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terça-feira, 20 de setembro de 2016

SETEMBRO AMARELO: MÊS DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E SUA RELAÇÃO COM A ENDOMETRIOSE!

Por Caroline Salazar
Edição: doutor Alysson Zanatta

Além do nosso Março Amarelo – que conscientiza sobre a endometriose - existe também o Setembro Amarelo, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o suicídio. O mês foi escolhido, pois o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Resolvi escrever sobre este assunto delicado, além de também ajudar a espalhar a importância do Setembro Amarelo, pois, infelizmente, este já foi e ainda poderá ser o trágico fim de muitas endomulheres. Já postamos no A Endometriose e Eu em maio de 2013 o alerta da mãe da nossa endoirmã Kristi An Rose sobre o suicídio da filha "Até onde a dor da endometriose pode levar uma mulher?" . Contamos também a triste notícia do suicídio da atriz Leila Lopes, que o cometeu logo após sofrer horrores com dores abdominais e o diagnóstico? Endometriose!

Em fevereiro de 2014 eu recebi a triste notícia de uma adolescente de 15 anos, do interior do Rio de Janeiro, que tirou sua própria vida pelo fato de que ela não era compreendida pelos familiares, por seus amigos, por faltar à escola e por não ter um médico em sua cidade que a compreendesse e a entendesse. Por tudo isso, que era o mínimo que ela teria de ter, perdemos esta menina que tinha uma vida inteira pela frente. Este caso eu fiquei sabendo pelas redes sociais, mas e os outros que não fiquei sabendo? Quantas endomulheres já perderam suas vidas, e quantas ainda irão perder por conta da ignorância da sociedade?

Realmente precisamos falar mais sobre o suicídio e sua prevenção. Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2014, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. Cerca de 804 mil pessoas tiram suas vidas todos os anos. O Brasil vem em oitavo lugar e apenas 28 países possuem plano de prevenção ao suicídio. Assim como a endometriose, o suicídio também é caso de saúde pública e precisa ser levado a sério pela sociedade, pelo governo e pelos médicos.

Geralmente os suicidas dão alguns sinais de que vão cometer o ato e ou apresentam algum sintoma de alguma doença (psiquiátrica ou não) ou algum distúrbio. Dentre os sinais estão as seguintes frases, segundo o Ministério da Saúde:

- "Essa é a última vez que você me vê";
- "Eu preferia estar morto (a)";
- "Eu não aguento mais";
- "Eu não posso fazer nada";
- "Eu sou um empecilho e um peso para todos";
- "Os outros serão mais felizes sem mim";
- "Sou um estorvo e não presto para nada".

Quantas endomulheres já proferiram as frases acima? A depressão também é um passo para o suicídio. Quantas endomulheres não vivem com esta doença chamada depressão? Precisamos ficar atentos a quem está a nossa volta. Quem está ao lado desta pessoa, é que precisa estender a mão e ajuda-la a sair dessa. Muitas endomulheres entram em depressão pelo fato de não serem compreendidas pela sociedade, seja familiares, amigos e médicos, e porque quando passamos a entender sobre a doença e passamos a saber que a doença é grave, muitas não querem entender e aceitar. Eu mesma passei por essa dificuldade de aceitação e compreensão que é portar uma doença grave e desconhecida. Muitos casos precisam de uma ajuda especializada, mas em outros tantos o carinho e a compreensão bastam. É preciso haver mais amor e compaixão e menos julgamento. Que possamos fazer a diferença na vida dessas pessoas que tanto necessitam de nossa ajuda. Mais amor, por favor. Beijo carinhoso!


sábado, 12 de março de 2011

LEILA LOPES: QUANDO A DOR DA ENDOMETRIOSE NOS LEVA AO EXTREMO!!

Antes de começar, deixo claro que a intenção é sempre mostrar a realidade e o que a doença pode causar em uma mulher. A maioria de nós somos incompreendidas quando estamos com dores, e, para muitas que sofrem com as dores severa da doença, esta é uma realidade diária. Antes de colocar este vídeo, pensei, repensei, e achei que seria útil, pelo menos, para explicar a 'nossa cara de dor'. Talvez a partir deste vídeo, muitas pessoas que não compreende as dores de uma portadora passam a compreendê-la. Ao mesmo tempo, eu também faço questão deste post, para mostrar o quanto a doença nos derruba. Olha como ficamos! O pior é que quando perguntam: “que cara é essa”, e nós falamos: “é a dor”, ou “estou com muita dor”, as pessoas acham que é frescura. Quando assisti a este vídeo, voltei ao tempo, exatamente no dia em que foi exibida esta matéria, no programa "TV Fama", da Rede TV!. Era meados de outubro de 2009, eu era repórter de um site de celebridades. No dia seguinte, um repórter de lá teve a missão de falar com ela. Leila diz sentir uma dor que não tem explicação, estava à base de morfina, mesmo assim as dores não melhoravam muito. Ela dizia ser uma pessoa de sorte, porque os médicos falaram que não era um câncer, mas o fato é que ela ainda não sabia o que tinha.

Ela já estava internada há mais de 15 dias, em um conceituado hospital de São Paulo. Thiago, o repórter que virou um querido, amigo, ficou um tempão com ela ao telefone. Quando desligou, perguntei: “O que ela tem Thiago?”. “Ainda não sabe, está fazendo vários exames”, respondeu. Curiosa e com a pulga atrás da orelha, indaguei: “O que ela sente”. “Uma dor forte no pé da barriga, está com muita diarreia, com muita dor mesmo....”. Depois de sua explicação, disse: “pelos sintomas, parece ser endometriose. Liga lá e fala pra ela.”. Mas ele não ligou naquele dia, mas sim, alguns dias depois. O diagnóstico? Bingo! Endometriose! Aí, ele vira e fala: "Nossa, Carol, não é que é endometriose mesmo." Antes do diagnóstico, ela havia agradecido por não ter câncer, mas acho que ela não sabia que portava uma doença benigna, mas que pode ter um comportamento maligno. O vídeo emociona, faz chorar, as lágrimas correm. É muito sofrimento, a feição de dor, a voz de dor, olha a cara dela passando mal.

É assim que a maioria de nós ficamos, pálidas, sem rumo, sem prumo, loucas para saber de onde vem essas dores que nos tiram do sério e nos deixam loucas. E ficamos mais loucas ainda, para que essas dores absurdas, que chegam sem pedir licença, passem. Por muitas e muitas vezes, eu fiquei assim, mas nem todo mundo acreditava que a dor que eu sentia, era para tanto. Eu ainda sinto dores, hoje é um desses dias, com dor muito forte. Já tomei três comprimidos de Buscopan Composto e nada. A dor latejante continua lá, e a minha perna esquerda dói muito. A endometriose da atriz estava localizada no útero, que estava aderido ao intestino. Retirou o útero. No vídeo, Leila falou algumas vezes que tinha muita FÉ, e que confiava em Deus. Menos de dois meses depois, início de dezembro, ela foi encontrada morta em seu quarto. O que tudo indica, até mesmo pela carta que deixou, ela se suicidou. Eu continuava no site e foi missão do Thiago correr atrás da notícia. Cada repórter tem seus personagens e a Leila era dele. Várias coisas rondaram meus pensamentos.

É triste esse fim, mas infelizmente, nós, portadoras de endo, temos que ter muita FÉ mesmo, para descobrir e tratar a doença. A doença mexe com todo o nosso corpo, inclusive, com a cabeça. É muito difícil mesmo você sentir dor 24 horas por dia e ser considerada por muitos como "a preguiçosa", ou "aquela que só pensa em dor", "aquela fresca que não quer fazer nada". Quem não consegue superar estes obstáculos, pode ter o mesmo fim trágico de Leila. Por isso, o apoio da família, do parceiro e dos amigos faz toda a diferença para a mulher com endometriose. Se você encontrar com uma endomulher e vê-la com o semblante assim, dê atenção, dê amor, pergunte se precisa de algum remédio, de alguma ajuda porque a dor é muito forte, viu. Não estamos inventando e também não é frescura. Pense nisso! Beijos com carinho!!

Link do Vídeo: