É com
grande alegria que o A Endometriose e Eu
estreia sua nova coluna, a “Superando a Endo Infertilidade”. Faz um
tempo que penso em levar esperança e fé às endomulheres que até o momento não conseguiram
realizar um dos desejos femininos acalentados por muitas mulheres: a
maternidade. Na última semana, recebi o email da nossa querida Karina
Mosconi pedindo uma coluna assim no blog: para ajudar àquelas que não
conseguiram ainda serem mães. Como diz um grande amigo meu:
"Confirmou!". A cinco dias da data dedicada às mães lanço esta coluna
com o objetivo de levar confiança e ainda mais fé àquelas que não conseguiram gerar
filhos até o momento. Sei que essas mulheres podem ficar mais tristes, pra
baixo nesses dias que antecedem o segundo domingo de maio.... percebo isso em
alguns emails que recebo. Porém, muitas se esquecem de que somos filhas de um
Deus do impossível e que para Ele quando se tem fé, o impossível se torna
possível. Para esta nova empreitada, contamos com a ajuda de uma endomulher
guerreira (assim, como todas nós!) e muito querida, a fisioterapeuta Juliana Sinelli.
Hoje é um resumo de sua trajetória até a realização de seu sonho, mas mês a
mês, ela vai contar os passos e tudo que enfrentou rumo sua vitória Divina.
Sei que a endometriose nos dá
momentos muitos tristes. Mas eu quero espalhar a palavra de uma forma
diferente. Claro, sempre lutar pelos nossos direitos e falar a verdade sobre a
doença. É uma doença triste, traiçoeira, que nos leva pra baixo, mas também não
posso esconder que se não fosse a endo e, inclusive, meu sofrimento, muito do que tenho na vida hoje não
existiria, como o blog. E vocês, razão pela qual eu faço o que faço. Esse
filhote lindo aqui está levando muita esperança às endomulheres no mundo todo e
quero continuar com este lado também otimista. De coisa ruim, já basta as dores, a
depressão, a incerteza que cada uma e nós temos. Se não fosse o blog e cada um
que passa por aqui, eu não teria vontade de trabalhar duro em busca de um
futuro melhor para todas nós, principalmente, para as próximas gerações.
E outras colunas vêm por aí. Já que o A Endometriose e Eu
é referência internacional no assunto, quero que ele seja o blog mais completo
sobre endometriose. E isso só será possível com a união com pessoas do bem!
Beijo carinhoso! Caroline Salazar
“Meu nome é Juliana Sinelli, tenho 30
anos, sou fisioterapeuta e estreio a nova coluna do A Endometriose e Eu:
Superando a
EndoInfertilidade. Neste primeiro artigo, vou contar resumidamente minha
história até a chegada do meu milagre, a Mariana. Em 2007 tive episódio de
desmaio no primeiro dia de menstruação, que também se repetiu no mês seguinte,
o qual me levou para o pronto-socorro! Sem diagnóstico e com melhora dos
sintomas fui embora e resolvi ir a minha ginecologista. Ela pediu que eu
fizesse vários e exames. Todos deram normais com exceção do CA 125 (nota da
editora: exame de sangue que originalmente foi instituído para medir câncer de
ovário, e que hoje é utilizado para auxiliar no diagnóstico da endometriose)
que estava pouco acima do normal. Foi nesse momento que fui diagnosticada com
endometriose. Foi-me receitado anticoncepcional contínuo.
Comecei o tratamento confiando nesta
profissional! Como não tinha mais episódios de dores, vivi assim por três anos,
sem dor , com alguns escapes, mas achando que estava tudo bem . Em 2010 fui
fazer exame de rotina e constou endometrioma no ovário esquerdo e meu caso era
cirúrgico. Fui em inúmeros médicos bam bam bans na área e acabei descobrindo
que era endometriose grau IV (profunda), que já estava no intestino e que
precisava retirar um pedaço deste órgão! Quantos médicos eu fui, quantos
mercenários encontrei no meio do caminho, até que quando já estava sem
esperança me indicaram o doutor Hélio Sato, que é um excelente médico. Além de
ético, é muito humano e honesto. Fiz minhas duas cirurgias com ele. Na primeira cirurgia retirei um
endometrioma no ovário esquerdo e 15 cm do intestino, com também o proctologista
doutor Roberto Hiroshi. Na segunda retirei a trompa esquerda e parte do ovário
esquerdo! Nesta época estava me preparando pra casar e meu mundo desabou. Como
a endometriose é associada de forma direta com a infertilidade, e como ser mãe
sempre foi meu sonho, imaginem como fiquei com meu casamento à vista!
Este era o meu maior pesadelo quando diziam a palavra endometriose: a
infertilidade. Já que minhas dores eram suportáveis e superáveis, a incerteza
de poder ou não ter filho, de fato, foi meu maior drama! Mas com muita fé, com
tratamento clínico adequado que irei falar aqui superei este monstro que é a
endometriose e sua maior consequência em minha vida, a tão temida
infertilidade!!!
Minha Mariana, de 1 ano, me fez
acreditar que por mais dores que já passei, por mais incertezas dos tratamentos
que temos, por mais medo que já tive: hoje agradeço a Deus a cada sofrimento
que passei, pois com eles me tornei uma pessoa melhor, com outros valores e
aprendi que nós mulheres não podemos desistir jamais! Somos guerreiras e
irei contar nesta coluna como enfrentei e venci o medo da infertilidade, já que
gerar um filho era uma missão quase impossível, porém, possível com minha fé,
esperança e perseverança. Estes foram alguns dos ingredientes que tornaram meu
sonho realidade. Aliados a ajuda até mesmo psicológica de meu médico, de meu
marido e de minha mãe, pessoas especiais que foram fundamentais nesta longa
jornada e da realização deste sonho. Espero com esta coluna ajudar muitas endomulheres
a realizarem os seus também. Beijo carinhoso! Juliana.”