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terça-feira, 18 de outubro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!




Em "Com a Palavra, o Especialista", continuamos a série dos vídeos explicativos sobre a endometriose. Depois de explanar o que é a endometriose, o doutor Hélio Sato fala sobre o diagnóstico da doença. O que o médico deve levar em conta para fechar o diagnóstico? Quais os principais sintomas da doença? Destes qual é o que deve chamar mais atenção do especialista para o diagnóstico? Quais são os exames específicos complementares que podem detectar a endometriose? Aperte o play! Mais um vídeo imperdível que deve ser compartilhado para espalhar a conscientização da endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!




Em "Com a Palavra, o Especialista" vamos apresentar alguns vídeos que o doutor Hélio Sato fez sobre a endometriose. É uma série de cinco vídeos explicativos. No primeiro capítulo ele fala de uma forma bem didática o que é a endometriose. Compartilhe os textos do A Endometriose e Eu e espalhe a correta conscientização sobre a doença que atinge mais de 10 milhões de meninas e mulheres brasileiras, mais de 200 milhões no mundo todo. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A HISTÓRIA DA LEITORA MICHELE KAISER, SUA ENDO GRAU III E SUA GRAVIDEZ TRIGEMELAR NATURAL!!

Michele com sua filha, Mônica, e seus trigêmeos Matheus, Murilo e Marcelo
Foto: arquivo pessoal/ Michele Kaiser



A primeira história das leitoras de 2015 é pra lá de inspiradora! Por isso, ao receber o email de Michele, em dezembro, preferi esperar um pouco e contá-la no início do ano, para levar ainda mais fé e esperança às endomulheres. A maioria das mulheres, ao se deparar com o diagnóstico da endometriose, já logo põe na cabeça que não poderão engravidar. Aliás, muitas delas descobrem a doença ao tentar engravidar. Assim como Michele que, após frustadas tentativas de gravidez, foi à sua ginecologista para ver o que estava acontecendo. E bingo: endometriose. Após a cirurgia, outra surpresa: endometriose grau III em vários órgãos, dentre eles, no intestino, na bexiga, no ovário, que estava aderido ao útero. Apesar de a doença ser a maior causa de infertilidade feminina, é possível sim engravidar com endometriose. É preciso lembrar que a gestação não é a cura para a endo. Por isso acho sem sentido a frase: "Venci a endometriose" ao ver uma endomulher grávida. O "vencer" a endometriose, ao meu ver, é para quem está livre dos focos. Acho que o correto seria: "Venci! Consegui engravidar mesmo com endometriose". Lembramos também que a infertilidade independe do grau da doença. 

Infelizmente, se a mulher tiver focos, eles irão continuar lá após a gravidez. Como relatou nossa endomamãe Tatiana em seu último artigo e também nossa querida Hosana Santana. Ela tem endo severa e teve três filhos naturalmente. Leia o texto do cientista americano David Redwine: A gravidez é a cura para a endometriose? Muitas mulheres só descobrem ser portadoras anos depois de terem filhos. Muitas passaram maus bocados em suas gestações por conta da doença, mas ainda não sabiam o que tinham. Eu acho que manter a fé, persistir no objetivo (mesmo após alguns negativos) e manter sempre a esperança e a perseverança com otimismo são fatores determinantes para um futuro positivo. Desistir jamais, quando se tem um sonho! Afinal, somos filhas de um Deus do impossível, e nada é impossível para o nosso Pai. Eu que o diga! Mais que a endometriose, meu grande problema é as malditas aderências (a grande vilã da infertilidade). Porém, ao fazer exames para engravidar descobri que tinha baixa ovulação. No processo de indução descobri que meu ovário esquerdo estava paralisado, ou seja, ele estava dentro de mim, mas sem funcionar. Leia minha 'Bárbara' vitória da maternidade (parte 1 e parte 2). Por isso tenho certeza que o testemunho da Michele é de grande importância para quem acha que não poderá ter filhos por ter endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

“Meu nome é Michele Faé Velho Kaiser, tenho 32 anos, sou casada com o Maurício Kaiser, de 36, moro em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Eu e meu marido nos casamos em 2006 e, desde então, combinamos de esperar cinco anos para ter bebê. Na época eu tinha 23 anos e ele, 27, e queríamos curtir nosso casamento antes de termos nossos filhos. Três anos após subirmos ao altar, em 2009, já começamos a tentar. Foi quando descobrimos minha endometriose, aos 27 anos. Estava há quase um ano tentando, sem tomar anticoncepcional, e, apesar de meu ciclo estar normal, tinha menstruação a cada 30 dias, ainda nada. Eu não sentia tantas dores assim, mas meu fluxo era intenso. Por meio de um exame de toque foi possível sentir um nódulo de cerca de 1,5cm; havia líquido no fundo de saco e o CA 125 estava alterado, marcando 66.

Minha ginecologista na época me sugeriu a vídeolaparoscopia para desobstrução das trompas e “faxina” dos focos no organismo. Disse que poderíamos tentar engravidar um mês após a cirurgia. Me submeti à cirurgia em fevereiro de 2010. Durante a cirurgia, ela viu que meu caso era mais grave do que parecia. Aquele “nódulo” era, na verdade, meu ovário esquerdo todo bagunçado, fora do lugar, aderido ao meu útero. Foi necessário fazer uma ooforoplastia (nota da editora: retirada somente do cisto de ovário (no caso da endometriose, o endometrioma de ovário, é uma forma de conservação do órgão). 

Os focos foram retirados onde foi possível, mas devido a quantidade (a médica preferiu não mexer nos focos no intestino) fui orientada a tomar uma injeção de Zoladex, que me deixaria em menopausa induzida por três meses. Segundo minha médica, esse tratamento faria com que os focos que não haviam sido removidos na cirurgia secassem. Passados esses cruéis três meses, reiniciamos as tentativas, sem sucesso. Foi quando a médica me prescreveu indutor de ovulação e acompanhamento do ciclo através de ecografias transvaginais. Descobri, durante esse processo, que, além da endometriose, eu tinha ovulação tardia (lá pelo 22º dia do ciclo) e insuficiência de progesterona (o hormônio presente na segunda fase da ovulação).

Vimos que um óvulo maturou e assim que passaram os dias da ovulação fizemos a “lição de casa”. Comecei a tomar progesterona para segurar uma possível gravidez. Alguns dias depois, fiz teste de farmácia em casa e bingo: estava grávida. Foi uma alegria muito grande!

Minha gravidez transcorreu com algumas intercorrências iniciais. Tive deslocamento de placenta e, por isso, foi me recomendado repouso absoluto. Após as 12 primeiras semanas, fui liberada a fazer o que quisesse. A partir daí minha gestação correu tranquilamente. Dei à luz a Mônica com 38 semanas e 2 dias, em 4 de agosto de 2011, aos 28 anos, um mês antes de meu aniversário.

Como sempre quis ter dois filhos, parei novamente de tomar anticoncepcional em janeiro de 2013, aos 30 anos. Havia demorado muito para engravidar pela primeira vez, mas minha médica dizia que eu estava livre da endometriose. Pelo menos até deixá-la desenvolver-se de novo. Além das 38 semanas de minha primeira gestação, fiquei tomando anticoncepcional contínuo, portanto sem menstruar, durante 1 ano e seis meses, para não facilitar o retorno do problema. Quando resolvi engravidar de novo, queria que acontecesse logo, para não ter vários ciclos menstruais e, assim, evitar que a endometriose começasse a se desenvolver. Por sorte, engravidei no segundo ciclo e a única medicação que tomei foi a progesterona, assim como na primeira gravidez.

Na primeira ecografia, a médica olhou para a tela do computador e disse: “São dois sacos gestacionais”. Meu marido e eu ficamos pasmos. Dois? Mas ainda era muito cedo para ouvir os corações. Ela nos orientou a fazer nova ecografia após 10 dias para confirmar se eram mesmo gêmeos, porque um dos sacos gestacionais era maior do que o outro e, porque, segundo ela, é comum um dos embriões ser reabsorvido pelo organismo no início da gestação. Sendo assim, 10 dias depois fizemos a segunda eco, mas em outro laboratório. Expliquei ao outro médico a situação e, quando o exame iniciou, pudemos ver que os dois sacos ainda estavam ali. Ufa! Porém, ele, examinou tudo muito em silêncio e depois de alguns minutos nos disse: "Bem, temos dois sacos gestacionais, no primeiro está tudo certo, um embrião, o coraçãozinho batendo, a vesícula vitelina. Só que no outro há dois embriões. São trigêmeos!" Sem nenhum tratamento de fertilização ou uso de medicação para induzir a ovulação, eu estava grávida de três meninos, plurivitelinos. Dois idênticos, na mesma bolsa e compartilhando a mesma placenta, e um diferente, em seu próprio saco gestacional.

Minha gravidez trigemelar transcorreu normalmente e consegui levá-la até as 34 semanas! Matheus, Murilo e Marcelo nasceram com 2,070kg; 1,950kg e 1,990kg, respectivamente, no dia 4 de outubro de 2013. Eles ficaram 15 dias no hospital, sendo sete na UTI neonatal e oito em uma salinha para ganharem peso. Hoje eles têm 1 ano e 3 meses, e a Mônica, 3 anos e 5 meses.

Resolvi contar minha história no A Endometriose e Eu, pois sei que a maioria das mulheres quando estão tentando engravidar ficam apavoradas quando são diagnosticadas com endometriose. Mas não podemos nunca perder a fé. Apesar do susto de termos tido trigêmeos, sem ter feito nenhum tratamento, todos os nossos filhos foram muito desejados e são muito amados. Somos uma família completa! Espero que minha história ajude a manter sempre a esperança às endomulheres. Não existe o impossível. Beijo com carinho!! Michele”. 

Para quem quiser conhecer a rotina de Michele com seus quatro filhos, acesse seu blog: Os trigêmeos da Michele. 

sábado, 15 de dezembro de 2012

A EXPRESSÃO "O QUE É ENDOMETRIOSE" É UMA DAS MAIS PESQUISADAS NO GOOGLE BRASIL!!

Nas minhas andanças pela net, achei algo bem curioso.. onde? Onde? No google! Sabe aquelas dúvidas que queremos saber e colocamos no google para pesquisar? Aliás, para muitos o nome do site já virou até verbo. É muito comum no Brasil, em vez de dizer “Vamos pesquisar na internet” já logo falamos “vamos dar um google?” Pois é, o maior site de pesquisas do mudo fez um especial, o Zeitgeist 2012, com levantamento das principais buscas do mundo, incluindo o Brasil, sobre quais palavras e quais expressões as pessoas mais digitaram no site em 2012. E, no Brasil, adivinha qual palavra está na segunda posição da expressão “O que é?” Sim, a Endometriose. Se, para muitos isso é uma surpresa, para mim não é. Desde que o A Endometriose e Eu tornou-se o blog mais lido do mundo sobre endo, eu ando bem assustada com tantos e-mails e comentários que o blog recebe. Muitos deles pedindo ajuda. Porém, esta pesquisa do google vem de encontro a missão do blog: ter o reconhecimento da endometriose como social no Brasil. Se a expressão “O que é Endometriose” é uma das mais digitadas no google Brasil, é porque cada vez mais as mulheres brasileiras estão descobrindo que têm endometriose. E essa expressão é algo recorrente no blog. “O que é Endometriose” só está atrás da expressão “O que é Ecossistema”. E na frente de muitas conhecidas como “O que é Ecologia”, “O que é Estado”, “O que é Empreendedorismo”, dentre outras.

Inclusive, o A Endometriose e Eu foi o primeiro veículo nacional a colocar em xeque que o país tem o maior número de portadoras do mundo, cerca de 10 a 15 milhões de mulheres. Porque na boa, o número que os médicos usam (de 6 milhões) só abrange mulheres que estão em idade reprodutiva. Daí, eu pergunto: “E aquelas que começam na adolescência, não entram na estatística?” Como eu, por exemplo... Uma das coisas que dá raiva do Brasil é o fato de tudo ser incompleto neste país. Porém, não foi por acaso que o blog ficou entre os 3 finalistas do Prêmio Top Blog Brasil 2012. Já que trabalhei bastante o blog no prêmio só para ir lá (independente do lugar que ele irá ficar) para discursar para a nossa presidente pedindo o reconhecimento da doença como social, é porque sei que ter endometriose está virando um surto no Brasil. Porque não dá para ter uma mulher no comando do país que ignora uma grande parcela da população feminina. Eu tenho vergonha de ser governada por uma mulher que não conhece e não reconhece a pior doença que atinge as mulheres Aliás, aproveito para informar que alteraram a data da premiação do dia 08 de dezembro para o dia 26 de janeiro. E neste mês será o ideal, já que irá sair uma matéria de uma grande publicação brasileira onde peço uma audiência com a nossa presidente, Dilma Rousseff. E não adianta copiar minhas palavras, é preciso coragem para fazer tudo isso. E agora só vou descansar quando conseguir aquilo que almejo há quase 3 anos: ter o reconhecimento da doença para que nós portadoras passamos a ter direitos, como outros portadores de doenças crônicas têm.


Porque a única coisa que fazem por aqui direito é a tal da corrupção... isso aí, os políticos sabem bem e como sabem fazer. E fazem tão perfeito que nem deixam rastro. Até parece que existe curso de doutorado para isso. Afe, que medo! Porém, o que está invisível aos olhos dos homens aqui na Terra, está sendo beeem visível aos olhos de nosso grande juiz, Deus. Até porque quem tem dinheiro não vai pra cadeia no Brasil, né, então, de que adianta ter julgamentos, se tudo acaba em pizza... Portanto, todos os corruptos (digo todos, de todas as áreas, porque existe corrupção em todos os lugares neste país) se não pagarem por aqui, irão pagar depois. Digo isso porque até mesmo no meu prédio, onde moro há pouco tempo, minha mãe (e outros moradores) descobriram que estavam roubando, desviando dinheiro do condomínio. É mole! Eu fico pasma com tudo que vejo por aqui. E confesso que tenho uma vontade enorme de morar num país honesto! Esse é um de meus grandes sonhos! Enquanto isso cumpre aqui missão de portadora e de jornalista. Beijos com carinho!!