terça-feira, 7 de novembro de 2017

NOVO A ENDOMETRIOSE E EU: DOMÍNIO PRÓPRIO COM MAIS CONTEÚDO E INFORMAÇÃO PARA VOCÊ!




O mês de setembro de 2017 marcará uma nova era no blog A Endometriose e Eu. Após sete anos e sete meses de intensas postagens, o blog se despede da plataforma blogspot e assume seu domínio próprio (www.aendometrioseeeu.com.br). Quando criei o blog, em 2010, confesso que não sabia o que estava fazendo. Estava muito mal devido às fortes dores que me incapacitavam, e também por conta do desemprego. Lembro-me que coloquei no google a frase “como fazer blog” e o primeiro que apareceu (blogspot) cliquei e criei o A Endometriose e Eu. Com a chegada das leitoras, ele passou de “meu diário” para um blog informativo que diariamente começou salvar vidas femininas em todo o mundo.

Comecei a criar as colunas. A primeira foi a “História das Leitoras”, depois “Com a Palavra, o Especialista”, e a partir daí surgiram outras 17. E isso é o máximo que dá para fazer no template do meu blogspot de 2010. Com a era tecnológica a serviço da informação, não podemos ficar parado no tempo, é preciso inovar sempre. Para crescer é preciso criar e vocês sabem que minha cabeça não para. Com isso, a ferramenta do blogspot ficou muito limitada e o blog já esgotou todas as possibilidades de crescimento e de inovação que a plataforma permite. Após 764 postagens e mais de 6 milhões e 200 mil acessos, o A Endometriose e Eu inicia sua segunda infância como gente grande.

O começo não foi fácil. Comecei o blog na cama. Mas graças à chegada de todos vocês passei a me interessar cada vez mais pelo tema. Iniciei minhas pesquisas e a ler intensamente sobre a doença. Era dia, noite e madrugada trabalhando no blog. Nosso endomarido português, Alexandre, comprova o que estou falando. Com cinco horas de diferença no fuso de Portugal, ele dormia, acordava e lá estava eu trabalhando no blog. Mesmo após minha segunda videolaparoscopia, em 2012, quando me livrei da endometriose e parei de sentir dores, ao invés de voltar à minha vida normal (inclusive a vida social), mergulhei nesse mundo até então desconhecido da endometriose.

Surgiram as primeiras parcerias internacionais com associações e cientistas. O blog ganhou dois prêmios no Brasil (em 2012 foi o blog de saúde mais votado na categoria popular no Top Blog Brasil e em 2013 o terceiro) e, em 2013, eu fui homenageada como a Endo Angel pelo Endometriosis Research Center dos Estados Unidos. Ele que, até então, era “meu filhote” começou a ser lido por mulheres nos seis continentes. O filho já não era mais só meu, mas de todas aquelas que ele ajuda a salvar vidas. E é com esse objetivo “de salvar vidas” que, a partir de hoje, embarcamos num outro sonho: construir um novo A Endometriose e Eu. O domínio do blogspot continuará existindo por um período. Porém, a partir de agora, todas as postagens serão feitas no novo domínio. Com o tempo todo o conteúdo do blogspot será transmitido ao novo blog.

Continuarei trabalhando da mesma forma, com duas a três postagens por semana e compartilhando todos os textos em nossas redes sociais (fanpage, instagram,twitter). Aproveito para agradecer a confiança no meu trabalho e no de nossos parceiros e colaboradores. Graças a você, “nosso filhote” está crescendo e estamos apenas começando. Com esta nova plataforma teremos muitos recursos para passar a correta informação sobre a endometriose. Seguimos firmes e fortes na luta pelo reconhecimento da endometriose como doença social, para que haja políticas públicas efetivas e tratamento humanizado pelo SUS. E, a cada ano, a EndoMarcha Time Brasil cresce ainda mais.

Em breve traremos muitas novidades para vocês. Continuem curtindo e compartilhando os textos do A Endometriose e Eu e ajude a salvar vidas femininas. Beijo carinhoso! Caroline Salazar e equipe

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O TERCEIRO MÊS DO DESAFIO DE ANE NO PROGRAMA ONLINE "EXERCÍCIO E ENDOMETRIOSE"!

Apesar das dores e da puxada rotina, Ane continua firme no objetivo de eliminar 18 quilos


Quem disse que é fácil retomar à rotina após as férias? E quando essa rotina inclui mudanças e a torna ainda mais puxada por conta da inclusão de um novo trabalho (além daquele que ela já trabalha). Então, como fazer para manter o ritmo de atividade física mesmo tendo dias de dores? São esses desafios que Ane compartilha neste terceiro mês de desafio do programa online "Exercício e Endometriose" Será que ela conseguiu perder algum quilo? Independente do resultado eu estou muito orgulhosa com tamanha força de vontade. Falo isso porque Ane trabalha longe de sua casa. Aliás, muito longe. Seus dois empregos são distantes. E mesmo chegando uma da manhã de segunda à sexta, ela ainda mantém sua força e segue firme em seu objetivo. Aos poucos tenho certeza que ela alcançará o que almeja em nosso desafio. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 


Por Ane Bulcão
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas!

Mais uma vez, estou aqui para compartilhar como foi o terceiro mês do nosso reality show, e confesso para vocês que este mês de agosto foi bem sofrido, pois aconteceram algumas mudanças em minha vida.

Com o resultado não desejado de dois quilos a mais na balança no último mês, em razão das férias de julho, não adiantava chorar pelo leite derramado. O jeito foi seguir em frente e lutar para conseguir atingir a meta estabelecida, só que agora com uma nova rotina. Assim que voltei de férias comecei a trabalhar em outro emprego, de forma que minha agenda ficou ainda mais apertada. E até o corpo acostumar com a nova jornada sofri bastante.

Não consegui fazer as caminhadas como antes, e isso me deixou muito triste e bem chateada. Porém continuei indo a pé para a estação de trem na hora de ir trabalhar, o que contabiliza uma média de quinze minutos todos os dias, e claro, sendo bem criteriosa nas minhas escolhas alimentares. Não cometi muitos deslizes (risos). Nesse período também fiquei provisoriamente sem meu convênio médico que minha psiquiatra atende e aí não tive como renovar a receita do ansiolítico que tomo. Com isso percebi-me um pouco mais agitada e ansiosa querendo grandes resultados na balança.




Mas graças a Deus que meu esposo e meu filho, meus maiores incentivadores, me apoiam em tudo, e me mostraram que preciso ter paciência, força, foco e fé. E também não posso esquecer do educador físico Renato, que sempre muito solícito vem me orientando e chamando minha atenção para não ficar focada no resultado final, e sim na caminhada e na qualidade de vida. Segundo ele, essas duas últimas são as etapas mais importantes do processo, e a perda de peso aconteceria naturalmente por causa da qualidade de vida.

Não foi um mês fácil, mas pelo menos não engordei e, inclusive, até eliminei mais um quilo, e assim, eu prossigo caminhado firme rumo à minha meta: eliminar os 18 quilos que engordei no último ano. Mas sem aquele desespero de ter que emagrecer a qualquer custo, pois sei que o peso que perdemos em velocidade meteórica é muito instável e a quantidade que se elimina pode ser recuperada ao dobro numa rapidez maior ainda. E eu não quero isso para minha vida, estou cansada desse efeito sanfona e acredito que muitas meninas estejam se colocando na mesma situação que eu, pois eu sofro muito com a cobrança da sociedade que não conhece nossa doença e não entende a nossa dor.

E como se não bastasse ainda massacram a gente por estar acima do peso, como se fosse por querer, uma escolha nossa estar acima do peso. Não, nenhuma mulher quer estar “cheinha”, não é mesmo? Mas ninguém enxerga que a maioria das endomulheres estão mais cheinhas não por estarem gordas, mas por  conta dos tratamentos hormonais que mexem muito com nosso corpo, que nos fazem ficar tão inchadas que mal consigo me reconhecer no espelho.

Sou uma mulher madura que sofre praticamente em todas as áreas: física, emocional e psicologicamente, por causa da endometriose, mas que não deixa a peteca cair. Não sou mais uma adolescente que de forma inconsequente faz dietas malucas que só dão resultados por um breve período de tempo e os resultados não se sustentam. E por levar a sério esse compromisso comigo mesma que procuro ajuda de profissionais qualificados para me ajudar nessa jornada. E esse é um dos motivos que aceitei o desafio da Caroline no programa online “Exercício e Endometriose”. E mesmo com todas as minhas dificuldades diárias eu sigo firme e forte no meu objetivo. É isso aí guerreiras, até o próximo mês! Um beijo carinhoso!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": SECREÇÃO VAGINAL X CORRIMENTO - VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS?

Fonte: Modasta.com 


Você sabe a diferença entre secreção vaginal e corrimento? Muitas mulheres se assustam quando veem umidade em suas calcinhas. A vagina da mulher produz uma secreção natural, mas você sabe até que ponto a sua está saudável? Na coluna "Saúde e Bem-Estar",  a doutora Graciela Morgado explica a diferença entre secreção vaginal e corrimento, este sim um vilão da nossa saúde íntima, e fala também de como diferenciar um e outro de acordo com sua coloração e seus sintomas. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar


Secreção vaginal versus corrimento: você sabe a diferença entre os dois?


Diariamente recebo em meu consultório mil e uma perguntas sobre corrimento vaginal e secreção vaginal. Muitas mulheres chamam de corrimento a secreção vaginal. Reuni algumas das principais dúvidas das minhas pacientes para escrever para vocês.

Em primeiro lugar, é importante entender a diferença entre secreção vaginal (que é uma secreção natural da mulher) e corrimento vaginal. O corrimento vaginal não é uma condição normal do corpo da mulher, e pode representar problemas de saúde.

A secreção vaginal normal é transparente e tem aspecto de clara de ovo crua, não tem odor, não arde, não coça e não causa nenhum incômodo para a mulher. Esta se torna exacerbada quando se utiliza absorventes diário. Portanto o ideal é “arejar” bem a vulva e a vagina (ficar em casa sem calcinha, dormir sem calcinha, podem ser boas opções).

Um corrimento  tipo “leite coalhado” ou amarelado ou esverdeado, muitas vezes, associado a odor desagradável  é sinal de que a flora vaginal está desregulada, e pode indicar alguma infecção.

O tratamento dependerá do tipo de infecção (seja bacteriana, fúngica, entre outras).  Ao apresentar corrimento, com qualquer um desses sintomas citados, procure um  ginecologista de confiança para que o melhor tratamento seja realizado o mais rápido possível. 


Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:


Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

PUBLIEDITORIAL: VOCÊ SABIA QUE OS EFEITOS COLATERAIS DOS TRATAMENTOS HORMONAIS PODEM SER TRATADOS?

Imagem Fagron 



Por Caroline Salazar

A endometriose é uma doença que mexe muito com a autoestima da mulher. Além do inchaço abdominal durante a menstruação, (um dos sintomas comuns da doença), muitas mulheres ficam com baixa-estima - que pode até mesmo leva-la à depressão - por conta de alguns indesejados efeitos colaterais dos tratamentos hormonais. Recebo diariamente e-mails de endomulheres relatando queda de cabelo, unhas fracas e muito quebradiças, além da sensação de inchaço que essas medicações causam. Há também remédios que colocam a mulher em menopausa induzida. Esses, além dos efeitos citados, ainda podem alterar a saúde dos nossos ossos.

Somente quem é portadora da doença sabe que a endometriose nos priva de muitas coisas. Neste mês de agosto, nosso publieditorial é especialmente dedicado às mulheres que sofrem as consequências dos tratamentos hormonais. Você já ouviu falar do  SiliciuMax®? Comprometida no desenvolvimento de tecnologias únicas, a Fagron desenvolveu com estudos de eficácia e segurança comprovados cientificamente essa molécula que contribui na suplementação desse importante mineral na saúde da mulher.  

O silício é o segundo elemento mais abundante em nosso planeta – perdendo apenas para o oxigênio -, e além de imprescindível em nossa alimentação, é um dos elementos chave do tecido conjuntivo e formação de colágeno, essencial para os seres vivos na saúde da pele, cabelos, unhas, artérias e ossos. Porém, nosso organismo não o absorve em quantidades suficientes e, por isso, em muitos casos é necessária a suplementação para restabelecer a saúde e bem-estar do nosso corpo. SiliciuMax® não tem contraindicação, é vendido nas farmácias de manipulação de todo Brasil e pode ser encontrado na forma (orgânica) líquida e em pó.

Para garantir a excelência da medicina personalizada, a Fagron atua há 26 anos no mercado. Presente em mais de 30 países, e com produtos comercializados em cerca de 60, a multinacional holandesa tem como missão a inovação e a otimização do tratamento farmacêutico personalizado. Contando com mais de 300 farmacêuticos no mundo, busca incansavelmente novos ingredientes que farão a diferença na vida de milhares de pessoas.

Afinal, cada ser humano é único e é assim que deve ser tratado.

Para informações sobre as farmácias de manipulação que vendam o SiliciuMax® entre em contato com a Fagron no e-mail: contato@fagron.com.br. Mais informações acesse: www.fagron.com.br  e siga também a Fagron noFacebook e no Instagram e fique por dentro das novidades sobre medicamento personalizado.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": COMO CONSTRUIR NOVOS HÁBITOS E MELHORAR SUA QUALIDADE DE VIDA?

Fonte: Pixabay


O texto do educador físico Renato Trevisan na coluna "Saúde e Bem-Estar" deste mês vai te fazer refletir sobre o que você está fazendo para melhorar os sintomas da sua endometriose? Ah, você não está fazendo nada além de tomar remédios para aliviar suas dores? Bom, então, este texto do Renato é especialmente para você que ainda não está fazendo nada em benefício de sua saúde. Que tal incluir novos hábitos no seu dia a dia? É fácil falar, difícil é agir e se manter no foco da ação, principalmente, para àquelas que são ansiosas e querem o resultado do dia para a noite. Neste texto, Renato, idealizador do programa online "Exercício e Endometriose", irá te ajudar a construir novos hábitos, mais saudáveis e duradouros que irão melhorar e muito sua qualidade de vida. Afinal fazer essa mudança exige disciplina e muita força de vontade, não é mesmo? E aqui o Renato te dá essa mãozinha, se coloca à disposição para ajudar na sua mudança. Quem vem? Beijo carinhoso! Caroline Salazar 



Por Renato Trevisan, educador físico
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas!

Eu já estava com saudades de conversar com vocês. Estive durante o último mês finalizando um projeto muito bacana que estamos desenvolvendo em parceria com uma nutricionista na clínica. Um projeto que se propõe a mudar nossos hábitos.

Durante nosso crescimento e aprendizado, aprendemos e desenvolvemos muitos e muitos hábitos. Todos os dias são colocados em nossas vidas novos costumes e muitos deles são bem desafiadores. E quantos deles são iniciados a partir de uma reflexão ou de uma instrução consciente do que é melhor e mais indicado para nós, e quantos deles são reproduzidos e incorporados simplesmente por repetição, sem entendermos o porquê e o para quê?

Precisamos criar nossos próprios hábitos!

Isso mesmo, entender o que é preciso fazer, quais as formas de fazer e, posteriormente, aplicar e colocar em prática estas ações nos permite transformar nossas vidas, nos permite conduzir nossas escolhas e, consequentemente, nos permite fazer tudo aquilo que acreditamos ser possível.

Lindas palavras né? Mas construir hábitos a partir de reflexões e ações é uma tarefa muito difícil e desafiadora. A prova desta dificuldade é que menos de 5% da população no Brasil coloca em prática o hábito de se exercitar, mesmo com tantos estudos apontando seus benefícios de que pode salvar vidas. Quem já não tentou fazer desta prática uma rotina diária, já gastou dinheiro e tempo em academias, clubes, etc... e não conseguiu incorporar no seu dia a dia essa tarefa?

O grande desafio de construir novos hábitos está nas etapas desta construção. Na maioria das vezes que vislumbramos a criação de novos costumes geralmente ficamos apenas focados no resultado final que o mesmo deve proporcionar. Ex.: Uma pessoa que precisa emagrecer 10 quilos, o que ela faz? Mira para o resultado final de eliminar os 10 quilos, não é mesmo? De imediato ela muda a lista de compras no supermercado, faz matricula numa academia e o tempo todo ela está fazendo isso porque precisa emagrecer 10 quilos, certo? Porém os dias passam. Na primeira semana ela não emagreceu os 10 quilos, e o foco continua no resultado final. A próxima semana passa e ela não perdeu os 10 quilos ainda... E ai o que acontece? Geralmente ela desiste por que não atingiu seu objetivo final. Essa é a grande dificuldade em se criar novos hábitos. Não devemos ter o foco no resultado final e sim nos passos ou processos que devemos obedecer e praticar para chegar ao resultado final.


Como na construção de uma casa. Para construí-la é colocado tijolinho por tijolinho, cada passo é cumprida por etapa.

Fonte: Pixabay


Por que esse papo de criação de hábito com vocês endomulheres? Por que é tão precioso construir novos hábitos quando a endometriose surge ou quando a doença não nos permite ter um dia a dia como o das outras pessoas?

Lembra que eu falei que precisamos ter as nossas construções, nossas próprias reflexões?
Então é neste aspecto que eu quero trazer até vocês uma reflexão sobre o hábito de praticar exercícios como forma de auxílio no tratamento dos sintomas da endometriose. Apoiado na premissa de que o exercício pode trazer muitos benefícios para o controle das dores, proporcionando uma melhor qualidade de vida para as endomulheres, quero que cada uma de vocês construa neste momento uma proposta pessoal de transformar seus hábitos em relação a essa prática.

Vamos traçar metas pequenas, para que o fazer do dia a dia, verdadeiramente construa hábitos conscientes e duradouros. Não quero que ninguém saia por ai fazendo exercícios, correndo, fazendo ginástica... Vamos escolher o exercício correto para cada etapa, cada fase da vida e da patologia em que você se encontra.

Você vai construir suas metas e seus objetivos dentro de suas possibilidades, caso tenha a oportunidade, converse com um Educador Físico que tenha conhecimento sobre endometriose.

Compreenda que uma construção é algo que precisa ser realizado passo a passo, dia após dia, conquista a conquista.

Se você não consegue levantar da cama por conta das dores, comece tentando ir até a esquina, até a padaria, depois dê uma volta pelo condomínio, pelo quarteirão e vá aumentando aos poucos. Não sei qual é a sua realidade, mas sei que você pode modificá-la. Tenha clareza sobre isso, mesmo com dificuldades, dores, sofrimento, precisamos conhecer sobre a endometriose e ter consciência das possibilidades e das atitudes que ajudam no controle dos sintomas da doença e, principalmente a uma melhora na sua qualidade de vida.

Em abril escrevi aqui no A Endometriose e Eu o texto "Como fazer a escolha correta dos seus exercícios físicos?", onde falo sobre como escolher a atividade física mais correta. Deem uma olhadinha lá, pois pode lhe ajudar muito nessa reflexão.

Então mão na massa!!

Coloque no papel tudo que vocês podem fazer para ajudar a melhorar sua qualidade de vida. Depois coloque as tarefas que você tem que fazer para colocar em prática essas ações.

Com o tempo elas estarão incorporadas no seu dia a dia, e você terá uma satisfação enorme em viver mais motivada, com menos dores e mais feliz.

Se precisar de qualquer informação ou esclarecimentos estou à disposição por dois canais: o site de nossa clínica www.a3saude.com.br ou pelo e-mail: a3renato@gmail.com.

Será um imenso prazer falar com você.


Um grande abraço.

Saúde e muita Qualidade de Vida!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", DOUTOR ALYSSON ZANATTA!

Apesar de a endometriose ser a doença ginecológica mais estudada dos últimos 20 anos, o diagnóstico ainda é muito tardio. A média mundial é de sete a 12 anos. A média, pois em muitos casos pode-se levar 15, 20 ou até mais anos para a doença ser corretamente diagnosticada, como foi o meu caso. Não é fácil sofrer 21 anos com as dores severas, 18 sem saber o que eu tinha. É muito difícil para qualquer jovem ter um corpo doente quando a mente está sadia. Imagine você aos 30 anos, feliz na vida profissional e na pessoal, não conseguir levantar da cama? Uma das missões do A Endometriose e Eu é espalhar a correta conscientização da endometriose para que o diagnóstico seja feito precocemente. Infelizmente muitas endomulheres são diagnosticadas com outras doenças, tais como Síndrome dos Ovários Policísticos, Cisto de Ovários, Síndrome do Intestino Irritável, entre outras, e só depois de anos há o correto diagnóstico. Para mudar a média mundial é preciso que os médicos saibam diagnosticar corretamente a doença. Em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Alysson Zanatta explica como é feito o correto diagnóstico, e como a endometriose é classificada. Um dos objetivos da EndoMarcha é ter o diagnóstico precoce da doença. Junte-se a nós e inscreva-se gratuitamente e participe da nossa caminhada. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

– Como é feito o diagnóstico da endometriose? Silvia M. da Silva - Curitiba - PR

Como tudo em Medicina: anamnese (história clínica), exame físico, e exame complementar (por exemplo, um exame de sangue ou de imagem). Nessa ordem.

No caso específico da endometriose:

- anamnese: chamam a atenção para possibilidade de endometriose o histórico de cólicas menstruais fortes desde a adolescência, o sangramento menstrual excessivo, as dores durante a relação sexual, as dores evacuatórias e urinárias, e, também, uma eventual dificuldade para engravidar (mais de 1 ano de tentativas). Temos que perguntar diretamente sobre esses sintomas, pois muitas vezes as mulheres podem achar que são normais.

- exame físico: um toque vaginal realizado com cuidado e atenção, buscando-se palpar cuidadosamente o fundo da vagina e a região atrás do colo do útero, poderá ser capaz de identificar os nódulos e aderências de endometriose profunda em mais da metade dos casos.

- exame complementar: para a endometriose, é necessária uma ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e/ou uma ressonância magnética pélvica com contraste endovenoso e gel vaginal, desde que feitos por profissional capacitado. Nada mais.

– Quais os tipos de endometriose e como classifica-las? Até hoje não sei qual eu tenho, como eu poderia saber? Joyce Oliveira – Ribeirão Preto - SP

Há três tipos principais de endometriose: peritoneal (ou superficial), profunda (que forma nódulos sólidos) e ovariana (cistos líquidos nos ovários). A endometriose ovariana é consequência da endometriose profunda e é mais facilmente detectada. Ou seja, quando houver detecção de endometriose ovariana, sabemos que existe também a endometriose profunda.




Sobre o doutor Alysson Zanatta:


Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e ex-professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A HISTÓRIA DA LEITORA ELVIRA LOMBARDI E SUA ENDOMETRIOSE PROFUNDA!!

A mineira Elvira e o marido, Marco Aurélio.


Apesar de ser a doença ginecológica mais estudada dos últimos 20 anos, a endometriose ainda é uma doença de difícil compreensão. Embora não seja uma doença hereditária, parentes de primeiro grau de uma portadora tem sete vezes mais chances de ter a doença que uma mulher que não tem nenhuma endomulher na família. Esse dado serve de alerta às mulheres, principalmente àquelas que têm alguma parente já diagnosticada e que sofrem com os sintomas da doença, mas também aos médicos quando a paciente chega com alguma queixa  que se enquadra aos sintomas da endometriose. E foi justamente isso que aconteceu com a mineira Elvira Lombardi, de 38 anos. Com duas irmãs já diagnosticadas, inclusive, sua gêmea, Elvira foi em busca de respostas para suas dores no período menstrual. E bingo: também é portadora da doença. Após os insucessos das cirurgias de suas irmãs, de tanto pesquisar ela encontrou um médico humano e extremamente competente em Belo Horizonte. Após nove anos se sentindo curada, eis que surgem novos focos em locais diferentes dos retirados anteriormente. Pois é, já  falamos em alguns textos no blog (tanto do doutor David Redwine quanto do doutor Alysson Zanatta) que quanto mais velha a mulher operar mais há chance de cura, pois os focos podem se desenvolver lentamente até a terceira década de vida da mulher. Mas isso não é regra gente. Eu mesma fiz minha segunda e última videolaparoscopia aos 32 anos e estou sem nada (sintomas e focos) desde então (leia meu textos dos meus cinco anos sem dores e sem focos). A história da Elvira mostra como a doença pode atingir muitas mulheres numa mesma família. Sei que muitas mulheres parentes de portadoras e potenciais endomulheres ainda relutam em aceitar que também pode ter a doença. Presenciei alguns casos bem próximo e digo: é apenas um diagnóstico, o importante é a mulher ser acompanhada por um médico que realmente entende e sabe tratar a doença. Em 35 anos tratando endomulheres no mundo todo, o doutor David Redwine teve apenas 19% de pacientes com reincidência. Ou seja,  81%  de suas pacientes ficaram curadas após a excisão. Por isso conhecimento do médico é fundamental para o sucesso do tratamento. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


“Meu nome é Elvira Lombardi, tenho 38 anos, moro em Belo Horizonte, Minas Gerais, sou casada há sete anos e venho de uma família com quatro irmãs, onde todas foram diagnosticadas com endometriose.

Desde muito nova sofria com as cólicas e com a menstruação irregular. Como as dores eram muito intensas, precisei por várias vezes tomar Buscopan intravenoso. Com o passar do tempo, praticamente nenhuma medicação fazia mais efeito. Eram dias terríveis que me privavam de qualquer atividade. Quando percebia que mais um mês havia se passado e novamente a tão temida semana estava de volta, a tensão e a expectativa só faziam com que as dores fossem cada vez mais intensas.

Foi então, que minha irmã gêmea, numa viagem, teve uma hemorragia muito forte e ao voltarmos, procurou um médico que a diagnosticou com endometriose, uma palavra que até então não conhecíamos. Ela foi a primeira a realizar e videolaparoscopia numa clínica aqui em Belo Horizonte. Logo depois, outra irmã, com os mesmos sintomas de dor também foi diagnosticada com endometriose. No caso dela, mais grave, foi necessário retirar parte do intestino e uma trompa. Lembro-me que depois ela ainda fez tratamento com hormônios por um período, mas pouco depois, os sintomas tornaram a voltar e, mais uma vez, ela teve que recorrer à cirurgia. Minha irmã mais velha também começou a apresentar sintomas e passou por duas cirurgias com médicos diferentes. 

Quando achávamos que tudo estava resolvido, mais uma vez a endometriose voltou e foi preciso uma terceira cirurgia. Como não estávamos muito certas do médico que atendeu as outras irmãs, passamos a pesquisar mais sobre a doença e foi quando encontramos o doutor Jorge Safe, que realizou a cirurgia de minha irmã mais velha, e neste exato momento tivemos a certeza que havíamos encontrado nosso médico de confiança! Nunca havíamos encontrado médico com tanto carinho e atenção conosco. Foi nesta cirurgia que acabamos conhecendo seu filho, o doutor Gustavo Safe, que também participou e deu continuidade ao tratamento dela.

Na minha primeira consulta com o doutor Gustavo Safe, veio à resposta do porquê de tantas dores... mais uma vez a tal da endometriose! Em 2005, aos 26 anos, realizei minha primeira cirurgia. Além da retirada dos focos no septo vaginal, foi retirado também o apêndice, pois estava no início de uma inflamação. Apesar de tudo, sempre estava muito confiante por ser atendida com tanto carinho e dedicação não só pelo doutor Gustavo como por toda sua brilhante equipe. Logo após a cirurgia, entrei em menopausa induzida e posteriormente comecei a usar contraceptivos de uso contínuo por uns seis anos. 

Quando me casei, em 2010, decidi parar de tomar o anticoncepcional e tentar então engravidar. Passei três anos na esperança de me tornar mãe, mas nem tudo pode ser tão programado... Quando percebi que as coisas não estavam correndo conforme o esperado, decidi pedir ajuda ao doutor Gustavo. Inicialmente fizemos um acompanhamento de ovulação, pois meu ciclo ainda era irregular. Procurei uma clínica na minha cidade natal, Belo Horizonte, para então fazer uma FIV, mas embora o doutor Gustavo tivesse me acompanhado, não tive empatia pelo médico. Mais tarde, durante uma consulta, o doutor Gustavo me disse que estava com parceria com uma clínica e sugeriu que eu os procurasse. 

Foi então que conheci o doutor Francisco, outro grande presente que Deus nos deu. De cara, nossa sintonia e satisfação foram enormes e, com ela, a certeza de que estaríamos em boas mãos novamente. Em 2014 demos início ao tratamento. Apesar de tentar me preparar ao máximo, já sabia o que teria que enfrentar, pois minha irmã também já havia passado por isso por duas vezes. Certamente a parte mais complicada foram as injeções aplicadas por mim mesma por mais de um mês. Nossa primeira FIV foi no fim de 2015, e exatamente no último dia do ano tivemos a confirmação que não havíamos conseguido realizar nosso sonho. Apesar da data tão marcante, colocamos isso como um bom motivo para iniciarmos nosso novo ano cheio de esperança! Após seis meses, decidimos que era hora de retomarmos o tratamento. 

Em setembro implantamos nossos últimos embriões que havíamos congelado. Mais uma vez o resultado deu negativo. A tristeza me consumiu por um breve período, pois sabia que precisava reagir. Foi então que me apeguei ao meu trabalho, que há um bom tempo estava sendo colocado de lado. Me dediquei ao máximo como nunca havia feito. O resultado foi incrível!!! Fiz um blog e comecei a escrever sobre o que eu produzia minhas ideias e inspirações.

No início de 2016 levei um susto ao descobrir que a insistente da endometriose estava de volta com força total. Depois de longos nove anos relativamente curada eis que ressurge esse pesadelo em minha vida. Desta vez tive que retirar focos no intestino e na bexiga. Vim pra casa com sonda urinária e a recuperação foi bem lenta. Mais uma vez me peguei pensando o quanto somos responsáveis por nós mesmos. Decidi não culpar Deus e ninguém mais por nada do que havia me ocorrido. Comecei a me cuidar e olhar com muito carinho os sinais que meu corpo me dava. Com isso descobri que a nossa felicidade somos nós mesmos que buscamos. Percebi que um filho não pode nunca ser condição de felicidade para alguém. 

Hoje sou feliz por mim mesma, pelo meu trabalho, meu marido, minha família... busco a alegria e a realização nas coisas simples da vida que antes passavam despercebidas por mim. Aproveito cada minuto que posso ao lado da minha sobrinha, do meu afilhado e dos filhos de amigos que sempre estão conosco. Hoje não pretendo fazer mais nenhum tipo de tratamento, se tiver que ser mãe, serei! Beijo com carinhoso, Elvira.