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terça-feira, 3 de novembro de 2015

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Em mais uma “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Hélio Sato tira dúvidas das leitoras sobre a questão de ser tão comum entre endometriose e fibromialgia. Por que muitas endomulheres têm também fibromialgia? Existe alguma associação entre elas? A outra questão é a respeito da menopausa x endometriose. A manauara Silvana quer saber se é possível ter endometriose na menopausa. Mesmo sem menstrual, ela sente cólicas e dores nas pernas e na lombar. Cabe aqui destacar o texto do cientista americano David Redwine sobre se a menopausa cura a endometriose? Se você quiser que sua pergunta seja esclarecida na coluna, envie e-mail para carolinesalazar7@gmail.com o título “Com a palavra, o especialista”. Porém, vale ressaltar, que esta coluna é para dúvidas gerais sobre a doença e não aceitamos questões de casos específicos. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


- Tenho endometriose, fibromialgia e síndrome da fadiga crônica. Vejo muitas portadoras que também têm fibro. Gostaria de saber se as duas doenças estão associadas e por quê? Carla Castro – Jundiaí – São Paulo
Doutor Hélio Sato: Sim! Existe uma associação entre a endometriose e a fibromialgia. Quanto à fibromialgia não está determinada sua causa, porém, sabe-se que está relacionada com a ansiedade crônica e alteração do sono. Dado que os desconfortos da endometriose podem remeter a ambos, a fibromialgia torna-se mais comum nas mulheres com endometriose. Deste modo, é muito importante ter um olhar atento na experiência específica e individual de vida e, por conseguinte o propósito terapêutico eficaz tem que abranger as particularidades, para assim, atingir ganhos na qualidade de vida, ou seja, não apenas tratar a doença, mas, sim os aspectos da vida da mulher.
- Entrei na menopausa aos 40 anos. Hoje, aos 44 anos, não menstruo, mas sinto cólicas, dores nas pernas, na lombar. Isso pode ser sinal de endometriose? Silvana do Carmo – Manaus – Amazonas
Doutor Hélio Sato: Muito provavelmente não. A endometriose, via de regra, demanda estímulo hormonal para se desenvolver e para se manter, dado que a menopausa caracteriza-se pela diminuição acentuada de produção hormonal, tornam-se pouco prováveis manifestações clínicas da endometriose em mulheres nesta fase da vida. Já a menopausa é complexa e pode afetar diversos pontos do corpo e da vida da mulher, cabe citar: Ondas de calor, osteoporose, dores articulares, insônia, queda de cabelo, melancolia, fragilidade da unha, diminuição da libido e outros. E, desta forma, se não houver contraindicações, sugiro fazer uma terapia hormonal, ainda mais, se a menopausa ocorreu abaixo de 45 anos.

Sobre o doutor Hélio Sato: 

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato). 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FIBROMIALGIA: UMA DOENÇA CRÔNICA QUE ATINGE MUITAS PORTADORAS DE ENDOMETRIOSE!!

imagem cedida por Free Digital Photos



É sabido que mulheres com endometriose tem mais chance de ter alguma outra doença autoimune e crônica, como a fibromialgia. Eu mesma tive esta suspeita por ter muitas dores no corpo, mas graças a Deus ela foi descartada a partir do teste dos pontos. Dos 18 pontos do corpo acometidos pela doença, a pessoa precisa ter ao menos 11 para que se possa suspeitar da doença. Foi nesses pontos que me safei! Eu  conheço muitas endomulheres que têm também esta dolorosa doença. Gostei muito do texto que Alexandre escolheu para traduzir, pois sua esposa, além da endometriose, também sofre com a fibromialgia. Abaixo, um breve relato de Alexandre sobre a bravura de Susana, e depois, a parte técnica escrita pelo médico e cientista inglês Robert Bennett sobre a parte técnica da fibromialgia. Um beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Fibromialgia

Hoje vou abordar um tema que há muito tempo afeta minha esposa e também a nossa qualidade de vida enquanto casal. Além da endometriose, minha esposa foi diagnosticada com fibromialgia. Posso falar que ainda estou aprendendo sobre isso, não tem um especialista desse lado, mas, sim, alguém que faz o que pode para entender sobre mais uma doença que muito sofrimento tem causado nela e afetado nossa vida.

Minha esposa tem um coração de leão. Ela luta bravamente para manter a esperança, as suas atividades, o amor e a alegria de viver. Tem hora que ela desaba, mas eu conheço bem a fibra dela. Quem vive com duas doenças crônicas sabe o quanto é importante ter apoio do companheiro, da família e dos círculos profissional e social. É necessário buscar insistentemente coisas positivas na vida, olhar o que tem de bom, puxar a alegria para dentro de casa, pois de coisa ruim já tem que baste. Então, para conseguir um equilíbrio que ajude a enfrentar tudo isso é necessário muito positivismo. E uma das coisas que ajuda bastante é o entendimento dos mais recentes avanços e descobertas comprovadas sobre a doença. O mesmo serve para a própria endometriose e qualquer outra doença crônica.

Se você não é portador/a de uma dessas doenças, mostre respeito por quem é e dedique um tempinho para o aprendizado do que alguém que tem a doença vive a cada minuto, pois mesmo não sabendo sobre os aspectos técnicos da doença, qualquer portadora é especialista nos sintomas que a afetam, cada uma do seu jeito próprio.

Vamos então dar uma olhada na explicação um pouco mais técnica da fibromialgia. Espero que o texto ajuda muitas portadoras de endometriose. Abraço. Alexandre.

Por Robert Bennett MD
Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

Pacientes recém-diagnosticados

Fibromialgia é uma doença muito comum em que se verifica uma dor muscular generalizada e fadiga. Entre 7 a 10 milhões de americanos sofrem com essa doença. Ela afeta muito mais as mulheres do que os homens, em uma taxa aproximada de 20 para 1. Ela é observada em todos os grupos etários, desde crianças a idosos, embora na maioria dos pacientes o problema comece entre 20 e 30 anos. Estudos recentes mostram que a fibromialgia ocorre no mundo inteiro e não existe uma pré-disposição étnica específica.

Os sintomas da Fibromialgia:
Pacientes de fibromialgia experimentam uma dor que se espalha pelo corpo e que frequentemente parece ter origem nos músculos. Alguns pacientes sentem que as dores partem das articulações. A dor que emana das articulações é chamada de artrite; estudos extensivos mostram que os pacientes com fibromialgia não tem artrite.

Embora muitos pacientes de fibromialgia estejam conscientes da dor enquanto estão repousando, ela é mais evidente quando usam seus músculos, especialmente, em atividades repetitivas. O seu desconforto pode ser tão severo que isso limita a sua capacidade de levar uma vida completa. Os pacientes podem não conseguir trabalhar em suas profissões e ter muitas dificuldades em realizar as suas tarefas diárias.

Como consequência da dor muscular, muitos pacientes limitam bastante as suas atividades, inclusive, suas rotinas de exercício físico. Isso resulta em ficar fora de forma física, o que acaba piorando os sintomas da fibromialgia.

Além dessa dor generalizada, outros sintomas comuns incluem uma quebra de energia, perturbações do sono, e graus de ansiedade e depressão variáveis, relacionados com as alterações físicas do paciente. Outras doenças frequentemente associadas à fibromialgia: cefaleia de tensão, enxaqueca, síndrome de intestino irritável, síndrome de bexiga irritável, síndrome de tensão pré-menstrual, intolerância ao frio e síndrome das pernas inquietas.

Pacientes diagnosticados com artrite reumatoide, lúpus e síndrome de Sjogren (nota da editora: doença autoimune que destrói as glândulas que produzem a saliva e as lágrimas, tornando os olhos e a boca secos) frequentemente desenvolvem fibromialgia. A combinação de dor e múltiplos outros sintomas frequentemente levam a que os médicos façam diagnósticos muito alongados, o que é quase sempre normal.

Diagnosticando a fibromialgia

Não existem exames sanguíneos ou raios-X que mostrem anomalias no diagnóstico de fibromialgia. Com isso, no começo, muitos médicos acreditavam que os problemas sentidos pelos pacientes de fibromialgia estavam “em sua cabeça, em seu psicológico”, ou que pacientes de fibromialgia tinham uma forma de depressão ou que eram hipocondríacos. Testes psicológicos extensivos mostraram que isso era falso.

Um diagnóstico médico de fibromialgia é baseado na escuta atenta do histórico do paciente e em checar certos pontos-chave em áreas especificas dos músculos, chamados de “pontos sensíveis”. Eles são sensíveis à palpação, causando dor e frequentemente parece que  está bloqueado.

O resultado a longo prazo da fibromialgia

A dor nos músculos, no esqueleto e a fadiga experimentada pelos pacientes de fibromialgia são problemas crônicos que tendem a variar gradativamente na intensidade, quase como um pulsar lento. Atualmente, não existe uma cura para essa doença. De acordo com pesquisas recentes, a maioria dos pacientes pode sofrer com esse problema até o resto da vida.

Contudo, melhoramentos podem ser conseguidos com tratamentos apropriados. Existe uma preocupação óbvia por parte dos pacientes e por vezes também dos médicos de que a fibromialgia possa ser a fase inicial de outras doenças mais severas como esclerose múltipla, lúpus, etc. O acompanhamento a longo prazo dos pacientes com fibromialgia mostrou, que é de fato, muito raro para eles desenvolverem outra doença reumatológica ou neurológica.

Contudo, é muito comum que pacientes com doenças reumatológicas confirmadas, como artrite reumatoide, lúpus sistêmico e síndrome de Sjorgren, também podem ser portadores de fibromialgia. É importante que os médicos desses pacientes percebam se eles possuem essas combinações de problemas, pois as terapias específicas para atrite reumatoide, lúpus, etc, não têm efeitos nos sintomas de fibromialgia.

Pacientes com fibromialgia não ficam incapacitados com a doença, nem existe nenhuma prova de que isso afete a sua longevidade. Ainda assim, devido às variações nos níveis de dor e cansaço, existe uma inevitável contração das suas atividades sociais, vocacionais e não-vocacionais, o que conduz a uma redução de sua qualidade de vida.

Tal como muitas doenças crônicas, o ponto em que esses pacientes sucumbem aos vários efeitos da dor e da fadiga são dependentes de múltiplos fatores, em particular, o seu apoio psico-social, condição financeira, experiências na infância, senso de humor e determinação em seguir em frente.

O tratamento para a fibromialgia

O tratamento para a fibromialgia é frustrante tanto para pacientes como para seus médicos. No geral, os medicamentos usados para tratar a dor nos músculos e esqueleto, tais como, aspirina, não esteroides (exemplo: ibuprofeno) e cortisona não ajudam muito nessa situação. Assim como em qualquer outra doença crônica, o aprendizado é essencial para ajudar os pacientes a entender o que pode ou não ser feito, bem como, ensiná-los como se ajudarem uns aos outros.

É importante para o médico descobrir qual é a causa das pertubações de sono. Essas perturbações incluem apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e ranger dos dentes. Se a causa para os distúrbios do sono de um paciente não puder ser determinada, doses baixas de um grupo de antidepressivos, como os tricíclicos, ou remédios de curta duração para dormir como o zolpidem (Ambien) podem ser benéficos.

Os pacientes precisam entender que esses medicamentos não causam dependência quando usados em doses menores (exemplo: amitriptilina 10 mg à noite) e possuem muito poucos efeitos secundários. No geral, o uso rotineiro de Halcion, Restoril, Valium, etc, devem ser evitados, pois eles interferem na qualidade do sono. É afirmado que o Ambien (zolpidem) não tem essa limitação.

Existe uma consciência crescente de que a prática regular de exercício é essencial para todos os pacientes com fibromialgia. O acréscimo da dor e da fadiga causados por exercícios repetitivos torna a prática bastante difícil. Contudo, esses pacientes que desenvolvem um regime de exercício experimentam uma melhora interessante e são muito relutantes a deixar a prática.

No geral, pacientes de fibromialgia devem evitar exercícios com impacto, tais como, jogging, basquete, aeróbica, etc. Caminhadas regulares, bicicleta ergométrica e terapia na piscina usando um Aquajogger (dispositivo de flutuação que permite caminhar ou correr na piscina enquanto mantem a postura vertical) parecem ser bem mais adequados aos pacientes.

É muito importante ter a supervisão de um educador físico nos exercícios. Geralmente 20 minutos de atividade física, três vezes por semana com 70% do ritmo cardíaco máximo (calcule 220 menos a sua idade) é suficiente para manter um nível de forma aeróbica razoável.

Remédios como aspirina e Advil não são particularmente eficazes e pouco mais fazem do que minimizar a dor da fibromialgia. Analgésicos opioides (propoxyphene, codeína, morfina, oxicodona, metadona) poderão dar um alívio significativo em um subgrupo de pacientes severamente afetados, mas pacientes com fibromialgia parecem especialmente sensíveis aos efeitos secundários dos opioides (náusea, obstipação, coceira e confusão mental), e, frequentemente, decidem evitar os efeitos a longo prazo do uso desses medicamentos.

O uso de analgésicos opioides (narcóticos) na gestão da dor não-maligna tem sido um assunto controverso para muitos médicos, com as razões habituais para estarem preocupados: adição, supervisão por juntas médicas e polícia de narcóticos. Contudo, pesquisas recentes mostraram que a adição raramente ocorre quando esses medicamentos são usados em casos de dor crônica. É importante perceber a diferença entre adição e dependência (que ocorre com todas essas drogas na maioria dos pacientes).

Dois opioides fracos que são particularmente úteis na gestão da fibromialgia são tramadol e a combinação de tramadol com paracetamol. Nenhum desses dois medicamentos estão referenciados pela FDA (Food and Drug Administration. Isto é têm um mínimo de potencial de dependência. 

Áreas localizadas com dor severa podem ser tratadas por um curto período de tempo (de dois a três meses) com injeção. Isso significa injetar em um dos pontos sensíveis um anestésico local (geralmente 1% de Procaína) e massagear o músculo com uma técnica chamada spray e esticar. Deve ser referido que a injeção nesses pontos é particularmente dolorosa (na verdade, se não doer, não terá sucesso).

Após a injeção existe um período de latência que tipicamente é de dois a quatro dias antes que se verifiquem algumas melhoras. Outras técnicas que ajudam diretamente esses pontos sensíveis são com alguma terapia com calor, alongamento suave e acupuntura. 

Cerca de 20% dos portadores de fibromialgia se encontram em depressão e em estado de ansiedade e necessitam receber tratamento adequado com doses terapêuticas de antidepressivos e ansiolíticos, frequentemente em conjunto com a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Basicamente, pacientes que têm um problema psiquiátrico que geralmente acompanha a doença precisam carregar um fardo duplo.

Eles vão achar mais fácil lidar com a fibromialgia se o seu problema psiquiátrico estiver devidamente tratado. É importante entender que a fibromialgia não é um problema psicogênico, e que o tratamento de qualquer problema psicológico associado à fibromialgia não a cura.

A maioria dos pacientes rapidamente descobre que existem certas atividades que eles fazem diariamente que agravam a dor. Essas atividades geralmente envolvem o uso repetitivo ou tensão prolongada  dos músculos, tais como, os músculos da parte superior das costas enquanto olham a tela do computador.

Um trabalho de detetive cuidadoso por parte do paciente é necessário para notar essas associações e, quando possível, modificar ou eliminá-las. Diminuir o ritmo das atividades é importante. Temos recomendado aos pacientes que usem um cronômetro com aviso sonoro a cada 20 minutos. Qualquer que seja a atividade que esteja desempenhando, ela deve ser interrompida e durante um minuto fazer qualquer outra coisa. Por exemplo, se está sentado, deve levantar e andar um pouco. Se está andando, sente por mu minuto.

Portadores que estão envolvidos em atividades manuais razoavelmente vigorosas, frequentemente necessitam ter o seu espaço de trabalho adaptado, e podem necessitar ser retreinados para uma função totalmente diferente. Certas pessoas estão tão severamente afetadas que deve ser considerada alguma forma de compensação monetária por incapacidade. Essa decisão requer ponderação, pois incapacidade geralmente tem consequências financeiras adversas, bem como a perda de autoestima.

No geral, os médicos são relutantes em declarar portadores de fibromialgia como incapacitados, e a maioria dos que requerem esse estatuto são inicialmente recusados pelos serviços de segurança social (nota da editora: no caso do Brasil, o INSS, para aposentadoria). No entanto, cada paciente necessita ser avaliado individualmente antes de qualquer recomendação a favor ou contra a obtenção desse estatuto.

Fonte: National Fibromyagia Association

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A ENDOMETRIOSE É UMA DAS 10 DOENÇAS MAIS DOLOROSAS!!!



Para muitas pessoas ter endometriose é a mesma coisa que ter gripe. Quando estamos em crise, é comum escutarmos: "Você não tomou remédio há pouco?" "Mas se você já tomou remédio, como pode estar com dor ainda." Eu chamo essas pessoas de seres ignorantes, porque na boa, eu tenho é muito dó de um ser desse. É claro que é péssimo ouvir isso, que nos deixa com mais dor ainda, porque essas frases ridículas e sem nexo abala ainda mais nosso psicológico. Mas, enfim, aos poucos vamos provando que nós, endomulheres, somos as mulheres mais guerreiras do mundo, as mulheres mais fortes e as mais incríveis para suportar tudo que passamos. Eu já passei por muitas adversidades, já escutei várias frases ridículas, mas eu nunca perdi a fé, sempre acreditei em tudo que eu sentia e isso foi essencial para descobrir que eu era portadora de endometriose. Porque chega num momento, no meu caso, que doía para andar e até para respirar. Eu falava: "Ai, eu preciso deitar, colocar as pernas pra cima, não estou aguentando ficar em pé." Aí me perguntavam: "Onde doí?" E eu falava: "Doí tudo, não sei bem onde, mas é muita dor." Meu grande problema era na verdade as aderências. Então, se a endometriose já é bem dolorosa, para quem tem as malditas aderências então, essa dor é muuiiiiiiiiiito maior. Fora que as cirurgias repetitivas e as que não são bem feitas causam ainda mais aderências.

Além da cólica incapacitante, muitas mulheres apresentam outros sintomas dolorosos. Algumas podem até não ter a cólica menstrual incapacitante, mas podem apresentar dores (e muitas!) para evacuar e outras ao urinar. Olha, ôôôôô doencinha que judia viu. Maltrata mesmo. Prova disso e para confirmar que falamos a verdade é o ranking abaixo, onde a endometriose está entre as 10 doenças mais dolorosas do mundo. Por ora ocupa a décima posição, mas tendo a informação comprovada por pesquisas que a endo pode acarretar outras doenças muito doloridas, como a fibromialgia. Senti falta dela no ranking, porque ôôôô doença dolorosa também. Quando um ortopedista (péssimo por sinal) supôs que eu estava com fibro, nossa desandei a chorar no consultório. Meio ignorante, ele perguntou por que daquilo, e eu falei: "Porque eu já tenho endometriose e tenho muitas dores e agora mais uma doença crônica que causa mais dores." Claro que esse ser não sabia o que é endometriose. Mas, graças a Deus, a suspeita no meu caso não se confirmou. Enquanto fazia minha fisio na Unifesp, as meninas fizeram alguns testes em mim e os pontos mínimos de dor não se confirmaram. Ufa!! Mas sei que muitas endoirmãs têm endometriose e fibromialgia. Sei que é difícil, mas é preciso seguir em frente com muita fé, força e coragem e muita, muita perseverança. Lembre-se que você não está sozinha. Estamos unidas para uma mesma missão e saiba que podem contar comigo. E é importante lembrar que cada pessoa tem uma tolerância à dor. E a dor da endometriose independe do grau da doença e da profundidade dela. Espero que o ranking abaixo sirva de alerta aos ignorantes. Aos poucos vamos mostrando que não somos mentiras, preguiçosas e muito menos frescas! Eu acredito em todas as dores!! Beijo carinhoso!!

Ranking:

10° Endometriose
9° Gastroenterite
8° Abcesso Dentário
7° Otite
6° Peritonite
5° Torção no ovário e no testículo
4° Herpes-zóster
3° Pedra na vesícula
2° Cefaleia em salvas
1° Pedra nos rins

Fonte: http://listverse.com/2012/10/27/top-10-painful-illnesses/