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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!






Depois de explicar o que é a endometriose, como deve ser feito o diagnóstico da doença, como a doença afeta a qualidade de vida de uma mulher e a questão infertilidade provocada pela endometriose e outras doenças, no quinto e último vídeo sobre endometriose o doutor Hélio Sato  fala sobre os tratamentos. O tratamento pode ser clínico e ou cirúrgico, porém nem toda endomulher tem de fazer a cirurgia. A cirurgia é o único tratamento que pode exterminar com a endometriose, porém para aquelas que não querem operar ou que a cirurgia não é indicada o tratamento clínico pode muito bem minimizar os sintomas da doença. Cada tratamento é único, individualizado. O que serve para mim não necessariamente servirá para você. Por isso o especialista ele tem de saber não só como tratar a doença, mas ouvir a paciente, saber qual a sua necessidade. Geralmente a cirurgia é indicada para os casos severos de dores e infertilidade. Mas cada caso é único. O importante é a endomulher estar em boas mãos, em mãos de quem realmente sabe tratar a portadora e a doença. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Neste mês em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Hélio Sato fala a respeito do Zika vírus. Recebi muitas perguntas sobre o tema e vamos abordá-lo, pela primeira vez, no A Endometriose e Eu. Além de explicar a relação do vírus com a microcefalia, o doutor Hélio dá dicas de como uma gestante poderá se prevenir deste vírus.  A segunda questão vem de um endomarido gaúcho. Ele quer saber por que sua esposa continua com o inchaço abdominal mesmo após a videolaparoscopia. Infelizmente muitas endomulheres sofrem com a distensão abdominal, que é um dos sintomas da endometriose. Porém é preciso analisar se esse inchaço vem após ingerir alguns alimentos. Já abordamos este tema no blog, numa tradução da doutora Danielle Cook "O que as bactérias do seu intestino têm a ver com o inchaço abdominal?".  Eu tinha muito inchaço abdominal, mas o que causava isso eram as aderências das minhas alças intestinais, que graças a Deus foram todas removidas na minha segunda e última cirurgia, em 2012. Desde então, não tenho mais nada! O doutor Hélio explica porque isso acontece. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

- Qual a relação do Zika vírus e a microcefalia? Como prevenir uma mulher grávida deste vírus?

Doutor Hélio Sato: Muito embora o Zika vírus tenha sido isolado pela primeira vez em 1947, as pesquisas sobre sua ação, sua manifestação e outras características do vírus são datadas mais recentemente, pois, tornou-se relevante após as evidências da associação com a microcefalia em 2015. Portanto, muitas informações sobre esta infecção estão incompletas. Dentre estas dúvidas, as razões pela qual o vírus causa a microcefalia ainda estão indefinidas. Porém, sustenta-se que o risco do bebê desenvolver a microcefalia é maior quando a infecção ocorre no primeiro trimestre da gestação e estima-se que a microcefalia ocorre entre 1% a 22% das gestantes que tiveram a infecção pelo Zika. E alguns pesquisadores apontaram que alguns fatores aumentam o risco da microcefalia em caso de infecção durante a gravidez, tais como: a alta taxa de açúcar no sangue, a baixa de vitamina D, consumo de álcool e tabagismo. Portanto, além dos cuidados do uso de repelentes, evitar os criadouros do mosquito, não ir a locais com maior incidência da infecção anteriormente e durante a gravidez e outros, como o cuidado com a dieta, parar de fumar e uso de vitamina D auxiliam na prevenção da microcefalia.

- Oi Caroline, sou um endomarido e gostaria que o doutor Sato respondesse algumas dúvidas: mesmo depois da vídeolaparoscopia minha esposa continua com muitos inchaços na barriga e as dores, que agora só ocorrem durante ou imediatamente depois desses inchaços. Gostaria de saber por que ocorrem esses inchaços e o que podemos fazer quando eles ocorrem e também se há alguma posição que ela pode ficar para aliviar as dores. P.S. - Rio Grande do Sul.


Doutor Hélio Sato: A maioria das vezes a distensão (inchaço) súbito do abdômen decorre do acúmulo de gases dentro dos intestinos e, muitas vezes, são desconfortáveis mesmo. Deste modo, consideraria reavaliar se não há alguma intolerância alimentar que leve a acúmulo dos gases ou mudança da dieta para auxiliar a eliminação. E, sugiro conversar com o médico que fez a laparoscopia, para ele dizer se foi ou não observado alguma aderência que pudesse limitar a movimentação plena do intestino.


Sobre o doutor Hélio Sato: 

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 


Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato). 


quinta-feira, 23 de junho de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Em mais uma "Com a Palavra, o Especialista", o doutor Hélio Sato fala sobre a cirurgia de returada de endometrioma durante a gestação e também porque algumas mulheres sentem cólicas durante a amamentação. Graças a Deus eu não tive nenhuma dor na minha gestação e muito menos na amamentação. Eu ainda amamento minha filha de 1 ano e três meses e sou muito grata por ainda viver esse momento especial entre mãe e filho. Todos aqueles problemas que muitas mulheres relatam no início da amamentação eu não tive. Minha princesa teve a pega correta logo de primeira e meus seios nunca racharam, nunca sangraram. Agradeço muito a Deus por me presentear com esta dádiva. Mas para quem não consegue amamentar, você não é menos mãe por isso. O mais importante é o amor e a forma como você trata seu filho. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


 Perdi o ovário esquerdo, fiz FIV e estou esperando gêmeas, estou de cinco meses. Tenho sentido muitas dores e descobri que se trata de um enorme endometrioma no ovário direito. Vou precisar operar grávida, pois as dores estão cada dia pior e insuportáveis. O doutor já teve algum caso parecido? É possível operar e continuar a gravidez normalmente? Anônima

Doutor Hélio Sato:  Via de regra, durante a gravidez os implantes de endometriose ficam inativos pela alta quantidade de progesterona que é produzida inicialmente pelo ovário e posteriormente pela placenta. Assim, sugiro reavaliar se de fato o cisto é um endometrioma e também se a dor é causada pelo cisto. E, tenta-se todas as alternativas anteriormente à intervenção cirúrgica durante a gravidez. Porém, se eventualmente o cisto estiver em crescimento ou outras possibilidades da dor forem descartadas, pode-se partir para a cirurgia que neste fase, normalmente, é feita com corte. Pois, em decorrência do grande volume do útero limita a laparoscopia.

– Quando amamentei minha filha eu quase não tinha leite e morria de dor por conta da endometriose, eu sentia muita, muita cólica. O que tem a ver a amamentação com a cólica? Luciane Cunha - Paquistão

Doutor Hélio Sato:  O estímulo dos mamilos durante a amamentação libera a ocitocina, hormônio produzido pelo hipotálamo (estrutura do cérebro) que tem como função contrair células musculares que estão em tornam dos ductos que transportam o leite do fundo da mama para o mamilo. Porém, esta ação, também, ocorre no músculo uterino e deste modo, ocorrem contrações vigorosas que levam às cólicas durante a amamentação. E, este fenômeno auxilia no controle do sangramento após o parto.

Sobre o doutor Hélio Sato: 

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).