Mostrando postagens com marcador história de endometriose profunda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história de endometriose profunda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG! A HISTÓRIA DA LEITORA LILIANE LUZ QUEIROZ, SUA ENDOMETRIOSE PROFUNDA E SUA GESTAÇÃO NATURAL!!

A gaúcha Liliane Luz Queiroz, 32 anos, grávida de 14 semanas. Foto: arquivo pessoal


O A Endometriose e Eu conta a história da gaúcha Liliane Luz Queiroz, de 32, e sua endometriose profunda. A enfermeira, que mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tinha o sonho de engravidar, mas as dores severas da doença não a deixavam sentar. Sim, ela tinha dores até mesmo para sentar. Ir ao banheiro, então, era uma tortura diária por conta dos nódulos na região retovaginal. Ao telefone, ela me disse que nem mesmo as altas doses de medicamentos para dores funcionavam. Porém, há menos de um ano sua história mudou. Liliane começou um novo tratamento e conseguiu não só resgatar sua tão sonhada qualidade de vida, mas também realizou seu grande sonho: engravidar naturalmente. No texto ela conta como conseguiu resgatar sua qualidade de vida e realizar o sonho de gestar seu bebê. Sim, hoje sem dores Liliane está grávida de 15 semanas. Mais um testemunho que vai levar fé e esperança a muitas endomulheres. Beijo carinhoso. Caroline Salazar

"Meu nome é Liliane Luz Queiroz, tenho 32 anos, sou enfermeira, nasci e moro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

Em 2014 tive o diagnóstico de endometriose, após um sangramento intenso e aumento das cólicas menstruais. Realizei uma cirurgia de videolaparoscopia, porém a dor diminuiu apenas por um curto período. Tentei engravidar por dois anos, fiz vários exames para saber se eu tinha algum outro problema, porém também sem êxito. 

Em meados de 2015 as dores aumentaram muito. Toda vez que estava no período menstrual era horrível. Comecei a tomar oito medicações por dia de 500 mg cada e a dor somente diminuía um pouco. Mas não chegava a cessar. O fluxo começou a diminuir e vir somente um sangue escuro. Não conseguia mais evacuar durante meu período menstrual. Até mesmo para sentar eu morria de dor. Isso mesmo, mesmo dias após o término do meu período eu sentia dor ao sentar, sentia um desconforto e muita "pressão"  na região anal.

Sou da área da saúde e acabei conhecendo o doutor Paulo Sitya. Conversei com ele sobre tudo o que passava e ele me indicou o uso de Gestrinona 5mg, Pentravan QSP 1g uso intravaginal e uso oral de Resveratrol 30mg, Pinus Pinastre 100mg. Comecei a usar dia 24 de junho de 2016, uma sexta-feira, no sábado quando acordei senti que aquela "pressão" na região do ânus já tinha diminuído, porém pensei que essa melhora fosse algo da minha cabeça.

Na segunda-feira subsequente apliquei a segunda dose. A dor e a pressão diminuíram significativamente. No dia 20 de julho, menos de um mês de uso, não tenho mais dores, a "pressão" não existe mais e vou ao banheiro tranquilamente. Já no meu primeiro período fértil, já senti a melhora, pois tomei apenas um comprimido no primeiro dia, por ter tido um pouco de cólica. Fui aos pés normalmente, meu fluxo aumentou bastante, porém sangue bem vivo (nota da editora: leia o texto "Seu sangue menstrual é saudável?", sem me sentir inchada no abdômen como antes.

Eu já tinha tentado outros tratamentos antes, mas esta nova medicação que o doutor me prescreveu foi o que salvou meu dia-a-dia. Por conta das dores eu não conseguia mais fazer as coisas simples como sentar, andar a pé ou até mesmo ter um ciclo menstrual normal. Eu diria que é um milagre o que aconteceu!

Após o término do tratamento não tive mais dor e o fluxo já estava normal. Em alguns meses sentia cólica, mas apenas com um analgésico simples para cólicas já passava. Isto não acontecia antes do tratamento.

Depois de uns dois meses comecei o tratamento para engravidar. Fiz a indução da ovulação por três ciclos e consegui engravidar naturalmente. Estou com 14 semanas de gestação e a suspeita é que vem aí uma menininha! Só consegui fazer o tratamento para engravidar devido à redução que eu diria total de toda dor e desconforto que eu sentia.


Ao utilizar a medicação para endometriose pensei que seria apenas mais uma tentativa ineficaz, porém o resultado é indiscutível para eu que tentava engravidar ou  "curar" os sintomas da endometriose. No meu caso eu consegui os dois. Um conselho que dou para aquelas que ainda sofrem com as dores e que por vezes perderam a esperança é: você precisa confiar no seu médico e tentar as alternativas que ele propõe para tratar sua doença. Como já tinha passado por alguns tratamentos, eu achei que este era apenas mais um, mas não foi. Graças a ele tenho uma nova vida hoje. Ele devolveu minha qualidade de vida e me ajudou a realizar meu grande sonho: engravidar naturalmente. Espero que minha história leva esperança e perseverança a muitas que ainda estão sofrendo com as dores da endometriose. Beijo carinhoso, Liliane."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A HISTÓRIA DA LEITORA FERNANDA SILVEIRA ODORIZZI, SUA ENDOMETRIOSE PROFUNDA E SEU TÃO SONHADO POSITIVO!!

Fernanda Silveira Odorizzi de Oliveira passou em diversos médicos, escutou que
suas dores eram normais, acbaou perdendo um ovário e após quatro cirurgias conseguiu seu tão sonhado positivo
- Fotos: Divulgação

Em cada relato que recebo percebo o quanto a endometriose é cruel e que realmente a doença não tem idade para acometer a mulher.  Após contar a história da adolescente Clara Flaviane, basta ler o segundo parágrafo do testemunho da paulista Fernanda Silviera Odorizzi de Oliveira para termos a certeza que a doença não atinge apenas mulheres em idade reprodutiva, como a maioria dos médicos diz, para não dizer quase todos. Fernanda tem cólicas fortes desde sua menarca, aos 11 anos. Aos 11 anos ainda somos meninas, algumas mais crianças que outras, outras já na pré-adolescência, e a doença maltrata tanto como uma mulher adulta. O pior é a mulher sentir dor, saber que tem algo errado com ela e o médico achar normal a cólica forte, as dores durante a menstruação e mais absurdo ainda é a mulher sofrer assédio moral por parte do chefe pelo fato dela ter de ir ao hospital para tentar conter as dores. Pior ainda é seu superior ser uma mulher e te dizer que você pode ser demitida por conta das faltas. Só quem sofre com as dores fortes da endometriose sabe como é não conseguir levantar da cama e ter uma vida normal. Isso acaba com a gente. 

Infelizmente a falta de informação e o preconceito ainda imperam quando o assunto é endometriose. Como sabem eu não só sofri preconceito, como fui demitida do meu trabalho por conta do meu tratamento. Um grande absurdo isso acontecer em pleno século XXI. Realmente precisamos nos unir para mudar esta triste realidade a qual convivemos diariamente no Brasil e a EndoMarcha é um meio para isso. No dia 25 de março de 2017 junte-se a nós, acesse a coluna da EndoMarcha e faça seu cadastro.  Ainda bem que Fernanda encontrou, após anos de sofrimento, uma médica humana, competente e que ajudou a realizar seu grande sonho. Mais uma história com final feliz que vai levar muita fé, esperança e perseverança às endomulheres, especialmente, àquelas que lutam contra a infertilidade. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

“Meu nome é Fernanda Silveira Odorizzi de Oliveira, sou de Osasco, mas atualmente moro em Pedreira, interior de São Paulo onde tenho uma loja de artigos de decoração. Tenho 33 anos, sou casada há 13 anos com o Ranieri, um marido mega compreensivo.

Lembro-me como se fosse hoje quando tive minha primeira menstruação. Faltava um mês para eu completar 11 anos e quando vi aquela borra marrom, seguida de sangue e dores, pensei: “Não acredito que menstruar é isso?” E por incrível que pareça, nunca mais parei de sentir dores. Até o ponto de sair da escola gritando de cólicas, mal-estar e as únicas coisas que me receitavam eram Ponstan e Vioxx, que aliviavam por algumas horas, mas logo as dores retornavam ainda mais fortes.

A minha mãe me levava a vários ginecologistas e todos diziam a mesma coisa: quando casar sara ou ouvia que é normal ter cólicas. Normal porque não eram elas (es) que sentia as dores absurdas que sentia. Perdi a conta de quantos compromissos, festas, aulas que perdi por conta das dores.

Passaram-se os anos e eu sempre com as cólicas. Em 2003, aos 20 anos me casei, pois já namorava meu marido desde os 11 anos de idade. Na época meu ginecologista optou por cessar minha menstruação e me receitou o anticoncepcional Cerazette, mas a minha endometriose era tão chata que mesmo sem a menstruação eu ainda sentia cólicas. Fui levando nesse banho-maria até 2005 e de tanto insistir, pois eu sempre pesquisava o assunto e trocava informações com outras pessoas, meu médico me encaminhou para um cirurgião gastro que fazia videolaparoscopia para ver se eu tinha a tal da endometriose ou não.

Lembro bem desse dia. Fui toda esperançosa e aflita para o Hospital Santa Catarina, na capital paulista, crendo que tudo seria resolvido. E para a minha surpresa o médico só encontrou um cisto grande no ovário, fez a cauterização e pronto. Mas eu ainda não entendia como isso? E quais eram as causas das dores? Por um momento achei que eu estava ficando louca, mas não desisti, até porque as cólicas seguidas de diarreia, náuseas e mal-estar persistiam.

Em 2006, como uma válvula de escape, meu novo médico (troquei de ginecologista), sugeriu que eu tentasse engravidar, pois as cólicas cessariam e tudo de ruim que estava em meu útero sairia no momento do parto. Ok, começamos a tentar e descobrimos que meu marido tinha varicoceles (varizes nos testículos). Ele precisou operar, pois as varizes esquentavam os testículos e matavam os espermatozoides. O urologista pediu repouso e disse que poderíamos voltar às tentativas dois meses depois, pois o que estava nas mãos dele foi feito e que deveríamos aguardar que Deus fizesse o melhor pra nós.

Foram mais alguns anos de tentativas, dores e assédio moral por parte do meu gerente, pois a cada menstruação, mesmo com dores, eu ia trabalhar, mas em seguida precisava ir ao hospital para tomar medicação venosa (era a única coisa que aliviava). Ele achava um absurdo que em pleno século XXI uma mulher se ausentasse do trabalho por conta de cólicas, pois a esposa e filha dele nunca tiveram cólicas menstruais. Chegou um ponto que a gerente superior a ele me chamou numa sala para "conversar", dizendo que se eu não parasse com as faltas, provavelmente eu seria demitida. Falavam como se eu pudesse controlasse as dores e ainda é um absurdo ter escutado isso de uma MULHER.

Em 2011 por uma série de fatores resolvemos mudar nossa vida. Sai do meu emprego de 10 anos (trabalhava em um banco em Osasco), mudamos para Pedreira, no interior, abri uma loja de artigos de decoração e iríamos seguir a vida, mas... a endometriose me acompanhava em qualquer lugar, ao ponto de eu precisar fechar a loja nos dias que eu estava menstruada de tanto que eu passava mal e chegava ao ponto de quase desmaiar por conta das dores.

Em 2012 me indicaram o doutor Edson da Fonseca, em Campinas, e só de ouvir meus relatos ele solicitou uma videolaparoscopia e o resultado eram aderências para todos os lados. Bom, sofri com o pós-operatório, pois não tinha minha família por perto, meu esposo trabalhava, dependia da ajuda de quem quisesse fazer uma caridade por mim, mas passei com a cabeça erguida.

Em 2014, já super habituada às dores e aos coquetéis de remédios que eu mesmo inventava (Toragesic, Profenid, Ibuprofeno, Dramim) para evitar ir ao hospital que é super precário, comecei a ter dores no lado direito da barriga e pensei que fosse o apêndice. Mas como não tinha febre, não me preocupei. Como a dor foi ficando intensa, resolvi procurar um especialista em endometriose em São Paulo. Passei no Hospital Nove de Julho com o doutor Ricardo Lourenço e, pela primeira vez, me pediram uma ressonância magnética da pelve e do abdômen, que por sinal tem um o preparo muito chato, pois foi necessário fazer a limpeza intestinal. Levei cerca de 1h e meia para fazer o exame. E no diagnostico: ovário direito com 30 % de aderências, útero com aderências. Minha única solução: enfrentar a terceira videolaparoscopia.

Fui operada no dia 30 de junho de 2015 e já fui preparada para perder um pedaço do meu ovário, mas quando acordei da anestesia, tive tantas dores que me aplicaram morfina. Quando cheguei ao quarto do hospital, pedi ao meu esposo para me levar ao banheiro, pois estava muito apertada. E ali mesmo, sentada no vaso sanitário, perguntei como tinha sido a cirurgia e ele me contou sobre a perda do meu ovário direito (que estava tomado de aderências). Ele me abraçou e choramos, e confesso que foi como uma punhalada, pois parecia que a cada vídeo, o nosso sonho de ter filhos se distanciava ainda mais. 

Voltamos para Pedreira e o doutor Ricardo me aconselhou que encontrasse um especialista, pois ele era cirurgião com especialização em endometriose, mas não era ginecologista para me indicar um tratamento. Cheguei a passar em dois ginecologistas em Jaguariuna, e um deles me receitou Allurene, pois era uma medicação nova e poderia me dar tréguas nas dores. E foi horrível minha experiência com esse remédio, pois meu cabelo caiu muito, meu humor se alternava em risos e choros no mesmo minuto, e as cólicas continuavam. Parei com o remédio e decidi que não ia mais tomá-lo, e então o medico orientou que eu tomasse Gestinol de uso contínuo. Usei um mês e detestei, pois era para ele parar com o sangramento, mas eu continuava menstruando e com cólicas, e se meu objetivo era ter um filho, eu não deveria usar anticoncepcional. E optei por continuar com a endometriose e tudo o que vem junto com ela.

Fernanda matando se desejo após 
sua quarta cirurgia.
A essa altura já era meados de novembro de 2015, e além das cólicas, voltei a ter dores na barriga. Então, mais uma vez, sai em busca de um especialista no site Doctoralia e lá encontrei a doutora Graciela Morgado e lá fui eu de novo com todos os exames para São Paulo. Levei tudo que eu tinha, inclusive, um ultrassom de preparo intestinal, dois exames de histerossalpingografia (radiografias das trompas e do útero), ressonância da pelve dentre outros.

No primeiro momento já amei o atendimento dela, pois ela realmente se importa com sua dor, acredita no seu sonho de ser mãe, é bem gabaritada no assunto endometriose, mas... meus exames apontavam para uma quarta videolaparoscopia, pois como haviam muitas aderências no fundo de saco de Douglas, bem perto do intestino, ela me orientou a passar com um cirurgião gastro da equipe dela, o doutor Victor Bruscagin, um médico maravilhoso, educadíssimo, que me explicou todos os detalhes da parte intestinal e também das hérnias. Eu estava com uma na virilha e outra no umbigo (essa decorrente das outras vídeos que fiz).

Marcamos a cirurgia para o dia 31 de março de 2016 no Hospital São Luiz, na capital, e fiz todo o preparo intestinal, pois já sabia que seria retirada uma parte dele. Confesso que nas outras videos não tive tanto medo e receio quanto dessa vez, porque só o fato de pensar que ficaria hospitalizada cinco dias e faltando um pedaço do intestino, nossa eu começava a ter calafrios. Mas se era preciso, eu iria encarar mais essa como sempre fiz.

Fui para o centro cirúrgico e minha operação demorou 2h30, mas ao voltar para o quarto, meu marido me deu a ótima notícia que meu intestino estava intacto e que a endometriose era profunda, localizada na bexiga, no útero, no ovário esquerdo, no fundo de saco de Douglas. foram retiradas as hérnias e no dia seguinte a doutora Graciela passaria para me dar a alta. Foi um alívio. E quando eu estava voltando da anestesia, a doutora perguntou se eu estava com fome e o que eu gostaria de comer, respondi um lanche do Burguer King, e não é que meu pedido foi atendido? Na hora da visita meu pai foi autorizado a levar o lanche, a batata e o suco ao hospital!

Depois da cirurgia fiz tratamento com injeções de Lupron Depot 3,75 mg e a doutora Graciela passou a me acompanhar mês a mês nessa jornada da endometriose e na nossa saga de ter um filho, pois além de tudo, ela também é especialista em reprodução humana. Confesso que ela foi um anjo em nossas vidas e agradecemos a Deus por tê-la colocado em meu caminho. Ela transmite tanta segurança e confiança, que parece que é da nossa família.

Fernanda e seu marido, Ranieri, felizes da vida 
à espera de Olívia, após nove anos de tentativas.
Quero também registrar que em todos os momentos, em cada dor, em cada lágrima, meu querido Ranieri esteve comigo, dando apoio, me encorajando nas cirurgias, me ajudando a tomar banho, aprendendo a fazer sopinhas, purês, aprendendo a lavar roupas, (porque a endometriose te impede de fazer até as tarefas mais simples do dia-a-dia). Mas principalmente por ter a certeza que ele me amou e me ama como se fosse a primeira vez, independente do quão cruel e dura é a endometriose.

Depois de nove anos tentando engravidar, estamos em estado de graça. Pela graça de Deus estou grávida e consegui realizar este grande sonho. Depois de duas fertilizações in vitro com a doutora Graciela tivemos conseguimos o nosso tão sonhado BetaHcg positivo!! A emoção foi tão grande que não conseguíamos nos conter e assim que passaram os de dois meses de repouso (tive bastante hemorragia), realizei o exame de sangue de sexagem fetal e agora já sabemos que a Olívia está a caminho!

Apesar de tudo que passei esse ano podemos dizer que tivemos a melhor notícia do mundo e em 2017 nossa filha que foi tão desejada estará em nossos braços! Estou de 16 semanas e o parto está previsto para 20 de maio de 2017. Realmente temos que confiar em Deus, pois no momento certo tudo se resolve! Quero dizer a todas (os) que lerem minha história que não desistam dos seus sonhos, principalmente, quando tudo desmoronar em nossas cabeças e que esse sonho parecer distante, mantenha a fé e corra atrás daquilo que você sente. Pois se eu não tivesse ido atrás daquilo que meu corpo falava comigo (minhas dores) eu não estaria presenciando este milagre. Um beijo carinhoso, Fernanda”.