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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O TERCEIRO MÊS DO DESAFIO DE ANE NO PROGRAMA ONLINE "EXERCÍCIO E ENDOMETRIOSE"!

Apesar das dores e da puxada rotina, Ane continua firme no objetivo de eliminar 18 quilos


Quem disse que é fácil retomar à rotina após as férias? E quando essa rotina inclui mudanças e a torna ainda mais puxada por conta da inclusão de um novo trabalho (além daquele que ela já trabalha). Então, como fazer para manter o ritmo de atividade física mesmo tendo dias de dores? São esses desafios que Ane compartilha neste terceiro mês de desafio do programa online "Exercício e Endometriose" Será que ela conseguiu perder algum quilo? Independente do resultado eu estou muito orgulhosa com tamanha força de vontade. Falo isso porque Ane trabalha longe de sua casa. Aliás, muito longe. Seus dois empregos são distantes. E mesmo chegando uma da manhã de segunda à sexta, ela ainda mantém sua força e segue firme em seu objetivo. Aos poucos tenho certeza que ela alcançará o que almeja em nosso desafio. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 


Por Ane Bulcão
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas!

Mais uma vez, estou aqui para compartilhar como foi o terceiro mês do nosso reality show, e confesso para vocês que este mês de agosto foi bem sofrido, pois aconteceram algumas mudanças em minha vida.

Com o resultado não desejado de dois quilos a mais na balança no último mês, em razão das férias de julho, não adiantava chorar pelo leite derramado. O jeito foi seguir em frente e lutar para conseguir atingir a meta estabelecida, só que agora com uma nova rotina. Assim que voltei de férias comecei a trabalhar em outro emprego, de forma que minha agenda ficou ainda mais apertada. E até o corpo acostumar com a nova jornada sofri bastante.

Não consegui fazer as caminhadas como antes, e isso me deixou muito triste e bem chateada. Porém continuei indo a pé para a estação de trem na hora de ir trabalhar, o que contabiliza uma média de quinze minutos todos os dias, e claro, sendo bem criteriosa nas minhas escolhas alimentares. Não cometi muitos deslizes (risos). Nesse período também fiquei provisoriamente sem meu convênio médico que minha psiquiatra atende e aí não tive como renovar a receita do ansiolítico que tomo. Com isso percebi-me um pouco mais agitada e ansiosa querendo grandes resultados na balança.




Mas graças a Deus que meu esposo e meu filho, meus maiores incentivadores, me apoiam em tudo, e me mostraram que preciso ter paciência, força, foco e fé. E também não posso esquecer do educador físico Renato, que sempre muito solícito vem me orientando e chamando minha atenção para não ficar focada no resultado final, e sim na caminhada e na qualidade de vida. Segundo ele, essas duas últimas são as etapas mais importantes do processo, e a perda de peso aconteceria naturalmente por causa da qualidade de vida.

Não foi um mês fácil, mas pelo menos não engordei e, inclusive, até eliminei mais um quilo, e assim, eu prossigo caminhado firme rumo à minha meta: eliminar os 18 quilos que engordei no último ano. Mas sem aquele desespero de ter que emagrecer a qualquer custo, pois sei que o peso que perdemos em velocidade meteórica é muito instável e a quantidade que se elimina pode ser recuperada ao dobro numa rapidez maior ainda. E eu não quero isso para minha vida, estou cansada desse efeito sanfona e acredito que muitas meninas estejam se colocando na mesma situação que eu, pois eu sofro muito com a cobrança da sociedade que não conhece nossa doença e não entende a nossa dor.

E como se não bastasse ainda massacram a gente por estar acima do peso, como se fosse por querer, uma escolha nossa estar acima do peso. Não, nenhuma mulher quer estar “cheinha”, não é mesmo? Mas ninguém enxerga que a maioria das endomulheres estão mais cheinhas não por estarem gordas, mas por  conta dos tratamentos hormonais que mexem muito com nosso corpo, que nos fazem ficar tão inchadas que mal consigo me reconhecer no espelho.

Sou uma mulher madura que sofre praticamente em todas as áreas: física, emocional e psicologicamente, por causa da endometriose, mas que não deixa a peteca cair. Não sou mais uma adolescente que de forma inconsequente faz dietas malucas que só dão resultados por um breve período de tempo e os resultados não se sustentam. E por levar a sério esse compromisso comigo mesma que procuro ajuda de profissionais qualificados para me ajudar nessa jornada. E esse é um dos motivos que aceitei o desafio da Caroline no programa online “Exercício e Endometriose”. E mesmo com todas as minhas dificuldades diárias eu sigo firme e forte no meu objetivo. É isso aí guerreiras, até o próximo mês! Um beijo carinhoso!

terça-feira, 25 de julho de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O SEGUNDO MÊS DO DESAFIO DE ANE NO PROGRAMA ONLINE "EXERCÍCIO E ENDOMETRIOSE"!

Ane, ao fundo, se exercita com seu esposo, Paulo: grande incentivador
de seu novo projeto para voltar à forma e resgatar a qualidade de vida.



Em seu segundo mês do desafio (leia o primeiro mês aqui) do programa online "Exercício e Endometriose" Ane conta como passou suas férias com a família em outra cidade.  Férias na casa de parentes significa muita comilança, não é mesmo?! E não foi diferente para Ane. Será que ela conseguiu seu objetivo de engordar o menos possível para manter os cinco quilos que emagreceu no primeiro mês? Mesmo estando em outra cidade, Ane conseguiu se exercitar? Eu só posso dizer que estou muito orgulhosa e certa que os 18 quilos serão eliminados mais rápido que pensei. Beijo carinhoso! Caroline Salazar  


Por Ane Bulcão
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas!!

Olha eu aqui de novo para compartilhar com vocês o segundo mês do desafio proposto pela Caroline no programa online “Exercício e Endometriose”.

Neste ano consegui ajustar minhas férias com as de meu esposo e as de meu filho, e assim curtir um descanso merecido com a família. Aproveitamos para viajar e, apesar de estar de férias, procurei me exercitar quase todos os dias a fim de que pudesse manter o peso ou que pelo menos não engordasse muito. Mas devo dizer que dessa vez não fiquei bitolada e muito menos paranoica contando as calorias de tudo que comia. Apenas fui procurando fazer boas escolhas alimentares como me recomendou meu personal Renato (nota da editora: idealizador do programa online “Exercício e Endometriose”), e aproveitei muito o momento com a família e os amigos, que diga-se de passagem nos receberam muito bem, e claro, com comidas deliciosas que foram carinhosamente preparadas para nós. Como negar?

Ane e Paulo na trilha no 
zoológico de Itatiba, São Paulo.
Para não perder o pique meu esposo e meu filho também me acompanharam nos exercícios. Nessas férias preferi me exercitar sempre no final do dia porque, afinal de contas, não dá para acordar cedo quando se está de férias e na casa de parentes, não é mesmo? (risos). Fizemos uma trilha bem legal, alongamento e caminhadas periódicas sempre respeitando o limite da minha dor. Teve dias que fiquei mais dolorida, porém não me abati. Já falei em outro momento aqui no A Endometriose e Eu que não permitirei que a doença me roube a alegria de viver. Minha força vem de Deus e minha família que é meu bem maior, como também de amigos verdadeiros que sei que sempre torcem por mim.

Ao retornar à rotina do cotidiano, precisava ver o saldo positivo e ou negativo dos sabores e dos temperos diversos que provei. Confesso que diferentemente de outras vezes, agora estava em paz, consciente de que poderia ter recuperado alguns quilos, o que realmente veio a se confirmar: 2 quilos a mais. Se fiquei chateada? Sim fiquei sim, mas não desesperada. E logo que retornei tive consulta com minha psiquiatra e com a psicóloga e elas falaram que foi justamente essa atitude minha de não ter ficado ansiosa e conseguido relaxar que fez com não engordasse demais. Se fosse tempos atrás eu jamais conseguiria me divertir com as pessoas que amo, pois estaria reclamando e me recusando a comer para não engordar. E o pior de tudo: é que mesmo assim com tantas restrições engordava horrores. Tenho aprendido que todo extremismo é perigoso, que nós precisamos viver a vida em equilíbrio.

Ela também conta com o apoio
e a participação do filho, Danilo.
Outra coisa importante que percebi é que quando temos o apoio necessário seja da família ou de amigos tudo flui mais fácil. Porém sei que muitas vezes algumas endoguerreiras se veem desamparadas de alguma forma. Neste momento é fundamental firmarmos nossa fé em Deus, pois é o único que não nos desampara nunca. E também é importante buscarmos ajuda profissional. Não podemos ter vergonha de buscar ajuda de médicos, de psicólogos, de psiquiatras ou qualquer outra especialidade que precisar. O acompanhamento multidisciplinar que estou tendo tem me ajudado muito. Eu ainda não deixei de tomar remédios para dor, não deixei de tomar os ansiolíticos e continuo com a acupuntura. Sei que todos esses recursos profissionais têm sido um grande diferencial na minha vida. Mas nada se compara a minha fé em Deus e posso dizer com convicção que sou feliz por que mesmo meio a dor que a endometriose nos causa, foi através e por meio dessa doença que tenho conhecido pessoas maravilhosas e apaixonantes, grandes amigas como Caroline e outras tantas endoirmãs.


Bom é isso meninas. Nestas férias engordar dois quilos foi bem positivo, pois sempre engordei muito mais neste período. Já retornei ao trabalho e à minha rotina em São Paulo. Agora vou correr atrás deste pequeno prejuízo, pois como já tinha emagrecido cinco quilos no primeiro mês com esses dois quilos, meu saldo agora são 3 quilos a menos. Ou seja, dos 18 iniciais ainda restam 15 quilos a serem perdidos. Mês que vem volto para contar como será meu terceiro mês no meu desafio. Beijo carinhoso e até o próximo texto! 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O DESAFIO DE ANE NO PROGRAMA ONLINE "EXERCÍCIO E ENDOMETRIOSE"!

Ane ao lado de seu esposo, Paulo e do filho, Danilo,
quatro meses antes de iniciar nosso desafio do
programa online "Exercício e Endometriose". 



Alguns meses atrás percebi que a autoestima da nossa colaboradora-voluntária e autora da coluna "Gestação do Coração", Ane, estava bem baixa por conta do aumento de peso. Eu me lembro bem de como ela estava magra na "EndoMarcha 2016", mas por conta das dores, que voltaram a todo vapor, Ane parou de malhar e o sedentarismo aliado ao tratamento hormonal não poderia ter outro resultado: o ponteiro da balança subiu. E subiu bastante. Por ser uma pessoa muito querida, aquela que posso contar sempre que eu precisar e a qualquer hora, eu precisava pelo menos tentar dar um novo ânimo para ela. Por isso não pensei duas vezes: vou desafiá-la a testar o programa online "Exercício e Endometriose", desenvolvidos pelo educador físico Renato Trevisan. Ela não pensou duas vezes e aceitou na hora. Eu avisei o Renato e deixei por conta dela, já que os exercícios são feitos em casa e é preciso disciplina e muita força de vontade. Ane tem um filho, trabalha fora e chega muito, mas muito tarde em casa. E ainda está com dores, um grande agravante, mas como o programa tem os exercícios regenerativos, desenvolvido especialmente para quem sofre com dor crônica, achei que seria uma boa ideia fazê-la mexer o esqueleto. Porém, não imaginava que o resultado de 30 dias seria impressionante. Ao mesmo tempo ela começou a fazer acupuntura, e em 30 dias, ela perdeu cinco quilos. As fotos não mentem! E esse foi apenas o primeiro mês. A meta de Ane é chegar nos 54 quilos. Tenho certeza que a força de vontade de Ane irá inspirar muitas endomulheres a se exercitarem. Deixo para ela contar tudo para vocês, mas já posso dizer que estou ansiosa para o próximo texto dela. Se você está como Ane estava, a mudança só depende de você. Leia o texto, inspire-se e comece a fazer alguma atividade física hoje mesmo. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por Ane Bulcão
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas, tudo bem com vocês?

Hoje escrevo para compartilhar uma nova etapa de minha vida. Como vocês já me acompanham em outros textos da coluna “Gestação do Coração sabem que pouco tempo depois da minha cirurgia realizada em fevereiro de 2015, as dores retornaram e os exames comprovaram que ainda tem focos de endometriose no meu corpo. E eu que já tinha retornado à rotina normal e com muito esforço havia conquistado o peso ideal e estava super feliz, de repente me vi numa situação em que não mais conseguia treinar por conta das dores. E, como resultado, comecei a engordar de novo, uma vez que meu metabolismo, segundo minha endocrinologista, estava estagnado e os hormônios que tomo para conter os sintomas da doença foi a cerejinha do bolo: pulei de 54 quilos para 72 em apenas um ano.

Ane se exercitando em sua casa.
A felicidade estampada no rosto após
perder cinco quilos. Foto de junho 2017
A depressão bateu à porta, mas o apoio incondicional de meu esposo e a chegada de nosso filho era mais que uma razão para não desistir de lutar. E muitas foram as vezes que também desabafei com minha querida amiga Caroline Salazar e ela sempre solícita em me ouvir me colocava pra cima. Foi aí que certo dia ela me fez uma proposta, na verdade um desafio: participar do programa online Exercício e Endometriose”, desenvolvido pelo educador físico Renato Trevisan que também é colunista do blog. Ele desenvolveu um excelente trabalho de reabilitação para mulheres portadoras de endometriose, onde os exercícios propostos minimizam e até podem eliminar as dores das endoguerreiras, além de eliminar também o inchaço e o excesso de peso que muitas de nós acabamos adquirindo por causa do sedentarismo forçado (já que a dor nos impede de nos exercitar) e dos hormônios que tomamos.

Confesso que no começo hesitei um pouco em aceitar o desfio muito mais por medo de decepcionar a mim mesma, como também as leitoras se não conseguisse resultados positivos. Mas eu resolvi aceitar o desafio, pois pensei que esta seria uma excelente oportunidade de ter apoio não só da minha família e dos meus amigos, como também de muitas endoirmãs que sofrem com a dor crônica como eu, mas que sempre enxergam uma luz no fim do túnel.

Uma vez aceito desafio de Caroline de participar desse “reality show”, comecei meu treino. Primeiro expliquei toda minha situação ao Renato, como me sentia física, psicológica e emocionalmente, as minhas possibilidades de se exercitar, principalmente, em relação ao tempo, pois hoje tenho um filho e também trabalho fora. Paralelamente comecei a fazer acupuntura e a tomar um remédio para dor neuropática receitado pela minha psiquiatra, e depois de algumas conversas com Renato (ele me orientou por whatsapp), no dia 14 de maio iniciei o treino regenerativo. Eu estava com muitas dores, então, nesse primeiro momento comecei com caminhadas bem leves, no ritmo do meu corpo, sem forçar muito. Esses primeiros dias foram muito difíceis, mas estava determinada a alcançar meu objetivo. Além do mais, consegui um parceiro tão determinado quanto eu: meu filho, que disse que também caminharia comigo para me dar apoio.

Assim segui, nas caminhadas e com a acupuntura, teve dias que realmente não deu para caminhar, pois tive que repousar por conta das dores muito fortes, porém, devagar e sempre, aos poucos fui percebendo os resultados. Cerca de 20 dias após o início já percebi que minhas roupas começaram a ficar mais folgadas, um sapato que antes estava apertado no pé já não incomodava mais, e quando dei por mim em menos de um mês eu havia emagrecido cinco quilos! Pulei do 72 quilos para 67. 

Foi uma grande alegria, e ainda tem muito mais para fazer, pois estou apenas começando o meu treino do programa online “Exercício e Endometriose”. A esperança voltou a brilhar em meus olhos e, em pouco tempo, minha autoestima, que estava quase no pé já está nas alturas. Este é apenas o primeiro texto de um longo processo. Ficarei muito feliz em poder compartilhar com vocês essa experiência, pois sei que com certeza, iremos ajudar muitas endomulheres a começarem a se exercitar e a saírem da inércia e, consequentemente, a melhorar sua autoestima assim como está acontecendo comigo. E por hoje é só, aguardem o próximo texto. Beijo carinhoso.

domingo, 21 de maio de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": COMO SAIR DA INÉRCIA E INSERIR A ATIVIDADE FÍSICA EM SUA ROTINA?

Fonte: Pixabay


Se você precisa de motivação para começar a se exercitar chegou a sua hora! Em mais um texto da coluna "Saúde e Bem-Estar", o educador físico Renato Trevisan vai te ajudar a sair da inércia e a começar a mexer o esqueleto. Eu sei bem o que é sentir fortes dores e não conseguir levantar da cama para pegar um copo de água. Mas a gente precisa se esforçar, mesmo com dores, sem ânimo e sem a mínima vontade precisamos colocar objetivos em nossa mente, mesmo com um corpo doente. E tentar naqueles dias de menos dores incluir em sua rotina os treinos específicos para os dias de dores, no caso os exercícios regenerativos, idealizados exatamente para esta fase. No começo realmente não será fácil. Você vai ter vontade de desistir. Irá acontecer coisas que poderão te desanimar ou simplesmente para tentar te fazer desistir, mas não desista. Comece aos poucos e vá aumentando o tempo com o passar dos dias, das semanas. Depois de uns 15 dias você começará a sentir uma outra, ops, uma nova mulher. Leia com atenção o precioso recado do Renato de como sair do sedentarismo e incluir a atividade física no seu dia-a-dia, e desafie você mesma. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por Renato Trevisan, educador físico
Edição: Caroline Salazar

Olá meninas!

Recebo muitas mensagens relatando uma dificuldade muito grande em praticar exercícios físicos em decorrência de:
  • dor pélvica;
  •  indisposição.          
Em muitas situações essas dores impedem de levantar da cama para fazer uma tarefa diária, seja fazer um café ou dar atenção ao filho.

Alguns questionamentos apontam como impossível realizar o exercício, e me perguntam: “Como você vem falar de exercícios se eu não consigo nem sair da cama?”

Tenho muita clareza sobre o sofrimento que a maioria das endomulheres convive no dia-a- dia.

E isso me motiva cada vez mais a trazer soluções que auxiliem na qualidade de vida das endomulheres.

DESAFIO DE HOJE:

Hoje quero fazer um desafio a você, que vive diariamente essa realidade relatada nas mensagens que recebo.

Se você sofre com muitas dores, deixa de fazer muita coisa porque não tem motivação e teve sua carreira profissional prejudicada pelas insistentes crises da endometriose, preste atenção no que vou disse agora!

Quero te chamar para a construção de uma nova jornada em sua luta, mas não uma luta contra a endometriose, e sim uma luta A FAVOR DE UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA PARA VOCÊ.

Isso mesmo quero colocar o exercício na sua vida, para que ele possa te oferecer todos os benefícios que falo e que você já deve ter lido em muitos lugares.

Quero principalmente que o exercício seja o seu “COMANDANTE” para uma mudança de postura em relação à ENDOMETRIOSE.

Quero que pare de “LUTAR CONTRA a ENDOMETRIOSE” e “COMECE A LUTAR POR VOCÊ”.

Não será fácil, mais afinal de contas como diriam nossos pais e avós: nada é fácil nesta vida!!!!

Mas a recompensa, eu te garanto será MARAVILHOSA!

Não vou ficar aqui só falando a maneira como você deve pensar, ou qual postura você deve ter e pronto.

Vou te mostrar COMO FAZER ISSO!

Como sair da “cama” e colocar uma rotina de atividade física, transformando o seu modo de encarar a Endometriose.

VEJA UM CASO REAL:

Mas antes de fazer isso, deixa eu relatar aqui uma situação que esclarece melhor minhas palavras em relação a mudança de postura sobre a doença.

Uns 10 anos atrás eu tinha uma aluna, que recebeu a notícia que estava Diabética Tipo I e que deveria iniciar o uso de insulina, pois o seu pâncreas não estava mais produzindo esse hormônio.

Durante muito tempo ela lutou contra o uso da Insulina, teve muitas idas e vindas à academia. Não conseguia viver com qualidade de vida.

Fiquei por oito anos fora dos atendimentos como Personal e perdi o contado com ela.
Quando abrimos nosso estúdio de Personal, ela me procurou para que pudesse voltar a atendê-la e me disse assim

“...agora vai ser diferente. Parei de lutar contra a insulina e passei a lutar por mim! Quero participar de uma corrida de rua e você vai me ajudar a conquistar isso...”

Percebeu? É isso que eu quero que você faça a partir de agora na sua vida.

Não quero que deixe o tratamento de lado, não quero que pare de buscar os melhores medicamentos, médicos e soluções para viver sem endometriose.

Mas se isso não for possível, ou se isso tiver que ser feito em etapas a longo prazo, CUIDE DE VOCÊ!
Bom, mas vamos lá....

COMO COLOCAR A ATIVIDADE FÍSICA NA SUA ROTINA?

E como você fará isso?

Como colocar o EXERCÍCIO EM SUA VIDA?

O desafio é sair da inércia e inserir a atividade física NA SUA ROTINA.
VOCÊ TOPA?

Topar esse desafio requer coragem e muita vontade!
Como incentivo, preparei um vídeo especial para você que quer dar esse passo em sua vida.

Dá uma olhadinha ai!!! É só clicar no link abaixo:


Agora é contigo! Estarei por aqui para o que você precisar!

Um super abraço!

Sobre Renato Trevisan:

Educador físico, é pós-graduado em atividade motora adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É diretor do Centro de Saúde A3 Atividade Física para a Saúde em Maringá, no paraná, e é coordenador da EndoMarcha Maringá. Acesse a fanpage da A3.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": A IMPORTÂNCIA DOS EXERCÍCIOS REGENERATIVOS DURANTE AS CRISES DE DOR!!

imagem cedida por Free Digital Photos


Em seu segundo texto para o A Endometriose e Eu o educador físico Renato Trevisan, da A3 Saúde, explica a importância e os benefícios dos exercícios regenerativos quando as portadoras estão nas crises de dores. Sim, você leu certo! O exercício regenerativo auxilia não só no combate às dores, mas também ajudará você a dormir melhor. Já pensou em ter uma noite de sono mais tranquila e botar a insônia pra correr? Parece um sonho, não... mas agora é real. Exercitar de maneira correta, respeitando os limites do seu corpo é um dos melhores remédios (e natural!) para aliviar as dores da endometriose.

Pensando em proporcionar maior bem-estar às endomulheres, no próximo dia 1° de março, primeiro dia do Mês Internacional de Conscientização da Endometriose, a  A3 Saúde e o A Endometriose e Eu trará uma grande surpresa especialmente para você, querida leitora. Uma das missões do blog sempre foi ajudar você a conviver melhor com a endometriose. Vmos te ajudar a dar o primeiro passo rumo a um novo estilo de vida, a uma nova vida, a uma vida sem dores. Aguarde! Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por Renato Trevisan, educador físico
Edição: Caroline Salazar

A importância dos exercícios regenerativos durante as crises de dores da endometriose.


Você já imaginou que fazer exercício nos momentos de crise de dores causadas pela endometriose, pode trazer alívio e bem-estar para o seu dia a dia?

Isso mesmo. Mas antes que você queira brigar comigo, deixa eu te falar como foi que eu descobri isso!

Você pode se perguntar: “Como é que pode um homem falar que quando eu estou com dor devo fazer exercício? Eu mal consigo trabalhar e fazer minhas tarefas do dia a dia. E ele vem me falar para fazer exercício!”

Pode até parecer uma maluquice, mas vou mostrar para você, que isso que estou te contando pode ser muito interessante!

Fazer exercício físico é uma prática que vai muito além do movimento músculo esquelético realizado.

Praticar exercício pode ser um momento mágico, de produção hormonal e transformações bioquímicas no seu organismo. Digo que pode ser, porque assim como tudo que fazemos em nossa vida, é preciso de medida certa e planejamento adequado.

Nós sabemos, por exemplo, que há medicamentos ótimos para aliviar os sintomas da endometriose, mas nem por isso vocês sairão tomando sem controle esses remédios. Provavelmente muitas de vocês aumentam a quantidade passada pelo médico para conseguir obter um resultado mais rápido, não é mesmo? Existe a dosagem correta para que o objetivo do medicamento seja atingido.

Com o exercício físico é a mesma coisa.

Muito bem, o tipo de estímulo que oferecemos ao nosso organismo, vai determinar quais serão as reações que ocorrerão para produção de hormônios e reações bioquímicas. Certos estímulos são tão benéficos que podem se tornar nosso próprio remédio. O estímulo que proporcionamos ao nosso organismo quando praticamos exercícios pode ser o remédio mais eficaz para aliviar as crises devido às dores causadas pela endometriose.

No texto anterior Os benefícios da atividade física no controle dos sintomas da endometriose, eu apontei alguns dos benefícios proporcionados pelo exercício físico em relação a Endometriose, como:
·        
           1- Controle dos níveis de estradiol (estrogênio);
      2 - Controle de cortisol;
      3 - Redução da resistência insulínica;
      4- Produção de endorfina;
      5- Organização do sono;
      6- Diminuição da gordura corporal.

E hoje quero falar especificamente sobre o exercício REGENERATIVO.

Como o seu nome diz explicitamente, o exercício regenerativo tem a função de proporcionar ao organismo a melhor situação bioquímica possível, para realizar o processo de restauração, que ocorre principalmente durante o sono profundo.

Portanto, estimular o bom sono é um dos segredos do exercício regenerativo. Pode acreditar você vai dormir e sonhar colorido. Você já ouviu esse termo?

Deirdre Barrett, pesquisadora e psicóloga afirma queO ato de dormir ajuda a suprir nossas demandas fisiológicas importantes. Por exemplo, é durante o sono que ocorre a reposição dos neurotransmissores, substâncias responsáveis por modular as sensações de ansiedade, felicidade, a capacidade de fixar a atenção, entre outras funções”.

Atingir o sono profundo e prolongado possibilita ao nosso organismo estabelecer a reorganização hormonal e bioquímica. Barrett, aponta ainda em seus estudos que os sonhos – que geralmente ocorrem na fase mais profunda do sono – também exercem um papel importante na saúde neurológica.

Outra relação fundamental do exercício regenerativo com as dores da endometriose é o estímulo para a produção de Endorfina.

Eu já falei sobre isso, no texto anterior, mas vamos reforçar sua importância em momentos de dores e estado depressivo.

 “As endorfinas são substâncias bioquímicas analgésicas segregadas pelo cérebro que executam um papel essencial no equilíbrio entre o tônus vital e a depressão. Elas são responsáveis por nosso estado emocional.”
Costa et al (2007)

As Endorfinas aliviam as dores e promovem um estado de relaxamento no organismo. Em resumo, o que estou dizendo é: está chegando uma crise de dor, está faltando vontade de fazer as coisas do dia a dia, está com dores e sofrendo em casa?

Experimente começar a fazer exercícios regenerativos para ter uma melhor qualidade de vida.
É importante reforçar que cada pessoa se adapta de maneira diferente aos estímulos da prática regular do exercício. Por isso não saia por aí fazendo qualquer exercício. Procure um profissional que conheça e entenda o que você está passando.

Costumo dizer que se o seu Educador Físico nunca perguntou a você sobre o seu ciclo menstrual, pode cair fora. Isso mostra que ele treina você e todas as mulheres da mesma forma, sem respeitar seu ciclo hormonal e suas particularidades.  

Falo sobre esse assunto tranquilamente porque eu vivi momentos difíceis, sofri com obesidade, dores inflamatórias e tive problemas sérios para dormir durante muitos anos. Quando tive contato com a endometriose, percebi a similaridade que existia entre o que eu havia vivido e o que as mulheres com endometriose passavam. E não tive dúvidas que todo meu histórico e tudo que eu já havia estudado, poderiam ajudar e muito as mulheres que estão passando por esse processo.

Aprendi na prática a colocar o exercício regenerativo na vida das pessoas com dores da endometriose. E o mais importante é que conseguimos colher os resultados desse trabalho. É isso que faço em minha clínica de personal. Hoje trabalhamos com o slogan “transformar vidas”, pois é esse o entendimento que temos do poder do exercício planejado em nosso organismo.

Quero de alguma forma encorajar você a viver essa experiência. Não será fácil, não será de um dia para o outro, mas coloque o exercício e as boas escolhas alimentares no seu dia a dia. Pode ter certeza que será transformador para a sua qualidade de vida.

Não se trata de curar a endometriose com a prática de exercícios, mas sim de colocar a prática de boas escolhas em sua vida, de forma que essa transformação contribua muito com o seu tratamento.

Acredite, o exercício físico pode contribuir imensamente nos momentos de dores causadas pela endometriose

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Fontes de Pesquisa:

Costa, Rudy Alves et al, Benefícios da atividade física e do exercício físico na depressão. Revista do Departamento de Psicologia. UFF. 2007.

Barrett, D & McNamara, P (Eds.) A enciclopédia do sono e dos sonhos (2 vol.) Greenwood / junho de 2012.


Sobre Renato Trevisan:


Educador físico, é pós-graduado em atividade motora adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É diretor do Centro de Saúde A3 Atividade Física para a Saúde em Maringá, no paraná, e é coordenador da EndoMarcha Maringá. Acesse a fanpage da A3.