

6 ANOS DE BLOG! "SAÚDE E BEM-ESTAR": INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO ATINGE MAIS AS MULHERES!

 Imagem Webconsultas


Além da endometriose, começamos a abordar na coluna “Saúde e Bem-estar” assuntos relacionados à saúde da mulher. Vez ou outra postaremos também sobre a saúde do homem. Por que não, se eles também leem o A Endometriose e Eu?! No texto de hoje dando continuidade ao tema do artigo anterior sobre Incontinência Urinária (IU), a fisioterapeuta Ana Paula Bispo aborda a Incontinência Urinária de Esforço (IUE). Você sabia que mulheres com endometriose tem mais chance de ter IU? É uma patologia que atinge mais mulheres que homens. Ana Paula dá dicas de como se prevenir desta perda durante a realização de exercícios físicos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por doutora Ana Paula Bispo
Edição: Caroline Salazar

Incontinência urinária de esforço atinge mais mulheres que homens

Como já falamos no blog, incontinência urinária (IU) é definida como sendo qualquer perda involuntária de urina podendo causar impacto negativo nos aspectos psicológicos e sociais da mulher. Elas se sentem constrangidas para realizar atividades esportivas, e menos atraídas para o relacionamento sexual. Estudos mostram que estas mulheres apresentam sintomas depressivos, acompanhados de diminuição da autoestima e aumento da ansiedade.

A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda de urina quando associada a situações onde ocorra o aumento da pressão intra-abdominal como tosse, espirro, risadas fortes, atividade física como musculação, corrida, jump. A IUE é a de maior prevalência no sexo feminino, variando entre 12,6% a 48%.

Ainda não existe muito conhecimento sobre a maneira que os músculos do assoalho pélvico funcionam durante a prática de esportes. Sabe-se que na maioria dos exercícios em que ocorre aumento da pressão intra-abdominal, não existe contração voluntária desses músculos, o que pode justificar a perda involuntária de urina.

Os profissionais devem orientar as mulheres praticantes de atividade física que ao realizarem qualquer movimento, a musculatura do períneo deve ser contraída simultaneamente, proporcionando assim um fortalecimento dessa região e, consequentemente, evitando as perdas de urina ao se exercitar. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é contração dessa musculatura sob a orientação de um fisioterapeuta da área e é o principal tratamento para cura e efeitos preventivos da incontinência urinária.

As mulheres com endometriose têm uma maior predisposição a terem alterações nos músculos do assoalho pélvico, podendo causar incontinência urinária, mas isso não quer dizer que toda mulher com endometriose terá incontinência urinária!! O ideal é que essas mulheres procurem um fisioterapeuta especializado na área para avaliá-la detalhadamente, tratá-la e ensiná-la a contração do períneo durante as atividades esportivas.

Vale ressaltar, que praticar atividade física promove a liberação de endorfinas, o hormônio do bem – estar, e isso pode ajudar, inclusive, na dor física de quem sofre com a endometriose. Se exercitar faz bem para o corpo, para a alma e para a mente. Até o próximo!

Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:

Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico. É fisioterapeuta do Ambulatório de Disfunções Miccionais Masculinas da Unifesp, coordenadora do curso de Pilates na Saúde da Mulher na Pilates Institute Brazil e docente do curso de Pilates na Pilates Institute Brazil. Aproveite para curtir a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.

terça-feira, 5 de abril de 2016

ENDOMARCHA TIME BRASIL - AS FOTOS OFICIAIS DA 3ª EDIÇÃO DA MARCHA MUNDIAL PELA CONSCIENTIZAÇÃO DA ENDOMETRIOSE!


Parte dos marchantes de São Paulo com as sete faixas da caminhada-
ao centro Eu, ao meu lado esquerdo o doutor Alysson Zanatta e a jornalista
e apresentadora Mariana Kotscho, madrinha da EndoMarcha SP, e à minha direita Roberta Manreza,
portadora de endometriose e que divide com Mariana a apresentação do programa "Papo de Mãe".

A EndoMarcha 2016 foi sucesso! Gratidão a todos que fizeram acontecer a 3ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose realizada em nove cidades brasileiras, de oito estados, no último dia 19 de março. Meus agradecimentos iniciais vão para as coordenadoras estaduais: Karen Nepomuceno (Rio de Janeiro), Silvia Frantz (Porto Alegre), Luiza Salmon (Curitiba), Kelly Klein (Londrina), Taciana Lira (Recife), Priscila Altieri (Florianópolis), doutor Gustavo Safe e equipe, em especial ao Bruno, (Belo Horizonte), Cris Oshiro (Campo Grande). Eu, além de capitã brasileira, coordenei a de São Paulo com a ajuda do nosso endomarido Paulo Soares e de sua esposa, Ane, que, como sempre, me ajudaram na parte burocrática da marcha. E um agradecimento especial à Isabella Faggion, meu braço direito, que foi brilhante e uma enviada de Deus. Agradeço também à Bianca Frari, que se tornou nossa assessora, e à Nathalia que ajudou na divulgação da nossa marcha. E à nossa querida designer Mônica Martins, mais uma vez responsável pela arte. Ao meu time de voluntários, meu muito, muito obrigada. Ao doutor Alysson Zanatta, que viajou de Brasília à São Paulo apenas para participar da marcha. Sem vocês a EndoMarcha 2016 não seria o sucesso que foi. O meu muito obrigada aos patrocinadores e apoiadores desta edição, em especial, à Momenta Farma, que patrocinou a EndoMarcha São Paulo, e à Fagron, patrocinadora da EndoMarcha São Paulo e Porto Alegre. Outro agradecimento especial à jornalista e apresentadora do programa "Papo de Mãe", Mariana Kotscho, que foi a madrinha da EndoMarcha SP. 

Nas nove cidades fizemos uma grande panfletagem conscientizando sobre os sintomas da doença e em muitas delas promovemos um apitaço para chamar atenção dos transeuntes. Em São Paulo, saimos com nosso tradicional trio elétrico. Precisamos nos unir ainda mais em 2017. Espero que mais cidades brasileiras entrem para o nosso time. O ideal é ter a EndoMarcha em todos os estados brasileiros. Precisamos de união para sair às ruas e mostrar nosso rosto, mostrar que temos voz, que não somos invisíveis, que a doença existe e que não escolhe idade e muito menos classe social. Cada portadora tem de ter a coragem de dar seu grito de "chega, eu existo, preciso de tratamento gratuito, de leis que garantem meus direitos". Chega de sofrer em silêncio, chega de ser taxada de hipocondríaca, de louca, de doente, de inválida. Afinal, nós somos mais de 6 milhões de brasileiras e precisamos de atenção. Logo, logo, já começaremos a arregaçar as mangas para começar a trabalhar na de 2017. Pra mim o trabalho na marcha começa pelo menos uns 8, 9 meses antes. Pode ser cansativo, mas é muito gratificante e especial. Ah, e esqueci de falar que mesmo com as manifestações, pelo fato de usarmos a cor amarela (cor internacional da endometriose) a EndoMarcha 2016 foi um grande sucesso. Nós não temos partido político, lutamos pelas mulheres, pela qualidade de vida das mulheres, por esta causa. Agora com vocês as fotos oficiais da EndoMarcha 2016. Espero contar com todos os voluntários na de 2017 novamente. Até a próxima (já realmente pensando na de 2017). Beijo carinhoso! Sua capitã, Caroline Salazar


Crédito das fotos: A Endo e Eu

São Paulo:

Fotos: Marcos Vieira


O time da Fagron compareceu em peso
Os patrocinadores e os apoiadores da EndoMarcha SP
Cristiane Alves, da Fagron, no Vão Livre do MASP
Eu e o doutor Alysson Zanatta, de Brasília
 Heloísa, filha da querida Débora, com o papai
                               
Eu e minha convidada especial, Bárbara


 Indiamara e Isabella


  Minha querida Michele, que coordenou a
EndoMarcha 2014, com seu namorado, Douglas, vieram de
Brasília apenas para participarem da EndoMarcha São Paulo
Time de voluntários da EndoMarcha: Isabella, meu braço direito, Eu
Mônica , nossa designer, Bianca e Nathalia, da assessoria de imprensa


 Minha mãe e minha irmã 

 Parte da caminhada pela avenida Paulista
Paulo e Ane, nossos voluntários do blog
Paulo, Eu, o doutor Alysson Zanatta e Mariana Kotscho no trio elétrico
Mariana Kotscho, madrinha da EndoMarcha SP, e Roberta Manreza




Rio de Janeiro:



Fotos: Mirian Nepomuceno




                                               Equipe do Time Rio de Janeiro














 Karen e Juju, ao centro, que fizeram a EndoMarcha Rio acontecer
 A panfletagem com os sintomas da doença para ajudar no diagnóstico precoce 
 Janeiro Karen, coordenadora do Rio, entrega panfletos e explica sobre a doença aos passantes



 O amarelo predominou no trajeto entre a Estação Central à Candelária





Amarelando com a distribuição de fitas de
conscientização
                                                                     








Porto Alegre:


 Time Porto Alegre, em frente ao Hospital Fêmina, ponto de partida da caminhada
Doutor Sérgio Galbinski, Silvia, a coordenadora da EndoMarcha
Porto Alegre,  e o doutor Paulo Bobek, do Hospital Fêmina
Claudia Koehler, da Fagron, os doutores Sergio Galbinski e Paulo Bobek, ambos do Hospital Fêmina, e Silvia
 A manifestação para nos faróis durante o trajeto

A chuva não atrapalhou a caminhada








Fotos: Rachel Girelli

Time Recife, a primeira cidade do Nordeste a receber a EndoMarcha, no Parque da Jaqueira


A coordenadora Taciana , ao centro, abraçada com as filhas

Taciana recebe a blogueira Mirela Acioly


Florianópolis:


Time Florianópolis no Parque dos Coqueiros
                                                                                           

Curitiba:









 Fotos: Cibele Bunn



 Time Curitiba na Boca Maldita


Luiza, coordenadora, panfleta durante o trajeto











 Cartazes fizeram às vezes das faixas



Londrina:

 Fotos: Nicolas Eduardo/ Le Inspire









                                  



 Time Londrina no Calçadão de Londrina



   
 Além das faixas, balões, cartolinas e apitos fizeram parte da ma

                              
                                                                                


                                                                                                                                                          




                                                                                                           ...                                           


                                                     
                        Kelly, a coordenadora, em ação                          







                                                                                                                                                                     













Belo Horizonte:



 Time Belo Horizonte na praça da Liberdade











Campo Grande (MS):




 Cris, a coordenadora, com o filho mais velho..
  Ela recebe também o apoio do marido, Alex
 ... e com o mais novo. 


 Time Campo Grande na praça Ary Coelho