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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

INFERTILIDADE SECUNDÁRIA: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

imagem cedida por Free Digital Photos


Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

Infertilidade secundária, você sabe o que é isso?

Hoje vou abordar um assunto que quase ninguém fala: a infertilidade secundária. Você sabe o que é infertilidade primária e infertilidade secundária? A maioria das pessoas acha que a infertilidade atinge apenas o casal que ainda não tem filhos.  Você sabia que um casal que já tem filhos pode se tornar infértil no decorrer dos anos?

Quando um casal ainda não tem filhos e se descobre infértil ele tem a chamada infertilidade primária. Já quando ou o homem ou a mulher já têm filhos, juntos ou não, e estão com dificuldade de conceber o segundinho ou o terceirinho... eles sofrem da infertilidade secundária. Por isso quando se fala em infertilidade o assunto é muito mais grave do que se pensa e é preciso ter um olhar mais amplo sobre o assunto.

Segundo o Censo 2010 estima-se que no Brasil há 11 milhões de milhões de pessoas com problema reprodutivo, ou seja, um a cada seis casais é infértil. Porém, como pouco se fala em infertilidade secundária é muito provável que nesta estatística esteja apenas àqueles que nunca tiveram filhos. É bem provável que o número de casais inférteis é muito maior se colocarmos esses tentantes secundários na estatística. E isso significa que qualquer um de nós, em qualquer momento de nossas vidas, poderemos vivenciar a infertilidade, seja ela primária ou secundária.

A endometriose é a maior causadora da infertilidade feminina. Cerca de 40 a 50% das endomulheres são consideradas inférteis. Entende-se por infertilidade quando o casal é incapaz de gestar um filho num período de 12 meses, dependendo da idade da mulher, mantendo relações sexuais regulares e sem o uso de contraceptivos. A infertilidade atinge homens e mulheres em porcentagem iguais - 40% para cada sexo -, e 20% é a chamada de infertilidade sem causa aparente. Nos Estados Unidos cerca de 12% das mulheres têm a infertilidade secundária. No Brasil não há uma estatística.

Quem sofre de infertilidade secundária tem sua dor velada e sofre em silêncio. Pelo fato de já terem tido um ou mais filhos, é difícil ver mulheres que sofrem da infertilidade secundária se queixando dela, como é comum no caso da infertilidade primária. Outra questão é a culpa que essas mulheres (ou homens) sentem quando se descobrem inférteis. Por exemplo: quem sempre sonhou em ter dois, três ou quatro filhos, ou quem vem de uma família com muitos irmãos, quando se descobre infértil secundário começam a ter a culpa de que ter apenas uma criança não é suficiente.

As causas da infertilidade secundária, geralmente, são as mesmas das primárias: tubas uterinas obstruídas, baixa reserva ovariana ou algum outro problema de ovulação, cicatrizes no útero, endometriose e baixa produção de esperma para os homens, dentre outras. Independente do tipo de infertilidade temos de lembrar que esta é uma doença reconhecida pelo Ministério da Saúde e com Classificação Internacional de Doenças (CID) e que é um direito de todo cidadão ter tratamento para realizar o sonho da maternidade e paternidade. Mas este tema será assunto para outro texto. Beijo carinhoso!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": VOCÊ SABE O QUE É INFERTILIDADE SECUNDÁRIA? NÃO IGNORE ESSA DOR!!


imagem cedida por Free Digital Photos

"Em Superando a Endo Infertilidade", mais um texto da parceria exclusiva do A Endometriose e Eu e da ativista americana de infertilidade Casey Berna. Um texto para reflexão, para que todos saibam que a infertilidade é muito mais abrangente que possamos imaginar. Você conhece alguém que teve o primeiro filho, mas que nunca conseguiu ter o segundo? Muito se fala da infertilidade, da questão de não conseguir ter filhos, mas você sabe o que é infertilidade secundária? Somente sabe o que é a infertilidade, àquelas que viveram-a em sua plenitude. Você sabia que existe a infertilidade primária e a secundária? Pois é, esse texto vai interessar às pessoas que têm infertilidade primária e a secundária, para quem nunca conseguiu ter o primeiro filho, mas também para àquelas que tiveram seu primeiro filho, mas que nunca conseguiram ter o segundo. Retratado, claro, por quem viveu tanto uma infertilidade quanto a outra. Artigos exclusivos, informações  de qualidade sobre endometriose e infertilidade você só lê aqui, no A Endometriose e Eu.  Sempre à frente para informar quem é mais importante para nós, nossos (as) queridos (as) leitores (as). Beijo carinhoso! Caroline Salazar 


Não ignore a dor da infertilidade secundária

Por Casey Berna
Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

Infertilidade secundária é um assunto meio confuso na comunidade infértil. Existem tantas mulheres sofrendo de infertilidade primária (nota da editora: quando a mulher tenta ter seu primeiro filho, mas se descobre infértil), mulheres que estão fazendo tudo para ter um filho, ansiando por um, e lamentando sobre o desejo de algumas quererem um segundo filho, o que pode parecer egoísta e sem ingratidão pela sorte que tiveram.

Eu me lembro de ver mulheres com crianças pequenas no consultório do meu especialista de infertilidade. Eu me lembro de pensar “Sério? Eu seria feliz com apenas um bebê. Será pedir muito, apenas um bebê? Pelo amor de Deus, me dê um bebê. Eu não vou pedir mais nada nunca mais.”

Avancemos no tempo que eu levei para finalmente conceber a minha filha e dar à luz. Enquanto eu a levava do hospital me perguntei: “Por favor, será que eu posso ter duas horas de sono seguidas? Eu prometo que não vou pedir mais nada, nunca mais.”

Avancemos no tempo seis meses após esse momento e lá estava eu, “AQUELA” paciente gananciosa na consulta do meu especialista com uma bebê (que eu tinha a sorte de poder deixar com o meu marido durante as consultas com o meu médico para não encher o saco dos outros pacientes). É isso aí: eu queria outro bebê. Estava implorando para o universo “Por favor, será que eu posso ter mais um bebê? Minha filha precisa de um irmãozinho. Eu não quero que ela fique sozinha no mundo.”

Não existe nada como a dor de a gente não poder ter filho quando é o que mais queremos do fundo do coração. Eu conheço essa dor bem demais e carreguei o seu peso por muitos anos antes de ter nossa filha. Não poder ter outro bebê é algo também difícil por algumas das mesmas razões, mas também existe dor em não poder dar um irmãozinho para seu filho, se isso é o que você sempre quis para a sua família.

Recentemente eu sentei de novo com o doutor Michael Blotner, diretor médico da Westchester Fertility, que me explicou o básico sobre Infertilidade Secundária.

O que é Infertilidade Secundária?

É a incapacidade de um casal conceber após ter um filho. O intervalo temporal em que isso se considera como um problema depende da idade da mulher. Tal como na infertilidade primária, para uma mulher com menos de 35 anos, o intervalo temporal é um ano. Se a mulher já passou dos 35, a definição se aplica após 6 meses, pois o tempo urge.

Quais são as causas mais comuns da infertilidade secundária?

A infertilidade secundária pode surgir tanto no homem como na mulher. Toxinas ambientais, bem como fumo de cigarro, consumo excessivo de bebida, e certos medicamentos podem ter um impacto negativo progressivo na quantidade de qualidade do esperma.

Condicionantes físicos, tais como, doenças crônicas, ou varicocele (uma varicose na veia do escroto) podem também causar um declínio progressivo no esperma com o passar do tempo, ao ponto de o potencial de fertilidade do homem ser afetado. Na mulher, a causa mais comum é o declínio na qualidade e/ou quantidade dos óvulos. Esses fenômenos com frequência ocorrem em simultâneo, e são um resultado natural do envelhecimento. Cada mulher tem o seu "estoque" de óvulos quando nasce, e isso é altamente individual.

Infelizmente, estamos vendo várias  mulheres jovens com um declínio na sua reserva de óvulos, baseado em avaliação hormonal e de ultrassom. Em uma nota mais positiva, se o problema for detectado precocemente, e se for aplicado um tratamento de fertilidade, as chances de uma gravidez de sucesso aumentam.

Fatores físicos também podem danificar as trompas, seja uma infecção anterior não diagnosticada (assintomática) ou endometriose ou uma doença não infecciosa na pelve, ambas podendo agravar com o tempo. Fibrose uterina, embora não impactando diretamente a fertilidade, pode afetar o fluxo sanguíneo do revestimento do útero, o que pode levar a aborto em qualquer hora da gravidez.

Quais tratamentos estão disponíveis para ajudar casais com infertilidade secundária?

O passo mais importante é o casal procurar a ajuda de um endocrinologista reprodutivo (no caso, ginecologista especializado, para mulheres, e andrologista, para os homens). Claro que o tratamento irá depender de fatores envolvendo a fertilidade do casal. A avaliação da reserva ovariana, do sêmen e das trompas são fundamentais. Se o médico suspeitar que a mulher possa ter doença nas trompas, uma laparoscopia com laser de CO2 poderá ser necessária.

Para os fatores mais comuns de esperma e de óvulos, a abordagem mais simples é estimular os ovários com hormônios a produzir mais de um óvulo por ciclo, e fazer inseminação intrauterina (IIU), mais conhecida como inseminação artificial (IA). Essa abordagem pode afetar 40-50% da taxa de gravidez no terceiro ciclo de tratamento. Para casos em que os óvulos ou o esperma estejam mais comprometidos, ou se a inseminação falhar, pode ser necessária uma fertilização in vitro (FIV). A FIV permite a fertilização direta dos óvulos no laboratório com o esperma do companheiro, e o desenvolvimento do embrião que pode ser transferido para o útero.

A taxa de sucesso de gravidez por FIV por transferência é aproximadamente três vezes maior do que a da IIU, e o número de embriões transferidos pode ser limitado para evitar vários filhos em uma única gestação.

Viver a infertilidade secundária é doloroso, estressante e muitas vezes chocante para alguns casais que não tiveram problema relacionado com gravidez com seu primeiro filho. Se você está tendo esse problema, fique sabendo que não está só, e que existem recursos por aí que podem ajudar nessa viagem.