quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MINHA PARTICIPAÇÃO E A DO BLOG NO "PROGRAMA GENTE QUE FALA", DA JORNALISTA LILIANE VENTURA!

Para quem perdeu minha participação e a do blog no programa Gente que Fala hoje ao vivo, exibido pela radio Trianon AM 740 em São Paulo e AM 810 em Santos e pelo site www.tvexito.com.br, segue aqui o vídeo do programa. Agradeço, mais uma vez, a produção do programa e a minha grande amiga Ana K pela pauta. Além de falar sobre endometriose, reencontrei a apresentadora e jornalista Liliane Ventura, que a conheci e a entrevistava bastante quando trabalhei na Revista Caras. É, e como ela disse: "Nossa, você estava sempre sorrindo, nunca imaginei que você poderia alguma coisa." Eu sempre fui assim, eu ia arrastando, morrendo de dor trabalhar, mas eu ia. Na época, eu não sabia que tinha endometriose. Aliás, foi logo depois de sair de lá que  descobri que realmente minhas dores tinha um nome. A Liliane não foi a primeira pessoa que falou isso pra mim.  Achei bem produtiva esta entrevista, com cerca de 16 minutos. Minha participação está no 20° minuto, mas todos os temas abordados foram muito interessantes, em especial, quando o otorrino, doutor Perboyre Lacerda Sampaio borda sua nova obra, o livro Felicidade - Medicamento Controlado para  a Alma. Quando ouvi este título antes mesmo do início do programa, eu pensei: "Nossa, quero muito ler este livro." E não é que parece que ele leu meus pensamentos e me deu um de presente com uma dedicatória muito emocionante. Aliás, ele se encantou com o trabalho desenvolvido pelo A Endometriose e Eu, e  dizia: "Caroline, que trabalho lindo. Você vai pro céu minha filha." Amém doutor!

O mais importante foi falar da Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose, a Million Women March for Endometriosis Brazil. Inscreva-se você também e venha marchar conoscoApós o programa fui convidada para gravar dois videos, um sobre os principais sintomas da endometriose, e outro sobre a Marcha Mundial, no dia 13 de março, e também sobre o II Brasil na Conscientização da Endometriose, nosso evento de panfletagem que fizemos em 30 de março de 2013 no Vão Livre do MASP. Neste ano, como já noticiado pelo site Universo Jatobá, da minha querida Rosana Jatobá, o evento será no dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, no mesmo local do ano passado. Aproveite e entre na nossa campanha! Seja do bem "Vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social e de saúde pública, Vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013. Clique aqui e dê seu voto: http://bit.ly/18wANh9. Passo a passo e mais informações:  http://bit.ly/1511wSV  Vote, compartilhe esta campanha entre seus amigos e ajude-nos a salvar vidas femininas! Conto com a ajuda de todos. Afinal, luto por uma causa e uma andorinha não faz verão sozinha! A união faz a força e juntos somos mais fortes.Beijo carinhoso!! 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 15, ESTAREI AO VIVO NA RÁDIO TRIANON E TAMBÉM NA INTERNET!

Nesta quarta-feira, dia 15, estarei ao vivo no programa “Gente que Fala” na rádio Trianon das 12h às 13h falando sobre endometriose, o blog e a marcha mundial (Inscrições aqui). Em São Paulo é só sintonizar AM 740 e em Santos AM 810. Porém, o Brasil todo e outros países poderão acompanhar o programa também ao vivo pela internet no site: http://www.tvexito.com.br/

No face é só curtir a página https://www.facebook.com/programagentequefala, mas o programa será transmitido ao vivo apenas no site http://www.tvexito.com.br/. Aguardo a audiência de todos. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

domingo, 12 de janeiro de 2014

"A VIDA DE UMA ENDO MAMÃE": AS MUDANÇAS DA 11ª e DA 12ª SEMANAS! DICAS PRECIOSAS E A RELAÇÃO DOS FILHOS DE TATIANA COM A GRAVIDEZ!

imagem cedida por Free Digital Photos

Em "A Vida de uma Endo Mamãe", Tatiana fala das mudanças no corpo da mulher e do bebê durante a 11ª e a 12ª semanas e também dá dicas preciosas para esta fase. Como por exemplo, como anemizar o inchaço causado pelo calor. Outro assunto muito interessante deste artigo é quando ela fala sobre a relação e a reação de seus filhos mais velhos com bebê que está a caminho. Ciúmes, compreensão.... Atenção falta dois meses para a Million Women March for Endometriosis Brazil, a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose. Essa marcha será o primeiro movimento do mundo em prol de uma doença, um movimento que nunca foi feito antes, onde milhões de pessoas (mulheres com endo, médicos especialistas, e apoiadores da causa) sairão às ruas para mostrar à sociedade que esta doença existe, que ela é muito terrível e que precisamos ser levadas a sério, que a doença precisa ser reconhecida pelos governantes como uma doença social e de saúde pública para que haja tratamento digno pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em ao menos todas as capitais do Brasil. Por isso sua participação é muito importante, porque esta luta não é apenas para um grupo, mas sim a todas as portadoras de endo do mundo. Vamos marchar por nós mesmas? Vá em busca de seu direito, afinal, você paga impostos altíssimos  e não é levada a sério?  Inscreva-se venha marchar conosco.

Aproveite e entre na nossa campanha! Seja do bem "Vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social e de saúde pública, Vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013. Clique aqui e dê seu voto: http://bit.ly/18wANh9. Passo a passo e mais informações:  http://bit.ly/1511wSV  Vote, compartilhe esta campanha entre seus amigos e ajude-nos a salvar vidas femininas! Conto com a ajuda de todos. Afinal, luto por uma causa e uma andorinha não faz verão sozinha! A união faz a força e juntos somos mais fortes. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Por Tatiana Furiate

Olá, minhas queridas! Como passaram as festas de fim de ano? Nós passamos bem Fiz muitos pratos diferentes  para a família... Um pouco cansativo, mas valeu a pena. Agradeci a Deus por mais um Natal grávida... E lá vamos nós, na semana que passou completei 19 semanas. Estou quase chegando na metade da gestação. Criançada ainda de férias, deixando a mamãe muito louca, nossa não é fácil estar grávida e ter mais 2 filhos.  A Júlia já está se tornando uma mocinha, já me ajuda em algumas coisas, é minha amiga e companheira.  Já o Arthur não preciso comentar, né!! Menino,  nossa que energia, não para um minuto. Só querem saber de brincar e piscina (e nessa brincadeira, quem levou a bronca fui eu, do meu médico!).  Mas uma turminha que está amando ganhar mais um irmãozinho ou irmãzinha, não passam um dia sem beijar minha barriga, se preocupam se o bebê está com fome, frio, se vai tomar banho (vai entender a cabecinha deles).  Tomam  cuidado comigo, não deixam eu abaixar, pegar peso, até o lixo eles se revezam para levar para a lixeira. Realmente meus filhos são abençoados. Ah!!! Quase esqueci, a bronca que dei neles foi por que eu tomei muito sol nas pernas e manchou tudo,  mesmo passando protetor. Quando estamos grávidas, nossa pele produz mais pigmentos facilitando as manchas. Minha sorte foi que meu rosto não foi atingindo. Meu médico quando viu, disse que estou proibida de tomar sol.



Agora estou começando a ficar um pouco mais cansada, com esse calor estou retendo mais líquido. Nessa fase,uma boa opção é iniciar drenagem  linfática. O bebê já se mexe mais, depende da posição que estou, como por exemplo, à noite noite para dormir, ele já começou a escolher em qual posição quer que eu fique.  Escrevendo esse artigo, já estou um tempinho sentada, e o serzinho aqui, está começando a ficar incomodado, não para de  me chutar.  Nessa fase, precisamos intensificar a hidratação do nosso corpo, passarmos muito óleo, hidratantes e iniciar a massagem nos seios.  Pois a pela começa a esticar de forma rápida, onde se inicia as tão temerosas estrias. Roupas, nem me fale, já nada me serve, tive que mais uma vez dar uma corridinha nas lojas. Dica!! Comprar roupas bem a vontades, sapatos se possível um número maior.

Agora, um pouco sobre as mudanças destas duas semanas:

11ª  semana de gravidez: Os órgãos genitais estão começando a se distinguir  e em breve será possível identificar o sexo. É comum que a pressão da gestante baixe um pouco, mas se for algo frequente o médico precisa ser consultado. O crescimento do feto está em ritmo acelerado e nas próximas semanas suas proporções irão dobrar. Ele agora está medindo em torno de 44 a 60 milímetros e pesa aproximadamente 8 gramas. Sua cabeça ainda é desproporcional em relação ao tamanho do corpo, mas ela já começa a tomar distância do peito, o queixo começa a aparecer e o pescoço a tomar forma. A placenta tem muito mais vasos do que antes e com mais capacidade de nutrir e oxigenar o bebê. Como os órgãos genitais começam a se distinguir, em poucas semanas, esse processo será finalizado e com a ajuda do ultrassom já será possível identificar se vai será menino ou menina!

Mudanças no seu corpo: você está quase no final do primeiro trimestre e agora dá para começar a sentir o útero acima do seu osso púbico. Ainda não dá pra sentir os movimentos do bebê, apesar de ele estar bem ativo.

A sua pressão arterial pode baixar um pouco a partir dessa fase o que às vezes pode provocar sensações de desmaio em algumas mulheres. Se você estiver sentindo isso com frequência, é bom falar com o obstetra para saber se é só isso que se passa com você. A boa notícia é que os enjoos estão indo embora! Obaaaaaa!

12ª semana de gravidez: A estrutura cartilaginosa do corpo do bebê está se transformando em ossos. E as estruturas já formadas estão em processo de crescimento. Os riscos de um possível aborto espontâneo estão cada vez mais longe e os sintomas iniciais, como enjoos, sono e cansaço tendem a desaparecer. Nesta semana, ele está medindo, da cabeça ao bumbum, aproximadamente 61 milímetros e pesando em torno de 14 gramas. Agora, os centros de formação dos ossos estão aparecendo e ele está se preparando para transformar em ossos toda a estrutura cartilaginosa do seu corpo. As outras estruturas formadas nas semanas anteriores, estão em pleno processo de crescimento e tomando suas formas. Os rins começam a produzir urina e o intestino está totalmente dentro do abdômen, e não se comunica mais com o cordão umbilical. O sistema digestivo já é capaz de absorver a glicose e a glândula pituitária (na base do cérebro) começa a produzir seus hormônios. A quantidade de líquido amniótico também começa a aumentar e seu volume total agora é de aproximadamente 50ml.


Mudanças com o corpo: se tudo correu bem até aqui, o risco de você sofrer um aborto 
espontâneo e pperder o bebê está ficando cada vez mais longe. O útero da mulher continua crescendo e daqui pra frente a gravidez fica cada vez mais evidente. Aqueles sintomas típicos do começo como sono, enjoos, cansaço e indisposição tendem a desaparecer e passamos a nos sentir mais bem disposta para fazer suas atividades diárias. Lembre-se que se você não tiver nenhuma contraindicação é muito importante manter uma rotina de exercícios físicos que para ajudar a manter seu corpo e mente saudáveis e encarar essa fase com muita disposição. U beijo carinhoso e até a próxima!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

DÚVIDAS SOBRE INFERTILIDADE? PALESTRA GRATUITA EM SÃO PAULO! INSCREVA-SE, VAGAS LIMITADAS!






Para quem perdeu a última palestra sobre infertilidade, agora terá nova oportunidade. O Instituto de Ensino em Pesquisa e Medicina Reprodutiva de São Paulo, referência em Pós-Graduação em Medicina Reprodutiva, promove no dia 1° de fevereiro palestra gratuita sobre infertilidade, das 10 às 11h, na rua Peixoto Gomide, 515 – 1° andar,  no Trianon-MASPem São Paulo. Para participar basta fazer sua inscrição pelo telefone: 11-3289-5209. Vagas limitadas. Inscreva-se já e não perca esta oportunidade de sanar suas dúvidas. Mais informações acesse:  http://www.medicinareprodutiva.org/ 

Eu confesso que estive na última pra cobrir e reportar tudo pra vocês e trouxe muitas informações, algumas que eu não sabia. Foi muito bom ter assistido a palestra. Se você quer engravidar, mas tem dúvida sobre infertilidade e não sabe a quem perguntar, não perca! Leve seu marido, a palestra é dirigida aos casais, principalmente, àqueles que precisam de tratamentos. Você sabia que a mulher e o homem têm a mesma porcentagem na infertilidade? Leia textos como a "Infertilidade e seus tratamentos", onde explicamos o que é a infertilidade e quais tratamentos fazer para realizar o tão sonhado desejo da maternidade, e todos os textos do A Endometriose e Eu relacionado à infertilidade na  "Superando a Endo Infertilidade"

Aproveite e ajude-nos a ter a endometriose reconhecida como uma doença social e de saúde pública? Entre na nossa campanha! Seja do bem "Vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social e de saúde pública, Vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013. Clique aqui e dê seu voto: http://bit.ly/18wANh9. Passo a passo e mais informações:  http://bit.ly/1511wSV  Vote, compartilhe esta campanha entre seus amigos e ajude-nos a salvar vidas femininas! Conto com a ajuda de todos. Afinal, luto por uma causa e uma andorinha não faz verão sozinha! A união faz a força e juntos somos mais fortes. Beijo carinhoso!!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": EM BUSCA DO SONHO DE GIULIA - PARTE 4!


imagem cedida por Free Digital Photos


Em "Superando a Endo Infertilidade", continuamos com o quarto capítulo da saga de "Em Busca do Sonho de Giulia", nossa querida leitora narra sua emocionante trajetória rumo a conquista de seu sonho: a maternidade. Porém, como tudo na vida não é fácil, para Giulia também não está sendo. Para quem está acompanhando no A Endometriose e Eu sua luta (leia aqui o capítulo 1, o capítulo 2 e o capítulo 3) está vendo o quão guerreira é esta mulher. Superar os obstáculos faz parte de quem quer alcançar a vitória. Este é o penúltimo capítulo e olha que emocionante viu. Após tantos percalços, Giulia foi liberada para começar o tratamento de fertilização. O que será que ela reserva para nós no último capítulo? Sua vitória perante sua batalha? Será que ela conseguiu a tão sonhada gravidez? Continue acompanhando...

Aproveito para convidar todas as portadoras a entrar na luta pelos nossos direitos e reconhecimento da doença como social e de saúde pública no Brasil. Vamos todas marchar no dia 13 de março em prol de nós mesmas? Junte-se a nós na Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose e venha marchar conosco. Inscreva-se. E também continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Em Busca do Sonho de Giulia - parte 4

"No retorno ao médico após a cirurgia, só queria ouvir que nada mais iria dar errado e que eu poderia enfim começar a fertilização. E, com pensamento positivo, pela primeira vez ouvi que estava tudo certo para começar o tratamento! Saí da consulta com meu especialista e fui correndo marcar minha consulta no Instituto de Ensino ePesquisa em Medicina Reprodutiva. Saí de lá com as receitas dos medicamentos que teria que tomar. Psicologicamente estava bem e achava que encararia de forma tranquila o tratamento, principalmente, as injeções na barriga, e todo o processo. Estava muito ansiosa pra começar logo. E foi logo no início do tratamento que vi que não era tão simples assim a questão emocional.

Comprei os medicamentos e tudo tem um ciclo e seus respectivos horários. Lembro-me bem que eu tinha uma sessão de teatro para ir com meu marido, e como tinha que aplicar uma injeção bem no horário, eu levei tudo e apliquei lá mesmo. Quanto às injeções foi tudo tranquilo, mas em termos emocionais, controlar a ansiedade foi muito difícil. Eu achava que era começar os remédios e estava tudo ok, mas não, não era só isso. Tinha um processo enorme até chegar à transferência: era a quantidade de óvulos, o tamanho do endométrio, enfim, havia outros fatores que eram acompanhados de perto até o tão sonhado dia da retirada dos óvulos. Se você pensa que o processo pararia por aí se enganou. No meu caso tirei vários óvulos e fiquei superfeliz, mas ainda tinha que esperar para saber quantos desses óvulos eram maduros. Nossa quanta angústia, quanto medo, quanta ansiedade, quão difícil foi todo processo!! O emocional aí já nem precisa falar!

No dia que retirarei os óvulos já fiquei sabendo que tinha oito óvulos maduros e que eu e meu marido tínhamos de decidir o que faria com o restante. Então, nós optamos por não congelar os embriões, e sim congelar os óvulos. Neste dia decidimos que iríamos fertilizar quatro óvulos para depois ver quais embriões iríamos transferir. Os outros quatro óvulos foram para o congelamento. Saí muito feliz da clínica, pois tinha certeza que destes quatro óvulos fertilizados ao menos dois tinham de estar ótimos para serem transferidos. Neste dia fiquei em casa tranquila e esperançosa pela ligação da embriologista, pois ela iria me dizer o resultado dos óvulos e se eles estavam bons para a transferência. Porém, a ligação aconteceu no dia seguinte, e a notícia foi que dois estavam em ótimos estados e que seriam transferidos.

 Fiquei muito feliz, mas sabia que a batalha ainda estava no começo e que ainda tinha muito obstáculo para superar. Porém, sabia também que já tinha vencido vários obstáculos. Fiz a transferência três dias depois da ligação e fiquei cinco dias em repouso completo, não tinha necessidade de ficar deitada mas não queria que nada desse errado. Fui extremamente cuidadosa. Eu só levantava para tomar banho e ir ao banheiro. Sei que isso não é comprovado na ciência, mas no psicológico sim. E o meu pedia para seguir isso: ficar tranquila para que nada desse errado. E por falar em repouso, ah como dói à espera, quanta coisa passa em nossa cabeça, quanto medo, como passamos a prestar atenção nos sintomas e quantos sintomas surgem nesta espera! O processo é muito dolorido emocionalmente, é uma confusão de sentimento, por mais fortes que somos ou que tentamos ser vemos que somos frágeis demais, que tem horas que estamos confiantes que chegou nossa hora, mas em outros momentos temos a certeza que não deu certo. Chegamos até a ter a certeza e tentamos nos convencer de que não seremos mãe! Olha que confusão de sentimentos e que 12 dias longos de espera!

Chegou então o dia de realizar o beta HCG. Acordei cedinho e fui ao laboratório fazer exame e depois tinha que aguardar o resultado. Mas quem disse que eu tinha coragem de acessar a internet, sentia medo, muito medo, medo de não ter dado certo, medo de recomeçar, medo da dor que eu iria sentir e mais ainda tinha a certeza que já tinha sofrido demais. Foi aqui que o resultado saiu mais rápido que o esperado e que meu marido me ligou dizendo que tinha dado um valor baixo, mas mesmo assim foi acima de 5, se não me engano deu 21.

Nossa, em minha cabeça aquele número era uma esperança e que estava mais perto do meu tão sonhado positivo. Liguei na clínica e ao falar o número me disseram que o valor estava baixo, mas que poderia evoluir e que teria que repetir o beta a cada dois dias. Hoje confesso que seria melhor ter tido um negativo do que este falso positivo, pois era sofrer de uma vez. Este falso positivo me levou a vários betas, a vários ultrassons, um dos quais cheguei a ver o saco gestacional, mas, infelizmente, a gravidez não evoluiu! Aí a única coisa que queria era que tudo acabasse, pois isso me levou a mais sofrimento, mais angústia, mais medos, enfim, mais dor!

Neste momento, eu só rezava para o meu corpo expelir e eu não ter que fazer a curetagem. Diante de tanta dor, meu pedido foi atendido e acabei abortando sozinha sem necessidade de curetagem. Nesta via-sacra de médicos, laboratórios e exames tive um suporte muito grande da clínica onde fiz o tratamento. A equipe me eu muita força, força para não desistir, já que a primeira coisa que vem a nossa cabeça realmente é de desistir. Mas isso acontece nos primeiros dias depois Deus nós da muita força, a força que nunca imaginamos que possamos ter, mas que vem para seguirmos em frente em direção ao nosso sonho! E eu não desisti do meu, pois sou guerreira como toda portadora de endometriose! Fiquem ligadas no meu próximo artigo. Um beijo carinhoso, Giulia.”

ENDOMETRIOSE: UMA EPIDEMIA OCULTA!

imagem cedida por Free Digital Photos


Depois do primeiro artigo do ano, onde entramos para a história ao atingirmos Um Milhão de Visitas, no texto de hoje mais uma tradução que rodou as redes sociais e algo que já falamos há tempos no A Endometriose e Eu: a endometriose está virando uma epidemia. Se este artigo do jornal inglês Daily Mail já diz que a endo está virando uma epidemia num país com cerca de 2 milhões de mulheres afetadas (claro, lá também a população é bem menor que por aqui), mas imagine só quando o Brasil revelar o número real de portadoras. Tendo como ponto inicial que a endometriose pode começar já na primeira menstruação, levando em conta que muitas meninas têm suas menarca aos 9, 10 anos, isso quer dizer que somos muito mais de 6 milhões, a conta oficial. Oras, não é de hoje que estamos falando isso. E em minha opinião, só mesmo a doença virando uma epidemia para os governantes fazerem alguma coisa. Faz tempo que falamos que a endo já é uma epidemia no Brasil, mas eu concordo com o título da matéria inglesa no caso da "epidemia oculta", porque poucos sabem disso. É tanta mulher descobrindo que tem a doença, que até quando estou no meu lazer tem sempre alguém pedindo ajuda. É impressionante!!   

O que me chamou atenção no texto foi quando ela se compara ao “Dr. Jeckyll e Mr. Hyde”. Li este livro quando estudava inglês para uma prova e achei muito interessante a história de um médico que cria seu monstro em laboratório. Esta é a tradução "O Médico e o Monstro". É extremamente complicado você portar uma doença de difícil compreensão da sociedade. Pior ainda ser incompreendida por inúmeros médicos. Se a mulher vai a 20 ginecologistas e nenhum deles diagnostica a doença, como ficamos? Com isso, muitas vezes nos enxergamos como monstros de  nós mesmas. Somos nossos próprios inimigos. E nos tornamos até inimigos das raras pessoas que nos compreendem. Por isso, não podemos esmorecer, precisamos nos unir para que nosso objetivo de reconhecimento da doença como social seja alcançado. O A Endometriose e Eu foi a primeira voz a reivindicar isso. Daí, surgiram outras. O que é muito bom, claro, pois quanto mais reivindicações, mais chances nós teremos. 

A doença não vai acabar de uma hora para outra, por isso, é preciso políticas sérias de saúde para ajudar as endo mulheres. E é nisso que a Marcha Mundial para Endometriose vai nos ajudar, pois será a união das portadoras do mundo todo (no momento 33 países), de especialistas e de todos que lutam por nós juntos num só dia, numa só voz. No dia 13 de março junte-se a nós e venha marchar conosco na Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose e venha marchar conosco. Inscreva-seContinue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Endometriose: uma epidemia oculta

Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

A ex-apresentadora do tempo da BBC, Penny Tranter, sofre com uma doença dolorosa que afeta cerca de 2 milhões de mulheres no Reino Unido, mas que com frequência fica sem diagnóstico durante anos. Aqui, ela relata a sua comovente luta pela sua vida e fertilidade.

Recentemente uma delegação de portadoras formou um lobby perante o parlamento para que exista mais reconhecimento pela doença. Cerca de 500 mil mulheres são tão severamente afetadas nos seus relacionamentos, fertilidade, trabalho e desporto.

A endometriose é uma doença em que as células que revestem o útero surgem em outras áreas do corpo, geralmente na região pélvica. Mensalmente esse tecido cresce, quebra e depois sangra da mesma forma que o revestimento do útero. Esse sangramento interno não tem como sair do corpo. Isso leva a inflamação, muita dor e tecido cicatricial (as famosas aderências).

O tecido endometrial pode ser encontrado nos ovários, onde forma cistos. Sintomas clássicos são períodos longos, desconfortáveis, abundantes e dolorosos, dispareunia (dor durante a penetração) infertilidade, e letargia ou cansaço extremo.

Em média demora 7 anos para que a endometriose seja diagnosticada. No meu caso, posso dizer que sou um caso típico. Com 19 anos quando estava no colégio, as dores no meu estômago eram causadas por ansiedade perante os exames e ensaios escolares.

Com 20 anos, durante uma viagem no Inter-Rail com duas amigas, tive um pesadelo de período – abundante e longo – e o meu suprimento de produtos sanitários teve que esticar. Estávamos na antiga Iugoslávia e eu não conseguia comprar nada, pois não falávamos a língua. Quando tinha 23 anos, já casada, meus períodos continuavam a se agravar, agora junto com a dispareunia, fazendo com que a dor durante o ato sexual fosse cada vez maior.

Entre os 23 e os 25 anos visitei meu médico mais de 20 vezes com resultados diferentes. A pílula não ajudou, e por isso, me receitavam analgésicos cada vez mais fortes. Aos 25 anos, me indicaram um urologista para me confirmar a suspeita de Síndrome de Intestino Irritável (SII). Após examinar o meu estômago inchado e bastante sensível, ele falou que eu talvez tivesse endometriose e deveria consultar um ginecologista.

Antes disso, tive uma dor forte no meu abdômen, e meu marido mandou chamar uma médica que não fazia parte da equipe cirúrgica, e ela falou que provavelmente eu teria endometriose. Enquanto estávamos andando, ela me falou para descobrir uma boa ginecologista. Com 26 anos, foi diagnosticada com endometriose moderada a severa (grau III). Me deixaram com tratamento hormonal por 6 meses. Depois me recomendaram que não esperasse muito para constituir família.

Não existe uma cura milagrosa, embora algumas drogas com hormônios, cirurgia e terapias complementares possam aliviar a dor, preservar ou restabelecer a fertilidade e prevenir ou travar a recorrência da doença.

Pelo menos eu podia explicar para a minha família e amigos porque eu era tão “Dr. Jeckyll e Mr. Hyde”. Ninguém além de um de nossos amigos tinha escutado sequer o nome da doença. Esse amigo recomendou contatar a Sociedade Nacional de Endometriose da Inglaterra. Essa sociedade providenciou todo o tipo de informação essencial e interessante e eu pude ler sobre outras mulheres com a mesma condição.

Com 27 anos, após o tratamento hormonal, meu marido e eu tentamos ter um bebê. Nada aconteceu. Aos 28 anos, um novo médico descobriu que eu não estava ovulando corretamente. Além disso eu tinha dores fortes no lado direito do meu abdômen. Ele me colocou de novo fazendo tratamento hormonal.

Encontraram um cisto em meu ovário direito, grudado na parede abdominal. Era bastante doloroso e eu estava indo na consulta do meu médico para conseguir analgésico. Durante os dois anos seguintes, continuamos tentando ter um bebê. Com o passar de cada mês ficava mais complicado manter o otimismo.

Aos 30 anos de idade, tive uma laparotomia para lidar com o cisto ovariano e para tentar melhorar a minha fertilidade. Após alguns dias eu constatei que a minha dor tinha sumido, e passei a me sentir incrivelmente positiva. Meu médico me deu uma droga para fertilidade, a Clomid. Alguns meses depois tive a oferta para ocupar um lugar na BBC.

Com 31 anos, eu e meu marido nos mudamos novamente. Felizmente fui transferida para um outro médico muito bom e bastante compreensivo que trocou a medicação para Cyclofenil.
Aos 32 anos finalmente engravidei. Ver o scan, quando nosso filho tinha apenas 6 semanas de idade, foi emoção demais. Ele nasceu logo após meu 33º aniversário, em uma noite de Julho bem quente e úmida. Tive uma menina dois anos depois, sem ajuda de medicamentos para fertilidade.

A endometriose agora é mantida em remissão usando a pílula e felizmente não têm existido sinais de regresso – por isso estou com fé de não retornar mais a essa coisa de Jeckyll e Hyde.

Fonte: Daily Mail

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

UM MILHÃO DE ACESSOS!! OBRIGADA PELA AUDIÊNCIA!



O primeiro artigo do ano não pode ser mais que especial!! E momentos especiais devem ser festejados com pessoas especiais. Hoje celebramos a marca de 1 milhão de acessos do A Endometriose e Eu. É com lágrimas nos olhos e muito emocionada que escrevo este post. Ultrapassar 1 milhão de acessos é uma marca histórica para todos nós, principalmente, quando se trata de um assunto ainda tão enigmático como é a endometriose. Em apenas sete meses batemos o recorde de 500 mil acessos. Agradeço a todos os leitores (sim, na forma universal porque o blog hoje é lido não só pelas endo mulheres, mas por toda a família, em especial, pelos endo maridos). Sem dúvida nenhuma, o A Endometriose e Eu é hoje não só o blog mais completo do mundo sobre endometriose, mas também o mais lido, o que bateu a marca de 1 milhão de acessos. Por isso, o meu muito obrigada a todos os colaboradores voluntários que faz o blog ser tão grandioso e tão completo como ele é. Sem vocês, com certeza, o blog não seria o que ele é hoje. Nosso grande segredo é fazer o blog com muito carinho e amor. Este é o primeiro requisito que vejo para um potencial colaborador. Sem amor, nada na vida dará certo.

Cada texto é pensado e repensado para levar informação de qualidade às endo mulheres, aos endo maridos e a toda família das portadoras de endometriose. A mensagem de fé, de esperança e de perseverança que o blog passa faz o sucesso de cada artigo postado aqui. Quando comecei timidamente este espaço, quase quatro anos atrás, nunca imaginei que O A Endometriose e Eu poderia ser lido por alguém e muito menos que ele iria consolar e acalentar corações aflitos e desesperançosos. Por isso, cada comentário, cada compartilhamento é uma grande emoção para todos nós. Nunca imaginei que este trabalho despretensioso, e muitas vezes ainda regado por lágrimas, acalentaria tantos corações, que renovaria a esperança e a fé de muitas mulheres. Agradeço a Deus por esta oportunidade, por Ele ter me dado a sabedoria das palavras e por eu ter herdado um pouco da sabedoria de nosso Pai. Hoje, a homenagem é para todos que fazem do blog, o mais lido do mundo sobre endometriose.

Nossa missão: educar e conscientizar a família da portadora e toda a sociedade acerca da endometriose. Dar suporte, acolher, aconselhar e acalentar as pessoas que nos procuram, seja portadora, como também seus familiares. E nossa principal missão é tornar a endometriose uma doença reconhecida como social e de saúde pública pelos nossos governantes. O A Endometriose e Eu é o primeiro blog brasileiro a lutar por isso. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco.

Vamos continuar com fé, caminhando juntos, com bondade, com generosidade e muita honestidade. Porque tudo que é honesto dá certo, vai pra frente. Agradeço a Deus e a todos pelo blog ser hoje referência mundial em endometriose! Hoje uso o mesmo cartão do meio milhão de acessos, que foi feito com muito amor pelo nosso parceiro e colaborador, nosso endo marido, Alexandre.  Ajude-nos a ter a endometriose reconhecida como uma doença social e de saúde públicaContinue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar e equipe!