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domingo, 18 de março de 2012

AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO USO DO ANTICONCEPCIONAL!

Todos os dias recebo inúmeras sugestões de posts. Afinal, é você leitor quem faz o nosso blog. Por isso, hoje vou falar de algo muito importante para nós, portadoras de endometriose: as vantagens e desvantagens do uso dos anticoncepcionais orais. Será que eles são realmente benéficos ao nosso organismo? E àquelas mulheres que fazem uso contínuo desse medicamento, faz mal? Não há dúvida de que o surgimento da pílula anticoncepcional foi uma revolução na vida da mulher, já vistas até hoje, em especial na vida sexual. Até então, a mulher era uma mera 'reprodutora’. Sei que, em muitas culturas, infelizmente, a mulher ainda tem esse papel. Com o advento da pílula anticoncepcional, nos Estados Unidos, mais precisamente em agosto de 1960, causou a maior revolução em prol da mulher no mundo todo. Foi a partir daí, que a mulher passou a levantar a bandeira da liberdade sexual. Elas começaram a reivindicar seus direitos, não só no sexo, mas, em questões que antes era apenas direito dos homens. Como por exemplo, que equiparassem seus salários aos dos homens. Com o rompimento do vínculo, de que o sexo era apenas para gerar um bebê, as mulheres começaram a descobrir que o sexo pode ser uma das principais fontes de prazer.

Com isso, ao mesmo tempo em que a pílula anticoncepcional nos permite escolher o momento certo para ter um filho, ela também pode nos livrar dos incômodos causados pelos transtornos do período menstrual. Muitas doenças são controladas pelo uso contínuo desse medicamento. Não é só a endometriose que é controlada por meio de pílulas. Mas será que essa forma de tratamento traz benefícios ou riscos à nossa saúde? Eu vejo por mim mesma. Tomo pílula desde os meus 20 anos, pois desde os meus 15 anos, tenho cistos de ovário. Juro que não sei o que é ter uma menstruação natural. Antes de eu descobrir ser portadora de endometriose, em 2009, eu tomava o anti com intervalo de sete dias, para que houvesse a menstruação. A menstruação é uma manifestação fisiológica do corpo feminino, e se dá quando não há a fecundação. Existe o sangue considerado sadio e doente, que já falamos aqui. Infelizmente, em muitas culturas, durante esse período, a mulher é considerada impura. É mole!? Morro de pena dessas mulheres, mas cada país com seus costumes. Em outras, significa um momento sublime, pleno da mulher, pois é o período em que ela pode gerar uma vida. Entre as dúvidas que recebo sobre este tema, está à questão de como é a vida sexual de quem não menstrua. É fato que podemos perder a libido, mas nem todo organismo reage igual. Apesar de a endo ser causada pela menstruação, é ela quem limpa nosso organismo. É a tal da menstruação que nos dá aquele ‘fogo’ a mais, pois sem ela, não temos a ovulação. E é justamente no período fértil que ficamos mais fogosas e que desejamos mais sexo. Como não sou médica, apenas portadora e estudiosa da área, vou colocar os principais prós e contras, para que cada uma explicite sua opinião.
Vantagens que a pílula apresenta:
  • Regula o ciclo menstrual;
  • Diminui a acne, em especial, daquelas mulheres mais velhas, que nunca tiveram esse problema. Eu sei sobre isso, pois aconteceu com uma de minhas irmãs. No primeiro mês de uso, a acne sumiu do rosto dela;
  • Diminui a intensidade e frequência das cólicas menstruais;
  • Controla os sangramentos intensos;
  • É a forma contraceptiva mais barata;
  • Pode combater os sintomas da TPM;
  • A fertilidade retorna após a interrupção do tratamento, ao contrário do dispositivo intrauterino Mirena, que será um dos próximos posts, após pedido da minha querida leitora Letícia Mesquita;
  • É tido como o contraceptivo mais tolerado pela maioria das mulheres.
Em contrapartida, a falta da menstruação é agressiva ao nosso corpo. A matemática é simples: na menopausa, sem a menstruação, e consequentemente, sem a ovulação, a mulher tem menos vontade de fazer sexo. Então, o uso da pílula pode sim diminuir o nosso desejo sexual. A maioria deles tem a combinação estrógeno e progesterona. Existem três formas de contraceptivo oral: os monofásicos, os bifásicos e os trifásicos. O tido como monofásico é aquele que tem a mesma quantidade de estrógeno e progesterona em toda a cartela de 21 comprimidos. Esse é o método mais usado no Brasil. O bifásico é aquele em que os 22 comprimidos são de cores diferentes, e contêm duas composições ativas distintas, ou seja, tem dosagens diferentes durante todo o ciclo. Já o trifásico tem os mesmos hormônios, mas em três doses diferentes. Essa pílula deve ser tomada na ordem indicada pela embalagem. Existem também as monofásicas contínuas, chamadas de minipílulas, feitas de progesterona, que são as pílulas mais novas no mercado, e se apresentam na forma de 28 comprimidos com a mesma composição e dose.

Agora, saiba quais os efeitos colaterais e as desvantagens do uso de um contraceptivo oral:
  • Náuseas;
  • Dores de cabeça;
  • Ganho de peso;
  • Aumento do apetite;
  • Alteração de humor, e inclusive, muito nervosismo;
  • Depressão;
  • Diminuição da libido;
  • Inchaço das glândulas mamárias;
  • Vertigem;
  • Pressão alta;
  • Escapes dos sangramentos, mesmo quando administrada na forma contínua;
  • Manchas na pele;
  • Pode causar AVC (acidente vascular cerebral), trombose venosa profunda e/ou infarto, em especial as mulheres fumantes, ou aquelas acima de 35 anos;
  • Retenção de líquido;
  • Pode aumentar o risco para tumores de fígado, sendo muito raros os tumores malignos;
  • As pílulas mono, bi e trifásicas não são recomendadas às mulheres lactantes, pois ela pode interferir na qualidade do leite. Elas podem fazer o uso da minipílula, feita de progesterona.
Será que a pílula anticoncepcional é um tratamento adequado? Desde a minha cirurgia, em julho de 2010, tomo o Level, anticoncepcional à base de levonorgestrel e etinilestradiol. Desde outubro do mesmo ano, faço o uso ininterrupto deste medicamento. Um ano e meio depois, os focos voltaram, e desta vez, em lugares que até então, ainda não tinha tido antes. Pesquisando sobre o assunto, sei que esse tratamento é um dos mais usados, inclusive, em outras doenças como tumores benignos, cistos, entre outras. Porém, existe ainda controvérsia, pois tudo depende de cada caso. Não são em todos os casos de endometriose, que o anticoncepcional contínuo é a melhor maneira de tratamento. Por isso é fundamental que a portadora conheça sobre a doença e que converse com seu médico sobre as formas terapêuticas. Afinal, como digo: o especialista tem de ser seu melhor amigo. Espero que curtem! Beijos com carinho!!