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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", DOUTOR ALYSSON ZANATTA!

Apesar de a endometriose ser a doença ginecológica mais estudada dos últimos 20 anos, o diagnóstico ainda é muito tardio. A média mundial é de sete a 12 anos. A média, pois em muitos casos pode-se levar 15, 20 ou até mais anos para a doença ser corretamente diagnosticada, como foi o meu caso. Não é fácil sofrer 21 anos com as dores severas, 18 sem saber o que eu tinha. É muito difícil para qualquer jovem ter um corpo doente quando a mente está sadia. Imagine você aos 30 anos, feliz na vida profissional e na pessoal, não conseguir levantar da cama? Uma das missões do A Endometriose e Eu é espalhar a correta conscientização da endometriose para que o diagnóstico seja feito precocemente. Infelizmente muitas endomulheres são diagnosticadas com outras doenças, tais como Síndrome dos Ovários Policísticos, Cisto de Ovários, Síndrome do Intestino Irritável, entre outras, e só depois de anos há o correto diagnóstico. Para mudar a média mundial é preciso que os médicos saibam diagnosticar corretamente a doença. Em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Alysson Zanatta explica como é feito o correto diagnóstico, e como a endometriose é classificada. Um dos objetivos da EndoMarcha é ter o diagnóstico precoce da doença. Junte-se a nós e inscreva-se gratuitamente e participe da nossa caminhada. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

– Como é feito o diagnóstico da endometriose? Silvia M. da Silva - Curitiba - PR

Como tudo em Medicina: anamnese (história clínica), exame físico, e exame complementar (por exemplo, um exame de sangue ou de imagem). Nessa ordem.

No caso específico da endometriose:

- anamnese: chamam a atenção para possibilidade de endometriose o histórico de cólicas menstruais fortes desde a adolescência, o sangramento menstrual excessivo, as dores durante a relação sexual, as dores evacuatórias e urinárias, e, também, uma eventual dificuldade para engravidar (mais de 1 ano de tentativas). Temos que perguntar diretamente sobre esses sintomas, pois muitas vezes as mulheres podem achar que são normais.

- exame físico: um toque vaginal realizado com cuidado e atenção, buscando-se palpar cuidadosamente o fundo da vagina e a região atrás do colo do útero, poderá ser capaz de identificar os nódulos e aderências de endometriose profunda em mais da metade dos casos.

- exame complementar: para a endometriose, é necessária uma ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e/ou uma ressonância magnética pélvica com contraste endovenoso e gel vaginal, desde que feitos por profissional capacitado. Nada mais.

– Quais os tipos de endometriose e como classifica-las? Até hoje não sei qual eu tenho, como eu poderia saber? Joyce Oliveira – Ribeirão Preto - SP

Há três tipos principais de endometriose: peritoneal (ou superficial), profunda (que forma nódulos sólidos) e ovariana (cistos líquidos nos ovários). A endometriose ovariana é consequência da endometriose profunda e é mais facilmente detectada. Ou seja, quando houver detecção de endometriose ovariana, sabemos que existe também a endometriose profunda.




Sobre o doutor Alysson Zanatta:


Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e ex-professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

6 MILHÕES DE ACESSOS NO BLOG!! MUITO OBRIGADA PELA AUDIÊNCIA E PELA CONFIANÇA!!





Seis milhões de acessos!!! É com muita emoção que escrevo este post, pois estou me lembrando de quando fizemos 1 milhão... depois 2, 3, 4, 5 e cá estamos nos 6 milhões de acessos. Sabe quando imaginei tudo isso? Nunca! Mas quando trabalhamos com amor, com carinho, com honestidade e integridade alcançamos resultados positivos. O A Endometriose e Eu é fruto de muito carinho e amor, tanto meu quanto dos meus colaboradores-voluntários. E todo esse sucesso do blog é graças a vocês, leitoras (es), que acessam o blog diariamente, que partilham conosco suas histórias, suas lutas e suas angústias, que compartilham nossos textos, que fazem todos os dias eu levantar e ter prazer de trabalhar aqui, levando ainda mais informações sobre a endometriose, seja escrevendo ou editando os textos dos nossos colaboradores. São madrugadas, dias e mais madrugadas de um trabalho árduo, sério e de muita dedicação. 

Em 2010, o blog começou como hobby. Na verdade ele começou como um diário meu cheio de desabafos. Eu contava meu tratamento, postava bem esporadicamente, aos poucos fui vendo um texto diferente em inglês e comecei a traduzi-lo. Criei as colunas "História das Leitoras" e "Com a Palavra, o Especialista". Conheci dois cientistas o americano doutor David Redwine e o inglês Matthew Rosser e os convidei para serem nossos parceiros exclusivos. Introduzimos no Brasil o que o mundo inteiro já fazia: eventos de conscientização da endometriose no mês de março. E colocamos o Brasil no calendário mundial de conscientização, em 2013. Sem querer eu já unia meu trabalho de jornalista e pauteira com tudo que fazia no blog. Com a minha cura em 2012, passei a me dedicar cada vez mais ao blog, mesmo com o retorno à minha carreira (após alguns anos na cama por conta das fortes dores) continuei me dedicando ao A Endometriose e Eu, a quem chamo de filho. 

Ele continuou sendo meu companheiro constante, não conseguia desgrudar os olhos dele. Em agosto de 2012 fiz minha primeira cobertura como repórter de saúde credenciada pelo blog. Até então, eu era repórter de celebridades. Trabalhava em revistas conceituadas da área. Varava a madrugada aqui, mal dormia e já acordava cedo para trabalhar fora. Ia levando essa vida de quase zumbi, deixei muitos encontros e saídas com amigos para "trabalhar" no blog. Eram dias de semana e fins de semana com meu note escrevendo no meu filhote. Ai percebi que meu trabalho, até então, que era para ser um hobby há tempos ocupava o topo da minha vida. Em 2014 eu tive de decidir: ou unia meu trabalho de jornalista no blog ou continuava trabalhando com celebridades e largava de vez o blog. Nossa, até para escrever esta frase me deu aquele aperto no coração. Como uma mãe desiste de um filho, eu pensava. Não dava. Então, resolvi unir meu trabalho de jornalista à endometriose. Eu amo o que faço. E agradeço a Deus o dom que Ele me deu e por cada dia me capacitar ainda mais para esta minha grande missão de vida. 

Cada texto é pensado e repensado para levar informação de qualidade às endomulheres, aos endomaridos e à toda família das portadoras de endometriose. A mensagem de fé, de esperança e de perseverança que o blog passa faz o sucesso de cada artigo postado aqui. O A Endometriose e Eu é um grande amigo das portadoras de endometriose. Aqui elas encontram consolo, o blog acalenta corações aflitos e desesperançosos. Por isso, cada comentário, cada compartilhamento é uma grande emoção para todos nós. Nunca imaginei que este trabalho despretensioso, acalentaria tantos corações, que renovaria a esperança e a fé de muitas mulheres. Agradeço a Deus por esta oportunidade, por Ele ter me dado a sabedoria das palavras e por ter encontrado no meio do caminho pessoas maravilhosas que hoje são colaboradores fundamentais no blog. Agradeço também todos os dias tudo que passei, todo sofrimento, pois sem meus obstáculos eu não teria idealizado o blog. Hoje, a homenagem é para todos que fazem do blog, o mais lido do mundo sobre endometriose.

Nossa missão: educar e conscientizar a família da portadora e toda a sociedade acerca da endometriose. Dar suporte, acolher, aconselhar e acalentar as pessoas que nos procuram, seja portadora, como também seus familiares. E nossa principal missão além de passar a informação correra sobre a doença é tornar a endometriose uma doença reconhecida como social e de saúde pública pelos nossos governantes. Ter leis para que as portadoras passam a ter seus direitos como todo cidadão tem por direito. Vamos continuar com fé, caminhando juntos, com bondade, com generosidade e muita honestidade. Porque tudo que é honesto dá certo, vai pra frente. Agradeço a Deus e a todos pelo blog ser hoje referência mundial em endometriose! Beijo carinhoso!! Caroline Salazar e equipe!

terça-feira, 6 de junho de 2017

MEU DEPOIMENTO: CINCO ANOS SEM DORES, SEM FOCOS E COM A QUALIDADE DE VIDA QUE SEMPRE SONHEI!!



Eu na EndoMarcha 2017 em São Paulo
 Foto: Marcos Vieira/ A Endo e Eu



Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

No último dia 1° de junho completei cinco anos da minha segunda e última videolaparoscopia. Cinco anos que recuperei minha qualidade de vida. Cinco anos que não sinto mais nenhuma dor. Cinco anos que me libertei de uma dor que me aprisionava em minha cama, em minha casa. Cinco anos que me livrei daquela dor horrorosa que aliviava apenas com morfina e seus derivados. Cinco anos de uma nova vida, sem dor, sem focos ativos. Cinco anos que me sinto curada. Cinco anos de liberdade!

Se a cura é a ausência de sintomas e ou dos focos, então, posso dizer que até o momento estou com “as duas curas”. Pois é, se para muitas pessoas a endometriose ainda não tem cura, então, que milagre aconteceu? Eu descobri em 2013 com duas pacientes do doutor David Redwine que felizmente a doença tem cura sim, se feita a cirurgia de remoção total dos focos. Infelizmente há diferença entre cauterizar os focos e removê-los em sua totalidade, ou seja, pela raiz. Vou citar o exemplo que o doutor Alysson Zanatta me explicou: imagine se a endometriose fosse um Iceberg no oceano. A cauterização retira apenas a parte de cima do iceberg, a superficial, e não ele todo, enquanto a remoção total vai retirar todo o iceberg do oceano. Já pedi ao doutor Alysson Zanatta um texto bem explicativo sobre a diferença entre os dois tipos de cirurgia.

Sabe o que eu acho mais engraçado? O que eu mais ouvia dos médicos quando eu estava no auge das minhas dores é que nosso cérebro tem memória e que não esquece facilmente a dor. Bom cinco anos sem nenhuma dor, eu digo que meu cérebro esqueceu sim as terríveis dores. É óbvio que eu não me esqueci das dores, tanto que continuo na luta pelo reconhecimento da doença como social e por políticas públicas efetivas às milhares de endomulheres, mas o meu cérebro não se lembra mais delas. Daí eu pergunto: de onde os médicos tiram a afirmação de que nosso cérebro apenas somatiza as dores e não as esquecem?

Essa é outra reflexão que precisamos fazer. E assim como eu existem muitas endomulheres curadas, seja com ausência de focos ou dos sintomas, mundo afora. Sempre deixei claro no blog que o importante é a endomulher ser acompanhada por um especialista que realmente entenda sobre a doença. Fazia muitos anos que não escrevia sobre mim e achei um momento oportuno para celebrar com vocês: meus cinco anos sem as dores da endometriose e sem focos. Ao mesmo tempo sei também que esse meu relato vai levar ainda mais fé e esperança a milhares de endomulheres que sofrem com as dores severas, assim como eu sofri. Sofri 18 anos sem saber o que eu tinha e mais três já sabendo que eu era portadora de endometriose.

No total foram 21 anos sofrendo com as dores de uma doença grave, considerada uma das 10 mais dolorosas do mundo, mas que ainda não é valorizada pela sociedade. Pois é, meu querido cérebro, obrigada por mostrar que na prática é possível não ter memória das dores e começar a (re) viver uma vida plena e feliz. O que ficará marcado para sempre no meu cérebro: o dia 1° de junho de 2012, o dia do meu renascimento para minha nova vida sem dores! Tive uma gestação plena e sem nenhuma dor. Por conta da amamentação (Babi mama até hoje com 2 anos e 3 meses, pasmem!) fiquei quase 2 anos e 9 meses sem menstruar. Em março deste ano tive o retorno da menstruação sem dor e tive apenas uma leve ardência nas pernas, o que não é nada para quem conviveu tanto tempo com as dores severas da doença. Com isso tenho mais um motivo para continuar firme na luta por políticas públicas efetivas para as mais de 6 milhões de brasileiras que sofrem com a doença. Obrigada a todas (os) que sempre torceram por mim. Beijo carinhoso! 

domingo, 4 de junho de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": DISPAREUNIA - O QUE É E COMO TRATAR A DOR DURANTE AS RELAÇÕES SEXUAIS!

imagem cedida por Free Digital Photos



Por meio dos meus relatos pessoais por conta de um grave sintoma da endometriose, a dispareunia, o A Endometriose e Eu quebrou paradigma e foi o primeiro blog a descrever nua e crua as dores durante o ato sexual. O começo não é a dor precisamente dita, mas um desconforto que vai aumentando, aumentando até a mulher não conseguir sentir prazer num ato que deve ser apenas de puro prazer: o sexo. Já escrevi inúmeros artigos no blog sobre o tema, bem como o tratamento que fiz para melhorar a minha dispareunia que tinha nome e sobrenome: de profundidade. A pior das dispareunias. O tratamento foi longo, demorado, mas valeu muito a pena. Foram mais de dois anos de fisioterapia uroginecológica. Para falar um pouco mais sobre esse problema que atinge muitas mulheres (portadoras e não portadoras) convidei a fisioterapeuta Ana Paula Bispo, que na época participou do meu tratamento. A dispareunia tem tratamento e cura. Cabe ao seu especialista diagnosticar e te encaminhar a um profissional especializado e apto a te tratar. Compartilhe mais um texto exclusivo A Endometriose e Eu e espalhe a correta conscientização da endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Por doutora Ana Paula Bispo
Edição: Caroline Salazar

Dispareunia - o que é e os tratamentos para a dor durante e após as relações sexuais


Mulheres com endometriose possuem alterações musculoesqueléticas que expressam-se frequentemente em desvios posturais, afecções musculares, articulares e ligamentares que afetam a região da pelve, quadril e membros inferiores, podendo provocar também alterações nos músculos do assoalho pélvico, ocasionando a dispareunia.

A dispareunia é definida como uma dor genital recorrente ou persistente associada com o intercurso sexual, que pode ser subdividida em: superficial, de entrada ou de intróito e dispareunia profunda ou de profundidade, com diferentes etiologias. A dor também pode ocorrer após a relação sexual, denominada dispareunia tardia.

Entre as causas de dispareunia superficial podemos destacar a hormonal, inflamatória, neurológica, psiquiátrica, gastrointestinal, vascular, anatômica e muscular (espasmos e pontos-gatilhos), que são alterações no estado de tensão muscular, que normalmente estão aumentados e provocam dor.

Em mulheres com endometriose profunda é comum encontrarmos a dispareunia de profundidade que pode ser resultante da distensão e inflamação de tecidos pélvicos, como útero em retroversão fixa, pressão exercida em ovários, ligamentos úterossacros ou região retrocervical afetados pela doença. Em razão da dispareunia estas mulheres sentem uma diminuição importante da satisfação sexual e, em alguns casos optam pela abstinência sexual.

Dependendo da queixa, a fisioterapia empregará os recursos comumente utilizados na prática da uroginecologia, objetivando a normalização da mobilidade da pelve e do tônus dos músculos pélvicos, em especial do assoalho pélvico. Basicamente, os recursos comumente utilizados no tratamento da dispareunia são a cinesioterapia, eletroterapia, biofeedback e massagem perineal.

A massagem perineal consiste na introdução de um ou dois dedos a três ou quatro centímetros na vagina, aplicando e mantendo uma pressão primeiramente na parte muscular da parede posterior da vagina e depois de cada lado da entrada vaginal. É realizado também movimentos para trás e para e para frente nos músculos, assim quando um ponto-gatilho e/ou espasmo muscular é identificado realiza-se uma pressão no local.

Como a dispareunia é uma queixa frequente nas portadoras de endometriose, é muito importante uma avaliação criteriosa dos músculos do assoalho pélvico por um fisioterapeuta pélvico afim de que a identificação destas alterações permita uma abordagem específica à musculatura somado ao tratamento da doença de base, visando melhor taxa de sucesso e melhora da qualidade de vida e sexual dessas mulheres.

      Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:


Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico, e docente do curso  de Pós Graduação de Fisioterapia em Uroginecologia da Universidade Estácio de Sá. Siga a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.

terça-feira, 16 de maio de 2017

DAVID REDWINE: A MINHA DOR É DEVIDO À ENDOMETRIOSE?

Fonte: CEC

Há várias doenças que podem causar dor e sangramento excessivo. Muitas vezes, os sintomas de algumas delas, e até mesmo os das aderências, podem se confundir com os da endometriose. Neste brilhante texto o cientista americano doutor David Redwine descreve com muita clareza algumas doenças, que podem atingir a pelve de uma mulher, e seus sintomas, tais como, miomas, cistos ovarianos (que podem não ser endometrioma), prolapso uterino e adenomiose. Pois é, o médico precisa conhecer bem os sintomas da endometriose para fazer o correto diagnóstico da doença, em especial, àquelas indicadas à cirurgia. Já que se a dor da paciente não for da endometriose, a cirurgia será em vão. O doutor Alysson Zanatta, de Brasília, escreveu um texto exclusivo para o A Endometriose e Eu dizendo quando não operar a endometriose e também já explicou quando a cirurgia é necessária. De fato o mais importante é a endomulher ser acompanhada por um especialista que realmente entenda da doença. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por doutor David Redwine
Tradução: doutor Alysson Zanatta
Edição: Caroline Salazar

A minha dor é devido à endometriose?

Apesar da excisão eletrocirúrgica da endometriose por laparoscopia ser tão boa, ela não tratará a dor causada por outras razões. A dor causada pela endometriose costuma ser descrita em termos geográficos específicos ou anatômicos, e está associada a pontos específicos de dor ao exame clínico. Estas pacientes têm os melhores resultados. Se uma paciente não puder descrever sua dor precisamente, ou se o exame clínico não reproduzir a dor, a excisão da endometriose pode não aliviar a dor em nada.

Cistos ovarianos:

Outras causas de dor pélvica podem incluir cistos ovarianos não endometrióticos, miomas uterinos, aderências, adenomiose e outros fatores desconhecidos. Por este motivo, não há nenhuma maneira de se garantir o alívio da dor após a cirurgia de endometriose. Cistos: a palavra “cisto” significa uma cavidade preenchida por líquido, geralmente circundada por uma cápsula. Os cistos podem ocorrer naturalmente em um ovário funcionante. Dois tipos comuns de cistos “normais” são os cistos foliculares, que preparam o óvulo, e o cisto de corpo lúteo, que se forma após a ovulação que ocorre a cada mês. Apesar desses dois cistos serem normalmente temporários, cada um deles pode persistir por mais tempo do que deveriam e causarem dor. Os cistos nem sempre necessitam serem grandes para causarem dor. Vários pequenos cistos podem surgir no ovário e causarem dor pela leve distensão do ovário. Se houver tecido cicatricial no ovário, o cisto pode crescer e pressionar o tecido cicatricial e causar dor. Um cisto de tamanho médio pode torcer sobre seu pedículo, e isso pode causar dor. Outros tipos de cistos anormais incluem cistos dermoides e cistos de endometriose. Algumas pacientes podem ter cistos bastante volumosos e não terem nenhuma dor.

Quando eles causam dor, os cistos ovarianos geralmente causam dor em um lado ou outro, e a dor pode se irradiar levemente pelo flanco. Um cisto que esteja sangrando ou extravasando líquido irritativo pode causar dor pélvica generalizada e dor abdominal baixa que pode parecer estar se irradiando a partir do lado afetado. Algumas mulheres podem ter cistos ovarianos recorrentes após sua resolução espontânea ou remoção cirúrgica, já que cada um dos 200.000 oócitos (óvulos) presentes em cada ovário ao nascimento é circundado por um pequeno folículo ou cisto em potencial.

Tumores fibroides (miomas):

Tumores fibroides (também chamados de leiomiomas) são acúmulo de músculo liso que surgem na parede uterina muscular. Eles crescem de tamanho de forma concêntrica, como uma pérola crescendo dentro de uma ostra. Um grande mioma será do tamanho de uma tangerina ou maior. Um pequeno mioma será menor que uma pérola. Eles podem causar cólicas uterinas entre os ciclos menstruais e fluxo sanguíneo severo com cólicas durante a menstruação, a não ser que estejam no lado externo do útero, situação na qual os sintomas podem estar ausentes.

Às vezes, os miomas podem causar dificuldades urinárias ou intestinais, já que podem pressionar a bexiga ou o intestino se forem grandes o suficiente. Eventualmente, pode haver dor lombar baixa, já que o mioma pode pressionar o cóccix e também pelo fato dos ligamentos úterossacros transmitirem dor uterina ao sacro. Os análogos de GnRH podem produzir uma dramática, porém temporária, redução do tamanho dos miomas. Apesar dos miomas poderem ser removidos cirurgicamente, eles podem ser tão pequenos a ponto de não conseguirem ser vistos ou sentidos durante a cirurgia, permanecendo no útero e crescerem e causarem problemas mais tardiamente.

Aderências (tecido cicatricial):

Aderências (também chamadas de tecido cicatricial) grudam as coisas juntas. Elas podem ser finas e delgadas como um papel úmido ou densas e grossas como uma cola seca. Uma aderência vai de um ponto a outro na pelve, apesar dessa distância poder ser funcionalmente inexistente, como um ovário que fica aderido a uma parede pélvica lateral. As aderências se formam após um dano ao peritônio, seja por infecção, cirurgia, ou inflamação crônica. O peritônio é como um cobertor cobrindo as cavidades pélvica e abdominal.

Eventualmente, as aderências podem se formar sem nenhuma causa aparente. A tendência de formar aderências varia entre as pacientes, o que não é surpreendente, pois as pessoas são diferentes. Não se sabe o porquê algumas pessoas formam menos aderências do que outras após o mesmo tipo de cirurgia. Algumas aderências causam dor, enquanto outras não. Algumas pacientes com aderências severas não têm nenhuma dor, enquanto uma aderência pequena e localizada pode causar um acotovelamento intestinal e causar até mesmo obstrução.

Quando as aderências doem, elas doem no local onde elas ocorrem. As pacientes utilizam algumas vezes termos como “puxando” ou “esticando” para descreverem a dor da aderência. Não se espera que a dor da aderência varie com o ciclo menstrual a não ser que aderências ao redor de um ovário fiquem tracionadas por um cisto em crescimento. Muitas pacientes com endometriose também têm aderências, e geralmente não é possível determinar se a dor é causada por aderências ou pela endometriose.

Após a ressecção laparoscópica da endometriose, 2/3 de minha pacientes reoperadas tiveram um score de aderências igual ou inferior. Não há nenhuma evidência de que a dissecção com tesoura provoque mais aderências que o laser ou eletrocoagulação. De fato, um estudo que comparou o dano tecidual de tesoura e laser concluiu que “o aumento significativo de necrose tecidual e subsequente reação de corpo estranho que se segue à dissecção com laser comparada à dissecção com micro-tesouras nos levou a concluir que a dissecção com tesoura é a modalidade de escolha”.

Se houver aderências presentes durante a cirurgia, há uma grande possibilidade que elas se formarão novamente no exato local após a sua remoção. O tecido cicatricial se desenvolve com mais frequência quando a cirurgia é realizada próxima ao intestino e ovários. Aderências significativas raramente se desenvolvem quando a cirurgia é realizada apenas no peritônio do assoalho pélvico.

Pensava-se que o INTERCEED, uma membrana sintética de celulose, prevenisse a formação de aderências, mas eu parei de usá-lo em minhas cirurgias. Isso porque o mesmo não foi estudado em pacientes com endometriose, e cinco de seis pacientes reoperadas nas quais o INTERCEED foi utilizado tinham aderências densas e vascularizadas onde a membrana havia sido colocada. Além disso, um resumo de trabalho apresentado no encontro anual da American Fertility Society em 1991 mostrou que o INTERCEED causou a formação de aderências em animais, mesmo que não houvesse sido realizada nenhuma cirurgia.

Adenomiose:

Eu e o médico e cientista americano 
doutor David Redwine,
em sua passagem ao Brasil em 2014
Adenomiose é uma mudança estrutural da parede muscular uterina que ocorre quando um tecido similar ao revestimento uterino invade o músculo. O útero pode parecer e ter uma consistência normal, e ainda assim ter adenomiose. Nem a laparoscopia ou a histeroscopia podem diagnosticar a adenomiose, e não há nenhum tratamento médico conhecido capaz de erradicá-la. A única opção largamente disponível até o momento é a remoção do útero, apesar daquela rara paciente que pode ter uma área de adenomiose isolada na musculatura uterina.

Prolapso uterino, retroversão uterina:

Prolapso refere-se à descida do útero na (e algumas vezes fora da) vagina. Parece ser mais comum em mulheres que tiveram filhos, já que o processo da gestação pode enfraquecer as estruturas de suporte da pelve. Parece também ser mais comum em mulheres na pós-menopausa, já que o estrogênio ajuda a fornecer algum grau de tônus às estruturas de suporte pélvico.

Como isso é um defeito de ligamentos, tendões e tecido conjuntivo, ele geralmente não responde bem aos exercícios dos músculos pélvicos. A dor do prolapso uterino é causada pela tração e descida do tecido pélvico, e as pacientes frequentemente usam termos como “se agachando”, “saindo para fora”, ou “parece que vou ter um bebê”. Menciona-se algumas vezes dor lombar e baixa e sensação de queimação. Pode ocorrer também à perda de urina com a tosse, espirro, exercício ou pegar peso.

Retroversão uterina é a mesma coisa que útero “invertido”. O útero repousa sobre o reto ao invés de ficar suspenso sobre a bexiga. Isso pode levar à dor lombar baixa, dor na relação sexual, e dor aos movimentos intestinais. A relação sexual dolorosa pode ocorrer porque o corpo do útero retrovertido situa-se exatamente no fundo da vagina e pode ser tocado durante a relação como uma bolsa de boxe, particularmente se estiver acometido por adenomiose. Movimentos intestinais dolorosos podem ocorrer se um útero retrovertido com adenomiose ou algum outro problema repousar sobre o reto e ser tocado durante a eliminação das fezes pelo reto.

Incomuns e desconhecidos:

Calcificações pélvicas ou inflamação crônica são eventualmente encontradas ao invés de endometriose. A distribuição geral dessas doenças é idêntica àquela da endometriose. Apesar de terem origem desconhecida, elas podem ocasionalmente causarem dor, já que algumas pacientes sem quaisquer outros achados conseguem melhorar da dor quando essas áreas são removidas. A inflamação crônica não é uma infecção, e não responde ao tratamento antibiótico. Algumas pacientes têm dor por motivos que permanecem desconhecidos, mesmo que sua dor seja tratada com a remoção do útero, das trompas e dos ovários. Isso serve para nos lembrar de que nós ainda não sabemos tudo o que precisamos sobre as causas de dor pélvica.

Nota do Tradutor: uma das principais questões trazidas pelas pacientes com dor pélvica é se a dor pode ser causada por endometriose, título deste texto escrito pelo doutor David Redwine. A distinção, de fundamental importância, pode não ser aparente em um primeiro momento, e não raramente faremos o diagnóstico apenas após várias consultas e exames clínicos.

Acrescenta-se às possíveis causas ginecológicas de dor pélvica aqui descritas (adenomiose, miomas uterinos, aderências, etc) aquelas de origem neurológica. Especificamente, dores causadas por doenças dos nervos da pelve, estudadas pela especialidade de Neuropelveologia. Dores em nervo ciático, nervo pudendo, nervo ilioinguinal e genito-femoral (ambos na parede abdominal), entre outras, são causas relativamente comuns de dor pélvica, mas que dificilmente são diagnosticadas. Características que nos fariam pensar nesta dor são a sua forte intensidade, dor que faz acordar à noite, dor presente constantemente, dor localizada ou com uma irradiação específica. 


Sobre o doutor Alysson Zanatta:
Graduado e com residência médica pela Universidade Estadual de Londrina, doutor Alysson Zanatta tem especializações em uroginecologia e cirurgia vaginal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cirurgia laparoscópica pelo Hospital Pérola Byington de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo, USP. Suas principais áreas de atuação são a pesquisa e o tratamento da endometriose, com ênfase na cirurgia de remoção máxima da doença. Seus inter­esses são voltados para iniciativas que promovem a conscientização da população sobre a doença, como forma de tratar a doença adequadamente. É diretor da Clínica Pelvi Uroginecologia e Cirurgia Ginecológica em Brasília, no Distrito Federal, onde atende mulheres com endometriose, e ex-professor-adjunto de Ginecologia da Universidade de Brasília (UnB). (Acesse o currículo lattes do doutor Alysson Zanatta). 

domingo, 16 de abril de 2017

ENDOMARCHA 2017: AS FOTOS OFICIAIS DO TIME BRASIL NA 4ª EDIÇÃO DA MARCHA MUNDIAL DA ENDOMETRIOSE!!

Parte dos marchantes de São Paulo se posicionando para o início da caminhada -
Eu, ao centro, ao meu lado direito, o doutor Alysson Zanatta (atrás) e  
Ane Bulcão (à frente), à minha esquerda,  minha querida Adriana Heintz, e
seu filho, Adriano Moro, que viajaram de Vitória (ES)  para São Paulo, especialmente
para a 4 ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose.



É com o coração transbordando de alegria que escrevo este post. A EndoMarcha 2017 foi um grande sucesso e sou muito grata a todos que fizeram acontecer a 4ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose  nas 13 cidades brasileiras, de 12 diferentes estados, no dia 25 de março. Em quatro anos o Time Brasil mais que triplicou, passou de quatro cidades para 13. Em 2013, quando fui convidada pela equipe dos Nezhat a capitanear a EndoMarcha no Brasil, ao mesmo tempo que fiquei feliz por ver o trabalho do blog reconhecido internacionalmente, fiquei receosa, pois até então, fazia o trabalho "mais sozinha". Na época eu já tinha nosso querido endomarido português Alexandre, o Paulo e nossa querida Ane, todos colaboradores-voluntários do A Endometriose e Eu. Até então, a ideia americana era realizar a marcha apenas na capital do país. No caso dos Estados Unidos, em Washington. Mas na hora descartei essa ideia completamente inviável para a realidade e imensidão do nosso país.  E logo comecei a imaginar como seria espalhar esse trabalho que eu e meus voluntários fazemos no blog por todo o Brasil. Foi a partir daí que tive a ideia de ter a marcha em várias cidades brasileiras. Logo de cara surgiram quatro portadoras interessadas em coordenar a EndoMarcha em suas cidades. Em todo o país mais de 700 pessoas marcharam em prol da conscientização da endometriose. 

Meus agradecimentos iniciais vão para às coordenadoras estaduais: Karen Nepomuceno (Rio de Janeiro), Kelly Pires (Belo Horizonte), Silvia Frantz (Porto Alegre), Luiza Salmon (Curitiba), Kelly Klein (Londrina), Renato Trevisan (Maringá), Priscila Altieri (Florianópolis), Cris Oshiro (Campo Grande), Ana Karenina Macedo (Brasília), Mayra Damasceno (Salvador), Liana Herculano (Fortaleza), Nathália Veras (Boa Vista). Eu, além de capitã brasileira, coordenei a de São Paulo com a ajuda da minha querida, Ane, que, como sempre, foi a responsável pela parte burocrática da marcha. E um agradecimento à nossa querida designer Mônica Martins, mais uma vez responsável pela arte maravilhosa do movimento. Ao meu time de voluntários, meu muito, muito obrigada. Ao doutor Alysson Zanatta, que viajou de Brasília à São Paulo, apenas para participar da marcha e falar comigo no trio-elétrico, minha gratidão. Sem vocês a EndoMarcha 2017 não seria o sucesso que foi. O meu muito obrigada aos patrocinadores e apoiadores desta edição (todos citados após as fotos). Vocês fazem parte do sucesso desta edição.

Pela primeira vez tivemos cidades das quatro regiões do país. A EndoMarcha 2017 marca a entrada do primeiro homem na coordenação de uma cidade: meus parabéns ao educador físico Renato, que não é endomarido, mas abraçou a causa e está fazendo a diferença numa importante cidade parananense. O Paraná lidera com três cidades.  Para a de 2018 teremos outro homem, desta vez, o endomarido Alex assumiu a coordenação de Campo Grande, cargo que desde 2014 era de sua esposa. Cris. E tomara que mais cidades passarão a fazer parte da EndoMarchaTime Brasil

Nas 13 cidades fizemos uma grande panfletagem conscientizando a população sobre os sintomas da doença e promovemos um apitaço para chamar atenção dos passantes. Em São Paulo, saímos com nosso tradicional trio-elétrico. No mesmo dia da marcha teve também manifestação contra a reforma da previdência realizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Fundamental (SINPEEM). A Adriana, panfletando no Vão Livre do MASP, conheceu a Priscila Pita, uma das diretoras do sindicato que também é portadora. Prontamente ela convidou a mim e ao doutor Alysson para falar sobre a doença e a EndoMarcha para as cerca de duas mil pessoas que lá estavam. E pensar que muitas pessoas deixaram de ir à marcha por conta de que haveria outra manifestação. Agradeço a Priscila pela oportunidade, e ela mesma já convidou os presentes a participarem da EndoMarcha 2018. Afinal, cerca de 90% dos professores do sindicato são mulheres. O doutor Alysson falou brilhantemente e lembrou que muitas doenças das crianças são percebidas pelos professores, já que muitas delas passam mais tempo na escola que na própria casa. Com certeza queremos o apoio do sindicato na do ano que vem.

Nossa corrente do bem começa a se espalhar pelo Brasil. Espero que mais cidades brasileiras entrem para o nosso time em 2018. Basta ter a boa vontade para trabalhar em prol do próximo. É preciso assumir o compromisso e dedicar algumas horas do dia a ele. O ideal é ter a EndoMarcha em todos os estados brasileiros. Precisamos de união para sair às ruas e mostrar nosso rosto, mostrar que temos voz, que não somos invisíveis, que a doença existe que pode devastar a vida de uma mulher. É preciso mostrar que a endometriose não escolhe idade e muito menos classe social. Cada portadora tem de ter a coragem de dar seu grito de "chega, eu existo, preciso de tratamento gratuito, de leis que garantem meus direitos". Chega de sofrer em silêncio, chega de ser taxada de hipocondríaca, de louca, de doente, de inválida. Afinal, nós somos mais de 6 milhões de brasileiras e precisamos de atenção. Logo, logo, já começaremos a arregaçar as mangas para começar a trabalhar na de 2018. Pra mim o trabalho na marcha começa pelo menos uns 8, 9 meses antes. Pode ser cansativo, mas é muito gratificante e especial. É importante lembrar que nós não temos partido político, lutamos pelas mulheres, pela qualidade de vida das mulheres, por esta causa. Agora com vocês as fotos oficiais da EndoMarcha Time Brasil 2017. Espero contar com todos os voluntários  deste ano na de 2018 novamente. Até a próxima (já estou realmente pensando na de 2018). Beijo carinhoso! Sua capitã, Caroline Salazar


Crédito das fotos: A Endo e Eu

São Paulo:


Fotos: Marcos Vieira




Eu e o doutor Alysson Zanatta,, diretamente de Brasília, para subir no trio-elétrico comigo em São Paulo


O amor e a cumplicidade 
Equipe Fagrom, um dos patrocinadores  da EndoMarchs São Paulo


                       
                            Ane, eu, Isabella, da Santa Graça, nosso
                         apoio, e Mônica Martins, designer responsável
                 por toda a arte da EndoMarcha Time Brasil
O doutor Alysson Zanatta, à direita, com alguns dos
endomaridos presentes
Claudia Kohler, da Fagron

A alegria das endomarchantes


            

                                                               
A distribuição dos flyers com os sintomas da endometriose
Nicole, Paçoca e seu marido, Paulo
                                                  
Lutando por diagnóstico precoce
Doutor Alysson Zanatta, eu e Ane no trio com nosso cartaz-protesto
EndoMarcha Time Brasil de luto pelo
falecimento de nossa endoirmã, Suellen
Ledesma, e tantas outras que já nos deixaram
Débora e a fofa Heloísa, 2 anos, nossa mascote deste ano
Vitor, marido de Débora, foi homenageado
por sua participação ativa nas últimas três edições. 

Em 2018 teremos a presença de Bia, 
ainda na barriga da mamãe
Além das faixas-protestos fizemos um minuto de silêncio em homenagem às nossas endoirmãs que faleceram 
                                                                                                                                  

                                              
Belo Horizonte (Minas Gerais):]

Fotos: Ramon Loyola

Time Belo Horizonte reunido na Praça da Liberdade
O pessoal do Os Mutanates Motoclube...
 ... e da AssProm, que apoiaram a marcha mineira
A emoção de Kelly, coordenadora da EndoMarcha B.H., no fim da marcha...
... e o abraço apertado dá às boas-vindas
       
Equipe da Cedus, um dos patrocinadores
                       
O time mineiro em homenagem às nossas
endoirmãs que já faleceram
         
                                   
                     
                               
Os patrocinadores da marcha mineira: nas laterais, Sofia e doutor Gustavo Safe, do
Centro Avançado de Endometriose, ao lado da esposa, e a equipe da Cedus
A caminhada








A confraternização 
O pessoal do motoclube abriu a caminhada
A família toda participa
Kelly,  ao meio, com seu esposo, Alessandro, atrás, e o filho,
Alessandro Miguel, à sua frente, recebe sua família
                        
As faixas-protestos também fizeram parte da marcha mineira

                                          

Rio de Janeiro:


Fotos: Mirian Nepomuceno


O Time Rio de Janeiro liderado por Karen, a última de amarelo da esq. para a direita, 
faz sua segunda marcha







A caminhada da Estação Central...


... até a Igreja  Nossa Senhora da Candelária 








A distribuição dos flyers com os sintomas da doença











Brasília (Distrito Federal):





O Time Brasília volta à EndoMarcha, desta vez, comandado por Ana Karenina
a sexta da esq. para a direita, ao lado dos médicos das Clínicas Pelvi e Gênesis,
ambas patrocinadoras do evento na capital federal



















A caminhada pelo Parque do Sudoeste



Michele (à esquerda) e Ana Karenina (ao centro) com a
equipe da Administração do Parque do Sudoeste, apoiador do evento

Ana Karenina, coordenadora da EndoMarcha Brasília, fala sobre a doença



                                                                     

















Campo Grande (Mato Grosso do Sul):          
      
                                                       



Time Campo Grande, de luto em homenagem à nossa endoirmã Suelen Ledesma,
reunido na Praça Ary Coelho


A entrega dos panfletos com os sintomas da endometriose 
Familiares de Suelen Ledesma, que faleceu no dia 4 de março,
protestam pela perda após cirurgia de endometriose




Cris, coordenadora da EndoMarcha Campo Grande há 4 edições, veste a camiseta com o rosto de Suelen,
 com os filhos e seu marido, Alex, que assumirá a coordenação em 2018


Um minuto de silêncio em tributo
às nossas endoirmãs que já faleceram



Uma das faixas usada na caminhada
                      

Porto Alegre (Rio Grande do Sul):


Fotos: Naian Meneghetti


O Time Porto Alegre reunido em frente ao Hospital Fêmina, apoiador do evento gaúcho

Silvia, a líder do time gaúcho 






                     
Giselle, que teve a iniciativa de 
levar a EndoMarcha à capital gaúcha
em 2014, com namorado, Renan, e sua mãe, Kátia, 
sua grande incentivadora



Os flyers também são distribuídos para quem passava de carro


A caminhada segue até o Parcão



Os doutores Jaime Luiz Pieta e Sergio Galbinski
As faixas-protestos da EndoMarcha Time Brasil






Florianópolis (Santa Catarina):


Time Florianópolis se encontra no Parque de Coqueiros


Priscilla, coordenadora do time catarinense, com a filha






Nara e Paula, mãe e filha, viajaram de Lages até a 
capital para participarem da EndoMarcha

A caminhada pelo Parque de Coqueiros









Curitiba (Paraná):


 Fotos: Cibele Rowena


O Time Curitiba se concentração na Boca Maldita
A caminhada na capital paranaense 
contou com cartazes 




Luiza, a coordenadora da EndoMarcha Curitiba







Panfletos são entregues ao longo
do caminho









Um minuto de silêncio em tributo às nossas endoirmãs que já faleceram




Maringá (Paraná):




Time Maringá no A.T.I no Parque do Ingá é coordenado pelo educador físico Renato (à direita)



A descontração da equipe












Renato distribui flyers para os motoristas que
passavam pelo local



























Londrina (Paraná):





Time Londrina se concentrou no Calçadão de Londrina


Voluntária distribui flyers e explica aos
passantes sobre a doença
Kelly, a coordenadora da EndoMarcha Londrina, 
recebe o apoio do marido, Newton, e da filha, Manuela
                                                             



Fortaleza (Ceará):


Fotos: Aline Melo




Time Fortaleza faz sua estreia na EndoMarcha e é liderado por Liana,
a segunda da esq. para a direita, ao lado de Aline Melo, com seu filho, Matheus, e seu marido, Jhonatam


O Time Fortaleza reunido na Praça do Ferreira
Nosso protesto em busca de diagnóstico precoce e por mais
atenção dos médicos às queixas das mulheres
A equipe da Clínica Sidney Pearce Cirurgia Ginecológica 
Avançada e do Núcleo de Endometriose do Ceará (NEC), 
dois dos patrocinadores do evento




A caminhada com as faixas-protestos
         
A doutora Kathiane Lustosa fala sobre a doença...
...aos voluntários, representando a Maternidade Escola
Assis Chateaubriand (MEAC)
                   
                                                            


Liana, coordenadora da EndoMarcha Fortaleza, e co-fundadora do GAMPECE com suas
endoirmãs do Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose do Ceará, apoiador do evento

Salvador (Bahia): 



O Time Salvador, que retorna à 4ª edição da EndoMarcha Time Brasil


Mayra, à esquerda, recebe Meire, que viajou
de Santa Teresinha à capital baiana para
participar da EndoMarcha 


O voluntários do Clube dos Aventureiros e Desbravadores,
um dos apoiadores do evento baiano


A concentração em frente ao Farol da Barra


As voluntárias com uma das faixas-protestos
Infelizmente, a endometriose mata sim!









A caminhada seguiu toda a orla...


... até o Cristo



Géssica Costa e Mayra, ambas de amarelo à esq. e à direita, com parte da equipe
do Clube dos Aventureiros e Desbravadores
Mayra, a responsável pela
EndoMarcha Salvador


Os endomaridos, o cubano José Hidalgo e Leonardo Barreto (nas pontas), esposo de Mayra, e Vicente Correia, ao centro





Boa Vista (Roraima):




Nathalia, a coordenadora da EndoMarcha Boa Vista, pede um minuto
de silêncio em homenagem às nossas endoirmãs que já faleceram



O Time Boa Vista reunido na Praça Barreto Leite
A caminhada pelo centro da capital de Roraima




Jorge Everton, deputado estadual, que
apoiou a realização da marcha na capital
de Roraima



Nathália entrega uma flor a uma participante







                                                                                
A caminhada pelo centro de Boa Vista...
... surpreendeu pelo número de participantes


A chegada no Centro Cívico


Patrocinadores e apoiadores:

São Paulo: Patrocínio: Fagron e Aché Farmacêutica.
                       Apoio: Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Belo Horizonte (MG): Patrocínio: Safe Centro Avançado de Endometriose e Cedrus - Centro Avançado                                                  em Diagnóstico.
                                             Apoio: Polícia Militar, Os Mutantes Motoclube, ASSPROM, BHFM, e as portadoras                                              Jenifer Kathrein e Priscila Lacerda

Brasília (DF): Patrocínio: Clínicas Gênesis e Pelvi.
                            Apoio: Administração Regional do Sudoeste e Octogonal.

Porto Alegre (RS):  Apoio: Hospital Fêmina.

Florianópolis (SC): Apoio: Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina                                            (SINTESPE).
                        
Curitiba (PR): Apoio: Eliana Caldeira, Camile Bordini, José Luiz Sykacz (voluntários) e Juliana Franklin (pela execução dos cartazes), Juliana Goss Silvério (jornalista) e Cibele Rowena (fotógrafa).

Maringá (PR): Apoio: Laboratório Maringá, Santa Rita Saúde e A3 Atividade Física e Saúde.                   

Fortaleza (CE): Patrocínio: Clínica Sidney Pearce Cirurgia Ginecológica Avançada, Núcleo de                                                       Endometriose do Ceará, Clínica de Reprodução Humana Evangelista Torquato e e a GO                                    Clinic 
                               Apoio: Grupo de Apoio às Mulheres Portadoras de Endometriose do Ceará (GAMPECE),                                  Tatiana Zilberberg, Emanuelle Teixeira, Glícia Siqueira, (voluntárias), doutora Kathiane                                    Lustosa, da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).


Salvador (BA): Apoio: Rádio Novo Tempo, Clube dos Desbravadores, Espaço Novo Tempo Barra,                                               Prefeitura do Município de Santa Terezinha.

Boa Vista (RR): Patrocínio: deputada estadual Lenir Rodrigues e Vando Crus Eventos &                                                                    Empreendimentos
                                 Apoio: Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), por meio da Procuradoria Especial                                  da Mulher e do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME)