A
outra pergunta vem do Rio de Janeiro, da Lívia (sem sobrenome). Ela descobriu
há pouco tempo que tem endometriose e, como tem casos de câncer de útero na
família, quer saber se por isso seria necessária a retirada do útero. Outra
dúvida da Lívia é uma recorrente em muitas de nós: a endometriose pode virar
câncer? O especialista explica abaixo, mas eu quero fazer meu parêntese nesta
questão. Independente se a endo vira ou não câncer, eu quero dizer ela pode ser
tão perigosa quanto um tumor maligno. Infelizmente, a endo não mata
diretamente, mas pode matá-la aos poucos. Além da dor incapacitante, muitas endomulheres
vivem à base de morfina, e o uso diário desse medicamento, principalmente, quem
toma doses muito altas, é muito perigoso. A endometriose é uma doença que pode
deixar a mulher incapacitada. Como já falado na matéria da revista Women’sHealth Brasil, o fato de a doença ainda não ser reconhecida como social pela nossa
presidente, Dilma Rousseff, contribui para a ignorância das pessoas acharem que "queremos colo", ou "somos frescas”, “doidas”, "fracas para dor", dentre muitos outros. A minha opinião é que a gravidade de
uma doença não está na questão de levar a óbito ou não, mas sim naquela que
afeta a qualidade global de vida de uma pessoa, no caso em questão, de uma mulher. O que adianta estar viva, se
muitas estão como se tivessem “ardendo no inferno” de tanta dor e presas às suas camas (desculpe, mas sei que muitas
vivem assim!).
A endometriose, além de não ter cura, é uma doença progressiva, ou seja, sempre que ela voltar, se não tiver um controle rigoroso, volta sempre com mais força. A endometriose não é um tumor maligno (assim como é o câncer), mas à medida que os focos vão instalando-se nos órgãos das mulheres, como útero, ovários, trompas, intestinos, bexiga, pleura, diafragma, pulmão, dentre muitos outros, é preciso cortar pedaços desses órgãos. Então, podemos dizer que a endometriose não é um câncer, porque o que assusta quando escutamos esta palavra é o fato de a pessoa (dependendo do estágio) vir a falecer. Porque as pessoas preferem ver o outro morrer numa cama (sofrendo horrores) a perdê-lo. Hoje, eu não tenho mais esta visão e eu sei que a endo, em muitos casos, pode ser pior que um câncer. Precisamos dar um basta na ignorância de quem acha que não temos nada. Para mudar esta realidade que atinge cerca de 10 a 15 milhões de endomulheres brasileiras, peço que assinem e compartilhem entre seus amigos (um a um, pedindo e explicando!), a Petição Pública Brasileira em prol da portadora de endometriose. A endometriose precisa ser tratada como uma doença muito séria e que nos causa muitos transtornos, seja físicos e ou psicológicos. Quando tivermos 1 milhão de assinaturas, é que poderemos pensar em existir para nossos governantes. Em breve mais informações sobre o I Brasil na Conscientização da Endometriose, que se realizará no dia 30 de março. Ah, e já está na hora de trocar as capas do facebook, saiba como aqui! Beijos com carinho!!
A endometriose, além de não ter cura, é uma doença progressiva, ou seja, sempre que ela voltar, se não tiver um controle rigoroso, volta sempre com mais força. A endometriose não é um tumor maligno (assim como é o câncer), mas à medida que os focos vão instalando-se nos órgãos das mulheres, como útero, ovários, trompas, intestinos, bexiga, pleura, diafragma, pulmão, dentre muitos outros, é preciso cortar pedaços desses órgãos. Então, podemos dizer que a endometriose não é um câncer, porque o que assusta quando escutamos esta palavra é o fato de a pessoa (dependendo do estágio) vir a falecer. Porque as pessoas preferem ver o outro morrer numa cama (sofrendo horrores) a perdê-lo. Hoje, eu não tenho mais esta visão e eu sei que a endo, em muitos casos, pode ser pior que um câncer. Precisamos dar um basta na ignorância de quem acha que não temos nada. Para mudar esta realidade que atinge cerca de 10 a 15 milhões de endomulheres brasileiras, peço que assinem e compartilhem entre seus amigos (um a um, pedindo e explicando!), a Petição Pública Brasileira em prol da portadora de endometriose. A endometriose precisa ser tratada como uma doença muito séria e que nos causa muitos transtornos, seja físicos e ou psicológicos. Quando tivermos 1 milhão de assinaturas, é que poderemos pensar em existir para nossos governantes. Em breve mais informações sobre o I Brasil na Conscientização da Endometriose, que se realizará no dia 30 de março. Ah, e já está na hora de trocar as capas do facebook, saiba como aqui! Beijos com carinho!!
1- Por
que o Zoladex causa perda de massa óssea? Essa perda pode ser recuperada ou é
irreversível? Terezinha Cunha, Sobral, Ceará
Dr.
Hélio Sato: Os análogos de GnRH, e o Zoladex inclui nesta classe de
medicação, inibem a produção de estrogênio, hormônio que promove as
características da mulher (mama, gordura nas nádegas, etc...) também participa
na ovulação e inibe a absorção óssea pelas células responsáveis em remover o
estrutura física dos ossos. Assim, a ausência de estrogênio promovido pelo Zoladex
aumenta a absorção do tecido ósseo. E, principalmente, por esta ação nos ossos
o uso prolongado do Zoladex deve ser ponderado cautelosamente. No entanto, o
uso seguido de 6 meses, é o prazo aceito pela maioria dos grupos que tratam a
endometriose como sendo tempo seguro no que se refere a perda de massa
óssea. E a perda de massa óssea causada pelos análogos de GnRH pode ser recuperada.
2 – Tenho 27 anos, uma filha de 3 e descobri há poucos meses que tenho
endometriose. Tenho caso de câncer de útero na família e muitas pessoas me
falaram que tenho de retirar o útero. É necessário mesmo? Qual a relação entre
endometriose e câncer? Lívia, Rio de Janeiro – RJ
Dr.
Hélio Sato: Em minha opinião, a retirada do útero e dos ovários é uma boa
opção em termos de eficácia. Porém, deve ser proposta principalmente nas
mulheres mais maduras e que não desejam mais ter filhos, como este não é sua
situação, sugiro procurar ter outras opiniões antes da decisão. Em relação ao
câncer, a endometriose muito muito muito muito muito (não foi erro de
digitação, apenas, ênfase, muita ênfase) raramente se transforma em câncer,
assim, o raciocínio da decisão não deveria pautar nesta possibilidade e sim nos
sintomas, situação conjugal, desejo de filhos, etc...
Sobre o doutor Hélio Sato:
Sobre o doutor Hélio Sato:
Ginecologista e
obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem
graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em
Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de
projeto regular da FAPESP.
Hélio
Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades
de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology
Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução
humana. (Acesse o
currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

