quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DA PORTUGUESA SARA FERREIRA E SUA ENDOMETRIOSE NA CICATRIZ DA CESÁRIA!!

Sara em família: com o filho, Tiago, e o marido, Nuno - foto exclusiva para o blog

Já faz tempo que quero contar a história de alguma endo mulher que teve endometriose na cicatriz da cesária. Já contamos  história da Danielle Balbino, onde ela começou a ter dores de endo após sua cesária, mas certa vez, um médico disse num programa de tevê, o qual participei, que  era bem provável que ela já teria a doença antes de engravidar. Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha. Pode ter sido, como pode não ter sido. O que sei é que é possível sim ter endo após a cesárea, pois quando o médico costura a cesárea e usa a mesma agulha do útero, pedaços do endométrio do útero é transferido para a cicatriz e pronto. E também é comum em cirurgias no útero, o médico sujar a luva com pedaços do endométrio, que se assemelha ao sangue, e se o médico não trocar a luva e fechar a barriga estando com a mesma luva pronto, mais um motivo para contaminar a cicatriz e daí surge mais um forma da endometriose: endometrioma na parede abdominal. 

Hoje, o A Endometriose e Eu conta mais um testemunho exclusivo: o da portuguesa Sara Ferreira, de 33 anos, da cidade de A-da-Beja/ Amadora, em Portugal. Estou para contar  a história de Sara e sua endometriose desde outubro, mas preferi esperar a cirurgia para saber do resultado da biópsia. Sara começou  a ter dores após o nascimento de seu filho, Tiago. Porém, apesar de insuportáveis, ela não buscou ajuda médica num primeiro momento. Como ela mesmo diz, deixou a saúde para além do segundo plano. Além do endometrioma na parede abdominal, ela se assustou quando descobriu que também tinha um nódulo n região reto septo-vaginal. Uma história que traz uma lição da própria Sara a todas nós, mas com um final extremamente feliz (eu adoro!) que vai inspirar milhares de mulheres

Quem quiser ter sua história publicada no blog é só escrever para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título "História das leitoras". É o blog mais completo do mundo e o único que retrata histórias de suas leitoras mundo afora. Leia também o testemunho da portuguesa Carla Cerqueira e o da americana Candice, que teve endometriose no pulmãoContinue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Beijo carinhoso! Caroline Salazar


“Olá, o meu nome é Sara Ferreira, sou portuguesa, tenho 33 anos e foi-me diagnosticada a endometriose em fevereiro de 2013. Cresci com minha irmã, nove anos mais velha do que eu, a ter dores muito fortes a época da menstruação. Recordo-me de a ver chorar, gritar e no chão do banheiro como se estivesse a sofrer a maior tortura da vida dela. Eu era muito novinha e aquilo apesar de assustador, eu ainda não compreendia muito bem o que era. Por isso, de certa forma, não me causou nenhum medo ou receio.

Quando ela tinha pouco mais de 22 anos começou a tomar pílula por indicação de sua médica ginecologista, mas infelizmente, descobriu da pior forma que nunca o deveria ter feito. Devido ao valor da proteína S livre, ao tomar a pilula aumenta a chance de ter uma trombose. E foi o que aconteceu com minha irmã. Felizmente está bem, teve um filho, mas já não conseguiu ter o segundo. Cada gravidez era uma possibilidade de trombose, teve dois abortos, e acabou recentemente por ter de retirar o útero.

Então, começa assim, a minha história. Menstruei pela primeira vez aos 12 anos e os meus dois únicos problemas eram: não poder tomar banho na praia na altura da menstruação e os pensos higiênicos (nota da editora: absorventes) que eram muito grossos, o que era um terror! Mas também na adolescência quando temos a nossa menstruação é como se tornássemos mais adultas em relação às nossas amigas, por isso até foi um momento muito engraçado da minha vida. Eu sempre tiveres dores no período, mas nada de especial. Dores ligeiras que amenizavam com um analgésico fraco. Sempre fiquei muito inchada, e na altura da menstruação, chego a ganhar 2 quilos a mais durante uma semana.

Notava apenas algum desconforto nas relações sexuais, mas que atenuava em alguns dos ciclos menstruais. Porém,  nada que me impedisse de ter uma vida sexual normal. Nunca tomei a pilula, fui pela primeira vez ao ginecologista aos 25 anos (eu sei que isso é um erro crasso!) mas também é com os erros que aprendemos.

Fiquei grávida. Começou logo como uma gravidez problemática, pois tive descolamento da placenta, o que me obrigou a ficar em repouso. Aos três meses abortei! Segundo a médica, não se poderia saber o motivo. Foi muito traumatizante, mas meses depois estava grávida de novo. Tive uma gravidez muito tranquila, exceto no último mês que estava sempre com a presão arterial muito alta.

O Tiago nasceu em 2007 e muito bem, mas foi após minha cesariana que tudo começou.Um ano depois de o Tiago nascer apareceu-me um pequeno caroço na área da cicatriz da cesariana. Entrei em pânico! Fui à ginecologista que me disse que com o antibiótico passava. A verdade é que atenuou, e com o tempo percebi que esse caroço aumentava durante o sangramento e depois ia diminuindo. Depois foram começando as dores a ir ao banheiro, mas mesmo assim sempre tudo muito leve. 

Mas o caroço na barriga foi crescendo e a dor aumentando. Há alturas em que a dor era tão forte e tão aguda que sentia que ia morrer. Parecia que algo em mim ia rebentar ou explodir e que eu ia morrer! Eu deixei de andar, pensei que aquilo com o tempo iria desaparecer. Eu tenho medo de cirurgias, de anestesias, e pior tenho sempre medo de ter uma doença terminal. Divorciei-me. Começou ai um período negro e complicado da minha vida. Um tempo de muita tristeza e solidão. Com pouco dinheiro, a tomar conta do meu menino com menos de 3 anos, a minha saúde passou de segundo para quarto ou quinto.

Sabia que durante a menstruação e a semana seguinte iria doer-me muito, mas habituei-me a essa dor. Isso desde 2008… vejam bem só 5 anos depois decidi perceber o que se passava comigo: em fevereiro de 2013. O meu filho doente e eu a trabalhar de casa em teletrabalho. Tive as piores dores da minha vida. Eu não andava, eu não respirava, eu não conseguia fazer nada!!! Eu só queria o meu canto, eu estava a sofrer tanto, mas tanto! É como se me espetassem uma faca na barriga, e depois andassem com ela às voltas lá dentro. Outras vezes parecia-me que tudo dentro de mim estava colado e se eu me mexia parecia que meus órgõs internos iriam rasgar dentro de mim!

O meu atual companheiro obrigou-me a ir ao médico e eu fui. O primeiro diagnóstico foi de uma hérnia. Depois de umas ecografias lá está…eu tinha endometriose! Endometriose profunda, com nódulos na região reto septo-vaginal e outro de 6 cm na costura da cesariana. Confesso que o nódulo reto septo-vaginal apanhou-me completamente de surpresa, porque eu pensava que só tinha aquele na barriga. E quando compreendi que podiam estar alojados noutros sítios…senti que a vida me escapava pelas mãos.

Corri para o computador e quis logo saber o que tinha. Foi através do blog A Endometriose e Eu, de sites e também do blog português Mulherendo que eu realmente percebi que aquilo que havia em mim, era mau, não tinha cura e que fazia-me sofrer muito. Há dias que não se conseguia andar, há pontadas de dor que nos deixam sem respirar, o inchaço abdominal é tão grande que a roupa deixa de servir e a barriga parece que vai explodir. A vontade de fazer xixi parece que nunca mais passa! A sensação é igual à do fim de gravidez. Depois vêm as infeções urinárias, e eu tenho tão pouca sorte que tive uma durante as minhas férias! A vida sexual passa a ser nula… e com o tempo eu percebi como fui deixando de ser aquilo que era para tentar compreender quem sou hoje e como serei. Infelizmente esta doença é uma incógnita.

Todos os meses tenho que explicar à minha mãe que a barriga me dói mesmo quando não estou com no período menstrual. Quando digo que ando cansada ouço comentários que ainda sou muito nova pra tal cansaço. E quando ouço: “Vais ser operada e ficarás boa”, eu penso que não tem cura. A vida muda, nós mudamos! Passei a acordar todos os dias e pensar, será que hoje vai doer?

Agora já fiz muitos exames complementares, é uma tortura grande, e eu continuo a preferir ter uma agenda cheia de atividades com a família e ginástica do que com exames e consultas médicas. Fiz Ressonância Magnética, colonoscopia, ecografias, é muita coisa que vai moendo o nosso pensamento e que também gera ansiedade e algum medo. Eu também tenho o mesmo problema da minha irmã. Não posso tomar a pilula, por isso menstruo todos os meses. Se tentar engravidar de novo posso ter uma trombose! Como pode correr tudo bem!

No dia 11 de outubro decorreu a minha cirurgia. Eu já sabia que devido ao nódulo que tinha na cicatriz da cesariana seria necessário colocar uma prótese de polipropileno e isso me levaria a ficar cinco dias internada. Fui internada no dia anterior da cirurgia, tive que fazer o preparo para limpar o intestino, que é muito difícil. Eu detestei! A minha cirurgia levou quase quatro horas e quando a doutora Filipa Osório me veio visitar disse-me que correu tudo bem, mas que o nódulo da barriga era enorme, tinha 7,5cm. Ela disse que era como uma laranja pequena e até me mostrou uma foto daquele monstro que durante anos me causou tanto sofrimento.

A minha barriga está um pouco disforme, mas a cueca (nota da editora: calcinha no Brasil) tapa. A prótese colocada foi porque ao retirar o nódulo, ficou um buraco enorme e isso deixaria espaço para qualquer outro órgão se alojar nesse lugar. Durante o primeiro dia teve que ser drenado o sangue, mas correu tudo bem e o dreno foi tirado ainda antes do dia da alta! No dia 18 de novembro foi a minha consulta do pós-operatório.

Estou feliz!!! A doutora disse que está tudo bem e só vai me quer ver daqui a 6 meses. Os nódulos eram todos endometriomas e aderências quase nenhumas. Resultado: uma batalha já está vencida, mas eu sinto que é só o começo da guerra. Se eu puder dar um conselho a todas que lerem este meu testemunho é: felicidades a todas e nunca deixem a vossa saúde para segundo plano. Dois meses depois da cirurgia encontro-me muito bem! Apenas com uma dor ligeira no dia da menstruação. Fora isso, a qualidade de vida foi recuperada a 99%. Faço exercício físico regularmente e estou muito mais atenta ao meu corpo! Eu meu filho, Thiago, e meu marido, Nuno, estamos muito felizes e esta minha nova vida vai deixar-me realizar o sonho de oficializar meu relacionamento com meu marido. Beijo com carinho."

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": TUDO QUE UM CASAL PRECISA SABER SOBRE INFERTILIDADE!


Doutor Joji Ueno na palestra - Foto: Caroline Salazar/ A Endometriose e Eu

O que o casal precisa saber sobre a infertilidade antes de iniciar o tratamento?

Foi com este título que o doutor Joji Ueno iniciou sua palestra sobre infertilidade no Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. O objetivo da palestra foi esclarecer as dúvidas do casal que procura tratamento para realizar o sonho de ter filhos. O mais importante, a meu ver, é encontrar um clínica séria e que seja comprometida em realizar o sonho do casal. Atendendo aos pedidos das leitoras, principalmente, as que moram fora de São Paulo, estive lá e sintetizo aqui alguns pontos abordados.

- Se a mulher já fez alguma cirurgia com corte na barriga, por exemplo, este simples fato que para nós pode não ser nada, pode ser o impedimento de a mulher ter dificuldades para engravidar. Por isso, eu sempre friso no blog, a importância de uma “boa cirurgia”;

- A qualidade e quantidade dos óvulos também têm a ver com as cirurgias anteriores que a mulher já realizou. Segundo o doutor Joji Ueno, mesmo naquelas cirurgias que não mexem diretamente nos ovários, ou seja, onde não há perda parcial e ou total deste órgão, invariavelmente, a mulher acaba perdendo parte dele, e consequentemente, há perda da reserva ovariana, como por exemplo, nas cirurgias de cisto de ovários.

- É muito importante  que a mulher realize o exame que verifica sua reserva ovariana chamado de dosagem do hormônio anti-mulleriano;

- Outro exame importante é a biópsia do endométrio, como a nossa querida leitora Giulia já cansou de falar em sua história (que ainda não acabou!). É este exame que verifica se o endométrio é receptivo ou não para implantar o embrião;

- Aderências na tuba, na trompa de Falópio, também é uma das causas da infertilidade feminina. As aderências são causadas, dentre outros fatores, por cirurgias anteriores, pela endometriose e alguma infecção adquirida;

- Neste caso os passos para solucionar o problema são: clínico, cirúrgico e depois, se a mulher não engravidar naturalmente no prazo estipulado, o correto é partir para a reprodução assistida;

- Se a mulher tiver algum problema no útero, como ferida e ou alguma infecção, não adianta que o embrião não vai se implantar. Nem mesmo na inseminação e ou fertilização in vitro. Por isso, é muito importante antes de iniciar o tratamento investigar o porquê de sua infertilidade;

- As mulheres que têm filhos acima dos 35 anos, tem 50% de chance a mais de ter um filho com alguma síndrome (confesso que fiquei chocada com esta informção).

- Endometrite – é a inflamação e ou infecção no endométrio e pode provocar abortos de repetição.

Endometriose:

- A doença que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres que menstruam destorce a anatomia da mulher, mudando a trompa de lugar. Esse é um dos motivos pelos quais, mulheres com a doença podem ter dificuldades para engravidar;

- Endometrioma ou cisto de chocolate – este tipo de cisto tem substâncias tóxicas que causam infertilidade;

- Mioma – outra causa de infertilidade e mulheres negras e japonesas podem desenvolver mais miomas que as brancas (europeias);

- É preciso retirar os miomas da mulher que quer engravidar;

Infertilidade  em números:

- Cerca de 33% das mulheres são inférteis.

- de 20 a 29 anos – cerca de 10% das mulheres é infértil;
- de 30 a 39 anos – a porcentagem é de 25%;
- acima de 40 anos –  50% das mulheres são infeteis;
- 40% da infertilidade do casal são da mulher;
- Outras 40% do homem;
- E as outras 20% é do casal.

Infertilidade masculina:

- Reversão de vasectomia – quanto mais cedo revertê-la, maior a chance de o homem continuar fértil;
- Varicocele (veias dilatadas) é o que mais causa a infertilidade masculina e quando o sangue acumulado aquece a bolsa escrotal. Os espermatozoides são muito sensíveis.

Reprodução Assistida:

Já abordamos no blog, os tratamentos para infertilidade, mas vamos recordar em poucas palavras como é cada um deles:

- Inseminação artificial:

- É a colocação do espermatozoide na cavidade uterina da mulher. Escolhem-se os melhores espermas e os mais móveis, já que é preciso de eles percorrem o caminho para fecundar 0 óvulo;

-Se a mulher tiver algum problema na entrada do útero não é aconselhado este tipo de tratamento.

- Fertilização in vitro (FIV):

- Estimulação dos ovários, ou seja, a indução da ovulação com remédios;

- Monitorização da indução;

- Ovodoação - processo quando há interesse de a mulher doar seus óvulos às mulheres inférteis. É preciso sincronização da doadora de óvulos para receptora, e também, sincronizar o endométrio. Geralmente, quem doa tem seu tratamento (todo ou parte) pago pela receptora. Porém, elas não podem se conhecer. A doação é feita como anônimo, e como o próprio nome diz, é uma doação.

- Injeção Intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI):

- É uma técnica bem similar a FIV, e é indicada aos homens que têm pouco ou quase nenhum espermatozoide ou para aqueles que têm esperma com pouca mobilidade. Neste caso, o embriologista coloca o espermatozoide dentro da óvulo e não é o esperma que escolhe o óvulo;

Novas tecnologias:

- Filmar o embrião 24 horas por dia;

- Vitrificação e ou congelamento de óvulos – opção às mulheres que querem preservar sua fertilidade e adiar a maternidade com segurança;

Transferência de embriões:

- Até 35 anos: transferência de até 2 embriões;
- De 35 a 40 anos: 3 embriões são transferidos;
- acima de 40 anos: 4 embriões são colocados não útero da mulher.

Ciclo menstrual:

- O ciclo considerado fisiológico da mulher é aquele de 28 dias.
-Os de 20, 35 e 40 dias podem ser considerados anormais.

Embrião:

- Os embriões são classificados de A, B, C e D, sendo o A o de maior qualidade.
- Ao optar pela FIV há a possibilidade de o casal optar de fazer o exame de PGD. Este exame é um estudo genético do embrião e é permitido saber se há alguma alteração genética antes de implantá-lo. Este exame é mais indicado para casais inférteis com idade mais avançada.

O que acharam das informações? A próxima palestra promovida pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo será entre janeiro e fevereiro. E espero ver mais de vocês por lá. Este é mais um texto exclusivo do A Endometriose e Eu. Continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Beijo carinhoso!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

LINHA ESPECIAL DE CAMISETAS PARA O ANO-NOVO!!

Atendendo aos pedidos das leitoras, o A Endometriose e Eu lança a linha de camisetas para a virada do ano. São duas linhas, sendo uma Edição Limitada. Muitas leitoras querem passar o Réveillon espalhando a conscientização da endo. Outras querem celebrar a nova vida após suas bem-sucedidas cirurgias. O importante mesmo é a vontade de espalhar mais consciência da endometriose. A linha de ano-novo tem nas cores branca, amarela e off-white. E o mais incrível é que o amarelo é a cor da virada de 2014/ 2015. Descobri isso nos bastidores do programa “Conexão Futura”, do Canal Futura, no Rio, e fiquei muito feliz por esta feliz coincidência. São 6 modelos, 5 já estão prontos, em batas e regatas, em viscolycra, algodão e devorê.

Os modelos são exclusivos do Endometriose e Eu em parceria com a marca Santa Graça STG. É proibida a reprodução e ou a cópia das estampas, bem como a das modelagens. As estampas têm assinaturas de dois designers e a modelagem é exclusiva da Santa Graça STG. Esta é a primeira linha de batas e camisetas para espalhar a conscientização da doença que atinge mais de 10 milhões de brasileiras e 176 milhões no mundo todo. Meu sonho é que essas peças se tornem peças-desejos como as do câncer. A linha denominada “Principal” de batas e camisetas abaixo foi idealizada para o I Brasil na Conscientização da Endometriose, realizado em março de 2012, o primeiro evento de conscientização anual da doença já realizado no país.

Para as compras em dezembro, o frete continua com 40% de descontoA renda tirando os custos será destinada à manutenção do trabalho do A Endometriose e Eu e também à criação de novos eventos. Quem quiser adquirir a sua blusa de Conscientização da Endometriose, é só entrar em contato pelo email: endoshop7@gmail.com, passe seu CEP para cotar seu frete. Beijo carinhoso!!


Linha Especial de Ano-novo!


Regata Dani em algodão com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho U - 44.9 reais + frete 
CÓDIGO: REDFAL - cor: off-white


Regata Dani em viscolycra com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho U - 49.9 reais + frete 
CÓDIGO: REDFV - cor: amarelo

Code Request: REDFV  - Price: US$ XX + Post Office -  color: yellow

Regata Marcele em viscolycra com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho do P ao GG - 69.9 reais + frete 
CÓDIGO: BTMFV - cor: branco


Edição Limitada:


Bata Olga devorê com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho U - 69,9 reais + frete  
CÓDIGO: BTOFDE - cor: amarelo


Bata Olga em algodão com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho U - 53,9 reais + frete  
CÓDIGO: BTOFAL- cor: off-white

Linha principal:
Bata Olga viscolycra com manga em lurex com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanho U - 69,9 reais + frete  CÓDIGO: BTOFVL - cor: amarelo

Bata Tânia em viscolycra com estampa especial feita à mão  e exclusiva - tamanho U - 45,9 reais + frete
CÓDIGO: BTTFV - cor: amarelo

Bata Olga viscolycra com estampa especial feita à mão - tamanho U - 64 reais + frete - CÓDIGO: BTOFV - cor: amarelo


Camiseta com estampa especial feita à mão e exclusiva - tamanhos do M ao G - que serve tanto para homens quanto para mulheres - 46 reais + frete - CÓDIGO: CAMAL - cor: amarelo

domingo, 15 de dezembro de 2013

MATTHEW ROSSER: ENDOMETRIOSE EM HOMENS?

imagem cedida por Free Digital Photos


No artigo de hoje, mais uma vez, o A Endometriose e Eu traz mais informação exclusiva para seus leitores. Afinal, estamos aqui para informar sempre em primeira mão tudo que acontece no mundo em relação à endometriose. Endometriose em homens? Sim, isto já é possível e não em apenas aqueles que fazem terapia com estrogênio para tratar câncer de próstata, como já abordamos no blog no primeiro artigo de 2011. Muitas podem se perguntar: "mas os homens não menstruam?" Gente, a endometriose vai muito além da menstruação. Não é a menstruação a culpada da endometriose,mas sim a produção de estrogênio, que alimenta a doença. O que muitas também não sabem, é que não são apenas os ovários os responsáveis pela produção de estrogênio. Estes casos citados abaixo cai por terra muitas coisas da endometriose, até mesmo a Teoria de Sampson, dando mais vida a Teoria Mulleriana, fundamentada pelo médico e cientista americano David Redwine, que nascemos com endometriose. Segundo ele, no desenvolvimento do feto ainda no ventre da mãe pedaços do endométrio materno saem do útero da mãe e se instalam no embrião.

Este texto de Matthew Rosser cai por terra também a frase ignorante de que a endometriose é a "doença da mulher moderna", como já abordamos algumas vezes aqui. Realmente, a endometriose ainda é uma doença enigmática. E o blog e seus colaboradores existem para trazer informações de qualidade e em primeira mão para ajudar a desvendar todos os mistérios que rondam a doença. O A Endometriose e Eu, além de ter sido o pioneiro a pedir o reconhecimento da doença como social e de saúde pública, é o primeiro a lutar também para tirar esses rótulos ridículos que estão colocando na doença. Vamos juntos tirar este estigma? Ajude-me votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!!

Aí está algo que não assistimos todos os dias: endometrioses em homens?

Endometriose em um homem? Sim, é verdade, é uma ocorrência extremamente rara, mas são conhecidos alguns casos. Esse relato bem detalhado chega-nos do Japão, sendo o sujeito um homem de 69 anos de idade que estava fazendo terapia de estrogênio havia 9 anos para tratar câncer de próstata. Não foram registrados sintomas, mas foram descobertos vários cistos de endometriose medindo aproximadamente 5 x 3 cm no paratesticular esquerdo (a região logo acima do testículo).

Os autores do estudo afirmam que tal fato pode ter ocorrido devido ao que é conhecido por metapalasia endometriótica, ou hiperplasia estromal. Basicamente, o que estes termos significam é que, sob a influência de níveis de estrogêneo elevados, o tecido normal sofreu uma mutação e é agora outro tecido de tipo diferente. Esse relato não é o primeiro a observar endometriose em um homem. Nem sequer é o primeiro a relatar a ocorrência nessa região do corpo.

Para além desse caso, foram registrados apenas 6 casos de endometriose masculina em órgãos como a bexiga, a próstata e a parede abdominal inferior. Contudo, se os observarmos em detalhe, a maioria tinha um ponto em comum: eles estavam fazendo terapia com estrogêneo de longa duração como tratamento para o câncer de próstata. Isso é de grande importância, pois são casos pouco usuais da doença que nos podem dar pistas sobre como a doença surge na mulher.

Em um dos relatos de endometriose masculina o sujeito era um homem de 27 anos que parecia totalmente saudável, muito diferente dos outros que eram bastante mais velhos e com câncer de próstata. Então isso não era apenas pouco usual, era extremamente raro. O que isso nos pode indicar sobre a doença no geral?

Os autores desse relato olharam para o início do desenvolvimento dos órgãos reprodutores. Ainda na fase embrionária existem diferentes estruturas que irão formar os sistemas reprodutores masculino e feminino. Os órgãos femininos se desenvolvem a partir do canal mulleriano, que nos embriões masculinos retrocede porque o embrião possui algo com um nome bem criativo chamado MIS (Substância Inibidora Mulleriana). Os autores desse relato sugerem que a exposição a certas toxinas ambientais, tais como, dietilestilbestrol ou outros disruptores hormonais (nota da editora: como os xenoestrogênios que já falamos no blog) quando ainda na fase embrionária, poderá levar a uma produção anômala de MIS, que por sua vez, impedirá o retrocesso correto do canal mulleriano, deixando pequenos traços de tecido para trás que, através do estímulo certo, poderão se desenvolver em algo semelhante ao tecido endométrico, e que surgiria como endometriose.

Poderia algo similar explicar a endometriose nas mulheres? Bom, poderia ser se isso ligasse com a teoria do resto mulleriano. Essa teoria afirma que durante o desenvolvimento normal do feto, pequenas partes do canal mulleriano, talvez apenas algumas células, ficam deslocadas e depositadas em outros órgãos. Uma vez lá, esses depósitos que ficaram deslocados se mantêm em estado inerte até que sejam estimulados a se transformarem em tecido endometrial em uma fase posterior da vida. Exatamente quais são esses estímulos, ou porque algumas mulheres exibem esse deslocamento são mistérios ainda por resolver, mas responder a essas questões poderá vir a ser um momento crucial na história da endometriose.

Comentário do Tradutor: Esse é mais um dos exemplos de que algo está errado com a expressão “doença da mulher moderna”. Mas também levanta outras preocupações acerca de tratamentos que podem trazer efeitos secundários.

Embora sejam apresentadas teorias que não foram ainda comprovadas, os fatos estão lá. Homens com endometriose. Tem muito sobre essa doença que ainda precisa ser descoberto, e o apelo para a comunidade médica é que não durma no ponto nem se mantenha firme em teorias que comprovadamente estão erradas apenas porque não se conhece a certa.

É necessário ir à luta, arriscar fazer papel de bobo por vezes, mas tentar encontrar o caminho certo. Alguns médicos que tomamos conhecimento aqui tiveram as suas vidas tocadas pelo flagelo da endometriose. No caso do doutor David Redwine, ele ficou revoltado pela falta de preparação dos seus colegas para lidarem com a endometriose. Por décadas ele investigou a doença para ajudar sua primeira esposa que era portadora, tomando assim a responsabilidade em suas mãos.  Matthew Rosser também começou a estudar a endometriose, por conta de sua esposa, como já foi abordado no blog. Um verdadeiro trabalho de amor.

Nem todos poderemos ser médicos ou cientistas, mas temos a obrigação de manter uma mente aberta e raciocinar quando nos apresentam uma ideia. Por mais espalhada que esteja uma teoria, isso não faz com que ela esteja certa. Incrível como o método científico é tão usado em tanta coisa e no caso da endometriose parece ter sido deixado de lado por tanta gente.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ENDOMETRIOSE: DOENÇA DA MULHER MODERNA?

imagem cedida por Free Digital Photos


Por Caroline Salazar

Há algumas semanas quero continuar este assunto, mas o trabalho é tanto... Após o brilhante artigo do Alexandre sobre endometriose  x doença da mulher moderna, e também depois de minha participação no programa Conexão Futura, do Canal Futura, começo a encabeçar o discurso de que é preciso retirar este rótulo da endometriose. Aliás, não só este, mas todos que norteiam a doença. Pois só assim passaremos a ser respeitadas e evidentemente, a doença será levada a sério como deve ser. De onde surgiu esta frase ridícula de que a endometriose é a doença da mulher moderna? Semanas atrás, quando estava num encontro de advogadas, conheci a coordenadora de um grande amigo meu que tem endometriose. Conversa vai, conversa vem, eu disse a ela: “Doutora, agora vou lutar para tirar o rótulo da tal doença da mulher moderna, porque nunca ninguém falou sobre isso, muito pelo contrário, o que você acha?” Inesperadamente, ela me deu os parabéns e logo soltou: “Engraçado a endometriose ser chamada de a doença da mulher moderna, o pior é na maioria são os médicos homens que falam esta frase, não?” Eu disse: “Não necessariamente, já ouvi de especialistas mulheres também.” “Pior ainda é ouvir isso de uma médica mulher. Conte comigo, Caroline, estou com você porque realmente precisamos realmente tirar este rótulo.”

Realmente é ridículo quando lemos uma matéria sobre endometriose e logo no título já vem: Endometriose – a doença da mulher moderna. Gente, que modernidade que tem em ficar doente? Esta doença é terrível, extremamente triste, por acaso se entupir de remédios, tomar morfina, ficar indo e vindo de hospital é algo moderno? Mais ridículo ainda (para não falar outra coisa), é quando os médicos falam que a mulher tem endometriose porque optou por estudar, trabalhar e só depois ter filhos. Sabia que esta frase além de preconceituosa é discriminar a mulher perante a Constituição Brasileira de 1988, pois lá prega a igualdade entre gêneros, ou seja, que perante a lei brasileira homem e mulher são iguais e não pode haver discriminação? Ou alguém diz que câncer de próstata é a doença do homem moderno?

Outro dado para tirarmos esse mito: se a endometriose atinge meninas, quer dizer que a menina que menstrua aos 10 anos é moderna? A minha começou a se manifestar na minha menarca, aos 13 anos. Nesta idade, eu ainda não tinha a vida ativa que tinha aos 20, 30 anos. A outra questão é que a endometriose é uma doença antiga. A maioria das pessoas acha que a doença é nova, mas ela é mais antiga do que se pensa. Há relatos de mulheres com sintomas da doença desde a antiguidade, na Era Egípcia, antes mesmo do nascimento de Cristo, além de estar explícito na Bíblia que Jesus curou a mulher do fluxo de sangue, que sangrou sem parar por 12 anos. Então, porque chamar a doença de “a doença da mulher moderna?”. É triste ver colegas jornalistas começando o título já com esta frase infeliz. Se pensarmos com o cérebro, ter esse rótulo ridículo é como se  a mulher quisesse ficar doente. E isso é mais uma falta de respeito com que sofre com esta maldita. Falar que a mulher optou por estudar e por seguir carreira além de discriminação é preconceito, pois quem disse que a mulher é obrigada a ter filhos? Quem? É como se dissesse que nós servimos apenas para procriar, o que é um grande absurdo. A mulher tem direito de fazer com seu corpo o que ela bem entender. Cada um de nós, seres humanos, somos indivíduos.

Falar tamanha ignorância confirma que o Brasil é um país extremamente machista e que ser mulher significa ficar com a barriga no fogão, servindo o marido e os filhos. Porém, o que essas mentes ignorantes não sabem é que aquelas quem têm as dores da endometriose, e que optam por trabalhar em casa,  não conseguem nem mesmo lavar um copo, não consegue cozinhar, não consegue limpar a casa. Sem falar que a maioria que tem filhos, após a gravidez ficam ruins de novo, e não conseguem cuidar dos filhos. Ter filho mais tarde não é tão opção como querem fazer parecer. Hoje precisa ter dois salários em casa, o da mulher não é apenas um extra, virou fundamental. Um salário decente exige estudo, qualificação. Então esse é um assunto daqueles em que se fugir o bicho pega, se ficar o bicho come. Porque criança quando nasce merece uma chance decente, e se não tiver dinheiro para alimentação, saúde e estudo, quem estará sendo criado? Mais um marginal? Então é egoísmo a mulher ter filho mais tarde, ou uma atitude responsável ao querer preparar a sua estrutura familiar antes de fazer chegar outra vida nesse mundo? Sem falar que hoje as mulheres representam 53% da população, já pensou se todas parassem de trabalhar fora, onde nossa economia iria parar? O país iria ainda mais pro brejo.

Fica na consciência de cada um a opção de encarar na perspectiva que achar mais correta. Vamos juntos tirar este estigma? Ajude-me votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E para ajudar a tirar esse rótulo da endometriose a Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A MINHA PARTICIPAÇÃO E A DA BLOG NO PROGRAMA "CONEXÃO FUTURA", DO CANAL FUTURA!!

Para quem não conseguiu assistir minha participação e a do A Endometriose e Eu no programa “Conexão Futura”, do Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, aqui está o vídeo.  Gostei bastante da abordagem do programa e fiquei muito feliz quando o apresentador disse: "passei dias lendo seu blog, Carol". Escutar isso de um jornalista, ainda mais de um jornalista homem, é muito gratificante. A partir deste dia, 6 de dezembro, além de pedir o reconhecimento da doença como social, começo a encabeçar o discurso para tirar rótulos da endometriose, como por exemplo, o tal de “a doença da mulher moderna”. A coluna "A Vida de um Endo Marido"  já abordou esta questão, e sinceramente, é ridículo falar que a mulher tem endometriose porque optou por estudar, a seguir carreira e postergar a maternidade. É como se nós mulheres quiséssemos ter a maldita doença e isso é inaceitável. Apesar do pouco tempo do programa, ele foi muito esclarecedor e amei quando a telespectadora Lisiane Ribeiro falou que ela chama a doença de "câncer branco", aquele que não mata diretamente, mas mata lentamente, destrói toda a vida da mulher. Gostei de quando os médicos abordaram esta questão endometriose x câncer. Amei participar deste programa que é voltado a educadores, agentes sociais, e que é transmitido em universidades Brasil afora. Amei também viajar até a Cidade Maravilhosa para conceder esta entrevista. 

Estou na luta para tirar esse rótulo "a endometriose é a doença da mulher moderna" e também para desvincular a endometriose da infertilidade, porque a doença é sinônimo de dor, de sofrimento e não de infertilidade. Só assim passaremos a ser respeitadas, a ser levadas a sério, e a conseguir aquilo que o blog almeja há quase 4 anos: o reconhecimento da doença como social e de saúde pública.  Para que isso se torne realidade para as mais de 10 milhões que sofrem com a doença no Brasil, vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013 (clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

JORNAL "O PARANÁ" DESTACA A MARCHA MUNDIAL PARA ENDOMETRIOSE NO BRASIL E NO MUNDO!!



O suplemento de saúde do jornal “O Paraná” desta terça-feira, dia 10, dedicou uma página à Million Women March for Endometriosis, a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose ou a Marcha de Milhões de Mulheres contra a Endometriose, que se realizará no dia 13 de março de 2014. Este é um movimento inédito e será a primeira manifestação em massa mundial, onde milhares de pessoas sairão às ruas simultaneamente, em prol de uma doença, e das mulheres acometidas por ela. Além de conscientizar a sociedade sobre esta enigmática doença, que acomete mais de 10 milhões de brasileiras, a Marcha Mundial tem como principal objetivo chamar atenção dos governantes para que a doença seja reconhecida como social e de saúde pública. Eu, Caroline, e o A Endometriose e Eu ao jornal por sair a frente nesta primeira matéria sobre a marcha, e agradecemos o empenho, e o trabalho da Gatroclínica Cascavel, nossa parceira no estado nas campanhas que o blog desenvolve e também na divulgação da doença, em especial, à Soraia D. Rosa, pois ela foi  a primeira jornalista a acreditar e a se empenhar na divulgação do trabalho do blog. Pra mim, quando vejo um jornalista ético acreditando e divulgando o blog, fico extremamente emocionada. Obrigada querida Sorai, estamos juntas nesta luta! Uma andorinha não faz verão sozinha, e "a união faz  força e juntos somos mais fortes". Afinal, somos mais de 176 milhões de mulheres com endometriose no mundo todo, e neste evento poderemos mostrar nossas caras, pois só assim nossos governantes poderão ver que somos muitas e que precisamos ser levadas a sério e respeitadas.

Há quase 4 anos, o blog luta para que a endometriose seja reconhecida como doença social e de saúde pública. O A Endometriose e Eu é o pioneiro no Brasil a reivindicar este reconhecimento, pois só assim as mulheres terão acesso ao tratamento de qualidade de humano pelo SUS. Porque esta última palavrinha faz toda diferença também o escolher o especialista. Para que isso se torne uma realidade para as mais de 10 milhões que sofrem com a doença no Brasil, vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013 (clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!!