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domingo, 15 de abril de 2012

DIU MIRENA: UM TRATAMENTO EFICAZ CONTRA A ENDOMETRIOSE? DÊ SUA OPINIÃO!



Após alguns pedidos, em especial ao de minha querida, Letícia Mesquita, falarei um pouco sobre o Diu Mirena, um dos tratamentos recomendado à mulheres que sofrem com a endometriose. Só não se esqueçam de que existe dois tipos de Diu: o Mirena e o comum. Como não usei este tipo de tratamento, levantei uma grande pesquisa sobre esse contraceptivo intrauterino.  Para se adaptar ao útero da mulher, esse hormônio à base de levonorgestrel – um progestogênico idêntico ao que tem sido utilizado em outros métodos contraceptivos hormonais, como pílulas – e, com nome comercial de Mirena, é de plástico e tem o formato de um T. Surgiu nos anos 1970, mas foi no início dos anos 1990, que ele começou a ser usado para combater a gravidez no mundo todo. É também uma das formas usadas para tratar a endometriose, pois não contém estrogênio, o tal hormônio que nós, portadoras de endometriose, não podemos tomar. Uma das principais funções do Diu é bloquear a ovulação e, consequentemente, a menstruação. É por isso que ele vem sendo usado para combater à endo. Ao colocá-lo no útero, o hormônio é liberado e torna o muco mais espesso, dificultando a passagem do espermatozoide e inibindo sua motilidade e suas funções. O Mirena também inibe o crescimento do endométrio (camada interna que reveste o útero), outro motivo pelo qual, ele pode ser eficaz para tratar a endo. Esse tipo de Diu também promete controlar o fluxo menstrual, tornando-o mais curto e sem dores.


Porém, sabemos que cada organismo reage de uma forma quando se trata de medicamentos e doenças. E, com o Mirena, não seria diferente. Infelizmente, não é em toda mulher que seus beneficios são comprovados. Antes de prescrevê-lo, o médico deverá fazer uma longa investigação sobre a vida da paciente. Outro ponto importante ao optar pelo Diu Mirena, é lembrar que esse hormônio pode durar até cinco anos no corpo da mulher. Estudos apontam que o Mirena pode agir até sete anos em nosso corpo. Portanto, é contraindicado às mulheres que pretendem engravidar num período máximo de cinco anos. Mas, alguns artigos informam que, se a mulher colocá-lo e, se arrepender, assim que ele for retirado, a fertilidade feminina volta. Nos últimos anos, esse método tem sido muito usado para em mulheres portadoras de endometriose. Porém, sua eficácia, ainda não é 100 % comprovada. Nos três a seis primeiros meses de uso, muitas mulheres podem apresentar spotting, e esse sangramento pode ser intenso e prolongado. Outras podem apresentar fortes dores pélvicas ou cólicas. Com o passar dos meses, esse efeito colateral pode diminuir. Com o passar dos meses, a maioria das mulheres tem períodos menos dolorosos do que antes e, muitas, não menstruarão. Outras continuarão com seus períodos menstruais normalmente. Após a interrupção do tratamento, muitas mulheres voltam a ovular e a menstruar, num prazo que varia de quatro a seis semanas. Por conta do depósito de acetato de medroxiprogesterona, isso só será possível, após a droga for completamente removida do nosso corpo. Esse processo dependerá da dose utilizada e como cada organismo metaboliza a droga.

Possíveis efeitos colaterais que o Mirena pode causar:
• diminuição da libido;
• dor de cabeça;
• dor abdominal inferior;
• dor lombar;
• aumento da sensilibilidade nas mamas;
• náuseas;
• suores;
• retenção de líquido;
• ganho de peso, dentre outros.


Durante o tratamento, cistos ovarianos benignos podem aparecer. Estes cistos costumam desaparecer sozinhos, até três meses após a interrupação dessa terapia. Esses cistos podem também causar dores abdominais. Mesmo usado para combater a dor pélvica causada pela endo, o Mirena pode provocar também infecções pélvicas. Isso não é algo muito comum, mas pode acontecer, principalmente, nas três primeiras semanas após iniciar o tratamento. Estas infecções são geralmente relacionadas às DST’s (doença sexualmente transmissível). Qualquer sinal de infecção pélvica, seu médico deverá ser avisado imediatamente. Cerca de 1,5% das mulheres que usam o Diu Mirena, no mundo todo, irão desenvolver alguma infecção pélvica, durante os cinco anos de uso da bobina. Febre, dores abdominais e nas relações sexuais ou até mesmo sangramentos anormais podem indicar uma infecção pélvica. Fique atenta a esses sintomas. Eu recebo inúmeros e-mails com relatos de que o Mirena não foi tão eficaz quanto elas imaginavam. Neste caso, a bobina deverá ser removida. Recomenda-se retornar ao ginecologista, seis semanas após a colocação do Diu Mirena e, depois, ao menos um vez ao ano. Esse método não pode ser usado por mulheres inférteis e, muito menos, àquelas que tiveram alguma DST.
Quando usado para tratar a endo, muitas mulheres podem ficar em média três anos sem dor. Esse benefício pode ser notado entre os primeiros 12 a 18 meses, após a colocação do implante. Apesar de não ser tão comprovada essa benfeitoria, o tratamento com Diu Mirena tem a mesma eficácia que o antagonista de GnRH, mais conhecido como Zoladex. Pesquisadores italianos, ingleses e até mesmo brasileros já comprovaram que a eficácia do Diu Mirena é a mesma do Zoladex, porém com redução nos efeitos colaterais, causados pelo segundo. O Diu Mirena também é mais barato e pode ser usado por um período muito mais longo do que Zoladex. Segundo alguns estudos que li, o Zoladex só pode ser usado por um período máximo de nove meses. Eu conheço portadoras de endometriose que tomam Zoladex há anos. Não sei se elas sabem sobre isso. Outra vantagem do Diu Mirena, é que alguns convênios médicos já disponibilizam esse método como forma terapêutica, já incluso no plano. Sobre o Zoladex, eu sei bem como esse veneno é terrível ao nosso corpo. Eu tomei uma única dose do 10,8 e digo que os efeitos colarerais são horríveis. Dois anos após essa dose, e eu nunca mais consegui ser a mesma Caroline de antes. Primeiro ouvi de especialistas que meu organismo voltaria ao normal em seis meses. Após não ver esse resultado, questionei novamente, e escutei nova resposta: “Tudo depende de cada pessoa. Algumas voltam ao normal, mas outras não.” “Hoje suo o tempo todo. Mal ando e já estou em bicas d’água. Eu, que sempre fui friorenta e, nunca calorenta, me senti impotente perante esta medicação. Ou seja, eu me ferrei, né!”. Espero gostem deste artigo. Se você usa ou já usou o Mirena conte sua história aqui. Beijos com carinho!!