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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": TUDO QUE UM CASAL PRECISA SABER SOBRE INFERTILIDADE!


Doutor Joji Ueno na palestra - Foto: Caroline Salazar/ A Endometriose e Eu

O que o casal precisa saber sobre a infertilidade antes de iniciar o tratamento?

Foi com este título que o doutor Joji Ueno iniciou sua palestra sobre infertilidade no Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. O objetivo da palestra foi esclarecer as dúvidas do casal que procura tratamento para realizar o sonho de ter filhos. O mais importante, a meu ver, é encontrar um clínica séria e que seja comprometida em realizar o sonho do casal. Atendendo aos pedidos das leitoras, principalmente, as que moram fora de São Paulo, estive lá e sintetizo aqui alguns pontos abordados.

- Se a mulher já fez alguma cirurgia com corte na barriga, por exemplo, este simples fato que para nós pode não ser nada, pode ser o impedimento de a mulher ter dificuldades para engravidar. Por isso, eu sempre friso no blog, a importância de uma “boa cirurgia”;

- A qualidade e quantidade dos óvulos também têm a ver com as cirurgias anteriores que a mulher já realizou. Segundo o doutor Joji Ueno, mesmo naquelas cirurgias que não mexem diretamente nos ovários, ou seja, onde não há perda parcial e ou total deste órgão, invariavelmente, a mulher acaba perdendo parte dele, e consequentemente, há perda da reserva ovariana, como por exemplo, nas cirurgias de cisto de ovários.

- É muito importante  que a mulher realize o exame que verifica sua reserva ovariana chamado de dosagem do hormônio anti-mulleriano;

- Outro exame importante é a biópsia do endométrio, como a nossa querida leitora Giulia já cansou de falar em sua história (que ainda não acabou!). É este exame que verifica se o endométrio é receptivo ou não para implantar o embrião;

- Aderências na tuba, na trompa de Falópio, também é uma das causas da infertilidade feminina. As aderências são causadas, dentre outros fatores, por cirurgias anteriores, pela endometriose e alguma infecção adquirida;

- Neste caso os passos para solucionar o problema são: clínico, cirúrgico e depois, se a mulher não engravidar naturalmente no prazo estipulado, o correto é partir para a reprodução assistida;

- Se a mulher tiver algum problema no útero, como ferida e ou alguma infecção, não adianta que o embrião não vai se implantar. Nem mesmo na inseminação e ou fertilização in vitro. Por isso, é muito importante antes de iniciar o tratamento investigar o porquê de sua infertilidade;

- As mulheres que têm filhos acima dos 35 anos, tem 50% de chance a mais de ter um filho com alguma síndrome (confesso que fiquei chocada com esta informção).

- Endometrite – é a inflamação e ou infecção no endométrio e pode provocar abortos de repetição.

Endometriose:

- A doença que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres que menstruam destorce a anatomia da mulher, mudando a trompa de lugar. Esse é um dos motivos pelos quais, mulheres com a doença podem ter dificuldades para engravidar;

- Endometrioma ou cisto de chocolate – este tipo de cisto tem substâncias tóxicas que causam infertilidade;

- Mioma – outra causa de infertilidade e mulheres negras e japonesas podem desenvolver mais miomas que as brancas (europeias);

- É preciso retirar os miomas da mulher que quer engravidar;

Infertilidade  em números:

- Cerca de 33% das mulheres são inférteis.

- de 20 a 29 anos – cerca de 10% das mulheres é infértil;
- de 30 a 39 anos – a porcentagem é de 25%;
- acima de 40 anos –  50% das mulheres são infeteis;
- 40% da infertilidade do casal são da mulher;
- Outras 40% do homem;
- E as outras 20% é do casal.

Infertilidade masculina:

- Reversão de vasectomia – quanto mais cedo revertê-la, maior a chance de o homem continuar fértil;
- Varicocele (veias dilatadas) é o que mais causa a infertilidade masculina e quando o sangue acumulado aquece a bolsa escrotal. Os espermatozoides são muito sensíveis.

Reprodução Assistida:

Já abordamos no blog, os tratamentos para infertilidade, mas vamos recordar em poucas palavras como é cada um deles:

- Inseminação artificial:

- É a colocação do espermatozoide na cavidade uterina da mulher. Escolhem-se os melhores espermas e os mais móveis, já que é preciso de eles percorrem o caminho para fecundar 0 óvulo;

-Se a mulher tiver algum problema na entrada do útero não é aconselhado este tipo de tratamento.

- Fertilização in vitro (FIV):

- Estimulação dos ovários, ou seja, a indução da ovulação com remédios;

- Monitorização da indução;

- Ovodoação - processo quando há interesse de a mulher doar seus óvulos às mulheres inférteis. É preciso sincronização da doadora de óvulos para receptora, e também, sincronizar o endométrio. Geralmente, quem doa tem seu tratamento (todo ou parte) pago pela receptora. Porém, elas não podem se conhecer. A doação é feita como anônimo, e como o próprio nome diz, é uma doação.

- Injeção Intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI):

- É uma técnica bem similar a FIV, e é indicada aos homens que têm pouco ou quase nenhum espermatozoide ou para aqueles que têm esperma com pouca mobilidade. Neste caso, o embriologista coloca o espermatozoide dentro da óvulo e não é o esperma que escolhe o óvulo;

Novas tecnologias:

- Filmar o embrião 24 horas por dia;

- Vitrificação e ou congelamento de óvulos – opção às mulheres que querem preservar sua fertilidade e adiar a maternidade com segurança;

Transferência de embriões:

- Até 35 anos: transferência de até 2 embriões;
- De 35 a 40 anos: 3 embriões são transferidos;
- acima de 40 anos: 4 embriões são colocados não útero da mulher.

Ciclo menstrual:

- O ciclo considerado fisiológico da mulher é aquele de 28 dias.
-Os de 20, 35 e 40 dias podem ser considerados anormais.

Embrião:

- Os embriões são classificados de A, B, C e D, sendo o A o de maior qualidade.
- Ao optar pela FIV há a possibilidade de o casal optar de fazer o exame de PGD. Este exame é um estudo genético do embrião e é permitido saber se há alguma alteração genética antes de implantá-lo. Este exame é mais indicado para casais inférteis com idade mais avançada.

O que acharam das informações? A próxima palestra promovida pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo será entre janeiro e fevereiro. E espero ver mais de vocês por lá. Este é mais um texto exclusivo do A Endometriose e Eu. Continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Beijo carinhoso!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": EM BUSCA DO SONHO DE GIULIA - PARTE 3!!

imagem cedida por Free Digital Photos
Na terceira parte de "Em Busca do Sonho de Giulia",  nossa querida leitora conta o resultado de seus exames preparatórios para realizar a tão sonhada fertilização in vitro. O dia que seria um dos mais felizes de sua vida até aqui, ao levar seus exames para os médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, Giulia foi surpreendida pelo resultado ruim de um dos principais exames a ser feito para quem faz tratamento para engravidar: a biópsia do endométrio. Como já relatado aqui antes por Giulia, foi justamente este exame que a fez optar pelo local onde realizaria seu sonho da maternidade. Antes, ela e o marido foram a outras clínicas, mas nenhuma delas constava dentre os exames a serem feitos a averiguação do endométrio. Ele é muito importante para que haja  fixação do embrião no útero. Sem a biópsia do endométrio, Giulia talvez teria postergado ainda mais o grande sonho de sua vida. Ainda mais para quem tem endometriose. Por isso, pesquisar, conhecer o local e também ter contato com mulheres que já fizeram tratamento no lugar que você mais se interessou é fundamental. 

Para quem perdeu o primeiro e o segundo capítulos de "Em Busca do Sonho de Giulia", não deixe de ler. Às tentantes tenham fé e não desista de seus sonhos, mas controla a ansiedade. Aos poucos vamos tentar mudar o pensamento errôneo, a quem chamo de mentes ignorantes, sobre nós e a doença. É por isso que luto! E quero todas juntas!  E é para isso que a marcha Mundial contra a Endometriose será muito importante. Para isso, continue votando no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013 (clique aqui e dê seu voto). O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar 

Em Busca do Sonho de Giulia - parte 3:

“Treinar e alimentar minha paciência e fé. Foi assim que terminei a segunda parte de minha saga. Pois, então, terminado os exames, pensei que todos estariam perfeitos para já iniciarmos a fertilização in vitro. Mas, infelizmente, não foi isso que aconteceu. Marquei a consulta e, mais uma vez, meu marido se ausentou do trabalho para me acompanhar. Como os exames de sangue deram todos normais, pensei que já sairíamos de lá com o protocolo da fertilização. Neste dia, em especial, os casais que participam deste tratamento de baixo-custo estavam na recepção. Aí tem os mais otimistas, e aqueles que te desanimam total.

Porém, como disse antes, eu estava aprendendo a exercitar minha fé. E comecei a treinar meu ouvido para só escutar as histórias e comentários positivos. Chegou o tão esperado momento da consulta. A  tão esperada quinta-feira. Coração batendo forte! Entramos. Além dos médicos que nos atendem, os supervisores que dão suporte a eles, também estavam na sala. E a minha ansiedade não era à toa. Justamente, a biópsia do endométrio deu alterada. E é justamente esse o exame que falei anteriormente que é um dos diferenciais do IMSP, pois na clínica que fui antes não me pediram esse exame. Meu mundo desabou! Por que tudo tinha de ser tão difícil? Um dos supervisores veio falar comigo e com meu marido. 

Resultado? Micropólipos em toda parede do útero. Como ele conhecia meu médico, ele disse que iria ligar para ele, mas que eu teria de levar a biópsia do endométrio para ele ver. Sai de lá de arrasada, triste, aos prantos. Meu sofrimento parecia não ter fim!! Mas de uma coisa eu tive certeza absoluta: sai de lá confiando ainda mais na clínica que escolhi, pois esta foi a única (dentre todas que fui), que pediu este exame. Por mais que o resultado não foi o que eu gostaria, a biópsia do endométrio foi fundamental para não me fazer sofrer mais. Sem ele, eu iria fazer a FIV (saiba a diferença entre FIV e inseminação artificial),e não iria engravidar. Esse exame foi fundamental, pois descobriu o que poderia atrapalhar meu tão sonhado positivo (leia a dor do (s) beta (s) negativo (s) e a dor emocional de uma endo mulher). Com o passar dos dias fui me reerguendo novamente até a consulta com meu ginecologista. Estava ansiosa para saber qual seria o próximo passo diante desta situação. Apesar da tristeza, tenho fé e creio que tudo correrá bem. Torçam por mim! Beijo carinhoso!! Giulia."

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": EM BUSCA DO SONHO DE GIULIA - PARTE 2

imagem cedida por Free Digital Photos

Em “Superando a Endo Infertilidade”, o segundo capítulo da saga da nossa querida leitora Giulia, em busca de seu sonho da maternidade. O depoimento de Giulia é muito importante, pois vai alertar outras endo mulheres que precisam de tratamento para engravidar. Antes de ser indicada para ir ao Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, ela foi a outras clínicas... É preciso pesquisar e muito antes de escolher o local para realizar o tratamento. Pesquisar e conhecer. Conhecer o corpo clínico, conhecer a clínica, buscar depoimentos de outras mulheres que já engravidaram no local. Para ter certeza que você poderá engravidar na primeira tentativa. Para quem perdeu o primeiro capítulo de “Em Busca do Sonho de Giulia”. Inspire-se, tenha fé e creia em nosso Criador!  "Se Tu podes crer, tudo é possível ao que crê" - Marcos 9:23.

Entre para a nossa campanha: "Seja do bem vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social”. Vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013. Neste ano, cada pessoa tem duas chances de voto. É um voto por e-mail e outro com o facebook. Se você tiver email e facebook, vote com os dois, pois assim teremos mais chances. Clique no link (http://bit.ly/18wANh9) e dê o seu voto. A primeira opção é o voto por e-mail, onde no primeiro espaço você vai colocar seu nome e sobrenome e, no segundo, seu e-mail. Você clica na seta votar, que está à direita na cor laranja. É necessário validar seu voto em seu próprio e-mail, que você vai receber do prêmio TopBlog Brasil. Basta clicar no link que estará em seu email, e pronto, seu voto foi validado com sucesso! Na sequência aparece o F, em azul, do facebook. Clica na seta laranja, faça seu login e pronto. Voto validado com sucesso! Conto com a ajuda de todos vocês em votar e, em especial, em compartilhar meu pedido entre seus amigos. Afinal, como eu sempre disse: "a união faz a força e juntos somos mais fortes". O primeiro turno vai até o dia 9 de novembro. Aproveite para conhecer a linha de camisetas exclusivas que acabamos de lançar para espalhar a conscientização da endometriose. É a nossa conscientização fashion! Beijo carinhoso!! 

Em Busca do Sonho de Giulia – parte 2:

“Era uma manhã de quinta-feira de fevereiro de 2011. Após duas cirurgias para retirar a endometriose, lá fui eu para minha primeira consulta no Instituto de Ensino ePesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, até então, o dia mais esperado de minha vida. Meu marido foi junto, claro. Já nesta primeira consulta foi confirmada que o método utilizado seria a fertilização in vitro, devido ao quadro de acometimento da minha endometriose! Sei que esta técnica é uma realidade muito distante para muitas endo mulheres, inclusive, para mim mesma. Se não fosse a ética e honestidade de meu médico em me encaminhar para o Instituto, talvez, hoje, eu ainda não teria realizado o grande sonho da minha vida: a maternidade, a vinda da minha Clara.

O instituto faz tratamento de infertilidade de baixo-custo, onde além de ser bem acessível o valor do tratamento tem desconto nos medicamentos. Fiquei maravilhada com tudo isso, mas nem tudo foi tão fácil como imaginei! Os médicos de lá são muito atenciosos. Eles são supervisionados, acompanhados de forma direta, por médicos renomados e feras em infertilidade que fazem parte do corpo clínico do instituto. Senti-me muito segura, por saber que os melhores profissionais do país em reprodução humana fazem parte de lá. Porém, pensei que nesta primeira consulta eu já sairia com protocolo e com remédios para comprar e iniciar o ciclo.

Levei todos os exames que eu tinha em casa, mas mesmo assim saí de lá com a solicitação e uma bateria de exames, dentre eles, a biópsia do endométrio, que foi fundamental para descartar qualquer problema antes de iniciar o tratamento. Antes de ir ao Instituto, fui a outras clínicas de infertilidade e em nenhuma (isso mesmo!), nenhuma delas pediu este exame. No Instituto, há uma investigação rigorosa para que tudo dê certo já na primeira tentativa, claro. É um lugar sério, com profissionais éticos e que de fato querem realizar nosso sonho de gerar um filho.  Saí desta primeira consulta já ansiosa para o resultado, rezando para que tudo estivesse bem para assim iniciar logo o tratamento. Queria que tudo começasse já no dia seguinte, mas como é um local de baixo-custo, o atendimento era somente às quintas-feiras. E como teria de levar os exames, marcaram minha segunda consulta para o próximo mês.

Neste exato momento comecei também a treinar minha paciência. Tive de aprender a ser paciente, controlar minha ansiedade e alimentar ainda mais a minha fé. Saí de lá muito esperançosa, ou melhor, esperançosos, porque meu marido acompanhou tudo, participou de todas as etapas. Comecei a bateria de exames. A biópsia do endométrio fiz no próprio Instituto com um dos profissionais renomados do país e isso me passo muita segurança. Porque no fundo, no fundo apesar da fé, ficamos sim com medo de aparecer mais alguma alteração. Realizei também exames de sangue, alguns normais, outros mais específicos, como por exemplo, para ver a reserva ovariana. Já que tinha de fazer, queria fazer tudo logo... mas não foi bem assim. Foi aí que realmente comecei a treinar ainda mais a minha paciência e a minha fé... no próximo capítulo uma surpresa! Beijo carinhoso! Giulia.”     

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": CONGELAMENTO DE ÓVULOS PRESERVA A FERTILIDADE DA MULHER!!


imagem cedida por Free Digital Photos


Após explicar sobre os tratamentos de infertilidade, o doutor Hélio Sato aborda na coluna “Superando a Endo Infertilidade”, um dos métodos de “preservar a fertilidade feminina”: o congelamento de óvulos. É importante lembrar que a cada mês, a cada menstruação, a mulher perde um número grande de óvulos, os quais não serão mais repostos. Estima-se que a mulher nasce com cerca de 2 milhões de óvulos, mas já na primeira menstruação, esse número diminui para cerca de 300 a 500 mil. Porém, existe meios de suprir essa perda, como por exemplo, congelar os óvulos. E este é o tema do texto de hoje.

Aproveito para convidar todos os leitores a entrarem na nossa campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose”. Vote no A Endometriose e Eu", (passo a passo aqui), no prêmio TopBlog Brasil 2013, na categoria saúde pessoal. Vote no blog pioneiro em lutar não apenas pelo reconhecimento da endometriose como doença social, mas pelos nossos direitos, pela qualidade de vida das portadoras de endometriose, que passa fé, esperança, e que traz informações de qualidade e exclusivas do que acontece em todo o mundo em relação à doença. Ah, e não se esqueça inscreva-se para a Million Women March for Endometriosis (clique aqui). Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


Preservando a fertilidade – congelamento de óvulos

Por Doutor Hélio Sato

No tocante às mulheres, os anos 1960 e 1970 foram marcantes com advento da pílula anticoncepcional, assim, passaram a ter a faculdade da decisão de ter filhos e em qual momento da sua vida. Estes acontecimentos associado aos resquícios da demanda forçosa de trabalho no período da 2a guerra mundial remeteram às facilidades de obtenção de trabalho e passaram a ter apoio de diversas escalas da sociedade, entidades religiosas e dos familiares para o ingresso na vida profissional.

Positivamente, muitas mulheres tornaram-se economicamente independentes dos homens e neste mesmo pacote adquiram todas as benesses desta nova circunstância. Porém, somaram o trabalho fora do lar aos tradicionais papeis de esposa, os cuidados domésticos e maternos. E, para melhor remuneração, buscaram formações acadêmicas, línguas estrangeiras e outros aperfeiçoamentos. Assim, a idade da constituição de uma nova família e de filhos progrediram de gerações a gerações.

No entanto, o potencial reprodutivo diminui com a idade e com a idade avançada da primeira gravidez, assim sendo, deparamos cada vez mais com a infertilidade que acomete principalmente as mulheres acima de 35 anos.

Resumidamente, a principal razão que leva a infertilidade com o avanço da idade é a perda continua dos óvulos que diminuem ao longo dos anos e infelizmente contrariamente aos homens não são repostos. Estima-se que a mulher inicia sua puberdade com a média de 300 a 500 mil óvulos, e, apesar da ovulação ocorrer na maioria das mulheres em apenas um óvulo em cada ciclo, são utilizados 400 a 500 deles, pois, os demais auxiliam na maturação deste óvulo dominante (o fecundado). Desta maneira, a reserva vai diminuindo progressivamente.

A reserva ovariana que pode ser avaliada por diversos exames, porém, os mais utilizados é a dosagem de FSH e estradiol no 2o ou 3o dia do ciclo, contagem de folículos antrais por meio do ultrassom e a dosagem do hormônio anti-mulleriano (AMH).

Soma-se, ainda, a perda da qualidade dos óvulos, pois, os óvulos são produzidos por meio da divisão igualitária dos seus cromossomos por meio do processo conhecido como meiose, isto é, o ser humano tem 46 cromossomos e para manutenção deste número, o óvulo deve conter 23 cromossomos e o espermatozóide 23 cromossomos. Porém, os óvulos são armazenados no ovário no início deste processo e com o avanço da idade esta divisão pode ocorrer incorretamente ficando assim 22, 24 cromossomos ou qualquer outro número díspar de 23. Assim, passa a existir a possibilidade de ter 45, 47 cromossomos ou qualquer outro número distinto de 46 no embrião que devido a esta anormalidade não se desenvolve ou quando se desenvolve o bebê nasce com alguma deficiência como a síndrome de Down, Patau, Edwards ou Turner.

Desta forma, muitas mulheres (vide tabela) optam pelo congelamento dos óvulos, pois, desta maneira, pode ocorrer a preservação de quantidade e qualidade dos óvulos por longo tempo e até este momento este prazo de conservação está indeterminado.

Principais indicações de congelamento de óvulos:
1. Baixa reserva ovariana;
2. Planejamento de gravidez após 35 anos;
3. Câncer ginecológico que possa piorar com a gravidez e possibilidade de gravidez após o término do tratamento;
4. Procedimentos que podem levar a diminuição da reserva ovariana como a retirada de tumores ovarianos, quimioterapia e radioterapia pélvica.


O processo de congelamento de óvulos é semelhante ao tratamento de fertilizaçãode in vitro afora o processo interrompe-se após a captação dos óvulos. Quanto à fertilização, pode ser feito com os óvulos frescos nas mulheres com relacionamento estável para a transferência posterior ou ser procedido posteriormente sem prejuízos no prognóstico de sucesso. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": EM BUSCA DO SONHO DE GIULIA!

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Após a coluna abordar alguns temas sobre infertilidade, nossa querida Juliana vai contar o passo a passo da história inspiradora de nossa endoirmã Giulia, de 28 anos, até a realização de seu desejo de ser mãe. Foi por conta da história de Giulia que eu conheci o Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, o primeiro parceiro do A Endometriose e Eu, que oferece tratamento de infertilidade num programa de baixo-custo, e conta com a ajuda especializada dos melhores profissionais do mercado do Brasil, num valor acessível. Para guardar para sempre este momento mágico em sua memória e na de seu marido, Claudio, Giulia escreveu um diário. E será a partir dele que Juliana irá narrar todos os momentos, os de alegria e também os menos alegres, e todas as emoções da aguardada chegada de Manuela. Com vocês, "Em busca do sonho de Giulia." Fé e pensamento positivo sempre! E vamos ser felizes, por favor! 


E não se esqueçam de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para mostrar a todas as pessoas do mundo que existimos, que somos muitas (176 milhões de mulheres), reivindicar nossos direitos, cuidados, tratamento especializado acessível em todo país, inclusive, no SUS, conscientizar a sociedade, pois só assim passaremos a ser tratadas com o respeito e a dignidade que merecemos. Esta é a nossa grande chance de ter a doença reconhecida como social pelo governo federal, já que temos um dos maiores especialistas do mundo, o doutor Camran Nezhat, à frente da Marcha de Milhões de Mulheres contra a Endometriose. Compartilhe a Ficha de Inscrição entre seus amigos. Todos podem e devem participar. Afinal, a endo não tem idade e basta ser mulher para ter a possibilidade de desenvolver a doença. Comece a se inspirar na brilhante história de Giulia. "Se Tu podes crer, tudo é possível ao que crê" - Marcos 9:23Beijo carinhoso! Caroline Salazar

“Além dos temas para superar a endo infertilidade, a coluna começa a contar toda a trajetória da nossa querida Giulia até conseguir realizar o sonho da maternidade. Assim como muitas de nós, Giulia passou por três cirurgias de endometriose (a videolaparoscopia), e numa delas, inclusive, precisou retirar um pedaço de seu intestino. Foram inúmeros tratamentos para controlar sua endometriose, chegou a tomar uma dose de Zoladex 10,8 (nota da editora: nota da editora: antagonista de GnRH que inibe a função dos ovários, a ovulação, induzindo a mulher a uma menopausa precoce ). Foram muitas tentativas de engravidar naturalmente, mas infelizmente, todas foram em vão. Porém, Giulia (podemos chamá-la carinhosamente de Giu) nunca perdeu a fé. Aliás, nas páginas de seu diário, que ela gentilmente nos cedeu, a primeira palavra do dia adivinha qual é? FÉ, assim mesmo, em letras maiúsculas. Com o insucesso da gravidez natural, ela começou sua longa batalha para procurar um centro de infertilidade que fosse acessível ao seu bolso e ao de seu marido. Fez do obstáculo e da fumaça negra da infertilidade em mais um desafio de sua vida a ser superado, rumo a realização de construir sua família. Com muita fé, claro!

Há sim muitas assombrações quando a questão é procurar um local sério que realmente nos ajude nesta batalha. Qual clínica procurar? Ela é ética, honesta? Quanto custa este tratamento? Qual a chance de sucesso e insucesso? Pra quem já tentou tratamentos para engravidar sabe muito bem os pensamentos que pairam na cabeça da mulher. Apesar de ser o sonho do casal, acho que a mulher é quem mais sofre com o “antes”. Além de ler e reler a história de Giulia algumas vezes antes de contá-la aqui, eu tenho acompanhado as de algumas amigas que estão em busca deste sonho. Segundo Giulia, ela começou uma busca incessante para encontrar um centro onde teria ótimos profissionais especializados a um valor compatível a seu bolso. Foi conversando sobre esses seus anseios com seu ginecologista e obstetra, ele sabendo que ela não teria condições financeiras de arcar com um tratamento particular, feito com ele mesmo, ele prontamente a indicou no grupo de fertilização de baixo-custo do Instituto de Ensinoe Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, um dos parceiros do blog.

O primeiro passo é encontrar um centro de confiança e que realmente esteja apto a ajudar a mulher a realizar este sonho. Este é o ponta-pé inicial para ir em busca do sonho da maternidade. Depois, é preciso controlar muito a ansiedade. Após findar essas etapas, é preciso fazer um check-up geral e realizar inúmeros exames para descartar todas as possíveis causas que possam interferir no tão sonhado positivo. Se a mulher e ou o homem tiver algum problema, é preciso tratá-los antes de iniciar o tratamento. Como já foi abordado no blog, no texto do doutor Hélio Sato A Infertilidade e seus Tratamentos, o homem também pode ser responsável pela infertilidade, e numa porcentagem igual a da mulher: 40%. Sabemos que nem toda endometriose causa infertilidade, e que a infertilidade pode ter múltiplas causas, além da endo. É preciso ser muito bem orientada também neste aspecto.


Giulia e seu marido, Claudio, conheceram outras clínicas, mas optaram mesmo pelo tratamento no Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, no programa de baixo-custo, que conta com os melhores profissionais do mercado, e com custo bem abaixo do comum. E lá foi o casal Giulia e Claudio para a primeira consulta. O casal pagou por esta consulta e levou todos os exames de Giulia, e realmente foi confirmada pela equipe médica que o melhor caminho para a gravidez era a fertilização. Começa aí a luta de nossa endoirmã para a realização de seu sonho. Sempre com muita fé e otimismo, Giulia vai contar todos os desafios que passou, tudo que enfrentou até a sua consagrada vitória. Então, rumo à fertilização de Giulia! Beijo carinhoso!! Juliana”