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sexta-feira, 29 de julho de 2011

UM ANO DE CIRURGIA! UM ANO DE RENASCIMENTO!!!!

Na última terça-feira, dia 26, celebrei um ano da minha tão sonhada cirurgia de endo. Falo celebrar, pois se não fosse a videolaparoscopia, talvez, eu não estaria por aqui hoje. Apesar dos meus 33 anos recém-completados, no último dia 15, eu festejo um ano de renascimento. Digo isso, porque eu estava com o meu abdômen todo aderido, com o meu intestino fora do lugar, todo grudado e enrolado nos meus órgãos abdominais. Algo que o especialista nunca viu antes. Bom, mas graças a Deus, não era a minha hora de partir. Com isso, aprendi também que tudo tem o seu momento, a sua hora, tanto para nascer, quanto para desencarnar. Além disso, outra pessoa que agradeço é a minha adorada e amada vozinha, Dinah Salazar, que mesmo não estando mais neste plano, foi um dos anjos que me ajudou muito por todo o período que fiquei doente, durante muitos anos. Até na escolha da data, ela se fez presente. Afinal, dia 26 de julho é o dia da avó. Sem saber disso, foi o dia da minha cirurgia, o dia que tive a oportunidade de ter uma nova vida, sem as aderências, ou seja, sem dores. A minha avó foi muito mais do que uma avó, foi uma mãe, um pai, foi tudo e hoje é mais um anjo que olha por mim. Agradeço também ao meu anjo da guarda que, por muito tempo, ele não conseguiu nem cochilar, coitado. Sempre no posto para me amparar e me ajudar a manter-me viva para continuar com essa luta. Agradeço também a Deus, o nosso Pai todo-poderoso que, de fato, não dá uma cruz ao seu filho maior do que ele pode carregar. Graças a Ele a todos os pensamentos positivos que vem de vocês, eu estou mais firme do que nunca no trabalho e prestes a ser efetivada. Por isso, não consigo escrever com tanta frequência no nosso cantinho. Chego em casa com muitas dores. Hoje mesmo, cobri um evento e, mesmo chegando supertarde, eu falei 'preciso postar hoje'. Estou com muitas, mas muitas dores. Preciso dormir porque amanhã, sexta-feira, é dia de fechamento na revista. Estou respondendo os e-mails e os posts aos poucos. Beijos com carinho!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!!!

Hoje, este post é especial e, também, um grande desabafo! Especial porque quero agradecer dois grandes amigos: Paulo Vieira e Sônia Gonçalves. Graças a Deus e, a eles, trabalhei alguns dias em julho, antes da minha cirurgia. A Soninha, como carinhosamente a chamo, deu-me vários releases para fazer, assim eu pude trabalhar em casa numa boa, e exercitar aquilo que mais amo: criar textos. Já o Paulo, que também o chamo carinhosamente de Paulinho, e é um ser humano incrível, e que, adoro muito, pediu que eu divulgasse um de seus clientes, em uma das maiores feiras de calçados do país. Fiquei extremamente feliz e certa de que esta era a oportunidade ideal para começar, de fato, a divulgação maciça do blog aos meus colegas jornalistas. Lá conheci pessoas e encontrei amigos. Gente, eu estou passada com a falta de informação das pessoas, e especialmente, de nós, mulheres e, também, com o pouco caso de algumas pessoas. É claro que não saio alardeando sobre a doença por aí. Até porque o preconceito é enooooooorme!! Na verdade, o que mais me magoa, e que, também me choca, é a falta de informação e a sensibilidade por parte destas pessoas, da comunicação, que a meu ver tem que FAZER A DIFERENÇA. Mas, a maioria infelizmente, não faz. Não faz porque provavelmente esta terrível doença, que ainda não tem cura, e é progressiva, ainda não atingiu ninguém de sua família. É, infelizmente, é preciso atingir alguém muito próximo e, só sendo a família mesmo, para nos tocar e daar conta de que é preciso fazer alguma coisa, para pelo menos tentar fazer um Brasil melhor. A informação pode diminuir as dores de muitas mulheres. No meu caso, aprendi ajudar ao próximo desde pequena, com a minha amada, adorada e saudosa avó, Dinah Salazar. Aliás, ela é a minha grande fonte de inspiração em tudo o que faço. Na verdade, o meu caso está resolvido. Estava em tratamento, operei e agora continuo o tratamento, na UNIFESP, e com o Dr. Hélio Sato, no Nipo. Eu poderia ficar quieta, na minha. Claro que sim, mas algo dentro diz-me que preciso divulgar, e tentar fazer as pessoas entenderem o que é e o que pode fazer a endometriose. Cerca de 6 milhões de brasileiras tem endometriose, ou seja, 15 % da população feminina é doente e a maioria delas, ainda não sabe. Antes da feira, liguei para algumas jornalistas amigas, algumas têm filhas, outras irmãs, e nenhuma entrou no blog. Fico muito triste com tudo isso. Aliás, em julho, reencontrei uma grande amiga, dos tempos da faculdade, e ela perguntou-me se as minhas tais dores não eram psicológicas. Bem que eu queria que elas fossem. Até liguei para esta minha amiga, na última semana, mas ela não atendeu e não retornou a ligação. Como dizia Claudio Abramo: “A Ética do jornalista é a mesma de um cidadão comum.”. E concordo plenamente!! Quando falo ‘tenho um blog’, todo mundo acha que é um blog jornalístico com textos e tudo mais. O que não deixa de ser, mas antes de tudo, considero-o como um blog Social. Criei este blog para alertar a população, e não só as mulheres, os homens também, porque eles sempre têm uma mulher ao seu lado, seja namorada, irmã, amigas, primas, o quanto esta doença pode destruir a vida de uma mulher. Destruir literalmente ao pé da palavra. A maioria das portadoras é abandonada por seus companheiros, suas famílias e ficam perdidas. Aliás, a ajuda do companheiro é essencial. E também criei o blog para dar outra visão da endometriose. Porque hoje, quando sai algo na mídia, é sempre a mesma coisa: liga a endometriose à infertilidade. E só! Claro, que deve ser muito ruim obter o diagnóstico da infertilidade, mas tem outros casos mais graves, como a dispareunia (dor durante a relação sexual)."O que adianta querer engravidar sem poder transar?”, pergunto. Aliás, não tem nem lógica. E é isso que eu quero divulgar, a dispareunia, que é muito mais comum, em nós mulheres, do que a endometriose. A mulher pode ter dispareunia sem ter endometriose. E, gente, dói muito. Tanto a dispareunia quanto a endometriose. Só quem tem endometriose sabe a dor que é. E a dispareunia também. Mas cada um PODE FAZER A DIFERENÇA. Vamos começar a divulgar a doença, que hoje, infelizmente, é pouco divulgada, mas que vai atingir muito mais mulheres em todo o mundo. Já é tida como a doença da mulher moderna, ou seja, do futuro. E, outra, enquanto a mulher menstruar está sujeita a ter endometriose. Por isso, VAMOS FAZER A DIFERENÇA E COMEÇAR A DIVULGAR A ENDOMETRIOSE. Se, cada um passar a informação para mais uma pessoa, e assim continuar, com certeza encontraremos alguma portadora de endometriose. Pense nisso!! Bom, é isso. Desabafei!!! Agora, preciso dormir porque amanhã é quarta-feira, dia de fisioterapia. Farei uma nova avaliação para saber como anda a minha dispareunia. Beijos carinhosos!!!
OBS: Ah, meu grande amigo Marcelo Schainer começou a divulgar o blog em seu Facebook. Má, obrigada de coração, por entender que como cidadãos e também como jornalistas precisamos agir rápido. Obrigada!!