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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

"A VIDA DE UM ENDOMARIDO": ENDOMULHER MORRE APÓS NEGLIGÊNCIA DE HOSPITAL EM LONDRES, NA INGLATERRA!

Foto: artigo original Daily Mail

Hoje em "A Vida de um Endomarido" Alexandre traz um texto que está dando o que falar nas comunidades gringas. Você leu bem o título: mulher com endometriose morre após negligência de um hospital em Londres. A gente sempre pensa que essa barbaridade da "negligência" só acontece em nosso país. Mas não, desta vez, foi num país de primeiro mundo, e o que dizer? Eu só lamento que há maus profissionais como os do texto abaixo, e falo que todas nós estamos sujeitos às negligências médicas. Muitas pessoas não dão o real valor a quem sofre com esta enfermidade. Depois falam que endometriose não mata, que é uma doença boba. Já traduzimos um artigo de uma assistente médica americana sobre sua endometriose que poderia ter matado-a. A endometriose pode matar, sim! Esse artigo é muito importante já que a própria paciente, uma assistente médica (alguém da área da saúde), fala da gravidade do seu tumor de endometriose. Portanto não é qualquer paciente falando. Precisamos ser levadas à sério. Precisamos mostrar nossa cara, para mostrar que somos muitas e que precisamos de respeito e de tratamento digno, como qualquer ser humano. Por isso junte-se a nós na 3ª edição da EndoMarcha, clique aqui e faça seu cadastro. Basta preencher o cadastro uma única vez. Juntas somos mais fortes. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Tradução: Alexandre Vaz

Edição: Caroline Salazar



Mulher falece após recepcionista do hospital considerar que ela não estava “tão doente assim”

Madhumita, 30 anos de idade, morreu após falha dos seus órgãos em menos de quatro dias após a recepcionista do hospital considerar que ela não estava “tão doente assim”, como relatam os investigadores do caso. Essa decisão foi tomada por um dos membros do staff do Hospital Universitário Corydon em Londres, na Inglaterra, e terminou com a morte dessa jovem mulher.

Mandal foi levada para a urgência do hospital universitário Croydon pelo marido, Prabhanjan Behera, após vomitar por mais de quatro horas na manhã de um sábado em setembro de 2013.

A recepcionista Triveni Dhavade encaminhou-a para a urgência que cuida apenas de doenças menos grave. Dhavade recebeu formação como farmacêutica na Índia, mas alegadamente nunca exerceu a profissão e trabalhou no hospital por 17 anos. A sua única qualificação reconhecida no Reino Unido é de conselheira de hipoteca.

Behera implorou para que uma enfermeira atendesse sua esposa, que vomitava repetidamente na sala de espera, mas Dhavade alegadamente não conseguiu achar uma profissional por mais de uma hora. Eloise Power, a advogada que representa a família, perguntou a Dhavade como foi possível que ela não achasse uma enfermeira para olhar a paciente. Dhavade respondeu: “Ela não estava assim tão doente. Eu não tinha como saber que ela estava tão doente assim.”

Quando uma enfermeira estava disponível e viu a gravidade do estado de Mandal, ela correu com a paciente para a sala de reanimação.

Quando Mandal finalmente foi observada por um médico, vários desentendimentos entre dois colegas forçaram um médico júnior a dar instruções para que ela fosse levada para os cuidados intensivos.

A doutora Jessica Davies falou que o escrivão do departamento de urgência, doutor Ademola Tokan-Lawal, atrasou a chamada de uma equipe médica, insistindo que Mandal simplesmente precisava receber fluidos para diminuir seu ritmo cardíaco. Acabou falando: “Você pode consultá-la se quiser, mas eles não vão recebê-la, pois ela não está ruim o suficiente”, e aí a doutora Jessica referenciou a paciente.

Mandal chegou a ser operada de um cisto ovariano estourado, quase oito horas após chegar ao hospital no Sul de Londres.

Ela faleceu de septicemia e falha múltipla de órgãos quatro dias depois. Dehera falou que sua esposa tinha endometriose e estava com cirurgia marcada para remoção dos cistos alguns dias depois.

Após o falecimento de Mandal, Behera que era considerado seu dependente na Inglaterra não conseguiu a renovação do visto e teve de voltar para a Índia, pois “não existiam motivos imperiosos e compassivos” para continuar a residir no Reino Unido.

Behera retornou ao Reino Unido para acompanhar a investigação sobre a morte de sua esposa.

Fonte: Daily Mail

Comentário do Endomarido:

Olhando esse caso já de 2013, várias são as situações que correram da pior forma. Em primeiro lugar, permitam esse comentário. Tenho bastantes amigos brasileiros aqui em Portugal, e todos me indicaram que o SUS é um horror por comparação ao nosso sistema de saúde pública, que nós achamos ruim e que segundo eles por comparação é um luxo. Como puderam ler, esse caso aconteceu na Inglaterra, mais precisamente em Londres, um país que consideramos ter um padrão bem acima do nosso. E, no entanto, isso pode acontecer, como relatado pelo Daily Mail.

Como é possível? Bom, esquecendo o vício que tanto Portugueses como Brasileiros tem de botar a culpa no governo sobre chover demais e chover de menos, precisamos encarar que em todas as áreas e em todos os países existem bons e maus profissionais. São os trabalhadores que fazem a empresa, não o contrário.

Costumamos falar que a empresa X é certificada. É nada, a certificação é do profissional, se ele for embora aquele documento que foi emitido em nome do Manuel Feijão Preto não serve para mais ninguém. Da mesma forma, o prestígio que um hospital exibe foi conseguido pelo bom trabalho dos seus funcionários, e se eles diminuírem na qualidade, casos desses surgirão que irão abalar essa reputação. Isso deveria ser o suficiente para que a administração do hospital ponderasse muito bem quem contratar para os lugares chave. Quem está na triagem e na recepção não pode ser alguém sem experiência médica. Essa não é uma posição menor. Uma falha na avaliação da gravidade do estado de saúde de um paciente pode conduzir a uma demora que torne inúteis os esforços do melhor médico do mundo. Aí joga uma moeda para o alto: cara você chama o santo, coroa chama o cangalheiro. Se uma paciente chega vomitando desse jeito, tem alguma coisa errada com ela. Precisa ser observada o quanto antes por quem saiba o que está fazendo.

Pelo texto, que é uma interpretação do relato de alguém que talvez nem tenha acompanhado o caso diretamente, o marido parece ter entrado em pânico. Pobre homem, ele talvez tenha ficado desnorteado e sem saber o que fazer, levou a esposa para o hospital, mas poderia talvez ter feito mais; vamos ver o quê: Faz anos que minha esposa vai para todo o lugar com uma pasta contendo os exames médicos mais recentes, lista de medicamentos que está tomando e relatórios médicos. Isso está dentro do carro, pois quando ela vai para qualquer lugar mais longe ela sempre vai de carro. Basta uma hora de pé e ela já fica com dor, por vezes menos que isso. Então o carro é uma das melhores coisas que ela tem para manter autonomia. Isso faz com que nunca fique muito longe dos registros médicos caso precise apresentar eles, ou numa ida de urgência ao hospital, rapidamente dar a conhecer seu histórico ao profissional que atenda ela.

Mesmo numa condição como a endometriose, desvalorizada por muitos médicos, a assinatura de um colega (melhor se for especialista) afirmando que é portadora dessa doença e eles deixam de colocar muitos obstáculos. A razão é, já tem quem assuma a responsabilidade. O médico poderá facilmente alegar que não teve tempo de examinar um quadro tão complexo em contexto de urgência e baseou na informação que o colega passou no relatório. Não comece já a xingar a mãe do médico. O exercício da medicina hoje é muito complexo e bons advogados sempre conseguem colocar a culpa em alguém.

Os hospitais possuem departamentos jurídicos que muitas vezes conseguem lidar com isso sem consequências para os médicos ou o próprio hospital, mas que irá deixar o médico em maus lençóis perante a chefia de qualquer jeito. É a carreira deles em jogo. Podem inclusive ser presos. Então hoje o médico precisa se preocupar com tanta coisa além do exercício da sua função, que ser médico começa a ocupar a menor parte do que ele na realidade faz. Para evitar ser processado, o profissional hoje tem que se blindar contra toda e qualquer situação. Isso faz reduzir o tempo disponível para executar a sua função principal e dispara os custos pois essa blindagem não é de graça. Exemplo: na minha área, manutenção industrial, muitas vezes temos que usar instrumentos calibrados e certificados para garantir as leituras efetuadas num determinado processo. Para terem uma noção, por vezes só essa certificação que é anual, muitas vezes custa mais do que o próprio instrumento. Alguém vai ter que pagar isso, geralmente o cliente final. Qualidade custa dinheiro.

Será que foi falado para os médicos que Mandal tinha uma cirurgia marcada para remoção de cistos nos ovários dentro de alguns dias? Agora não adianta mais para Mandal, mas poderá fazer a diferença para você que lê isso agora. Leve sempre com você a documentação relevante que comprove que tem uma doença e a lista da medicação que está tomando. Pode ser que calhe com um médico picareta e não vai fazer diferença, mas se for atendida por um bom profissional, você estará ajudando e muito para que ele possa fazer o melhor trabalho e lhe dar a melhor chance. Procure ajudar o seu médico. Ele não é nem adivinho nem santo milagreiro. É apenas um ser humano que dedicou muito tempo a estudar para poder ajudar quem precise. Colabore com ele, pela sua saúde.

Já falei da recepcionista, ela não tinha a qualificação necessária (na minha opinião) para estar naquele posto, vamos nos médicos que ficam discutindo perante uma paciente. Que triste espetáculo esse. Como vocês falam aí, uma verdadeira palhaçada. É inadmissível que um médico júnior tenha que intervir perante dois colegas mais antigos solicitando aquilo que deveria ser a primeira coisa que qualquer um deles deveria ter feito. Encaminhar sem demora a paciente para o serviço adequado para garantir a sua segurança e bem estar.

Mas na cabeça desses dois provavelmente estava rolando uma batalha de egos enquanto eles estavam fazendo orçamento de quanto iria custar atender essa paciente e como poderia ficar mais barato. Num caso desses, se foi como eu julgo ter entendido, esses dois estariam no olho da rua e sem prejuízo das sanções legais resultantes das consequências na saúde da paciente.

Muita gente poderia ter feito melhor nesse processo todo. Fica a sensação de que o que aconteceu foi a pior versão possível que essa história poderia ter tido.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

DAVID REDWINE: DOR MESMO APÓS CIRURGIA COM EXCISÃO COMPLETA: SERÁ ENDOMETRIOSE OU ALGO A MAIS?

No texto de hoje, mais uma tradução exclusiva do A Endometriose e Eu que vai elucidar a tal dúvida de quem ainda tem dor após a excisão completa da endometriose. Por isso, a escolha do especialista é muito importante. Saber que ele é realmente especialista em endometriose e em laparoscopia faz toda diferença após a cirurgia. Mas para isso é preciso ter certeza, pedir a comprovação que o médico sabe mesmo. Ter acesso ao currículo lattes, e conhecer pacientes que já operaram com ele são fundamentais. Ao menor sinal de que alguma paciente do médico escolhido tenha tido alguma sequela, em especial, a tal dormência na perna, que esteja arrastando ou não sentindo a mesma, procure outro. Quando se trata de endo, não podemos ter pressa, mas sim, temos de ser seletiva. Já falamos aqui que uma videolaparoscopia feita por um especialista não deixa nenhuma mulher com sequela. Somente as aderências adquirimos com as cirurgias, mas mesmo assim a "cirurgia bem feita" faz toda diferença até nisso! E eu sou a prova viva disso, já que este é meu "grande problema" e há mais de um ano e meio passei a ter uma vida normal, como nunca tive antes. Com especialista e tratamentos corretos, é possível sim, controlar a doença e resgatar nossa vida. 

O blog está há quase 4 anos lutando para que a endometriose seja reconhecida como doença social e de saúde pública. O blog é o primeiro que reivindicar isso, pois só assim as mulheres terão acesso ao tratamento de qualidade de humano pelo SUS. Porque esta última palavrinha faz toda diferença também o escolher o especialista. Para que isso se torne uma realidade para as mais de 10 milhões que sofrem com a doença no Brasil, vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013 (clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conoscoE amanhã, nova coluna do blog: Endo Jurídica. Além de ser o blog mais completo sobre endometriose do mundo, o A Endometriose e Eu vai prestar assistência jurídica gratuita às leitoras. Mais um endomarido chegando para lutar conosco nesta causa. Obrigada a todos os voluntários que estão comigo nesta causa! A união faz a força e juntos somos mais fortes. Ah, e a pedido das leitoras estamos preparando uma linha especial de camisetas para a passagem de ano novo! Aguardem e não percam! Boa leitura! Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Dor persistindo após cirurgia com excisão completa: Será endometriose ou algo mais?

Por doutor David Redwine
Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

A maioria, mas não toda dor pélvica na mulher, deve-se a endometriose. Mesmo que a endometriose se encontre na pelve, tal não significa que seja na realidade a causa da dor que a paciente sente. Por esse motivo, não existe forma de garantir o alívio da dor após a cirurgia para a endometriose, mesmo que tenha sido removida toda a doença.

Felizmente, a maioria das pacientes reporta um melhoramento significativo ou total alívio da dor após essa cirurgia. Se a dor é por conta da endometriose, e se a doença é identificada e removida na totalidade, a dor passa. A única incerteza é se a endometriose foi a causa da dor desde o início.

Outras causas menos comuns da dor pélvica incluem miomas no útero, adenomiose do útero, tecido cicatricial (as aderências), cistos ovarianos, problemas entre a massa muscular e o esqueleto e fatores desconhecidos afetando o útero e os ovários.

Os miomas podem ser removidos se forem grandes o suficiente para ser vistos, e isso frequentemente pode ser feito com o laparoscópio, sendo que os mais pequenos podem passar despercebidos, continuar a crescer e a causar dor. O tecido cicatricial pode ser corrigido com o laparoscópio, tal como os cistos ovarianos. A adenomiose geralmente pode ser diagnosticada e tratada apenas com a realização de histerectomia. Algumas pacientes com dor pélvica podem adotar uma mudança na postura para ajudar a lidar com a dor, e isso poderá resultar em espasmo muscular, e consequentemente, dor.

Se a portadora possui uma destas condições, e se a outra condição não for corrigida durante a cirurgia, então, é bem possível que no futuro venham a ocorrer mais episódios de dor. Mesmo que todos os focos de endometriose tenham sido removidos, a endometriose continuará a ser apontada como culpada de qualquer dor futura. Em seguida abordamos um caso real que irá demonstrar esse fenômeno:

LS, uma paciente de 35 anos com vários filhos, tinha dor pélvica e se submeteu a uma laparoscopia. Ainda que tenha sido descoberta endometriose na sua pelve, não estava no local certo para explicar a dor que sentia.

Para mais, ela não tinha uma endometriose muito avançada. Todos os focos da doença foram removidos por mim por laparoscopia. A paciente continuou a ter dor. Ela ainda se submeteu a histerectomia pelo seu cirurgião habitual, e na hora da cirurgia tanto o cirurgião como o seu assistente concordaram que não havia endometriose presente. Eu estava presente na sala de cirurgia, desta vez, apenas como observador. Ainda que não tenha detectado sinais óbvios de endometriose, eu vi mudanças sutis que mostrei para eles e que foram removidas. A biópsia deu negativo para endometriose. Até ao nível microscópico o útero estava normal.

Mesmo sem ter encontrado nenhuma patologia óbvia, a paciente reportou um alívio da sua dor. Todos os cirurgiões estavam em acordo que ela não tinha endometriose, mas apesar disso o diagnóstico final foi oficialmente registrado como “Endometriose”, provando mais uma vez que é impossível livrar da doença a partir do momento que é diagnosticada.

O corpo sara após a cirurgia formando tecido cicatricial. Como cirurgiões, não apenas dependemos disso, como estamos contando com esse fato. Na cirurgia pélvica, o tecido cicatricial pós-operativo  pode causar dor, ainda que isso não seja assim tão comum como poderíamos esperar. Se os ovários sofrerem uma cirurgia acima ou ao lado, então, esse tecido cicatricial que os irá envolver, tem muitas chances de ser formado. A remoção de endometriose na bexiga, ligamentos uterosacros ou do solaho pélvico raramente resultarão na formação de tecido cicatrizacional significativo.

Não se conseguiu até hoje nada que consiga prevenir a formação de tecido cicatricial, e parece que  as ocorrências estão mais ligadas ao processo de cura da paciente e à localização da cirurgia. Se o tecido cicatricial surge e provoca dor, teremos a necessidade de um novo procedimento cirúrgico, já que não existem medicamentos que possam ser tomados para a remoção desse tecido.

A ameaça de formação do tecido cicatricial pós-operativo não é motivo suficiente para evitar a cirurgia para endometriose, já que essa fuga seria aceitar um medo do desconhecido e ignorar um problema bem real.

Quando a mulher nasce, cada um dos seus dois ovários possui milhares de óvulos, e cada óvulo está cercado por um pequeno folículo, que na verdade é um pequeno cisto. Como tal, cada ovário tem o potencial de formar muitos cistos ao longo da vida. Na verdade, pequenos cistos, geralmente, são formados antes e depois de cada ovulação, e esses cistos normais podem por vezes causar dor. Mesmo cistos maiores podem por vezes sumir sem tratamento. Não existem provas que possam sugerir que a cirurgia pélvica para a endometriose torne a mulher mais pré-disposta a ter cistos dolorosos.

A adenomiose é uma mudança estrutural dentro da parede muscular do útero. O útero pode parecer, visualmente e ao toque, como estando normal, e ainda assim ter adenomiose. Nem a laparoscopia nem a histeroscopia são capazes de diagnosticar a adenomiose, e não existe tratamento conhecido que a possa erradicar.


A maioria dos relatos na literatura médica com respeito à persistência da doença após excisão da endometriose revela taxas abaixo de 30% e na minha experiência tenho obtido resultados muito semelhantes. A conclusão é de que a dor persistente ou recorrente após a excisão completa da endometriose geralmente não se deve à doença. Focar exclusivamente na endometriose poderá não dar a resposta adequada às pacientes com dor após excisão cirúrgica.