segunda-feira, 29 de junho de 2015

A HISTÓRIA DA LEITORA SABRINA PERTERMANN E SUA GRAVIDEZ GEMELAR - PARTE 2!!

 Sabrina com Guilhermo e Cecília

Em 2012 contamos no A Endometriose e Eu a incrível história de superação da leitora catarinense Sabrina Petermann e sua endometriose severa. De todas as histórias a de Sabrina foi uma das mais devastadoras que já contamos aqui. Além de perder alguns órgãos, ela teve de fazer até plástica em sua vagina de tantos focos que ela tinha. Hoje contamos a segunda parte de sua história que a coroou com a chegada dos gêmeos Cecília e Guilhermo em sua primeira tentativa de fertilização in vitro (FIV). Mais uma história para se inspirar e nunca perder a fé!. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


“Após a alta do tratamento da endometriose (com zoladex e volta da menstruação) em março de 2012 foi a consulta de alta e meu médico disse que estava tudo bem agora. Nas consultas anteriores ele já havia me orientando que eu teria que engravidar naquele ano e que eu teria um ano para engravidar o que ele chamou de “janela fértil”. Enfatizou que caso eu tivesse interesse em ser mãe era “agora”. Sentindo a minha insegurança quanto à decisão, ele me disse uma frase que eu jamais esquecerei: “Como ginecologista eu digo que toda mulher ‘merece’ ser mãe”. Porém, eu estava insegura e assustada com a velocidade de tudo. Fiquei com um monte de “achismos” na cabeça. Eu achava que não era “uma pessoa” para fazer tratamento para engravidar. Eu achava que só faziam tratamento para engravidar pessoas que queriam muuuuito ser mãe. Eu queria, sim, claro que queria, mas achava que se não certo naturalmente eu adotaria e pronto. Estava resolvida esta questão.

Aliás quando eu estava internada em recuperação no hospital após  minha longa cirurgia, eu recebi a visita de uma senhora que estava acompanhando o marido em mais uma internação. Quando entrou no meu quarto ela disse: “Oi, sou assistente social aposentada, soube da tua cirurgia, do teu caso... da dificuldade que terás para ser mãe e eu quero te falar sobre adoção, te dar dicas de como fazer para o processo de adoção ser mais rápido e também te contar sobre a minha experiência como mãe de coração de 3”. Para mim isso era um sinal! Eu não poderia gerar, mas eu teria que adotar. Imediatamente pensei que Deus estava colocando aquela mulher no meu caminho para eu ver que eu poderia sim ser mãe de coração e que existem crianças à espera de uma mãe, de uma família (não só bebês). Que existe muito amor envolvido em adotar uma criança especial (com qualquer tipo de limitação) e etc. Eu tinha muito isso na minha cabeça e não queria nem tentar o tratamento de reprodução assistida.

Então, nessa consulta de “alta” eu disse: “Doutor não tem como tentar natural?” A resposta foi: “Três meses é o prazo que eu te dou. E se em 3 meses você não engravidar podes ir direto para clínica de fertilidade”. Voltei para casa empolgada. Passado o primeiro mês passou fiz um teste de gravidez de farmácia que deu negativo e logo veio a menstruação e pensei: “Por Deus, quem engravida em 3 meses? Só quem não quer engravidar”. E comecei a pesquisar os tratamentos, os valores. E já achei que aquilo tudo não era para mim, que eu não era “merecedora” de tal investimento financeiro, pois não sou “rica” para fazer tal tratamento e que eu não era “mãe” o suficiente para ser mãe. Enfim, eu achava que aquilo tudo não era para mim não. Eu pensava: “Pessoas ricas se tratam, pessoas pobres adotam e simples assim!”

Mas fui à clínica sozinha, sem o marido e recebi todas as informações sobre valores e voltei para casa. Isso tudo em uma consulta com o médico.

Ao chegar em casa mostrei um folder ao marido e expliquei tudo e disse: isso não é para gente. Tratamento é coisa de rico e nós não somos ricos, devemos adotar uma criança com mais de 3 anos, porque bebês todo mundo quer, e crianças com mais de 3 anos são poucos que querem. Nós vamos fazer isso.

E meu marido disse: “Eu quero tentar, eu acho que podemos tentar uma vez e se não der certo daremos um tempo, alguns anos para amadurecer melhor essa ideia de adoção. Eu não me sinto preparado para ser pai a ponto de adotar uma criança, pois isso é muito sério.

Voltei ao médico novamente sem o marido. E disse que queria tentar a inseminação artificial porque eu não tinha tanta vontade assim de ser mãe. Ele deve ter me achado uma ET. Primeiro porque todo mundo que vai lá vai de casal e eu ia sozinha e segundo porque parecia que eu estava quase fazendo o tratamento obrigada. E o que ele atende? Casais que super desejam serem pais.

 Sabrina com os bebês ainda no hospital

Ele calmamente me explicou que meu caso era problema feminino de infertilidade, para esses casos a indicação é a FIV. A inseminação é para casos de infertilidade masculina, e mesmo assim, em muitos desses casos ele indica a FIV, pois a chance de sucesso é maior. Voltei para casa transtornada pelo valor e por tudo.

Tudo era totalmente contra meu pensamento desde sempre. Eu achava que fazendo a FIV eu estaria “comprando” meu filho e que a natureza foi sábia em fazer mães que não podem gerar justamente para adotar os filhos daquelas mães que abandonam os seus. Na minha cabeça isso era simples assim.

Fui procurar formas de fazer o tratamento mais em conta. Passei tardes inteiras na internet pesquisando, já estava obcecada com isso. Os hospitais e as clínicas que faziam gratuitos como forma de estudo eram todas em São Paulo ou em outros estados e tinham filas de dois anos ou mais de espera e eu não tinha esse tempo a esperar.

Então, eu descobri o ProBEM (Programa que ajuda casais que tem doença crônica e problemas de concepção), que não é de graça, não é um super desconto, mas é uma ajuda, e qualquer ajuda estava valendo a pena. 

E fomos em frente. Começamos o tratamento na segunda semana de julho de 2012, exatamente no dia 16.  Eram injeções diárias de hormônios e eu me lembro de muitas mulheres ficando grávidas a minha volta e eu pensava: “O meu vai dar errado, porque para tantas mulheres grávidas, alguém tem que perder o bebê e essa serei eu...”.

O tratamento em si consome muito da gente, principalmente, do nosso emocional. E eu não tinha muitas esperanças mesmo, não sei porque me sentia assim já que sempre fui uma pessoa superpositiva e animada. Sou o tipo de pessoa topa tudo e sou super de bem com a vida, inclusive, meu cirurgião creditava minha recuperação rápida da cirurgia de endometriose a isso e sempre me elogiava por isso e ele sempre contava às outras pacientes dessa minha “força interior” como ele mesmo dizia.

Eu e meu marido optamos por não contar para absolutamente ninguém sobre o nosso tratamento!  Ninguém sabia, mães, pais, amigos ninguém! E eu realmente não tinha ninguém para dividir minhas angústias além dele. Isso pesou muito, muito mesmo. Por isso procurei uma psicóloga. Foram três encontros que me fizeram chorar muito e a questionar todos os meus valores e a mãe que eu gostaria de ser para o meu filho. Depois desses três encontros eu não pude mais ir por falta de tempo mesmo, já que o tratamento estava chegando ao fim e precisava de mais dedicação.

A família completa: Sabrina com os filhos e o marido

As consultas semanais passaram a ser duas vezes na semana. Eu ia até uma cidade vizinha e pegava muuuito trânsito, perdia toda a tarde e ainda parte da noite para fazer ultrassons transvaginais e acompanhar o desenvolvimento dos óvulos. Isso tudo é sim muito invasivo não só fisicamente, mas emocionalmente e muito cansativo também. Além de toda a expectativa gerada, claro.

Enfim chegou o dia da retirada dos óvulos e fui com meu esposo às 5h da manhã para o hospital. Apesar de ter apenas um ovário saudável já que um deles foi praticamente todo retirado na cirurgia de endometriose, foram produzidos 16 óvulos, os quais 13 tinham condições de ir para laboratório. E, após algumas intercorrências, sobraram três para fecundação. Após fecundados, os três geraram dois embriões classificados como A e um embrião B.

Os embriões A foram implantados e o B decidimos doar para pesquisa, já que eu não tinha condições emocionais para uma nova FIV. Mesmo se não desse certo, essa seria a primeira e a última, pois eu não tinha mais forças.

Me informaram que o dia da implantação poderia ser qualquer dia, pediram para eu aguardar o médico me ligar. E assim num sábado à tarde o telefone tocou e do nada sai correndo pra lá.

Maneira louca de se conceber filhos não?

Bom, após o procedimento de implantação - estavam presentes na sala eu, o médico, a enfermeira e a bióloga - saí da clínica confiante e crente que eu teria a minha menina, a minha Cecília.

Devo dizer que a transferência foi até agradável. O médico e a enfermeira são suuuper queridos e dão muito apoio. Eles nos acolhem mesmo e a enfermeira um anjo. Durante todo o procedimento ela ficou segurando minha mão, fazendo carinho, me acalmando e falando palavras de incentivo...

Entrei nos dias de repouso pós-implantação. Fiquei em casa de férias vendo tevê, descansando e surtando. Eu tinha medo de ir ao banheiro fazer xixi e perder o bebê, acredita! Loucura total!

E todas as grávidas que falei acima, que encontrei no começo do processo na clínica, foram perdendo seus bebês uma a uma. Exatamente todas. E eu desesperada com tudo aquilo. Das que me lembro, até hoje só uma conseguiu ter filho depois de muitas tentativas.

Eu tive o sangramento de nidação no D9 e foi desesperador. Liguei para meu marido e para o médico chorando. Sangrei por uma tarde inteira e fiz o teste de sangue no dia seguinte...

Ao final do dia sai o resultado e adivinha: DEU POSITIVO. Segundo o médico não deveria dar positivo deveria dar um aumento nos hormônios somente.

Por telefone, após receber o exame por email o médico me disse que eu estava muito grávida, gravidíssima e eu questionei: “O que isso quer dizer?” E ele disse: “Que podem ser dois, mas não acredite ainda nisso tudo pode mudar”.

Isso era dia 28 de agosto de 2012 e jamais irei esquecer esse dia. Eu e meu marido comemoramos a notícia com um jantar a dois. Mesmo com tudo isso eu não acreditava na possibilidade de serem dois.

Eu tinha o primeiro ultrassom marcado, para ver se o tratamento tinha dado certo, no dia 18 de setembro e ele foi antecipado para o dia 17, fizeram às pressas em um encaixe após eu ter sangrado uma madrugada inteira.

Foi uma noite terrível, fiquei sem dormir e ia ao banheiro ininterruptamente e saia muito sangue.

Eu fui ao consultório segura apesar de tudo, crente que eu tinha perdido apenas um dos embriões. Meu marido estava transtornado e achava que tínhamos perdido tudo. E a cara do médico também não era das melhores. Ele também achava que estava tudo perdido, pois me disse: “Olha Sabrina tudo pode ter acontecido vamos lá ver”.

Esse ultrassom foi diferente de todos os outros mil que eu fiz durante o tratamento. Tudo mesmo, inclusive, a tevê que nos outros estava sempre virada para mim, neste não.

Desde o início ele tomou o cuidado de virar a tevê de modo que eu não visualizasse nada. Meu marido ficou no consultório ao lado da sala de exame, não foi chamado a acompanhar e eu só pensei: “Claro o que ele vai mostrar para mim?”

Os minutos pareciam não passar, pareciam horas, mas de repente ele chama meu marido, sem me dizer nada. Suspirei aliviada e logo pensei: “Deu certo, se não desse certo ele não chamaria meu esposo. Afinal chamar para mostrar o quê? Ele diria, pode se vestir e vamos ao consultório”.

Assim que meu marido se juntou a nós ele virou a tela e disse muito sorridente: “Deu muito certo!” E eu disse: “O que quer dizer muito certo doutor?”
E ele: “São dois! São gêmeos! Parabéns mamãe!”

Eu dei um pulo na maca e disse: “Como assim doutor?” Eu preciso só de um! Qual a chance de os dois irem adiante?” Ele respondeu: “Eu diria que 99%, pois estão bem implantados, bom batimento cardíaco para o período. Eles estão ótimos!

Assim eu entrei no consultório pensando ser uma paciente de tratamento mal sucedido e saí mãe de gemelares!!!! Repetindo abobadamente são dois! São dois! Dá para acreditar?

Sai grávida de gêmeos e com indicação de repouso nos três primeiros meses, pois todo aquele sangramento que tive significava um "descolamento embrionário". As chances da gravidez ir em frente eram grandes, sim, mas eu tinha que fazer o dever de casa que era: ficar na cama nos primeiros 15 dias e tomar remédios para "segurar" a gravidez.

Foram ultrassons semanais nesses três meses seguintes. O crescimento dos embriões faria com que eles se "colassem" nas paredes do útero e ficassem seguros. Foi um sucesso! E no dia que completei 13 semanas de gestação fiz um ultrassom com um médico super renomado que eu estava esperando desde o dia do positivo de laboratório. E mais do que rápido ele confirmou aquilo que meu instinto de mãe já esperava : era um casal!!! Ninguém achava que era um casal. Poucas pessoas opinavam. Meu marido achava que eram duas meninas, minha mãe e minha sogra que eram dois meninos e eu tinha até medo da minha certeza de ser um casal.

Após esse dia confirmado que estava tudo ok, pude sair do repouso. E sabendo ser um casal a gravidez transcorreu supertranquila mesmo. Foi tudo muito rápido, mágico e gratificante! Uma conquista mesmo! Sentir os dois mexendo na minha barriga foi um presente de Deus que eu jamais esquecerei! 

Eles nasceram prematuros de 34 semanas, e nessa ultima semana eu me senti muito cansada, a barriga pesava e eu chorei de cansaço mesmo! Eu não aguentava mais e implorava a Deus: "Meu Deus não aguento mais", isso durante toda a minha gravidez. Nesse dia eu já estava em trabalho de parto e não sabia. No dia seguinte eles nascerem. 

Eles nasceram às 11h30 do dia 24 de março de 2013 um domingo, justamente o dia que seria o meu chá de bebê. 

Fui "mãezinha de UTI" por 20 dias, uma experiência marcante, dolorosa, que muda a gente! Você aprende a dar valor ao mínimo! A tudo! A viver a vida um dia de cada vez. E a gente sai da UTI, mas a UTI não sai da gente! Marca profundamente pela vida toda. Eu carreguei meus filhos no colo cinco dias depois de eles nascerem. Ali eu pude beijar, cheirar, e, literalmente, lamber a cria.

Em casa cuidei deles sozinha eu e marido, sem babás, sem empregadas. Tinha uma faxineira por duas manhãs na semana, minha mãe por uma hora em todas as manhas (ela chegava às 8h me ajudava a colocar os dois no peito para a primeira mamada, dava a mamadeira de complemento para um deles e ia embora). No período da tarde minha sogra me ajudava de segunda à sexta. Ela passava as roupas deles e ajudava nas mamadas. Isso até aos 4 meses. As madrugadas sempre foram minhas e do marido e depois só minhas. A tia do meu marido de 70 anos, que é minha vizinha de porta, me socorre desde sempre. É uma vozona para eles. 

Eu lavava todas as roupas, arrumava a casa e cuidava deles. Era extremamente cansativo! Devido ao baixo peso de nascimento, as mamadas eram em horários e não em livre demanda e era preciso acordá-los durante as madrugadas duas vezes para mamarem. Eu parecia um zumbi!

Mas nada nesse mundo paga os momentos que vivi junto com cada um deles, mamando no peito nas madrugadas. Sem barulho, sem interferências. Só a gente! Com a maternidade eu mudei completamente a minha vida com a chegada deles.

Optei por ser só mãe nos dois primeiros anos de vida deles. Meu marido e eu cortamos muita coisa financeiramente. Passamos a ter um novo estilo de vida. Mas não me arrependo. 

Hoje a Cecília e o Guilhermo estão com 2 anos e 3 meses e frequentam uma escolinha municipal todas as manhãs desde fevereiro deste ano. Como eu sempre quis, os dois primeiros anos de vida deles foram em casa com a mamãe!  Agora ficamos as tardes em casa juntos. Ainda não voltei a trabalhar. E eu resumo a maternidade na minha vida com uma frase que li na internet: "E de repente a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso é seu lado certo". 

Hoje sou mais humana, menos fútil, mais direta e objetiva do que nunca. Não tenho mais tempo a perder com coisas e pessoas que não acrescentam, sou mãe e tenho dois cidadãos para formar. Nunca desistam de seus sonhos! Estou aqui para, mais uma vez, dizer a todas endomulheres que continuem persistentes, com fé. Sou a prova de que tudo é possível. Beijo carinhoso, Sabrina".


9 comentários:

  1. Sabrina Petermann30 de junho de 2015 14:12

    amei!!! Beijo Caroline!

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  2. Sabrina Petermann30 de junho de 2015 15:30

    ah eu tenho um instagram aonde divido quase que diariamente as alegrias e dificuldades da maternidade gemelar.... @sahpetermann. Me sigam! Beijos a todas

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  3. Que lindo! Tão bom ler esses relatos positivos, dão um "up" na vida :)
    Parabéns Sabrina pelos lindos babys e obrigada por compartilhar sua história conosco!!! Beijocas

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  4. Linda história Sabrina e serve de estímulo para continuarmos tendo fé ...felicidades !!!

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  5. Sabrina, Sei que passou por momentos muito difíceis, mais tenha certeza que Deus estava cuidado de vc todos os dias! E te presentiou com duas lindas Bênçãos!! Que ele continue iluminando a caminhada desta linda família! Me emocionei muito com seu depoimento e fez me sentir uma energia boa para seguir minha luta! e assim como vc creio que vou vencer! Bjo Grande e obrigada por dividir conosco sua batalha. Patrícia - Guarulhos/SP

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  6. Nossa, que história linda.. to me segurando aqui pra não chorar... parabéns por vencer a endometriose,, espero que eu tb consiga vencê-la

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  7. Linda sua história tbem tenho essa doença meu sonho sempre foi em ser mãe de gênios mas hoje tenho 38 anos não me casei mas quero se mãe assim mesmo

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  8. Oii Sabrina!! Tbm sou de Brusque, e estou na corrida contra o tempo, fiz a laparoscopia em novembro/14 e teria um ano pra engravidar, fiz o uso de zoladex, e agora estou na tortura emocional mensal com injeções de hormônios e as usg, e até agora só ansiedade e nada mais. Sua história me dá um animo pra continuar e esperar oque Deus tem pra mim. Bjos Angela.

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  9. Linda história.. Parabéns mamãe!

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