domingo, 17 de junho de 2012

A HISTÓRIA DA LEITORA PATRICIA GASTALDI E SUA ENDOMETRIOSE PÉLVICA E DIAFRAGMÁTICA!!

O A Endometriose e Eu conta a história da leitora Patrícia Gastaldi Gouvêa, de Vila Velha, Espírito Santo. Patrícia só descobriu que era portadora de endometriose, porque parou de tomar seu anticoncepcional contínuo para tentar engravidar. Devido às fortes cólicas que começou a sentir, ela ia à urgência no pronto-socorro, todos os meses. HPV e até suspeita de aborto foram alguns dos diagnósticos que Patricia recebeu antes de saber que tinha endometriose. Como nenhum encontro nesta vida é por acaso, um belo dia ela pegou o ônibus para ir ao trabalho e encontrou com uma conhecida, que trabalhava numa maternidade, onde tinha especialista em endometriose. Deus nos envia pessoas aqui na Terra para nos servir. E isso aconteceu comigo e até hoje acontece. Quando eu menos espero, eis que surge um anjo terrestre! A principal lição da história da nossa leitora capixaba é em relação aos médicos especialistas. Ir a um médico, que se mostra especialista, talvez, até seja, mas que não sabe ou não tenha esta técnica tão afiada para realizar a vídeo é uma grande furada. Como encontrar um bom especialista é algo bem difícil, qualquer uma de nós podemos ser enganada por eles. O pior é se consultar e ser operada com um médico errado. Outro fato que me chamou atenção é a questão que falo muito aqui no blog: como existe médicos desonestos no Brasil. É impressionante, até parece que isso é uma aula obrigatória na faculdade de medicina. Será uma nova disciplina? Vocês acreditam que Patrícia se internou, foi pro centro cirúrgico, voltou pro quarto, ou seja, ela pensou que tivesse realizado sua segunda cirurgia. Certo? Errado, o médico disse que a operou, mas não realizou o procedimento, é mole! Eu sei que existe médicos desonestos, mentirosos, desumanos, mas dizer que vai operar uma pessoa, receber por essa cirurgia, colocar a pessoa num centro cirúrgico e não realizar o procedimento, nunca vi isso. Ela só descobriu porque suas dores ficaram ainda mais intensas após esta, que seria sua segunda vídeo. Com a desconfiança, ela exigiu a outro médico a ressonância magnética e, para sua surpresa, todos os focos de antes da cirurgia e mais alguns, como o endometrioma no ovário esquerdo, estavam lá. Por isso, eu sempre digo: o nosso médico ginecologista especialista em endo tem de ser nosso melhor amigo. E, claro, super de confiança. Por problemas de coagulação, ela teved e fazer duas vídeolaparoscopias de emergência por conta de hemorragias, que ela teve após uma vídeo para remover os focos de endo. Patrícia tem focos em vários órgãos diferentes e também este é o primeiro caso de endometriose diafragmática que o blog conta. Obrigada, querida Patrícia por compartilhar sua história conosco e, assim, ajudar ainda mais mulheres. Ela resumiu bem sua história aqui, que ainda não chegou ao fim. No próximo dia 23, às 7h, ela irá se submeter a sua sexta (isso mesmo!) cirurgia por videolaparoscopia. Desta vez, com seu médico competente e de sua extrema confiança. Você já está em nossas orações e Deus estará contigo na sala de cirurgia e, com certeza, guiará as mãos de seus anjos de azuis. Depois volta aqui para terminar de contar sua história. Em 2011, ela. Adriana Heintz e Lívia Lorenzini idealizaram o Endometriose Brasil, um grupo de portadoras para auxiliar outras mulheres que tem a doença. Estamos juntas nessa, meninas! Parabéns pela iniciativa! Beijos com carinho!

“Meu nome é Patrícia Gastaldi Gouvêa, sou auxiliar de compras, moro em Vila Velha, no Espírito Santo, tenho 29 anos, casada há 11 anos e sem filhos. Tudo começou em 2008, quando decidi parar de tomar anticoncepcional contínuo para tentar engravidar. A cada ciclo menstrual minhas cólicas aumentavam e novos sintomas apareciam. A cada mês, a dor ficava ainda mais incapacitante, a barriga inchava muito, comecei a sentir dor no ombro direito e, um dia antes ou no dia que a menstruação descia, eu ia parar no pronto socorro. Isso já estava acontecendo todos os meses e, nem os remédios que tomava lá, não tiravam a minha dor. Por causa dessas dores, comecei a faltar no trabalho. A cada ciclo menstrual, eu ficava, em média, dois dias na cama. Procurei vários profissionais que não deram o diagnóstico correto. Até HPV (nota da editora: papilomavírus humano, um dos responsáveis pelo câncer de colo de útero, dentre outros), uma médica disse que eu tinha. Como assim? Uma doença sexualmente transmissível? Na época, eu tinha sete anos de casada, fiz a biópsia e deu negativo. Mudei de médico e, dessa vez, a médica foi sensata e disse que ela não podia me tratar, pois eu tinha sintoma de endometriose e precisaria de um especialista. Mais um ciclo menstrual e vou novamente para o pronto socorro. Desta vez, eu já estava andando curvada, minha barriga estava muito inchada, a ponto de a minha roupa nem fechar mais. Eu estava apenas menstruada, mas o plantonista não acreditou que era só menstruação, ele que eu estava sofrendo um aborto, fizeram até um Beta hCG (nota da editora: exame de sangue que mede o hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG), que confirma se a mulher está grávida ou não), que, claro deu negativo. Não contente chamou o médico de plantão do ultrassom e me submeti a um endovaginal (nota da editora: conhecido também como transvaginal, ultrassom transvaginal). Foi aí que veio a primeira pista concreta: ele viu o sangue que o sangue da minha menstruação regressava às minhas trompas. Quando soube falei: “Doutor isso tem haver com endometriose?” Ele olhou para mim e disse: “Você tem grandes chances de ter.”

Passaram-se alguns meses e, um dia, ao entrar no ônibus para ir ao trabalho, encontrei com uma conhecida, na verdade uma vizinha de bairro, que estudou na adolescência com meu marido. Conversa vai e conversa vem, eu contei parte desta minha história a ela. Até então, a única coisa que eu sabia era que ela trabalhava numa maternidade. Não é que, para minha surpresa, ela me falou que onde ela trabalhava tinha especialistas em endometriose. E foi assim que anotei o nome de dois que ela dizia que mais operava nessa maternidade. Neste tempo eu já tinha interrompido a menstruação por conta própria porque não aguentava mais as fortes dores que sentia. Com a indicação marquei a primeira consulta com um especialista. Fui muito bem atendida e ele pediu alguns exames, porém quando voltei com os exames, ele estava cheio de restrições para marcar o retorno e não consegui conciliar com o trabalho. Então, marquei consulta com o outro médico que tinha referência, que logo já ouviu meu relato, viu meus exames e fiz minha primeira videolaparoscopia exploratória, onde foi confirmada, que eu era portadora de endometriose.  Na biopsia, assim como na cirurgia, fiquei sabendo que tinha pequenos focos da doença no diafragma. Porém, eu só tinha dor neste local, quando estava menstruada. Como eu não estava menstruando, eu não sentia essas dores. Após essa cirurgia, entrei em tratamento com o Zoladex 10,8 (nota da editora: antagonista de GnRH que inibe a função dos ovários, a ovulação, induzindo a mulher a uma menopausa precoce ). Foram três doses da mais forte e fiquei exatamente nove meses sem menstruação, nem um dia a mais ou a menos. Passado o tempo do tratamento, eu e o médico percebemos que o remédio não fez efeito em meu organismo, pois mesmo sem menstruar, eu continuava com dores.


Após minhas queixas meu médico solicitou exames mais detalhados que constataram endometriose profunda e infiltrativa. Porém, devido ao plano de saúde, eu não consegui operar com meu médico. No desespero procurei outro médico e logo marquei minha segunda cirurgia. Só que eu fui enganada por este médico. Foi um tiro no escuro e não saiu como eu esperava. Ele (o médico) disse que me operou, mas isso não aconteceu. Como descobri? Após a cirurgia minhas dores estavam piores do que antes, não senti nenhuma melhora. Com isso fui a consultório de um dos cirurgiões e ele disse que teria de ser operar novamente e com urgência. Porém, eu disse ao médico que só operaria se fizesse nova ressonância magnética. Com o novo exame, o médico comparou-o com o anterior e foi comprovada a suspeita. Tudo o que eu tinha antes da tal cirurgia estava no exame e, para minha surpresa, ainda tinha mais endometriose dentro de mim: no meu ovário esquerdo, que se chama endometrioma, e a minha trompa esquerda estava enorme e com acúmulo de líquido. Marquei minha terceira vídeo para junho de 2011. Desta vez, a cirurgia durou cerca de 10 horas! Imagine como estava dentro de mim. A minha pelve já estava congelada (nota da editora: saiba mais sobre a pelve congelada). Perdi a trompa esquerda, meus ovários estavam menores do que o normal e tinha bolsinhas de sangue neles, as quais tiveram de ser retiradas com cuidado, pois corri o risco perder os dois ovários. Foi retirado um pequeno nódulo no reto e, no total, foram enviados materiais para biópsia de nove lugares diferentes de meu corpo, e o resultado: endometriose! Já saí dessa cirurgia sabendo que teria que fazer outra, pois a endometriose do diafragma evoluiu. Foi aí que começou meio que um filme de terror em minha vida. No dia seguinte da minha alta hospitalar, eu tive hemorragia em casa e tive de ser carregada para o hospital. Para conter essa forte hemorragia fui submetida a mais uma vídeo (a minha quarta!). Segundo os médicos, eu tive uma reação à medicação e, para não dar trombose, eles optaram por mais uma cirurgia. Tive alta, mas após um dia em casa eu voltei de novo ao hospital, pois não conseguia comer, beber e muito menos tomar os remédios. Já estava com anemia e, como eu não conseguia me alimentar, meu organismo não iria se recuperar. Por isso tive de fazer transfusão de sangue. Foram três bolsas de sangue e, quando terminou a ultima bolsa, mais um susto: mais uma hemorragia. Desta vez, meu médico estava na minha frente e, para contê-la, tomei duas bolsas de plasma e mais uma de sangue. Fui para a quinta, a segunda vídeo de emergência, porque uma pequena artéria havia se rompido em baixo do útero. Foi difícil, mas meu médico por videolaparoscopia mesmo conseguiu encontrá-la e a grampeou. Com isso tudo, eu fiquei vários dias com dieta zero, inclusive, sem poder beber água.

O importante é que isso foi resolvido e consegui me recuperar aos poucos. Tomei mais duas doses de Zoladex 10,8. Porém, dessa vez, esse remédio não cessou minha menstruação e, por isso, voltei a tomar o anticoncepcional cerazette. Depois de tudo que passei fiquei bem, voltei a trabalhar, mas as dores no tórax começaram a me incomodar. E sem estar menstruada. Então marquei a cirurgia do diafragma, porém ela foi cancelada porque meu sangue ficou alterado. O TAP (nota da editora: exame que determina a coagulação do sangue) estava muito baixo e, com isso, o risco de hemorragia era enorme. Com o histórico que tenho, não posso correr mais este risco, de ter outras hemorragias. Fui encaminhada para o hematologista que me passou vários testes para verificar meu sangue. E, para nossa surpresa, quando vimos os primeiros resultados, eu realmente estava com o TAP baixo, e, além disso, estava também com deficiência no Fator XIII (nota da editora: deficiência rara de coagulação sanguinea). A partir desses exames, eu recebi a orientação de não fazer nada que pudesse me causar sangramento. Até mesmo me exercitar na academia, é algo proibido para mim, pois eu tenho sangramento muscular. Então, até que descobrisse o que está acontecendo nada de cirurgia. Depois disso precisei fazer uma colonoscopia, pois meu intestino estava muito constipando e como é necessário fazer biopsia, o hematologista receitou vitamina K. Tomei e pude fazer o exame, pois o meu TAP voltou a subir. Porém, para minha surpresa, eu estava com nova lesão de endometriose no intestino. Decidi com ajuda de amigas viajar até São Paulo para fazer o ultrassom endovaginal com preparo intestinal que, infelizmente, não existe no meu estado. Isso é que não dá para acreditar! Bom, viajei, fiz o exame e, para nova surpresa, tenho duas lesões no intestino, que não foram apontadas na colonoscopia e nem na ressonância magnética. Fiz com uma ótima especialista e não tenho dúvida de que ela conseguiu fechar todo meu diagnóstico. Bom, a partir daí, descobri que não tenho de operar apenas a endometriose do diafragma, mas a da pelve novamente e a do intestino. Retomei a questão do meu sangue que virou um quebra cabeça em minha vida. Com o passar dos meses meu Fator XIII voltou ao normal e o TAP, ora estava normal e ora baixo?! Fui encaminhada para uma especialista no hemocentro da minha cidade e repeti todos os exames que havia feito. A diferença agora é que o sangue coletado foi enviado direto para máquina e o exame veio normal. Fui liberada para fazer cirurgia, porém preciso ir com reserva de plasma e sangue concentrado para um eventual sangramento anormal. A questão é depois disso tudo que já passei por causa da endometriose continuo tendo dores sem mesmo menstruar. Minha sexta cirurgia está marcada para o dia 23 de junho, já no próximo sábado, às 7h. Torçam por mim, pois tenho fé de que minha dores estão com os dias contados após essa cirurgia. Beijos com carinho, Patrícia Gastadi.”

27 comentários:

  1. Nossa.......
    Lutar pelos os nossos direitos smp...
    Esse médico deve ser punido gente!!!
    Sinto repugnância e uma ância de choro que domina o meu eu. + enfim minha querida amada td fiará bem e vencerá tds os obstáculos.

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    1. Prysley, obrigada pela força! que Deus nos guarde sempre... beijos!

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  2. Conheço a história da Paty de todos os ângulos, ela é uma guerreira q eu tenho muito orgulho de ser amiga, na verdade mais q amiga, ela é irmã! Tenho certeza q essa história terá um final feliz.
    Obrigada pelo carinho Caroline Salazar!

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    1. Obrigada minha amiga linda! Nós todas vamos ter um final feliz... beijos!
      Agradeço a Deus por ter colocado vocês na minha vida!!!

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  3. Conheço a Patricia do grupo Gapendi no facebook! Boa sorte!

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  4. Parabéns pela sua coragem, força e determinação realmente você é uma guerreira, que DEUS continue fortelecendo-lhe e muito boa sorte!

    Daisy Duarte

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  5. Admiro demais sua coragem , fiz uma cirurgia e tbm tive forte hemorragia , hoje minha Endo voltou profunda , fico triste e muito nervosa! grande guerreira!

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    1. Entrega esta causa a Deus, confia, creia e mantenha a esperança dentro de você! Não fique triste e nem nervosa... Deus vai te suprir.. conte com agente! grande beijo.

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    2. Gente ...fico com nojo e raiva desses merdas que se acham medicos!!! vou pedir para tirar tudo!! minha mae teve cancer no utero e TIROU COM 27 ANOS .A MESMA IDADE QUE EU TENHO !!Força meninas .Deus esta no comando e vai nos ajudar minha cirurgia é agora 15/01/13 as 12:00
      Livia

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  6. Que nojo que dá desses médicos sem compromisso com a saúde do próximo. A todo momento agradeço a Deus pelo meu anjo dr. Hélio Sato, pois antes dele sofri muito por causa de médicos sem interesse pelo meu caso. Sei bem o que é sofrer por causa de médico.Você foi forte e guerreira até aqui, e continuará a ser, pois Deus és contigo e Ele vai libertá-la dessas dores que tanto a incomoda.
    Força e muita fé Patricia!

    Abraço.

    Hosana

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    1. Hosana, é muito difícil sim, mas graças a Deus agora temos médico que confiamos par cuidar de nós. Muito obrigada por suas palavras! Eu recebo, grande beijo!

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  7. Devia Divulgar o nome desse monstro que possui CRM. Sou de Vitoria e sofri também com os descasos dos medicos do ES, é vergonhoso mas é a nossa realidade. Estu na torcida por ti Patricia!
    Fé e Força que deus está contigo!
    Daniele

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    1. Oi Daniele, oba capixaba!!! Olha, aqui não posso divulgar... mas como você é daqui caso tenha interesse posso te passar o nome...

      Meu facebook, é meu nome mesmo de add...

      Obrigada pela torcida!! tá chegando...
      grande beijo!

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  8. Devia Divulgar o nome desse monstro que possui CRM. Sou de Vitoria e sofri também com os descasos dos medicos do ES, é vergonhoso mas é a nossa realidade. Estou na torcida por ti Patricia!
    Fé e Força que Deus está contigo!
    Daniele

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  9. Patricia vai dá tudo certo. Estou orando por vc!!! Nao acho certo vc divulgar o nome do médico aqui, mas com certeza seria mto bom se vc escrevesse pra essas leitoras q te perguntaram. Beijos de Manaus xxx

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    1. Isso, realmente não posso divulgar aqui!
      Obrigada por suas orações...
      Grande beijo!
      :)

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  10. Alessandra Onodera26 de junho de 2012 17:27

    Olá, estou também nessa luta quase 4 anos e estou na espera da minha segunda videolaparoscopia. Os dias não tem sido fáceis. Felizmente só passei a ter esse problema após o parto do meu segundo filho e o qual me submeti a uma laqueadura que acho que foi a grande vilã no aparecimento da endometriose. Já passei em vários médicos e agora acho que encontrei um que realmente entende o meu caso. Estou agora na fase de espera de agendamento da cirurgia e no meu caso o que mais me preocupa é que não posso tomar nenhum tipo de hormônio por ter uma mutação genética e tenho tendência a ter trombose, ou seja, não tenho como parar de mestruar. No caso teria que retirar os ovários e útero, mas nenhum médico me recomenda por ter 36 anos e não poder fazer reposição hormonal.
    Tem dias que levantar da cama é difícil e por muita gente achar que é frescura e que a dor que sinto não é tão importante assim. Me apego a força de poder ver meus filhos bem e poder estar com eles e assim poder encarar mais um dia.
    Estou com a bexiga toda comprometida e com infiltrações e o ureter do lado direito também está com focos. O médico já me deixou ciente que acha que terei que fazer 2 ou mais cirurgias para poder retirar os focos de endometriose e que corro o risco de ter lesão no ureter. Já tive aderência no intestino e fiquei uma semana internada e dos quais 3 dias com uma sonda até o estômago, pois meu intestino parou de funcionar, por um milagre e a ajuda do meu marido que é acupunturista essa aderência se desfez e não foi preciso a retirada de parte do meu intestino.
    Todo mês quando está perto dos dias da mestruação, rezo e peço a Deus para me dar forças para aguentar mais quinze dias de dores ao urinar e ficar esses dias a base de antiflamatórios e analgésicos.
    Estou confiante nesse novo médico (Dr. Paulo Margarido-HC) e estou pedindo a Deus que as coisas melhorem, pois o mais triste não é a dor mas sim o preconceito que sofremos das pessoas por não imaginar a dor que sentimos.
    Adorei encontrar esse blog e com certeza sempre estarei visitando para de alguma forma saber que não estou sozinha.

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    1. Oi, Alessandra,
      Tudo bem com vc? Imagino como seus dias são difíceis. O único problema é que vc não pode fazer várias cirurgias para retirar os focos. Ao mesmo tempo em que a cirurgia é a nossa salvação, ela também é a vilã, tudo por conta das aderências que podem se formar. Quanto mais cirurgias, corremos mais riscos de as aderências voltarem. Caso queira uma segunda opinião, eu indico o dr. Hélio Sato, para quem tem convênio, e a Unifesp, que é do SUS, para quem não tem. Agora, que a Unifesp tem o primeiro ambulatório de neuropelveologia do Brasil, que verifica se temos endo nos nervos pélvicos, lá é o melhor lugar para se tratar uma mulher com endometriose no Brasil e do mundo. Agradeço a Deus todos os dias, por ter colocado em meu caminho essa equipe maravilhosa e humana da Unifesp. Infelizmente, eu tenho contatos com mulheres do mundo todo, e eu estou passada com a falta de cuidados e informações de médicos mundo afora. Se vc tiver convênio, eu tenho um coloproctologista maravilhoso, o dr. Roberto Hiroshi para ver seu intestino. Ele é o médico mais humano que já conheci, aquele que, de fato, honra seu dom de ser médico e seu diploma. Infelizmente, muitos especialistas, aqueles que cobram fortunas por consulta e cirurgias, estão se aproveitando de nossos sofrimentos para se enriquecerem e se esquecem de tratar a mulher, a dona da doença. Se vc precisar de ajuda é só escrever para carolinesalazar7@gmail.com Seu caso parece ser bem delicado. Vc não está sozinha, minha querida. Só no Brasil somos de 10 a 15 milhões e, em todo o mundo, 176 milhões. Seja muito bem-vinda ao blog e é um grande prazer ter sua visita diária por aqui! Beijos com carinho!

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  11. OI PATRICIA TD BEM, STAVA LENDO SEUS RELATOS, E ME ENCONTRO NESTA SITUAÇÃO. MAS AINDA NÃO CONSEGUI ENTENDER ESSA DOENÇA. 31 DE AGOSTO VOU TER QUE PASSAR PELA SEGUNDA CIRURGIA,DESTA VEZ VOU RETIRAR UTERO, OVARIOS,E UM PEDAÇO DO MEU INTESTINO.MEU MÉDICO FALOU QUE DEPOIS DA CIRURGIA VOU TER QUE FICAR NA UTI,PQ MINHA CIRURGIA É UM POUCO COMPLICADA A ENDOMENTRIOSE SE INFILTROU, SE VC PUDESSE ME AJUDAR A ESCLARECER, OU SE JA FEZ ESSA CIRURGIA ME AJUDE GRATA

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  12. Oi Caroline,

    Venho agradecer muito a sua indicação do Dr. Hélio. Fiz a minha cirurgia no dia 24/09 com ele e o Dr. Alessandro Yuji (Urologista), foi uma cirurgia de 5h30, mas Graças a Deus e pelos ótimos médicos deu tudo certo.
    Estou a 3 meses sem nenhuma dor e agradeço todos os dias por ter acessado seu blog e lá encontrar a solução para o meu problema.
    Continue com esse seu trabalho maravilhos que com certeza tem ajudado várias mulheres a lutar com essa inimiga "endometrioso" todos os dias.
    Que Deus te ilumine e te traga sempre muita luz para continuar esse trabalho lindo que tem feito.
    Parabéns pelo blog e todo a sua ajuda para nós mulheres.

    Bjs


    Alessandra Onodera

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  13. Boa tarde Patrícia

    Também sou uma ENDOcapixaba!!!! E estou enfrentando um dilema, meus médicos não querem me operar pois estão com medo do pós operatório.... tenho endometriose profunda no intestino e pelve e etc... Estou precisando de uma segunda opinião... e está dificil encontrar um bom profissional aqui na nossa região (moro na Serra). Aguardo o seu contato... espero que esteja bem! Deus te abençoe! Obrigada por compartilhar sua experiência!

    Hevilyn Mariano
    Hevilyn@gmail.com

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  14. Olá Patricia, eu estou no trabalho e só consegui ler a metade do seu post que muito me chamou a atenção.
    Também tenho endo mas já fui operada, a questão é que não consigo mais marcar com meu médico pois ele está com a agenda cheia e também se tornou diretor do Hospital das Clínicas então ficou quase sem tempo, na verdade ele só tem agenda para o final do ano.
    Queria uma indicação de médicos com especialidade em endometriose para continuar meu tratamento. Você pode me ajudar?

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  15. Olá Meninas também estou morando em vitória e tenho endometrioze profunda... como vim pra morar aqui no estado faz pouco tempo não conhece os medicos que tem aqui alguém poderia me indicar um bom profissional em endometrioze.. pra continuar meu tratamento.
    Obrigada

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  16. Meninas podem me indica um medico que atenda pela Unimed que seja Obstetra?
    Sou do ES.
    Obrigada!

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  17. Oi, resido em Manaus, tenho problemas desde a adolescência eram enjoos, cólicas faltava até aula, diarreia. Fui a muitos ginecologistas e diziam que talvez se tivesse filho melhorasse (como se ter filho fosse remédio). Em 2009 pedida medica pra suspender minha menstruação por 2 ou 3 meses, queria tempo com qualidade de vida, ela atendeu meu pedido mas pediu exames antes os fiz sangue, urina, fezes, ultrassom tudo normal, 3 dias depois de começar a tomar medicamento dor e sangramento medica disse que poderia meu organismo estar se ajustando ao medicamento continuar por 1 mês e no mês seguinte nada dor e sangramento mudança de hormônio nada isso passou 5 meses, medica passou exames dava problemas de infecção remédios nada. Mãe pensando ficará anêmica fazia feijão preto e saladas suco tudo para não dar anemia e deu certo. Com 6 meses comecei a procurar médicos e exames pra saber o que tinha com 8 meses ressonância magnética indicando endometriose, cistos e mioma atrás de médicos pra fazer videolaparoscopia. Em 2010 no meu 11 médico, depois varias idas ao PS tomar tramau, ele retirou todos os remedios que cheguei a tomar 15 comprimidos mandou tomar allurene, diminuiu a dor fiz exames e operei por videolaparoscopia os focos foram quase todos retirados, o mioma foi pra biopsia resultado benigno 15 dias depois da cirurgia dor novamente voltei com o médico ele disse não deu pra tirar a aderência no intestino vamos tentar a famosa injeção na barriga tomei uma resolveu a dor por exatamente 9 meses, médico mandou tomar remédio pra dor e tentar emagrecer que resolveria que não faria nova cirurgia. Mudei de médico este mudou medicamentos tive problemas de infecção urinária tratei a dor só vinha na época menstrual. Em 2014 a dor constante voltou, o sangramento constante voltou, exames médicos estava com diabetes e isso afeta a endometriose e agora eu tinha ovário policístico trocou varias vezes remédios e vários exames para os sintomas o Qlaira foi o que deu certo para o sangramento foram só 4 meses de tentativas, exames de nova ressonância magnética tenho uma aderência no intestino e 3 varizes pélvicas não são operáveis pois são poucas a dor toma remédio. Desde então são 2 anos sem trabalhar, sem ter vida normal, tomando Qlaira e remédio pra dor quando a dor não passa PS, to cuidando com remédio das varizes pélvicas. Procurando médico para operar a aderência no intestino. Tenho sono 24h por dia, com sintomas de depressão e meus familiares sem entender muito perguntam se eu realmente sinto essa dor já que não opera não ta ruim o meu problema.

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