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Além da endometriose, começamos a abordar na coluna “Saúde
e Bem-estar” assuntos relacionados à saúde da mulher. Vez ou outra postaremos também sobre a saúde do homem. Por que não, se eles também leem o A Endometriose e Eu?! No texto de hoje dando continuidade ao tema do artigo anterior sobre Incontinência Urinária (IU), a fisioterapeuta Ana Paula Bispo aborda a Incontinência Urinária de
Esforço (IUE). Você sabia que mulheres com endometriose tem mais chance de ter
IU? É uma patologia que atinge mais mulheres que homens. Ana Paula dá dicas de
como se prevenir desta perda durante a realização de exercícios físicos. Beijo
carinhoso! Caroline Salazar
Por doutora Ana Paula Bispo
Edição: Caroline Salazar
Incontinência
urinária de esforço atinge mais mulheres que homens
Como já falamos no blog, incontinência
urinária (IU) é definida como sendo qualquer perda involuntária de urina
podendo causar impacto negativo nos aspectos
psicológicos e sociais da mulher. Elas se sentem constrangidas para realizar
atividades esportivas, e menos atraídas para o relacionamento sexual. Estudos mostram que estas mulheres apresentam
sintomas depressivos, acompanhados de diminuição da autoestima e aumento da
ansiedade.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é
a perda de urina quando associada a situações onde ocorra o aumento da pressão
intra-abdominal como tosse, espirro, risadas fortes, atividade física como
musculação, corrida, jump. A
IUE é a de maior prevalência no sexo feminino, variando entre 12,6% a 48%.
Ainda
não existe muito conhecimento sobre a maneira que os músculos do assoalho
pélvico funcionam durante a prática de esportes. Sabe-se que na maioria dos
exercícios em que ocorre aumento da pressão intra-abdominal, não existe
contração voluntária desses músculos, o que pode justificar a perda involuntária
de urina.
Os profissionais devem
orientar as mulheres praticantes de atividade física que ao realizarem qualquer
movimento, a musculatura do períneo deve ser contraída simultaneamente, proporcionando
assim um fortalecimento dessa região e, consequentemente, evitando as perdas de
urina ao se exercitar. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é
contração dessa musculatura sob a orientação de um fisioterapeuta da área e é o
principal tratamento para cura e efeitos preventivos da incontinência urinária.
As mulheres com
endometriose têm uma maior predisposição a terem alterações nos músculos do
assoalho pélvico, podendo causar incontinência urinária, mas isso não quer
dizer que toda mulher com endometriose terá incontinência urinária!! O ideal é
que essas mulheres procurem um fisioterapeuta especializado na área para
avaliá-la detalhadamente, tratá-la e ensiná-la a contração do períneo durante
as atividades esportivas.
Vale ressaltar,
que praticar atividade física promove a liberação de endorfinas, o hormônio do
bem – estar, e isso pode ajudar, inclusive, na dor física de quem sofre com a
endometriose. Se exercitar faz bem para o corpo, para a alma e para a mente. Até
o próximo!
Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:
Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico. É fisioterapeuta do Ambulatório de Disfunções Miccionais Masculinas da Unifesp, coordenadora do curso de Pilates na Saúde da Mulher na Pilates Institute Brazil e docente do curso de Pilates na Pilates Institute Brazil. Aproveite para curtir a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.
