Queridas leitoras!!
A minha entrevista no SBT Brasil ainda não foi ao ar. Como a matéria é fria, ou seja, não tem validade, a produtora disse que ainda não sabe quando vai ser exibida. Só espero que dê tempo de nos avisar, para assistirmos. A próxima história que vou contar aqui é a Elizabeth, a Beth. Ando bem, trabalhando muito, graças a Deus e, mas com uma dorzinha sempre do lado esquerdo. Nada como antes, muito mais fraca, mas é aquela dor latente chata, que fica sempre nos lembrando que a endometriose está lá. É seguir firme, sempre com o pensamento positivo de que em breve existirá a cura para a endometriose. E, por falar em cura, achei um vídeo na internet com uma entrevista do Dr. Schor, coordenador do ambulatório de ginecologia e endometriose da UNIFESP. Sua equipe está em busca da cura para a doença. O Dr. Hélio Sato, que me operou e também da UNIFESP, faz parte dessa fabulosa equipe. É isso! Sou muito grata a UNIFESP por tudo. Infelizmente, nem todo mundo sabe da gravidade da doença. É uma pena, mas no futuro essas pessoas saberão, o quanto é difícil viver com endometriose. Vou postar o vídeo com a entrevista do Dr. Schor. Obrigada a todos pelas visitas e comentários no blog. Vamos nos unir, para que as próximas gerações de mulheres com endometriose, não passam pelo mesmo sofrimento do que nós. Afinal, hoje, 6 milhões de brasileiras sofrem com este mal. Beijo com carinho!
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sábado, 18 de setembro de 2010
MINHA ENTREVISTA NO SBT BRASIL AINDA NÃO FOI AO AR!!
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A Endometriose e Eu
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09:30
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domingo, 5 de setembro de 2010
A HISTÓRIA DA LEITORA SIRLENE MORAES E SUA ENDOMETRIOSE!!!
Olá!! Desculpa o sumiço do blog, mas comecei a trabalhar e, como escrevo o tempo todo no computador, chego tarde e nem quero olhar para ele! Como prometido, coloco hoje a história da professora Sirlene Moraes, de Guarulhos, da Grande São Paulo, com a endometriose. Sirlene é mais uma mulher guerreira que enfrentou de cabeça erguida a endometriose e, todas as consequências que a doença nos traz. Após 20 anos doente, infelizmente, a endometriose venceu, pois em junho de 2010, ela teve que retirar todos os seus órgãos reprodutores. Mas, graças a Deus, Sirlene tem um marido maravilhoso. E, como dizia Chico Xavir: “Só o AMOR salva”. Por ser portadora da doença, imagino tudo o que ela passou. Abdicou de sua vida profissional e passou a viver em função da doença. Fiquei muito triste quando li sua história. Emocionei-me mesmo. O mesmo aconteceu com o meu namorado, quando ele leu. Aliás, se ainda é difícil ser portadora de endometriose em pleno século 21, imagina há 20 anos. Digo difícil, aliás muito difícil, não pela medicina, mas sim por conta da ignorância do ser humano. Mas para que outras mulheres não passem pelo que Sirlene passou, ela topou relatar tudo o que aconteceu em sua vida e enfrentou durante todos esses anos. Quando tive a ideia de abrir o blog a outras mulheres, foi justamente para que os leigos, principalmente para aqueles que acham que endometriose não é nada, possam conhecer um pouco mais sobre esta terrível doença. Frequentando o ambulatório da UNIFESP ouvi histórias de muito sofrimento e preconceito. E eu, sabendo da gravidade da doença, já que a estimativa é de que seis milhões de brasileiras, ou seja, 15 % da população feminina têm endometriose, não posso ficar de braços cruzados. Se você é portadora de endometriose e, quer dividir sua história com outras mulheres, envie um e-mail para carolinesalazar7@gmail.com Já recebi mais duas histórias. Logo mais anuncio qual será a próxima. Ah, ainda este mês a Sirlene tem uma consulta agendada com o Dr. Hélio Sato, o especialista que me trata. Fico muito feliz! O objetivo do blog é realmente ajudar mulheres a procurar ajuda especializada. Beijos com carinho!!
“Os meus períodos menstruais sempre foram muito difíceis. Tinha cólicas muito fortes e o meu ciclo menstrual era completamente desregulado. Até então, remédios comuns, como Buscopan, Ponstan, Feldene, Profenid resolvia bem a minha vida e eu podia trabalhar normalmente. Levava sempre comigo o ‘kit farmácia’ e tomava alguns de 6/6 horas, outros de 8/8 ou de 12/12. Em setembro de 1988, três meses antes de me casar, comecei a tomar o anticoncepcional Diane. Com ele, passei a menstruar direito e também a controlar melhor o período de sangramento e cólicas. Puxa, foi uma ótima fase da minha vida! Desde então até 1990 foi uma maravilha! O problema começou quando precisei dar as paradas normais no anticoncepcional e o fabricante parou de produzir o Diane comum - e passou a fabricar somente o Diane 35, que já era um anticoncepcional de última geração, mas que se revelou uma bomba no meu organismo. Por conta de um sério tratamento de saúde do meu marido, eu não podia engravidar. Então, tentei outras opções de remédios, em vão. O meu marido ficou internado no Hospital das Clínicas por 3 meses para diagnosticar e tratar a doença. Foi aí, em 1990, que a endometriose começou a se manifestar. Nessa época, a grande vantagem da medicação que tomei para a endometriose foi engordar um pouco e chegar aos 50 quilos. Só assim pude doar sangue no Hemocentro do HC em nome do meu marido. Depois de algum tempo de tratamento clínico, voltei a ter dores, e, depois de alguns exames, principalmente a ultrassom transvaginal, em 93, passei pela primeira videolaparoscopia, no Hospital Santa Joana. A cirurgia foi um sucesso e algumas semanas depois já estava com a minha vida normalizada. Continuei o tratamento, com as medicações, e depois de algum tempo, tudo parecia sob controle. Só as habituais cólicas menstruais... que continuavam. Em 98 e 99 comecei a ter dores mais ‘importantes’, ou seja, mais fortes, e voltei ao tratamento específico. Procurei o serviço de Endometriose do H.C. e iniciei o tratamento. Para esclarecer sobre a doença, já lia tudo o que eu encontrava pela frente sobre doença e também pesquisava bastante. Mais tratamentos... E, em 2002, precisei fazer a segunda videolaparoscopia para a retirada de endometriomas - cisto anormal no ovário, que tem líquido interno escuro, comum em portadoras de endometriose. Como tenho convênio, preferi operar com a mesma médica, em um hospital particular. Ela operava no Hospital Samaritano, e lá limparam o que havia de errado no útero, ovários e trompas. Mais uma vez, o pós-cirúrgico foi tranquilo, mas o único incômodo foi o fato de tomar o Zoladex. Com ele, eu ficava meio zureta com tudo aquilo que só quem toma o medicamento sabe como é. Com isso, desenvolvi uma depressão significativa e pânico e, além do tratamento da endometriose, precisei fazer paralelamente, tratamento psiquiátrico e psicológico. Fiquei sem trabalhar, com medo de tudo, sem memória, trêmula, sem vontade de sair e sem dormir direito. Um arremedo da mulher que sempre fora. Depois de muitos anos de tratamento, aos poucos fui melhorando e retomando a minha vida. Mas as dores não paravam. Em 2005, após alguns exames percebi que precisava retomar o tão temido tratamento, seja ele, clínico ou cirúrgico. Já não conseguia mesmo tomar hormônios sintéticos, mas mesmo assim, a médica foi tentando e eu aguentando. Barriga enorme de inchada, gases para todo o lado e dor, muita dor. Em setembro de 2007, fui para a minha terceira videolaparoscopia. Novamente fiz no Hospital Samaritano. A cirurgia foi preciso, porque no ultrassom aparecia um ‘nódulo’ acotovelando o meu intestino, atrás do útero no retossigmoide. De acordo com a doutora, era mais uma intervenção para retirar a endometriose e fazer a limpeza, principalmente, na região do intestino. Internei-me um dia antes para o preparo intestinal. Após a cirurgia, já que não conseguia mais tomar hormônios e, precisava ficar sem sangramento por, pelo menos um tempo, ela decidiu que seria muito bom eu colocar o dispositivo intrauterino Mirena (o DIU é colocado no útero da mulher para inibir a gravidez, e produz o hormônio feminino progesterona, que ameniza a dor causada pela endometriose), já que era indicado para tratar a doença. Era fevereiro de 2008 e, poucos dias após colocar o DIU, comecei a sentir muita dor e, o sangramento veio sem parar mais. Sangrava mais com o dispositivo intrauterino do que sem ele. Segundo o fabricante, estes sintomas seriam passageiros, que era apenas uma fase de adaptação e era para eu ter paciência. Paciência e perseverança eu tinha de sobra, mas nesta etapa eu já não tinha mais era a saúde mental, pois os hormônios que deveriam ser apenas localizados estavam me deixando maluca de novo. A barriga voltou a inchar feito uma bola, os gases não paravam de estourar lá dentro provocando mais dores, fazia xixi feito uma gestante, inclusive de madrugada, suava que parecia um estivador carregando quilos nas costas e, poderia estar quente ou frio, que suava muito. A médica dizia que não tinha nenhuma paciente com esses sintomas. Essa tortura durou até dezembro de 2008, quando eu disse que não aguentava mais e pedi para tirar o DIU. Na mesma semana melhorei e parei com os sintomas. Ninguém consegue explicar direito por que isso aconteceu. Mas sempre há milhões de hipóteses, como aquela de que, o meu útero não estava preparado para recebê-lo, uma vez que, eu não tinha engravidado - a única vez que engravidei, no início do casamento, em 1990, sofri um aborto espontâneo. Em 2009, voltei a tomar remédios como Cerazette, Gestinol, Tâmisa 30, etc., mas os resultados não foram bons. Os ultrassons e a ressonância mostravam que as lesões de endometriomas e adenomioses e também um mioma estavam lá. Em fevereiro de 2010, comecei o tratamento com uma equipe multidisciplinar da Nova Endometriose, no Iamspe no Hospital do Servidor Público Estadual. Além do ginecologista especializado na doença, eu precisava também de especialistas em urologia e cirurgia geral. Em abril, a equipe médica concluiu que eu deveria passar por mais uma cirurgia. O diagnóstico era de endometriose infiltrativa profunda e essa era a minha quarta cirurgia e, como as outras, seria por videolaparoscopia. Internei um dia antes da cirurgia, no dia 14 de junho, às 6 da manhã para, mais uma vez, fazer o preparo intestinal necessário. No momento da cirurgia, os médicos viram que, de fato, precisavam retirar um pequeno nódulo no intestino. Por isso, a cirurgia foi maior e ao invés da videolaparoscopia, fizeram a laparotomia - com o corte igual a de um parto de cesárea - para ressecção do intestino. E foi retirado útero, ovário esquerdo, trompas, além dos focos e aderências. Laudo médico da cirurgia: histerectomia + salpingooforectomia à esquerda e direita + retossigmoidectomia. Fiquei no hospital por nove dias e recebi alta médica para continuar o período de convalescência em casa. Que dias difíceis! Voltei recentemente ao trabalho, e retomo aos poucos, a minha rotina. Os médicos dizem que em três meses devo estar bem melhor, e até o fim do ano, completamente recuperada. Então, além dos exames e consultas para acompanhamento, só me resta esperar pacientemente”.
“Os meus períodos menstruais sempre foram muito difíceis. Tinha cólicas muito fortes e o meu ciclo menstrual era completamente desregulado. Até então, remédios comuns, como Buscopan, Ponstan, Feldene, Profenid resolvia bem a minha vida e eu podia trabalhar normalmente. Levava sempre comigo o ‘kit farmácia’ e tomava alguns de 6/6 horas, outros de 8/8 ou de 12/12. Em setembro de 1988, três meses antes de me casar, comecei a tomar o anticoncepcional Diane. Com ele, passei a menstruar direito e também a controlar melhor o período de sangramento e cólicas. Puxa, foi uma ótima fase da minha vida! Desde então até 1990 foi uma maravilha! O problema começou quando precisei dar as paradas normais no anticoncepcional e o fabricante parou de produzir o Diane comum - e passou a fabricar somente o Diane 35, que já era um anticoncepcional de última geração, mas que se revelou uma bomba no meu organismo. Por conta de um sério tratamento de saúde do meu marido, eu não podia engravidar. Então, tentei outras opções de remédios, em vão. O meu marido ficou internado no Hospital das Clínicas por 3 meses para diagnosticar e tratar a doença. Foi aí, em 1990, que a endometriose começou a se manifestar. Nessa época, a grande vantagem da medicação que tomei para a endometriose foi engordar um pouco e chegar aos 50 quilos. Só assim pude doar sangue no Hemocentro do HC em nome do meu marido. Depois de algum tempo de tratamento clínico, voltei a ter dores, e, depois de alguns exames, principalmente a ultrassom transvaginal, em 93, passei pela primeira videolaparoscopia, no Hospital Santa Joana. A cirurgia foi um sucesso e algumas semanas depois já estava com a minha vida normalizada. Continuei o tratamento, com as medicações, e depois de algum tempo, tudo parecia sob controle. Só as habituais cólicas menstruais... que continuavam. Em 98 e 99 comecei a ter dores mais ‘importantes’, ou seja, mais fortes, e voltei ao tratamento específico. Procurei o serviço de Endometriose do H.C. e iniciei o tratamento. Para esclarecer sobre a doença, já lia tudo o que eu encontrava pela frente sobre doença e também pesquisava bastante. Mais tratamentos... E, em 2002, precisei fazer a segunda videolaparoscopia para a retirada de endometriomas - cisto anormal no ovário, que tem líquido interno escuro, comum em portadoras de endometriose. Como tenho convênio, preferi operar com a mesma médica, em um hospital particular. Ela operava no Hospital Samaritano, e lá limparam o que havia de errado no útero, ovários e trompas. Mais uma vez, o pós-cirúrgico foi tranquilo, mas o único incômodo foi o fato de tomar o Zoladex. Com ele, eu ficava meio zureta com tudo aquilo que só quem toma o medicamento sabe como é. Com isso, desenvolvi uma depressão significativa e pânico e, além do tratamento da endometriose, precisei fazer paralelamente, tratamento psiquiátrico e psicológico. Fiquei sem trabalhar, com medo de tudo, sem memória, trêmula, sem vontade de sair e sem dormir direito. Um arremedo da mulher que sempre fora. Depois de muitos anos de tratamento, aos poucos fui melhorando e retomando a minha vida. Mas as dores não paravam. Em 2005, após alguns exames percebi que precisava retomar o tão temido tratamento, seja ele, clínico ou cirúrgico. Já não conseguia mesmo tomar hormônios sintéticos, mas mesmo assim, a médica foi tentando e eu aguentando. Barriga enorme de inchada, gases para todo o lado e dor, muita dor. Em setembro de 2007, fui para a minha terceira videolaparoscopia. Novamente fiz no Hospital Samaritano. A cirurgia foi preciso, porque no ultrassom aparecia um ‘nódulo’ acotovelando o meu intestino, atrás do útero no retossigmoide. De acordo com a doutora, era mais uma intervenção para retirar a endometriose e fazer a limpeza, principalmente, na região do intestino. Internei-me um dia antes para o preparo intestinal. Após a cirurgia, já que não conseguia mais tomar hormônios e, precisava ficar sem sangramento por, pelo menos um tempo, ela decidiu que seria muito bom eu colocar o dispositivo intrauterino Mirena (o DIU é colocado no útero da mulher para inibir a gravidez, e produz o hormônio feminino progesterona, que ameniza a dor causada pela endometriose), já que era indicado para tratar a doença. Era fevereiro de 2008 e, poucos dias após colocar o DIU, comecei a sentir muita dor e, o sangramento veio sem parar mais. Sangrava mais com o dispositivo intrauterino do que sem ele. Segundo o fabricante, estes sintomas seriam passageiros, que era apenas uma fase de adaptação e era para eu ter paciência. Paciência e perseverança eu tinha de sobra, mas nesta etapa eu já não tinha mais era a saúde mental, pois os hormônios que deveriam ser apenas localizados estavam me deixando maluca de novo. A barriga voltou a inchar feito uma bola, os gases não paravam de estourar lá dentro provocando mais dores, fazia xixi feito uma gestante, inclusive de madrugada, suava que parecia um estivador carregando quilos nas costas e, poderia estar quente ou frio, que suava muito. A médica dizia que não tinha nenhuma paciente com esses sintomas. Essa tortura durou até dezembro de 2008, quando eu disse que não aguentava mais e pedi para tirar o DIU. Na mesma semana melhorei e parei com os sintomas. Ninguém consegue explicar direito por que isso aconteceu. Mas sempre há milhões de hipóteses, como aquela de que, o meu útero não estava preparado para recebê-lo, uma vez que, eu não tinha engravidado - a única vez que engravidei, no início do casamento, em 1990, sofri um aborto espontâneo. Em 2009, voltei a tomar remédios como Cerazette, Gestinol, Tâmisa 30, etc., mas os resultados não foram bons. Os ultrassons e a ressonância mostravam que as lesões de endometriomas e adenomioses e também um mioma estavam lá. Em fevereiro de 2010, comecei o tratamento com uma equipe multidisciplinar da Nova Endometriose, no Iamspe no Hospital do Servidor Público Estadual. Além do ginecologista especializado na doença, eu precisava também de especialistas em urologia e cirurgia geral. Em abril, a equipe médica concluiu que eu deveria passar por mais uma cirurgia. O diagnóstico era de endometriose infiltrativa profunda e essa era a minha quarta cirurgia e, como as outras, seria por videolaparoscopia. Internei um dia antes da cirurgia, no dia 14 de junho, às 6 da manhã para, mais uma vez, fazer o preparo intestinal necessário. No momento da cirurgia, os médicos viram que, de fato, precisavam retirar um pequeno nódulo no intestino. Por isso, a cirurgia foi maior e ao invés da videolaparoscopia, fizeram a laparotomia - com o corte igual a de um parto de cesárea - para ressecção do intestino. E foi retirado útero, ovário esquerdo, trompas, além dos focos e aderências. Laudo médico da cirurgia: histerectomia + salpingooforectomia à esquerda e direita + retossigmoidectomia. Fiquei no hospital por nove dias e recebi alta médica para continuar o período de convalescência em casa. Que dias difíceis! Voltei recentemente ao trabalho, e retomo aos poucos, a minha rotina. Os médicos dizem que em três meses devo estar bem melhor, e até o fim do ano, completamente recuperada. Então, além dos exames e consultas para acompanhamento, só me resta esperar pacientemente”.
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A Endometriose e Eu
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domingo, 29 de agosto de 2010
ALGUÉM VIU A MATÉRIA NA TEVÊ??
Sumi do blog, porque graças a Deus estou correndo muito com os trabalhos. Além de conseguir um trabalho fixo, conciliando com o meu tratamento, ajudo uma amiga na divulgação de um cliente seu, em uma feira de beleza. Voltar a trabalhar era tudo o que faltava para completar a minha alegria. Mas este assunto merece um post especial. Vim aqui para outro assunto. Alguém viu se passou a matéria sobre endometriose entrevista na tevê? Ainda não sei se passou. Nos dias que eu vi, na segunda, terça e quarta não passou. Nos outros, eu não vi. Na quarta-feira enviei um e-mail para a produtora que me ligou, mas ela ainda não respondeu falando o dia. Sei que a pauta é fria, e que não tem um dia certo. Mas quero muito ver. Vamos torcer para ainda não ter passado, e que a Mariana, produtora do programa, responda o e-mail. Por conta da correria, terminei hoje a correção do texto da Sirlene. Já enviei a ela por e-mail, para que aprove. Já, já vocês vão conhecer a história de mais uma guerreira. Mulheres portadoras de endometriose são todas guerreiras. E, quando lerem tudo o que ela passou, vão ver o que estou falando. Beijos carinhosos!
domingo, 22 de agosto de 2010
A ENDOMETRIOSE E EU NO SBT BRASIL!
É com muita alegria que escrevo este post! A minha semana encerrou com chave de ouro! Na sexta à noite, Mariana, produtora do SBT Brasil, ligou para saber se eu toparia gravar uma entrevista contando a minha história com a endometriose. Marcamos para o dia seguinte! No sábado, encontrei-me com a equipe do jornal às 16h30. Como estava fazendo um frila em um evento no Shopping Iguatemi, marquei na porta principal. Na hora combinada a repórter ligou e pegou-me na porta. Supersimpática, Samara logo quis saber minha história com a endometriose. Seguimos para uma das muitas praças que existem por lá, e gravamos a matéria. Foi maravilhoso! Adorei! Como sou louca por TV, amei ter dado minha primeira entrevista para o SBT. Como é matéria para o jornal, sei que não deu para falar tudo, mas é apenas o começo de uma longa jornada. Foquei na cirurgia e na dispareunia, um dos motivos pelo qual iniciei minha batalha em prol das mulheres com endometriose. Falei da fisioterapia e do pessoal da UNIFESP!! Ainda estou esperando a confirmação do dia, mas segundo Samara, pode ser na segunda, 23, ou na terça, 24, a partir das 19h15. Se eu souber antes, eu coloco aqui. Quem me indicou para a entrevista foi a minha queridíssima amiga Luciana Palmeira. Esta foi a minha primeira contando um pouco da minha história com a endometriose. Amei!! Como eu digo: FOI TUDO!!! Beijos com carinho!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
ENDOMETRIOSE NÃO TEM IDADE!!!!
O post seria outro, o da minha nova avaliação de fisioterapia, que aconteceu na última quarta-feira, dia 11, mas como ocorreu outro fato no fim de semana, preciso relatá-lo. Até porque muitas pessoas, principalmente, as mulheres, acham que endometriose não é nada. Como a endometriose não mata, as pessoas acham que realmente não é nada. Mas, quem pensa assim, está muito enganado! Não mata, no sentido literal da palavra. Mas a doença é muito pior, porque mata a mulher que existe em você. Além de acometer muitos e muitos órgãos, a doença tira toda a libido da mulher, traz a ela a dispareunia, que é a dor durante a relação sexual, e de muitas tira o sonho de ser mãe. Então, para mim, tudo isso é muito pior do que de fato, morrer. A endometriose tira o direito de a mulher ser mulher. Sem contar que o tratamento engorda muito e mexe com o psicológico de suas portadoras. Como já foi dito aqui, infelizmente, não existe uma idade para a endometriose atacar você, mulher. É isso mesmo!! Por isso, esse é um dos motivos que torna a doença tão perigosa. Da menarca, a primeira menstruação, à menopausa, a última, qualquer mulher está sujeita a ter endometriose. É só menstruar e pronto, ela pode vir, a qualquer momento e sem avisar. E, como a mulher menstrua todo mês, mensalmente ela corre o risco de ter a doença. Como nada é por acaso, e não existe coincidência, o destino me leva a encontros preciosos. No sábado, dia 14, eu estava supertriste e de saco cheio com um monte de coisas. O que mais me deixa chateada, é a falta de trabalho. Porque ninguém vive sem dinheiro. Como você paga as suas contas se não recebe? Como eu tinha um aniversário à noite, para levantar a minha autoestima e ir bonita à festa (até porque é a primeira que vou depois da cirurgia), resolvi, mesmo sem ter um centavo, ir ao salão, que eu freqüentava quando trabalhava, para fazer as unhas. Bom, chegando lá todo mundo querendo saber o porquê do meu sumiço, e também da minha magreza (na verdade foi o meu abdômen que diminuiu, pois, antes da cirurgia os meus órgãos estavam todos colados), e quando falei à minha manicure que operei de endometriose, uma cliente, que ela estava fazendo a mão com ela, disse: “Nossa, você também tem?”. Respondi: “Tenho porque, você também”. “Operei em junho”, falou Cris. Ela disse que a sua endometriose foi descoberta por acaso, pois, os médicos suspeitavam de apêndice, e somente na mesa de cirurgia, é que ao invés do apêndice, o médico plantonista descobriu 9 focos de endometriose no seu colo do útero. E, se não fosse a tal suspeita de apêndice, infelizmente Cris iria sofrer com as terríveis dores por um bom tempo. A endometriose dela estava no início. Antes da cirurgia, Cris foi em um monte de médico, de várias especialidades, e nenhum descobriu o que ela tinha. Pedi desculpas à Cris, porque sei que não é tão educado perguntar a idade, mas sabia que ela já tinha passado dos 30, e fui direta. “Quantos anos você tem?”. "Tenho 39, mas a minha endometriose começou no ano passado, com 38 anos”, respondeu. Infelizmente, endometriose não tem idade, basta menstruar e pronto. Segundo ela mesma disse, sofreu as terríííííveis dores da doença por apenas um ano. Digo apenas, porque muitas pessoas sofrem por anos e anos, como eu, que tenho fortes dores desde 2002. Portanto, fiquei 8 anos com fortes dores sem saber o que era. Falei do blog à Cris, e ela ficou superempolgada. Disse que esta ferramenta é extremamente importante e que vai ajudar na divulgação. Mas por conta da cultura do nosso país,e muitas vezes da falta dela, e também por conta da ignorância do ser humano, são fatores que impedem que a doença seja diagnosticada e tratada precocemente. Como a endometriose não causa risco de vida, as pessoas acham que endometriose é uma bobeira, como se fosse uma gripe.... toma uma pastilha que passa. Mero engano! A doença é crônica e incurável. Também não são todas as mulheres que têm dor. Sim! Em alguns casos, a endometriose é assintomática, o que pode ser ainda muito mais perigoso. Portanto mulheres pedem ao seu ginecologista a ressonância magnética do abdômen total e da pelve. Só este exame, que nenhuma mulher faz, detecta precocemente a suspeita. Somente quem tem endometriose sabe a dor que é. Convidei Cris para contar sua história aqui, e ela aceitou. Enquanto a história da Cris não chega, a Sirlene, outra portadora de endometriose e leitora do blog, que conheci por aqui, já me enviou a sua. E, se alguém pensa que o meu caso foi grave, eu digo: não foi. Fiquei horrorizada com a história desta mulher guerreira, que sofre com a endometriose desde 1991, ou seja, há quase 20 anos. Tenho a certeza, de que vocês irão se comover tanto quanto eu. Aliás, pedi ao meu namorado para ler o e-mail, e ele ficou chocado e muito triste. Logo, logo, postarei aqui a história da Sirlene. Se você também é portadora de endometriose, envia a sua história para carolinesalazar7@gmail.com. Beijos com carinho!!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!!!
Hoje, este post é especial e, também, um grande desabafo! Especial porque quero agradecer dois grandes amigos: Paulo Vieira e Sônia Gonçalves. Graças a Deus e, a eles, trabalhei alguns dias em julho, antes da minha cirurgia. A Soninha, como carinhosamente a chamo, deu-me vários releases para fazer, assim eu pude trabalhar em casa numa boa, e exercitar aquilo que mais amo: criar textos. Já o Paulo, que também o chamo carinhosamente de Paulinho, e é um ser humano incrível, e que, adoro muito, pediu que eu divulgasse um de seus clientes, em uma das maiores feiras de calçados do país. Fiquei extremamente feliz e certa de que esta era a oportunidade ideal para começar, de fato, a divulgação maciça do blog aos meus colegas jornalistas. Lá conheci pessoas e encontrei amigos. Gente, eu estou passada com a falta de informação das pessoas, e especialmente, de nós, mulheres e, também, com o pouco caso de algumas pessoas. É claro que não saio alardeando sobre a doença por aí. Até porque o preconceito é enooooooorme!! Na verdade, o que mais me magoa, e que, também me choca, é a falta de informação e a sensibilidade por parte destas pessoas, da comunicação, que a meu ver tem que FAZER A DIFERENÇA. Mas, a maioria infelizmente, não faz. Não faz porque provavelmente esta terrível doença, que ainda não tem cura, e é progressiva, ainda não atingiu ninguém de sua família. É, infelizmente, é preciso atingir alguém muito próximo e, só sendo a família mesmo, para nos tocar e daar conta de que é preciso fazer alguma coisa, para pelo menos tentar fazer um Brasil melhor. A informação pode diminuir as dores de muitas mulheres. No meu caso, aprendi ajudar ao próximo desde pequena, com a minha amada, adorada e saudosa avó, Dinah Salazar. Aliás, ela é a minha grande fonte de inspiração em tudo o que faço. Na verdade, o meu caso está resolvido. Estava em tratamento, operei e agora continuo o tratamento, na UNIFESP, e com o Dr. Hélio Sato, no Nipo. Eu poderia ficar quieta, na minha. Claro que sim, mas algo dentro diz-me que preciso divulgar, e tentar fazer as pessoas entenderem o que é e o que pode fazer a endometriose. Cerca de 6 milhões de brasileiras tem endometriose, ou seja, 15 % da população feminina é doente e a maioria delas, ainda não sabe. Antes da feira, liguei para algumas jornalistas amigas, algumas têm filhas, outras irmãs, e nenhuma entrou no blog. Fico muito triste com tudo isso. Aliás, em julho, reencontrei uma grande amiga, dos tempos da faculdade, e ela perguntou-me se as minhas tais dores não eram psicológicas. Bem que eu queria que elas fossem. Até liguei para esta minha amiga, na última semana, mas ela não atendeu e não retornou a ligação. Como dizia Claudio Abramo: “A Ética do jornalista é a mesma de um cidadão comum.”. E concordo plenamente!! Quando falo ‘tenho um blog’, todo mundo acha que é um blog jornalístico com textos e tudo mais. O que não deixa de ser, mas antes de tudo, considero-o como um blog Social. Criei este blog para alertar a população, e não só as mulheres, os homens também, porque eles sempre têm uma mulher ao seu lado, seja namorada, irmã, amigas, primas, o quanto esta doença pode destruir a vida de uma mulher. Destruir literalmente ao pé da palavra. A maioria das portadoras é abandonada por seus companheiros, suas famílias e ficam perdidas. Aliás, a ajuda do companheiro é essencial. E também criei o blog para dar outra visão da endometriose. Porque hoje, quando sai algo na mídia, é sempre a mesma coisa: liga a endometriose à infertilidade. E só! Claro, que deve ser muito ruim obter o diagnóstico da infertilidade, mas tem outros casos mais graves, como a dispareunia (dor durante a relação sexual)."O que adianta querer engravidar sem poder transar?”, pergunto. Aliás, não tem nem lógica. E é isso que eu quero divulgar, a dispareunia, que é muito mais comum, em nós mulheres, do que a endometriose. A mulher pode ter dispareunia sem ter endometriose. E, gente, dói muito. Tanto a dispareunia quanto a endometriose. Só quem tem endometriose sabe a dor que é. E a dispareunia também. Mas cada um PODE FAZER A DIFERENÇA. Vamos começar a divulgar a doença, que hoje, infelizmente, é pouco divulgada, mas que vai atingir muito mais mulheres em todo o mundo. Já é tida como a doença da mulher moderna, ou seja, do futuro. E, outra, enquanto a mulher menstruar está sujeita a ter endometriose. Por isso, VAMOS FAZER A DIFERENÇA E COMEÇAR A DIVULGAR A ENDOMETRIOSE. Se, cada um passar a informação para mais uma pessoa, e assim continuar, com certeza encontraremos alguma portadora de endometriose. Pense nisso!! Bom, é isso. Desabafei!!! Agora, preciso dormir porque amanhã é quarta-feira, dia de fisioterapia. Farei uma nova avaliação para saber como anda a minha dispareunia. Beijos carinhosos!!!
OBS: Ah, meu grande amigo Marcelo Schainer começou a divulgar o blog em seu Facebook. Má, obrigada de coração, por entender que como cidadãos e também como jornalistas precisamos agir rápido. Obrigada!!
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A Endometriose e Eu
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
EM RECUPERAÇÃO!!
Terça-feira, dia 03, retornei ao consultório do Dr. Hélio Sato. Como o Marcão estava trabalhando, o meu grande amigo, Marcelo Schainer, daqueles amigos que deve ter sido meu irmão em alguma outra existência e, que, graças a Deus, o reconhecei na faculdade. Como dizia o poeta e compositor Vinícius de Moraes:" A gente não faz amigos, reconhece-os", levou-me até o Nipo-Brasileiro. Como era encaixe esperamos por quase 2 horas. Quando Dr. Hélio me viu, logo perguntou: “Está tudo bem com vc?”. “Nossa, está sim. Estou até me sentindo mais leve”. “Você estava, e pelo visto, sentia muita dor. Você tinha muitas aderências, principalmente do lado direito”, continuou Dr. Hélio. Ainda bem que ele, como médico e especialista na doença, acreditava em minhas dores. Por muito e muito tempo, para muitas pessoas, as minhas dores horroroooooosas eram inventadas, coisa de psicológico. Aí eu me perguntava: “Não gente, eu não estou louca a este ponto, porque dói muito. Ou estou?!”. Mas, graças a Endometriose, todas as minhas dores foram comprovadas, e de fato, eram reais. No consultóroio, pensei que o Dr. até fosse tirar algum ponto. Ele só tirou os curativos, e falou que os pontos seriam absorvidos pelo meu organismo. Achei fantástica a evolução da medicina. Que maravilha!!! Até então, as minhas operações eram tão antigas, que não teve esta modernidade toda. Como eu já havia dito a ele, que no momento não quero engravidar,o Dr. disse que o meu ovário precisa descansar mais um pouco. Tadinho ele sofreu tanto!! Com isso, receitou o anticoncepcional Level, a ser tomado de uma forma diferente, para eu ainda não menstruar. Na verdade, só vou menstruar após 63 dias. E aí vamos ver no que vai dar!Para nós, portadoras de Endometriose, menstruar é um sofrimento, e praticamente um veneno. Faz mais de um ano e meio que não menstruo. Daqui a três meses retornarei com o Dr. Hélio. Ufa, ele ter receitado o anticoncepcional, foi um superalivio!! Na semana anterior, ainda no hospital, ele havia dito que eu retomaria o tratamento com o Zoladex 10.8. Se a menopausa da idade, já traz desconfortos terríveis, imagina a induzida por Zoladex, um remédio que trata vários tipos de cânceres, mas apenas controla a Endometriose. Estou torcendo para dar tudo certo com o anticoncepcional. Mas, se não der, antes mil vezes o Zoladex, do que as terríííveis dores. Estava tudo perfeito, até rolar um pequeno estresse na minha vida, com isso,a dor voltou. Desde o meio da tarde desta quarta feira, não estou me sentindo bem. O meu lado esquerdo está com uma dor latente, aquela bem chatinha que não dá descanso, sabe. Vamos torcer para não ser nada!! Há 10 dias sinto todos os meus órgãos abdominais mexendo. Acho que deve tá rolando uma grande festa lá dentro, agora que estão todos separados, em seus devidos lugares, e funcionando perfeitamente. Por hoje é só, vou dormir para ver se a dor passa. Beijos com carinho!!
OBS: Vi um recadinho da Lilian, que operou no dia 20. Lilian querida, falei de vc em outro post, mais abaixo. A nossa história foi bem parecida. Se vc quiser contar a sua história aqui, o blog está aberto. Hoje, por e-mail, convidei a Sirlene, que já fez quatro videolaparoscopias, para contar sua história. Já que a função do blog é ajudar muitas mulheres, que estão doentes, mas ainda não sabem, qualquer narração que envolva a Endometriose é muito bem-vinda! Obrigada pelo carinho!
OBS: Vi um recadinho da Lilian, que operou no dia 20. Lilian querida, falei de vc em outro post, mais abaixo. A nossa história foi bem parecida. Se vc quiser contar a sua história aqui, o blog está aberto. Hoje, por e-mail, convidei a Sirlene, que já fez quatro videolaparoscopias, para contar sua história. Já que a função do blog é ajudar muitas mulheres, que estão doentes, mas ainda não sabem, qualquer narração que envolva a Endometriose é muito bem-vinda! Obrigada pelo carinho!
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