sábado, 30 de junho de 2012

VIDA NOVA E UMA REPAGINADA NO MEU VISUAL!!!

Há quase um mês, eu vivo a melhor fase dos meus últimos 10 anos. Para celebrar esta nova vida, resolvi repaginar meu visual e mudei meu corte de cabelo. Fazia tempo que não cortava meu cabelo em camadas. Agora, bem mais magra e com meu rosto voltando ao normal (ele estava muito inchado por conta das aderências), dá para arriscar um pouco mais. Aproveitei que meu amigo Cristian esteve em casa para cortar o cabelo da minha mãe e de minhas irmãs, no último domingo, dia 24, e mudei radicalmente meu visual. Como eu tinha um grande evento no dia seguinte, ele fez uma escova e meu cabelo ficou superchique. E não é que eu adorei o resultado final. Eu amei o corte e como ele está ao natural. Coloco algumas fotos dele com escova, mas eu gostei mesmo dele sem nada. Sou uma das poucas mulheres no mundo que não tem o secador como melhor amigo, ou melhor, que foge de um secador. Aliás, eu até prefiro meu cabelo sem escova mesmo. Graças a Deus, sempre tive um cabelo muito bom, apesar das minhas inúmeras transformações, como na época em que fui bem ruiva. 


Minhas últimas duas semanas foram de uma correria sem fim! Por isso, que eu dei uma sumidinha daqui. Sei que eu não deveria fazer o que estou fazendo, mas preciso trabalhar. Após ter perdido duas semanas de trabalho no São Paulo Fashion Week, a maior semana de moda da América Latina, lá fui eu trabalhar em mais uma edição da Francal. Peço desculpas pelo meu sumiço, mas andar, ou melhor, correr de um lado pro outro do Anhembi, com aqueles pavilhões gigantes, cansa bastante, ainda mais três semanas após minha cirurgia. No fim do dia, minhas pernas estavam muito cansadas e minha barriga reclamava um pouquinho, mas nada do que 20 ou 30 gotas de dipirona não aliviasse. Para não estressar minha barriga ainda mais, eu preferi descansar quando chegava em casa. Sentar no sofá, assistir a TV, relaxar as pernas, mas é claro que eu sempre dava uma espiadinha por aqui. Só não aguentava escrever mesmo. É a primeira fez que faço esta feira sem dor e digo: "Que maravilha trabalhar sem dor, viver sem dor." Só quem sente as terríveis dores da endo é que vai entender o que estou dizendo. Trabalhar na Francal foi a oportunidade para rever algumas amigas jornalistas e fazer muitos contatos para nós. Aliás, reencontrei uma assessora, a Carol, que conheci ainda quando eu era repórter da revista Caras, que quer nos ajudar. Ajudar a pautar, a arrumar anunciantes para o blog. Eu a agradeço imensamente e sei que iremos fazer muitas coisas juntas!

Nesta semana usei, pela primeira vez, em mais de quatro anos, minha primeira calça jeans. Não deu para tirar foto, mas com certeza na próxima vez tiro para vocês verem e para celebrarmos juntos. Por enquanto fotos do meu novo visual. Após a repaginada sai com amigos. A ideia era ir a uma festa junina, mas como estava tarde tomamos uma cervejinha mesmo, na região central. Ainda escolhi uma bata linda da Frida Kahlo, que eu adoro, na cor amarela, a cor que representa a endometriose, para sair e, claro, arrasar! Espero que vocês gostem! Esta é a primeira vez que posto uma foto minha aqui, pois a minha intenção não é em aparecer, mas, sim, a de propagar a palavra endometriose, assim como as consequências de quem tem a doença, além de postar informações relevantes e de qualidade, claro, dentre outras. Já estou preparando muitos artigos novos e interessantes para vocês. Aproveitem para curtirem a compartilharem entre seus amigos a página do blog no facebook: http://www.facebook.com/pages/A-Endometriose-e-Eu/107795342665783 Beijos com carinho!! 


Meu novo corte de cabelo: em camadas!

A franja mais curta, também em camadas, meio desfiada, já que eu relutei em fazer a tradicional "franjinha".

Bata amarela da Frida Kahlo, da Santa Graça, para celebrar esta nova fase!



domingo, 17 de junho de 2012

A HISTÓRIA DA LEITORA PATRICIA GASTALDI E SUA ENDOMETRIOSE PÉLVICA E DIAFRAGMÁTICA!!

O A Endometriose e Eu conta a história da leitora Patrícia Gastaldi Gouvêa, de Vila Velha, Espírito Santo. Patrícia só descobriu que era portadora de endometriose, porque parou de tomar seu anticoncepcional contínuo para tentar engravidar. Devido às fortes cólicas que começou a sentir, ela ia à urgência no pronto-socorro, todos os meses. HPV e até suspeita de aborto foram alguns dos diagnósticos que Patricia recebeu antes de saber que tinha endometriose. Como nenhum encontro nesta vida é por acaso, um belo dia ela pegou o ônibus para ir ao trabalho e encontrou com uma conhecida, que trabalhava numa maternidade, onde tinha especialista em endometriose. Deus nos envia pessoas aqui na Terra para nos servir. E isso aconteceu comigo e até hoje acontece. Quando eu menos espero, eis que surge um anjo terrestre! A principal lição da história da nossa leitora capixaba é em relação aos médicos especialistas. Ir a um médico, que se mostra especialista, talvez, até seja, mas que não sabe ou não tenha esta técnica tão afiada para realizar a vídeo é uma grande furada. Como encontrar um bom especialista é algo bem difícil, qualquer uma de nós podemos ser enganada por eles. O pior é se consultar e ser operada com um médico errado. Outro fato que me chamou atenção é a questão que falo muito aqui no blog: como existe médicos desonestos no Brasil. É impressionante, até parece que isso é uma aula obrigatória na faculdade de medicina. Será uma nova disciplina? Vocês acreditam que Patrícia se internou, foi pro centro cirúrgico, voltou pro quarto, ou seja, ela pensou que tivesse realizado sua segunda cirurgia. Certo? Errado, o médico disse que a operou, mas não realizou o procedimento, é mole! Eu sei que existe médicos desonestos, mentirosos, desumanos, mas dizer que vai operar uma pessoa, receber por essa cirurgia, colocar a pessoa num centro cirúrgico e não realizar o procedimento, nunca vi isso. Ela só descobriu porque suas dores ficaram ainda mais intensas após esta, que seria sua segunda vídeo. Com a desconfiança, ela exigiu a outro médico a ressonância magnética e, para sua surpresa, todos os focos de antes da cirurgia e mais alguns, como o endometrioma no ovário esquerdo, estavam lá. Por isso, eu sempre digo: o nosso médico ginecologista especialista em endo tem de ser nosso melhor amigo. E, claro, super de confiança. Por problemas de coagulação, ela teved e fazer duas vídeolaparoscopias de emergência por conta de hemorragias, que ela teve após uma vídeo para remover os focos de endo. Patrícia tem focos em vários órgãos diferentes e também este é o primeiro caso de endometriose diafragmática que o blog conta. Obrigada, querida Patrícia por compartilhar sua história conosco e, assim, ajudar ainda mais mulheres. Ela resumiu bem sua história aqui, que ainda não chegou ao fim. No próximo dia 23, às 7h, ela irá se submeter a sua sexta (isso mesmo!) cirurgia por videolaparoscopia. Desta vez, com seu médico competente e de sua extrema confiança. Você já está em nossas orações e Deus estará contigo na sala de cirurgia e, com certeza, guiará as mãos de seus anjos de azuis. Depois volta aqui para terminar de contar sua história. Em 2011, ela. Adriana Heintz e Lívia Lorenzini idealizaram o Endometriose Brasil, um grupo de portadoras para auxiliar outras mulheres que tem a doença. Estamos juntas nessa, meninas! Parabéns pela iniciativa! Beijos com carinho!

“Meu nome é Patrícia Gastaldi Gouvêa, sou auxiliar de compras, moro em Vila Velha, no Espírito Santo, tenho 29 anos, casada há 11 anos e sem filhos. Tudo começou em 2008, quando decidi parar de tomar anticoncepcional contínuo para tentar engravidar. A cada ciclo menstrual minhas cólicas aumentavam e novos sintomas apareciam. A cada mês, a dor ficava ainda mais incapacitante, a barriga inchava muito, comecei a sentir dor no ombro direito e, um dia antes ou no dia que a menstruação descia, eu ia parar no pronto socorro. Isso já estava acontecendo todos os meses e, nem os remédios que tomava lá, não tiravam a minha dor. Por causa dessas dores, comecei a faltar no trabalho. A cada ciclo menstrual, eu ficava, em média, dois dias na cama. Procurei vários profissionais que não deram o diagnóstico correto. Até HPV (nota da editora: papilomavírus humano, um dos responsáveis pelo câncer de colo de útero, dentre outros), uma médica disse que eu tinha. Como assim? Uma doença sexualmente transmissível? Na época, eu tinha sete anos de casada, fiz a biópsia e deu negativo. Mudei de médico e, dessa vez, a médica foi sensata e disse que ela não podia me tratar, pois eu tinha sintoma de endometriose e precisaria de um especialista. Mais um ciclo menstrual e vou novamente para o pronto socorro. Desta vez, eu já estava andando curvada, minha barriga estava muito inchada, a ponto de a minha roupa nem fechar mais. Eu estava apenas menstruada, mas o plantonista não acreditou que era só menstruação, ele que eu estava sofrendo um aborto, fizeram até um Beta hCG (nota da editora: exame de sangue que mede o hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG), que confirma se a mulher está grávida ou não), que, claro deu negativo. Não contente chamou o médico de plantão do ultrassom e me submeti a um endovaginal (nota da editora: conhecido também como transvaginal, ultrassom transvaginal). Foi aí que veio a primeira pista concreta: ele viu o sangue que o sangue da minha menstruação regressava às minhas trompas. Quando soube falei: “Doutor isso tem haver com endometriose?” Ele olhou para mim e disse: “Você tem grandes chances de ter.”

Passaram-se alguns meses e, um dia, ao entrar no ônibus para ir ao trabalho, encontrei com uma conhecida, na verdade uma vizinha de bairro, que estudou na adolescência com meu marido. Conversa vai e conversa vem, eu contei parte desta minha história a ela. Até então, a única coisa que eu sabia era que ela trabalhava numa maternidade. Não é que, para minha surpresa, ela me falou que onde ela trabalhava tinha especialistas em endometriose. E foi assim que anotei o nome de dois que ela dizia que mais operava nessa maternidade. Neste tempo eu já tinha interrompido a menstruação por conta própria porque não aguentava mais as fortes dores que sentia. Com a indicação marquei a primeira consulta com um especialista. Fui muito bem atendida e ele pediu alguns exames, porém quando voltei com os exames, ele estava cheio de restrições para marcar o retorno e não consegui conciliar com o trabalho. Então, marquei consulta com o outro médico que tinha referência, que logo já ouviu meu relato, viu meus exames e fiz minha primeira videolaparoscopia exploratória, onde foi confirmada, que eu era portadora de endometriose.  Na biopsia, assim como na cirurgia, fiquei sabendo que tinha pequenos focos da doença no diafragma. Porém, eu só tinha dor neste local, quando estava menstruada. Como eu não estava menstruando, eu não sentia essas dores. Após essa cirurgia, entrei em tratamento com o Zoladex 10,8 (nota da editora: antagonista de GnRH que inibe a função dos ovários, a ovulação, induzindo a mulher a uma menopausa precoce ). Foram três doses da mais forte e fiquei exatamente nove meses sem menstruação, nem um dia a mais ou a menos. Passado o tempo do tratamento, eu e o médico percebemos que o remédio não fez efeito em meu organismo, pois mesmo sem menstruar, eu continuava com dores.


Após minhas queixas meu médico solicitou exames mais detalhados que constataram endometriose profunda e infiltrativa. Porém, devido ao plano de saúde, eu não consegui operar com meu médico. No desespero procurei outro médico e logo marquei minha segunda cirurgia. Só que eu fui enganada por este médico. Foi um tiro no escuro e não saiu como eu esperava. Ele (o médico) disse que me operou, mas isso não aconteceu. Como descobri? Após a cirurgia minhas dores estavam piores do que antes, não senti nenhuma melhora. Com isso fui a consultório de um dos cirurgiões e ele disse que teria de ser operar novamente e com urgência. Porém, eu disse ao médico que só operaria se fizesse nova ressonância magnética. Com o novo exame, o médico comparou-o com o anterior e foi comprovada a suspeita. Tudo o que eu tinha antes da tal cirurgia estava no exame e, para minha surpresa, ainda tinha mais endometriose dentro de mim: no meu ovário esquerdo, que se chama endometrioma, e a minha trompa esquerda estava enorme e com acúmulo de líquido. Marquei minha terceira vídeo para junho de 2011. Desta vez, a cirurgia durou cerca de 10 horas! Imagine como estava dentro de mim. A minha pelve já estava congelada (nota da editora: saiba mais sobre a pelve congelada). Perdi a trompa esquerda, meus ovários estavam menores do que o normal e tinha bolsinhas de sangue neles, as quais tiveram de ser retiradas com cuidado, pois corri o risco perder os dois ovários. Foi retirado um pequeno nódulo no reto e, no total, foram enviados materiais para biópsia de nove lugares diferentes de meu corpo, e o resultado: endometriose! Já saí dessa cirurgia sabendo que teria que fazer outra, pois a endometriose do diafragma evoluiu. Foi aí que começou meio que um filme de terror em minha vida. No dia seguinte da minha alta hospitalar, eu tive hemorragia em casa e tive de ser carregada para o hospital. Para conter essa forte hemorragia fui submetida a mais uma vídeo (a minha quarta!). Segundo os médicos, eu tive uma reação à medicação e, para não dar trombose, eles optaram por mais uma cirurgia. Tive alta, mas após um dia em casa eu voltei de novo ao hospital, pois não conseguia comer, beber e muito menos tomar os remédios. Já estava com anemia e, como eu não conseguia me alimentar, meu organismo não iria se recuperar. Por isso tive de fazer transfusão de sangue. Foram três bolsas de sangue e, quando terminou a ultima bolsa, mais um susto: mais uma hemorragia. Desta vez, meu médico estava na minha frente e, para contê-la, tomei duas bolsas de plasma e mais uma de sangue. Fui para a quinta, a segunda vídeo de emergência, porque uma pequena artéria havia se rompido em baixo do útero. Foi difícil, mas meu médico por videolaparoscopia mesmo conseguiu encontrá-la e a grampeou. Com isso tudo, eu fiquei vários dias com dieta zero, inclusive, sem poder beber água.

O importante é que isso foi resolvido e consegui me recuperar aos poucos. Tomei mais duas doses de Zoladex 10,8. Porém, dessa vez, esse remédio não cessou minha menstruação e, por isso, voltei a tomar o anticoncepcional cerazette. Depois de tudo que passei fiquei bem, voltei a trabalhar, mas as dores no tórax começaram a me incomodar. E sem estar menstruada. Então marquei a cirurgia do diafragma, porém ela foi cancelada porque meu sangue ficou alterado. O TAP (nota da editora: exame que determina a coagulação do sangue) estava muito baixo e, com isso, o risco de hemorragia era enorme. Com o histórico que tenho, não posso correr mais este risco, de ter outras hemorragias. Fui encaminhada para o hematologista que me passou vários testes para verificar meu sangue. E, para nossa surpresa, quando vimos os primeiros resultados, eu realmente estava com o TAP baixo, e, além disso, estava também com deficiência no Fator XIII (nota da editora: deficiência rara de coagulação sanguinea). A partir desses exames, eu recebi a orientação de não fazer nada que pudesse me causar sangramento. Até mesmo me exercitar na academia, é algo proibido para mim, pois eu tenho sangramento muscular. Então, até que descobrisse o que está acontecendo nada de cirurgia. Depois disso precisei fazer uma colonoscopia, pois meu intestino estava muito constipando e como é necessário fazer biopsia, o hematologista receitou vitamina K. Tomei e pude fazer o exame, pois o meu TAP voltou a subir. Porém, para minha surpresa, eu estava com nova lesão de endometriose no intestino. Decidi com ajuda de amigas viajar até São Paulo para fazer o ultrassom endovaginal com preparo intestinal que, infelizmente, não existe no meu estado. Isso é que não dá para acreditar! Bom, viajei, fiz o exame e, para nova surpresa, tenho duas lesões no intestino, que não foram apontadas na colonoscopia e nem na ressonância magnética. Fiz com uma ótima especialista e não tenho dúvida de que ela conseguiu fechar todo meu diagnóstico. Bom, a partir daí, descobri que não tenho de operar apenas a endometriose do diafragma, mas a da pelve novamente e a do intestino. Retomei a questão do meu sangue que virou um quebra cabeça em minha vida. Com o passar dos meses meu Fator XIII voltou ao normal e o TAP, ora estava normal e ora baixo?! Fui encaminhada para uma especialista no hemocentro da minha cidade e repeti todos os exames que havia feito. A diferença agora é que o sangue coletado foi enviado direto para máquina e o exame veio normal. Fui liberada para fazer cirurgia, porém preciso ir com reserva de plasma e sangue concentrado para um eventual sangramento anormal. A questão é depois disso tudo que já passei por causa da endometriose continuo tendo dores sem mesmo menstruar. Minha sexta cirurgia está marcada para o dia 23 de junho, já no próximo sábado, às 7h. Torçam por mim, pois tenho fé de que minha dores estão com os dias contados após essa cirurgia. Beijos com carinho, Patrícia Gastadi.”

sexta-feira, 15 de junho de 2012

MEU RETORNO PÓS-OPERATÓRIO!!

Com a tempestade que caiu em São Paulo, na segunda-feira, dia 11, tive de remarcar meu retorno pós-operatório para retirar os pontos, para o dia seguinte. Lá vai eu e meu amigo Marcelo rumo ao ambulatório da mulher no Nipo-Brasileiro, no Parque Novo Mundo. Peguei a biópsia e foi comprovado as malditas aderências e o mioma. Desta vez, deu alguma alergia em um ponto, a cicatrização não foi tão perfeita, quanto na primeira cirurgia, mas já estou cuidando disso. Marquei meu retorno com dr. Hélio para 27 de julho, para realizar alguns exames de rotina, mas ele já me disse que, a partir de agora, irei la a cada três meses. Eu estava na fila do banheiro, quando ele desceu. Quando voltou, ele me viu e me chamou para subir, porque era coisa rápida e, pela ordem, eu iria esperar mais um pouco. Como ele me tirou da fila do banheiro, ele ainda estava com uma paciente, quando eu entrei em seu consultório, eu tive de ir direto para o banheiro... quando a minha bexiga está cheia, não consigo segurar por muito tempo e fui correndo fazer xixi.

Como já entrei no consultório meio esbaforida e, para todas vocês, o sumiço das minhas dores não é novidade, eu me esqueci de contar a ele esta minha grande façanha: a de viver dias sem dores. Conversa vai e conversa vem, o dr. Hélio fala: "Daqui a pouco as dores irão diminuir." E eu: "Que dores, você não sabia? Ah, você não lê o meu blog. Eu não sinto mais aquelas terríveis dores." Não preciso dizer que ele vibrou e ele me deu sua mão, como fazem os irmãos gêmeos alienígenas do desenho "Supergêmeos", e ativamos nossos poderes, de tanta felicidade!" Não me transformei em nada e nem ele! Também, coitado, em dois anos, ele nunca ouviu essa frase da minha boca. Eu falei: "Fiquei 10 dias plenos e sem nenhuma dor, mas com o escape está me dando uma colicazinha chata, aquela dor meio ardidinha no abdômen, sabe." Ele respondeu que é normal e eu disse que achei esta cirurgia perfeita, pois nem a dor do Mirena, que teoricamente, eu deveria sentir, por ser um objeto estranho em meu útero, não estou sentindo. Porém, essa tal dor que me refiro é beeeeem mais fraca e extremamente suportável para quem morria de dores para respirar e andar.

Daqui a um mês, dia 15 de julho, completo 34 anos de vida. Hoje começo meu período chamado "Inferno Astra", que são os 30 dias que antecede nossa data de nascimento, segundo a astrologia. Espero que o meu seja bem um "Paraíso Astral". Peço a todas vocês que continuem rezando muito por mim, para que eu receba todas as bênçãos do mundo. Infelizmente, ainda passo por momentos muito difíceis. Muito tempo sem trabalhar, com muitas contas e, consequentemente, muitas dívidas! Mas eu creio em nosso Pai e sei que Ele sempre tem um anjo aqui na Terra para me salvar! É impressionante como Deus é perfeito nisso. Eu sofro, como agora, mas sei que Ele irá me ajudar, como sempre! Quem tem Deus no coração e em seus pensamentos tem tudo. Ah, hoje minha irmã vai comemorar seu aniversário e eu vou. Vai ser num bar tranquilo e que começa cedo e acaba mais cedo. Agora, além de recomeçar minha vida profissional, eu preciso recomeçar minha vida social. Espero que aguentar e, pela primeira vez, sair sem dor. Aliás, quero brindar muito esta minha nova condição "sem dores fortes". Beijos com carinho!!

sábado, 9 de junho de 2012

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

MINHA RECUPERAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA!!!

É com muita alegria que escrevo este post! Há cinco dias, eu não sei o que é sentir dor. Gente, isso é incrível e inacreditável!! É como se eu voltasse no tempo e, há muito tempo, mais de 10 anos atrás. Sei que para muitos, para quem não sabe o que é sentir as terríveis dores das aderências pélvicas, jamais vai entender o que estou dizendo e, muito menos, a minha felicidade. Mesmo após minha primeira cirurgia, realizada em 26 de julho de 2010, eu continuei sentindo dores. Agora, após a minha segunda videolaparoscopia, realizada no último dia 1° de junho, passei a ter dias sem dores. Com isso, dias mais leves, dias mais felizes. Quando os amigos me ligam, àqueles que são mais próximos de mim, e que sabem como eu estava, eu fico até com certo receio de falar, mas eu estou me achando mesmo e falando aos quatro ventos. "Eu não sinto mais dores. Não dá para acreditar". Afinal, minhas últimas semanas foram de dores intensas, pois eu sentia dores para pisar e, até mesmo, para respirar. Ontem, terça-feira, dia 4, assisti, pela primeira vez, o DVD da minha última cirurgia. No sábado, ainda no hospital, o dr. Hélio Sato insistiu muito para eu assistir a gravação tanto dessa minha cirurgia quanto a de uma cirurgia de endo, onde não existem aderências, mas apenas os focos da doença. Eu até pensei em questioná-lo o porquê, mas depois pensei: "Sei que as cirurgias com muitas aderências, como as minhas duas, são muito mais delicadas, onde os cirurgiões têm de ser precisos para não perfurarem algum órgão, do que àquelas onde apenas existem focos". E eu digo: "Fui completamente dilacerada por dentro. O dr. Hélio e o dr. Roberto Hiroshi Ieiri são muito, mas muito competentes. Duas, ou melhor, quatro mãos  'santas' que vieram me salvar". Meus órgãos abdominais e pélvicos estavam num emaranhado só. Eu não soube distinguir os órgãos. Só consegui diferenciar o mioma. Por isso, eu acho um milagre eu estar sem nenhuma dor. Tudo bem, no dia seguinte da operação, sei que tomei tramadol, antes de operar, tomei doses e doses de antibióticos e anti-inflamatórios para ajudar durante e após a cirurgia. Mas, ontem, quando vi o vídeo tive muito dó de mim mesma. Eu não conseguia diferenciar qual órgão era cada um deles que estavam dentro de mim. Parecia que eles estavam num nó só, uma loucura! 

Minha recuperação pós-operatória está maravilhosa. Tenho evitado acessar o computador justamente para não correr o risco de a dor voltar. Conviver com esse medo é uma tortura, mas eu estou confiante e com muita fé de que terei uma trégua das dores. Sempre pedi muito a Deus, para que me desse esta alegria. Afinal, quero ajudar o maior número de mulheres possíveis, no Brasil e no exterior, mas, para isso, eu preciso melhorar. E não é que Ele (nosso Pai) atendeu aos meus pedidos! Não sinto nem os incômodos dos pontos. Eu já sabia da extrema competência dos meus anjos de azuis (cor da roupa que os médicos usam no centro cirúrgico), por isso, eu sempre os indico, mas, desta vez, o dr. Hélio me surpreendeu com sua mão leve e certeira. Porém, acima de suas capacidades, eu os indico também porque são honestam e são médicos que cumprem o juramento de Hipócrates, feito na colação de grau, como explicita a frase: "Prometo que ao exercer a arte de curar, me mostrarei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência..." Em outras palavras, eu os indico, assim como a Unifesp, por serem honestos, carinhosos, amorosos, por nos entendem, nos escutarem, sentem a nossa dor, a nossa alegria. Eu também não sinto as fortes dores nas pernas. Sabe aquela sensação de peso nas pernas, como se um trator tivesse passado em cima delas ou como se estivéssemos carregando um peso de 100 quilos com elas? Eu não sinto mais! Uma loucura, mas uma sensação de muita felicidade. Vez ou outra, eu ainda sinto meus músculos latejando, mas isso acontece esporadicamente. Mas, eu já sabia que a cirurgia não resolveria este meu problema muscular, que foi a minha grande consequência da endo, em especial, a dispareunia. A cirurgia foi tão perfeita que, desta vez, nem o meu umbigo está roxo. Na primeira, em poucos dias, ele já estava preto. Meu umbigo pode até ficar roxo ou preto, mas a sensação de "livre da dor" ou "pain free", como dizem minhas endosisters americanas e inglesas. O que vivo hoje é a melhor sensação e a mais completa alegria que tive nos últimos anos. Agora, eu quero reviver e viver tudo que deixei para trás. 

Outra mudança incrível que já percebi em meu corpo foi em relação às fezes. Elas estão incrivelmente sem odor, isso mesmo, sem nenhum odor e sem o mau cheiro de antes. Só quem tem endo é que sabe muito bem do que estou falando. Para mim, não era só as fortes dores que me incomodavam, mas o forte odor das fezes também. Era horrível ir ao banheiro evacuar. Em qualquer lugar que iria, tinha em mãos um fósforo ou um desodorante, claro. Sem contar que, num simples xixi, virava logo outra coisa. Algumas vezes também eu já estava perdendo cocô. Nem soltar gases eu podia mais. Quanto à forma, ainda não sei se está igual a de um cocô normal, mas isso deve ser questão de tempo. Porém, ele já não sai só como diarreia ou tão disforme como antes. Ainda não falei com o dr. Roberto Hiroshi sobre isso, pois quero esperar a biópsia primeiro para depois ligar e falar com ele. Bom, mas essa mudança merece um outro post. Afinal, o primeiro que escrevi sobre as fezes foi de grande sucesso e, por isso, quero dar continuidade a esse assunto. Meu retorno com o dr. Hélio é na próxima segunda, dia 11, ao meio-dia, dia que irei pegar a biópsia e retirar os pontos. Ou melhor, dia em que o dr. Hélio irá me ver e falar mais sobre a cirurgia, já que os pontos são àqueles que dissolvem sozinhos em nosso organismo. Mas ele vai ver se está tudo bem com minha cicatrização.  Foi tudo tão perfeito, que eu não sinto nem os incômodos do DIU de Mirena. Todo mundo me dizia que eu sentiria uma dorzinha, tipo cólica, pois é um corpo estranho em nosso útero. Porém, a minha insistência para colocá-lo nesta cirurgia, era algo que a minha intuição já me assegurava. Eu insisti tanto para colocar o Mirena com o dr. Hélio, porque já sentia que a colocação seri tão perfeita, que eu não sentiria nenhuma dor. Não posso escrever muito, mas prometo responder a todos os comentários carinhosos aos poucos. Só queria mesmo compartilhar a minha felicidade e dar notícias. Sei que todas ficarão felizes com esta minha novidade. Ah, e eu esqueci de falar. Na visita do dr. Hélio, no dia posterior a minha cirurgia, ele falou por algumas vezes, mais de duas: "Sua próxima cirurgia tem de ser um parto, Carol". Mas, como, se não tenho namorado. Pedi para ele exportar logo um sueco ou um holandês, claro, ahahaha. Beijos com carinho e um ótimo feriado!!


sexta-feira, 1 de junho de 2012

O PROGRAMA "PAPO DE MÃE", DA TV BRASIL, SOBRE ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE!!

Ainda bem que trouxe o laptop para o hospital. Acabei de ver que já estão disponíveis os links do programa "Papo de Mãe", da TV Brasil, onde fui a convidada especial do programa sobre endometriose e infertilidade. Fiquei muito feliz com a repercussão positiva sobre o programa, exibido no último domingo, dia 27. Como prometido à todas minhas leitoras que não conseguiram ver, seguem os links. Minha participação está no terceiro bloco, mas a abordagem do tema foi tão bacana, que vale a pena assistir todo o programa. Apesar de falar e relacionar a doença com a infertilidade, tive a oportunidade de falar que as consequências da endo vão muito além da infertilidade. Para quem gostou do que falei rapidamente no "Papo de Mãe", não pode perder o programa "Ser Saudável", também da TV Brasil. Eu e uma gaúcha seremos as personagens principais do programa, que abordará como é nossa vida com a endo. Assim que eu souber a data, aviso vocês. Beijos com carinho!!

Bloco 1: