quarta-feira, 23 de março de 2016

PÍLULAS "MAIS MODERNAS" PODEM PROVOCAR QUATRO VEZES MAIS TROMBOSE QUE AS MAIS ANTIGAS!

imagem cedida por Free Digital Photos

Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta


Quando li a respeito de que os anticoncepcionais orais conhecidos como os “mais modernos” podem provocar quatro vezes mais trombose e AVC (Acidente Vascular Cerebral) que os mais antigos, em relação às mulheres que não tomam contraceptivos orais, não pude deixar de escrever para vocês para alertá-las, já que a maioria das endomulheres fazem uso destes medicamentos para alívio das dores da endometriose. Mais um artigo autoral meu! Vou tentar escrever pelo menos um por mês. 

Um estudo publicado no periódico científico British Medical Journal evidencia a ligação entre as pílulas mais novas com hormônio de progestágenos, tais como, o drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e o ciproterona, e quando associados a estrogênios nas chamadas pílulas combinadas, a um risco maior de coágulos sanguíneos graves (um distúrbio do sistema circulatório conhecido como tromboembolismo venoso ou TEV) se comparado com as de progestágenos mais antigos, como o levonorgestrel e noretisterona.

A pílula anticoncepcional além de ser indicada para controlar sintomas da endometriose e ou algumas doenças femininas, também serve de contracepção e foi considerada a grande revolução feminina na década de 1960. Porém, ela não deve ser tomada nunca por conta própria, apenas com prescrição do ginecologista após consulta e você deve falar tudo sobre você antes de tomar. O cigarro, o IMC (índice de massa corporal) e as bebidas alcoólicas potencializam a formação de coágulos.  Cerca de 9% das mulheres em idade reprodutiva no mundo todo usam contraceptivos orais. E esse número sobe para 18% em países desenvolvidos.

Esse estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, constatou que as chamadas pílulas de terceira e quarta gerações que contem hormônios combinados com estrogênios e progestágenos, introduzidas no mercado desde 1980, têm esse risco aumentado em relação às pílulas  de primeira e segunda geração. Isso se deve ao fato de esses hormônios interagirem com as proteínas relacionadas à coagulação ativando assim à formação de trombos intravasculares, conhecida como trombose.  Existem também subtipos de progestágenos que apresentam um perfil de risco maior que outros.

Em um primeiro momento, a elevação do risco em quatro vezes pode assustar. Entretanto, os riscos continuam sendo muito baixos quando avaliados em números absolutos. Assim, os fenômenos tromboembólicos, apesar de graves, continuam sendo baixos. Estima-se que cerca de duas mil mulheres deveriam deixar de tomar pílula para que se pudesse evitar um caso de trombose.

Como eu era tratada como ovário policístico, antes de descobrir que tinha endometriose, já usei diversas pílulas, mas não me lembro de todas. Nos últimos tempos eu usei o Gestinol 28 e o Level, como já falei aqui no blog. Desde 2012 uso o DIU de plástico, o Mirena, que contém o hormônio levonorgestrel, considerado de segunda geração. Como me adaptei muito bem, após minha gestação voltei a por o DIU. A maior vantagem desse contraceptivo a meu ver, além de conter pouco hormônio, é o fato de não ter de tomar todos os dias um comprimido. Eu era aquela que sempre esquecia alguns da cartela. Se tivesse um DIU de 10 anos eu seria a primeira a colocar. 

Agora vou listar para vocês as pílulas chamadas “modernas” e as “de segunda geração”, que provoca menor chance de coágulos, mas também é preciso conhecer o histórico, doenças genéticas de cada mulher, de acordo com cada hormônio. Mas não se desesperem, por isso nunca devemos tomar contraceptivos orais sem orientação médica. E, para o médico, você deve contar tudo o que faz e seu histórico de vida e familiar antes de ter a prescrição de anticoncepcionais orais.

- Pílulas combinadas consideradas “modernas, as de terceira e quarta geração”:

Desogestrel - Femina, Primera, , Minian, Nactali, Microdiol, Mercilon, Gracial, Malu, Juliet, Araceli, Mercilon Conti, Gestradiol, Desodiol,

Gestodeno – Gestinol 28, Micropil, Siblima, Tantin, Allestra 20, Allestra 30, Adoless, Ginesse, Femiane, Diminut, Previane, Mínima, Gynera, Minulet, Alexa, Lizzy, Harmonet, Minesse, Mirelle, Avaden, Fertnon, Ciclogyn e Tâmisa 30

Drospirenona
Yasmin, Yaz, Elani 28,Elani ciclo. Lumi, Niki, Molieri 30, Vast, Angeliq, Lyllas, Vincy,  terminar de ver

Ciproterona
Selene, Diane 35, Diclin e Artemidis.

- Pílulas conhecidas como de “segunda geração”:

Levonorgestrel
Microvlar, Level, Ciclo 21, Evanor, Neovlar, Levordiol, Nordete, Normamor, Levogen, Trinordiol, Triquilar

Noretisterona
Norestin,  micronor

Norgestimato
Triafemi, cilest, tricilest e effiprev

4 comentários:

  1. Bom dia, eu tomo Nactali para endometriose. Sabe me dizer algo a respeito ? Obrigada

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  2. Olá, gostaria de saber se o contraceptivo injetavel tem o mesmo risco, se sim, pra mais ou pra menos que as pílulas? Tomo depoprovera há 5 anos, preocupada. Obrigada.

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  3. Meu nome Adriana. Posso estar errada, pois não sou medica, mas vou conta minha experiência com contraceptivo. Ao descobrir que tinha endometriose eu tome depoprovera por 2 anos, apos fazer a laparoscopia passei a tomar cerazette, tomei por 2 anos. Depois devido a perda de cálcio meu Gino achou melhor toma o Gestinol 28, tomei 2 meses e não mim adaptei a dosagem de estrogênio muito alta, sentir muita dor nos peitos a ponto de não consegui levantar o braço. Ai tomei harmonet por 2 anos,só que não tava segurando a menstruação, então voltei Gestinol 28, tomei por um ano. Foi quando eu tive trombose venosa profunda na perna esquerda. Por que eu tenho trombofilia(deficiência de proteína C),porem como vocês podem ver tomei contraceptivo durante muito tempo. Fiz todos os exames necessários e constatou que a trombose foi desencadeada devido ao contraceptivo gestinol 28 que tomava.Por causa da trombofilia e gestinol 28 ter uma dosagem de estrogênio muito alta, eu tive trombose. Então acredito que ter ou não ter trombose tomando contraceptivo depende de vários fatores e do nível de estrogênio em cada um. A trombofilia é genética, você pode nunca ter trombose ou pode ter sem nem ao menos estar tomando contraceptivo. Agora que tive trombose, não posso mais toma nenhum tipo de contraceptivo, o risco é muito grande de ter de novo. O meu medico hematologista junto com meu Gino acharam por bem eu usar o DIU mirena para controle da endo. Os exame pra constatar se uma pessoa tem ou não Trombofilia são muitos caros e os convênios só liberam quando a pessoa já teve trombose. Eu acredito que seria interessante se as mulheres pudessem fazer os exames antes de começarem a usar contraceptivo, principalmente os contínuos. Como eu tive trombose minha irma consegui fazer o exame pelo convenio e foi constato que ela também tem e o medico dize que provavelmente todas as minhas irmas tem e as filhas delas. Reforçando o que eu dize no começo, eu fiquei muitos anos tomando contraceptivo sem ou com baixa dosagem de estrogênio e não tive nada, ate trocar por um com uma dosagem muita alta, o que desencadeou a trombofilia e causou a trombose. Cada mulher é unica, o ideal é conversar com as suas mães ou tias sobre alguma doença genética na família e depois procurar o seu Gino e conversar com ele. Eu espero ter ajudado. Abraços

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  4. Bom dia Meninas .
    Estou tomando nactali mais a 10 dias através eu menstruei. Tentei passar com minha medica que não me atendeu direito , me atendeu na porta do consultório , com todo mundo ouvido extremamente rápido , pois só tenho retorno no mês 06/2016 ela me falou rapidamente para tomar um outro medicamento chamado Nafita por 10 dias junto com nactali, o sangramento passou mais foi só eu parar que no dia seguinte menstruei de novo.Faço tratamento pelo servidor Publico, e não consigo falar com minha medica alguém já tomou esse medicamento , sera que posso continuar tomando a cartela toda?

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