Para quem já assinou a
Petição Pública em prol das portadoras de Endometriose Brasileiras,
compartilhe-a com o maior número de pessoas. Todos os cidadãos brasileiros, mesmo aqueles que vivem
no exterior, mas que tenham RG e endereço no Brasil podem assinar. E não é só
mulheres com endometriose não. Homens, mulheres, idosos, todos podem assinar e
compartilhar entre seus contatos, seja por facebook, email... Já estamos com 511 assinaturas em menos de 15 dias! Só este documento poderá mudar a vida de muitas endomulheres, em especial, de quem mora em locais sem acesso ao tratamento (pelo SUS), e, principalmente, para evitar que a próxima geração passe por tudo que passamos... sofrimento, dificuldade, por médicos errados... ou seja, que elas não sofra tudo que nós já sofremos. Precisamos de 1 milhão de assinaturas, pois
só assim nossa presidente da República, Dilma Rousseff, será obrigada a nos
receber e anos escutar. Eu tenho fé que iremos conseguir! Assim, como tive fé que o A Endometriose e
Eu seria o TOP 1, no prêmio Top Blog Brasil 2012! Aproveito para agradecer aos mais de 350 mil acessos do blog. Quando comecei com ele, há quase 3 anos, como um diário, jamais imaginei
que alguém poderia lê-lo e se identificar com tudo que era retratado aqui. E nem
em sonho passava pela minha cabeça, que este cantinho, um dia se tornaria o blog mais lido do mundo sobre endometriose Agradeço a Deus por esta
oportunidade e a vocês que fazem o blog ser o que é hoje, sucesso de audiência! Peço às portadoras que continuem preenchendo nosso Cadastro Nacional das Portadoras de Endometriose. É com ele que iremos comprovar à nossa presidente que somos muitas! Já estamos com 821 endomulheres cadastradas! Ah, e já estamos fazendo a planilha das mulheres com suas respectivas cidades/ estados que querem participar do I Brasil na Conscientização da Endometriose, a primeira vez que teremos um evento sobre a doença no mês mundial de conscientização da doença, em março. Faremos a votação das datas nos grupos participantes. Queremos muitas mais!! Beijos com carinho!!!
1 - Por que as fezes não são normais, ou elas saem muito finas, mas na
maioria das vezes são moles como diarreia? V.S. – Salvador – Bahia
Doutor Hélio Sato: A parte
final do intestino conhecido como sigmoide e o reto são estruturas que estão
posicionadas atrás do útero e frequentemente sofrem influências, tanto no seu
funcionamento quanto pela possibilidade de ser extensão de doenças
ginecológicas. Da parte do funcionamento, sustenta-se que os fatores
inflamatórios liberados pelo útero no período menstrual ou por decorrência da
cólica do útero que promove um reflexo neurológico. Esses dois fatores podem
acelerar o peristaltismo (movimento) intestinais e assim as mulheres
frequentemente têm diarreia neste período. Cabe referir que este fenômeno
ocorre tanto em mulheres com ou sem endometriose. Já nas mulheres com
endometriose, habitualmente, pode manifestar dor em pontada que irradia para a
região do ânus no ato da evacuação ou quando solta gases. Destaca-se que este
sintoma, não necessariamente, ocorre somente na endometriose de intestino, mas,
sugere algum acometimento nesta porção do órgão. Finalmente, a fezes finas ou
em fita sugerem algum estreitamento no reto e/ou sigmoide e pode ser decorrente
da endometriose intestinal na forma de nódulo que progrediu para a luz do
intestino e assim diminuindo o seu diâmetro interno. A diarreia com frequência
deve ser investigada, pois diversas enfermidades podem cursar com este sintoma
como intolerância a alguns alimentos, verminoses, retocolite (inflamação
intestinal) e outras tantas.
2 - Descobri poucos dias atrás que tenho adenomiose e estou muito
confusa. Qual a diferença entre adenomiose e endometriose? Cristina
R. Lira Teixeira – Marília – São Paulo
Doutor Hélio Sato: O endométrio, tecido que reveste o útero
internamente, exerce o papel funcional de acolher o embrião dentro do útero nas
primeiras semanas de vida ofertando nutrientes e sangue para o seu
desenvolvimento. Quando a gravidez não ocorre, ele se descama formando a
menstruação. Este tecido - o endométrio - grupamento organizado de células -
pode se implantar fora da cavidade uterina elevar a endometriose para fora do
útero e de adenomiose quando se infiltra na parede uterina. Apesar desta
semelhança, a adenomiose é classificada como uma afecção diversa da
endometriose, pois o quadro clínico é diferente. O sintoma mais comum da
adenomiose é o aumento da duração ou quantidade do fluxo menstrual, já a da
endometriose é a dor no período menstrual. Cumpre, também, apontar que a
endometriose, via de regra, acomete mulheres entre 15 a 35 anos de vida que
nunca engravidaram ou tiveram poucas gestações. Já a adenomiose em mulheres de
35 a 50 anos que já tiveram filhos e, principalmente, aquelas que já tiveram
mais de duas gestações. O tratamento de ambas afecções, também, se assemelha no
que se refere às alternativas medicamentosas (progesterona, componente da
pílula anticoncepcional ou análogos de GnRH, medicação que inibe a produção de
estrogênios), mas, o tratamento cirúrgico varia de caso a caso. Porém, em
situações de adenomiose que há indicação de cirurgia e a paciente não deseja
mais ter filhos, basta a histerectomia, já na endometriose demanda em alguns
casos específicos a retirada dos ovários.
Ginecologista e
obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem
graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em
Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de
projeto regular da FAPESP.
Hélio
Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades
de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology
Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução
humana. (Acesse o
currículo Lattes do doutor Hélio Sato).
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