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segunda-feira, 11 de abril de 2016

6 ANOS DE BLOG! "SAÚDE E BEM-ESTAR": INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO ATINGE MAIS AS MULHERES!

 Imagem Webconsultas


Além da endometriose, começamos a abordar na coluna “Saúde e Bem-estar” assuntos relacionados à saúde da mulher. Vez ou outra postaremos também sobre a saúde do homem. Por que não, se eles também leem o A Endometriose e Eu?! No texto de hoje dando continuidade ao tema do artigo anterior sobre Incontinência Urinária (IU), a fisioterapeuta Ana Paula Bispo aborda a Incontinência Urinária de Esforço (IUE). Você sabia que mulheres com endometriose tem mais chance de ter IU? É uma patologia que atinge mais mulheres que homens. Ana Paula dá dicas de como se prevenir desta perda durante a realização de exercícios físicos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por doutora Ana Paula Bispo
Edição: Caroline Salazar

Incontinência urinária de esforço atinge mais mulheres que homens

Como já falamos no blog, incontinência urinária (IU) é definida como sendo qualquer perda involuntária de urina podendo causar impacto negativo nos aspectos psicológicos e sociais da mulher. Elas se sentem constrangidas para realizar atividades esportivas, e menos atraídas para o relacionamento sexual. Estudos mostram que estas mulheres apresentam sintomas depressivos, acompanhados de diminuição da autoestima e aumento da ansiedade.

A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda de urina quando associada a situações onde ocorra o aumento da pressão intra-abdominal como tosse, espirro, risadas fortes, atividade física como musculação, corrida, jump. A IUE é a de maior prevalência no sexo feminino, variando entre 12,6% a 48%.

Ainda não existe muito conhecimento sobre a maneira que os músculos do assoalho pélvico funcionam durante a prática de esportes. Sabe-se que na maioria dos exercícios em que ocorre aumento da pressão intra-abdominal, não existe contração voluntária desses músculos, o que pode justificar a perda involuntária de urina.

Os profissionais devem orientar as mulheres praticantes de atividade física que ao realizarem qualquer movimento, a musculatura do períneo deve ser contraída simultaneamente, proporcionando assim um fortalecimento dessa região e, consequentemente, evitando as perdas de urina ao se exercitar. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é contração dessa musculatura sob a orientação de um fisioterapeuta da área e é o principal tratamento para cura e efeitos preventivos da incontinência urinária.

As mulheres com endometriose têm uma maior predisposição a terem alterações nos músculos do assoalho pélvico, podendo causar incontinência urinária, mas isso não quer dizer que toda mulher com endometriose terá incontinência urinária!! O ideal é que essas mulheres procurem um fisioterapeuta especializado na área para avaliá-la detalhadamente, tratá-la e ensiná-la a contração do períneo durante as atividades esportivas.

Vale ressaltar, que praticar atividade física promove a liberação de endorfinas, o hormônio do bem – estar, e isso pode ajudar, inclusive, na dor física de quem sofre com a endometriose. Se exercitar faz bem para o corpo, para a alma e para a mente. Até o próximo!

Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:

Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico. É fisioterapeuta do Ambulatório de Disfunções Miccionais Masculinas da Unifesp, coordenadora do curso de Pilates na Saúde da Mulher na Pilates Institute Brazil e docente do curso de Pilates na Pilates Institute Brazil. Aproveite para curtir a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SAÚDE E BEM-ESTAR: INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES E EM HOMENS!

Fonte da imagem: Antes e depois, incontinência 

Hoje o A Endometriose e Eu vai falar sobre um assunto que interessa aos homens e às mulheres: a incontinência urinária. 25% do nosso público é masculino e 75% feminino. Por isso pedi à nossa colaboradora, a fisioterapeuta Ana Paula Bispo, um texto especial abordando a classificação desta patologia, os sintomas, as causas e os tratamentos que podem melhorar a perda involuntária da urina. Apesar de as mulheres estarem mais suscetíveis a isso, leia e compartilhe este texto, afinal, mesmo sem nenhuma doença nenhuma a chegada da "melhor idade" pode trazer a tão temida incontinência urinária. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Ana Paula Bispo 
Edição: Caroline Salazar

Segundo a International Continence Society (ICS), incontinência urinária (IU) é definida como a queixa de qualquer perda involuntária de urina. Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, sendo mais prevalente em mulheres, afetando diretamente a qualidade de vida. Pode ser classificada em:

- incontinência urinária de esforço (IUE), quando associada a situações onde ocorra o aumento da pressão intra-abdominal como tosse, espirro, risadas fortes;

-incontinência urinária de urgência (IUU), quando associada a um forte desejo miccional;

- e incontinência urinária mista (IUM), quando estão presentes ambas as situações anteriores.

A bexiga hiperativa é considerada uma condição clínica associada à incontinência urinária, sendo esta a segunda causa de perda involuntária de urina. Os sintomas da bexiga hiperativa são frequência miccional aumentada, urgência e a urge-incontinência.

A prevalência dos sintomas aumenta com a idade e se torna muito comum, pois o processo do envelhecimento gera algumas alterações no trato urinário inferior feminino, como a atrofia muscular, a substituição do tecido muscular por tecido adiposo, e consequentemente, a perda da contração muscular efetiva dos músculos do assoalho pélvico (músculos da vagina) gerando a perda urinária involuntária comprometendo a qualidade de vida das mulheres.

Ao longo dos anos a abordagem cirúrgica representava a solução mais utilizada para o tratamento da incontinência urinária. Porém diante do grande número de recidivas e o agravamento do prognóstico, a fisioterapia uroginecológica vem conquistando seu espaço e atualmente representa a primeira opção de tratamento para a maioria dos pacientes com esse desconforto, com o objetivo de restabelecer as funções normais do assoalho pélvico sem causar efeitos colaterais.

Para prevenir e tratar a incontinência urinária uma das opções de tratamento é o treinamento funcional dos músculos do assoalho pélvico, que consiste em contrações específicas dos músculos que o compõe e com isso promove a melhora da percepção e consciência da região pélvica, aumento da tonicidade e força muscular e melhora da vascularização local. A eletroestimulação é outra opção de tratamento e inclui várias técnicas que podem ser utilizadas para melhorar as perdas aos esforços, urgência, sintomas mistos e a bexiga hiperativa.

Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:

Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico, e docente do curso  de Pós Graduação de Fisioterapia em Uroginecologia da Universidade Estácio de Sá. Siga a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.