quinta-feira, 27 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG! A HISTÓRIA DA LEITORA LILIANE LUZ QUEIROZ, SUA ENDOMETRIOSE PROFUNDA E SUA GESTAÇÃO NATURAL!!

A gaúcha Liliane Liz Queiroz, 32 anos, grávida de 14 semanas. Foto: arquivo pessoal


O A Endometriose e Eu conta a história da gaúcha Liliane Luz Queiroz, de 32, e sua endometriose profunda. A enfermeira, que mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tinha o sonho de engravidar, mas as dores severas da doença não a deixavam sentar. Sium, ela tinha dores até mesmo para sentar. Ir ao banheiro, então, era uma tortura diária por conta dos nódulos na região retovaginal. Ao telefone, ela me disse que nem mesmo as altas doses de medicamentos para dores funcionavam. Porém, há menos de um ano sua história mudou. Liliane começou um novo tratamento e conseguiu não só resgatar sua tão sonhada qualidade de vida, mas também realizou seu grande sonho: engravidar naturalmente. No texto ela conta como conseguiu resgatar sua qualidade de vida e realizar o sonho de gestar seu bebê. Sim, hoje sem dores Liliane está grávida de 15 semanas. Mais um testemunho que vai levar fé e esperança a muitas endomulheres. Beijo carinhoso. Caroline Salazar

"Meu nome é Liliane Luz Queiroz, tenho 32 anos, sou enfermeira  e sou de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

Em 2014 tive o diagnóstico de endometriose, após um sangramento intenso e aumento das cólicas menstruais. Realizei uma cirurgia de videolaparoscopia, porém a dor diminuiu apenas por um curto período. Tentei engravidar por dois anos, fiz vários exames para saber se eu tinha algum outro problema, porém também sem êxito. 

Em meados de 2015 as dores aumentaram muito. Toda vez que estava no período menstrual era horrível. Comecei a tomar oito medicações por dia de 500 mg cada e a dor somente diminuía um pouco. Mas não chegava a cessar. O fluxo começou a diminuir e vir somente um sangue escuro. Não conseguia mais evacuar durante meu período menstrual. Até mesmo para sentar eu morria de dor. Isso mesmo, mesmo dias após o término do meu período eu sentia dor ao sentar, sentia um desconforto e muita "pressão"  na região anal.

Sou da área da saúde e acabei conhecendo o doutor Paulo Sitya. Conversei com ele sobre tudo o que passava e ele me indicou o uso de Gestrinona 5mg, Pentravan QSP 1g uso intravaginal e uso oral de Resveratrol 30mg, Pinus Pinastre 100mg. Comecei a usar dia 24 de junho de 2016, uma sexta-feira, no sábado quando acordei senti que aquela "pressão" na região do ânus já tinha diminuído, porém pensei que essa melhora fosse algo da minha cabeça.

Na segunda-feira subsequente apliquei a segunda dose. A dor e a pressão diminuíram significativamente. No dia 20 de julho, menos de um mês de uso, não tenho mais dores, a "pressão" não existe mais e vou ao banheiro tranquilamente. Já no meu primeiro período fértil, já senti a melhora, pois tomei apenas um comprimido no primeiro dia, por ter tido um pouco de cólica. Fui aos pés normalmente, meu fluxo aumentou bastante, porém sangue bem vivo (nota da editora: leia o texto "Seu sangue menstrual é saudável?", sem me sentir inchada no abdômen como antes.

Eu já tinha tentado outros tratamentos antes, mas esta nova medicação que o doutor me prescreveu foi o que salvou meu dia-a-dia. Por conta das dores eu não conseguia mais fazer as coisas simples como sentar, andar a pé ou até mesmo ter um ciclo menstrual normal. Eu diria que é um milagre o que aconteceu!

Após o término do tratamento não tive mais dor e o fluxo já estava normal. Em alguns meses sentia cólica, mas apenas com um analgésico simples para cólicas já passava. Isto não acontecia antes do tratamento.

Depois de uns dois meses comecei o tratamento para engravidar. Fiz a indução da ovulação por três ciclos e consegui engravidar naturalmente. Estou com 14 semanas de gestação e a suspeita é que vem aí uma menininha! Só consegui fazer o tratamento para engravidar devido à redução que eu diria total de toda dor e desconforto que eu sentia.


Ao utilizar a medicação para endometriose pensei que seria apenas mais uma tentativa ineficaz, porém o resultado é indiscutível para eu que tentava engravidar ou  "curar" os sintomas da endometriose. No meu caso eu consegui os dois. Um conselho que dou para aquelas que ainda sofrem com as dores e que por vezes perderam a esperança é: você precisa confiar no seu médico e tentar as alternativas que ele propõe para tratar sua doença. Como já tinha passado por alguns tratamentos, eu achei que este era apenas mais um, mas não foi. Graças a ele tenho uma nova vida hoje. Ele devolveu minha qualidade de vida e me ajudou a realizar meu grande sonho: engravidar naturalmente. Espero que minha história leva esperança e perseverança a muitas que ainda estão sofrendo com as dores da endometriose. Beijo carinhoso, Liliane."

terça-feira, 25 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG!! DAVID REDWINE: QUAIS SÃO OS SINTOMAS CLÁSSICOS DA ENDOMETRIOSE?


imagem cedida por Free Digital Photos

Há muitas dúvidas em relação aos sintomas da endometriose, em especial, no que difere as dores da endometriose pélvica da intestinal. Em mais um texto brilhante, o médico e cientista americano David Redwine faz um resumão bem bacana dos sintomas da doença e explica como diferenciá-los dos sintomas de outras doenças pélvicas, como por exemplo, os miomas. Porém,  há sintomas clássicos específicos da endometriose, e saber quais são é muito importante para o correto diagnóstico e tratamento da doença. O doutor Redwine aborda também os sintomas atípicos da doença. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutor David Redwine 
Tradução: doutor Alysson Zanatta
Caroline Salazar



Quais são os sintomas clássicos da endometriose?

Os sintomas da endometriose:

Endometriose é o achado mais comum em mulheres de idade reprodutiva que tenham dor. Certamente é a causa mais comum de dor, e merece toda a conotação negativa que recebe. A dor da endometriose é normalmente localizada pela paciente na região pélvica de acometimento pela doença. Algumas pacientes podem descrever exatamente onde está a doença pela sua característica e localização. Como o fundo de saco (nota do tradutor: região pélvica entre o útero e o intestino), os ligamentos útero-sacros e os ligamentos largos posteriores são as regiões pélvicas mais comumente envolvidas, muitas pacientes têm dor relacionadas à irritação causada pela doença durante a realização de atividades cotidianas comuns. Dessa forma, a endometriose no fundo de saco e nos ligamentos útero-sacros pode ser irritada pela penetração profunda durante a relação sexual, enquanto uma dor mais superficial causada pela relação sexual geralmente não é causada pela doença.

Essas regiões pélvicas inferiores podem também ser irritadas pela passagem das fezes durante a evacuação, portanto pode haver cólicas intestinais dolorosas quando essas regiões estiverem afetadas, apesar dessa dor estar relacionada primariamente ao fluxo menstrual. Quando a parede retal estiver acometida pela endometriose, a paciente pode se queixar de dor a cada evacuação, independente da menstruação.

Nós encontramos que a dor presente aos movimentos intestinais – não a constipação ou a diarreia – independente da menstruação e é o principal sintoma da endometriose intestinal. A bexiga, entretanto, pode estar acometida por extensa endometriose, e ainda a paciente raramente irá ter sintomas urinários.

Eu e o doutor David Redwine quando o conheci, 
em sua passagem pelo Brasil em 2014
Tumores fibroides (miomas):

Fibroides (ou miomas) são nódulos de músculo liso que surgem na parede muscular uterina. Eles crescem de maneira concêntrica, como uma pérola crescendo dentro de uma ostra. Um mioma volumoso terá o terá o tamanho de uma tangerina ou mais. Um pequeno mioma será menor que uma pérola. Eles podem causar cólicas uterinas entre os ciclos menstruais e sangramento severo durante a menstruação, a não ser que estejam na superfície externa do útero, quando, então, poderão ser assintomáticos.

A dor da endometriose costuma ser descrita como em pontada, queimação, ou como uma facada. Ela pode ocorrer durante todo o mês, apesar de exacerbada durante a menstruação. Os conceitos de que a endometriose causa dor principalmente durante a menstruação e que a cólica uterina é o seu principal sintoma estão errados.

Os principais sintomas da endometriose pélvica (não intestinal) incluem uma dor pélvica aguda, em pontada, lancinante, como queimação ou facada, que ocorre fora do ciclo menstrual, mas que pode ser agravada pelo mesmo, dor no fundo da vagina com a penetração profunda durante a relação sexual e cólicas intestinais dolorosas durante a menstruação.

Sintomas atípicos de endometriose:

O sangramento menstrual intenso não é um sintoma típico da endometriose, e possivelmente não mudará com a cirurgia conservadora para tratar a doença. Outros sintomas que não necessariamente sugerem endometriose são dor no clitóris, dor na perna e na virilha, náusea, cansaço, constipação, diarreia e desconforto na bexiga.

Quando as aderências causam dor, elas doem no mesmo lugar onde ocorrem. As pacientes algumas vezes usam termos como “puxando” ou “esticando” para descreverem as dores das aderências. Não se espera que as dores de aderências variem conforme o período do ciclo menstrual, a não ser que aderências que envolvam os ovários que sejam tracionadas pelo simples crescimento de um cisto. Muitas pacientes com endometriose também têm aderências, e geralmente não é possível determinar se a dor é causada por aderências ou por endometriose.

Uma palavra sobre cólicas:

Se a dismenorreia (cólica uterina) for o principal sintoma, então a cirurgia conservadora para endometriose por si só pode não melhorar o sintoma, já que este é o sintoma com menor probabilidade de responder à cirurgia conservadora para endometriose. Se a cólica for proveniente do próprio útero, remover a endometriose de regiões fora do útero não ajudará nessa situação.

Outros dois tratamentos podem ajudar a tratar a cólica menstrual: a secção dos ligamentos útero-sacros e a neurectomia pré-sacral. Esses procedimentos evitam que os nervos transmitam a sensação de cólica, e ambos podem ser realizados por laparoscopia.

Nota do tradutor: Neste texto, o doutor David Redwine sintetiza os principais sintomas causados pela endometriose, e como distingui-los dos sintomas causados por outras doenças ginecológicas, como os miomas uterinos.

Apesar de poder haver uma sobreposição de sintomas entre as diversas doenças, há certos sintomas que sugerem fortemente a presença de endometriose, como sintomas intestinais, dores na penetração profunda durante a relação sexual e, sim, cólicas menstruais intensas. Identificar corretamente se os sintomas são causados por endometriose implica em maiores chances de sucesso no tratamento.


Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e ex-professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta). 

domingo, 23 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG! "GESTAÇÃO DO CORAÇÃO": A ADAPTAÇÃO À MINHA NOVA VIDA DE MAMÃE PARTE 1!!

Fonte: arquivo pessoal


Há seis meses a vida de nossa querida Ane está mais colorida, mais alegre e também muito mais agitada. A maternidade é realmente uma experiência maravilhosa, mas nos vira do avesso. Com ela nós, mulheres, descobrimos nosso outro eu. São tantas descobertas e novidades que muitas vezes a alegria imensa que passamos a sentir se mistura com uma grande tristeza. Vários sentimentos se misturam.... é a chamada depressão pós-parto. Pois é e não é que Ane começou a ter sinais desta terrível doença? Mamães do coração também estão suscetíveis a terem depressão pós seu parto do coração. Neste texto Ane conta como foi os primeiros seis meses de convivência com Danilo e também relata como descobriu que estava uma doença que ainda é pouco conhecida e aceita pela sociedade: a depressão pós-parto na adoção. Ane e Paulo optaram por adotar uma criança mais velha, a chamada adoção tardia. Danilo também é surdo.  Quem perdeu leia o texto sobre as primeiras contrações de Ane e o texto sobre seu tão sonhado parto. Beijo carinhoso!  Caroline Salazar


A adaptação à minha nova vida de mamãe - parte I


Olá meninas,

Estou de volta!! A vida de mãe aliada ao trabalho e a dedicação ao meu esposo (mais saúde que não está tão bem) estão me consumindo tanto, que não estou conseguindo escrever aqui todo mês, como eu gostaria. Desta vez quero compartilhar com vocês como tem sido nossa adaptação com nosso filho durante esses seis meses de convivência. É isso mesmo que vocês estão lendo, já se passaram seis meses desde que Danilo chegou em nossa vida e temos vivido uma experiência única e indescritível.

Neste texto vou abordar a adaptação de como tem sido a minha vivência, os sentimentos envolvidos, os medos e as alegrias de ser mãe. Pois bem vamos lá então! Quando Danilo chegou eu pensei sou mãe e agora? Um misto de alegria e medo tomou conta de mim: alegria por estar realizando meu grande sonho de ser mãe e medo, aliás, muito medo de não saber cuidar dele direito. Penso que toda mulher é tomada desses sentimentos quando chega à maternidade. Eu ficava olhando pra ele e pensava: nossa ele chegou e agora é nosso pra sempre! Mas como é que vou conseguir cuidar dele, ainda agora depois que a endometriose voltou e tem dias que a dor é tão intensa que mal consigo levantar da cama? 

Até hoje não consigo passar um pano na casa sem que no outro dia praticamente fico me arrastando de dor. Dá para acreditar? Mas por incrível que pareça, mesmo com dor, me vem uma força que só posso atribuir a Deus para cuidar dele e de meu esposo. Lembro-me de certa feita, minha tia ter me falado: “Seu filho vai ser a cura da sua endometriose (risos)”. E realmente mesmo nos dias mais difíceis encontro uma razão maior para não desistir. Tem dias que não tem jeito mesmo, tenho que parar um pouco e repousar, mas graças a Deus fui abençoada com um marido maravilhoso que sempre me ajuda nas tarefas de casa e a cuidar de nosso pequeno. Lembro também de um dia que não estava bem e Danilo chegou pra mim colocou sua mão em minha barriga e orou a Deus pedindo minha cura. Momento como esses são emocionantes e não tem como explicar.

Confesso que no começo também tive medo de não sentir o tal amor incondicional que as mães biológicas têm. Hoje garanto que foi pura bobagem minha, pois quando me vi já estava fisgada por aqueles olhinhos tão vivazes e sorriso cativante sem possibilidade alguma de me imaginar viver longe dele. Os desafios foram chegando. Como e quando impôr limites, quando dizer sim, quando dizer não e como sustentar o não sem ceder à chantagem emocional. Educar, procurar escola especial, ir atrás de terapia e de fonoaudióloga, ambas especializadas em Libras, foram situações que tivemos o cuidado de nos preparar buscando sempre o apoio de profissionais e de pessoas queridas que poderiam compartilhar suas experiências no trato com seus filhos.

 Mesmo assim com todas as alegrias, percebi que em alguns momentos me vinha uma tristeza e uma angústia, principalmente, quando estava fragilizada por conta da endometriose. Não conseguia ir mais à academia por causa da dor e voltei a engordar tudo que havia lutado os últimos dois anos para emagrecer com sacrifício. Sinceramente não conseguia entender o porquê disso, uma vez que já tinha decidido não me deixar abater pela doença. Afinal, tenho agora uma família linda que foi presente de Deus em minha vida. Mas eu tinha momentos que me sentia ansiosa, não estava satisfeita comigo mesma, sempre cobrando muito de mim, me recriminando por não estar fazendo tudo 100%, não estava gostando do que via no espelho, enfim, tinha muito mais motivos pra agradecer do que pra reclamar, mas, mesmo assim, passava por momento de grande tristeza.

Diante de tudo isso resolvi passar com um psiquiatra e com psicóloga, pois já era indicação do fórum para toda família que passa pelo processo de adoção. Pra meu alivio, minha médica e terapeuta tranquilizaram meu coração explicando que no meu caso todas essas mudanças que eu estava vivendo nesse curto espaço de tempo, juntando com a reincidência da endometriose, nada mais do que normal era que eu estava passando por um tipo de “depressão pós-parto”, se é que podemos dar essa nomenclatura. Foi essa analogia muito bem colocada por minha terapeuta, uma vez que há um turbilhão de hormônios envolvidos. Esses altos e baixos dizem respeito a essa briga desses hormônios que trazem alegria ou sentimento de tristeza por causa da dor. Devo dizer que esse apoio profissional tem sido de fundamental importância para a superação dessa fase.

Também voltei ao Hospital São Paulo para retomar o tratamento da endometriose e tudo indica que o procedimento a ser seguido será encaminhamento para nova cirurgia. E assim espero, pois desejo mais do que nunca ter qualidade de vida para curtir cada vez mais minha linda família, sem murmurações e queixas, para que, em breve, daqui a uns dois anos pretendemos adotar novamente. Dessa vez nossa pretensão será adotar uma bebezinha, e para tanto, preciso estar bem para dar colo à nossa princesinha. Pois é esse negócio de ser mãe é delicioso, sou imensamente grata ao Senhor por todas as bênçãos que sem merecer ele me concedeu. Mês que vem será muito especial, pois será meu primeiro dia das Mães. Com certeza quero comemorar e compartilhar mais da minha maternidade com vocês. Beijo carinhoso.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG!! "COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR ALYSSON ZANATTA!!

Você sabe quando a cirurgia de endometriose é indicada? Em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Alysson Zanatta responde esta dúvida da Maria de Fátima, de São Paulo, e fala sobre sua conduta após as cirurgias. A outra questão é sobre protocolos clínicos a serem seguidos pelos especialistas para que haja o diagnóstico precoce. A leitora em questão levou 15 anos para ser diagnosticada. Infelizmente esta é a realidade de muitas meninas e mulheres do nosso Brasil. A média mundial é de sete a 12 anos. Eu mesma demorei 18 anos para dar nome às minhas dores. São anos de sofrimento até se chegar ao diagnóstico correto. Uma das missões do A Endometriose e Eu é espalhar a correta conscientização e os sintomas da doença, pois somente assim poderemos ter um diagnóstico mais precoce, evitando o sofrimento em vida de muitas endomulheres. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

 – Quando a cirurgia para endometriose é indicada e qual é sua conduta após a cirurgia? Maria de Fátima Gonçalves – São Paulo, SP

Doutor Alysson Zanatta: Obrigado pela questão, prezada Fátima. Após a cirurgia observamos a efetividade da remoção da endometriose por três critérios: sintomas, exame físico, e exame de imagem (ultrassonografia com preparo e/ou ressonância magnética pélvica). 

Os objetivos da cirurgia são:
- que a mulher deixe de sentir dores (ou que necessite apenas de poucos analgésicos) e que a gente não mais observe sinais de endometriose ao exame ginecológico;
- que engravide (para aquelas que têm infertilidade);
- que o exame de imagem, a ser feito 4 a 5 meses após a cirurgia e pelo mesmo especialista que fez o exame antes da cirurgia, não mostre mais sinais de endometriose. 

Em cerca de 3 a 6 meses, teremos uma boa avaliação da efetividade da cirurgia.
Não utilizo nenhuma medicação para suspender menstruação, pois não há comprovação de que a endometriose seja causada pela menstruação. A mulher utilizará pílulas apenas se desejar anticoncepção, e em algumas situações específicas de endometrioma ovariano.

 – Sofri mais de 15 anos em busca de um diagnóstico para as minhas dores. Muitas vezes me passei por louca para os médicos. Dr existe algum protocolo que os médicos deveriam seguir para descobrir se a mulher tem ou não endometriose? Quais exames que o doutor pede? Anônima – Goiânia – Goiás

Doutor Alysson ZanattaO primeiro passo é escutar as queixas da mulher, e acreditar que suas dores possam ser causadas por uma doença orgânica, e não por fatores psicológicos e afins.

Já o segundo passo é fazer um toque vaginal “mais profundo”, avaliando o fundo da vagina e a região atrás do colo do útero. Se tocarmos o nódulo da endometriose (o que é possível em 50 a 70% das vezes), o diagnóstico já estará feito, antes mesmo de qualquer exame.

O terceiro e último passo é realizar um exame de imagem, ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e/ou ressonância magnética pélvica, com um especialista. São poucos esses profissionais, mas estão aumentando. O exame confirmará e mapeará a extensão da doença com grande exatidão, caso seja feito por profissional capacitado.

Pronto. Diagnóstico estará feito.

Não utilizo o marcador tumoral sanguíneo CA-125, pois é altamente inespecífico. Não utilizo colonoscopia pois apenas 5% das lesões intestinais atingirão o interior do intestino para serem visíveis à colonoscopia, e porque tanto a ultrassonografia com preparo quanto a ressonância são superiores no diagnóstico da endometriose intestinal.



Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e ex-professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta). 

terça-feira, 18 de abril de 2017

7 ANOS DE BLOG! "SAÚDE E BEM-ESTAR": COMO FAZER A ESCOLHA CORRETA DOS SEUS EXERCÍCIOS FÍSICOS?

Fonte: Pixabay


Neste mês o educador físico Renato Trevisan explica como podemos escolher melhor nossa atividade física. Ultimamente temos visto muitos programas de exercícios para praticar em casa, não é mesmo? Será que qualquer pessoa pode fazer esses programas? No programa online "Exercício e Endometriose" há dois tipos de exercícios: os regenerativos e os de força. Ambos são baseados no cilo hormonal feminino. Até eu ler o primeiro texto do Renato, eu não sabia que os exercícios ideal para nós, endomulheres, têm de ser elaborados a partir do nosso ciclo menstrual. O primeiro é desenvolvido justamente para os dias que a endomulher está com dores. Já o segundo é para os dias sem dores. Agora, com as dicas do Renato e com os exercícios que ele preparou, especialmente, para as endomulheres com certeza praticar atividade física regularmente não será mais sinônimo de sofrimento. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Por Renato Trevisan, educador físico
Edição: Caroline Salazar

Como fazer a escolha correta dos exercícios físicos?

Quanta informação sobre exercício físico é difundida nas redes sociais e na internet, não é mesmo?

Fala-se sobre os benefícios, a importância, sobre como fazer ou deixar de fazer, trazem também prescrições prontas, exercícios que fazem milagres. Será que tudo isso é de fato interessante para quem recebe esta informação? É sobre isso que quero falar com você. Sobre como receber esse monte de informações e utilizá-las da melhor maneira possível para o seu benefício. Neste texto vou tratar do assunto, abordando principalmente os aspectos da relação do ciclo hormonal feminino e da endometriose.

MUITAS INFORMAÇÕES x POUCO ESCLARECIMENTO:

Essa “enxurrada” de informações deve ser recebida com cautela e curiosidade.
Você já viu algum material dizendo a seguinte frase: EXERCÍCIO PARA PERDER A BARRIGA? EXERCÍCIO PARA EMAGRECER EM 30 DIAS? EXERCÍCIO FÍSICO PARA DORES LOMBARES?

Pois bem, exercícios podem ser específicos para tratamento, prevenção e manutenção de diversas condições. Porém, o grande segredo está em saber se a pessoa que está lendo aquela informação tem conhecimento do que ela tem e do que ela precisa. A banalização do exercício físico como um simples ato mecânico, um movimento musculoesquelético, no meu entendimento, é um risco para a saúde. Vou utilizar o exemplo do exercício para as dores nas costas:

Vamos imaginar que alguém com dores nas costas, recebe a informação de uma sequência de exercícios que acaba com essas dores. Isso é possível? Sim, sem dúvida nenhuma é possível, desde que ele tenha conhecimento do que ele tem.

Agora imagine só se as dores nas costas que essa pessoa sente tenha origem em uma hérnia de disco, por exemplo? Imagine que tenha origem em um desgaste osteoarticular de vértebras? Nestes casos o exercício proposto pode agravar o problema, causar lesões e trazer risco à saúde do praticante.

No meu entendimento, não existe prescrição de exercício físico, sem conhecer o indivíduo. Não existe exercício físico sem fazer uma avaliação do indivíduo ou ter traçado características de um grupo de indivíduos antes de determinar quais exercícios devem ser feitos. Sair por ai fazendo exercícios de qualquer maneira, sem ter passado por critérios de avaliação, sem a prescrição de um Educador Físico, é um risco à saúde.

Pensando nisso quero fazer uma reflexão com vocês, endomulheres.

Quantas de vocês já iniciaram programas de exercícios em academias, clínicas de Personal ou até mesmo ao ar livre e SOFRERAM muito com isso? Quantas de vocês sofreram um pouco inicialmente e hoje fazem do exercício físico seu aliado no tratamento da endometriose? Vamos pensar sobre isso?

Por que será que o exercício pode trazer muito sofrimento às endomulheres? Vamos imaginar que você está em tratamento da endometriose, que você sofre com dores severas, tem menstruações periódicas, toma medicamento anti-estrogênico, tem dificuldades nas tarefas do dia-a-dia devido aos sintomas da patologia. Daí você recebe um panfleto de uma academia do bairro da sua casa dizendo: exercício para a saúde da mulher! Venha conhecer nosso programa!

Sensacional, não é? Poder ser se ao chegar lá você poder mostrar para o profissional que vai te atender, as características citadas acima e ainda informações como antropometria, anamnese, risco cardíaco e nível de estresse por exemplo. Agora se isso não acontecer você provavelmente receberá a prescrição de exercícios de musculação, exercícios funcionais, ginásticas, cross fit, pilates... Todas as modalidades são incríveis, mas não para uma pessoa com as suas características.

Quero reforçar com esse exemplo que a prescrição do exercício PRECISA, ser feita a partir das características de cada um, e essa avaliação deve ser periódica a cada meta traçada, pois a cada ciclo de treinamento temos um novo contexto fisiológico e metabólico. Quero que reflita sobre isso, e que perceba que o exercício DEVE ser um importante aliado no tratamento da endometriose, mas ele precisa estar alinhado ao momento do tratamento.

Já expliquei aqui no A Endometriose e Eu a importância do exercício Regenerativo.  Muitas perguntas surgiram sobre esse assunto. Perguntas como: “Não consigo ir na padaria comprar pão como vou fazer o exercício?”; “Faço exercícios todos os dias, musculação e Pilates e estou me sentindo muito bem!”.

Vamos lá então! Em que momento o exercício regenerativo deve fazer parte do seu dia a dia? Sabe aqueles dias que você não tem vontade de fazer nada, está sentindo muitas dores, não reage nem para pegar um copo de água? Preste muita atenção, esse é o momento de você fazer o exercício regenerativo. Ele vai ser o seu “remedinho” contra esses sintomas, produzindo endorfina, estimulando o equilíbrio hormonal estrogênio/progesterona, diminuindo os processos inflamatórios do seu organismo. Olha só o que o doutor Kalif apontou em seu estudo na UNICAMP:

“O exercício físico mostrou-se um antiinflamatório natural, que atua nas doenças crônicas e, sabemos agora, também nas situações agudas, o exercício físico aeróbico pode diminuir em até 30% as manifestações inflamatórias agudas.”
UNICAMP – 2008

Eu tenho certeza que não será fácil, mas também tenho certeza que vai valer muito a pena. Os resultados serão extraordinários. Mas lembre-se, o exercício só terá resultado se for realizado de forma sistemática. Então, se você está neste momento do tratamento ou sofre constantemente com estes sintomas, comece a praticar o exercício regenerativo. Caso você já não esteja mais passando por muitos momentos de dores, se o tratamento já controlou suas menstruações e os dias de desânimo e de vontade de não fazer nada já são menos constantes em sua vida, já podemos pensar em outros exercícios para você.

A modalidade você pode escolher. Você pode ser dançar, fazer musculação, Pilates, voleibol, tênis, e muitas outras. Comece devagar, e vá aumentando os estímulos gradativamente. E muito importante é ter sempre um Educador Físico te orientando ou prescrevendo os exercícios, mas cobre dele conhecimento sobre o ciclo hormonal feminino e sobre o seu tratamento da endometriose.

Essa parceria professor/aluno pode te levar a lugares hoje inimagináveis. Imagine só você correndo uma São Silvestre? Quem sabe participando e ganhando um torneio de tênis do seu clube? Talvez conseguindo fazer aquela trilha que a galera sempre participa e você fica de fora... Sei lá, você pode conseguir muita coisa, basta só que você acredite, seja disciplinada e faça a escolha correta dos exercícios junto com o seu professor.

Desejo a você muito sucesso. E se você começar a se exercitar e vir que tenho razão deixe sua mensagem aqui para nós. Um super abraço!

Nota da editora: Em março, o Renato lançou em parceria com o A Endometriose e Eu um programa online com uma série de exercícios regenerativos e de força específico para as endomulheres. Se você perdeu este lançamento clique aqui e leia mais sobre. Acesse o link do Exercício e Endometriose e conheça o programa de atividade física desenvolvido especialmente para quem sofre com as dores severas da endometriose.

Sobre Renato Trevisan:

Educador físico, é pós-graduado em atividade motora adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É diretor do Centro de Saúde A3 Atividade Física para a Saúde em Maringá, no paraná, e é coordenador da EndoMarcha Maringá. Acesse a fanpage da A3.

domingo, 16 de abril de 2017

ENDOMARCHA 2017: AS FOTOS OFICIAIS DO TIME BRASIL NA 4ª EDIÇÃO DA MARCHA MUNDIAL DA ENDOMETRIOSE!!

Parte dos marchantes de São Paulo se posicionando para o início da caminhada -
Eu, ao centro, ao meu lado direito, o doutor Alysson Zanatta (atrás) e  
Ane Bulcão (à frente), à minha esquerda,  minha querida Adriana Heintz, e
seu filho, Adriano Moro, que viajaram de Vitória (ES)  para São Paulo, especialmente
para a 4 ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose.



É com o coração transbordando de alegria que escrevo este post. A EndoMarcha 2017 foi um grande sucesso e sou muito grata a todos que fizeram acontecer a 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose  nas 13 cidades brasileiras, de 12 diferentes estados, no dia 25 de março. Em quatro anos o Time Brasil mais que triplicou, passou de quatro cidades para 13. Em 2013, quando fui convidada pela equipe dos Nezhat a capitanear a EndoMarcha no Brasil, ao mesmo tempo que fiquei feliz por ver o trabalho do blog reconhecido internacionalmente, fiquei receosa, pois até então, fazia o trabalho "mais sozinha". Na época eu já tinha nosso querido endomarido português Alexandre, o Paulo e nossa querida Ane, todos colaboradores-voluntários do A Endometriose e Eu. Até então, a ideia americana era realizar a marcha apenas na capital do país. No caso dos Estados Unidos, em Washington. Mas na hora descartei essa ideia completamente inviável para a realidade e imensidão do nosso país.  E logo comecei a imaginar como seria espalhar esse trabalho que eu e meus voluntários fazemos no blog por todo o Brasil. Foi a partir daí que tive a ideia de ter a marcha em várias cidades brasileiras. Logo de cara surgiram quatro portadoras interessadas em coordenar a EndoMarcha em suas cidades. Em todo o país mais de 700 pessoas marcharam em prol da conscientização da endometriose. 

Meus agradecimentos iniciais vão para às coordenadoras estaduais: Karen Nepomuceno (Rio de Janeiro), Kelly Pires (Belo Horizonte), Silvia Frantz (Porto Alegre), Luiza Salmon (Curitiba), Kelly Klein (Londrina), Renato Trevisan (Maringá), Priscila Altieri (Florianópolis), Cris Oshiro (Campo Grande), Ana Karenina Macedo (Brasília), Mayra Damasceno (Salvador), Liana Herculano (Fortaleza), Nathália Veras (Boa Vista). Eu, além de capitã brasileira, coordenei a de São Paulo com a ajuda da minha querida, Ane, que, como sempre, foi a responsável pela parte burocrática da marcha. E um agradecimento à nossa querida designer Mônica Martins, mais uma vez responsável pela arte maravilhosa do movimento. Ao meu time de voluntários, meu muito, muito obrigada. Ao doutor Alysson Zanatta, que viajou de Brasília à São Paulo, apenas para participar da marcha e falar comigo no trio-elétrico, minha gratidão. Sem vocês a EndoMarcha 2017 não seria o sucesso que foi. O meu muito obrigada aos patrocinadores e apoiadores desta edição (todos citados após as fotos). Vocês fazem parte do sucesso desta edição.

Pela primeira vez tivemos cidades das quatro regiões do país. A EndoMarcha 2017 marca a entrada do primeiro homem na coordenação de uma cidade: meus parabéns ao educador físico Renato, que não é endomarido, mas abraçou a causa e está fazendo a diferença numa importante cidade parananense. O Paraná lidera com três cidades.  Para a de 2018 teremos outro homem, desta vez, o endomarido Alex assumiu a coordenação de Campo Grande, cargo que desde 2014 era de sua esposa. Cris. E tomara que mais cidades passarão a fazer parte da EndoMarchaTime Brasil

Nas 13 cidades fizemos uma grande panfletagem conscientizando a população sobre os sintomas da doença e promovemos um apitaço para chamar atenção dos passantes. Em São Paulo, saímos com nosso tradicional trio-elétrico. No mesmo dia da marcha teve também manifestação contra a reforma da previdência realizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Fundamental (SINPEEM). A Adriana, panfletando no Vão Livre do MASP, conheceu a Priscila Pita, uma das diretoras do sindicato que também é portadora. Prontamente ela convidou a mim e ao doutor Alysson para falar sobre a doença e a EndoMarcha para as cerca de duas mil pessoas que lá estavam. E pensar que muitas pessoas deixaram de ir à marcha por conta de que haveria outra manifestação. Agradeço a Priscila pela oportunidade, e ela mesma já convidou os presentes a participarem da EndoMarcha 2018. Afinal, cerca de 90% dos professores do sindicato são mulheres. O doutor Alysson falou brilhantemente e lembrou que muitas doenças das crianças são percebidas pelos professores, já que muitas delas passam mais tempo na escola que na própria casa. Com certeza queremos o apoio do sindicato na do ano que vem.

Nossa corrente do bem começa a se espalhar pelo Brasil. Espero que mais cidades brasileiras entrem para o nosso time em 2018. Basta ter a boa vontade para trabalhar em prol do próximo. É preciso assumir o compromisso e dedicar algumas horas do dia a ele. O ideal é ter a EndoMarcha em todos os estados brasileiros. Precisamos de união para sair às ruas e mostrar nosso rosto, mostrar que temos voz, que não somos invisíveis, que a doença existe que pode devastar a vida de uma mulher. É preciso mostrar que a endometriose não escolhe idade e muito menos classe social. Cada portadora tem de ter a coragem de dar seu grito de "chega, eu existo, preciso de tratamento gratuito, de leis que garantem meus direitos". Chega de sofrer em silêncio, chega de ser taxada de hipocondríaca, de louca, de doente, de inválida. Afinal, nós somos mais de 6 milhões de brasileiras e precisamos de atenção. Logo, logo, já começaremos a arregaçar as mangas para começar a trabalhar na de 2018. Pra mim o trabalho na marcha começa pelo menos uns 8, 9 meses antes. Pode ser cansativo, mas é muito gratificante e especial. É importante lembrar que nós não temos partido político, lutamos pelas mulheres, pela qualidade de vida das mulheres, por esta causa. Agora com vocês as fotos oficiais da EndoMarcha Time Brasil 2017. Espero contar com todos os voluntários  deste ano na de 2018 novamente. Até a próxima (já estou realmente pensando na de 2018). Beijo carinhoso! Sua capitã, Caroline Salazar


Crédito das fotos: A Endo e Eu

São Paulo:


Fotos: Marcos Vieira




Eu e o doutor Alysson Zanatta,, diretamente de Brasília, para subir no trio-elétrico comigo em São Paulo


O amor e a cumplicidade 
Equipe Fagrom, um dos patrocinadores  da EndoMarchs São Paulo


                       
                            Ane, eu, Isabella, da Santa Graça, nosso
                         apoio, e Mônica Martins, designer responsável
                 por toda a arte da EndoMarcha Time Brasil
O doutor Alysson Zanatta, à direita, com alguns dos
endomaridos presentes
Claudia Kohler, da Fagron

A alegria das endomarchantes


            

                                                               
A distribuição dos flyers com os sintomas da endometriose
Nicole, Paçoca e seu marido, Paulo
                                                  
Lutando por diagnóstico precoce
Doutor Alysson Zanatta, eu e Ane no trio com nosso cartaz-protesto
EndoMarcha Time Brasil de luto pelo
falecimento de nossa endoirmã, Suellen
Ledesma, e tantas outras que já nos deixaram
Débora e a fofa Heloísa, 2 anos, nossa mascote deste ano
Vitor, marido de Débora, foi homenageado
por sua participação ativa nas últimas três edições. 

Em 2018 teremos a presença de Bia, 
ainda na barriga da mamãe
Além das faixas-protestos fizemos um minuto de silêncio em homenagem às nossas endoirmãs que faleceram 
                                                                                                                                  

                                              
Belo Horizonte (Minas Gerais):]

Fotos: Ramon Loyola

Time Belo Horizonte reunido na Praça da Liberdade
O pessoal do Os Mutanates Motoclube...
 ... e da AssProm, que apoiaram a marcha mineira
A emoção de Kelly, coordenadora da EndoMarcha B.H., no fim da marcha...
... e o abraço apertado dá às boas-vindas
       
Equipe da Cedus, um dos patrocinadores
                       
O time mineiro em homenagem às nossas
endoirmãs que já faleceram
         
                                   
                     
                               
Os patrocinadores da marcha mineira: nas laterais, Sofia e doutor Gustavo Safe, do
Centro Avançado de Endometriose, ao lado da esposa, e a equipe da Cedus
A caminhada








A confraternização 
O pessoal do motoclube abriu a caminhada
A família toda participa
Kelly,  ao meio, com seu esposo, Alessandro, atrás, e o filho,
Alessandro Miguel, à sua frente, recebe sua família
                        
As faixas-protestos também fizeram parte da marcha mineira

                                          

Rio de Janeiro:


Fotos: Mirian Nepomuceno


O Time Rio de Janeiro liderado por Karen, a última de amarelo da esq. para a direita, 
faz sua segunda marcha







A caminhada da Estação Central...


... até a Igreja  Nossa Senhora da Candelária 








A distribuição dos flyers com os sintomas da doença











Brasília (Distrito Federal):





O Time Brasília volta à EndoMarcha, desta vez, comandado por Ana Karenina
a sexta da esq. para a direita, ao lado dos médicos das Clínicas Pelvi e Gênesis,
ambas patrocinadoras do evento na capital federal



















A caminhada pelo Parque do Sudoeste



Michele (à esquerda) e Ana Karenina (ao centro) com a
equipe da Administração do Parque do Sudoeste, apoiador do evento

Ana Karenina, coordenadora da EndoMarcha Brasília, fala sobre a doença



                                                                     

















Campo Grande (Mato Grosso do Sul):          
      
                                                       



Time Campo Grande, de luto em homenagem à nossa endoirmã Suelen Ledesma,
reunido na Praça Ary Coelho


A entrega dos panfletos com os sintomas da endometriose 
Familiares de Suelen Ledesma, que faleceu no dia 4 de março,
protestam pela perda após cirurgia de endometriose




Cris, coordenadora da EndoMarcha Campo Grande há 4 edições, veste a camiseta com o rosto de Suelen,
 com os filhos e seu marido, Alex, que assumirá a coordenação em 2018


Um minuto de silêncio em tributo
às nossas endoirmãs que já faleceram



Uma das faixas usada na caminhada
                      

Porto Alegre (Rio Grande do Sul):


Fotos: Naian Meneghetti


O Time Porto Alegre reunido em frente ao Hospital Fêmina, apoiador do evento gaúcho

Silvia, a líder do time gaúcho 






                     
Giselle, que teve a iniciativa de 
levar a EndoMarcha à capital gaúcha
em 2014, com namorado, Renan, e sua mãe, Kátia, 
sua grande incentivadora



Os flyers também são distribuídos para quem passava de carro


A caminhada segue até o Parcão



Os doutores Jaime Luiz Pieta e Sergio Galbinski
As faixas-protestos da EndoMarcha Time Brasil






Florianópolis (Santa Catarina):


Time Florianópolis se encontra no Parque de Coqueiros


Priscilla, coordenadora do time catarinense, com a filha






Nara e Paula, mãe e filha, viajaram de Lages até a 
capital para participarem da EndoMarcha

A caminhada pelo Parque de Coqueiros









Curitiba (Paraná):


 Fotos: Cibele Rowena


O Time Curitiba se concentração na Boca Maldita
A caminhada na capital paranaense 
contou com cartazes 




Luiza, a coordenadora da EndoMarcha Curitiba







Panfletos são entregues ao longo
do caminho









Um minuto de silêncio em tributo às nossas endoirmãs que já faleceram




Maringá (Paraná):




Time Maringá no A.T.I no Parque do Ingá é coordenado pelo educador físico Renato (à direita)



A descontração da equipe












Renato distribui flyers para os motoristas que
passavam pelo local



























Londrina (Paraná):





Time Londrina se concentrou no Calçadão de Londrina


Voluntária distribui flyers e explica aos
passantes sobre a doença
Kelly, a coordenadora da EndoMarcha Londrina, 
recebe o apoio do marido, Newton, e da filha, Manuela
                                                             



Fortaleza (Ceará):


Fotos: Aline Melo




Time Fortaleza faz sua estreia na EndoMarcha e é liderado por Liana,
a segunda da esq. para a direita, ao lado de Aline Melo, com seu filho, Matheus, e seu marido, Jhonatam


O Time Fortaleza reunido na Praça do Ferreira
Nosso protesto em busca de diagnóstico precoce e por mais
atenção dos médicos às queixas das mulheres
A equipe da Clínica Sidney Pearce Cirurgia Ginecológica 
Avançada e do Núcleo de Endometriose do Ceará (NEC), 
dois dos patrocinadores do evento




A caminhada com as faixas-protestos
         
A doutora Kathiane Lustosa fala sobre a doença...
...aos voluntários, representando a Maternidade Escola
Assis Chateaubriand (MEAC)
                   
                                                            


Liana, coordenadora da EndoMarcha Fortaleza, e co-fundadora do GAMPECE com suas
endoirmãs do Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose do Ceará, apoiador do evento

Salvador (Bahia): 



O Time Salvador, que retorna à 4ª edição da EndoMarcha Time Brasil


Mayra, à esquerda, recebe Meire, que viajou
de Santa Teresinha à capital baiana para
participar da EndoMarcha 


O voluntários do Clube dos Aventureiros e Desbravadores,
um dos apoiadores do evento baiano


A concentração em frente ao Farol da Barra


As voluntárias com uma das faixas-protestos
Infelizmente, a endometriose mata sim!









A caminhada seguiu toda a orla...


... até o Cristo



Géssica Costa e Mayra, ambas de amarelo à esq. e à direita, com parte da equipe
do Clube dos Aventureiros e Desbravadores
Mayra, a responsável pela
EndoMarcha Salvador


Os endomaridos, o cubano José Hidalgo e Leonardo Barreto (nas pontas), esposo de Mayra, e Vicente Correia, ao centro





Boa Vista (Roraima):




Nathalia, a coordenadora da EndoMarcha Boa Vista, pede um minuto
de silêncio em homenagem às nossas endoirmãs que já faleceram



O Time Boa Vista reunido na Praça Barreto Leite
A caminhada pelo centro da capital de Roraima




Jorge Everton, deputado estadual, que
apoiou a realização da marcha na capital
de Roraima



Nathália entrega uma flor a uma participante







                                                                                
A caminhada pelo centro de Boa Vista...
... surpreendeu pelo número de participantes


A chegada no Centro Cívico


Patrocinadores e apoiadores:

São Paulo: Patrocínio: Fagron e Aché Farmacêutica.
                       Apoio: Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Belo Horizonte (MG): Patrocínio: Safe Centro Avançado de Endometriose e Cedrus - Centro Avançado                                                  em Diagnóstico.
                                             Apoio: Polícia Militar, Os Mutantes Motoclube, ASSPROM, BHFM, e as portadoras                                              Jenifer Kathrein e Priscila Lacerda

Brasília (DF): Patrocínio: Clínicas Gênesis e Pelvi.
                            Apoio: Administração Regional do Sudoeste e Octogonal.

Porto Alegre (RS):  Apoio: Hospital Fêmina.

Florianópolis (SC): Apoio: Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina                                            (SINTESPE).
                        
Curitiba (PR): Apoio: Eliana Caldeira, Camile Bordini, José Luiz Sykacz (voluntários) e Juliana Franklin (pela execução dos cartazes), Juliana Goss Silvério (jornalista) e Cibele Rowena (fotógrafa).

Maringá (PR): Apoio: Laboratório Maringá, Santa Rita Saúde e A3 Atividade Física e Saúde.                   

Fortaleza (CE): Patrocínio: Clínica Sidney Pearce Cirurgia Ginecológica Avançada, Núcleo de                                                       Endometriose do Ceará, Clínica de Reprodução Humana Evangelista Torquato e e a GO                                    Clinic 
                               Apoio: Grupo de Apoio às Mulheres Portadoras de Endometriose do Ceará (GAMPECE),                                  Tatiana Zilberberg, Emanuelle Teixeira, Glícia Siqueira, (voluntárias), doutora Kathiane                                    Lustosa, da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).


Salvador (BA): Apoio: Rádio Novo Tempo, Clube dos Desbravadores, Espaço Novo Tempo Barra,                                               Prefeitura do Município de Santa Terezinha.

Boa Vista (RR): Patrocínio: deputada estadual Lenir Rodrigues e Vando Crus Eventos &                                                                    Empreendimentos
                                 Apoio: Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), por meio da Procuradoria Especial                                  da Mulher e do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME)