terça-feira, 17 de janeiro de 2017

GRAVIDEZ ECTÓPICA X ENDOMETRIOSE: ENDOMULHERES TÊM TRÊS VEZES MAIS CHANCES DE TER A PATOLOGIA!

Imagem: fapeam 

Já é sabido que as portadoras de endometriose têm mais chances de sofrer aborto espontâneo e gravidez ectópica, que nada mais é que gravidez nas trompas. E foi isso que comprovou um estudo da Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia realizado entre os anos de 1981 a 2010 com 14.655 mulheres. A pesquisa realizada com portadoras da doença e mulheres saudáveis confirmou que as endomulheres têm três vezes mais chances de desenvolver uma gravidez tubária que àquelas sem a doença.  Leia o texto da doutora Graciela Morgado, ginecologista e especialista em endometriose, e entenda porque isso acontece. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar



Você sabia que a gravidez ectópica é muito frequente em mulheres com endometriose?

Em um processo de concepção normal, o óvulo é fecundado pelo espermatozoide nas trompas e se desloca para a cavidade uterina, fixando-se no endométrio. Na gravidez ectópica, esse zigoto (óvulo fecundado) se fixa e se desenvolve fora do útero, geralmente em uma das tubas uterinas.

Estudo realizado pela Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia com mais de 14 mil mulheres, entre 1981 a 2010, comprova que portadoras de endometriose têm três vezes mais chances de ter uma gestação ectópica do que mulheres saudáveis. Mulheres que apresentem algum tipo de infecção uterina, clamídia ou outras DST’s também são mais vulneráveis à implantação fora do útero. No primeiro caso, o acúmulo de tecido do endométrio nas trompas, por exemplo, dificulta o trajeto até o útero e favorece o alojamento do zigoto nessa cavidade.


As trompas uterinas não possuem condições favoráveis para que a gravidez se desenvolva de forma saudável. Em alguns casos, a concepção não continua naturalmente e a mulher sofre um aborto tubário. Em outros, se não apresentar indicação para tratamento clínico com o metotrexate, a paciente será submetida à cirurgia para a realização de abertura de tuba para retirada de gestação ectópica ou em casos mais graves poderá haver a retirada de uma das tubas uterinas.

O diagnóstico de uma gestação anormal é difícil, já que geralmente, a mulher possui todos os sintomas de uma gravidez comum. Alguns indícios importantes de uma gravidez tubária são: cólicas intensas em um dos lados do abdômen e sangramento persistente. Se houver suspeita dessa patologia, o médico deverá acompanhar os níveis de HCG da paciente e submetê-la a um ultrassom.


* É importante que o diagnóstico aconteça no início para evitar que o feto se desenvolva, o que pode causar uma ruptura das trompas e hemorragia interna. Por isso, caso você tenha endometriose e apresente algum dos sintomas acima, procure seu ginecologista imediatamente.



Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:

Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

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