quinta-feira, 17 de março de 2016

ENDOMETRIOSE INTESTINAL: RETOSSIGMOIDE - PARTE 2!

Foto 3 - Endometriose de retossigmoide
Na  segunda parte do texto Endometriose Intestinal: retossigmoide (leia a primeira parte aqui), o doutor Alysson Zanatta explica como este tipo de endometriose pode ser descoberta - quais exames detectam a doença - e como tratá-la. É preciso usar a bolsa de colostomia e ou a de ileostomia? Quais os riscos de complicações desta cirurgia? Os medicamentos funcionam? Qual o tratamento efetivo para a endometriose intestinal de retossigmoide? A cirurgia é parecida com a do câncer de intestino? Um texto brilhante que vai elucidar de maneira muito objetiva suas dúvidas sobre a endometriose intestinal de retossigmoide. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Endometriose intestinal: retossigmoide - parte 2

Por doutor Alysson Zanatta
Edição: Caroline Salazar 


Como descobrir a Endometriose no Retossigmoide?

A ER pode ser diagnosticada com quase 100% de acerto pela realização de uma ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e/ou uma ressonância magnética pélvica, desde que realizados por especialistas (6). São os únicos, e mais completos exames, para diagnóstico dessa endometriose. A colonoscopia não serve ao diagnóstico e não deveria ser solicitada, a não ser que haja sangramento intestinal (ou outros sintomas) que levante suspeitas sobre outras doenças. Como dito, apenas 5% das lesões de endometriose do retossigmoide atingem a mucosa intestinal, e, portanto, seriam diagnosticadas à colonoscopia. Assim, um resultado de colonoscopia normal não exclui o diagnóstico de ER. Essa é a segunda mensagem que destaco: a não necessidade de colonoscopia para diagnóstico de ER.

Como tratar a Endometriose no Retossigmoide?

Primeiro, é importante destacar quando devemos tratar a ER. A indicação é baseada em dor e/ou infertilidade. Ou seja, mulheres que tenham ER, mas que não tenham dor ou infertilidade, podem ser acompanhadas sem nenhum tratamento específico.

A ER  pode ser fator de infertilidade, mesmo quando avaliada separadamente dos outros tipos de endometriose. Uma pesquisa revelou que mulheres submetidas à ressecção de endometriose parcial e que não tiveram a ER removida, tiveram menores chances de engravidar quando comparadas àquelas com remoção total da doença incluindo a ER (7). Isso significa que, uma vez que se decida pela cirurgia, o maior benefício é com a remoção completa da doença, incluindo a ER.

Todas as medicações hormonais têm a capacidade de controlar, em maior ou menor grau, as dores causadas pela endometriose. Não há efeitos diretos sobre a lesão de ER em si (assim como para qualquer tipo de lesão de endometriose profunda). Isso quer dizer que as medicações não alteram o curso da ER, seja reduzindo-a ou fazendo com que deixe de aumentar. Isso ocorre porque essas lesões de endometriose são formadas basicamente por músculo liso e fibrose, tecidos pouco responsivos à manipulação hormonal. Usando medicações eu posso controlar as dores, mas eu não faço a lesão desaparecer ou diminuir.

A terceira e mais importante mensagem é que o tratamento mais efetivo (e curativo) para a ER é a remoção cirúrgica. A cirurgia deve ser realizada preferencialmente por laparoscopia, que tem resultados superiores. Como conseguimos um diagnóstico preciso da doença antes da cirurgia, podemos planejá-la e discutir exaustivamente seus riscos e benefícios antes da decisão final. E como dito anteriormente, surgem dúvidas e preocupações quando falamos de ressecção intestinal.

A primeira clara distinção que devemos ter em mente é que a cirurgia para ER é diferente daquela para o câncer de intestino. Primeiro, a ressecção é menor, pois não há necessidade de remoção do mesossigmoide, o tecido gorduroso por onde corre a irrigação e inervação do retossigmoide. Segundo, o local da anastomose (a “emenda” após a ressecção) é mais longe do ânus em relação ao câncer, o que reduz riscos de complicações. Terceiro, a colostomia (ou ileostomia) não necessita ser usada (salvo raríssimas exceções), pois a cicatrização costuma ser eficiente quando a cirurgia é tecnicamente bem executada.

Há ainda a opção do uso de técnicas mais conservadoras, como a ressecção discoide, onde apenas a parte anterior com a ER é ressecada (8). Essa técnica pode ser usada em praticamente metade dos casos, e proporciona redução do tempo cirúrgico.

A complicação mais temida da ressecção intestinal é o extravasamento de fezes pelos pontos, causando peritonite (infecção) e necessidade de reoperação, ou extravasamento pela vagina, causando a fístula reto-vaginal. Nessa situação de complicação e peritonite será necessária a colostomia, e apenas nessa situação. Trata-se sim de complicação grave e com potencial risco à vida, porém muito incomum com equipes experientes.

Como citado pelo Dr. David Redwine, devemos entender que o tipo de complicação é inerente ao tipo de cirurgia. Uma cirurgia de catarata tem a rara complicação de cegueira, pois estamos manipulando diretamente os olhos. Da mesma forma, uma ressecção intestinal tem a rara complicação de peritonite, pois estamos manipulando o intestino. Estima-se em 1% esse risco com equipes experientes.

Ainda que potencialmente graves, as complicações da ressecção de ER são infrequentes, e não devem ser um contraindicação à realização da cirurgia. Devem sim ser ponderadas ao máximo, sempre dentro do contexto clínico da paciente. Um risco de 1% ou menos pode ser inaceitável para uma paciente que não tem qualquer sintoma. Por outro lado, esse risco é perfeitamente viável em paciente que tem sua qualidade de vida prejudicada, considerando o enorme potencial curativo da cirurgia intestinal.

Conclusões:

A ER é uma forma relativamente comum de endometriose, que pode causar dor e infertilidade, ou não causar nada. Precisamos apenas de uma ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e/ou ressonância magnética pélvica para o seu correto diagnóstico, desde que realizado por especialista. A colonoscopia é desnecessária na maior parte das vezes.

As medicações hormonais podem controlar em maior ou menor grau a dor causada pela ER, mas não têm efeito direto sobre as lesões. O tratamento mais efetivo e curativo da ER é a remoção cirúrgica, preferencialmente por laparoscopia. A colostomia não é necessária, salvo em raras situações de complicação como a peritonite. Quando bem indicada e bem realizada, a cirurgia para ER tem alto potencial de melhora da qualidade de vida e do potencial reprodutivo da mulher.

Me despeço reforçando o convite para que participem da EndoMarcha - Marcha Mundial Contra a Endometriose - a ser realizada neste sábado, dia 19 de março, em nove cidades no Brasil e dezenas de outras cidades ao redor do mundo. Divulguem e participem. Seu apoio é fundamental para mudarmos a história da doença!

Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e Professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta). 

6.            Chamie LP, Blasbalg R, Pereira RM, Warmbrand G, Serafini PC. Findings of pelvic endometriosis at transvaginal US, MR imaging, and laparoscopy. Radiographics. 2011; 31:E77-100.
7.             Stepniewska A, Pomini P, Scioscia M, Mereu L, Ruffo G, Minelli L. Fertility and clinical outcome after bowel resection in infertile women with endometriosis. Reprod Biomed Online. 2010; 20:602-609.
8.            Zanatta A, Sousa JS, Machado RL, Polcheira PA. Laparoscopic discoid anterior rectal excision with the circular stapler for rectosigmoid endometriosis, performed by the gynecologic surgeon. J Minim Invasive Gynecol. 2015; 22:8-9.

quarta-feira, 16 de março de 2016

ENDOMETRIOSE INTESTINAL: RETOSSIGMOIDE - PARTE 1!

Em mais um texto autoral, o doutor Alysson Zanatta traz, numa linguagem simples e de fácil entendimento, o que precisamos saber sobre a endometriose de retossigmoide, um tipo de endometriose intestinal. Para prender a atenção de todas, dividi o texto em duas partes. Na primeira parte, o doutor Alysson explica o que é, quais os sintomas (mas muitas vezes eles são inexistentes), se este tipo de endometriose causa obstrução ou perfuração do intestino e fala também de um assunto polêmico: a endometriose intestinal vira câncer? Muito obrigada doutor Alysson, seus textos são sempre maravilhosos, de fácil entendimento e de uma leveza única. Espero que vocês gostem e aprendam, assim como eu. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Endometriose intestinal: retossigmoide - parte 1

Por doutor Alysson Zanatta
Edição: Caroline Salazar

Queridas leitoras do blog A Endometriose e Eu,

É com alegria que participo mais uma vez do blog, sempre grato ao carinho e esforços da Caroline. Escrevo hoje sobre um tipo de endometriose relativamente comum, e que gera dúvidas às pacientes que vêm ao meu consultório: a endometriose intestinal. O assunto já foi abordado no blog em tradução que realizei de texto do doutor David Redwine (leia esse texto: parte 1, parte 2, texto 3 e parte 4). Quero aqui complementá-lo, e responder às perguntas que ouço diariamente sobre a doença.

Quando falamos de endometriose intestinal, podem vir à mente imagens de pessoas colostomizadas, de cirurgias “mutiladoras”, ou de sequelas permanentes e irreparáveis. Inevitavelmente, associamos a endometriose intestinal ao câncer de intestino, este sim com potencial muito mais agressivo. Ouço frequentemente perguntas como “Doutor, mas endometriose no intestino? Como vou ficar? Irá romper? Irá obstruir? Vira câncer?” As preocupações podem ser enormes, porém algumas vezes injustificadas.

A importância da endometriose intestinal se deve ao fato dela ser relativamente comum (cerca de duas ou três a cada 10 mulheres com endometriose) (1), e de gerar preocupações sobre suas consequências. Quando falamos de endometriose intestinal, é necessário que falemos separadamente sobre cada um dos três tipos de doença, pois seus significados clínicos e abordagem são distintos. Falarei hoje sobre a endometriose de retossigmoide (ER) (Fotos 1 e 2), o segmento final do intestino grosso que termina no canal anal e é responsável pelo armazenamento e esvaziamento das fezes.


Foto 1 - Endometriose de retossigmoide



Foto 2 - Endometriose de retossigmoide



O que é a Endometriose Intestinal?

Entende-se por endometriose intestinal aquela que acomete ao menos a camada muscular externa, dentre as quatro camadas de “fora para dentro” da parede intestinal: serosa, muscular externa, muscular interna e mucosa. A doença pode ocorrer em um (ou mais) de três segmentos intestinais distintos: o retossigmoide (70-90%), o apêndice vermiforme (10-20%), ou o íleo terminal (2-5%). A endometriose intestinal é um exemplo típico de endometriose profunda, ou seja, aquele tipo de endometriose que forma nódulos, passíveis de identificação ao exame clínico e aos exames de imagem feito por especialistas. A endometriose intestinal é uma manifestação tardia e avançada da doença. Quando há endometriose intestinal, certamente há outras lesões presentes que surgiram anteriormente.

Assim como as demais lesões de endometriose profunda, não há qualquer prova de que a endometriose intestinal seja causada pela menstruação retrógrada. Se fossem causadas pela menstruação, ela poderia ocorrer em qualquer parte dos cerca de 8 metros de intestino que nós temos, pois uma célula de menstruação “solta” na cavidade poderia se implantar em qualquer lugar. Entretanto, a doença ocorre sempre exatamente nos mesmos locais, como se esses já fossem “marcados” desde o nascimento para acontecer. Assim como as demais lesões de endometriose, há relato da presença de células de endometriose no retossigmoide de fetos (2), o que nos faz supor que esse tipo de endometriose também tenha origem desde o período embrionário.

Quais os Sintomas da Endometriose do Retossigmoide?

Destaco aqui, querida leitora, minha primeira mensagem importante: nem sempre há relação entre ER e sintomas intestinais. Ou seja, ter endometriose no intestino não significa necessariamente ter sintomas intestinais, assim como ter sintomas intestinais não significa ter endometriose no intestino. Como nossa decisão terapêutica será baseada essencialmente em sintomas, essa distinção é fundamental para escolhermos o tratamento adequado.

De forma comum, a ER pode causar distensão abdominal, “gases”, constipação, dor à evacuação (especialmente na passagem das fezes pelo canal intestinal), e sangramento nas fezes (de forma menos comum). Ouço frequentemente que há “diarreia” e que o intestino “melhora, fica mais solto” no período menstrual. Ainda assim, como disse, não posso prever com certeza que há endometriose no retossigmoide pela presença desses sintomas, pois eles também ocorrem em mulheres com outras lesões de endometriose, especialmente aquelas no fundo de saco de Douglas (região entre o útero e o intestino, no “fundo” da vagina). Talvez o sintoma mais específico da endometriose do retossigmoide seja o sangramento nas fezes que ocorre junto com o período menstrual. Esse, porém, irá ocorrer em apenas 5% das pacientes com ER, pois em apenas 5% dos casos a lesão atinge a camada interna (mucosa).


Perfuração e Obstrução Intestinal por Endometriose de Retossigmoide

A ER está raramente associada a complicações agudas, como perfuração e obstrução. Isso significa que muito dificilmente uma mulher precisará de cirurgia “de urgência” devido à endometriose no retossigmoide.

Algumas mulheres podem dizer que percebem fezes “finas”, sugerindo uma redução do diâmetro intestinal pela doença. Porém, raramente haverá uma obstrução completa. Isso acontece porque o retossigmoide tem um diâmetro maior que os demais segmentos, tornando menos possível a obstrução. Ao longo de pouco mais de 10 anos, observei apenas uma paciente que havia realizado uma cirurgia anterior de urgência por obstrução do retossigmoide devido à endometriose. Ainda assim não tive plena certeza se a situação mereceria uma cirurgia de urgência.

De forma semelhante, a perfuração espontânea do retossigmoide por endometriose também é infrequente. Apesar de haver vários relatos de perfuração, especialmente durante a gestação (3), é difícil sabermos qual a probabilidade real de que isso possa acontecer tampouco identificarmos pacientes que teriam maior probabilidade.

Portanto, devido à baixíssima possibilidade de obstrução e perfuração do retossigmoide por endometriose, a meu ver não haveria indicação cirúrgica para remoção de endometriose do retossigmoide pelo fato de que ela possa “complicar”. As indicações cirúrgicas são outras, como relatarei abaixo.

Endometriose intestinal vira câncer?

Não, muito possivelmente. Entretanto, da mesma forma que perfuração e obstrução intestinal, há também relatos isolados de câncer intestinal associados à endometriose (4).

O que sabemos é que há uma possível associação (não necessariamente causa e efeito) entre endometriose e câncer de ovário (5).  Me refiro à endometriose como um todo, e não ER isoladamente. Quase 8000 mulheres com câncer de ovário foram questionadas se tinham (ou tiveram) endometriose. Cerca 9% delas responderam que sim, comparado a 6% de 13000 mulheres que não tinham câncer de ovário.

Isso significaria um aumento no risco de vida de 1,5% para 2,5% ou 3% de desenvolvimento de câncer de ovário ao longo da vida. Apesar do aumento do risco relativo, ainda não conseguimos identificar quais mulheres teriam esse risco aumentado, e, portanto, não podemos afirmar com certeza que haveria redução do risco de câncer se operássemos a endometriose.


Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e Professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta). 


1.            Pereira RM, Zanatta A, Preti CD, de Paula FJ, da Motta EL, Serafini PC. Should the gynecologist perform laparoscopic bowel resection to treat endometriosis? Results over 7 years in 168 patients. J Minim Invasive Gynecol. 2009; 16:472-479.
2.            Signorile PG, Baldi F, Bussani R, et al. Embryologic origin of endometriosis: analysis of 101 human female fetuses. J Cell Physiol. 2012; 227:1653-1656.
3.            Costa A, Sartini A, Garibaldi S, Cencini M. Deep endometriosis induced spontaneous colon rectal perforation in pregnancy: laparoscopy is advanced tool to confirm diagnosis. Case Rep Obstet Gynecol. 2014; 2014:907150.
4.            Yantiss RK, Clement PB, Young RH. Neoplastic and pre-neoplastic changes in gastrointestinal endometriosis: a study of 17 cases. Am J Surg Pathol. 2000; 24:513-524.


5.            Pearce CL, Templeman C, Rossing MA, et al. Association between endometriosis and risk of histological subtypes of ovarian cancer: a pooled analysis of case-control studies. Lancet Oncol. 2012; 13:385-394.

segunda-feira, 14 de março de 2016

5 DIAS PARA ENDOMARCHA 2016! RECONHECIMENTO DA ENDOMETRIOSE COMO DOENÇA SOCIAL JÁ!


Atenção, atenção! Faltam apenas 5 dias para a 3ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose. Gente falta muito pouco. Este é o nosso momento de unir forças, de mostrar que nós existimos, que precisamos de respeito, que é nosso direito ter tratamento gratuito pelo SUS. Não dá mais para ficarmos caladas! Precisamos soltar a nossa voz. A EndoMarcha tem o objetivo principal de conscientizar a sociedade que a endometriose existe e que é uma doença muito séria. E também lutar para que nossas autoridades reconheçam a doença como social e de saúde pública, pois só assim passaremos a ter políticas públicas para quem sofre com a doença. Precisamos ter nossos direitos reconhecidos perante a lei, como qualquer outro portador de doença crônica. É preciso que nossas autoridades reconheçam isso. 

Há mais portadoras de endometriose que portadores de HIV/Aids, você sabia disso? Somos mais de 6 milhões de endomulheres no Brasil, e 600 mil a 1 milhão de portadores de HIV/Aids, de ambos os sexos, no país.  A artrite reumatoide atinge cerca de 3 milhões de pessoas, de ambos os sexos. O lúpus, apesar de afetar mais as mulheres, atinge de 120 a 250 mil pessoas no Brasil. Por que existem políticas públicas para essas doenças e para a endometriose não? Está chegando a hora de nos unir, de mostrar que não somos invisíveis para a sociedade. No dia 19 de março junte-se a nós na EndoMarcha 2016. Você vai querer continuar invisível para a sociedade? Pense nisso e venha marchar conosco. Veja abaixo as cidades e os pontos de concentração. Se você ainda não se inscreveu, é rápido e gratuito, clique aqui e ajude a salvar milhões de vidas que estão sofrendo com a endometriose. Chega de silêncio! Beijo carinhoso. Caroline Salazar



sexta-feira, 11 de março de 2016

PUBLIEDITORIAL: ALURAX JÁ À VENDA EM TODO BRASIL! E LAURA TEM UM CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊ!

 Laura convida todos a participarem da EndoMarcha 2016


Por Caroline Salazar

E o Mês Internacional de Conscientização da Endometriose chegou com uma novidade: o Alurax já está disponível para venda em todo o Brasil. Agora, definitivamente, você tem uma nova opção no tratamento para combater às dores da endometriose, e com uma supervantagem: economizar. Nesta época de crise você pode adquirir o dienogeste 2mg de marca, tão acessível quanto o genérico, que custa apenas 55% do preço de Allurene, mas com a segurança e a credibilidade de um produto de marca e com a chancela Momenta.

Segundo relatos aqui de São Paulo, as portadoras podem encontrar o Alurax com 30 comprimidos por R$ 98,00 na Drogaria São Paulo. Realmente para quem faz o tratamento mensal com o dienogeste é um ganho muito expressivo e ainda vem com dois comprimidos a mais. Só o fato de não ter de abrir outra cartela no mesmo mês, já é um grande ganho em praticidade e bem-estar para a endomulher. Além disso, é uma economia de mais de R$1.000,00 por ano. Converse com seu especialista sobre o Alurax e experimente esta nova opção. Alurax tem o mesmo dienogeste 2mg que você já conhece.

Se você tiver dificuldade de encontrar o Alurax em sua cidade, vou deixar o telefone do SAC para você saber quando ele estará disponível na farmácia mais próxima de sua casa: 0800 703 1550 ou se preferir envie email para central@momentafarma.com.br. 

Engajada na conscientização, no diagnóstico precoce e para que todas as portadoras tenham o tratamento correto, Laura convida todos a participarem da 3ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose, a EndoMarcha 2016. Precisamos nos unir para que a doença seja reconhecida como social e de saúde pública, pois só assim teremos políticas públicas para as endomulheres brasileiras. “Chegou o momento de mostrar que somos muitas e que precisamos de respeito”, enfatiza Laura. Inscrições no link: http://bit.ly/1vQLWfd 

quinta-feira, 10 de março de 2016

CONGRESSO DE INFERTILIDADE ONLINE E GRATUITO!!






Atenção, atenção! Desde o dia 7 de março está rolando o Congresso da Infertilidade - o COINF, e vai até o próximo dia 13. É gratuito, basta entrar no site http:/congressodainfertilidade.com/inscricoescoinf2016 e se inscrever. Esta é a sua oportunidade de sanar todas as suas dúvidas sobre infertilidade sem sair de casa, do conforto da sua casa. E o melhor: sem pagar nada por isso. Fui convidada pela Mariana e o Paulo, do Instituto Engravida, que está realizando a palestra, a falar sobre endometriose e infertilidade. A minha palestra será dia 13, no domingo, às 10h. As palestras contarão com médicos ginecologistas especializados em reprodução humana, obstetras, psicólogo, nutricionista, urologista, ginecologista especializado em acupuntura, advogada especialista em direito da saúde e fisioterapeuta. Conto com a participação de todos. Beijo carinhoso!