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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

SAÚDE E BEM-ESTAR: MULHERES COM ENDOMETRIOSE PODEM TER PARTO NORMAL?

imagem cedida por Free Digital Photos

Após falarmos de estudos que abordam a questão da gravidez e do parto de uma endomulher, hoje vamos falar a respeito do parto normal. Uma portadora pode ter parto normal? É preciso preparar o assoalho pélvico? E quem tem ou teve a dispareunia? Na coluna "Saúde e bem-estar", a fisioterapeuta doutora Ana Paula Bispo escreveu um texto para o A Endometriose e Eu sobre o tema, que foi pedido por muitas leitoras, na fanpage do blog.  Você quer saber sobre algum tema específico de fisioterapia ou outro assunto? É só escrever para nós. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Por doutora Ana Paula Bispo
Edição: Caroline Salazar

Mulheres com endometriose podem ter parto normal?

Durante a gravidez um hormônio chamado relaxina é liberado fazendo com que os músculos do assoalho pélvico sejam naturalmente alongados para favorecer a passagem do bebê. Apesar disso, em determinadas condições, os músculos do assoalho pélvico podem sofrer traumas durante o parto, resultantes de lacerações perineais espontâneas ou de episiotomia (corte realizado na vagina para ajudar a saída do bebê durante o parto vaginal). 
As consequências mais comentadas a respeito do parto vaginal são a incontinência urinária e a disfunção sexual, porém esses conceitos vêm sendo desmistificados. Com a atuação de um fisioterapeuta especializado é possível preparar os músculos do assoalho pélvico para o parto na tentativa de evitar traumas perineais e, na ocorrência destes ou de disfunções do assoalho pélvico, reabilitar a musculatura.
Os recursos fisioterapêuticos mais utilizados durante a gestação no preparo do assoalho pélvico são a massagem perineal, o treinamento dos músculos do assoalho pélvico e o Epi – No. Antes de iniciar o tratamento, a gestante terá que fazer uma avaliação detalhada na qual o fisioterapeuta irá investigar se há alteraçõesosteomusculares, queixas de dor ortopédica e alterações nos músculos do assoalho pélvico, e a partir daí será traçado o plano de tratamento. No treinamento dos músculos do assoalho pélvico, a gestante realiza exercícios de contração e relaxamento do assoalho pélvico que é indicado de acordo com a avaliação da função muscular perineal realizada previamente. Esse treinamento pode ser feito em diversas posições e até associado com alguns movimentos. A massagem perineal e o Epi – No são utilizados a partir da 32ª à 35ª semanas de gestação. Ambos têm o objetivo de alongar a musculatura perineal para facilitar a saída do bebê sem causar muitos danos na musculatura. O Epi – No é um balão de silicone que é introduzido na vagina e vai sendo inflado lentamente simulando a cabeça do bebê, e é retirado da vagina inflado.
Mulheres que tiveram ou têm endometriose podem ter parto normal?
Sim. Não há restrição nesse caso. Porém, as mulheres que tem dispareunia (dor durante a relação sexual) precisam tratar a dor para conseguir ter o parto vaginal. Visto que na dispareunia a musculatura está tensa com presença de espasmos musculares e/ou pontos – gatilho. Portanto, é preciso eliminar essa queixa primeiro e depois disso dar continuidade ao preparo do assoalho pélvico para o parto.
Se a mulher preparou o assoalho pélvico durante a gestação e não conseguiu ter parto normal, o tratamento foi em vão?
Não. O preparo do assoalho pélvico durante a gestação não visa apenas o parto vaginal, mas também na prevenção de incontinência urinária durante e após a gestação. Com o aumento da barriga a cada mês, há também um aumento da sobrecarga nos músculos do assoalho pélvico, já que é ele que suporta todo esse peso. Portanto, se essa musculatura não é forte o suficiente, a gestante pode ter episódios de incontinência urinária durante e/ou após a gestação.
Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:

Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico, e docente do curso  de Pós Graduação de Fisioterapia em Uroginecologia da Universidade Estácio de Sá. Siga a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.