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Tenho endometriose, fibromialgia e síndrome da fadiga crônica. Vejo
muitas portadoras que também têm fibro. Gostaria de saber se as
duas doenças estão associadas e por quê? Carla Castro – Jundiaí
– São Paulo
Doutor Hélio Sato: Sim!
Existe uma associação entre a endometriose e a fibromialgia. Quanto
à fibromialgia não está determinada sua causa, porém, sabe-se que
está relacionada com a ansiedade crônica e alteração do sono.
Dado que os desconfortos da endometriose podem remeter a ambos, a
fibromialgia torna-se mais comum nas mulheres com endometriose. Deste
modo, é muito importante ter um olhar atento na experiência
específica e individual de vida e, por conseguinte o propósito
terapêutico eficaz tem que abranger as particularidades, para assim,
atingir ganhos na qualidade de vida, ou seja, não apenas tratar a
doença, mas, sim os aspectos da vida da mulher.
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Entrei na menopausa aos 40 anos. Hoje, aos 44 anos, não menstruo,
mas sinto cólicas, dores nas pernas, na lombar. Isso pode ser sinal
de endometriose? Silvana do Carmo – Manaus – Amazonas
Doutor Hélio Sato: Muito
provavelmente não. A endometriose, via de regra, demanda estímulo
hormonal para se desenvolver e para se manter, dado que a menopausa
caracteriza-se pela diminuição acentuada de produção hormonal,
tornam-se pouco prováveis manifestações clínicas da endometriose
em mulheres nesta fase da vida. Já a menopausa é complexa e pode
afetar diversos pontos do corpo e da vida da mulher, cabe citar:
Ondas de calor, osteoporose, dores articulares, insônia, queda de
cabelo, melancolia, fragilidade da unha, diminuição da libido e
outros. E, desta forma, se não houver contraindicações, sugiro
fazer uma terapia hormonal, ainda mais, se a menopausa ocorreu abaixo
de 45 anos.
Sobre o doutor Hélio Sato:
Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição.
Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).