quarta-feira, 22 de março de 2017

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O IMPACTO DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE O CICLO MENSTRUAL!

imagem cedida por Free Digital Photos


O educador físico Renato Trevisan falou em seu primeiro artigo sobre a importância do exercício físico ser feito sob-medida para as mulheres devido seu ciclo menstrual. Confesso que até ler este texto eu não fazia ideia da importância de montar um treino com base no ciclo menstrual da mulher. Porém, há também o inverso: mulheres que malham pesado e que nem se dão conta de que isso pode prejudicar sua saúde reprodutiva. Não é difícil ouvir das "marombas" que elas não menstruam mais. Pois é, a ausência da menstruação a longo prazo desequilibra nosso organismo e faz um mal danado podendo levar à infertilidade e também à osteoporose. No texto de hoje a ginecologista e especialista em endometriose Graciela Morgado explica o impacto da atividade física no nosso ciclo menstrual. Uma coisa é certa: tudo na vida tem de ser feito com equilíbrio. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar


O impacto do exercício físico sobre o ciclo menstrual

A atividade física é uma aliada importante na prevenção de doenças e na saúde feminina. Porém, quando realizada em excesso, essa prática pode causar alterações no ciclo menstrual de uma mulher.

Feito de forma moderada, regularmente e com acompanhamento médico, o exercício físico pode contribuir para o alívio de alguns sintomas da endometriose, como as cólicas menstruais, e de alguns sintomas da TPM.

Por outro lado, exercício físico em excesso ou mesmo um treino mais pesado do que o corpo está acostumado pode causar um desequilíbrio no sistema endócrino, prejudicando a liberação de hormônios que estimulam a ovulação. A ausência de ovulação afeta a produção do estrógeno e da progesterona, provocando assim o desequilíbrio do ciclo menstrual ou até a amenorreia - ausência de menstruação.

Em longo prazo, a amenorreia pode gerar consequências relevantes para a saúde feminina como a infertilidade e a osteoporose, já que a falta de hormônios tem impacto na estrutura óssea da mulher.


Em casos de desequilíbrio menstrual e amenorreia é indicado que a paciente diminua a frequência da atividade física para que o ciclo se regularize sozinho. Se isso não acontecer, o médico poderá recomendar um tratamento de reposição hormonal para a regularização do mesmo.



Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:




Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

Um comentário:

  1. No texto diz que a amenorréia pode interferir na saúde óssea, então quem toma o allurene, que não menstrua, também tem maior chance de ter osteoporose? Meu raciocínio está correto?

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