O A
Endometriose e Eu conta hoje,
a história da leitora Gabriela Rodrigues, de Tubarão, Santa Catarina. Como nós
sabemos, a cólica muito forte é um dos primeiros sintomas de suspeita de
endometriose. Porém, por ainda ser considerada uma doença enigmática, muitas
mulheres podem estar doentes e não sabem, pelo simples fato de não sentir
nenhuma dor. São as chamadas de assintomáticas e, pasmem, é a maioria. Um de
seus mistérios é que ela também é conhecida por ser silenciosa. É onde mora o
perigo. Durante a novela “Insensato
Coração”, da Rede Globo, onde o blog foi citado, li
críticas sobre o fato de a protagonista Carol, interpretada pela atriz Camila
Pitanga, ter uma vida normal, isso quer dizer, sem dores. Por isso, ela não teve
sua vida afetada pela doença, já que ela saia com os amigos, não tinha dores
durante suas relações sexuais (e ainda era bastante ativa!), dentre outras
consequências. Antes mesmo de saber que a doença seria abordada na trama, eu já
sabia desta porcentagem das assintomáticas, só não sabia que era um
número estatisticamente alto. Ao ler a história de Gabriela, a
primeira “endo silenciosa” contada aqui, por um momento, eu me perguntei: “O
que é pior? Morrer de dores ou do dia para a noite, uma pessoa que,
até então não tinha nada, descobrir que tem uma doença em seu estágio mais avançado, o severo”. Foi o que aconteceu com Gabi. Até abril de 2012, (um mês atrás), ela
nem imaginava que havia algo errado com seu corpo. Não basta ir anualmente ao
ginecologista, é necessário realizar exames de imagens também todo ano. Graças a Deus, ela descobriu sua endo a tempo. Apesar do estágio mais severo, ela retirou "apenas"um pedaço de um de seus ovários e a doença não atingiu suas trompas. Tenho
certeza que a fé e a perseverança de Gabriela aliadas ao fantástico apoio de
seu marido, de toda sua família e de seus amigos, irá ajudá-la a realizar seu
grande sonho: o de ser mãe. Agradeço muito à nossa leitora por acreditar no
blog e compartilhar sua história e, assim, alertar muitas outras mulheres.
Beijos com carinho!
Medo, lágrimas, ansiedade, dúvidas, fé, coragem, determinação, esperança. Todas essas palavras passaram a fazem parte da minha vida, desde o dia em que descobri ser portadora de endometriose. Apesar de todo sofrimento, me sinto uma privilegiada. Primeiro, porque não sinto as terríveis dores da endometriose, que tantas mulheres relatam, depois, porque tenho um plano de saúde ótimo, a empresa do meu marido paga 80% dos medicamentos. Além disso, tenho o mais importante, muitos amigos e uma família maravilhosa que estão me acompanhando e me apoiando em todo processo. Isso sem falar do meu marido. Não tenho palavras para descrever tamanha sensibilidade, carinho e amor em relação a mim e a esta nova realidade que estamos vivendo. Tenho muita fé e acredito que vou realizar meu sonho de ser mãe. Deixo aqui, o meu depoimento para alertar o maior número de mulheres possível, pois assim como em mim, a endometriose pode se desenvolver de forma assintomática. Desta forma, ela me atacou de forma fria, calculista e silenciosa Por isso, leiam, informem-se, cuidem-se! Frequentem periodicamente o ginecologista, solicite ultrassom e, principalmente, fiquem atentas aos pequenos sinais que seu corpo lhe dá. Beijos com carinho, Gabriela Rodrigues!”
“Meu nome é Gabriela Rodrigues, sou tecnóloga em processos
gerenciais, moro em Tubarão, Santa Catarina, tenho 28 anos, casada há 2 anos e
6 meses, sem filhos, mas com um sonho imenso de ser mãe. Descobri a
endometriose em abril de 2012. Diferente de muitas mulheres acometidas pela
doença, eu não sentia dores, tinha TPM (tensão pré-menstrual) normal e meu
fluxo também era o considerado dentro da normalidade. Sentia uma cólica leve e
enxaqueca apenas. Frequentava anualmente o ginecologista, mas já fazia uns dois
anos que não realizava o exame de ultrassom. No dia 10 de abril, senti uma
cólica horrível pela manhã, que se estendeu para uma dor abdominal, seguida de
enjoo e dificuldade para andar. Não fui trabalhar e me automediquei acreditando
ser uma virose. A noite a dor persistiu e resolvi ir ao hospital. Já no
hospital, a médica de plantão achou estranho eu sentir tamanha dor num simples
toque no abdômen. Então, ela resolveu me deixar em observação para realizar um
ultrassom. No dia seguinte, durante o exame foi detectado que havia
estourado um cisto num de meus ovários e que eu precisava de uma
cirurgia de emergência. No dia 12, muito assustada, eu entrei no centro
cirúrgico, pela primeira vez na vida, mas graças a Deus, a
videolaparoscopia correu bem e minha recuperação foi rápida. Nesta
cirurgia foi detectada e, depois, confirmada por uma biopsia, que se
tratava de um endometrioma e, que, infelizmente, eu era portadora de endometriose
severa.
No dia 11 de maio iniciei o tratamento com Zoladex 3,6mg.
Serão seis aplicações, seis meses de tratamento. Quase 15 dias após a primeira
aplicação, ainda sinto uma cólica leve e dores de cabeça, nada muito além do
que eu já sentia. Estou forte e preparada para o que der e vier. Meu
ginecologista optou por esse tratamento mais agressivo porque a endometriose já
está num estágio bem avançado e quero muito engravidar, o mais rápido possível.
Não posso deixar de registrar o medo absurdo que senti antes desta aplicação.
Li muito sobre o Zoladex na internet. E não sei dizer se isso ajudou ou se me
deixou com mais medo da assustadora agulha. Agora posso dizer que dói, mas bem
menos do que imaginei. É tudo muito rápido e não dá tempo de sofrer muito.
Confesso que bate medo dos efeitos colaterais que este tratamento pode
causar, mas meu sonho de ser mãe é maior do que tudo. Deus queira que meu
médico esteja no caminho certo.
Medo, lágrimas, ansiedade, dúvidas, fé, coragem, determinação, esperança. Todas essas palavras passaram a fazem parte da minha vida, desde o dia em que descobri ser portadora de endometriose. Apesar de todo sofrimento, me sinto uma privilegiada. Primeiro, porque não sinto as terríveis dores da endometriose, que tantas mulheres relatam, depois, porque tenho um plano de saúde ótimo, a empresa do meu marido paga 80% dos medicamentos. Além disso, tenho o mais importante, muitos amigos e uma família maravilhosa que estão me acompanhando e me apoiando em todo processo. Isso sem falar do meu marido. Não tenho palavras para descrever tamanha sensibilidade, carinho e amor em relação a mim e a esta nova realidade que estamos vivendo. Tenho muita fé e acredito que vou realizar meu sonho de ser mãe. Deixo aqui, o meu depoimento para alertar o maior número de mulheres possível, pois assim como em mim, a endometriose pode se desenvolver de forma assintomática. Desta forma, ela me atacou de forma fria, calculista e silenciosa Por isso, leiam, informem-se, cuidem-se! Frequentem periodicamente o ginecologista, solicite ultrassom e, principalmente, fiquem atentas aos pequenos sinais que seu corpo lhe dá. Beijos com carinho, Gabriela Rodrigues!”