Após o feriado prolongado do dia 15, onde celebramos a proclamação da República, e no meio de outro, para as cidades que comemoram o dia da Consciência Negra, nesta terça-feira, a “Com a palavra o Especialista” esclarece as dúvidas da leitora Edna Cris, de São Paulo, e do endo marido Rafael Engel, do Rio de Janeiro. Nesta edição, o doutor Hélio Sato vai falar sobre a laparotomia (a cirurgia aberta, a chamada cesárea, com corte) e a adenomiose e o Allurene. Aliás, por falar em Allurene, o artigo do lançamento desse medicamento no Brasil é um dos mais lidos do blog e um dos que mais tem comentários. A Hosana Santana, voluntária no blog e quem está respondendo aos comentários, fez um apanhado nos comentários mais impessoais deste post para que o dr. Hélio possa responder aos poucos neste espaço. Como eu nunca usei este medicamento, eu não sei na real como ele age no corpo. Eu só posso falar daquilo que ouvi na coletiva de imprensa dos médicos e da diretoria da Bayer, fabricante do Allurene, que fui cobrir em agosto, mas como uma boa jornalista e repórter, eu só acredito naquilo que eu vejo e vivo. Então, não tenho como responder essas dúvidas, por isso achei fantástica a ideia da Hosana em tratar de algumas questões aqui. Porém, no artigo anterior sobre o Allurene esqueci-me de colocar um ponto importante que foi abordado na coletiva de imprensa: os médicos presentes alertaram que mulheres com histórico de câncer de mama na família (como no meu caso, minha tia materna teve câncer de mama) devem evitar o tratamento com esse remédio, justamente por conta de um de seus efeitos colaterais: o aumento das mamas.
Outro dia revendo o bloco que anotei a coletiva
li isso e senti a necessidade de compartilhar com vocês. Também já falamos dele
na coluna na estreia do dr. Hélio Sato. Deixo claro que cada tratamento reage
de um jeito em cada mulher. Tudo depende de cada organismo. Para mim, o DIU deMirena parece um milagre. Eu mesma nunca estive tão bem em toda minha vida e eu
gostaria que todas vocês pudessem se sentir tão bem quanto eu estou. Tenho dias
de dores, sim, mas são dores leves, principalmente, quando desce a menstruação
ou na semana que antecede esse período. Nada que algumas gotas de dipirona e ou
de buscopan não resolvem. O importante é ter retomado minha qualidade de vida
perdida há anos. Aproveito a pergunta da nossa querida Edna sobre a laparotomia
e se vocês querem saber minha sincera opinião, eu acho uma cirurgia perigosa, principalmente,
devido ao alto índice de aderências. Falo isso por experiência própria. Eu esse
tipo de cirurgia para retirar meu cisto aos 15 anos (dissera-me ser cisto de
ovário, mas já era endometriose), e, por conta dela e da minha de apêndice mais
focos, nas minhas duas cirurgias eu estava sempre muito grudada por dentro. Portanto,
recomenda-se apenas em casos extremos. Se a laparoscopia pode nos dar como
consequência aderências, imagine a com corte. Quem quiser ter suas dúvidas
esclarecidas pelo doutor Hélio Sato é só deixá-las aqui com nome, cidade e
estado. Peço a gentileza de preencherem todos os campos.
Aproveito o post para dizer
que qualquer forma de propaganda de sites em comentários, só serão aceitos mediante
autorização da editora. Caso contrário, eles serão automaticamente excluídos.
Agradeço a compreensão de todos. Por se tratar de um blog social, de ajuda gratuita, comentários desse tipo fogem da ética do blog. Quem quiser anunciar aqui, já que o A Endometriose e Eu é o blog mais lido do mundo sobre endometriose, é só entrar em contato comigo no e-mail carolinesalazar7@gmail.com. Às portadoras de endo, não se esquecem de preencher o Cadastro Nacional dasPortadoras de Endometriose. Só com ele poderemos comprovar que somos muitas, pois temos o direito como cidadãs de sermos reconhecidas pelos nossos governantes, em especial, da nossa presidente, Dilma Rousseff. Peço a gentileza de preencher todos os campos do cadastro, assim eles não precisarão ser refeitos. Tenho percebido que alguns estão incompletos e
isso poderá dificultar futuros contatos. Nesta semana irei colocar novos pôsteres da primeira parceria internacional do blog. Veja o vídeo aqui e os primeiros pôsteres. Aproveito para agradecer a todos nossa marca histórica, que tão cedo pensei que o A Endometriose e Eu poderia ter: os mais de 240 mil acessos e os mais de 561 seguidores do blog e aos mais de 1100 fãs da página do blog no facebook mesmo e Beijos com carinho!!
– Tenho endometriose profunda com focos no intestino, ovários e atrás do reto.
Foi-me sugerido fazer a cirurgia por laparotomia, devido aos muitos focos e aderências. Também tenho um cisto grande no
ovário direto. Gostaria de saber mais
sobre a laparotomia para endometriose e se esse tipo de cirurgia é feita nos
dias de hoje? E também em quais casos ela é indicada? Edna Cris – São Paulo
Doutor Hélio Sato: As cirurgias de endometriose são feitas
preferencialmente por laparoscopia, pois, as incisões são menores e com
recuperação mais rápida. Porém tem custos mais elevados e não são todos os
ginecologistas que têm experiência de tratamento de endometriose por
laparoscopia, principalmente, aquelas profundas. Deste modo, se não há
possibilidade de laparoscopia, o tratamento pode ser feito com a cirurgia
aberta. A indicação da laparotomia é muito relativa e depende da experiência da
equipe, da qualidade dos equipamentos, da extensão da doença e das
co-morbidades como trombose venosa anterior, doença pulmonar, etc...
- Minha mulher tem endometriose e lhe foi receitado o Allurene. Além da endometriose, ela também tem adenomiose. Quero saber se esse medicamento é para todos os tipos de endometriose, inclusive, a adenomiose? Rafael Engel – Rio de Janeiro
Doutor Hélio Sato: A adenomiose é a infiltração de endométrio no miométrio e com diferenças e semelhanças em relação à endometriose. E o tratamento pode ser a retirada do útero naquelas mulheres sem mais desejo reprodutivo e, por meio de medicação, naquelas que desejam preservar o útero. Dentre as possibilidades de medicação, os progestogênios são opções amplamente utilizados. Como o Allurene é um progestogênio, ele pode ser utilizado no tratamento. Porém, a resposta é variada e individual. Desta forma, é necessária a reavaliação da satisfação do tratamento após alguns meses.
- Minha mulher tem endometriose e lhe foi receitado o Allurene. Além da endometriose, ela também tem adenomiose. Quero saber se esse medicamento é para todos os tipos de endometriose, inclusive, a adenomiose? Rafael Engel – Rio de Janeiro
Doutor Hélio Sato: A adenomiose é a infiltração de endométrio no miométrio e com diferenças e semelhanças em relação à endometriose. E o tratamento pode ser a retirada do útero naquelas mulheres sem mais desejo reprodutivo e, por meio de medicação, naquelas que desejam preservar o útero. Dentre as possibilidades de medicação, os progestogênios são opções amplamente utilizados. Como o Allurene é um progestogênio, ele pode ser utilizado no tratamento. Porém, a resposta é variada e individual. Desta forma, é necessária a reavaliação da satisfação do tratamento após alguns meses.
Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.
Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

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