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domingo, 22 de janeiro de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!

Não é raro ver endomulheres que também têm trombofilia. A trombofilia, que pode ser a genética e ou a adquirida, é a propensão de desenvolver trombose devido a uma anomalia no sistema de coagulação. É uma doença autoimune que pode dificultar a gravidez, bem como a implantação do embrião no útero, e também causar abortos. Recebo muitas dúvidas de leitoras sobre o tema e selecionei a da Jane, do Rio Grande do Sul, que pergunta sobre a relação da doença com a endometriose e se ela pode continuar com seu método contraceptivo. A outra questão é sobre endometriose na cesárea. A Maria Claudia, de Goiânia, Goiás, quer saber como ocorre este tipo de endometriose (nota da editora: leia a história da capixaba Danielle Balbino e da portuguesa Sara Ferreira com endometriose na cicatriz da cesárea). Para sanar essas dúvidas “Com a Palavra, o Especialista”, doutor Hélio Sato responde. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

- Tenho 43 anos sou portadora de endometriose, uso o DIU de plástico há dois anos e meio e estou com suspeita de trombofilia. É comum portadoras de endometriose ter trombofilia? E se for confirmada a doença como seria o tratamento se eu não puder tomar hormônio? Jane – Rio Grande do Sul

Doutor Hélio Sato: Não existe a associação de trombofilia com a endometriose, e se for confirmada as alternativas que devem ser evitadas são as medicações que contenham estrogênios.  Dado que o DIU de plástico não tem estrogênio e sua ação é basicamente no útero, não há restrições de uso.

- Fui diagnosticada com endometriose na cicatriz da cesárea, como ocorre este tipo de endometriose? Maria Cláudia – Goiânia – Goiás

Doutor Hélio Sato: Pode ser muitas causas, mas, a comum é pela implantação na cesárea, pois, no procedimento é feito abertura do útero e assim, algumas células do endométrio pode atrevidamente se implantar no acesso cirúrgico, cabe destacar que não depende da técnica utilizada no parto, é uma fatalidade e deve ser corrigida por meio da remoção da endometriose e vale a pena também checar se não há implantes de endometriose na pelve e no abdômen associados.


Sobre o doutor Hélio Sato: 


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado em endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).