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| Fotos: Divulgação/ Bayer |
Há um ano e meio dei a primeira palestra na Bayer (fotos) durante a Semana da Mulher para conscientizar as mulheres da empresa sobre esta terrível e enigmática doença que atinge uma em cada 10 mulheres. A ideia surgiu de um amigo, que sabe da causa social a qual eu luto e que sabe também que eu trabalho dia e noite no blog. Hoje decidi escrever sobre isso para espalhar esta ideia. Minhas palestras vêm para reforçar a premissa do A Endometriose e Eu, que também se tornou a do programa EndoMulheres: informar, espalhar a palavra, os sintomas, as possíveis causas, para que haja o diagnóstico precoce da doença. Na minha palestra passo a informação que "não é normal sentir dor no período menstrual", "a cólica forte não é normal", dentre muitas outras relevantes. A palestra também surge para que eu possa ganhar algo para me sustentar. Desde julho de 2013 tenho trabalhado com "endometriose" mais do que qualquer outra coisa. Antes do blog, eu era repórter da área de celebridades. Mas com o tempo passei a trabalhar cada vez mais no blog, assim comecei a me especializar em endo, do ponto de vista jornalístico. Hoje em dia não dá para fazer outra coisa a não ser trabalhar com endometriose. E posso dizer é algo que eu amo e é o que eu sempre quis. E também isso é algo que está ligado à minha imagem. Mesmo com minha bebê de sete meses e meio continuo arduamente trabalhando no blog. Acho que teve gente que pensou que eu iria parar após o nascimento de minha filha, assim como alguém pode ter pensado que quando eu ficasse boa da endo também iria parar com o blog. Mas a resposta é não. Não posso deixar de agradecer ao endomarido, Alexandre, que me apoiou muito nos primeiro meses de vida da minha bebê, e trabalhou para que continuássemos com as postagens frequentes.
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Fotos: Divulgação/ Bayer
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Fazer o trabalho que faço no blog exige muita dedicação, muito, muito tempo, muita, muita pesquisa, dentre muitas outras coisas. Há cinco anos e meio venho me profissionalziando na área. Acho que sou a única jornalista do Brasil que tem se dedicado à endometriose. Na verdade a vida me trouxe esse caminho e eu resolvi trilhá-lo colocando minha competência jornalística a serviço da grande comunidade que precisa de informações sobre a endometriose. Assim ajudo na conscientização da doença e ainda cumpro com meu papel de jornalista que é o de passar a informação, informações estas na maioria das vezes exclusivas, pois são textos que os leitores só encontram no blog. Principalmente com os textos dos cientistas internacionais. Por isso achei fantástica a ideia deste amigo para que eu começasse a palestrar. Segundo ele, eu passaria a informar mais a sociedade e poderia ganhar alguma coisa para o meu sustento. O meu trabalho com as portadoras sempre será voluntário. Fazer o trabalho que fazemos no A Endometriose e Eu, se dedicar a ele, como me dedico, exige deixar de lado atividades que geram renda. Assim surgiu também a ideia da loja virtual, que acrescento uma porcentagem nas peças, mas não lucro com ela, e também os anúncios no blog. Aliás, este último foi ideia das leitoras do exterior, que também se preocuparam em "como vou pagar minhas contas, se trabalho dia e noite no blog". A ideia dos anúncios é também para profissionalizar o blog, já que ele é único no segmento.
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| Foto: Divulgação/ Bayer |









