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segunda-feira, 24 de março de 2014

"A VIDA DE UMA ENDOMAMÃE": DA 17ª À 22ª SEMANA DE GRAVIDEZ E AS MUDANÇAS NA GESTANTE E NO FETO!!

imagem cedida por Free Digital Photos


Em mais uma "A Vida de uma EndoMamãe", continuamos a descobrir as mudanças no corpo da gestante e no do feto com nossa querida Tatiana. Só não sabemos ainda o sexo do bebê, porque nossa endomamãe quer surpresa. Como já tem um casal, logo que soube da gravidez, já decidiu esperar o parto para descobrir se é menino ou menina! Pensei que ela mudaria de ideia ao decorrer dos meses, mas até agora nada. Enquanto isso vamos nos aventurando em ver como realmente a natureza é sábia! É impressionante o progresso semanal do feto. Que momento mágico! 

Aproveito para agradecer, mais uma vez, a todos que votaram no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013. Pelo segundo ano consecutivo estamos na final! E isso só foi possível, mais uma vez, graças a união de todos. "A união faz a força e juntos somos mais fortes!" Ansiosa à espera do dia 26 de abril, dia da cerimônia da premiação. Enquanto isso te espero também no programa EndoMulheres, nosso novo canal de informação sobre endometriose na WEBTB Profissão Saúde. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


Por Tatiana Furiate

Desculpa o meu sumiço, mas por conta da coordenação da Marcha Mundial contra a Endometriose, a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose em São Paulo, meu tempo ficou cada vez mais restrito. Esse bebê está crescendo e se desenvolvendo cada vez mais. E ainda tive alguns contratempos, como por exemplo, uma infecção urinária que me fez correr para o hospital, pois já estava tendo contrações. Chegando lá, ao fazer o exame de toque, a médica sentiu esse pequeno forçando meu colo uterino, e acredite, ele estava encaixado!

Agora o espaço da barriga está ficando apertadinho para ele ou ela... Esse calor esta acabando comigo, estou inchando muito... Mas tudo vale a pena, nós nos esquecemos de tudo isso quando vemos pela primeira vez a carinha mais linda desse mundo. O sentimento de amor aflora de uma forma divina.

Além da infecção apareceu algumas pedrinhas num dos rins. Quando estamos grávidas a chance de desenvolver essa alteração aumenta muito. Mas, enfim, fui medicada e fiz repouso, mas ainda não estou podendo abusar muito!!!

Agora vamos falar do desenvolvimento semanal:

17ª semana de gravidez: O feto ganha novas camadas de tecido adiposo, fundamental para manter a temperatura e o metabolismo. Cuidado com o aparecimento de estrias nos seios e na barriga. O uso de óleo de amêndoas e rosa mosqueta podem ajudar na prevenção. Pode aparecer também uma linha mais escura na altura do umbigo. É a linha nigra, que costuma desaparecer após o nascimento. A partir dessa semana, o feto começa a ganhar novas camadas de tecido adiposo (gordura), que será fundamental para a manutenção da temperatura e metabolismo do corpo. Agora a quantidade de água no corpo dele é de 89g e a de gordura 0,5g. Ao nascimento, o tecido adiposo será equivalente a aproximadamente 70% do peso total do bebê. Ele mede da cabeça ao bumbum, cerca de 11-12 cm e está pesando aproximadamente 100g, o dobro de duas semanas atrás!

Mudanças no seu corpo: o fundo do útero está quase bem pertinho do umbigo; as estrias podem começar a aparecer, tanto nos seios quanto na barriga, devido ao estiramento rápido da pele. O uso de óleos de amêndoa e rosa mosqueta podem ajudar na prevenção. Não se assuste se perceber a presença de uma linha mais escurecida na altura do seu umbigo. É a linha nigra que costuma desaparecer depois do nascimento do bebê. Mudanças importantes estão acontecendo com outros órgãos do seu corpo para se adaptar à sua nova realidade: sua coluna lombar começa a se projetar para trás enquanto a barriga vai mais para frente, o que pode provocar algum desconforto nas costas; seu coração ganha capacidade para atender as exigências do bebê; a gengiva e o nariz podem sangrar, devido ao aumento da circulação do sangue no seu corpo e as dificuldades para respirar aumentam pela compressão dos pulmões. Mas atenção: se aparecer qualquer sintoma diferente do habitual ou que esteja provocando qualquer tipo de desconforto maior, não deixe de avisar seu médico!

18ª semana: Começa oficialmente o quinto mês de gestação. O bebê já pode ter chegado a 14 centímetros de comprimento (se medido do alto da cabeça até o bumbum), e já é capaz sentir e ouvir.  Agora tudo o que ele consegue ouvir é a batida do seu coraçãozinho e os sons produzidos pelo seu sistema digestivo, mas, em breve, vai identificar também barulhos fora do útero, inclusive, a voz da mamãe. Se for menina, o útero e as trompas já estão formados; se for um menino, os genitais já são visíveis.


19 ª semana: O feto mede por volta de 15 centímetros (da cabeça até o bumbum) e já pesa aproximadamente de 240 gramas. O bebê já começa a engolir o líquido amniótico, e os rins continuam produzindo urina. O cabelo está começando a aparecer. O desenvolvimento sensorial chega ao auge a partir desta semana. Os neurônios ligados a cada um dos sentidos -- paladar, olfato, audição, visão e tato -- estão se desenvolvendo em suas áreas específicas do cérebro. A produção de células nervosas diminui, e as células já existentes aumentam de tamanho e formam conexões mais complexas. As meninas já tem mais ou menos 6 milhões de óvulos nos ovários. Quando nascer, esse número terá diminuído para cerca de 1 milhão. Metade da gestação, estamos próximos.

20 ª semana: O bebê está ganhando peso, e pode medir cerca de 17 centímetros (do alto da cabeça até o bumbum), sem contar as pernas, que costumam ficar bem flexionadas. Uma substância espessa e gordurosa, chamada verniz caseoso ou vérnix, envolve todo o bebê e é o responsável por proteger a pele da imersão no líquido amniótico. Essa camada também ajuda no parto normal. O bebê está engolindo mais líquido, já fazendo um bom treino para o sistema digestivo. Depois de beber esse líquido, o corpo do bebê absorve a água e transfere o restante para o intestino grosso. O curso pré-natal é uma boa dica para as mamães se prepararem para o parto e conhecer suas opções. Mesmo que você não seja marinheira de primeira viagem, esse tipo de aula pode trazer novas contribuições. É bom se planejar para já ter concluído o curso de gestante com 37 ª semanas, quando o trabalho de parto poderá começar a qualquer momento. A partir deste período é importante a ingerirmos ferro suficiente na alimentação. Seu bebê precisa dele para produzir glóbulos vermelhos, dentre outras coisas.

Mudanças no seu corpo: O útero chega até o umbigo, e deve crescer cerca de um centímetro por semana. Essa medição é feita pelo médico com fita métrica nas consultas. A partir deste período já começamos a distinguir os chutes e as cambalhotas do bebê. Para algumas mulheres demora um pouco mais.

21 ª semana: O feto agora pesa cerca de 360 gramas e mede aproximadamente 27 centímetros no total -- a partir desta semana a medição passa a ser feita do alto da cabeça até o calcanhar. As sobrancelhas e pálpebras estão prontas e as pontas dos dedos já têm unhas. Pode parecer inacreditável, mas seu bebê já é capaz de ouvir ao que a mãe fala. Por isso você pode conversar com ele sem medo de se sentir boba. Vale até cantar e ler histórias.

22 ª semana: Seu bebê é agora uma versão mais magrinha de um recém-nascido. Ele pesa cerca de 430 gramas, e mede um pouco mais que 27 centímetros no total. O corpo do bebê tem as proporções certas, mas ele ainda vai ter de engordar bastante. Enquanto isso não acontece, a pele fica enrugada. Os lábios e os olhos estão formados, embora a íris (a parte colorida do olho) ainda não tenha pigmentos. O pâncreas, essencial para a produção de hormônios, continua se desenvolvendo.  Os primeiros sinais dos dentes já aparecem, debaixo da gengiva.  Mamães já devem ter  engordado entre 5 e 7 quilos. A partir de agora, o aumento de peso deve ser de pouco mais de 200 gramas por semana. Pode ser que apareçam vontades súbitas de comer alguma coisa, e você pode notar um aumento na secreção vaginal, embora sem a presença de sangue. As duas coisas são normais na gravidez.

Se quiser falar comigo, deixe seu recado aqui! Um beijo carinhoso!


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"A VIDA DE UMA ENDO MAMÃE": AS MUDANÇAS DA 15ª E DA 16ª SEMANAS DE GRAVIDEZ, NO CORPO DA GESTANTE E DO BEBÊ!


imagem cedida por Free Digital Photos

"Em A Vida de uma Endo Mamãe" Tatiana relata a 15ª e a 16ª semanas de gravidez e também as mudanças no corpo da gestante e do bebê. Eu, que nunca fiquei grávida, estou aprendendo muito com a coluna e fico ansiosa em já querer saber as mudanças da próxima, da próxima e por aí vai... Neste artigo, ela nos conta que os enjoos já passaram! Confesso que "ter enjoos" é algo que pode me incomodar quando chegar a minha vez. Por isso adorei saber! E agora a barriga já começa a despontar e a ficar bem visível! E para quem teve diminuição no apetite sexual já pode reverter esta situação. Agora, com a palavra, a nossa Endo Mamãe Tatiana. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por Tatiana Furiate

As 15ª e a 16ª semanas de gravidez e as mudanças no corpo da mulher e do bebê

15ª semana de gravidez: As sobrancelhas já estão definidas e o cabelo continua a crescer. A pele ainda é bem fina, com vasos bem visíveis. A nossa barriga está cada vez maior, e para quem vê, já não há dúvidas sobre a gravidez. Os olhos continuam a se mover para o centro da face, mas ainda estão bem separados um do outro. É comum o cabelo do bebê mudar de textura e de cor após o nascimento. Isso vai depender de vários fatores, dentre eles, os genéticos. Os braços têm flexão de ombro e pulsos, as mãos já mexem, e podem se abrir e fechar. Os ossos (principalmente da coluna) estão mais desenvolvidos e retendo bastante cálcio para ficar cada vez mais forte. Da cabeça ao bumbum, a medida do feto é de 90 a 103mm. E o peso de aproximadamente 50g.

Mudanças com seu corpo: já não dá mais pra esconder nossa gravidez. Agora que os enjoos e o mal-estar foram embora, já começamos a curtir a gestação, e até mesmo o desejo sexual – que no início fica baixo – já pode voltar com força total!

16ª semana de gravidez: a placenta já está toda formada e assume o papel de nutrição e oxigenação do feto. Nesta fase, já começamos a sentir os primeiros movimentos do bebê. É importante manter boa alimentação para evitar azia e má digestão. Além, claro, de controlar o peso. A medida do feto da cabeça ao bumbum pode variar de 108 a 116mm e seu peso gira em torno de 80g. As impressões digitais dos pés e das mãos começam a se formar; as unhas estão bem formadas e as pernas e os braços mais longos. As pernas estão maiores que os braços. A musculatura facial está mais desenvolvida e o feto pode começar a fazer caretas. Os batimentos cardíacos podem ser identificados com o uso do sonar ou com o estetoscópio de Pinnard, utilizados durante a consulta pré-natal. A partir dessa semana você poderá começar a sentir os primeiros movimentos do seu bebê! Se o feto for uma menina, os ovários já estarão na pelve, com todos os óvulos que ela terá durante toda a vida: 1.000.

Mudanças no seu corpo: a barriga já está bem aparente. Já sentimos os seios mais sensíveis, inchados. E a aréola está maior e mais escura e o mamilo (o bico do seio) também. Os enjoos passam, mas mesmo assim é preciso cuidar da alimentação para evitar azia, má digestão e aumento. É um ótimo momento para começarmos a reeducar nossa posição para dormir. A ideal é a de lado, sobretudo do lado esquerdo. Assim ajudamos a melhorar o fluxo de sangue para o bebê e a diminui aquela terrível sensação de falta de ar, quando estamos deitadas de barriga para cima.

domingo, 12 de janeiro de 2014

"A VIDA DE UMA ENDO MAMÃE": AS MUDANÇAS DA 11ª e DA 12ª SEMANAS! DICAS PRECIOSAS E A RELAÇÃO DOS FILHOS DE TATIANA COM A GRAVIDEZ!

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Em "A Vida de uma Endo Mamãe", Tatiana fala das mudanças no corpo da mulher e do bebê durante a 11ª e a 12ª semanas e também dá dicas preciosas para esta fase. Como por exemplo, como anemizar o inchaço causado pelo calor. Outro assunto muito interessante deste artigo é quando ela fala sobre a relação e a reação de seus filhos mais velhos com bebê que está a caminho. Ciúmes, compreensão.... Atenção falta dois meses para a Million Women March for Endometriosis Brazil, a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose. Essa marcha será o primeiro movimento do mundo em prol de uma doença, um movimento que nunca foi feito antes, onde milhões de pessoas (mulheres com endo, médicos especialistas, e apoiadores da causa) sairão às ruas para mostrar à sociedade que esta doença existe, que ela é muito terrível e que precisamos ser levadas a sério, que a doença precisa ser reconhecida pelos governantes como uma doença social e de saúde pública para que haja tratamento digno pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em ao menos todas as capitais do Brasil. Por isso sua participação é muito importante, porque esta luta não é apenas para um grupo, mas sim a todas as portadoras de endo do mundo. Vamos marchar por nós mesmas? Vá em busca de seu direito, afinal, você paga impostos altíssimos  e não é levada a sério?  Inscreva-se venha marchar conosco.

Aproveite e entre na nossa campanha! Seja do bem "Vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social e de saúde pública, Vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013. Clique aqui e dê seu voto: http://bit.ly/18wANh9. Passo a passo e mais informações:  http://bit.ly/1511wSV  Vote, compartilhe esta campanha entre seus amigos e ajude-nos a salvar vidas femininas! Conto com a ajuda de todos. Afinal, luto por uma causa e uma andorinha não faz verão sozinha! A união faz a força e juntos somos mais fortes. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Por Tatiana Furiate

Olá, minhas queridas! Como passaram as festas de fim de ano? Nós passamos bem Fiz muitos pratos diferentes  para a família... Um pouco cansativo, mas valeu a pena. Agradeci a Deus por mais um Natal grávida... E lá vamos nós, na semana que passou completei 19 semanas. Estou quase chegando na metade da gestação. Criançada ainda de férias, deixando a mamãe muito louca, nossa não é fácil estar grávida e ter mais 2 filhos.  A Júlia já está se tornando uma mocinha, já me ajuda em algumas coisas, é minha amiga e companheira.  Já o Arthur não preciso comentar, né!! Menino,  nossa que energia, não para um minuto. Só querem saber de brincar e piscina (e nessa brincadeira, quem levou a bronca fui eu, do meu médico!).  Mas uma turminha que está amando ganhar mais um irmãozinho ou irmãzinha, não passam um dia sem beijar minha barriga, se preocupam se o bebê está com fome, frio, se vai tomar banho (vai entender a cabecinha deles).  Tomam  cuidado comigo, não deixam eu abaixar, pegar peso, até o lixo eles se revezam para levar para a lixeira. Realmente meus filhos são abençoados. Ah!!! Quase esqueci, a bronca que dei neles foi por que eu tomei muito sol nas pernas e manchou tudo,  mesmo passando protetor. Quando estamos grávidas, nossa pele produz mais pigmentos facilitando as manchas. Minha sorte foi que meu rosto não foi atingindo. Meu médico quando viu, disse que estou proibida de tomar sol.



Agora estou começando a ficar um pouco mais cansada, com esse calor estou retendo mais líquido. Nessa fase,uma boa opção é iniciar drenagem  linfática. O bebê já se mexe mais, depende da posição que estou, como por exemplo, à noite noite para dormir, ele já começou a escolher em qual posição quer que eu fique.  Escrevendo esse artigo, já estou um tempinho sentada, e o serzinho aqui, está começando a ficar incomodado, não para de  me chutar.  Nessa fase, precisamos intensificar a hidratação do nosso corpo, passarmos muito óleo, hidratantes e iniciar a massagem nos seios.  Pois a pela começa a esticar de forma rápida, onde se inicia as tão temerosas estrias. Roupas, nem me fale, já nada me serve, tive que mais uma vez dar uma corridinha nas lojas. Dica!! Comprar roupas bem a vontades, sapatos se possível um número maior.

Agora, um pouco sobre as mudanças destas duas semanas:

11ª  semana de gravidez: Os órgãos genitais estão começando a se distinguir  e em breve será possível identificar o sexo. É comum que a pressão da gestante baixe um pouco, mas se for algo frequente o médico precisa ser consultado. O crescimento do feto está em ritmo acelerado e nas próximas semanas suas proporções irão dobrar. Ele agora está medindo em torno de 44 a 60 milímetros e pesa aproximadamente 8 gramas. Sua cabeça ainda é desproporcional em relação ao tamanho do corpo, mas ela já começa a tomar distância do peito, o queixo começa a aparecer e o pescoço a tomar forma. A placenta tem muito mais vasos do que antes e com mais capacidade de nutrir e oxigenar o bebê. Como os órgãos genitais começam a se distinguir, em poucas semanas, esse processo será finalizado e com a ajuda do ultrassom já será possível identificar se vai será menino ou menina!

Mudanças no seu corpo: você está quase no final do primeiro trimestre e agora dá para começar a sentir o útero acima do seu osso púbico. Ainda não dá pra sentir os movimentos do bebê, apesar de ele estar bem ativo.

A sua pressão arterial pode baixar um pouco a partir dessa fase o que às vezes pode provocar sensações de desmaio em algumas mulheres. Se você estiver sentindo isso com frequência, é bom falar com o obstetra para saber se é só isso que se passa com você. A boa notícia é que os enjoos estão indo embora! Obaaaaaa!

12ª semana de gravidez: A estrutura cartilaginosa do corpo do bebê está se transformando em ossos. E as estruturas já formadas estão em processo de crescimento. Os riscos de um possível aborto espontâneo estão cada vez mais longe e os sintomas iniciais, como enjoos, sono e cansaço tendem a desaparecer. Nesta semana, ele está medindo, da cabeça ao bumbum, aproximadamente 61 milímetros e pesando em torno de 14 gramas. Agora, os centros de formação dos ossos estão aparecendo e ele está se preparando para transformar em ossos toda a estrutura cartilaginosa do seu corpo. As outras estruturas formadas nas semanas anteriores, estão em pleno processo de crescimento e tomando suas formas. Os rins começam a produzir urina e o intestino está totalmente dentro do abdômen, e não se comunica mais com o cordão umbilical. O sistema digestivo já é capaz de absorver a glicose e a glândula pituitária (na base do cérebro) começa a produzir seus hormônios. A quantidade de líquido amniótico também começa a aumentar e seu volume total agora é de aproximadamente 50ml.


Mudanças com o corpo: se tudo correu bem até aqui, o risco de você sofrer um aborto 
espontâneo e pperder o bebê está ficando cada vez mais longe. O útero da mulher continua crescendo e daqui pra frente a gravidez fica cada vez mais evidente. Aqueles sintomas típicos do começo como sono, enjoos, cansaço e indisposição tendem a desaparecer e passamos a nos sentir mais bem disposta para fazer suas atividades diárias. Lembre-se que se você não tiver nenhuma contraindicação é muito importante manter uma rotina de exercícios físicos que para ajudar a manter seu corpo e mente saudáveis e encarar essa fase com muita disposição. U beijo carinhoso e até a próxima!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DAVID REDWINE: A GRAVIDEZ É A CURA PARA A ENDOMETRIOSE?


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Será a gravidez a cura para a endometriose? Mais um artigo do doutor David Redwine para educar as mentes ignorantes a respeito da doença. Se a infertilidade é tida como uma das consequências da doença, por que muitas mulheres descobrem ter a doença após o parto? Por que a maioria das portadoras tem filhos? Há tempos que tenho escutado algumas baboseiras quando falo a palavra "endometriose". É comum escutarmos quando somos questionadas por pessoas que não sabem o que é de fato a endo, a frase: "Engravida que você fica curada". Escutar isso de pessoas leigas, ainda vai, agora escutar isso de médico? Oi? Em que mundo o doutor vive? Num reino encantado? Antes fosse assim mesmo! Bem que eu realmente gostaria. Já pensou, uma profusão de crianças no mundo e suas mamães felizes e livre da endometriose? A gravidez, assim como os anticoncepcionais, é um tipo de tratamento para a endo. 

Há 3 anos e meio acompanhando histórias reais das leitoras, tenho percebido que muitas mulheres realmente melhoram neste período tão sublime,  mas outras tantas pioram. Muitas não conseguem criar seus filhos, como toda mãe deveria fazer. Estudos de inúmeros cientistas, como citados no texto do doutor David Redwine, comprovam o que falei acima (não, nada saiu da minha cabeça), e dizem que existem mais mulheres férteis com endo, do que o contrário, como a maioria pensa. Daí vem a pergunta que não quer calar entre os cientistas: a gravidez causa a endometriose ou a endometriose causa fertilidade? Você leu correto, "a fertilidade". O resto deixo com o doutor Redwine e os outros cientistas que ele cita.

Entre para a nossa campanha: "Seja do bem vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social”. Vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013. Neste ano, cada pessoa tem duas chances de voto. É um voto por e-mail e outro com o facebook. Se você tiver email e facebook, vote com os dois, pois assim teremos mais chances. Clique no link (http://bit.ly/18wANh9) e dê o seu voto. A primeira opção é o voto por e-mail, onde no primeiro espaço você vai colocar seu nome e sobrenome e, no segundo, seu e-mail. Você clica na seta votar, que está à direita na cor laranja. É necessário validar seu voto em seu próprio e-mail, que você vai receber do prêmio TopBlog Brasil. Basta clicar no link que estará em seu email, e pronto, seu voto foi validado com sucesso! Na sequência aparece o F, em azul, do facebook. Clica na seta laranja, faça seu login e pronto. Voto validado com sucesso! Conto com a ajuda de todos vocês em votar e, em especial, em compartilhar meu pedido entre seus amigos. Afinal, como eu sempre disse: "a união faz a força e juntos somos mais fortes". O primeiro turno vai até o dia 9 de novembro. Aproveite para conhecer a linha de camisetas exclusivas que acabamos de lançar para espalhar a conscientização da endometriose. É a nossa conscientização fashion! Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


Por doutor David Redwine

Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar


Será a gravidez a cura para a endometriose?

Nunca foi demonstrado por nenhum estudo controlado e nem por biópsia, que a gravidez é cura para a endometriose. De fato, existem vários estudos que mostram a predominância de mulheres previamente férteis entre as pacientes diagnosticadas com endometriose.

Haydon descobriu que 58% das suas pacientes com endometriose haviam dado à luz anteriormente. Conselllor descobriu que 61,8% das 737 mulheres que fizeram parte do seu estudo haviam sido mães. Bennet descobriu que 88% das suas pacientes que já haviam sido mães tinham como sua única patologia ginecológica a endometriose. Dougherty descobriu que 87% das suas pacientes haviam dado à luz uma ou mais vezes., levando o autor a se questionar se a gravidez poderia ser causa da endometriose, tão elevada era a taxa. Andrews e Larsen descobriram que uma taxa bruta de 72% de gravidez nas suas pacientes com endometriose. Redwine descobriu que 65% das suas pacientes recém diagnosticadas com endometriose haviam estado grávidas, e 51% haviam dado à luz.

Essas taxas iriam parecer muito mais elevadas se fossem incluídas as pacientes que não tentaram engravidar. Deve ser também referido que muitas das mulheres hoje têm partos de cesariana, o que deixa cicatrizes que já causa os seus problemas, mas pode ainda espalhar ou causar endometriose pós-natal.

Certamente, se a gravidez fosse uma cura para a endometriose, nenhuma dessas mulheres férteis teriam a doença. Em vez disso, é óbvio através da referida literatura foram observadas centenas de mulheres com endometriose que estiveram grávidas antes de descobrirem que tinham endometriose. A questão foi levantada porque os estudos mencionados acima não foram os primeiros a falar sobre a questão da fertilidade anterior ao diagnóstico da endometriose.

Estudos prévios por Sampson e Meigs encontraram uma taxa bruta de 40% de fertilidade prévia em mulheres casadas com endometriose (não mencionando sobre outros fatores de fertilidade, ou se os casais estavam tentando conceber). Falta mencionar que os dados sobre o estado da endometriose dessas mulheres anteriores à gravidez, não são claros e ninguém sabe se tiveram endometriose antes e sobre outros fatores envolvidos que pudessem ter tido influência.

A conclusão tirada desses estudos iniciais foi que a gravidez parece ser um fator protetor contra a endometriose e, o corolário (nota da editora: decorrência imediata de uma teoria) seguiu que a infertilidade era causada pela endometriose. Tudo isso ocorre como resultado da falácia de Berkson – a observação de pacientes hospitalizadas e o estabelecimento de uma tênue relação entre os estados ou sintomas da doença, seguido da conclusão de que essa relação seria causa e efeito.

O conceito foi proposto, pareceu lógico e foi aceito como fato consumado, tendo passado sem ser questionado até recentemente. Isso foi agora reconhecido como um caso clássico de desorientação que pode ser apresentado como preconceito de seleção.

Com a publicação de tantos estudos que mostram uma predominância da fertilidade sobre a endometriose nessas pacientes, é razoável perguntar, tal como fez Dougherty, se a gravidez causa a endometriose, ou se a endometriose causa fertilidade?

Enquanto essas questões podem parecer absurdas, considerar o seu oposto (que a infertilidade causa endometriose ou que a endometriose causa infertilidade) não foi apenas proposto, mas também aceito como fato científico e oferecido como tratamento viável durante gerações de mulheres com endometriose.

Atribuir a causa apenas com base em uma relação que foi observada é um abuso ultrajante do processo científico que não seria aceite em um curso de introdução à epidemiologia. A eletrocoagulação da endometriose é realizada tocando com um eletrodo metálico no foco da doença, destruindo-o totalmente a partir desse ponto. A desvantagem é que o cirurgião não tem forma de saber se a doença foi completamente eliminada.

Essa abordagem pode também arriscar lesões em estruturas vitais próximas. Eletroexcisão da endometriose, por outro lado, separa a endometriose dessas estruturas vitais, fazendo uso de dissecação pura e dura, e pulsos de corrente elevada que podem cortar o tecido rapidamente.
As pílulas anticoncepcionais parecem ser uma terapia lógica que pode duplicar o imaginado efeito protetor da gravidez. A terapia de pseudogravidez (nota da editora: gravidez psicológica) com as pílulas teve o seu impulso com uma paciente que não teve endometriose diagnosticada e que se pensou ter sido curada da sua “doença” após sua gravidez.

Ironicamente, estudos subsequentes que relatam terem considerado o tratamento cirúrgico ligeiramente mais eficazes do que os anticoncepcionais orais ou que observaram a resposta do revestimento uterino, não endometriose, foram usados para defender o o uso de PCN para a endometriose, outro abuso científico.

A noção de um “fato assumido” usado no processo científico foi inicialmente mencionado no estado inicial de desenvolvimento da terapia com pílulas. É agora reconhecido que para se estudar uma terapia específica, é incorreto combiná-la com outra terapia e ignorar a presença dessa segunda terapia. Além disso, a imprecisão introduzida  ao estudar qualquer processo de doença estudando qualquer outra coisa que a própria doença, deveria ser óbvia.


Tudo isso pode parecer confuso, e é confuso, mas o importante é que a pesquisa foi e continuará a ser manipulada para influenciar o resultado em favor de uma opção de tratamento que esteja a ser estudada.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": CONGELAMENTO DE ÓVULOS PRESERVA A FERTILIDADE DA MULHER!!


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Após explicar sobre os tratamentos de infertilidade, o doutor Hélio Sato aborda na coluna “Superando a Endo Infertilidade”, um dos métodos de “preservar a fertilidade feminina”: o congelamento de óvulos. É importante lembrar que a cada mês, a cada menstruação, a mulher perde um número grande de óvulos, os quais não serão mais repostos. Estima-se que a mulher nasce com cerca de 2 milhões de óvulos, mas já na primeira menstruação, esse número diminui para cerca de 300 a 500 mil. Porém, existe meios de suprir essa perda, como por exemplo, congelar os óvulos. E este é o tema do texto de hoje.

Aproveito para convidar todos os leitores a entrarem na nossa campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose”. Vote no A Endometriose e Eu", (passo a passo aqui), no prêmio TopBlog Brasil 2013, na categoria saúde pessoal. Vote no blog pioneiro em lutar não apenas pelo reconhecimento da endometriose como doença social, mas pelos nossos direitos, pela qualidade de vida das portadoras de endometriose, que passa fé, esperança, e que traz informações de qualidade e exclusivas do que acontece em todo o mundo em relação à doença. Ah, e não se esqueça inscreva-se para a Million Women March for Endometriosis (clique aqui). Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


Preservando a fertilidade – congelamento de óvulos

Por Doutor Hélio Sato

No tocante às mulheres, os anos 1960 e 1970 foram marcantes com advento da pílula anticoncepcional, assim, passaram a ter a faculdade da decisão de ter filhos e em qual momento da sua vida. Estes acontecimentos associado aos resquícios da demanda forçosa de trabalho no período da 2a guerra mundial remeteram às facilidades de obtenção de trabalho e passaram a ter apoio de diversas escalas da sociedade, entidades religiosas e dos familiares para o ingresso na vida profissional.

Positivamente, muitas mulheres tornaram-se economicamente independentes dos homens e neste mesmo pacote adquiram todas as benesses desta nova circunstância. Porém, somaram o trabalho fora do lar aos tradicionais papeis de esposa, os cuidados domésticos e maternos. E, para melhor remuneração, buscaram formações acadêmicas, línguas estrangeiras e outros aperfeiçoamentos. Assim, a idade da constituição de uma nova família e de filhos progrediram de gerações a gerações.

No entanto, o potencial reprodutivo diminui com a idade e com a idade avançada da primeira gravidez, assim sendo, deparamos cada vez mais com a infertilidade que acomete principalmente as mulheres acima de 35 anos.

Resumidamente, a principal razão que leva a infertilidade com o avanço da idade é a perda continua dos óvulos que diminuem ao longo dos anos e infelizmente contrariamente aos homens não são repostos. Estima-se que a mulher inicia sua puberdade com a média de 300 a 500 mil óvulos, e, apesar da ovulação ocorrer na maioria das mulheres em apenas um óvulo em cada ciclo, são utilizados 400 a 500 deles, pois, os demais auxiliam na maturação deste óvulo dominante (o fecundado). Desta maneira, a reserva vai diminuindo progressivamente.

A reserva ovariana que pode ser avaliada por diversos exames, porém, os mais utilizados é a dosagem de FSH e estradiol no 2o ou 3o dia do ciclo, contagem de folículos antrais por meio do ultrassom e a dosagem do hormônio anti-mulleriano (AMH).

Soma-se, ainda, a perda da qualidade dos óvulos, pois, os óvulos são produzidos por meio da divisão igualitária dos seus cromossomos por meio do processo conhecido como meiose, isto é, o ser humano tem 46 cromossomos e para manutenção deste número, o óvulo deve conter 23 cromossomos e o espermatozóide 23 cromossomos. Porém, os óvulos são armazenados no ovário no início deste processo e com o avanço da idade esta divisão pode ocorrer incorretamente ficando assim 22, 24 cromossomos ou qualquer outro número díspar de 23. Assim, passa a existir a possibilidade de ter 45, 47 cromossomos ou qualquer outro número distinto de 46 no embrião que devido a esta anormalidade não se desenvolve ou quando se desenvolve o bebê nasce com alguma deficiência como a síndrome de Down, Patau, Edwards ou Turner.

Desta forma, muitas mulheres (vide tabela) optam pelo congelamento dos óvulos, pois, desta maneira, pode ocorrer a preservação de quantidade e qualidade dos óvulos por longo tempo e até este momento este prazo de conservação está indeterminado.

Principais indicações de congelamento de óvulos:
1. Baixa reserva ovariana;
2. Planejamento de gravidez após 35 anos;
3. Câncer ginecológico que possa piorar com a gravidez e possibilidade de gravidez após o término do tratamento;
4. Procedimentos que podem levar a diminuição da reserva ovariana como a retirada de tumores ovarianos, quimioterapia e radioterapia pélvica.


O processo de congelamento de óvulos é semelhante ao tratamento de fertilizaçãode in vitro afora o processo interrompe-se após a captação dos óvulos. Quanto à fertilização, pode ser feito com os óvulos frescos nas mulheres com relacionamento estável para a transferência posterior ou ser procedido posteriormente sem prejuízos no prognóstico de sucesso.