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| imagem cedida por Free Digital Photos |
Por Caroline Salazar
No artigo de hoje quero fazer um alerta às endo mulheres, vou falar sobre a importância de uma boa recuperação pós-laparoscopia. Já faz tempo que quero escrever sobre isso, mas cadê o bendito tempo! A correria sempre foi intensa e agora com a Marcha Mundial, a Million Women March for Endometriosis (inscrições aqui), eu ando trabalhando 20 horas por dia (entre meu trabalho, frilas e o blog) e dormindo apenas 4 horas, mas estou muito, muito feliz, pois nunca estive tão bem. Graças a Deus!! Eu vejo a inquietação de muitas mulheres após a laparoscopia. Só porque a cirurgia é minimamente invasiva, já que em vez do corte da cesárea, o cirurgião faz três orifícios bem pequenos na barriga, um no umbigo e outros dois na baixa pelve, que ficam cobertos pela calcinha, e, consequentemente, a cicatriz não aparece. Pois é, e é justamente por conta dos cortes mínimos que a maioria não faz a recuperação necessária.
No artigo de hoje quero fazer um alerta às endo mulheres, vou falar sobre a importância de uma boa recuperação pós-laparoscopia. Já faz tempo que quero escrever sobre isso, mas cadê o bendito tempo! A correria sempre foi intensa e agora com a Marcha Mundial, a Million Women March for Endometriosis (inscrições aqui), eu ando trabalhando 20 horas por dia (entre meu trabalho, frilas e o blog) e dormindo apenas 4 horas, mas estou muito, muito feliz, pois nunca estive tão bem. Graças a Deus!! Eu vejo a inquietação de muitas mulheres após a laparoscopia. Só porque a cirurgia é minimamente invasiva, já que em vez do corte da cesárea, o cirurgião faz três orifícios bem pequenos na barriga, um no umbigo e outros dois na baixa pelve, que ficam cobertos pela calcinha, e, consequentemente, a cicatriz não aparece. Pois é, e é justamente por conta dos cortes mínimos que a maioria não faz a recuperação necessária.
Eu vou falar de mim, eu serei o exemplo,
pois já fiz 4 cirurgias, duas abertas - uma de apêndice (com corte), outra laparotomia, a
cesárea para cisto de ovário, e duas videolaparoscopias. A videolaparoscopia
nada mais é que a laparoscopia filmada. Na laparoscopia, as imagens para serem
avaliadas saem como fotos. Na minha primeira, em 2010, eu ainda não
sabia da importância da recuperação da laparoscopia, pensava como a maioria: “Ué, mas se são
dois cortezinhos e outro que não vejo no umbigo, pra que repouso?” E confesso que não fiz os 14 dias de repouso recomendados pelo doutor Hélio Sato.
Iniciante no tema endometriose, eu não sabia que o repouso não é pelo corte,
mas sim pelo procedimento realizado. E eu fui muito doida, pois tive de ser
toda rasgada por dentro de tanta aderência que tinha (por conta das duas
cirurgias anteriores abertas!), e não fiz os cuidados exigidos.
Então, se fui toda cortada por dentro era para eu ter ficado quieta
mais dias que o recomendado. Hoje penso assim, mas na época não. Além
de não ter feito o repouso, em menos de 10 dias eu já estava arrumando a casa,
varrendo o chão, passando pano, limpando os móveis, carregando balde de água para lavar
o cantinho do meu anjinho Eduardo. Ou seja, tudo errado. Eu não sabia que a
formação das aderências já começa na própria cicatrização. Então, já comecei a
me ferrar logo após minha primeira videolaparoscopia. Não me alimentei
adequadamente para quem tinha feito uma cirurgia, o intervalo entre as
refeições eram longos e eu estava tomando remédios.
Por isso, na segunda vídeo, em 2012,
eu fiz tudo diferente. Fiz questão de fazer o certo. De preservar meu corpo, minha
cirurgia, de atender ao pedido médico, de começar a ter uma boa cicatrização,
porque a cicatrização demora meses. E por saber disso, eu fiquei 6 meses sem
arrumar a casa, lavar o banheiro, fiquei longe da vassoura, não carreguei peso, fiz
o mínimo de esforço possível. Tive uma alimentação balanceada, sem gordura e
rica em fibras. Nos primeiros dias apenas caminhava, até porque é necessário
para soltar o gás que colocam em nosso abdômen para melhor visualização na
laparoscopia. Ia andar na pracinha do bairro. O esforço maior foi quando tive
de ir ao banco, pois sem querer bloqueei a senha do cartão ao tentar pagar uma
conta pelo computador. E fui caminhando feito uma lesma, demorei quase 1 hora num trajeto de 10, 15 no máximo. Subir e descer escadas foram liberados pelo meu médico, mas optei por ficar só na caminhada mesmo. Evitei também movimentos bruscos, e
até mesmo o computador. Isso é muito importante, já que ao ficar sentada
seja na cama ou na cadeira pressionamos muito o umbigo. Além da quentura em nossa barriga. Por conta das aderências meu umbigo ficou um pouco roxo logo após a minha primeira cirurgia, e o fato de eu ter excedido em tudo, fazer esforço físico, carregar peso e etc, fez com que ele ficasse mais roxo ainda e um pouco dolorido. Já na minha segunda, meu umbigo não ficou roxo e não doeu. Sobre o retorno à relação sexual, é melhor ver com seu médico, já que depende de cada cirurgia, o que foi retirado e etc.
Passados 1 ano e 2 meses, eu digo:
“Valeu e ainda continua a valer muito a pena tudo que fiz.” Agora para quem fez
a cirurgia aberta, a laparotomia, os cuidados têm de ser triplicados. Eu era
adolescente quando fiz a minha de cisto de ovário, tinha 15 anos, então, não
tinha muitos compromissos, e tinha uma pessoa especial que cuidou de mim e de
tudo a minha volta. Mas a recuperação é beeem mais demorada. É preciso fazer de 30 a 40 dias de
repouso e mais tantos meses sem fazer muito esforço. O importante é seguir as
recomendações de seu médico. Não extrapolar, não achar que você é uma
mulher-maravilha e que pode fazer tudo. É preciso respeitar você, que acabou de realizar um procedimento cirúrgico. E como diz nosso endo marido: “Vamos ser
felizes.” A felicidade é um estado de espírito! Com certeza a felicidade é um
ingrediente a mais que levará êxito em sua recuperação. Beijo carinhoso!!

