terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MATTHEW ROSSER: CIENTISTAS DESCOBREM GENES QUE CAUSAM ENDOMETRIOSE!!

Na primeira postagem do ano, quero agradecer outra parceria muito importante em 2012 do A Endometriose e Eu: com o cientista inglês Matthew Rosser. Na correria da última postagem de 2012, a da retrospectiva, acabei esquecendo-me de agradecer a Matthew nossa grande parceria, já que o blog traduz seus artigos com exclusividade no Brasil. Quando perguntei a ele quais de seus artigos seria interessante para vocês neste início de ano, ele sugeriu-me este que fala sobre a pesquisa de alguns genes de mulheres com endo. Na verdade faz tempo que quero traduzir alguns deles, mas nunca achei nenhum deles completo. Sempre li títulos como: “Cientistas descobrem novos genes de quem tem endometriose” ou “Mulheres com ascendência europeia e asiática tem mais probabilidade de ter endometriose”, mas quando ia ler para saber qual gene, a decepção, não tinha o nome deles. Este último, sobre as mulheres que descendem de europeus (como o meu caso, que tenho ascendência europeia de pai e mãe), era o que eu já queria ter abordado aqui faz tempo. Por isso, achei fantástica esta sugestão de Matthew. Assim como eu, ele também achava que os artigos sobre os genes estavam incompletos, e, como sua formação é em genética, ele explica muito bem sobre isso e dá nomes a alguns deles. Minha decepção foi saber que a endo ainda será chamada de enigmática por alguns anos.  


Mesmo a endometriose sendo a doença ginecológica mais estudada dos últimos 10 anos, eu pensei que a geração de nossas filhas poderiam ficar livre desta terrível doença. Mas estou sentindo que não! Enquanto isso, milhares de pessoas continuarão se aproveitando de nossas dores para se enriquecer. Isso é uma tristeza, mas no fundo eu morro de pena destes seres que persistem em nãos serem honestos e humanos. Bom, ainda bem que alguém está vendo tudo. Já que aqui na Terra muitas coisas passam despercebidas aos nossos olhos, aos olhos de Deus isso não acontece. Ele tem os olhos tão, mas tão grandes que são capazes de enxergarem tudo e em qualquer lugar do planeta e tudo ao mesmo tempo. Deus tem os olhos mais do que biônicos. E isso me dá certo alívio, mas muitas mulheres sofrem muito porque são enganadas e outras ainda irão sofrer muito. Além das dores, muitas perderam tudo o que tinham (falo em bens materiais, em bens que demoraram a vida toda para construir e que na esperança de uma melhora e ou possível cura venderam tudo para pagarem consultas e cirurgias absurdas de caras) e vivem numa verdadeira miséria e muitas passarão a viver desta maneira. Enquanto isso sigo com meu trabalho social com o blog. Espero que a presidente, Dilma Rousseff (eu me recuso em colocá-la como presidentA, uma vez que ela não reconhece e nem conhece a pior doença que atinge as mulheres, a endometriose e, consequentemente, ela ignora cerca de 10 a 15 milhões de mulheres no país, muitas, inclusive, que foram as responsáveis por coloca-la no poder). Por isso, o diagnóstico precoce continua sendo nossa grande aliada. Segue a tradução de mais um artigo de Matthew Rosser. Beijos com carinho!!

Recentemente, li muitos artigos e a maioria das notícias eram títulos "novos genes ligados à endometriose"  ou algo nesse sentido. Como a minha formação é em genética humana eu estava interessado em olhar-se o estudo no centro desses relatórios. Este estudo em particular (estudo original) observou alguns genes que podem estar relacionados com endometriose em mulheres de ascendência japonesa e europeia. Este estudo foi bastante grande com 4.604 mulheres com endometriose e 9.393 em controle, um número muito maior do que qualquer outra investigação até hoje. Muitos estudos sobre a genética da endometriose foram feitos no passado, a maioria com resultados um pouco decepcionantes. Isto se deve ao fato de que ainda não foi encontrada nenhuma uma ligação genética para a endometriose, que é uma doença comum entre as mulheres de todas as raças. Mas, antes de ir mais longe sobre as pesquisas e seus resultados, faço minhas considerações sobre alguns dos princípios básicos sobre por que a genética é importante e, por isso, cientistas estão se preocupando tanto em relacionar os genes com a endometriose.


Deixe-me perguntar uma coisa: quando um item em sua casa (geladeira, fogão, por exemplo) não está funcionando direito, qual é a primeira coisa que você faz? Se sua resposta é "comprar um novo" parabéns, você tem mais dinheiro do que eu. Mas nós, os que temos menos dinheiro, não iremos comprar um novo, mas sim iremos olhar o manual de instruções para tentar descobrir o que está errado. O corpo humano é semelhante. Nós também temos um manual de instruções que é chamado de DNA. 

Moléculas de DNA
O DNA é uma longa hélice e é a substância encontrada nas células do nosso corpo. Mas o DNA não está escrito como um alfabeto normal, mas sim num alfabeto composto de apenas quatro letras (A, T, C e G) que formam palavras, alguns milhares de longas cartas, a que nos referimos como "genes". Cada gene codifica para fazer uma determinada proteína e há dezenas de milhares de genes em seu DNA, cada um com seu manual de instruções que fazem quase cem mil proteínas. Isso é tudo lindo e perfeito, mas quando uma célula se divide ela tem que copiar cada letra do manual de instruções (o DNA), todas as mais de 3 bilhões de letras e suas células dividem-se em muitas antes mesmo de cada um de nós nascermos. Assim, os erros começam a aparecer em seu DNA. A maioria “desses erros” é inofensiva, às vezes eles são prejudiciais (o que chamamos de “mutações”). Se estas mutações ocorrem em um gene (ou o número de genes), ele pode corromper a forma do resultado da proteína (as funções de genes), fazendo com que as células passem a se comportar de maneira estranha e ou perigosa, levando a que nós conhecemos como uma doença. Assim, quando uma doença ocorre em um grupo de pessoas, podemos estudar o DNA deste grupo para ver quais mutações comuns eles compartilham.


E é isto que o referido estudo observou: mutações comuns no DNA das mulheres com endometriose descendentes de europeus e japoneses. Isso nos permite a entender como e por que a endometriose surge em algumas mulheres e como ela é passada de geração em geração. A mutação surge em diferentes tipos e particularidades. Neste estudo foram observados os chamados polimorfismos de nucleotídeo do DNA, representado pela sigla SNPs. Este tipo de mutação é quando apenas uma única letra de seu DNA é alterada e, embora você achasse que mudar apenas uma, das 3 bilhões de letras não faria a diferença, ela poderá ter profundas implicações. De qualquer forma, este último estudo descobriu várias dessas "SNPs" que eram comuns entre as mulheres com endometriose. Infelizmente, todos eles têm nomes terríveis e nada memoráveis, como “rs12700667”, “rs7521902”, “rs13394619” e "rs10859871", mas quem se importa com isso. Agora QUE eles encontraram estas mutações, podemos começar a obter uma melhor compreensão da doença, levando a melhor diagnósticos e tratamentos corretos? Bem, sim e não.


Um dos problemas é que, ao contrário de algumas doenças que são causadas pela mutação de um único gene, a endometriose está relacionada com mutações em vários e diferentes genes (o que chamamos de poligênica). Agora, olhando a figura abaixo, cada gene que adicionamos a mais na imagem, mais complicado se torna, porque você tem de levar em conta a função de cada um deles no contexto mais amplo da doença. Esta informação irá eventualmente oferecer-nos algumas grandes ideias em como funciona a endometriose, mas descobrir todas as conexões pode levar algum tempo. 
Acima, por exemplo, é a rede de interação para um único gene - pesquisa Wikipedia Matthew Rosser
A outra questão é: os genes não são a única coisa que formam o DNA. Longe disso. Eles representam apenas cerca de 2% de nosso DNA, e o resto? Durante muito tempo pensou-se que o DNA não tivesse genes, que era apenas "lixo" e não tinha função.  No entanto, recentemente, descobriram que o DNA chamado de "lixo" tem inúmeras e importantes “coisas” escondidas nele. Algumas delas, é que ele funciona basicamente como "interruptores" para os genes, controlando se algum deles está ligado ou desligado dentro de uma determinada célula. Portanto, ele não serve apenas para dizer a função de um gene, mas é o responsável por seu regulamento também. Neste último estudo, várias das mutações identificadas não estavam nos genes em si, elas foram encontradas no DNA torno dele. Isso, infelizmente, complica mais o assunto porque agora nós temos que descobrir quais as implicações que isso tem na regulação dos genes bem como suas funções. Então, onde os cientistas estão até o momento? O diagrama abaixo mostra onde estamos e até onde temos de ir antes que tenhamos uma compreensão completa da endometriose. (estamos onde está escrito em vermelho 'we are here' 'nós estamos aqui')




Apesar de estarmos longe de compreender a endometriose em sua totalidade, estudos como este abriu uma porta e apontou um caminho para nós. Vai levar muito mais tempo e precisaremos de muitos esforços nesta jornada.

Texto original em inglês:


I recently read, with great interest, several stories (also here) about a new study into the genetics of endometriosis published by an international research effort based in Australia (better summary here). Most of the news items centred around a headline involving an announcement like ‘new genes linked to endometriosis’, or something along those lines. As my background is in human genetics I was keen on looking up the study at the centre of these reports. This particular study (link to abstracthere) was looking at what gene/s may be related to endometriosis in women of Japanese and European ancestry. This was quite a large study as well, including 4,604 women with endometriosis and 9,393 controls, a far greater number of any other such investigation. 

Lots of studies on the genetics of endometriosis have been done in the past, mostly with slightly disappointing results. This is mainly because we haven’t yet been able to find a genetic link to endometriosis that is common amongst all women of all races.

But before we go any further into that study, or its results, I think I should go over some of the basics about why genetics is important and why we should bother looking for endometriosis related genes.

Let me ask you something, when an item in your house (Like a fridge, cooker or energy dispersive x-ray diffracter, for example) malfunctions what is the first thing you do? If your answer is “buy a new one” congratulations, you have more money than me. But we less monetarily endowed people tend to look at the instruction manual to try and figure out what’s gone wrong. The human body is similar in that way, because we too, have an instruction manual and that manual is called our DNA. 

This stuff - Image courtesy of Freedigitalphotos.net

 DNA is a long, twirly, helix like substance found in nearly every cell in your entire body, it’s the set of instruction that made you. But DNA isn’t written in any normal alphabet, no the DNA alphabet is written in an alphabet consisting of only four letters (A,T,G and C) which make up words, some thousands of letters long,  which we refer to as ‘genes’. Each gene codes for making a certain protein and there are tens of thousands of genes in your DNA instruction manual making almost one hundred thousand proteins.

That’s all fine and dandy, but when a cell divides it has to copy every single letter of the DNA manual, all 3 billion letters, and your cells have divided many, many times before you are even born. So, despite some astonishing cellular proofreading, errors start to creep into your DNA; most are harmless, rarely they are beneficial, sometimes they are harmful (we call these errors ‘mutations’). If these mutations occur in a gene (or number of genes), it can corrupt the way the protein product of that gene functions, hence causing cells to behave in odd/dangerous ways leading to, what we know as, a disease. So when a disease occurs in a group of people, we can look at their collective DNA to see if they share any common mutations.

This is what the aforementioned study was looking at: common mutations in DNA amongst women with endometriosis of European and Japanese descent; this would hopefully allow us to begin picking apart how and why endometriosis arises in some women and how it is passed on through generations. Mutation comes in different types though and the particular mutations this latest study was looking for were called SNPs (which stands for Single Nucleotide Polymorphism, not Scottish Nationalist Party, for all our Caledonian readers). This type of mutation is when only a single letter of your DNA is changed and, though you wouldn’t think changing one letter out of 3 billion would make a difference, it can have wide reaching implications.

Anyway this latest study found several of these ‘SNPs’ that were common amongst women with endometriosis. Unfortunately they all have terribly unmemorable names, such as ‘rs12700667’, ‘rs7521902’, ‘rs13394619’ and ‘rs10859871’, but who cares because now they’ve found these mutations, we can start getting a better understanding of endo leading to better diagnostics and treatments right? Well, yes and no.

One of the troubles is that, unlike some diseases which are caused by a mutation in a single gene, endometriosis is related to mutations in lots of different genes (what we call, polygenic). Now the more genes you add to the picture the more complicated it becomes because you have to take into account the function of each gene in the wider context of the disease. This information will eventually offer us some great insights into how endometriosis works, but figuring out all the connections may take some time. 

This, for example, is the interaction network for just ONE gene: Source - Wikipedia

There’s another issue as well, genes aren’t the only thing DNA is made of - far from it.  You see, genes make up only around 2% of your DNA, so what is the rest of it there for? For a long time it was thought the DNA that didn’t have genes was just ‘junk’, it had not function, a remnant of our evolutionary past and graveyard of ‘dead’ genes.  However, recently we have come to understand that this ‘junk’ DNA has a lot of other, very important, things lurking in it. Some of these things act as ‘switches’ for genes, basically controlling whether a gene is on or off inside a certain cell. So it’s not just about the function of a gene, but the regulation of it as well.

In this latest study, several of the mutations they identified weren’t in genes at all, but were instead found in DNA around them, which unfortunately complicates the matter further because now we have to figure out what implications this has on gene regulation as well as function.

So, where are we at the moment? The diagram below shows where we are and how far we have to go before we have a complete understanding of endometriosis. 

Simple as that!

Although we are far from understanding endometriosis in its entirety, studies such as this latest one have opened the door and pointed the way forward for us. It’s going to take more time and a lot more effort, but then, nothing worth doing was ever easy.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!! QUE VENHA 2013!!

Mais um ano está acabando! Sai 2012 e entra o novo 2013!! Fazendo uma rápida retrospectiva, enquanto 2010 foi o ano de meu renascimento, 2012 foi o ano da minha salvação. Digo salvação, uma palavra forte, pois Deus e meus abençoados médicos livraram-me das dores fortes. Viver dias sem dores para quem tem endometriose e muitas, mas muitas aderências é algo inacreditável, mas Deus fez jus às suas palavras, quando disse-me alguns anos atrás, que eu viveria sim, dias livres das dores, para que eu pudesse realizar o trabalho que Ele designou. Demorou um pouco, mas graças ao nosso Criador, estou bem. Ainda tenho dores, principalmente à noite, após mais de 9, 10 horas de trabalhos diários, mas elas são tão leves que até parece um sonho. Estou com muita fé que 2013 será um grande ano para todas nós.

A começar pelo prêmio Top Blog Brasil 2012, que o A Endometriose e Eu irá receber no dia 26 de janeiro. E já iremos fazer história, já que é o primeiro blog de endometriose no mundo que chega a um patamar como este. É esperado para janeiro também, até antes do prêmio, uma matéria sobre endometriose, numa publicação internacional sobre a saúde da mulher, onde, pela primeira vez, creio eu que irão colocar a real função e missão do blog, para que nossa presidente, Dilma Rousseff, reconheça a doença como social no Brasil. Só assim, passaremos a ser reconhecidas como cidadãs (nossa presidente ignora cerca de 10 a 15 milhões de mulheres, o que é uma vergonha!). Em outubro, quando encontrei-me com a editora da revista para explicar melhor sobre a doença, passar contatos de médicos para serem entrevistados e tudo mais, falei que ainda nenhum jornalista e nenhuma publicação havia tido a coragem de dizer o real papel do blog. Para minha surpresa, ela disse que irá fazer um box à parte (aqueles quadros fora da matéria) falando sobre isso e com uma frase (aspas) minha que acho que vai dar o que falar.

Todas nós passamos por muitas adversidades. Ainda não somos compreendidas por familiares, amigos, médicos, enfim, pela sociedade a qual fazemos parte. Mas sinto que toda estas mentes ignorantes estão com os dias contados. Peço que todas mantém bem acesa a FÉ, pois é ela que me move, que me dá a esperança de dias melhores e a perseverança para continuar meu trabalho. E eu preciso de todas vocês, porque uma andorinha não faz verão sozinha, é preciso de um bando e um bando do bem. Nos meus 21 anos de sofrimento passei por muita coisa e digo a vocês: não precisamos provar nada a ninguém, pois o único que interessa saber tudo o que passamos está vendo, que é nosso Pai, nosso Criador. Ele enxerga tudo, mas simplesmente tudo. E é isso que importa. Não desistam porque o caminho é longo, doloroso, mas a vitória é certa e eu já sinto-a chegando.

2013 será um ano bom. Eu gosto do número 13 e acho que muitas surpresas estão por vir. Fecho 2012 com chave de ouro. Desde 2011, com a novela "Insensato Coração", o blog passou a ser lido no mundo todo. Porém, isso acontecia entre as brasileiras. Com a minha divulgação nas comunidades gringas e meus contatos com nossas endoirmãs no mundo todo, hoje o A Endometriose e Eu passou a ser o blog mais lido do globo, inclusive, pelas estrangeiras. Daí surgiu a primeira parceria internacional do blog, entre Brasil, México, Panamá e Porto Rico. Em 2013, iremos espalhar os pôsteres em todo país, a começar pela Unifesp e todos os outros centros de São Paulo e outros estados. Por isso, já conto com parcerias em outros estados, como as meninas do grupo Endometriose Brasil. Como traduzi todo material, escolherei todas que se engajarão com o blog no Brasil. Iremos precisar de todas vocês para esta campanha. (veja vídeo e os pôsteres 3 +3 da campanha em espanhol, ainda faltam mais 3). Sei que há um longo caminho a ser percorrido, mas juntas somos mais fortes. Agradeço todas as orações e o carinho que tiveram comigo. Tudo isso foi fundamental para que eu continuasse ainda mais forte. Hoje, estou tão, mas tão forte que nada tira o meu foco principal, mas nada mesmo: ter a endo reconhecida no país e continuar a ajudar mulheres de todo Brasil a encontrar médico e tratamentos éticos, honestos. Tenho a proteção Divina e é isso que interessa.

Meu agradecimento especial ao apoio do doutor Hélio Sato e da minha querida Hosana Santana, a primeira voluntária do blog e quem responde aos comentários aqui com muito carinho e amor. Agradeço também a Rosimery Santos, outra voluntária que está ajudando-me com o face do blog e com o grupo que criamos, o A Endometriose e Nós, um grupo fechado que visa dar suporte às portadoras, confortando-as com palavras de carinho e orações, acalentando corações desesperadas com muito amor. Mais um trabalho com a nossa marca registrada da qualidade, pois tudo que sempre fiz na vida foi com qualidade e não com quantidade. Fui criada assim e esse é outro lema que levarei sempre comigo. E ser do bem é o primeiro requisito para entrar no nosso grupo. Agradeço aos quase 300 mil acesos do blog (em algumas horas ultrapassaremos este recorde), aos 582 seguidores do blog e aos 1340 fãs da nossa página do face. Sem vocês, o trabalho social do A Endometriose e Eu não seria levado tão a sério. 2012 foi bom porque eu e o blog espalhamos mais consciência sobre a doença, participando de três programas de TV: "Papo de Mãe", "Ser Saudável", ambos da TV Brasil, o "Hoje em Dia", da TV Record, e de uma matéria do "Jornal da Tarde" (aqui o PDF). Que venha nosso abençoado 2013 com muitas vitórias!! Que nossas lágrimas transformem-se em sorrisos e nossos sonhos em realidade. Segue o nosso carinho com muito amor feito pela querida Rosimery!  E não se esqueçam: Gentileza gera Gentileza (este é outro lema de minha vida!) Beijos com carinho!!


domingo, 30 de dezembro de 2012

COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA DOUTOR HÉLIO SATO!!

Neste mês, devido ao excesso de trabalho do doutor Hélio Sato, a “Com a Palavra, o Especialista”, atrasou um pouco e terá apenas duas perguntas. A primeira vai sanar a dúvida de muitas mulheres. Para quem tem endometriose profunda e quer engravidar, a grande questão: fazer a FIV ou a laparoscopia primeiro? Esta é uma pergunta recorrente nos comentários do blog, em muitos emails que recebo e também em diversos comentários dos grupos de apoio no mundo todo que participo e dou suporte. Uma pena que a leitora desta pergunta identificou-se apenas como Ana Lu e não conseguimos saber de onde ela era. Por isso, peço a vocês ao deixarem suas perguntas, o ideal é colocar nome e um sobrenome ou as iniciais do nome (para quem não quiser se expor), a cidade e o estado onde moram. E a segunda pergunta é da nossa querida Patricia Gastadi Gouvêa, de Vila Velha, no Espírito Santo. Além da endometriose pélvica, a Paty tem também no diafragma. Ela quer saber se o Mirena (o DIU de plástico) atua também para a endo chamada de “extra pélvica”. Como a coluna atrasou, ela já operou e já colocou o Mirena. Bom, eu sou supersuspeita para falar do Mirena, uma das grandes bênçãos de minha vida em 2012. Espero do fundo do meu coração, que ela se adapte tão bem a ele quanto eu. Quero que todas minhas endoirmãs sintam como é a sensação em ter a maior parte de seus dias sem dores ou com uma dor bem. É assim que estou a poucos dias de completar sete meses após minha segunda videolaparoscopia. Só assim, com a qualidade de vida de volta, é que podemos "tentar" viver melhor com a endometriose. Por que viver bem com ela, infelizmente, é uma tarefa quase impossível e é uma realidade muito distante e inexistente para a maioria das portadoras desta terrível doença, que, infelizmente, não é levada a séria nem por nossos governantes e, principalmente, por muitos médicos ginecologistas. Mas isso é um assunto que vai apimentar um dos próximos posts do blog. Quer ter sua dúvida esclarecida aqui? Deixe-a neste artigo! Beijos com carinho!!

 - Uma mulher com endometriose profunda que quer engravidar, ela deve primeiro fazer uma videolaparoscopia para retirada dos focos ou pode tentar uma fertilização in vitro? Qual a melhor opção? Ana Lu

Doutor Hélio Sato: Esta é uma questão ampla e depende de diversos fatores:

1- A idade da mulher: Se a idade for acima de 35 anos, o potencial reprodutivo inicia declinar mais rapidamente. Neste caso é um ponto para partir para a FIV primeiro.

2- Reserva ovariana: Atualmente, há modo de estimar a reserva de óvulos com relativa precisão por meio de alguns exames (US com contagem de folículos antrais, dosagem de hormônios antimulleriano, dosagem de FSH e estradiol no segundo ou terceiro dia do ciclo), mas, estes exames não avaliam a qualidade funcional dos óvulos, apenas estimam a reserva (quantidade). De todo modo, a reserva baixa e especialmente muito baixa favorece a FIV.

3- Tempo de infertilidade e desejo reprodutivo: Se o tempo de infertilidade for muito longo e o desejo for imediato, convém discutir que habitualmente aguarda-se 6 meses após a cirurgia para tentativa de gravidez e, portanto, há necessidade de paciência. Assim, há necessidade em esclarecer as possibilidades.

4- Avaliação do fator masculino: Se o espermograma do parceiro estiver com potencial diminuído confirmado em pelo menos duas amostras, de preferência com contagem manual, e se não há possibilidade de reversão, especialmente, se for um potencial muito baixo, habitualmente, opta-se pela FIV.

5- Se a intensidade da dor da endometriose for muito intensa, convém tratar a endometriose antes, pois, a qualidade de vida tem que ser suficientemente boa. Ponto para o tratamento da endometriose.

6- O tratamento de FIV tem alto custo e não há como garantir sucesso e a disposição em saúde pública é restrita e a maioria dos locais que faz o tratamento em instituições públicas não consegue fornecer as medicações que também contribuem muito para o custo final do tratamento e o tempo de espera via de regra é muito longa. Portanto, ponto para o tratamento da endometriose.

7- Se o casal não aceita a FIV por razões religiosas, pessoais, etc.... A única alternativa é tratar a endometriose e investir na gravidez natural, mas, sempre de olho na endometriose, pois, todo mês que o casal tentar e a gravidez não vier, virá a menstruação e, assim, poderá recidivar a endometriose.

8- Estes são alguns fatores que são considerados na decisão, mas a conversa e o esclarecimento com o casal é fundamental para a escolha do tratamento. Pois, muitos entendem que basta tratar a endometriose que a gravidez virá ou basta fazer uma FIV e a gravidez virá, mas, infelizmente, os resultados podem não ser tão diretos e de sucesso. Contrariamente, muitos casais relatam que testemunhou casos de insucessos de FIV ou de cirurgia de endometriose e assim acham que sua experiência será negativa. Havendo estas circunstâncias, é fundamental desmitificar sobre os tratamentos para a consciência da decisão.
 

2 - O DIU Mirena bloqueia a endometriose tida como extra pélvica? Além de endometriose na pelve, tenho também no diafragma e quero saber se o DIU de Mirena bloqueia a ação do estrogênio na endometriose fora dela. E qual diferença entre a eficácia do DIU de Mirena em relação aos anticoncepcionais à base de progesterona como Cerazette, por exemplo. Patrícia Gastaldi Gouvea, de Vitória, ES

Doutor Hélio SatoO DIU de Mirena é um dispositivo que fica dentro do útero e libera a progesterona diariamente. Esta progesterona faz ação, principalmente, no endométrio (epitélio que reveste o útero internamente). Sua eficácia em termos de controle das queixas da endometriose é em torno de 90%. Inclusive, existem alguns estudos que apontaram melhora da endometriose em locais mais distantes como o septo reto-vaginal. Porém, a ação no diafragma suponho (reitero, acho que...) pode não ser eficaz, mas, se os implantes no diafragma forem superficiais e os sintomas forem poucos, podem melhorar espontaneamente. Mas, não há estudos que comprovem a eficácia do Mirena em implantes no diafragma. Mas, se a medicação vigente estiver controlando a endometriose e os efeitos colaterais forem discretos, não mudaria o plano terapêutico. A diferença do Mirena com outras progesteronas é sua ação predominantemente no endométrio e sua praticidade, ou seja, após a colocação não há preocupações em tomar, aplicar ou injetar periodicamente a progesterona. Em minha opinião, o que restringe o uso mais frequente é o seu preço. Porém, ele tem a durabilidade de cinco anos. Mas, antes de optar pelo Mirena é importantíssimo avaliar outros parâmetros como o Papanicolau, ultrassom da pelve, intensidade dos sintomas, profundidade e localização da endometriose, desejo reprodutivo a curto, médio ou longo prazo, situação matrimonial, etc.... Assim, sugiro conversar com o seu médico, antes de qualquer decisão.



Sobre o doutor Hélio Sato:


Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e  endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL (“American Society of Gynecology Laparoscopy”) e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

PESQUISA REVELA: MULHERES COM ENDOMETRIOSE SEVERA SÃO MAIS ATRAENTES SEXUALMENTE!

Já faz dois meses que quero escrever sobre esta pesquisa, mas ela causou tanta discussão na época, que preferi esperar a poeira baixar para relatá-la a vocês. Não adianta ouvir apenas um lado. Aliás, como jornalista, tenho de ouvir os dois lados da história. Portanto, achei melhor traduzir este artigo que explica também o porquê da realização da pesquisa: “Atratividade das mulheres com endometriose”.  Dá para acreditar que mulheres com endometriose profunda são mais atraentes sexualmente? Foi o que comprovou a pesquisa liderada por Paolo Vercellini. As italianas acharam um absurdo os pesquisadores terem gasto dinheiro com este tipo de estudo. Eu fiquei só observando, porque na verdade, enquanto somos taxadas de coitadas, especialmente, por amigos homens, já que muitas vezes não conseguimos nem sair de casa, eu digo: somos as mulheres mais guerreiras e mais lindas deste mundo. Sei que isso pode soar esquisito, já que este grupo (o severo) tem a doença num estágio mais avançado e em alguns órgãos. Esta pesquisa partiu do princípio de que algumas características físicas podem dizer quem está mais propenso a desenvolver certos tipos de doença.

O italiano Paolo Vercellini, principal autor deste incomum, mas inovador estudo analisou os fenótipos-genótipos que são os responsáveis por uma série de doenças, incluindo, a endometriose. Os genótipos são as informações hereditárias de nossos genes, enquanto, os fenótipos são responsáveis por nossas características físicas, morfológicas e ou comportamentais. A cor do olho, a textura do cabelo, a cor da pele, o tipo sanguíneo, dentre outras características, são designadas pelos fenótipos. Portanto, as características dos fenótipos são mutáveis, ou seja, podem mudar com o passar do tempo e ou por conta de exposição aos fatores ambientais. Exemplo: à medida que envelhecemos nossa pele muda, e também se tomamos muito sol, a pele poderá ficar mais escura. Segundo os pesquisadores, existem avanços recentes na pesquisa sobre endometriose com vários estudos que contribuem para a definição de um fenótipo geral associada com a doença. Um fenótipo está indiretamente ligado com a aparência física, como várias das características estudadas (incluindo o tamanho corporal, índice de massa corporal, cabelo, olhos, e cor da pele) e tem um impacto sobre a percepção da beleza.

Há também uma relação biológica entre o grau de expressão dessas características e do grau de severidade da endometriose. Explicito: no que diz respeito ao tamanho do corpo, outros investigadores detectaram uma relação inversa entre o índice de massa corporal e a gravidade da doença. A atratividade física é uma área de pesquisa para muitas especialidades, incluindo, neurologistas, neurofisiologistas, sociólogos, biólogos, psiquiatras e psicólogos. Na verdade, a atratividade em homens e mulheres pode constituir o resultado de determinados perfis genéticos e ou hormonais. Além disso, o significado biológico da beleza tem sido geralmente interpretado em termos de seleção associada com vantagens para a saúde. De fato, os indivíduos atraentes são subliminarmente identificados como portadores de um conjunto de genes.
No caso das mulheres, atração pode também agir como uma pista para a fertilidade e o potencial reprodutivo de cada uma delas.

O que diz o estudo?

Observou-se que as características físicas e a atratividade das mulheres com as formas mais frequentes de endometriose (endometriose peritoneal e ovariana) não diferem dos de mulheres sem endometriose. No entanto, existem algumas mulheres em um subgrupo específico de endometriose retovaginal (uma forma particular da doença) que apareceu mais atraente do que a maioria das mulheres com os tipos mais comuns de lesões, bem como mulheres sem a doença. Isso não significa que as mulheres mais atraentes estão em risco de endometriose retovaginal, nem que as mulheres com formas de outras doenças não são atraentes. Quase 70% das mulheres com endometriose retovaginal tinham características físicas e atratividade semelhante a todas as outras mulheres estudadas.

“O objetivo do nosso estudo foi avaliar o fenótipo de mulheres com e sem endometriose, porque os resultados podem fornecer novas pistas para direcionar nossa pesquisa para entender a patogênese (origem) da doença”, afirma o professor Paolo Vercellini, da Universidade de Milão. É sabido que a estética é influenciada por hormônios sexuais nos seres humanos. Por isso, a atratividade feminina pode ser a expressão de níveis elevados de estrogénio, que não pode ser excluída a possibilidade de um ambiente endócrino estimulante podendo favorecer o desenvolvimento da infiltração e das agressivas lesões endometrióticas, particularmente, em mulheres com o fenótipo mais feminino.

Consequentemente, as características fenotípicas de mulheres com endometriose retovaginal podem constituir indicadores de polimorfismos de genes específicos associados com o desenvolvimento de doença grave. De fato, uma ligação genética na patogênese da endometriose profunda foi recentemente confirmada. “Esse estudo não significa que estamos banalizando ou desconsiderando todos os grandes problemas associados à endometriose. Entendemos muito bem o sofrimento de mulheres atingidas por esta doença e, como os médicos, se esforçam todos os dias para aliviar a sua dor física e psicológica. Por esta razão nós estamos ansiosos para investigar novas ideias que possam ajudar a elucidar as causas ainda não esclarecidas desta doença. É por isso que fizemos este estudo e esperamos que nossa pesquisa possa se tornar outro bloco de construção em nossa busca para entender por que algumas mulheres desenvolvem a endometriose - ou mesmo diferentes tipos de endometriose - e outras não”, declarou o principal pesquisador do estudo, a fim de não ser mal interpretado por causa de algumas manchetes sensacionalistas. O que vocês acharam deste estudo?

Vale lembrar que a Itália é o país mais avançado em estudos e ações que favorecem as portadoras de endo. Como já disse aqui, o país tem um Centro de Fecundação para quem tem endometriose, a pesquisa sobre o Bisfenol A, dentre muitos outros. Para mim, a resposta é simples, se o homem pensa mais em sexo por conta do hormônio masculino (o progesterona) e, por isso, eles pensam mais em sexo, como nós (mulheres com endo) temos mais O A Endometriose e Eu é o primeiro blog no Brasil que traz pesquisas internacionais, para mostrar os avanços na área de endo mundo afora. E também foi o primeiro a pedir o reconhecimento da doença como social no Brasil, assim como já é na Europa. Como já disse aqui, a endometriose é a doença ginecológica mais estudada dos últimos 10 anos. Mais um motivo para que nossa presidente, Dilma Rousseff, reconheça a doença e nós portadoras. Acho que já passou da hora né, afinal, eu falo ao mundo inteiro que não adianta termos uma presidente mulher que não conhece e nem reconhece a pior doença que atinge as mulheres. Bom, isso pra mim é uma vergonha! E é o que falo às mulheres do mundo todo. E foi justamente por isso que o blog ficou entre os 3 mais votados do prêmio Top Blog Brasil 2012: para eu subir ao palco e pedir esse reconhecimento. Bom, vamos à luta porque o caminho é doloroso, longo, mas a vitória é certa. Beijos com carinho!!

Fonte: WERF

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!! TENHA UMA NOITE REPLETA DE ALEGRIA!!!!

Hoje é dia de comemoração!! É no Natal que celebramos o nascimento do menino Jesus. É no Natal que famílias se unem em torno à mesa para muitas comilanças. Neste dia, as intrigas e brigas ficam de lado e o amor e a celebração dão o tom da festa. Hoje é dia de agradecer, (eu agradeço todos os dias), tudo que Deus nos deu nesta vida, inclusive, nosso sofrimento. Uma coisa eu digo: "nada é em vão". Que nosso Pai Todo-Poderoso abençoe com seu manto sagrado todas aquelas que estão com dores no dia de hoje, para que elas possam ter um pouco de paz no coração e na alma, e que consigam pelo menos ceiar com a família. Aproveito para fazer um pedido: permaneçam com fé, pois dias melhores virão.

O A Endometriose e Eu deseja um Natal repleto de alegria, paz, luz e harmonia a todos vocês que fizeram do blog, o mais lido do mundo todo em 2012. Que a paz de Jesus Cristo esteja convosco nesta noite mágica e em todos os dias de nossas vidas. Que nosso ai perdoe todos os nossos pecados e que nos dê muita sabedoria. Que Ele conforte as almas daquelas que sofrem, em especial, daquelas que perdoe aquelas que ainda teimam em querer o mal de quem faz o bem. Agradeço a minha amada Rosimery Santos que fez o nosso lindo cartão de Natal. Agradeço muito a Deus por todas as pessoas que Ele colocou em minha vida neste ano. Mas o post de agradecimento e de reflexão sobre o ano que está acabando não será hoje, mas antes do dia 31. Aproveitem muito a noite de hoje e aproveitem muito a vida! Beijos com carinho!


sábado, 15 de dezembro de 2012

A EXPRESSÃO "O QUE É ENDOMETRIOSE" É UMA DAS MAIS PESQUISADAS NO GOOGLE BRASIL!!

Nas minhas andanças pela net, achei algo bem curioso.. onde? Onde? No google! Sabe aquelas dúvidas que queremos saber e colocamos no google para pesquisar? Aliás, para muitos o nome do site já virou até verbo. É muito comum no Brasil, em vez de dizer “Vamos pesquisar na internet” já logo falamos “vamos dar um google?” Pois é, o maior site de pesquisas do mudo fez um especial, o Zeitgeist 2012, com levantamento das principais buscas do mundo, incluindo o Brasil, sobre quais palavras e quais expressões as pessoas mais digitaram no site em 2012. E, no Brasil, adivinha qual palavra está na segunda posição da expressão “O que é?” Sim, a Endometriose. Se, para muitos isso é uma surpresa, para mim não é. Desde que o A Endometriose e Eu tornou-se o blog mais lido do mundo sobre endo, eu ando bem assustada com tantos e-mails e comentários que o blog recebe. Muitos deles pedindo ajuda. Porém, esta pesquisa do google vem de encontro a missão do blog: ter o reconhecimento da endometriose como social no Brasil. Se a expressão “O que é Endometriose” é uma das mais digitadas no google Brasil, é porque cada vez mais as mulheres brasileiras estão descobrindo que têm endometriose. E essa expressão é algo recorrente no blog. “O que é Endometriose” só está atrás da expressão “O que é Ecossistema”. E na frente de muitas conhecidas como “O que é Ecologia”, “O que é Estado”, “O que é Empreendedorismo”, dentre outras.

Inclusive, o A Endometriose e Eu foi o primeiro veículo nacional a colocar em xeque que o país tem o maior número de portadoras do mundo, cerca de 10 a 15 milhões de mulheres. Porque na boa, o número que os médicos usam (de 6 milhões) só abrange mulheres que estão em idade reprodutiva. Daí, eu pergunto: “E aquelas que começam na adolescência, não entram na estatística?” Como eu, por exemplo... Uma das coisas que dá raiva do Brasil é o fato de tudo ser incompleto neste país. Porém, não foi por acaso que o blog ficou entre os 3 finalistas do Prêmio Top Blog Brasil 2012. Já que trabalhei bastante o blog no prêmio só para ir lá (independente do lugar que ele irá ficar) para discursar para a nossa presidente pedindo o reconhecimento da doença como social, é porque sei que ter endometriose está virando um surto no Brasil. Porque não dá para ter uma mulher no comando do país que ignora uma grande parcela da população feminina. Eu tenho vergonha de ser governada por uma mulher que não conhece e não reconhece a pior doença que atinge as mulheres Aliás, aproveito para informar que alteraram a data da premiação do dia 08 de dezembro para o dia 26 de janeiro. E neste mês será o ideal, já que irá sair uma matéria de uma grande publicação brasileira onde peço uma audiência com a nossa presidente, Dilma Rousseff. E não adianta copiar minhas palavras, é preciso coragem para fazer tudo isso. E agora só vou descansar quando conseguir aquilo que almejo há quase 3 anos: ter o reconhecimento da doença para que nós portadoras passamos a ter direitos, como outros portadores de doenças crônicas têm.


Porque a única coisa que fazem por aqui direito é a tal da corrupção... isso aí, os políticos sabem bem e como sabem fazer. E fazem tão perfeito que nem deixam rastro. Até parece que existe curso de doutorado para isso. Afe, que medo! Porém, o que está invisível aos olhos dos homens aqui na Terra, está sendo beeem visível aos olhos de nosso grande juiz, Deus. Até porque quem tem dinheiro não vai pra cadeia no Brasil, né, então, de que adianta ter julgamentos, se tudo acaba em pizza... Portanto, todos os corruptos (digo todos, de todas as áreas, porque existe corrupção em todos os lugares neste país) se não pagarem por aqui, irão pagar depois. Digo isso porque até mesmo no meu prédio, onde moro há pouco tempo, minha mãe (e outros moradores) descobriram que estavam roubando, desviando dinheiro do condomínio. É mole! Eu fico pasma com tudo que vejo por aqui. E confesso que tenho uma vontade enorme de morar num país honesto! Esse é um de meus grandes sonhos! Enquanto isso cumpre aqui missão de portadora e de jornalista. Beijos com carinho!!

sábado, 8 de dezembro de 2012

MAIS CARTAZES DA PARCERIA INTERNACIONAL: BRASIL, MÉXICO, PANAMÁ E PORTO RICO!!

Após colocar o vídeo e os três primeiros pôsteres da primeira parceria internacional do blog, colocarei mais alguns em espanhol para vocês irem conhecendo um pouco mais sobre a campanha em prol do diagnóstico precoce da endo. Já terminei a tradução do espanhol para o português de todo material (vídeo, pôsteres e release) para começarmos esta maravilhosa campanha no Brasil no início de 2013, antes de março, o mês mundial de conscientização da endo. Em breve, o Brasil também irá entrar neste calendário mundial. Esse é um dos motivos de todo meu engajamento. Afinal, o Brasil é o país mais doente do mundo, quando o assunto é endometriose. Toda vez que assisto ao vídeo fico emocionada. Não só por ver os logos do blog que serão espalhados no mundo todo, mas porque Eva conseguiu traduzir exatamente o que eu queria e o arame farpado em volta da barriga retrata muito bem nossas dores. Desde o início do blog, eu retrato essas dores tipo "pontadas de faca, pontadas de agulhas" que tanto nos machuca, as quais são incompreensíveis para quem não as sentem. 

Já falei com a Eva Marina e eu irei escolher as pessoas e os grupos que irão encabeçar comigo esta campanha no Brasil. Não adianta falar com ela, pedir a ela, pois como ela já me escolheu para isso, serei a responsável por esta etapa, para colocar apenas pessoas do bem e para o bem nesta campanha. Sei que dois grupos já entraram em contato com ela, mas isso é perda de tempo. Quem quiser ajuda, tem de enviar email para carolinesalazar7@gmail.com Até porque o mês de janeiro promete. Ajudei uma jornalista numa matéria sobre a doença, de uma grande publicação, e pela primeira vez, a matéria deverá falar sobre a grande missão do blog: o reconhecimento da doença como social no país.


Provavelmente, após minha declaração, acho que nossa presidente, Dilma Rousseff, passará a conhecer e reconhecer a doença como social e, consequentemente, passará a reconhecer as cerca de 10 a 15 milhões de mulheres que portam a doença. Porque é como se todas nós ainda não existíssemos para nossa presidente. Como cidadã brasileira, que pago todos os impostos, eu tenho vergonha de ter uma mulher comandando o país que não conhece e nem reconhece a pior doença tipicamente feminina que atinge nós mulheres. O pior é saber que o Brasil tem mais mulheres do que homem, segundo o último Censo de 2010. Aproveito para informar que foi alterada a data da entrega do prêmio Top Blog Brasil 2012, que estava marcada para hoje prorrogada para o dia 26 de janeiro. Se já vamos começar janeiro com algumas novidades, tenho certeza que o ano de 2013 promete. Beijos com carinho!!


A Endometriose não tem idade. Ela já foi encontrada em mulheres dos 10 aos 76 anos de idade



Cerca de 87% das dores pélvicas femininas são causadas pela Endometriose


A Endometriose não distingue idade, raça e nem fronteiras

 O que estará escrito atrás de cada cartaz