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| imagem cedida por Free Digital Photos |
Entre para a nossa campanha: "Seja do bem vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social”. Vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013. Neste ano, cada pessoa tem duas chances de voto. É um voto por e-mail e outro com o facebook. Se você tiver email e facebook, vote com os dois, pois assim teremos mais chances. Clique no link (http://bit.ly/18wANh9) e dê o seu voto. A primeira opção é o voto por e-mail, onde no primeiro espaço você vai colocar seu nome e sobrenome e, no segundo, seu e-mail. Você clica na seta votar, que está à direita na cor laranja. É necessário validar seu voto em seu próprio e-mail, que você vai receber do prêmio TopBlog Brasil. Basta clicar no link que estará em seu email, e pronto, seu voto foi validado com sucesso! Na sequência aparece o F, em azul, do facebook. Clica na seta laranja, faça seu login e pronto. Voto validado com sucesso! Conto com a ajuda de todos vocês em votar e, em especial, em compartilhar meu pedido entre seus amigos. Afinal, como eu sempre disse: "a união faz a força e juntos somos mais fortes". O primeiro turno vai até o dia 9 de novembro. Aproveite para conhecer a linha de camisetas exclusivas que acabamos de lançar para conscientização da endometriose para a sociedade. É a nossa conscientização fashion! E junte-se a nós na Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose, a marcha mundial americana que será realizada em 25 países, e o Brasil está dentro. Faça sua inscrição aqui e junte-se a nós.
Atenção: Gostaria de pedir a gentileza de minhas endoirmãs para terem paciência quanto às respostas dos emails. Este é um trabalho voluntário feito com muito carinho e amor, porém, eu ainda não tenho as 24 horas do dia para ficar apenas por conta do blog. Eu quero em breve viver só para o blog, mas eu preciso trabalhar para viver, tenho família (e ando com problemas e muitos!), tento numa sexta ou sábado noite espairecer um pouco, porque tenho trabalhado 20 horas por dia e dormido apenas 4 horas e antes de 2012, como mal conseguia andar de dor, fiquei presa muitos anos em casa sem sair. Além de escrever textos, editar textos dos colaboradores, que graças a Deus a cada mês chegam alguns (ainda teremos mais surpresas no blog), tenho meu trabalho, preciso fazer frilas para poder pagar minha contas e ainda estou trabalhando arduamente na Marcha Mundial. Tenha calma e paciência, pois irei responder seu email. Fiz um desabafo porque fico muito chateada com as cobranças das respostas dos emails nos comentários do blog e também quando alguém replica 2, 3 4, 5, 6 vezes o mesmo email, porque dou meu sangue aqui, mas, infelizmente, sou uma só. Espero ter a compreensão de todas! Beijo carinhoso!! Caroline Salazar
Estreia: A Vida de uma EndoMamãe
Por Tatiana Furiate
Queridas endoirmãs! Estreio hoje a coluna “A Vida de Uma Endo Mamãe.” Sou a Tatiana, tenho 31 anos, casada há 9 anos, e mãe da Julia, 6 anos, e do Arthur, 4. Sou portadora de endometriose. Tudo começou no meu segundo ano após a primeira menstruação. Minha menarca foi aos 11 anos, mas o primeiro ano foi uma menstruação normal. Aos 12, comecei a sentir muitas dores na barriga, ainda não sabia que eram as tais cólicas menstruais. A cada menstruação, as dores pioravam, a ponto de desmaiar de dor, quase não ia à escola nesta época, pois não tinha condições físicas e com fluxo intenso, sempre sujava a cadeira. Quando ia, minha mãe era tinha de ir me buscar.
Minha mãe vendo toda essa
agonia, me levou em uma ginecologista que na época fez tudo que pode. Pediu
vários exames e prescreveu um anticoncepcional para amenizar as cólicas e o fluxo
intenso. Passou mais de 1 ano e nenhuma melhora. Em uma das consultas, ela
disse que precisava conversar muito sério com minha mãe. Já tinha de 13 para 14
anos. Ela pediu para minha mãe procurar um cirurgião de pelve, porque eu fazer
uma videolaparoscopia. Ela já desconfiava que eu tivesse endometriose. Na época,
não ouvíamos falar de endometriose como hoje, não tínhamos alguns dos exames
mais específicos que tem hoje. E o meu CA 125, como todos que fiz até hoje, nunca
tiveram alteração.
Fomos pra casa e
começamos a procurar no livro do convênio um médico. Ela conta que nessa época
pediu direção para Deus e pediu que Ele indicasse o médico. E como sinal de sua
oração, minha mãe disse: “Vou ligar e o qual aceitar falar comigo ao telefone,
será o médico da minha filha.” Ela ligou para mais ou menos uns cinco médicos e
nenhum aceitava falar com ela. Continuou sua busca incansável e achou um, que
no primeiro telefonema falou com ela, e ela expôs minha situação. Ela ainda
lembra a voz calma e serena desse médico, que alegrou seu coração. Jamais podemos
descartar intuição de mãe. E marcou a consulta para a mesma semana, e fui com
meus pais. No dia da consulta, eu estava ansiosa e com medo, pois ainda era uma
criança. Gostei muito desse médico, me passou calma, segurança e passou horas
nos explicando o que era endometriose e como era feito seu diagnóstico. Mas
logo de cara ele disse que não faria a cirurgia sem tentar o tratamento clínico
antes. Fiquei mais de um ano tomando anticoncepcional contínuo, fazendo exames
e sofrendo de dores horríveis.
Sem sucesso, me submeti à
cirurgia. Fiz a cirurgia, tinha 15 para 16 anos e para nossa surpresa não foi
encontrado nada (até hoje é um mistério para nós). Ele aliviou os meus pais,
mas disse também que não iria me liberar dos anticoncepcionais devido ao fluxo
e às dores. E assim vivi dos meus 12 até meus 21 anos tomando AC. Após a videolaparoscopia
minhas cólicas melhoram (não sei explicar o motivo). Casei-me aos 21 anos, e
com pouco tempo de casada, ainda com o contraceptivo, voltei a sentir dores
horríveis e minha menstruação começou a vir todos os meses. Em um desses
escapes, estava dormindo e quando meu marido foi se despedir de mim para ir ao
trabalho, ele percebeu que eu estava desmaiada. Sem pensar, me colocou no carro
e me levou ao hospital. Passei com a equipe de ginecologia de plantão, me
examinaram e tentaram de todas as formas cessar a hemorragia, mas sem sucesso.
Lembro-me como se fosse
hoje: o chefe de equipe entrando no quarto dizendo que teria de ir naquele dia
para o centro cirúrgico, pois não poderia continuar sangrando daquele jeito.
Ainda pensei: ‘mas e meu médico!?’. Não havia tempo para chamá-lo. E sem opção
fui obrigada aceitar a equipe de plantão para realizar a cirurgia. E lá fui novamente
para o centro cirúrgico. Quando acordei da anestesia, adivinha quem estava na
equipe de plantão? Meu ginecologista! Nossa, fiquei muito feliz! Ele disse que
encontrou muitos focos de endometriose no peritônio, que todos foram cauterizamos
e que eu ficaria bem. E pediu para aguardar o resultado da biópsia. Na biópsia, a confirmação
de endometriose. Continuei tomando anticoncepcional contínuo, e fiquei dois
anos bem. Depois desse período, comecei sentir novamente dores horríveis e com um
agravante: passei a sentir dores intensas na relação sexual. Ao me examinar meu
médico sentiu nódulos e espessamentos no exame de toque. Resultado: outra vídeo!
Meu mundo desmoronou!!
Como nós somos
endoguerreiras mesmo, e não podemos desistir nunca, lá fomos nós, eu e meu
marido, para mais uma cirurgia. Quando voltei para o quarto, percebi um
semblante estranho em meu marido. E ele disse que foi encontrado focos nos
ovários, e que uma de minhas trompas estava obstruída. Mas que conseguiu salvar
meus dois ovários e desobstruir a outra trompa. Mas que eu teria dificuldade
para engravidar, e que talvez, precisasse de tratamento. Se o fizesse até o fim
do ano estaria grávida. Estávamos em abril. Olhei para meu marido e disse: ’Não
se preocupe pois, servimos um Deus que age no impossível e logo, logo
receberemos esta benção.’ Estava esperando a primeira menstruação pós-cirurgia
para iniciar o tratamento. E nada! Comecei a ficar estranha com dores e
inchaços nos seios, mal- humor, uma fome de leão e chorava do nada. E um
detalhe: peguei birra do meu marido. Até a respiração dele me irritava. Parei e
pensei: ‘algo está diferente’. E falei para ele. Acho que estou grávida, ele
olhou e disse: ‘Não tá nada, é psicológico!!!’
Fiquei com raiva e falei:
‘Vou fazer o teste e se der positivo você vai comer o papel picado com catchup.’
Não deu outra! Peguei o resultado, era em um dia de jogo da Copa de 2006 e
minha casa cheia. Foi uma alegria! Quando meu marido chegou, adivinha? Picotei o
papel, coloquei catchup e dei para ele comer! Ele ficou sem entender. Falei: ’Estamos
grávidos!!’ Foi uma gestação tranquila, até o momento da pequena Julia querer nascer
de 5 para 6 meses. Entrei em trabalho de parto!! Fiquei três semanas de repouso
absoluto no hospital, para segurar minha pequena princesa.
Ela veio ao mundo com 38
semanas, pesando 2895 kg e 47 cm. Meu pós-parto foi maravilhoso! E já após o
parto comecei a tomar uma pílula com baixa dosagem de hormônio, por conta da
amamentação. Após esse período voltei para a de costume. E assim fiquei por
quase 3 anos. Sem dores e escapes. Porém, como ele estava caro pedi para
substituí-lo. Ele trocou, mas alertou: ‘Use preservativo na fase de adaptação, nos
primeiros três meses.’ Eu, incrédula, achei que nada aconteceria, até porque
tenho endo. Para minha surpresa: fiquei grávida! Desta vez, mais conturbada que
a primeira. Tive início de aborto, descolamento de placenta, inicio de diabete
gestacional e por fim pré-eclampsia. Meu príncipe veio ao mundo de 35 semanas,
pesando 2995 kg e medindo 51 cm. Imagine se fosse de 40 semanas! Após seu nascimento,
em 2009, sofri muito com a reincidência da endo. Fiz mais duas cirurgias, coloquei
o Mirena, fiz trocas incansáveis de anticoncepcionais para controlar o fluxo
intenso. Tive três abortos, o último pouco mais de um mês atrás. E uma cirurgia
de urgência em junho, que inicialmente era apendicite, mas quando veio a
biópsia confirmou endometriose cecal (nota da editora: primeira porção do
intestino grosso).
Depois de tudo isso, mais
uma novidade: mesmo tomando anticoncepcional sem intervalo e sem falhar um dia,
estou grávida novamente! Segundo meu ginecologista, como vomitei, tive diarreia
e tomei muitos antibióticos, o contraceptivo perdeu o efeito (nota da
editora: já falamos sobre isso em “Com a Palavra, o Especialista”) E, a
partir de agora, vou contar no blog nesta nova coluna “A Vida de uma Endo Mamãe”,
essa minha nova fase: do pré-natal ao dia do parto que será transmitido pela
internet, com link aqui do blog. Ah, e como já tenho um casal, o sexo será
surpresa. Iremos saber apenas no dia do nascimento e irei fazer uma enquete aqui.
Quero também fazer um chá de fraldas virtual e será maravilhoso ter a companhia
de todas endoirmãs! Beijo com carinho!






