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| Os participantes da mesa: o doutor Alysson Zanatta, primeiro da esquerda para a direita de terno cinza. |
Por Caroline Salazar
Na última terça-feira, dia 17 de maio, foi realizada em Brasília a "Audiência Pública de Luta Contra a Endometriose", na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Promovida pelo deputado Cláudio Abrantes (REDE/DF), o evento contou com médicos especialistas na área (ginecologistas e proctologistas), e com a doutora Marta de Betania, médica ginecologista representante da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Na última terça-feira, dia 17 de maio, foi realizada em Brasília a "Audiência Pública de Luta Contra a Endometriose", na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Promovida pelo deputado Cláudio Abrantes (REDE/DF), o evento contou com médicos especialistas na área (ginecologistas e proctologistas), e com a doutora Marta de Betania, médica ginecologista representante da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
O deputado Cláudio Abrantes abriu a audiência destacando
o objetivo do encontro: discutir os aspectos de saúde pública, sociais, e
econômicos relacionados à endometriose. Em seguida, cada um dos nove médicos
falou durante 10 minutos sobre a doença. O doutor Alysson Zanatta, Professor de
Ginecologia da Universidade de Brasília, destacou três objetivos para que se
possa vencer a endometriose:
- a disponibilidade de recursos humanos materiais
(medicamentos, máquinas de ultrassonografia e ressonância magnética pélvica,
equipamentos modernos de videolaparoscopia) em centros de referências;
- o
correto diagnóstico da doença e de forma precoce;
- e o mais importante, a
capacitação médica.
Doutor Alysson ressaltou o enorme desafio de falarmos de
uma doença onde muitas vezes nem a identificamos, mesmo durante cirurgias, ou
que, quando identificada, não é tratada adequadamente por capacitação técnica
insuficiente. Comentou ainda a falta de avanços reais no entendimento das
causas reais da endometriose, destacando que a teoria da menstruação retrógrada
jamais foi provada cientificamente, e que tratamentos e recomendações baseados
nessa teoria não curam a doença.
A doutora Marta de Betania destacou a vontade do poder
público em discutir a endometriose e promover ações concretas de combate à
doença. Porém, comentou sobre a falta de médicos ginecologistas na rede
pública, hoje estimada em 220 profissionais no Distrito Federal.
Ao encerramento, o deputado Cláudio Abrantes sugeriu a
criação de uma Frente Parlamentar sobre a Endometriose. Destacou que essa não
seria mais uma Frente apenas uma Frente “no papel”, mas que ela deveria
promover ações concretas. Entre elas, o projeto de criação de um centro de
referência em endometriose para atendimentos às portadoras do Distrito Federal.
O evento foi encerrado com um sentimento de mobilização
e de desejo de união de forças no combate à endometriose, sentimento para o qual
torcemos que se materialize em uma melhor assistência às mulheres portadoras da
doença. Vamos torcer para que realmente a "Frente" não fique apenas no papel e para que a vontade do poder público seja "de verdade" para que as mais de 10 milhões de portadoras brasileiras, em especial, as do Distrito Federal e de estados vizinhos, sejam beneficiadas não só com o diagnóstico precoce da doença, mas com o correto diagnóstico e tratamento da endometriose. Repito: que o governo federal olhe para as mais de 10 milhões de endomulheres brasileiras. Precisamos ser enxergadas, vistas, cuidadas, nossos governantes precisam saber que nós existimos e que somos muitas. Com fé e muita perseverança chegaremos lá. Beijo carinhoso!
